Mostrando postagens com marcador Gabriela. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gabriela. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de janeiro de 2024

DE ONDE VEM A VERDADEIRA FORÇA FEMININA?

Hoje, para mim, ela vem da permissão de me abrir para receber. 

Da disponibilidade em crescer interdependentemente e em comunhão. 


De olhar para meu sentir. 

Da humildade em  olhar para mim, para minha história, meus hábitos, atos, comportamentos que não fazem mais sentido para o que desejo viver. 


De me libertar de velhos padrões. 

De quebrar velhos ciclos ancestrais, honrando-os, mas escolhendo fazer diferente e seguir por novos caminhos.


De me conectar com meu coração, com meu corpo, perceber o mundo.

De mergulhar em mim, no meu mundo intuitivo, no meu espaço sagrado.


De me preencher inteira de pai e de mãe, tomar de canudinho e me lambuzar inteira com essa vida que me foi dada de presente por Deus, através deles. 


Vem da força do silêncio, da força de gerar vida, da força de colorir a vida em preto e branco. 


De conseguir comunicar de forma vulnerável e permissiva: necessidades, desejos, sentimentos e problemas. 


Hoje , para mim, a minha força vem da minha capacidade em pedir ajuda, e não de fingir que eu não preciso de ninguém e de que dou conta de tudo sozinha.


De me abrir para receber do outro e da vida. 

De não mais emburrar e fechar meu coração, mas ter a maturidade de conseguir lidar com meus problemas relacionais e virar a grande chave de não me manter mais como vítima inocente diante deles. Entender que às vezes preciso “sujar minhas mãos” e sair da inocência ou abrir mão da razão, para estar nas relações. 

De também me responsabilizar pelos meus atos e ter humildade e clareza para dar os passos necessários para compensa-los. 


Por muito tempo eu acreditei que minha força estava dentro de armaduras: da super mulher, da Mulher-Maravilha e guerreira, com minhas bandeiras erguidas e armas em punho. 


Hoje sei que minha força habita onde há beleza, leveza, onde há lastro emocional sustentado.

A minha força hoje habita na minha capacidade de ser feliz, de ser leve e fluir e estar presente no AQUI AGORA da vida. 


Para mim, esse tem sido o verdadeiro segredo do feminino, minha verdadeira força de mulher. 



Gabriela Lima, mulher, amazônida, aos 41 anos se (re)descobrindo mulher.

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

“Deixa eu me reapresentar que eu acabei de chegar”



“Gabriela… sempre Gabriela… eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim..” Será?! Me conhecendo como hoje me conheço, nesses 41 bons anos, sei que definitivamente não tenho a chamada “síndrome da Gabriela”.


Eu mudei. Não vou dizer que sou uma “Metamorfose Ambulante”, porque minha própria metamorfose me fez gostar da estabilidade e da calmaria. Para sempre será assim? Só o velho tempo poderá dizer.


A ideia de me reapresentar surgiu a partir de reencontros com amigos, primos e conhecidos que falam: “nossa, como você mudou”.  Então de repente você está chegando agora. Ou me conhece de outros carnavais. Permita-me.


Decidi reescrever uma auto descrição que fiz há 10 anos, para o blog de (hoje amigas) balzacas, o “De repente 30” que já virou “De repente 30, 40” e está prestes a incluir o 50! 


E se você ainda não percebeu, os meus textões aqui denunciam: há uma escritora que habita em mim.


 Então hoje, aos 41, posso dizer:


Sou tudo que li, vi, ouvi e vivi. Tudo que  experienciei nessa vida. Cada sorriso, cada deserto, cada renascimento, cada cicatriz e cada libertação. 


Acreana do “pé rachado”. A sede de me jogar enlouquecidamente no mundo deu lugar a estar em paz com minhas raizes. Aceitando o meu lugar dentro de mim. Claro que ainda quero conhecer uma parte do mundo.  Mas não tenho mais pressa. E antes disso, ainda quero dar um mergulho nos rios e florestas que meus ancestrais ajudaram a desbravar. 


Aprendi também que na vida de adulto, a gente precisa perder para ganhar. As escolhas nos tornam quem vamos sendo. A gente só precisa banca-las e não olhar com remorso para trás. Faz parte da autorresponsabilidade. 


Ariana de sol e lua. Ascendente em gêmeos (comunicadora nata!), mas com Mercúrio em peixes, que traz profundidade, emoção e subjetividade nas palavras ( e muitos atrapalhos!!). Um Marte em libra  que me ajuda a ser diplomática. Então não sou a típica ariana explosiva, mas às vezes “briguentinha” (com classe) e tenho meu lado chatilda também (pra quê eu vou mentir!? Haha).


Aliás, pouco a pouco vou me livrando da máscara da certinha-boazinha-perfeita. Aprendi com o tempo a dizer não, antes com mais culpa que hoje. O exercício de limites tem sido lindo! Ainda me exijo e cobro mais do que deveria, mas bemmm menos do que antes. A terapia anda em dia também pra isso. 


Já me julguei “empoderada”, uma fachada que  hoje sei que só escondia o tamanho das minhas feridas e traumas. A forte por fora, mas tão frágil e carente por dentro.. A dita corajosa, mas no fundo tão medrosa. Um medo de me jogar de verdade como adulta no jogo da vida. Eu brincava de me relacionar. 


Declarei muita guerra aos homens, ou por acha-los “maus”, ou por acha-los inferiores, ou por acha-los desnecessários. E quando eu passei a mergulhar no meu poder real, de estar no meu lugar (primeiro de filha, segundo de mulher), uma chave profunda virou dentro de mim. Mergulhei nesse mundo de magia, poesia e leveza do feminino, aprendi a receber da vida e do outro. Aprendi a pedir ajuda, a me vulnerabilizar, a me conectar com meu corpo e meu sentir e sair um pouco do “cabeção” (ainda em processo!). Aprendi o movimento de colocar as setas para mim, a cuidar do meu jardim e me amar. Nem preciso dizer que minha relação com o masculino acabou também mudando  profundamente nesse processo. Um processo de quase dois anos de estudo. Mas esse assunto e descobertas podem ser tema de um outro texto.


As lista sem fim de amizades deu lugar aos amigos que se contam nos dedos. Ainda adoro me relacionar, trocar ideias, experiências, aprendizados, carinhos e afetos. Mas tenho aprendido a ser mais criteriosa com as pessoas e espaços que acompanham de perto minha intimidade e minha vida. 


Sempre me disseram corajosa (ou doida!), por largar por um tempo os meus  empregos públicos,  para viver só de empreender. Fracassei, senti vergonha, recalculei a rota. Voltei, ressignifiquei, entendi onde errei e não desisti. Eu sou uma intraempreendedora, não posso negar. Faço isso quanto posso no serviço público.




Aliás, eu amo trabalhar e gosto de trabalhar por produção. Não sou boa com burocracias, mas sou boa em executar, criar, fazer.


Gosto tanto de trabalhar, que se me empolgo, posso adoecer (workaholic em recuperação). Então, ao longo dos anos e Bornouts, aprendi a me respeitar e aprender sobre meus limites.


