sexta-feira, 31 de julho de 2009

Prioridades


Há quem diga que as pessoas ultimamente estão vivendo uma espécie de inversão de valores, que não há mais prioridades. Eu já acho que tudo depende de ponto de vista. E do ponto de vista de quem. Palavras da minha irmã, tudo depende do referencial.

Houve momentos em minha vida em que minha prioridade eram as roupas. Roupas em sentido amplo. Roupas, sapatos, brincos, anéis, bolsas e por aí vai. Eu queria ficar bonita e pronto. Foi quando descobri que a gente tem é que trabalhar pra poder decidir o quão importante aquela blusinha é pra nossa vida. Eu devia ter aí uns 17, 18 anos e a feira hippie era um templo.

Nem meu intercâmbio me fez deixar de lado a idéia das roupas. Ainda mais no Oriente, lugar exótico – pelo menos na época era; hoje todo mundo quer ir pra Tailândia – cheio de coisas raras, únicas. Eu continuava querendo roupas, sapatos, brincos, anéis, bolsas. Continuava querendo ficar bonita e pronto. Só que eu descobri o mundo das grifes e aí foi a minha perdição. Surgiu minha dúvida cruel. O que é pior: ser pobre de mau gosto ou pobre de bom gosto?! Passei a sonhar em vestir Prada com P maiúsculo.

Aí que eu rachei de trabalhar meeeeesmo. E de estudar. Estudava, trabalhava, estudava, trabalhava. Tá, tá, tá, tá, tá! Caí na farra também e comprei roupa em sentido amplo, mas não muita porque o orçamento era bem curto e praticamente só dava pra pagar a faculdade. Mas quando eu terminasse o curso, eu sabia, tudo ia ficar melhor e eu ia poder comprar muuuuuuuuiiiiiita roupa em sentido amplo. Eu queria ficar bonita e pronto. Prada ainda povoava meus sonhos, mas quem reinava, absoluta, era Chanel.

Hoje eu ainda trabalho muito. A vida tem sido extremamente generosa comigo. Há meses de vaca magra, há meses de vaca gorda. Os períodos se compensam e hoje eu posso me dar a alguns luxinhos que antes realmente só ficavam na esfera dos sonhos, como Prada e Chanel mesmo. É claro que eu também quero ter a minha casa, meu carro e viajar. Mas eu também quero roupa em sentido amplo. Estes dias eu surtei e comprei muuuuuuuuuuuiiiiiiita roupa. Tive um ataque e fiz palhaçada. A palhaçada me fez extremamente bem. Quer saber? Ninguém tem nada com isso! Eu quero é ficar bonita e pronto!

Laeticia não é nenhuma inconseqüente, mas ela concorda com o poetinha: os feios que me perdoem, mas...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

AAAUUUUUUU


Lá vai ela, rebolando, de cima do salto, dona de seu próprio nariz.
Prefere estar só a carregar qualquer traste nas costas.
Não teve filhos, porque não quis e vive bem com isso. Ou os teve e eventualmente os busca na balada, ou nela vai com eles.
Quer sua independência, seu espaço, e arregaça as mangas.
Já mudou tanto, trocou de roupa, de pele, de cabelo, de idéias, que as mudanças já não assustam mais.
Vai para a academia, para a aula de dança, ou de pára-quedismo, em paz com o corpitcho. Se não, está nos seus planos comprar em breve novas coxas, novos seios, nova barriga, mas segue em paz com o corpitcho.
Quer viajar, ver o mundo, conhecer lugares, coisas e pessoas para os quais se sentia tão longe até então.
Liga o foda-se genuinamente, e com incrível facilidade.
Não mais vive de sonhos e aprendeu a gostar do que tem, do que é, sem deixar de ainda querer muito mais.
Não mais vive para alguém. Quer ou tem um companheiro, um par, um amigo, e não apenas um marido (Deuzolivre cuecas no chão e panelas no fogão).
Se tem cabelo branco? Pinta. Para a parede monótona? Tinta.
Unhas roxas de novo, porque não?
Lá vai ela, pisando firme, segura de si. Diva, doida, loba, linda, encantando o mundo e desencantando a si mesma.

Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Esta é uma tentativa de homenagem às Mulheres na Idade da Loba. Em especial, à minha irmã (parabéns maninha, que seja uma fase linda pra ti).

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Das coisas contra você


É incrível como aconteçe quando você mais deseja algo,
abrir a embalagem de uma barra de chocolate,
o vidro de um licor ou uma de uma long neck,
e também o vidro de palmito,
de geléia e, por vezes, quebrar uma simples noz.

Você luta, puxa e repuxa a embalagem plástica,
pega o pano de prato, uma faca, lava a mão, e
por fim, o quebra-nozes.
E se nem assim ele funcionar,
apela para o marido, namorado, ou
simplesmente o amigo mais próximo, caso esteja próximo.

E são nessas circunstãncias que percebemos como desejamos algo,
especialmente quando não conseguimos obtê-lo.
Nos sentimos impotentes e furiosos, pois
eu quero, é meu e não abre. Nem sob reza brava.
E você sabe que essa situação algum dia irá se repetir,
nos momentos mais indesejados.
Portanto estejam preparados o quebra-nozes e a faca, ambos, usualmente funcionam.

Hoje lutei com a garrafa de licor, arranquei o lacre, aí percebi que havia outro, após tentar a faca o quebra-nozes funcionou e, para completar, após o segundo lacre havia a tampa que, suspostamente deveria funcionar a rosca, mas nada. Novamente, o companheiro fiel deu uma ajuda, e só então pude me deliciar com o tão esperado néctar. E acredito que, provavelmente após toda essa batalha ele tenha sido ainda mais apreciado. (Será que isso faz parte do marketing das coisas?)

sábado, 25 de julho de 2009

Sobre Tempo e Jabuticabas (autor desconhecido)


Contei meus anos e descobri que, provavelmente, terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.


Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral. Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. Basta o essencial!

Lil escreve aqui aos sábados. Hoje sem devaneios nem chorumelas. Apenas essencial.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O Show Tem Que Continuar


O show não pode parar. Foi numa colação de grau de Medicina da UFMG que esta frase adquiriu significado pra mim. Antes eu ouvia o Fred Mercury cantando The Show Must Go On e apesar de eu achar a música muito bacana, quantas músicas bacanas não há? Existe um grupo de teatro amador na Faculdade de Medicina da UFMG chamado Show Medicina e este pessoal sempre vai às colações de grau se despedir daqueles que fizeram parte do espetáculo pra lhes lembrar que o show não pode parar.

