sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Crise dos 35?

"Se eu tivesse observado todas as regras, 
eu nunca teria chegado a lugar nenhum"
 Marilyn Monroe


Sem dúvidas, Marilyn Monroe é uma das divas que eu mais adoro!

BELA - SEDUTORA - SURPREENDENTE- LUTADORA - SOFREDORA - COMPLICADA - AMADA - DESAMADA - FAMOSA - DIFAMADA - TALENTOSA - SOLITÁRIA...

Uma mulher que entrou para a história, que viveu apenas 36 anos, e, mesmo em 2012, 50º ano de sua morte, continua a ser lembrada, e venerada, e alvo de polêmicas. Uma Diva, Um mito, Uma mulher, Uma balzaca.

Mas porque escrever sobre ela aqui, neste nosso blog tão íntimo?
Porque ela também era uma balzaquiana, e sua fama veio pertinho dos trinta, e dos trinta não passou.
Uma mulher extrema, intensa.
Impossível, para mim, não me identificar com alguns pontos (sim, pontos, porque estou longe, bem longe de ser Marilyn).

E impossível não me questionar: o que estou fazendo da minha vida?

Tenho 34, e este ano farei 35. Minha crise dos 30 veio aos 35. Vejo minha vida, e não vejo nada de concreto por mim realizado. Sinto-me frustrada. Muito frustrada. E cansada. Não sou uma profissional de sucesso, não sou tão independente quanto gostaria de ser, não tenho um namorado/marido, não tenho filhos (achei que este lado nunca pesaria, afinal, nunca fui louca por ser mãe - e também não o quero de imediato - mas penso com mais seriedade no assunto... Sabe aquela história do relógio biológico? Não é apenas história).

Às vezes, sinto-me numa espécie de crise de meia idade (daquelas masculinas)...
Ah... como eu gostaria de ter um Editor de Vida !
Se bem que agora também gostaria de um "corretor de idade".

Quero viver tudo o que não vivi nos últimos anos neste ano. Fazer tudo que deixei para depois. Amar como se não houvesse amanhã. Respeitar meu ser e a minha maneira de ser acima de tudo. Arriscar. Não alimentar relações pessoais e familiares desgastantes. Preciso ser feliz diariamente. E não uma caricatura de mim mesma. Ou um eterno esboço de quem gostaria de ser.

Quero ser EU. Apenas isso. Lidando com meus defeitos, melhorando minhas virtudes.
Penso que quem gosta, de fato, de mim, me aceitará, e entenderá. E não me criticará (muito), ou me recriminará (muito), nem ficará eternamente me chamando de louca (ou inconsequente).

Pode parecer algo simples para a maioria... Mas, para mim, não é (embora eu pensasse o contrário, a verdade é que as opiniões alheias tem tido, em minha vida, um peso bem maior do que deveriam ter - e talvez tenham contribuído, e muito, para os meus vários anos de depressão).

Demorei, mas estou aprendendo a dar limites (aos outros, pelo menos, porque quando eu perco o meu limite, fico surda, e não me ouço). Uns me chamam de ingrata, outros, de egoísta. Sinceramente: me chamem do que quiserem! Não quero voltar a ter depressão! Não quero voltar àquele estado de apenas sobreviver. Não quero mais lacunas na minha existência.

Erro muito, eu sei. Tendo a achar que erro mais do que deveria, que sou muito mais errada que as demais pessoas. Será mesmo? Acho que não. Todos erram, afinal, "errar é humano"...

Cansei de pedir desculpas. Os equívocos são meus, não dos outros. Eventualmente, podem repercutir em outra pessoa. Mas quem realmente sofre? Quem precisa superar? Quem precisa refazer? Quem precisa se desculpar, se for o caso? Quem precisa acordar no dia seguinte? Quem precisa encarar as pessoas? Quem, de fato, lida com as consequências dos meus atos?

Eu.

Querem falar, criticar, acusar, julgar e condenar? O problema, aí, não será mais meu...

Não quero chegar aos 36 infeliz.



Andreia escreve esporadicamente, e agora está passando pela crise dos "quase 35".
Andreia quer ser apenas Andreia.
Simples assim.



8 comentários:

Andréia B. Borba disse...

Uau! Poucas vezes li um desabafo tão verdadeiro ( e tão pertinente!).
Ficamos meio que até sem saber bem o que dizer, sabe?
De todo modo, conte comigo para o que precisar nessa caminhada rumo a felicidade cotidiana. :)
Um beijo!
Déia

Vanessa disse...

Viva! Viva o que se é e o que se tem... desfrute dos bons momentos e aprenda, também, com os maus momentos... só não deixe de tentar, ousar... viva!

andreia disse...

Pois é, gurias.

Parece que tive um choque de realidade. E consegui, pela primeira vez, perceber, de forma muito clara, o que de fato sou, e como venho me podado em demasia, tentando entrar numa realidade que não condiz com meu pensamento.

"Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?"

Tirei o espartilho!

:)

Loloh disse...

E viva a crise dos 35! É ela que nos faz mudar pra melhor, não é?
Coragem Andreia!

Anônimo disse...

Li seu desabafo e me identifiquei totalmente,
Também estou com 34 anos, em Maio 35 e todas essas indagações e conclusões.
Boa sorte! a nós, não é mesmo?
Beijos a todas vocês meninas.
Janaína B. M.

Cláudia Ruaro disse...

Adorei o desabafo,comecei ler por causa da Marilyn e acabei lendo trechos dos meus pensamentos...(apesar de ter 30,ter filho e marido)
Muito bom!!

Tatty disse...

Tenho 34 anos . 35 em dezembro e um filho de 10 meses. Completamente transtrornada me perguntando o que fiz com minha vida. Cheia de angustias, medos ... Mas, que venha os 35, 36,37,...

Unknown disse...

Semana que vem faço 35 anos e percebo o quanto estou perdida, infeliz e sem esperança de um futuro mais próspero. Mas o que é um futuro prospero??
O que é a verdadeira felicidade??
Isso existe ou é uma falácia somente??
Não sei, mas vamos tentando descobrir aos 35, 36, 37...

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