 Hoje o meu maior valor é o de QUALIDADE DE VIDA. Não tem nada na frente disso, além de Deus. Porque entendi na marra que se eu não estiver bem, as pessoas ao meu redor tbm não ficam, meu trabalho não acontece. Essa lição levou anos e anos para ser assimilada.


No campo profissional, me considero fora da caixa. Vejo conexões onde nem todos veem. Fui me especializando na área da educação, na área do desenvolvimento humano e da saúde mental. Me formei em  Fonoaudiologia, mas me considero uma profissional da saúde. E da comunicação e do desenvolvimento de pessoas. Adoro os dispositivos de roda, lugar em que posso aprender e servir em espaços coletivos com impactos no individual. Isso me brilha os olhos. Ahhh e amo comunicação, assim como amo música, por isso apresentar um programa de rádio no sistema público me contempla em diversos sentidos. 


Continuo sendo curiosa e sonhadora. Não sofro mais de otimismo crônico, a maturidade me trouxe mais pé no chão. Mas continuo tendo uma profunda fé no universo. E nas pessoas. Gosto de gente, da troca. Mesmo sabendo que ninguém é perfeito, tampouco eu. Aliás, o maior aprendizado pra mim foi ABSORVER  que não sou perfeita, e assim aceitar mais as falhas alheias. Meu Deus, como isso liberta. Poder dizer “tem algo contra mim? Pois fica contigo, não precisa me dizer não!” Hahaha. Vi isso num vídeo e levei para a vida. Fale o que quiser, pense o que quiser. No final, quem sabe de mim, sou eu.


Eu continuo achando que casar e comprar uma bicicleta seja possível. Falando nisso, nunca disse tão claramente e abertamente: meu maior sonho é casar e construir uma família!!!  Sempre foi no fundo, mas por tanto tempo me enganei, focando  na carreira, cursos e mestrados da vida. Em festas, viagens, amigos que não eram tão amigos, relações fadadas ao fracasso. Tudo valeu a pena, foi importante. Talvez teria feito menos, bem menos. 


No mais, continuo amando cinema (muito), cozinhar ouvindo música em volume máximo (com uma taça na mão dependendo da ocasião). 

Dançar continua sendo um exercício de libertação; escrever, um aprendizado constante. Amo viajar (quero ficar rica pra isso! Hahaha). Adoro dias de sol e também banhos de chuva. Gosto (hoje) de cachorro (muito). 


Acredito em Deus, e em outros tantos seres iluminados. E escolhi Jesus para ser meu guia (me batizei como cristã no ano passado), já que todos os meus caminhos espirituais sempre acabavam me levando até Ele. E filha de pais Marianos, sigo rezando também por sua Mãe … Nossa Senhora que também cuida do meu coração ❤️


 E no fim, continuo aprendendo, sempre.



Gabriela volta a escrever aqui depois de anos. Vai precisar resumir esse texto pra poder atualizar a sua bio do blog. Não sabe quando aparece de novo, mas se sente  feliz, por criar ânimo de voltar por aqui . 

segunda-feira, 9 de março de 2020

Reflexões sobre esse dia da mulher

Muito inspirada no vídeo de Rafa Brites, “ Carta de desculpas” (quem não assistiu, por amor, assista!), escrevo essas palavras no dia de hoje, dia dedicado a homenagear nós, mulheres. 

Sim, somos incríveis, maravilhosas, especiais, merecedoras.. Poderosas? Minha visão hoje é que, nem sempre. Após ler “A coragem de ser imperfeita” de Brene Brown, e outras leituras nessa linha, penso diferente. Não somos inabaláveis, não somos perfeitas, não somos de ferro e nem indestrutíveis. Somos fortes, mas também frágeis. Somos vulneráveis e merecemos colo. E é sobre esse colo que quero falar hoje. Sobre o colo de uma mulher para outra mulher. Quero falar sobre sororidade.

“Tenho muito mais amigos homens, prefiro as amizades masculinas...” 

Eu já fui uma mulher que pensava assim, e já me orgulhei muito disso. 

A vida foi passando, os acontecimentos se sucedendo, a maturidade foi chegando, o amor próprio fortalecendo... Percebi que quando criticava uma mulher, estava criticando a mim mesma. Quando despreza outras mulheres, desprezava a mim. No meio do caminho fui descobrindo alguns movimentos de mulheres que, dentre outras coisas, trabalhava a sororidade na prática, “real oficial”. E o meu respeito, amor e admiração pelas mulheres só aumentou. Hoje, exatamente HOJE, enquanto reflito e escrevo esse texto, percebo que só aumentou porque o meu respeito por mim, a confiança em mim, o amor por mim e a admiração por mim, também aumentaram. 

Hoje é um prazer cultivar amizades com mulheres. Aliás, pensando aqui, quem sabe, quanto mais mulheres estiverem unidas e juntas, menos homens babacas se espalham pelo mundo (calma, rapazes, não vou generalizar, tem muito cara incrível por aí, e multiplica, senhor!). Simplesmente porque não vai ter vez, não vai ter espaço mais para homem babaca. Bem pela Teoria da Evolução de Darwin, ou esse homem “se orienta”, ou pela seleção natural, desaparece. 

O incentivo à existência de homens mais conscientes, evoluídos, respeitosos, feministas (homens e mulheres, aprendam o que significa FEMINISMO, obrigada @pripires por abrir meus olhos), é apenas uma das vantagens quando mulheres dão as mãos. São anos convivendo com o machismo, homens e mulheres criados pelo machismo de homens e mulheres, que por sua vez, foram criados por homens e mulheres machistas, e assim vai. Já existiu uma época em que mulher não podia votar!! E isso foi ontem! Os direitos vão se igualando, mas ainda há muito pelo que lutar. Talvez uma luta mais sutil (em muitos lugares nada sutil), o machismo velado (às vezes escancarado). A reflexão sobre as relações. E penso que o papel da mulher nisso tudo, de colocar limites, é fundamental. Após séculos aprendendo de forma “errada”, hoje, é por uma mulher que o homem vai aprender como deve trata-la. Pelos limites que são impostos, com firmeza. “Não é não”, por exemplo. E para quem tem dificuldade de dizer “não”, por amor, aprenda. É um dever seu. Por todas nós.

Por outro lado, penso que chega a ser triste para a maioria dos homens o fato de não ter com frequência a oportunidade de experenciar o que a gente naturalmente experencia: uma roda de apoio, de troca, nos momentos mais devastadores. Homem sofre sim, e geralmente sofre sozinho, porque não tem o que a gente tem, essa liberdade de falar de sentimentos, de desabafar, abrir o coração e se amparar, umas nas outras... Então, nesse dia dedicado a falar da mulher, quis trazer esse ponto, para que a gente aprenda e possa valorizar e cultivar isso, a amizade entre mulheres, dia a dia. Porque estar nessa roda de mulheres, não tem preço. 

Ter amigos homens é maravilhoso, é divertido, é aprendizado sobre esse universo masculino. Agora, nada substitui uma boa amizade feminina, mulheres quando escolhem se unir.

Essa mensagem é para você, que tem amigas incríveis, como eu. Cada dia mais apaixonada por elas, por conseguir criar, dia a dia, uma relação cada vez mais sólida, de confiança e apoio mútuo... ❤❤ Simmmm, pode ser que tenha mimimi, drama, falação, pode ter discordância.. Mas as relações se constroem no caminho, no diálogo. Nós mulheres estamos aprendendo, juntas, a nos relacionarmos. Foram anos sendo incentivadas a disputar, competir umas com as outras. Mas eu te digo: esse tempo acabou. 