Foi este mesmo sentimento de que o show não pode parar que me acometeu quando minha avó nos deixou há uma semana atrás. Na realidade ela não nos deixou. Apenas encerrou um ciclo para começar outro. Estivemos ao lado dela até o fim. Foram duros os últimos anos, mas os últimos dias foram especialmente doídos. Uma coisa é você ver sua avó na cama, caladinha ou te xingando, mas em casa. Outra bem diferente é você ver a pessoa que te carregou no colo numa cama de hospital, com as mãos atadas, puta da vida porque quer ir pra casa e não poder levá-la embora pro cantinho dela. Difícil é ouvir do médico “provavelmente quarta-feira ela terá alta”, prometer pra sua vó que vai levá-la pra casa na quarta-feira e não poder levar porque ela piorou e médico nenhum vai dar alta pra ela daquele jeito. E mais difícil ainda é ouvi-la balbuciar com o restinho de força que ela tem que quer ir embora encontrar o seu avô.

Descobri que eu não sou tão egoísta quanto eu achava que era. Não queria mais que minha avó vivesse. Não daquele jeito. Minha avó sempre foi gulosa e agora, no fim da vida, nem comer ela podia mais. Tinha que se alimentar por sonda. Isso é vida?! Minha avó não merecia ter passado por aquilo tudo. Só lastimo que ela tenha passado. Poderia ter descansado antes. Rezei pra que minha avó fosse embora sem mais sofrimento. Sem ninguém por perto, ainda no CTI, falei ao pé do ouvido dela, baixinho, “vovó, descanse em paz, vá com Deus se esta for a sua vontade, não se preocupe conosco, vamos ficar todos bem”. Minha avó olhou nos meus olhos como quem agradece pela compreensão. Como se eu tivesse que compreender alguma coisa! Eu é que devia pedir perdão por não ter coragem de desligar aquelas tomadas da parede e interromper o sofrimento dela. Não sou tão egoísta, mas sou bastante covarde.

Enfim, vovó se foi. Tranqüila, em companhia de pessoas que a amavam. Minha mãe, minha tia e minha irmã estavam ao lado dela no hospital quando ela fechou os olhos pela última vez. Morreu em boa companhia, D. Maria. Quando recebi a notícia, surpreendentemente não chorei na hora. Senti uma espécie de alívio pela minha vó. D. Maria não estava sofrendo mais. Porém, quando cheguei ao hospital, meu mundo caiu. Chorei. Como chorei sua ausência, D. Maria! E sei que vou chorar muito ainda, pois não parei de chorar Seu Álvaro até hoje.

Odeio enterros. Mas acho velórios piores. A dor é imensa, incontrolável. A gente não consegue segurar as lágrimas. Algumas pessoas realmente perdem o controle sobre si mesmas. Não as condeno. Gostaria de perder o controle nestes momentos. Gritar, espernear, me jogar no chão. Mas não consigo. Escândalos não são de mim. Não sei expressar minha dor desta forma. Aí fico torcendo pra hora do enterro chegar, pra acabar logo, porque acho que temos que fazer em vida e não ficar chorando em cima de caixão. É claro que chorei em cima do caixão, mas eu não só chorei em cima do caixão. Estava louca pra enterrarem logo a minha vó. Não pretendo voltar naquele cemitério tão cedo. Queria voltar pras boas lembranças da minha avó e definitivamente as boas lembranças não estavam naquele lugar. O enterro acabou. Fui pra casa da minha vó. Era lá que eu queria ficar.

Os vizinhos devem estar nos xingando até agora. Devem estar achando uma blasfêmia a baderna que aconteceu lá. Mas o fato é que bebemos D. Maria. Minha avó sempre gostou de uma festa, de ver a família reunida, comendo, bebendo, todo mundo junto. E foi isto que fizemos. Não estava todo mundo, porque não é todo mundo que pensa assim. E temos que respeitar a forma como cada um lida com seu luto, mas eu tenho uma tendência a lidar com a tristeza com alegria. Fui e bebi D. Maria. Ela certamente, onde quer que esteja, gostou de ver os que lidam com a tristeza com alegria juntos, bebendo, rindo, brincando, relembrando muitas histórias, alegres, divertidas, tristes, sofridas, chorando, se abraçando e brindando ao fim de um ciclo. Porque não é verdade que tudo acaba. É verdade que tudo recomeça.


Game over, baby. Sua madrinha foi embora. Mas o show tem que continuar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Gosto e desgosto. Quem não tem?

Eu gosto...
de cheiro de lavanda
de cheiro de livro novo
de casa, quarto e amigos
de neve
de vento bem frio
de sonhar acordada
de viajar
de ouvir a mesma música repetidas vezes
de reler um bom livro
de rever um bom filme
de ver qualquer filme
de chorar até soluçar
de rir até gargalhar
de pensar em alguém o dia todo
de maquiagem
de vento nos cabelos lisos
de suspirar
de agenda
de cheiro de mar
de barulho de mar
de areia
de sol
de sorvete
de poesia
de fantasia
de cantar
de bichinhos de pelúcia
de lápis de cor
de sobrinhos
de brincar

Eu não gosto...
de MENTIRA
de gente falsa
de gente indecisa
de gente insegura
de gente hipócrita
de acordar cedo
de filmes de guerra
de me sentir impotente
de trabalhar com calor

Milena escreve aqui às quintas. Esse texto é uma reedição. E nem poderia ser diferente, já que tanta coisa muda na nossa vida.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sete meses depois...


Ao final do ano que passou, festejei o fim da faculdade e o início de uma boa calmaria. Enfim teria tempo para cuidar de mim... e agora venho eu dar razão àquela frase famosa que ouvimos sempre por aí: “quanto mais tempo livre menos tempo temos”! Na verdade, quando o ritmo de vida está mais acelerado, encontramos aquele tempinho extra para fazer coisas necessárias e úteis.

Hoje, sem compromissos fixos à noite, sinto-me, ainda, com pouco tempo para os meus projetos pessoais. Falta de organização!? Pode ser. Falta de grana também. Para alguns dos meus projetos, preciso juntar bons reais, acertar na mega ou casar-me com um cidadão lindo, gostoso e rico. Convenhamos que é melhor me agarrar ao meu cofrinho mesmo.

Mas nem tudo é frustração minha gente! Voltei a correr! Sim, correr! Esclareço que não sou e nem pretendo ser uma atleta de maratonas, mas adoro correr e vinha sentindo falta disso há tempos. Retornei devagar, testando minha resistência já enferrujada para tal atividade. Agora está tudo lindo, lindo mesmo. Nunca gostei de correr, caminhar, correr, caminhar, correr, caminhar... começo caminhando, corro o tempo planejado sem interrupções e caminho mais um pouco para terminar a atividade. Os trinta minutos ininterruptos, hoje corridos, estão me fazendo muito bem.

