quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Malucas? Sim, e daí...


“Elas ficam malucas em pensar nos 30”, esta foi uma das manchetes do Yahoo de domingo, dia 16 de agosto.

Independente da matéria, que falava sobre uma peça em cartaz em Belo Horizonte e sobre uma segunda adolescência que começaria aos trinta, além de algumas outras situações e emoções experimentadas nesta idade (algumas já descritas em nosso blog); o título me fez pensar em como ainda existe certo preconceito, por que não dizer assim, em relação à fase balzaquiana.

Podemos ser consideradas “malucas”, mas não só por causa da idade. Sinto muito, não concordo. As malucas de trinta, são malucas desde sempre (meu caso, por exemplo). Ou ficam malucas, sejam de 30, 20 ou 40, quando os dígitos da balança aumentam (li, numa destas pesquisas divulgadas online, que este, o peso, é o verdadeiro terror das mulheres), quando tem problemas no trabalho, com filhos, TPM, quando tem de atender celular, telefone fixo e responder e-mail, ao mesmo tempo. Resumindo: a mulher do século XXI tem de ser maluca. Mas uma maluca “beleza”!

Idade pesa? Pesa sim, mas não modifica a silueta (o stress sim, sei muito bem!), traz algumas linhas de expressão, algumas rugas, nada que um bom creminho não dê uma amenizada, ou um bisturi, ou um laser... Sim, mulheres de trinta sofrem grande pressão da sociedade. Mas também possuem um armamento pesado para combatê-las.

Nossa geração não nasceu multimídia, viu a multimídia nascer e crescer no cotidiano. As expectativas sobre uma mulher aumentaram n³, as que são mães devem saber melhor do que eu, mas, resumindo de uma forma simplista, temos de ser boas, em tudo: pessoal e profissionalmente, além de ter uma aparência bela. É de enlouquecer, não?

E afirmo: nunca se é boa o suficiente. Sempre nos é exigido mais, mais e melhor. E se vc, assim como eu, e a maioria, não se encaixa nesse perfil padrão perfeccionista, pode sofrer de certo grau de frustração. Ou ignorar os padrões, rir de tudo, e seguir em frente. Num verdadeiro jeito de ser “maluco beleza”.

Andreia pensa que a idade cronológica só serve para preencher formulários. A idade real é relativa. 20, 30 ou 40? Malucas, o nosso mundo nos faz assim, não números num documento.

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