Tamo juntas? Ninguém solta a mão de ninguém, combinado? Compartilha esse texto com aquelas mulheres que você ama, admira, que te inspiram. Aquela mulher que precisa ler e refletir sobre isso. Aquela mulher que, talvez, mereça suas desculpas. Sem culpas, apenas como parte do processo de reconhecimento, cura e evolução.

“Me levanto sobre o sacrifício de um milhão de mulheres que vieram antes e penso “o que é que eu faço para tornar essa montanha mais alta, para que as mulheres que vierem depois de mim possam ver além” (Rupi Kaur).

Um feliz todos os dias, deusas!




Gabriela ama ser mulher. E a cada dia aumenta mais seu amor por si, por você, por nós.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

UM “ÓTIMO VOCÊ” PARA 2019!

Começamos mais um ciclo. Mais um capítulo dessa jornada incrível chamada VIDA.

E quer saber quem é o autor dessa história, aquele que vai escrever cada linha, cada página? Aquele que pode ser, ora o “mocinho”, ora o “vilão”, brincando com essa polaridade que nos é comum (mas que vez ou outra costumo contestar). Aquele que pode ser, ora protagonista, ora coadjuvante (sair de cena também faz parte do processo). Sabe né, quem pode ser tudo isso? VOCÊ.

Ninguém, além de VOCÊ,  pode escrever (e fazer) a SUA própria história. Cada um de nós, que está nessa busca de ser feliz, que caminha no sentido da luz (com a importância de acolher também nossas sombras, auto-aceitação é essencial), somos os responsáveis pelos passos dados. Em cada ação, sentimos de volta a reação. Essa matemática (ou seria física?! Rsrs) é incontestável.

Então, meus leitores (parêntese aqui para dizer como é bom escrever isso! Rsrs... uma das metas de 2019 é me assumir mais escritora!)... não é o ano que deve ser diferente. É VOCÊ... sou EU. Sabe?

Um amigo enviou um texto incrível nesses dias de celebração, que tem tudo a ver com a mensagem que quero deixar nesse dia 01:

“E se, em vez de você esperar por 2019, 2019 esperasse por você?

Em vez de: "2019 vai ser melhor", que tal usar: “Eu serei melhor em 2019".

Em vez de: "Que 2019 seja um ano excelente", que tal usar: "Eu serei uma pessoa excelente em 2019”.

Em vez de: "O que 2019 me reserva?", que tal: "O que eu reservo para 2019?"

E se em vez de: "tomara que 2019 me traga...", o que é que você pretende levar, entregar, oferecer à 2019?

Então, um “ótimo Você” para 2019!

Tudo começa por nós mesmos, não adianta ficar esperando os outros.” 

Diante de tudo, eu encerro (por hoje), perguntando: quem  pretende ser  em 2019? O que está disposto a viver nesses novos 365 dias que vêm pela frente? Uma coisa eu posso dizer: “feliz” está no topo da minha lista. E na sua?


Gabriela deseja um ótimo você, pra você e pra ela. Hoje, esse ano e sempre.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O que 2018 me ensinou?

2018 me ensinou que sonho existe para ser realizado. Me ensinou a andar firme, e que mesmo que encontrasse pedras e obstáculos pelo caminho, valeria a pena seguir meu coração.

Me ensinou que sou mais forte do que imagino. Me ensinou também que está tudo bem não ser forte toda hora. Que é normal sentir medo, que é normal não ser perfeita, que não vou agradar NUNCA todo mundo. Me ensinou a seguir mais leve, mais autêntica, menos preocupada com o julgamento, mais “tô nem aí”. Me ensinou a ser feliz como eu sou.

Me ensinou que para um sonho se realizar, eu preciso ter um bom plano, me planejar, focar. Que é lindo e muito mais fácil quando eu peço e busco ajuda (quantas pessoas incríveis e mentores FODA eu tive esse ano!). E que para ajudar outras pessoas, eu preciso sim, ter ajuda. .

Me ensinou a valorizar mais os momentos, a reconhecer grandes amigos, e que boas amizades independem do tempo de existência. Me ensinou a aprender e compartilhar com cada uma delas.

Me ensinou que é comum se perder quando se busca um novo recomeço. Que eu não preciso saber tudo, basta saber quem sabe o que! Kkkkk.... 😉

Me ensinou que o mundo é bem maior que meu quintal, e que, em contrapartida, é gostoso quando se está em casa, não existe lugar melhor.

Me ensinou que milagres acontecem, que existem pessoas boas, que o mundo tem solução. Que sozinha é mais difícil, e que junto é mais gostoso. Mas me ensinou também que estar sozinha vez ou outra também pode ser muito bom. .

E talvez o mais lindo: me ensinou a amar e ME amar mais. 💜


Gabriela segue aprendendo, desaprendendo, reaprendendo... Às vezes pela dor, às vezes pelo amor, mas segue o plano firme na missão de eterna aprendiz.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Reflorescer


E foram assim, os últimos dias. Aquela pausa necessária para “reflorescer”.

Eu venho de uma bateria de eventos, cursos, programações, viagens, e estava muito cansada. E entender que eu precisava de um tempo, de um “pé no freio”, de um “desconectar” e me permitir fazer algo por mim e pela minha saúde, foi um dos presentes mais lindos  que eu me dei, nesses últimos tempos...

Quantas vezes nos preocupamos em desempenhar , com maestria, os diversos papeis que  exercemos na vida (amig@, filh@, profissional, pai, mãe, espos@, etc), mas acabamos nos esquecendo de nós mesmos, nos deixando em segundo plano? O prazer, o descanso e a qualidade de vida acabam ficando para depois,  e seguimos no modo automático, sem perceber a necessidade que nosso corpo e mentem “gritam” a todo instante.

E então eu faço aqui a pergunta que tive que me fazer: quem está sendo a sua prioridade? Você está em qual plano?

Entendi, com ajuda profissional (sim, sou coach, mas também preciso de coach!) que se nós não estamos bem, não podemos dar o nosso melhor, e tampouco contribuir com o outro. E que dar uma pausa não é sinal de fracasso, mas sim, de FORÇA! A sabedoria de entender quais os nossos limites, e do que precisamos para estarmos bem, para estarmos plenos.

E nesses dias desligada de tudo, me reconectando comigo mesma, com a minha essência, recarregando minha energia, dei espaço para que pudesse REFLORESCER mais uma estação.

E que seja muito bem vinda, a PRIMAVERA!!