Além disso mudei um pouco minha alimentação, evitando açucares, ouçam bem, EVITANDO, porque só deixo de comer doces se tiver de escolher entre o doce e a vida. Porém, hoje já não consigo tomar um suco normal de caixinha sem fazer careta, eles são muito doces, os “light” então, são os piores. Também adotei mais frutas em minha dieta diária e procuro me alimentar com intervalos menores. Enfim, estou me cuidando como queria. E lá se foram 3 kg. É engraçado como as pessoas com quem convivemos percebem muito mais o peso que ganhamos ou perdemos do que nós mesmos. Engraçado nada! É fruto da loucura social em que vivemos, da competição pelo corpo mais bonito, da busca frenética pela magreza. Não é o meu caso, confesso que queria perder uns quilinhos sim, porque engordar pesa no bolso. Já estava a um espirro dos 70 kg e do trágico momento de ter de comprar novas roupas porque as minhas já não caberiam em mim. Engordar é um prejuízo horroroso! Devo acrescentar que as férias me ajudaram a fazer todas essas mudanças. Ao contrário de muita gente, me alimento melhor nas férias e faço mais exercícios também.

Sete meses se passaram desde que comecei a respirar ares mais puros e fazer mudanças importantes em minha rotina. Acreditem vocês ou não, já estou sentindo falta e necessidade de estudar (línguas, canto, uma pós talvez...). Agora é planejar as próximas atividades sem me descuidar e/ou perder os benefícios que já conquistei nesse tempo. Hei de conseguir e volto pra contar!

Angel está feliz por sua saúde física, está cheia de idéias e continua brigando com o tempo.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Imagens da imaginação


Nessa noite tive sonhos estranhos e por mais que tente compreendê-los, eu sei, a gente nunca os entende completamente. Muitos, a gente sabe, tem há ver com o que estamos vivendo, querendo, almejando, outros, no entanto, não dizem ao que veio. E me lembrei dos vários lugares que já visitei, e que na verdade não sei exatamente aonde são, das pessoas que já conheci e que não me lembro de seus rostos, e também daquelas que fotografei com minha mente pois achei que possuíam imagens tão fortes que não precisavam de máquinas fotográficas reais para registrá-las. E me perguntei por quanto tempo mais me lembrarei delas.... e quis sonhar novamente.

Silvia escreve às segundas-feiras, por vezes acordada, noutras apenas sonhando.

domingo, 19 de julho de 2009

Certezas são incertas. Assim como eu.


Estava certa que este seria “o” ano. Que 2009 iria fluir de uma maneira tranqüila, como não sentia há muitos anos. De certa forma, foi assim que transcorreram os primeiros meses. Deixei-me embriagar com a possibilidade do novo. Sabia, de antemão, que nunca mais seria a mesma. Estava crescendo na espiral ascendente da evolução. Feliz, dentro da felicidade que eu podia sentir.

Mas agora...

Não sei mais o que sinto. Falhei demais comigo mesma. Não me culpo, culpo a medicina que é lenta, os remédios que funcionam e, sem mais explicações, não funcionam mais, os intermináveis testes que nunca são conclusivos...

Agora retrocedi.

É um processo doloroso ter de remodelar seus sonhos, aprender a lidar com novas limitações. Pelo menos existe a esperança, aquela amiga que apaga a luz quando a festa termina.

Minha vida tem sido feita de sonhos, esperanças, alegrias do cotidiano.

Não sou mais aquela capaz de grandes feitos, grandes loucuras, grandes gestos. Pensando bem, acho que de grandes loucuras ainda serei capaz, nunca fui conhecida pela sanidade, e também nunca fui santa.

Mas a verdade certeira é que dentro de alguns dias farei 32 anos. E me sinto velha. Não tenho aparência de velha, mas começo a sentir o peso dos anos.

Trinta e dois anos e ainda estudante, algumas vezes penso nisso como uma virtude, de alguém capaz de ser perseverante e lutar contra as adversidades. Funciono, pelo menos nesta parte, como um camaleão, me adaptando ao meio, me disfarçando...

Mas as pessoas são más, de um modo geral, e colocam isso como incompetência.

Na verdade sou muito competente, inteligente também, mas tenho um contratempo silencioso, que me prejudica.

Preciso de tempo, e como preciso de tempo!

Sinto-me passeando por entre os seguintes quadros:

O Grito, de Edvard Munch. Nele toda minha ansiedade, minha angústia, meus temores estão retratados, assim como as enxaquecas...

Persistência da memória, de Salvador Dali. Surrealismo é a minha realidade. Meu tempo cronológico não condiz com meu tempo mental, nem com o tempo do meu corpo, estou perdida, enganada pelo relógio.

Relatividade, de M. C. Escher. Estou num lugar onde planos diferentes aparecem, e, apesar de parecer possível andar por entre eles, não é. Muitos caminhos, nenhum fim. É assim que estou, vários rumos, mas nenhum certo, vivendo em ilusão, talvez?

Esta sou eu, uma espécie de Alice no país das maravilhas, um dos meus livros prediletos. E sim, muitas vezes acho que segui o coelho atrasado entrei num buraco errado, e tive uma queda sem fim; e as pílulas que tomo, me fazem participar ativamente do mundo de Alice. Feliz desaniversário para mim! Dia 20, quem sabe, feliz aniversário...

sábado, 18 de julho de 2009

Escolher-se


Eu escolho ser boa filha em 2/3 do tempo.
Eu escolho estudar para passar e aproveitar o tempo livre para outras coisas mais interessantes.
Eu escolho olhar para meu irmão caçula como se meu filho ele fosse e para o meu irmão mais velho como se fosse meu pai.
Eu escolho ter amigos e dividir com eles momentos maravilhosos, e outros nem tanto.
Eu escolho preservar estes mesmos amigos até a vida adulta.
Eu escolho acreditar nas premonições da vovó sabida.
Eu escolho iniciar o curso particular de inglês aos 10 anos.
Eu escolho ir para Oktoberfest em Blumenau aos 14 anos de idade.
Eu escolho ter na minha mãe a minha musa e minha admiração.
Eu escolho passar no vestibular aos 16 anos.
Eu escolho disputar com minha irmã tudo, e muito mais seu irresistível guarda-roupas.
Eu escolho ir de carro para faculdade sem carteira aos 17 anos.
Eu escolho passar o Carnaval na Ferrugem no meu primeiro verão com carteira de motorista.
Eu escolho o primeiro amor, o segundo, o terceiro e quantos mais vierem à minha vida.
Eu escolho passar mais de 2 meses na praia nas férias de verão.
Eu escolho ser Fonoaudióloga.
Eu escolho dar uma pausa na faculdade e passar alguns meses na Califórnia.
Eu escolho retornar para o Brasil.
Eu escolho viajar. Uma, duas, três, inúmeras vezes pelos mares do mundo.
Eu escolho visitar 6 continentes do globo.
Eu escolho eliminar ervas daninhas da minha vida e escolho ser seletiva.
Eu escolho ser mãe.
Eu escolho passar uma temporada no exterior.
No entanto não escolho ser dona-de-casa nem empregada de mim mesma.
Acima de tudo me escolho porque escolho ser feliz.

