quinta-feira, 21 de maio de 2009

O livro das verdades

Acreditei, inúmeras vezes, que tudo estava escrito num grande e poderoso livro chamado “Destino”. Tinha muita fé de que tudo que eu fizesse teria um propósito maior, e, que um dia, quem sabe, eu abriria a página 535 e lá estaria tudo explicado. O que aconteceu, o porquê de tê-lo acontecido ,e eu veria que meus erros, acertos e atitudes incompreendidas, na verdade faziam parte de um incrível romance não- ficcional, que estaria na lista dos dez mais do “Times”.

Tenho um lado místico, esotérico, segundo alguns, bruxesco, segundo outros. Na realidade,  acredito que o presente, pura e simplesmente, mesmo que seja um presente composto de um grande momento, não faz quem realmente somos. Nossas vivências passadas, desta e de outras vidas, nossas esperanças e nossa crença em melhorar o mundo, começando por nós mesmos, é que faz um ser humano.

Se já tive experiências que minha razão duvidou, sim, e muitas. E, apesar deste lado espiritual, acredito muito na ciência. Graças à física descobri que muitas de minhas “visões” ou “sensações” não compartilhadas pela maioria das pessoas são explicáveis, equacionáveis, e poderiam ser exemplificadas por experimentos práticos. Adoro laboratórios de física, mas não tanto a ponto de me dedicar a isto...

Tive fases de incredulidade total, duvidando  de tudo o que não tivesse uma explicação lógica e sólida. Afinal, a humanidade evolui muito, crenças de 150 anos, tidas como verdades absolutas, hoje beiram a piadas. Acreditei que o futuro visto em cartas de tarot, ou nas runas, no meu caso, eram, na verdade, interpretações de símbolos (muitos deles de significados variados), e que quem os interpreta, os interpretava a maneira de obter a resposta mais gratificante para a situação.

Lógica oriunda de probabilidades. Afinal, apesar de artística, me considerava um tanto quanto científica, sem ter estudado academicamente a fundo o assunto.

Aonde quero chegar com este longo, e começando a ficar cansativo, texto.

Sou considerada uma pessoa inteligente, mas sou péssima em lidar com as pessoas. Aquela tal de inteligência emocional, ícone dos best-sellers dos anos 90, passou longe de mim. Mas mesmo assim amo meus amigos, fico tempos sem os ver, é verdade, me culpo por isso, mas o amor e o carinho que sinto por eles são inabaláveis.

Se esta fosse uma redação de vestibular (sou craque em vestibulares), já teria fugido do tema. Porém, não seria uma fuga total, apenas parcial, um longo parênteses para revelar que voltei, sim, a ser uma pessoa crédula, com fé.

Não uma fé num Ser superior, mas uma fé na humanidade, nos atos da natureza, e de que os acontecimentos, por mais diversos e estranhos que possam parecer ser, estão relacionados.

Nestes últimos dias, tive uma sucessão de acontecimentos na minha vida, uns estranhos, outros assustadores, outros doentios, parecia que tinha entrado em estado de caos novamente. Mas, relaxando e deixando o estado alpha de mente fluir, tudo conectou-se:  o bom e o ruim, e comecei  a vislumbrar soluções, sozinha. Não sozinha, eu e o universo.

Ainda não estou na página 535, digamos que estou na 110, e que estou gostando na história. 
 

Mesmo sendo assumidamente insana, consegue conectar acontecimentos e ainda acredita que seu livro “o Destino de Andreia” está sendo escrito por alguém, provavelmente a Alice, aquela, do país das maravilhas... E adora comemorar desaniversários, já que sempre esquece os aniversários. Feliz Desaniversários, garotas!

Um comentário:

Gisele Lins disse...

Oi querida!
Nada como amigos na vida da gente, heim?
Super saudades e um beijão!

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