terça-feira, 22 de setembro de 2009

É primavera…


Enfim, começou minha trigésima segunda primavera!

Primavera é tempo de flores, assim aprendi desde pequenina, e assim me sinto: florida!

Tive uma grata surpresa no meu jardim, o florescer de dois lírios, que eu havia dado como “falecidos”, pois durante muito tempo, eram somente galhinhos secos num vasinho cheio de pedras.

Mas as flores que eu realmente amo, são as rosas.

Primavera e rosas me lembram de uma música que o Tim Maia cantava:

“Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti
Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Meu amor...
Hoje o céu está tão lindo (sai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (meu amor)”

E esta música me lembra uma época em especial da noite de Porto Alegre, em que o florista de rosas subia no palco do antigo Dado Bier e a cantava.

Época em que eu era uma notívaga ativa, festas se terça a domingo, com algumas segundas entremeadas; época de agito, muitas paqueras, paixões incontroláveis, que sumiam assim como surgiam, época em que muito amei.

E, como todo ser que sofria de paixonite compulsiva, muitos te amos, seguidos de choros, muitos começos e muitos finais.

Sério, não sei como meu coração agüentava! Tantas paixões e “despaixões” cumulativas...

Foi uma época intensa, em que me lembro de muitas coisas boas, e faço questão de me esquecer das ruins.

Hoje permaneço notívaga, porém caseira e comedida. Adoraria gritar bem forte “eu te amo”, para um homem especial. Porém, estou solteira, e os “te amos” vão para amigos e familiares.

Mas eu realmente quero um “te amo” romântico, antes da trigésima terceira primavera...

E quanto a paixões, agora elas formam minha vida, e se referem a tudo de bom que me cerca. Incluindo meu reflexo no espelho!

Ok, este reflexo era bem mais atraente naquela época, mas o espelho em que me vejo atualmente é uma espécie de “retrato de Dorian Gray”, mas, ao contrario do personagem, não vou destruir a minha imagem, primeiro, porque quebrar espelhos traz má sorte, e não preciso disto pelos próximos sete anos da minha vida, segundo, porque vejo que muitas das imperfeições podem, sim, serem corrigidas. Leva tempo, mas estou recriando minha imagem, meu ser. E os próximos reflexos serão cada vez mais bonitos, pois serão mais realistas, refinados e mais detalhados.

Andréia adora o frio, mas aprecia a primavera e toda sua beleza. E com grande satisfação escreve: é primavera, te amo!

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