Lil escreve aqui aos sábados e concorda que esse texto possa soar egocêntrico, no entanto este é apenas uma alusão da consciência que ela tem de que tudo na vida é uma questão de escolha e o presente é o resultado das nossas escolhas do passado. Acha que ninguém pode se fazer vítima do destino pois chegamos onde um dia escolhermos chegar. No caso dela, sem luxo e nem lixo. Quer apenas gozar no final.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Y que termine feliz esta semana


Tente. Lo juro que tente. Miércoles después de la final de la libertadores me quede quieta en mi casa y no llame a nadie. Solo mande algunos mensajes, a final, soy de carne y hueso y corre sangre en mis venas. Pero resistí, bravament, a pesar de querer mucho escribir un “post” dedicado a la derrota en su propia casa, de estas maricones que jugaron contra el equipo de los Estudiantes EQUIPO ARGENTINO “CHE”. Escribí, resignadamente sobre el efecto sonrisal. Casi meti las patas en el dia del postage. Milena es que me dijo que ese dia era de ella. Era un señal divino, Mi dia seria hoy!.

Ustedes saben que dia es hoy? Hoy es el Day After!! El dia siguiente al glorioso dia en que el CLUB ATLETICO MINERO volvió a ser líder en el campeonato Brasileño, después de ver a los maricones perder hasta la vergüenza en su propia casa para un equipo Argentino!!!! Necesito decir alguna cosa? Alguna persona no endendio que casi cuarenta y ocho horas que me estoy riendo sin conseguir parar? Que me está dando hasta dolor de guata? Y que no me canso de puntar a los maricones y reírme de caer en el suelo? No lo van a creer pero me estoy riendo sola y miro alrededor preocupada porque van a pensar que estoy loca. Pero ahí yo veo a la multitud en la misma situación. Riéndose sola…aguanta corazón, amigo!

En el día de la final de la libertadores la cuidad amaneció hasta mas fresquita, ya que los maricones solo usan aquella blusita azul cuando tienen oportunidad de ganar alguna cosa. No es igual a los Atleticanos que tiene su hincha hasta contra el viento cuando su camisa esta colgada en el cordel de ropa. Bueno, ahí salen los maricones, todos de azul y el dia se quedo mucho más fresco. En todas las esquinas de la ciudad, había una garza…Dubai que nos espere! “vamos a comprar nuestros pasajes para Dubai. Y a la noche vemos la vergüenza para unos y la gloria para otros. Mándale Veron!!

Ayer el día empezó extraordinariamente muy bueno. Buenos días amiguitos!!! No se si ustedes ya saben pela aquella persona que ustedes dijeron ayer que estaba allá abajo con el pasaje para Dubai volvió hoy con otra promoción: ESTUDIANTES pagan media!! Bye Bye, Dubai!!! Cruzero y Barcelona es, quien sabe, solo en el PlayStation. Pueden tentar un amistoso con Flamengo en el Piaui que el clima es esta cuidad és mas ameno.

No lo van a creer pelo el día término mejor todavía… El glorioso no me decepcionó EL CLUB ATLETICO MINERO está devuelta al topo del campeonato Brasilero y el Estudiante fue recibido con gloria en Argentina desfilando con la bandera del Galo.

Laeticia es atleticana con orgullo, que hace barra contra el viento, el agua, la tierra y el fuego por el Galo y dá gracias, contenta, a su amiguita Marcela Ponce de León por la tradución para los maricones!!!
PS. "Maricones" é por minha conta e risco rsrs

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O dia em que eu decidi parar de TENTAR escrever...

Não é verdade, mas só porque eu tenho muita força de vontade. Caso contrário, eu deveria abandonar para sempre essa experiência literária.

Acontece que semana passada eu me deparei com um trecho sobre o ciúmes, escrito pelo meu amado Chico. Despretencioso, como sempre, ele me deixou com lágrimas nos olhos. Para vocês entenderem do que eu estou falando, segue abaixo:

"Com o tempo aprendi que o ciúme é um sentimento para proclamar de peito aberto, no instante mesmo de sua origem.
Porque ao nascer, ele é realmente um sentimento cortês, deve ser logo oferecido à mulher como uma rosa.
Senão, no instante seguinte ele se fecha em repolho, e dentro dele todo mal fermenta.
O ciúme é então a espécie mais introvertida das invejas, e mordendo-se todo, põe nos outros a culpa de sua feiura.
Sabendo-se desprezível, apresenta-se com nomes supostos, e como exemplo cito a minha pobre avó, que conhecia seu ciúme como reumatismo."

(pgs. 61-62,"Leite Derramado", Chico Buarque, Cia das Letras.)

Por tudo que é mais sagrado, como é que ele consegue?

Milena tenta escrever. De vez enquando quase desiste. Um dia espera conseguir transcender.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Hamletiando

Fugindo de notícias da gripe e das agruras do mundo, depois de um dia de muito ruminar as minhas próprias (reais e as inventadas), deparei-me com uma cena deliciosa, da minissérie “Som e Fúria” da Globo (Sílvia, eu também sou destas, e assumo), onde um guri desajeitado e vaidoso se descobria fazendo uma bela atuação de Hamlet. Fui pega de surpresa pois aquelas palavras, nunca antes lidas ou ouvidas pensando no contexto que eu (e a torcida do flamengo balzaquiana) vivo hoje, de jovens mulheres maduras, cheias de angústias e ao mesmo tempo de opções para fazer ou não fazer algo a respeito delas.

Escolhi uma versão em Português que achei muito boa, e quem tiver olhos que leia, quem tiver mente que imagine um palco, ou se imagine em um palco, Hamletiando:

O solilóquio de Hamlet
(Ato III, Cena 1)

Ser ou não ser; essa é toda a questão:
Se mais nobre é em mente suportar
Dardos e flechas de ultrajante sina
Ou tomar armas contra um mar de angústias
E firme, dar-lhes fim. Morrer: dormir;
Não mais; dizer que um sono porá fim
À dor do coração e aos mil embates
De que é herdeira a carne!... é um desenlace
A aspirar com fervor. Morrer, dormir;
Dormir, talvez sonhar: eis o dilema,
Pois no sono da morte quaisquer sonhos
- Ao nos livrarmos deste caos mortal -
A paz nos devem dar. Esta é a razão
De a vida longa ser calamidade,
Pois quem do mundo os males sofreria:
A injustiça, a opressão, a vã injúria,
O amor magoado, as delongas da lei,
O abuso do poder e a humilhação
Que do indigno o valoroso sofre,
Quando ele próprio a paz encontraria
Em seu punhal? Quem fardo arrastaria,
Grunhindo, suarento, em triste vida,
Senão porque o pavor do após-a-morte
- Ignota região de cujas linhas
Não se volta - a vontade nos confunde
E nos faz preferir males que temos
A buscar outros que desconhecemos?
Assim nos faz covardes a consciência,
E o natural fulgor da decisão
Sucumbe à débil luz da reflexão;
E assim projetos de vigor e urgência

Em vista disto seus cursos desviam
E perdem o nome de ação. Oh, cala-te!
A bela Ofélia! - Ninfa, em tuas preces
Lembrados sejam todos meus pecados.