Entra e sai estação,  Gabriela vai nesse turbilhão, e acaba esquecendo de si... Mas nada como uma boa Primavera, para trazer à tona tudo o que importa para se fazer florir.

sábado, 10 de março de 2018

Gente é pra brilhar – a missão

Quase como um mantra, essa frase, nome de uma música de Caetano, tem ecoado na minha cabeça. Virou título de um dos meus textos aqui no blog, no ano passado (um dos motivos do título desse ser “Gente é pra brilhar – a missão”..). E se prepara que vai ter textão sim!! Porque a pessoa demora, mas quando resolve aparecer.... parece que nunca mais vai parar! rsrsrs 

Aqui, um parêntese breve, uma inserção que fiz após processar esse texto várias vezes, a partir de algumas conversas bem interessantes e filosóficas com pessoas queridas (obrigada Paty, Kelly, Ianna e Beth!). O fato é que esse tema, o de “permitir-se brilhar”, tem me mobilizado pessoal e profissionalmente e mexido internamente de forma muito profunda e intensa. Por que, ao passo que busco ajudar o outro a se permitir brilhar, enxergo em mim tudo aquilo que também me bloqueia, que me trava e que me amedronta. Como o fato de ler e reler, escrever e reescrever esse texto umas 3 vezes, ter medo do julgamento do outro, pedir para algumas pessoas próximas lerem, até chegar ao ponto de que eu criasse a coragem o suficiente para expô-lo, expor minhas vulnerabilidades, expor minhas conquistas e sonhos, meus anseios, meus pensamentos mais profundos... E então eu percebi o poder de cura que a escrita tem para mim, e me vi, ao escrever sobre tudo isso, me curando e me libertando, com minhas próprias palavras de incentivo e superação ecoando na minha cabeça, me dizendo: “vai, liberte-se, o mundo é todo seu”! E esse texto, que seria de apresentação da minha nova proposta de trabalho, meu novo projeto, e de incentivo ao outro, acabou sendo um texto para mim mesma, para acalentar meus temores e quebrar de uma vez por todas, todas as correntes que me seguraram até aqui. Eu percebi que a chave estava comigo o tempo todo. 

E todo esse turbilhão de pensamentos e reflexões estão misturados com essa mudança radical de vida que está batendo à porta (de funcionária pública no Acre para profissional exclusivamente autônoma em São Paulo), toda essa transição de carreira que venho vivenciando... A questão é que tenho me dedicado cada vez mais a essa auto descoberta da minha missão nessa vida, do motivo pelo qual eu quero acordar todos os dias, da razão, talvez, de eu ter vindo parar nesse mundo. Sinais, insights, histórias, pessoas vêm aparecendo. E com elas, as respostas. Nesse processo intenso e profundo, vem a resposta para a pergunta que coach adora fazer para ajudar o seu cliente a descobrir seu propósito: "o que você faria até de graça?". Aliás, você já se fez essa pergunta? Ela pode ser reveladora! 

E em meio a todo esse processo de descobrir meu propósito de vida, nasceu, com muita alegria e satisfação, esse projeto, essa arte, essa logo, esse slogan: A arte de brilhar! 

De "Arte de comunicar" (projeto antigo) para "A arte de brilhar", fazendo referência assim, ao meu papel de fono e também de coach (eternamente grata, madrinha de slogan Gigi!). A “obra” tem mérito artístico de uma design gráfica, Maria Eugênia, pernambucana querida que me vendeu seu peixe só em dizer, com os olhos brilhando: "eu amo o que eu faço!". Não preciso nem dizer que, defendendo fortemente a bandeira do “trabalhe com aquilo que você AMA”, ela me ganhou ali!! “Pronto!!! Alguns ajustes de cor auxiliados pela Gigi, alguns áudios de whats app, eis o resultado: essa mistura de ondas sonoras com o sol, um sol que nasce, um sol que brilha, o nosso sol pessoal! 

E para ficar ainda mais “clara e iluminada” essa ideia, explico: a proposta hoje do meu trabalho tem sido cada vez mais incentivar, estimular, motivar que venha à tona esse brilho interno que cada um de nós carrega dentro de si! E vamos a mensagem principal desse texto: 

Simmmm, nascemos com esse sol interno, com essa luz só nossa, que por vários medos e "dedos", vamos abafando, apagando... Mas por que, meu Deus?! Não foi para sermos pessoas melhores que viemos nessa vida? Por que não se permitir ser bom? Se permitir brilhar? Aceitar com gentileza elogios? Reconhecer qualidades? Qual o problema em ser luz? Em ser luz, mesmo consciente de que onde há luz, também há sombra. E está tudo bem, ninguém precisa ser perfeito para ser maravilhoso, abundante, merecedor (minhas descobertas recentes! rsrsr). Você tem noção da liberdade que isso te dá? 

Tenho refletido muito sobre isso.. Reflexões profundas que talvez sejam tema de outro texto.. Se eu jogar tudo isso aqui agora, é possível que você, que aguentou “me ler” até aqui, desista. E eu vou ficar muito feliz de te ver chegar comigo até o fiml!!!! =) 

E eu descobri que meu movimento atual é estar envolvida nessa arte, na arte de ajudar pessoas a se permitirem, a partir do meu próprio caminho de me permitir também. Ajudar pessoas que têm medo de brilhar, assim como eu já tive, assim como eu ainda tenho.. Afinal, convivemos em uma mesma sociedade que tem dificuldade de lidar com sua autoconfiança e se incomodar quando alguém decide "se libertar dessa nóia", citando novamente a fala da maravilhosa e inspiradora Alana Trauczynski (texto na íntegra em “Gente é pra brilhar”). 

Dia desses não sabia como fazer para explicar para uma pessoa porque ela deveria me contratar para treinar sua equipe. Me vi tendo que recorrer à depoimentos de outras pessoas, pois seria mais confortável para mim que outra pessoa falasse sobre meu trabalho. Mas sabe... é o meu trabalho, o trabalho que amo, que me dedico, que faço com prazer, que vejo claramente os resultados nas pessoas, as transformações... Não deveria ser eu a melhor pessoa para falar sobre o que EU faço? Mas não, preferimos nos esconder, esconder nosso potencial atrás de palavras que não são as nossas, porque não temos coragem o suficiente de falar em voz alta o quanto podemos ser bons sim, no que fazemos! Porque aprendemos que é feio falar o quanto você é bom. Então ok, você não pode ser bom. Ou se você é, não conta para ninguém, porque ninguém vai gostar de você e te ver com bons olhos. Oi? ? ? 

E então nos acostumamos a viver em uma sociedade que torna um desafio o falar do próprio trabalho quando se é confiante nele e dedicada a ele, correndo o risco de ser chamada de pedante, arrogante, metida e “se achona”... Eu já fui uma pessoa que se incomodava também com gente assim, preciso confessar. Mas hoje sei de onde vinha esse incômodo. Eu ainda não tinha encontrado meu lugar (leia texto do Gustavo Tanaka sobre isso, é perfeito!). Porque também eu achava (achava!!) que estava tudo bem com minha autoestima. Ledo engano (falo sobre isso no texto “Mergulhar em si”). 

