terça-feira, 16 de outubro de 2012

Acabou o gás


Em qualquer situação, ficar sem gás de cozinha é chato. Primeiro, porque sempre acaba quando a gente está cozinhando, perceberam? Depois, porque quebra o “timing”: a massa empapa, o molho esfria, o bolo murcha; e pode ser ainda pior se a fome é grande e a pressa também.

Estou eu, num bairro distante de uma pequena cidade, numa noite chuvosa, cozinhando e eis que acaba o gás. Sem metáforas, acabou o gás mesmo.

O que fazer? Ligar para a tele-entrega, óbvio. Não, nada é assim tão óbvio aqui. Por causa do mau tempo, o entregador foi para casa mais cedo. Como assim?!

Segunda tentativa: falei com o proprietário do lugar, que repetia: mas está chovendo. Sim, eu percebi. E não vejo a relação entre eu precisar de gás e estar chovendo. Me ofereci para ir buscar o botijão de gás. E ele: mas está chovendo. E eu: mas eu vou buscar. E ele: mas está chovendo.

Desisti. Eu ia perder a compostura se continuasse nesse diálogo.

Muito mais fácil foi sair de casa na chuva, com a panela na mão, e terminar de cozinhar na casa do vizinho.

No dia seguinte, chego em casa mais cedo de propósito para pedir o famigerado gás; não estava chovendo nem nada e ouço um: mas o entregador não está...

Renata tenta valorizar o lado bom das coisas, sempre. 
E escreve aqui quase toda semana.

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