(Versão em português, de Luiz Angélico da Costa)

Há mais de quatrocentos anos atrás era tudo igual, igualzinho. Perceber isso, é um alento para minha parte de não ser (suportar, morrer, dormir, preferir males que temos) e um desespero para minha parte de ser (sonhar, buscar outros males que desconhecemos), mas ao menos, acalmou-me um pouco.

Espero, sim, ter forças para continuar urgindo que o natural fulgor da decisão NÃO sucumba à débil luz da reflexão que tento me atormenta. E que meus projetos de vigor e urgência NÃO desviem de seu curso e jamais percam o nome de ação. Enquanto isso, que surjam Ofélias para me distrair.

Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Nesta pede desculpas por tentar fazer um melodrama de uma bela tragédia. Foi inveitável .

terça-feira, 14 de julho de 2009

Somos todos iguais?

Mesmo quem, como eu, tem tido pouquíssimo tempo para se inteirar das notícias, sabe que os deuses do Olimpo brasiliense acreditam ser seres melhores e com muito mais direitos que qualquer um de nós. E para criticar, todos enchemos a boca e falamos ao ar palavras vazias de revolta.

Mas bem perto de mim acontece um episódio tão parecido que é impossível aturar. É muita hipocrisia. Muita falta de humildade.

Moro no Rio Grande do Sul, estado com forte contaminação pelo vírus da nova gripe, em função da proximidade com os países hermanos.

Estamos no inverno, o que já basta para aumentar a incidência de gripes, resfriados e toda sorte de doenças respiratórias.

Pois bem, pasmem ao saber que neste contexto, os médicos da prefeitura = servidores municiais, paralisaram suas atividades POR 3 DIAS!!! Eles exigem um aumento salarial de 120% e estão usando a saúde das pessoas como moeda!

Disseram e assinaram embaixo que não cumprem o horário de trabalho de 4 horas diárias, pois recebem muito pouco; que não são quaisquer profissionais, são especiais, pois levam 15 anos para formar-se. Acho que é tempo demais, e nesse tempo eles esqueceram o juramento que fizeram ao formar-se.

Nesse período de paralisação, os poucos médicos que não aderiram só podiam atender urgências. Eu me pergunto: será que estamos neste ponto avançado da medicina que apenas com um olhar o médico sabe com certeza o que é urgente e o que pode esperar ele receber o salário que acha justo?

Fosse assim, não haveriam escolas no Brasil, apenas professores não fazendo o que estudaram para fazer e o que se propuseram a fazer quando aceitaram o cargo, esperando por um salário justo.

Será que estes médicos aprenderam tanto sobre fisiologia e anatomia, mas nada sobre ler um contrato antes de assinar? Nada sobre ética? Nada sobre o valor de uma vida?

Meu filho, se tu aceitou um cargo para trabalhar X horas e ganhar Y de salário, era isso. Se um professor para um dia para protestar (com muito mais razão, pois o salário é beeeem menor e a responsabilidade, em minha opinião, até maior), pode ter certeza de que vai compensar com o aluno e pagar aquelas horas.

Não gosta, não precisa penalizar a saúde de um município em meio a uma crise, para lutar pelo que acha justo. Parece até aquela situação citada no início, de que algumas pessoas são mais iguais que outras.

Renata ouviu muitas histórias de gente andando a pé na chuva com criança no colo, sem dinheiro nem pra ônibus, tentando achar um médico com o mínimo de comprometimento com a saúde pública, que ficou extremamente indignada. Espera que existam médicos, assim como outros profissionais, motivados pela vocação e, acima de tudo, éticos. E que saibam que são gente como eu e você. E como o bebê no colo na chuva.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Das Coisas que Gosto


Alguns possuem um gosto excêntrico, outro nem tanto, por vezes possuem bom-gosto, mas de quando em quando dão uma resvalada inesperada no brega e suspeito. Alguns assumem bravamente essas pequenas falhas, outros, no entanto, preferem pretender que são, digamos assim, incorruptíveis e que, desta maneira, nunca gostarão de algo assim suspeitoso. Bom, acredito que eu faça parte do primeiro grupo, mesmo que as vezes, seja realmente difícil afirmar para desconhecidos que gosto de Ana Maria Braga. Pois é, eu gosto. Assim como, do cantor Falcão, não, não, não é aquele que cantava ou tocava, sei lá, naquela banda que já me esqueci o nome, não. É o Falcão que usa um girassol na lapela do blazer, e que canta coisas inusitadas e, muitas vezes, verdadeiras. E pra completar o trio, já ía me esquecendo, gosto também de Paulo Coelho, nem todos os livos, mas quase todos, e se ele é demagogo, hipócrita ou heteresexual, sinceramente, isso não me interessa, afinal, gosto do que ele escreve, se tem há ver com sua vida privada ou não, bom para ele, que possui a inspiração necessária dentro de sua própria casa.

Já me vi em discussões acirradas, debates contraditórios e, invariavelmente, divertidos. Na academia é cômico, pois acham bonito que nas três televisões disponíveis na área das esteiras estejam todas sintonisadas em canais de notícias, é afinal, nada melhor do que assistir sangue e tragédias as sete horas da manhã. Mais engraçado ainda, é o suspiro de alívio que ouvimos de alguns quando minha voz engasgada pede - por favor, tem jeito de deixar uma TV na Ana Maria Braga?!

E tenho me visto em situações assim, onde o brega e, talvez, rejeitado, me atraí e acho bonito o que vejo. Assumo o que gosto e uso sandália com meia, estampa com xadrez, verde e rosa, afinal são as cores da Mangueira.

domingo, 12 de julho de 2009

Piratas... Nunca Mais!


Nunca fui adepta aos piratas, (dvs, cds... softwares e o que mais que fosse), e agora mais que nunca!

Na noite de sexta estávamos eu e Chris, na orgia gastronômica da semana (diga-se de passagem, semana passada foi um abuso só) tomando a Nossa Austria Weiss de lei nas sextas feiras e degustando uma picanha serenada (não posso nem lembrar que dá água na boca) pois bem, o Marília de Dirceu Botequim é uma excelente opção em Lourdes para um happy hour no final do expediente; ou para quem quiser comprar alguma coisa do tipo: (rosa de plástico, trident, bala de goma, dvd e/ou cd pirata) podem passar por lá também, porque nunca vi tanto vendedor ambulante oferecendo nas mesas (desde um cavaquinho tocando um chorinho incrível... a crianças que são colocadas pelas mães mau caráter para vender doces a noite).

(...)