E quer saber hoje? Sinceramente? Após descobrir meu caminho, e seguir nessa recuperação de autoconfiança, de amor próprio e autoestima, hoje eu acho LINDO "gente que se acha" (lógico que aquelas pessoas que não apenas “se acham”, mas que de fato são!! rsrs.), gente com autoestima alta, gente segura de si. É lindo, gente, será que só eu acho! ? Não estou falando de pessoas arrogantes, de pessoas que se acham superiores a outras, de pessoas mal educadas, de pessoas mesquinhas. Estou falando de pessoas que se amam sim, que confiam em si sim, que são seguras de si! Melhor assim do que usar máscaras de falsas modestas, na minha opinião. Percebam. Notem como temos dificuldade em receber elogios, como evitamos falar de nossas qualidades. Fomos criados assim. E tudo isso pelo o quê? Pelo MEDO. Medo do julgamento do outro, medo do que vão dizer, do que vão pensar, medo de não ser bom o suficiente, medo de ser uma fraude, medo do olho gordo, medo da inveja, medo do sucesso, medo, medo, medo... É muito doido, já parou para pensar? Todo mundo se "podando", se contendo, pelo medo de incomodar, pelo medo do que os outros vão pensar... A disputa é inversa, é de quem é o mais “lascado” na vida, de quem tem mais problemas, de quem é mais coitado, de quem tem mais miséria. E então vamos fazendo pactos secretos, selados e inconscientes. "Nem eu brilho, nem você brilha", e fica tudo certo, ninguém se incomoda com ninguém... 

Naaaaaaoooo! Não precisa ser assim! E lá vem a Polyanna que habita em mim dizer que simmm, há outra saída (outras saídas), outras formas de pensar (mindsets), outras crenças que não precisam te limitar, mas sim te empoderar!! Se sua essência não é arrogante, você não precisa temer. Não se preocupe, você não vai se tornar aquilo que mais rejeita. Você vai poder brilhar sim, de forma leve, de forma natural, de forma linda. Da sua forma: única! 

Já parou para pensar que o mundo precisa de cada um de nós, do nosso brilho e do nosso poder pessoal? Já pensou que chega a ser egoísmo guardar todo esse poder aí só pra você, todo esse brilho, toda essa luz, todos esses talentos? Não conhece seus talentos? Procura um profissional. Sei que um bom coach pode te ajudar. “Ah, Gabriela, não gosto disso, não nasci para brilhar, quero apenas ter paz"... Saiba que pessoas que sabem sua missão, têm paz. E mesmo modestas (e aqui falo dos verdadeiros modestos!) brilham sim, ao seu modo. Tudo é luz. Eu sou luz e você também é. 

Então, encerro refazendo o convite feito no primeiro texto do “Gente é pra brilhar”. E o convite é simples (talvez nem tanto, mas deveria, mas poderia...). O convite é: bora brilhar, minha gente!!!! 

Bora ser feliz, viver nossa missão, nossos sonhos, descobrir nosso propósito, iluminar, com nossa própria luz, esse universo rico e abundante! 

Bora, que a gente pode, bora, que a gente merece, bora, que a gente decide! Só bora!!!!!! 

Sem medo, sem desculpas, sem vitimismo, sem máscaras, sem procrastinação, sem auto-sabotagem. Toma as rédeas da sua vida e vai... vai ser feliz!!! Liberte-se, o mundo é todo seu!!!!




Gabriela segue se descobrindo, refletindo, filosofando, fazendo as vias de “Polyanna”... E continua tudo certo (às vezes nem tanto)... E tá tudo bem se for assim. Já descobriu o seu porquê.

sábado, 25 de novembro de 2017

Mergulhar em si

Têm dias que a gente acorda inspirada. Hoje foi um deles. Estava fuçando nas redes sociais, lendo a respeito de cursos de autodesenvolvimento para mulheres, e encontrei uma vivência incrível que tratava do Sagrado Feminino. 

Aproveito para fazer um longo parênteses aqui, pois esse tem sido um tema que vem me chamado cada vez mais atenção, desde o término do meu último relacionamento. Passei a olhar para lados meus até então esquecidos e adormecidos, especialmente questões relacionadas a autoestima e empoderamento. A gente passa a vida achando que está tudo bem com nosso amor próprio, mas no fundo, na real, vê que não é bem assim e descobre um grande autoengano. Bom assim, porque você só é capaz de cuidar e curar algo quando você primeiro tem consciência que está ali. Percebe que existem coisas para serem vistas e revistas, comportamentos e atitudes, como permissões e concessões que a gente acaba dando/fazendo para o outro que podem ser tudo, menos o bom cultivo desse amor por si. E para fazer esse movimento, descobri que preciso ser bem generosa e amorosa comigo mesma. Não adiantava, nem cabia mais, negar, fechar os olhos, ignorar ou lutar contra. Descobri sobretudo que era necessário olhar para essas partes com amor, com carinho, acolhimento e compreensão. Porque no fim, acabamos sendo nossos próprios carrascos e algozes, no sentido de tentar reprimir aquilo que dói ou incomoda. Mas não. É preciso olhar com amor para as famosas “sombras”, para que a iluminação possa chegar sem resistência. E vai chegando, a cada dia, a cada passo, a cada decisão, vai iluminando, vai esclarecendo e a luz própria se fortalecendo mais e mais.. 

E sim, descobri também que precisa ter muita, muita, muuuuuuita coragem para mergulhar (de peito aberto) nesse movimento. É preciso ter muita coragem para ser o que se é. Aliás, esse é o tema de um dos livros que estou lendo no momento, “A coragem de Ser Imperfeito” de Brené Brown. Segundo a autora, “viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. Mas isso não precisa ser ruim.” Para ela, a vulnerabilidade não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem. “Quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação e a criatividade. Por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso acabam se frustrando e se distanciando das experiências marcantes que dão significado à vida.” Todo esse processo pessoal que venho trilhando, acabou me rendendo estudos no campo profissional, sobre a busca pelo poder pessoal de cada um, homens e mulheres (esse último abordo no texto “Gente é pra brilhar”) e me ajudado a descobrir meu propósito de vida, minha missão, meus talentos, e o que posso contribuir com o mundo. Por meio do meu próprio caminhar.

Mas voltando a tarde de inspirações e “fuçações” (licença poética, mas adoro criar neologismos! rs) nas redes sociais, descobri esse curso, “O resgate da essência feminina selvagem”, da Morena Cardoso, uma terapeuta peregrina “fudidoviski”, que buscou conhecimento por meio de meditações nas montanhas do Himalaia, pelos templos sagrados da Tailândia, Xamanismo no Leste Europeu, danças no solo sagrado das Sequoias nos EUA, chegando aqui no Andes e Floresta Amazônica, aprendendo a medicina das curandeiras (e muito mais!). Para quem me conhece, sabe que #amomuitotudoisso e que para mim é um currículo de se admirar e se inspirar... E como as coisas vão se conectando, e a vida é feita sim, de conexões e sincronicidades, acabei descobrindo a fotógrafa que registra os momentos mais lindos dos cursos da Morena, a Ana Paula Fiedler, fotógrafa e autora de textos MAGNÍFICOS em seu IG @anapulsar, e simplesmente me apaixonei. Foi amor à primeira vista, esse amor que, no fim, acaba sendo próprio, voltando ao assunto do início. Pois ali, nos registros lindos e nutridos de ultra sensibilidade de mulheres nessa busca por si, por sua sexualidade sagrada e espiritualidade, me vi, me reconheci e me reencontrei. 

Meu olhar fica vidrado em uma foto linda, de uma mulher na água, olhos fechados, acompanhada do seguinte texto:

"[mergulhou em si]

e sentiu o êxtase de se pertencer, de sentir a energia da vida dançando em seu corpo, pulsando através dos seus movimentos de puro prazer e contato com partes já tão adormecidas. Refrescou sua alma e trouxe a cura de dentro para fora e assim pôde expressar e oferecer-se [como dádiva a si mesma]."

