sexta-feira, 29 de maio de 2009

Espera...


A espera é angustiante, agonizante, atemorizante, ou muito, muito aguardada, imaginada, sonhada.
Inativa? Não, ao contrário, muito ativa.
Porém o mundo que anseio e espero não está ao meu alcance.
Relevo decisões que transcendem a mim.
Sou persistente, e como...
Mas não concordo com o populacho: quem espera sempre alcança.
Alcança, será mesmo?
E quem disse que o que se alcança será bom? Pode ser horrível!
E se o alcançado fizer parte da espera angustiante, e te fizer estonteante diante da realidade, da sua atual e futura realidade?
Sim, claro, o alcance pode ser estonteantemente feliz, alegre, cheio de amor...
Espero.
Não gosto de esperar, sou ansiosa, quero tudo pra ontem!
Mas espero, e esperei.
Mas, como alguém já disse, não tenho tudo que quero, nem quando quero, nem quem quero...
(Nestas horas, queria eu poder ir embora para Passárgada )
Esperei, Esperei! Esperei?
Mas, como estamos inundadas de “Jabor” e ao invés do Black Power temos os Thirty Power a nosso favor.
Desta espera me livrei.
Doeu, muito, mas, com o passar dos anos, nós que ainda não encontramos nosso par, superamos mais rápido, e não demonstramos tanto nossa dor.
(bem, pelo menos espero não ter demonstrado)
O amor romântico existe, tenho certeza! Não é uma invensão do século XIX!
Infelizmente, ele passa por mim, não me esbarra.
Erros do passado, talvez...
Não me importo, não quero me importar...
Não quero mais errar, mas erro ao pensar que acerto.
Ah, como disse, estou numa fase de espera.
Realmente, me sinto numa recepção de consultório médico com música baixa deprimente. Quem escolhe tais músicas? Tudo bem, ambiente estressante por natureza, mas na falta de algo melhor, um clássico instrumental ajudaria (ou pioraria de vez, já pensou? pour elise tocada ininterruptamente, ou Tritsch-Tratsch polka sem parar?).
A espera de resultados.
Outros. Sérios. Mais sérios do que imaginei esperar.
Resultados que me darão respostas, talvez não muito felizes, mas estonteantes, de forma diversa, mas estonteantes como os encontros esperados, e não realizados.
Ocorrerão outros encontros, outros resultados.
Talvez ambos estonteantes.
E talvez nenhum agonizante.
Sou dramática, reconheço.
Espero.
Agora espero de esperança.
Resultados inócuos, encontros ardentes.
Um dia, quem sabe.
Tenho uma resposta, pelo menos, não mais aqueles olhos suaves em mim.
Espero outra resposta, de outra origem, que talvez me mude, ainda mais.
Mas esta espera... me deixa louca! 


Andreia, que se achava no controle, encontra-se descontrolada, sem outra saída, a não ser a esperar... e, reitera, detesta esperar.

3 comentários:

joseane janner disse...

Olá meninas!
como posso entrar emcontato com vcs, possuem um email que eu possa usar?
Tkss! =*

Júlia disse...

Perfeito seu texto!!!


Também detesto esperar...todo toipo de espera é sempre ruim!!!

Carlinha disse...

Andréia,

Que texto denso, intenso. Essa espera realmente é muito difícil. Tb sou ansiosa e quero tudo p ontem, mas nem sempre alcanço o esperado, quase nunca!

E tenho esperado também, e a espera tem doído. E tenho tentado não esperar mais...

Espero que consiga o que quiser, sempre, mesmo sendo difícil!

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