Nesta onda de ofertas... Enquanto bebia a minha cerveja e agarrava o Chris , arrisquei-me a comprar três DVDs: Divã (que eu já havia assistido no Cine Mark, mas de tão bom achei que seria um ótimo “repeteco”) Anjos e Demônios (porque adoro o Tom Hanks e certamente não teria tempo nos próximos 30 dias para ir ao cinema) e Mulher Invisível (porque achei que seria uma ótima higiene mental e também não teria tempo para o cinema). A noite correu tudo bem, um casal de amigos chegara, conversamos e rimos “la volonté” e o prejuízo até aí era zero.

(...)

No domingo à noite, saí mais cedo do Stand ansiosa pelos filmes que me aguardara naquela noite fria e seriam ótimas companhias. Passei no Super Nosso, preparei uns quitutes e lá fui “eu” para a sessão doméstica. Coloquei o DVD, acionei o play e pronto lá estava o trailer... Dez minutos se passaram e nada. Não era o trailer era o filme que já estava rodando e que um cara de pau e meio havia filmado de dentro do cinema. Vocês não têm noção de como não dava para ouvir nada e eu nunca via o Selton Mello a não ser a parte de cima do cabelo e a Luana Piovanni somente as pernas.

Além do mais havia sentado na frente do pirateiro de plantão duas pessoas com cabeças enormes e um cara que levantava para ir ao banheiro o tempo inteiro. A minha indignação foi tanta, que tive raiva de mim mesma por ter cedido à tentação do pirata. Pois bem, foi impossível continuar assistindo a aquela imagem horrenda e ser cúmplice de uma falsificação tão barata e mal sucedida.

Só me restava então a lição de moral e a crise de consciência. Não há dúvidas também que foi bem feito para que eu aprendesse a lição. Pirata: Nunca Mais! Estaria jogando contra os incentivos ao cinema nacional e a evolução do meu país. O domingo terminou em Fantástico mesmo, com o Zeca e a Patrícia me fazendo companhia. Ufa, ainda bem que havia eles que de tão simpáticos ás vezes tenho a impressão que realmente estão em um bate-papo dentro do meu quarto...

Thacia escreve esporadicamente, e jura a ela mesma que nunca mais cederá a qualquer tipo de pirata. Ela sabe que o “nunca” é uma palavra muito forte e a vida está sujeita a diversos revezes... Mas ela segue forte nas suas escolhas. Considera também que o “bom humor” deve estar sempre presente em generosas doses para temperar a vida... alimentar a alma e proporcionar boas gargalhadas.

sábado, 11 de julho de 2009

Mulheres como Maçãs


Tenho certeza de que a maioria de vocês já leu ou ouvir falar nesse texto.


Ele é de um autor desconhecido e alguns atribuem a Machado de Assis, o que eu duvido, mas acho que tem algum fundamento. Ele diz:

“As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos.
Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo.
Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e de se magoarem.
Preferem agarrar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir.
Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, ELES estão errados... Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar... aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”

E o Paulo Rebelo comenta: “É fácil concordar com a teoria das maçãs, de que os homens é que estão errados. Todo mundo sabe que somos burros e dementes. “

Até eles já sabem disso... hahahaha

Há muito tempo conheci uma pessoa bacana, inteligente e cheia de idéias anticonvencionais. Esse cara um dia me introduziu a seguinte teoria. Disse que sempre que ia às festas percebia que as mulheres mais atraentes estavam sozinhas, assim como as menos atraentes. As medianas no entanto eram as mais assediadas, pois os homens não tiram coragem de abordar as que achavam lindíssimas por receio de “levar um carão” e as feiosas por não se interessarem mesmo, por isso as que se classificavam na média levavam todas as atenções. Na época dei muita risada, achei que ele era o homem mais machista do mundo e meio maluco. Mais tarde quando me deparei com o texto das maçãs me dei conta de que eles coincidiam em termos.

O texto das maçãs diz que as podres são as mais fáceis de conseguir. O meu amigo considera que as podres também não são assediadas. São aquelas no alcance das “garras deles”, na base da árvore, que levam os louros e passam a sentir maravilhosas, se tornando assim então as mais exigentes e às vezes, as mais chatas.

Ele também dizia que os homens mal sabiam o quanto as mulheres exuberantes se sentiam solitárias e seriam muito receptivas a atenção masculina. E aí é que ele entrava no jogo e tirava proveito da situação. Não falei que ele era inteligente?

Então, te sentes solitária e achas que não recebes a atenção masculina que gostarias?

Pense positivo! Pode até ser que faças partes do grupo menos preferido mas há grandes chances sim de seres a maçã do topo (pelo menos 50%... risos) e que por isso ainda não tenhas encontrado a tua cara-metade. Simplesmente porque o cara era cagão demais para arriscar.

Sou gaúcha e por consequência venho da terra dos homens mais fazidos do Brasil (SIC*). Se moras no Rio Grande do Sul então, não se desespere. Te manda daí mais rápido que o Papaléguas pois a felicidade existe e há sim um homem que vai valorizar a mulher que és, nem que ele esteja há milhas e milhas distante de ti.

Mais recentemente conheci uma outra pessoa que me provou que essa teoria é real. A maioria dos homens se portam dessa maneira. Existe um motivo pelo qual Deus escolheu que as mulheres dessem a luz. Ele queria ter certeza de que a raça humana teria continuidade.

Voltando as mulheres. Sozinha? Sim? Mau-humorada? Não!!!! Se virar ranzinza automaticamente deixa de ser maçã do topo. Ponto pra classe média. E isso você não quer!

*Segundo Informações Colhidas em campo, nesses 30 anos de praia.

Lil escreve aqui aos sábados e, sob o risco de receber um ataque machista e de nesse texto ser altamente feminista, acredita demais na fortaleza feminina para não se pronunciar. Também sabe que, as mulheres, para serem do topo precisam se considerar uma.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Para o meu companheiro Francisco


Querido Francisco,

Obrigada por todo esse tempo que passamos juntos. Onze anos... Como o tempo passa rápido! Você sempre foi amigo fiel durante todos esses anos, me ajudando naquelas horas que ninguém podia me ajudar.

Lembro que desejei muito ter você do meu lado, sonhei e sonhei. E então o dia em que a gente se encontrou pela primeira vez chegou. Nem acreditei, agradeço à minha mãe por esse presente tão especial. E então viramos amigos inseparáveis, você sempre me acompanhando em praticamente todas as viagens que fiz. Principalmente no verão você estava lá pra fazer minha alegria e resolver os meus problemas como num passe de mágica.

Te recomendei para tantas amigas que eu deveria até ganhar comissão dos seus serviços. Mas você sempre foi o meu, só meu querido Francisco.

Com certeza ainda vamos passar muitos momentos juntos. Hoje em dia até criaram funções mais chiques pra você fazer do que na época em que a gente se conheceu, mas no fundo, no fundo você continua sendo o bom e velho Francisco.