E então me lembrei como é lindo fazer esse mergulho em mim. E que de tempos em tempos me esqueço completamente de fazer isso... Mas que quando me permito fazê-lo, é tão bom, é tão lindo, é tão transformador... não é grandioso, no sentido de um evento interno apoteótico... mas é sutil, sutilmente transformador... Resgatei uma foto minha mergulhando em uma cachoeira, e pensei: esse texto poderia ser uma legenda que representaria bem essa foto... Acontece que a foto era de uma viagem para Penedo (RJ) em 2015. Mas e para o momento AGORA¿ Não tinha praia perto, não tinha cachoeira, o rio daqui com banho impraticável... Então olhei para a piscina “olímpica” da minha casa, para Flipper, meu golfinho da foto (simmm, eu tenho um golfinho!!! Hahaaha), para meus cachorros, para meu gato, para o céu bucólico nublado (que depois ficou azul e rosa), para o jardim e toda essa “vibe natureza” que abençoadamente me cerca... E assim o fiz. Fui lá e me permiti. Afinal, como diz a música do Gil, " o melhor lugar do mundo é AQUI e AGORA!"

Aproveitei para bater um bom papo com o “Cara” lá de cima. Agradecer todas as bênçãos, a vida, as oportunidades, os aprendizados, as experiências, e até mesmo os desafios. Aliás, são em momentos como esses que me sinto mais conectada com Deus, com o Sagrado, comigo mesma e minha espiritualidade. E assim sinto que mais uma parte de mim foi mexida. Foi olhada, foi acarinhada, foi sentida. Foi sutilmente transformada. Claro que tem mais, muito mais, mais para ser mexido, mais para ser movido, removido e curado. Mas vi que, se nunca começar, nunca vou sair do mesmo lugar. E quem me conhece sabe: eu adoro movimento! Que seja sempre bem vindo então esse movimento. Movimento esse dessa vez mais interno e profundo para dentro de mim. Mergulhar em si.


Gabriela, de uns ciclos para cá, passou a adorar ter mais momentos só consigo. Apesar de amar receber visitas, de estar em companhia de bons amigos e bons papos, passou a adorar mais sua casinha, cuidando da sua vida, das suas plantas (essas ainda menos como deveria e gostaria!), com seus “Pet filhos” . A curtir esse contato com sua espiritualidade. Aprendeu a ressignificar os momentos “solidão” para momentos “soletude”. E tem sido uma experiência incrível para ela! Algumas pessoas, amigos, conhecidos, a encontram na rua e dizem que ela está diferente... Com uma aura nova.. Que ela mudou.. E quanto a isso, hoje ela não mais discorda... Tem plena consciência que sim, que mudou. Com os seus botões pensa: ainda bem!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Com as fases e as marés

E eu, como estou?
Que sumi por aqui
Ando por aí, por ali...
Acompanhando as marés... os processos...
As luas que minguam, que crescem, que se renovam... E as que enchem... Enchem os corações da gente com os mais diversos sentimentos. Nosso corpo repleto de emoções e sensações. Que transbordam quando a Lua enche.
E nesse movimento que não para, tenho me movido mais acelerada.
Numa urgência de tempo (eu e minha velha questão com o tempo, numa relação de amor e ódio).
E enquanto isso eu vou
Correndo
Aprendendo
Refazendo
Renovando
Pulsando
Minguando
Renascendo
Apaixonando
E desapaixonando
Crescendo
Doendo
Querendo
Movendo
Transmutando
Ressignificando
Respirando
Hoje, transbordando.
E por fim, vivendo.
Tudo não necessariamente nessa mesma ordem.




Gabriela tem um quê de "haribo", como diz uma amiga, "nailô" como diz seus pais, mística, como dizem por aí. E percebeu recentemente que não sabe lidar muito bem com as Luas Cheias. Mas respeita o movimento inspirador que elas provocam. E vibra, pois enfim, voltou aqui.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Gente é pra brilhar

Li ontem o seguinte texto, que me inspirou a voltar a escrever aqui, depois de tanto tempo, tantas reviravoltas e mudanças ocorridas na minha vida, de meados de 2016 pra cá. Processos profundos de mudança, desapego, quebras, lutos, recomeços, ressignificações... Quem sabe vire um texto publicado... quem sabe vire um texto para guardar no arquivo pessoal, como tantos outros ensaios que andei fazendo nesse período de escassez textual por aqui... Quem sabe seja necessário um bocadinho mais de coragem e reconhecimento desse poder pessoal, que logo falo... Bom, quem sabe?! Com certeza, eu!!! Rsrsrsr... Mas deixemos tudo isso para uma outra história…. Segue o texto inspiração, da Alana Trauczynski:

“Assumir o seu poder é uma bênção para você, mas um terror para todos os que te rodeiam, porque passa a ser muito desconfortável estar ao lado de alguém que se permite, que se acha merecedor, que se abre para a abundância do universo. \"Como assim alguém que é igualzinho a mim, um ser humano cheio de falhas, se permitindo tudo isso?\" Ao invés deste pensamento escasso, que tal se permitir também? Você também merece. Só falta constatar isso. Não é preciso ser perfeito para ser inspirador, para fazer sucesso, para ser rico, fabuloso e maravilhoso... É só se dar permissão, mesmo com todos os seus defeitos. O universo vai dizer: ufa, mais um que se libertou dessa nóia... Aleluiaaaa!”
Eu escolhi e decidi ser livre.
Decidi ser livre, com todas as minhas virtudes e potencialidades, assim como com minhas vulnerabilidades e “pontos de melhoria”, como dizem no coaching.
E você, escolhe o que??!!
Está pronto para "desbloquear a abundância e seu poder pessoal"?!
Esse é o nome do curso que estou fazendo com a querida e iluminada terapeuta Ariana.Schlosser, que trabalha com a técnica da EFT. Esse curso  tem girado, a cada módulo, chaves importantes dentro de mim, quebrando várias crenças e padrões que limitavam todo meu potencial, até então contido e engavetado, por vários medos e "dedos". Motivos e votos secretos que escondemos láaaaaa no nosso inconsciente, que nos tornam nossos próprios sabotadores e algozes... Aos poucos vou desbloqueando, mas ainda tem muito chão. É um caminho profundo, essencialmente interno, de autoconhecimento. Mas toda caminhada é feita passo a passo. 
E como diz Caetano, "gente é pra brilhar". Então, o convite é: bora brilhar, minha gente!!!!
Bora ser feliz, viver nossa missão, nossos sonhos, descobrir nosso propósito, iluminar, com nossa própria luz, esse universo rico e abundante!
Bora, que a gente pode, bora, que a gente merece, bora, que a gente decide! Só bora!!!!!!
Sem medo, sem desculpas, sem vitimismo, sem procrastinação, sem auto-sabotagem. Toma as rédeas da sua vida e vai... vai ser feliz!!! Liberte-se, o mundo é todo seu!!!! 

