segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Being Andreia

Ok, escreverei sobre um tema bem ameno, mas que talvez tenha algum conteúdo, não garanto nada. São minhas opiniões diante de um passatempo que eu adoro: séries gringas.

Final de setembro e início de outubro é época dos retornos das séries. Eu adoro séries, principalmente as que envolvem ficção, como Lost (que só voltará em janeiro, última temporada), Warehouse 13, Fringe (depois dos primeiros episódios, que foram muito lost), ou as que envolvem o sobrenatural, Supernatural é minha preferida (e Dean Winchester o meu preferido), se bem que True Blood foi bem empolgante no meio do ano (vampiros podem ser tão sexies…). As que misturam um bom caso policial com suspense, e humor e drama dosados (ih, várias: Dexter, Cold Case, CSI, Bones, The Closer...), além da série mais viciante do mundo, segunda pesquisas altamente úteis, 24 horas (segundo alguns outros blogs, Jack Bauer seria o príncipe encantado da mulher atual, quem sabe?)

Mas, me surpreendi com uma série canadense, que estreou sua segunda temporada há poucos dias: Being Erica. A principio, esta série não tem nada que me prenderia: é do tipo ficcional, com um pouco de humor e drama, nem sempre na medida certa... Os atores não são lindos, parecem pessoas normais do dia-a-dia. É uma série despretensiosa, no meu ponto de vista, mas me chamou atenção. Li, em alguns outros blogs, que é uma série de identificação, e foi o que me pegou.

Erica tem 32 anos (minha idade), inteligente, insegura e se encontrava numa situação totalmente contrária a que ela imaginava viver quando chegasse nesta idade (eu de novo).

Despedida de um emprego que ela não gostava, sem namorado, passando mal, e sua família veladamente a criticando. (ops! eu mais uma vez na parte de criticas veladas e sem namorado).

Mas ela se depara com o terapeuta dos “meus” sonhos, que tem o poder de fazê-la voltar e refazer ações que a resultaram nela no agora (não tenho muitos arrependimentos, mas tenho algumas coisas que eu gostaria de ter feito diferente, ou reagido diferente, e que talvez, quem sabe, mudariam quem eu sou hoje). Essa é a parte ficcional, e parte do principio (muito aceito) de que o que somos hoje é a soma de nossas ações passadas. Principio que eu concordo em parte, porque nem tudo que somos é resultado do que fazemos,é também do que sabemos, e às vezes, simplesmente, não temos o controle, não está em nossas mãos.

Os dramas, os pequenos dramas cotidianos de uma mulher de 32 anos que ainda não aconteceu por completo, são verossímeis. Identifiquei-me com muitos da primeira temporada.

Mas a Erica está mudando, sendo mais ela mesma, como o título sugere.

Aí eu me identifico mais uma vez, mudei muito, com ajuda de terapeutas, sim. Claro que na ficção é tão simples superar um trauma, coisa que na minha vida real requer anos... Mas, enfim, o conceito de refletir sobre o passado e tentar ser diferente do que já se demonstrou ser equivocado é válido. Assim como aceitar o que não pode ser mudado.

Mas creio também que algumas coisas do passado devem ser deixadas quietinhas, em algum arquivo imaginário, enterrado no subconsciente sem link direto com o consciente. Algumas dores não devem ser revividas, dar uma espiadinha de vez em quando, tudo bem, mas sem muito contato.

Hoje posso não ter o sucesso que gostaria de ter, ser solteira sem namorado, ainda estudar, ainda me descobrindo, ainda me aceitando, ainda recebendo críticas de pessoas queridas, que ignoram meus tormentos, ainda tentando me livrar dos tais tormentos, ainda desequilibrada, ainda tendo muito a ser consertado...

Eu sou um baita “ainda sem”, um tremendo “quase tudo”, mas, por mais irreal que pareça, sou muito mais completa e mais feliz que anos atrás. Sou uma espiral ascendente na cor laranja. Ah, sou sim um pouco louquinha: passar madrugadas esperando episódios legendados é um tanto insano, admito, mas eu adoro!

Andreia escreve esporadicamente, e está, há um bom tempo, se reciclando e se recriando. Mas, para recreação, é fã de muitas séries estrangeiras.

Andreia não citou os blogs que visitou, porque visita muitos, e faz uma confusão danada, e, para não dar créditos errados, não usou citações diretas de ninguém.

2 comentários:

Chou disse...

Me identifico contigo Andréia, tenho 38, sem trabalho, estudando, recebendo críticas, sem o sucesso q pensava ter, solteira sem namorado, ufa! Mas vamos em frente! Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura, jamás! Beijos

Gisele Lins disse...

Que ano de reflexões e mudanças, heim, amiga? Estou orgulhosa de você!
Um beijão e espero que até breve!

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