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Para quem não sabe Francisco é o meu depilador elétrico da Philips, o Santinelle. Sim, faço propaganda mesmo, como sempre fiz. Foi o melhor presente que já ganhei. Tira os fios pela raiz sem fazer sujeira e sem precisar esperar crescer. Não tenho nada contra a cera, até uso de vez em quando, mas Francisco é especial e pra viajar perfeito! Desejei tê-lo por alguns anos, mas na época era caro. Então quando finalmente ganhei, dei muito valor. O nome Francisco veio daquele ‘serial killer’ de São Paulo o motoboy que levava as meninas para o mato dizendo que era fotografo. No inicio o chamava de ‘Francisco, o torturador de mulheres’, mas era brincadeira, pois rapidinho a gente se acostuma com as picadinhas, hoje em dia nem sinto nada. Depois de um tempo o meu depilador ganhou o nome carinhoso de Francisco. Algumas amigas até adotaram o mesmo nome para os seus depiladores também. E essa é a história do meu companheiro Francisco.

Liz é apaixonada pelo seu depilador Francisco, este foi um casamento que realmente deu certo. Recomenda para todas as mulheres que realmente odeiam aqueles pelinhos indesejáveis na perna, e nem sempre tem tempo ou dinheiro para ir ao salão.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Outra historinha

Era como olhar no espelho. Um espelho que refletia a imagem do que ia dentro de cada um.

E nos olhos do outro, eles conseguiam realmente enxergar quem eram.

E o toque de suas nada tinha de mero. Tudo tinha de completo.

Era como sonhar sem dormir. E ter certeza que o sonho era de verdade.

Era como se o tempo parasse. E depois corresse bem depressa. E depois parasse de novo.

Era como conhecer alguém que você conhece decor.

Era como pertencer a alguém que sempre te pertenceu.

Era como naquela música.

Milena escreve aqui às quintas. Nem sempre com coerência. Mas sempre com o coração.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Para que serve uma mãe

Mãe é uma coisa que serve pra gente correr para agarrar as pernas dela quando é pequena e tem medo de alguma coisa. É também pra quem a gente corre quando quer saber se pode ir ao banheiro, ou se pode ir dormir sem guardar os brinquedos.

Mãe serve pra ser para sempre a mulher mais linda do mundo, e para nos introduzir no mundo vaidoso duplo X das maquiagens, sapatos, acessórios e coisas de mulherzinha.

Mãe serve para a gente dar graças a Deus que não puxou os dedos do pé do pai, ou a bunda das mulheres da família dele.

Mãe serve para gente começar a exercitar nossos futuros poderes de argumentação, negociação e chantagem emocional, mas também para começar a nos mostrar que nem tudo será como e quando queremos.

Mãe serve pra saber de cor nossa comida, nossa cor, nosso brinquedo preferido, e fazer questão de que tenhamos o máximo possível de cada um deles, ainda que para isso ela própria tenha que abrir mão de suas preferências durante muito, muito tempo.

Mãe serve pra ser fonte interminável de colo e cafuné e é a que melhor domina a língua enrolada dos que desabafam chorando que nem criança, mesmo já crescidos.

Mãe serve de exemplo, é o olhar e a atenção dela que vão moldar a forma como nos comportamos em público, como tratamos os outros, como entendemos o que é o respeito.

Mãe serve para nos achar lindo e especial e consegue nos convencer disso e seguir em frente mesmo quando todas as evidências nos mostram o contrário e nossa auto-estima já nem existe mais.

Mãe serve para fazer a melhor comida do mundo (mesmo quando ela vira uma gororoba), que vai ficando cada vez mais gostosa conforme o tempo que passamos longe de casa aumenta.

Mãe serve pra gente descobrir que saudade é uma dor física, como de duas mãos que tentam juntar nossas costelas na frente do peito, quando vamos para muito longe e por muito tempo.

Mãe serve pra ficar emocionada com as nossas conquistas, e é só quando vemos as lágrimas dela ou a sua voz embargada é que percebemos o quanto elas foram importantes.

Mãe serve para nos dizer que ainda é cedo, ou já é tarde, para escolhas difíceis que temos que fazer em qualquer momento de nossa vida.

Mãe serve para nos lembrar quem somos, quando estamos esquecendo. É lógico que o “quem somos” de nossa mãe muita vezes é apenas o que ela gostaria que fôssemos, mas ainda assim, suas palavras têm o incrível poder de nos tirar da inércia, da depressão, ou da ilusão.

Mãe serve pra gente escolher tudo o que quer que seja igual ou diferente dela quando crescer, e depois, quando cresce, ter quase tudo igual e ainda dar risada.

Mãe serve para percebermos que já crescemos, quando um dia, em uma situação qualquer, ela disser que não sabe o que nos dizer.

Mãe serve pra gente também querer ser mãe, mesmo quando todas as evidências do mundo nos levam a achar que é uma péssima idéia e mesmo quando a gente se apavora com isso.

Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Parabéns por mais este teu dia, Juju, ter você como mãe é que é um presente para mim.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Soprano?! Eu?!


Sempre gostei de cantar, não só porque quem canta seus males espanta, mas porque me faz mais feliz.
Não que eu caaaante, se é que vocês me entendem. Mas dá para o gasto. Meus alunos sempre gostam quando tem musiquinha nova, e o rádio do carro serve de fundo, porque quem canta sou eu! Hehe!
Então, nessas andanças, conheci uma pessoa que canta em coral. Ela é uma das maiores concentrações de endorfina que já vi andando por aí, um amor de pessoa. E me convenceu e vencer a timidez e me juntar ao coral!
Suuper corajosa, eu fui. Eu e a Annie, minha filha.
Fizemos uns exercícios engraçados com a preparadora vocal, fonoaudióloga, coisa chique! Depois, a avaliação individual com o maestro, pra saber se a pessoa tem musicalidade e pra saber qual é a sua voz.
O maestro, seríssimo, sentado tocando teclado e eu, sozinha, timidíssima, desafinando ou até tentando desafinar mais ou menos no tom pedido. Um desastre! Ele levanta e diz:
- Espera que eu preciso conversar com a Fran (a fono) a teu respeito.
Ele já tinha feito a avaliação de 3 pessoas antes de mim, então eu sabia que aquilo não era normal!! Fiquei sozinha longos minutos pensando em como iam me dispensar:
- Olha, já ta cheio de vozes aqui no coral, não tem vaga.
- Olha, se tu soubesse cantar até ia, mas não vai dar.
- Não.
Fui interrompida nos meus devaneios pela Fran, que fez uma nova avaliação. Meu nervosismo já estava gasto e pensei: foda-se. Vamos ver no que dá.
Fui e fui aumentando os tons até achar que ia quebrar os vidros. Resultado: sou soprano, sem dúvida (e detesto cantar no tom de soprano!). Mas eu abro pouco a boca, disseram eles dois!
Tchê! Tá frio, estou super tímida, e não costumo cantar com boca de chupar ovo! É por isso que abri pouco a boca!
Claro que não falei isso, mas estou em estágio probatório no coral. Por mais 2 ou 3 encontros vou, ensaio com as pessoas e depois eles vão decidir.
Ai, que medo!!!
Medo de cantar num tom desconhecido e incontrolável, como bem percebi no primeiro ensaio. A diferença entre cantar, uivar e gritar foi muito pequena...
E medo de reprovar, coisa que nunca me aconteceu. Sempre fui bem nas coisas que fiz. Talvez por só ter feito coisas em que eu era boa, pode ser.
Mas vou vencer estes medos bobos, cantar com a alma (e com a boca aberta) e me dedicar. Se der, ótimo! O mundo ganha mais uma soprano pra fazer tremer os vidros.
Se não der, beleza, eu tentei e vou ter me divertido!