Gabriela faz terapia, tem participado de cursos sobre desenvolvimento humano, autoconhecimento, faz coaching, medita (com muuuito esforço, pelo menos 7 minutos, e quando dá), faz a p.. toda, mas não perde essa mania de Pollyanna e de otimista crônica... rsrsrsrs... Mas como a ideia é aceitar as dores e delícias de ser o que é, está cada vez mais tranquila e assumida quanto a isso.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cabo de guerra


Após muito, muito tempo ausente por aqui, embora vários projetos de textos tenham sido engavetados, hoje resolvi quebrar meu silêncio para um breve desabafo. Passeando pelas redes sociais hoje, constatei um fato que me deixou um tanto quanto curiosa.. Chega até a ser cômico, se não fosse trágico:


Todo mundo (ou quase todos) insatisfeitos com os rumos da política brasileira, mas quando possuem oportunidade de ir às ruas, se unir e protestar, alguns ainda ficam limitados aos rótulos de "coxinhas" e "mortadelas", como se tudo não passasse de uma briga de torcidas (ou de comidas! Haha). E enquanto o povo fica se degladiando entre si, eles estão lá, os homens de gravata, verdes, azuis e vermelhos, sambando na nossa cara. Quem sabe um dia, quando o ideal for único, e não esse cabo de guerra que se resumiu o país, o Brasil consiga sair desse buraco. Enquanto isso, continuo com certa preguiça de comentários extremistas... Não sei de muita coisa, mas tenho a certeza de que eu e você somos mais do que qualquer rótulo ou convenção. Prefiro ficar de olho aberto, manter o pensamento fora da caixa, e andar pra frente, porque pra trás não dá mais. 


Gabriela sempre foi sonhadora, otimista e esperançosa, mas talvez, com o avançar da idade, tenha se tornado mais prática, e tem preferido fazer planos para ir embora para Passárgada!

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sobre o amor, a gratidão e a fé no ser humano


“Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria..”

Essa música do Zeca Baleiro já foi uma das minhas preferidas, e acabei por cansar de tanto ouvi-la. Mas há 1 semana, nunca combinou tanto com meu estado de espírito. Era pura felicidade!!!!!!!!! Indo para o trabalho, curtindo no som do carro uma das playlists do meu Spotify (um vício!!!), ao som de “Remedy”, do The Black Crowes, dançando, sorrindo, dando a vez pro folgadinho do carrão que se meteu na frente.... Mas ok, tá tudo lindo! Acontece que há 15 dias meu pai está lutando contra um câncer. Uma notícia repentinamente desagradável, daquelas que você nunca espera receber... Sempre é com o outro, com o vizinho, com o conhecido, o amigo do amigo... Acontece que a maldita bateu à nossa porta,.. Uma corrente de orações foi requisitada, e ela veio. Veio com força, veio com tudo, veio com poder. Foi lindo. Nunca tive um post no face tão “curtido” (quase 500 likes), com o pedido de orações/ vibrações positivas pelo meu pai. Ele é professor há muito tempo, daqueles dos mais queridos, sabe? Cansei de ouvir “nossa, seu pai foi um dos melhores professores que tive..” Fora isso, a família é gigante (ele tem 13 irmãos!), fora os inúmeros amigos que ele fez pela vida... Junto a esses, os meus, dos meus irmãos, da minha mãe, os amigos dos irmãos dele... E por aí vai... Fora ele ser um homem bom e extraordinário, mas ok, isso eu sou suspeita para falar... Foram 13 compartilhamentos. Gente de todo canto do mundo (incluindo os parentes e amigos no ´estrangeiro´). E funcionou! Graças ao comandante maior lá de cima, claro, que é quem manda. Mas graças também a essa gentileza sem tamanho, de gente que parou um pouquinho (ou o dia todo, como foi comigo e muitos da família), para fazer o que estava fazendo, e rezar, orar, mandar energias, boas vibrações, o que seja, no momento que meu pai estava sendo operado. E deu certo! Todo o tumor foi removido, nada no entorno. Recuperação ótima e hoje já está de alta. Meu pai se diz um novo homem, não sente mais dores, e está com muito mais vontade de viver! Ainda não sabemos o que virá depois, pois aguardamos o resultado da biópsia do tumor. Mas temos certeza que o pior já passou, uma batalha foi vencida. Seguindo na fé que iremos vencer completamente essa! 

Então, quer saber? Pode me chamar de “Pollyanna”. De boba. De ingênua. De piegas. Mas eu acredito muito no ser humano. Eu acredito no amor e na bondade. Eu acredito na solidariedade despretensiosa. Eu também acredito no mal, mas não deixo de acreditar na bondade alheia. Naquilo que o ser humano é capaz de fazer pelo outro, especialmente nos momentos difíceis, de aflição e desespero. Esse discurso de “prefiro um animal a um ser humano” está longe de ser meu. Amo os animais, tenho três bichos em casa e queria poder adotar todos os cachorros e gatos de rua do mundo! Mas tanto quanto o amor pelos bichos, existe o amor ao outro de carne e osso. Eu gosto de gente. E ainda mais gente do bem. Gente que ajuda a gente, quando a gente precisa, quando a gente pede socorro. “Eu tenho fé é na rapaziada”... Se hoje meu pai está bem, tenho certeza que essa corrente do bem foi fator determinante para tal.

Então, eu te pergunto, meu (minha) caro (a): como ficar imune a tanto amor e ajuda assim? Como não ter fé, como não ser otimista, como não ser grato, como duvidar do homem e do seu poder, como duvidar de Deus? Eu não me atrevo. E a vontade que eu tenho é não só beijar o português da padaria, mas abraçar e sorrir para o mundo. Retribuir tudinho! E quando ele voltar de SP, dar muitos e muitos beijinhos no meu paizinho.....

Gabriela já se conformou que é uma otimista crônica, mas não tem nenhum problema com isso.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Navegar é preciso


Há muito tempo sem passar por aqui, estava ensaiando um texto sobre a importância do trabalho. De quanto ele dignificava o homem, de quanto ele nos fazia bem, etc. e tal. Estava bem feliz com minhas conquistas profissionais, numa fase muito boa para "negócios". Ficava indignada com algumas amigas e conhecidas que tinham largado mão de sua vida profissional, para se dedicarem exclusivamente aos filhos, marido e o lar. Me perguntava: como isso seria possível, em pleno século 21?? E não cansava de repetir: “Meu Deus, como me realizo no trabalho, como me sinto bem sendo útil, sendo reconhecida, fazendo mil coisas ao mesmo tempo...” E dá-lhe aparecer e aceitar proposta de trabalho. Eis que.... "bum"! Estafa, crise aguda de estresse, ansiedade, e a coisa toda. 

Mas enfim, não vim aqui para entrar nos detalhes do problema, que só quem já teve uma crise dessas para saber do punk hard que é. Nem para descrever como saí dela. Vim falar que navegar é preciso. 

Largar tudo, se desconectar, dar um breack para os comerciais.. Pura questão de saúde. Viajar, passear, namorar mais, falar besteira, dançar, ouvir música... Tudo isso é tão fundamental quanto o trabalho. 