Renata torce para conseguir entrar e conta com a torcida de vocês!!!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tudo o que sonho


E um dia me disseram que sonhos são para serem alcançados, custe o que custar. E presenciei pessoas que o fizeram, se eram felizes já não tinha tanta certeza assim. E refleti sobre minha vida, sobre os sonhos que já alcançei, sobre aqueles que deixei para trás e sobre os que ainda almejava. E percebi que em todos havia algo em comum, pessoas, amigos, amores, família. E compreendi que o custe o que custar é na verdade o que você é capaz de fazer para conservar ao seu lado as pessoas que realmente te importam. Até onde você vai pelos seu sonhos? E respondi sinceramente, que sozinha eu não vou a lugar algum, afinal de que vale um sonho realizado se durante o percurso você deixou para trás aqueles com quem você havia compatilhado tudo? E mais uma vez concordei com um músico que dizia: "sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto é realidade".

Muito sonham com dinheiro, provavelmente é o mais comum, sonho com minha casa, os móveis, a decoração, tudo, tin-tin por tin-tin, e, é claro sei que esse sonho implica tambem ter dinheiro, mas sei que nessa casa tem gente, que eu amo e que quero para sempre do meu lado, pois sem essas pessoas a casa se esvaí, fica triste, desolada, infeliz. Aí percebo que a casa pode ser branca, amarela, violeta, desde que essas pessoas estejam ao meu lado, pois o resto é bônus.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A alegria de voltar a ser quem sempre se foi

Sabe quando a gente se olha no espelho e vê uma estranha? Pois é, aconteceu comigo. Parece testemunho de livro de auto-ajuda, né? Ou entrevista dramática da Marie-Claire. Mas é verdade. Teve um dia em que eu acordei, olhei no espelho e tinha uma estranha no reflexo. Definitivamente aquilo lá, aquela coisa, não era eu!!

Aí, desde aquele dia, comecei a prestar atenção em mim mesma. Ou naquilo em que eu me transformara. E foi com muita dor no coração que eu constatei que sim, eu tinha virado aquilo que eu tinha visto no espelho. Sim, eu era aquela coisa, aquela figura triste, sem cor, sem cheiro, sem forma, sem gosto, sem som, sem vida.

CHEEEEE-GAAAAAAAAAA!!! Eu me recuso terminantemente a mudar de nome!!!

Pausa para um breve esclarecimento: Laeticia (na realidade, Laetitia) em latim significa alegria. Maria, todos sabem, significa rainha. Maria Laeticia, portanto, rainha da alegria! E que vá pra p*t* que pariu quem se atrever a achar que vai mudar meu nome, mesmo que este “quem” seja eu mesma!!! Feitos os esclarecimentos devidos, voltemos à vaca fria.

Enfim, decidi voltar a ser quem eu sempre havia sido antes. Uma pessoa feliz, alegre, bem humorada, bonita por dentro e por fora. Decidi voltar a ter cor, forma, cheiro, sabor, som, vida. Decidi rir de novo e irradiar coisas boas como as pessoas costumavam dizer que eu fazia.

Comecei me perguntando se eu era uma mulher ou um pé de couve!! Embora eu estivesse meio mofada, com uma cor meio verde, respondi pra mim mesma, como um mantra: você é uma mulher, não um pé de couve, você é uma mulher, não um pé de couve! Quando acreditei no mantra, saí do coma e arrisquei uma corridinha. Soltei o cabelo, passei esmalte vermelho até no pé (adooooooro Gabriela duas camadas!), batom vermelho na boca, vestido preto que emagrece até a Wilza Carla e encarei o espelho:

- Espelho, espelho meu, existe no mundo alguém mais bela do que eu?
- Hoje você quer uma resposta sincera ou agradável, Princesa Laeticia?
- Uma resposta agradável, Espelho, senão eu viro um pé de couve e entro em coma novamente!!
- Não, Princesa Laeticia, não existe no mundo ninguém mais bela do que você!!

Agradeci a Deus por haver me dado um personnal mirror tão amigo, companheiro, gente boa e compreensivo (provavelmente meu personnal mirror é gay) e fui trabalhar, linda e poderosa! E feliz. E alegre!

Este dia marcou meu recomeço. Neste dia eu decidi que nunca mais eu deixaria de ser eu mesma, que eu voltaria a ser quem eu sempre fui. Que eu voltaria a rir de mim mesma (e dos outros também!), que eu não deixaria a rotina me desanimar, não deixaria os problemas do dia a dia me derrubarem, não deixaria o lugar comum me transformar num pé de couve. Não, eu não me acho melhor que ninguém. Sei que é difícil não se deixar dobrar pelas dificuldades, pelos maus humorados e pessimistas de plantão. Mas eu acho que todas as pessoas têm algo de especial. E cabe a cada um de nós descobrir o que tem de especial e cuidar para que esta chama especial, que é a nossa essência, não se apague. Senão a gente deixa de ser a gente mesmo, sabe? E aí, a gente m
orre. Pior, a gente vira um pé de couve. Eu decidi não virar um pé de couve de novo. E vocês?

Laeticia voltou a ser quem sempre foi: está colorida, tem forma de coração, cheira a terra, tem gosto de chocolate, som de gargalhada e pulsação de vida.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Livros de Cabeceira

ou, como as coisas fogem ao meu controle.

Tem um tempo que eu reencontrei meu prazer pela leitura. Uma das vantagens de morar em Itapira, claro.

Acontece que quanto mais eu leio, mais eu descubro coisas que ainda quero ler - ou reler.

E é aí que eu perco o controle.

No momento, tem 4 livros na minha cabeceira:

1- Dead until Dark - Charlaine Harris. Sim, é sobre vampiros.

2 - The time apprentice - Val Tyler. Sim, é sobre mágica.

3 - Enterview with the vampire - Anne Rice. Sim, é uma releitura sobre vampiros.

4 - Harry Potter and the half-blood prince. Sim, é uma releitura sobre mágica.

É, eu sei que isso não deve ser saudável. Prova disso é que uma noite dessas, Louis aprendeu a aparatar no meu sonho.

Quisera eu ter toda essa energia para ler os artigos da minha pós graduação.

Milena escreve aqui as quintas. Hoje às pressas, porque o livro número 1 está no clímax.



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