Na verdade, penso que, no caso de viajar, uma coisa está ligada a outra. Claro, se você não tem o privilégio de nascer em berço esplêndido ou ter um maridão que lhe sustente (e também para quem não tem problema com isso, o que não é o meu caso, particularmente). Sempre falei que trabalho para poder viajar. Não é para ter carro do ano, casa luxuosa, bolsa e roupa cara. É para botar o pé na estrada e desbravar, se encantar, contemplar. Não há um ano em que eu não viaje, mesmo sob indignação da família, que insiste para que eu “me firme”. Mas cada um sabe onde seu sapato aperta.

E o meu sapato aperta quando começo a me obcecar demais pelas tarefas cotidianas, quando perco o sono e aí. ... Deus ajude! Me descobri workholic e nunca imaginei. E olha que o coração vai bem, não é fuga de um relacionamento ruim. É vício mesmo. Freud ou Jung com certeza explicam!! Rs.. 

Enfim, é daqui que vos falo, fazendo exatamente o que mais amo: ouvindo música, escrevendo ( bem vinda de volta inspiração), de dentro de um avião, rumo a Venezuela. Porque sim, navegar é mais que preciso: é vital!




Gabriela voltou das férias, segue trabalhando com moderação e já planejando a próxima estação!







sábado, 14 de dezembro de 2013

Como é difícil dizer adeus...


“Como é difícil dizer adeus”, dizia o título da reportagem. Uma matéria de revista que me chamou atenção, falando sobre a morte, simbólica ou concreta, e a problemática da finitude: o amor, a dor, o apego... E eu que sempre me considerei aberta ao novo, ao diferente, às mudanças, me peguei (ou quem sabe dizer apeguei!) pensando de como isso no fundo, não é de todo verdade. De diferentes proporções e contextos, nem sempre os que se dizem “modernos” e desapegados como eu, estão isentos de doses generosas, muitas vezes “cavalares”, de apego. Apego às pessoas, às histórias compartilhadas, às memórias. Apego a velhos hábitos, apego a costumes... Um amor que parte, uma amizade distante, um lar, uma cidade ou um país que fica para trás. Um emprego que não há mais, ou rumos diferentes na trajetória profissional. O fato é que por mais flexíveis e abertos que somos, por mais simpatia com o novo que temos, nos vemos, diversas vezes, presos a situações/pessoas/hábitos/ lugares que já nos deram conforto, nos trouxeram bons momentos, nos transformaram e até, nos transmutaram. E eis que o conflito do velho e do novo se instala em nossos corações: 

- Abro mão ou não abro?

- Deixo ir, deixo seguir?

- Vou ou fico?

- Mudo ou não mudo?

- Luto ou aceito?

O fato é que dizer adeus nunca é tarefa fácil. O consolo é saber que a vida é quem manda e nem sempre você. Talvez isso acalme os corações mais ansiosos....


Gabriela gosta de filosofar sobre o tempo, a vida e suas próprias contradições. E praticando o desapego, gostaria de aproveitar para já dizer adeus ao ano VELHO, com gratidão, por tudo que ele trouxe - bom e ruim - e dar boas vindas ao NOVO ano que estar por vir!


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tempo, tempo, tempo…

Pensando sobre o poder renovador que uma boa segunda-feira tem e fugindo do senso comum inverso de “odeio segundas-feiras”, me peguei mais uma vez refletindo sobre o tempo. Tenho uma relação muito particular com o tempo. Fico horas e horas pensando sobre ele, que quando me dou conta, já se passou tanto... tempo! 

Dias atrás estava viajando, uma viagem incrível e uma realização iniciada: minha primeira viagem internacional. Comecei por perto, Peru e Bolívia, países que me surpreenderam. Coisas lindas, para se ver, para se estar. Foi quando por lá, me vi sem saber se era domingo ou se era segunda, se era 1ͦ ou 30. E o melhor: tive o prazer de saber de que tanto fazia. Ah, essas maravilhas da atemporalidade que a vida nos agracia vez ou outra.. Todo dia é dia, todo tempo é tempo! Uma sensação libertadora de se estar no tempo sem se estar. 

Por outro lado, e voltando ao assunto de início, não se pode negar o poder renovador de uma bela segunda-feira. Renovador e resolutivo. Ou de um bom novo ano, novinho em folha, com cheiro de agenda nova (meu fetiche), agenda vazia e limpinha. Só esperando as velhas, ou melhor, as novas listas por virem (também fetiche). 

Recentemente fizemos um post coletivo aqui, sobre nossas resoluções para esse ano. Nem preciso dizer que adorei a ideia, já que adoro lista e adoro traçar metas e objetivos (embora tenha me proposto nesse mesmo texto “planejar fazer menos planos”...). Mas como disse nossa balzaca Renata, os objetivos têm uma boa função de nos ajudar a direcionar nossa energia para o que no momento é prioritário para a gente. Afinal, para que perder energia – e tempo – à toa? 

A máxima de que tempo é dinheiro faz muito sentido, já que precisa-se de tempo para se realizar algo. Então, realizar metas – plausíveis – deve ser uma questão de tempo. Tempo é algo que quando se quer, tem, concordando mais uma vez com Renata (adorei e me identifiquei muito com algumas partes do texto “Simplicidade”), que diz vir “aprendendo que o tempo é da gente e quem quer fazer algo arruma tempo, prioriza, abre mão de outras coisas”. Além disso, complemento: tempo é agora. O tempo voa e não para e esse foi o subtítulo do meu texto de estreia aqui, à propósito! E hoje é segunda-feira, preciso ir, porque tenho muita coisa pra realizar pela frente, e alguns itens para riscar da agenda... 







Oração Ao Tempo 
(Caetano Veloso)


És um senhor tão bonito 
Quanto a cara do meu filho 
Tempo tempo tempo tempo 
Vou te fazer um pedido 
Tempo tempo tempo tempo... 


Compositor de destinos 
Tambor de todos os ritmos 
Tempo tempo tempo tempo 
Entro num acordo contigo 
Tempo tempo tempo tempo... 


Por seres tão inventivo 
E pareceres contínuo 
Tempo tempo tempo tempo 
És um dos deuses mais lindos 
Tempo tempo tempo tempo... 


Que sejas ainda mais vivo 
No som do meu estribilho 
Tempo tempo tempo tempo 
Ouve bem o que te digo 
Tempo tempo tempo tempo... 


Peço-te o prazer legítimo 
E o movimento preciso 
Tempo tempo tempo tempo 
Quando o tempo for propício 
Tempo tempo tempo tempo... 


De modo que o meu espírito 
Ganhe um brilho definido 
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios 
Tempo tempo tempo tempo... 


O que usaremos pra isso
Fica guardado em sigilo 
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo 
Tempo tempo tempo tempo... 


E quando eu tiver saído 
Para fora do teu círculo 
Tempo tempo tempo tempo 
Não serei nem terás sido 
Tempo tempo tempo tempo... 


Ainda assim acredito 
Ser possível reunirmo-nos 
Tempo tempo tempo tempo 
Num outro nível de vínculo 
Tempo tempo tempo tempo... 


Portanto peço-te aquilo 
E te ofereço elogios 
Tempo tempo tempo tempo 
Nas rimas do meu estilo 
Tempo tempo tempo tempo...





Gabriela continua planejando esperar o tempo passar devagar. Mas sabe que, para isso, também não precisa paralisar! Afinal, a semana acabou de começar... Ah, e falando em tempo, hoje Gabriela faz três anos de namoro! 


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...