quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Vez do Vilão

Não sei quanto a vocês, mas eu estou cansada dos maus exemplos triunfarem em todos os lugares, principalmente na mídia brasileira. Nas novelas, os vilões têm, quase sempre, saído impunes, e ricos e felizes nos últimos capítulos, isso depois de atormentarem os mocinhos durante todos os capítulos! Nos telejornais, sempre são mostrados os maus exemplos em todas as profissões. Sempre mostram os políticos corruptos, os policiais corruptos, os padres pedófilos, os médicos pedófilos, os professores violentos, ou desinteressados, etc. Quase nunca são exibidos os casos de políticos de locais carentes, que, com poucos recursos, conseguem obras importantes para a população, nem os padres que fazem trabalhos importantes em suas comunidades, nem os médicos que atendem em locais insalubres, com baixa renda, e ajudam pessoas que não teriam atendimento médico de outra maneira, nem os professores que conseguem mudar a realidade de escolas carentes, com casos de violência, e mostrar que há saída com a educação.

O mesmo para as novelas. Não se mostram mocinhos e mocinhas que pensam, que percebem as maldades dos vilões, e conseguem sair dos problemas, resolvê-los, com atitudes rápidas e inteligentes. Que tipo de nação é a nossa que mostra que o errado é que vence, é que se dá bem sempre? Que tipo de sociedade é essa que mostra que os profissionais, que estudam, que batalham no cotidiano, são ruins, não prestam, e que não adianta estudar, pois tudo está ruim, e, com esses exemplos, parece que nunca vai melhorar? Eu não entendo como uma sociedade pode se desenvolver quando somente os maus exemplos são evidenciados. Se não há saída, pra quê lutar, para quê estudar, para quê agir corretamente? A lição que se dá é que é melhor ser o bandido, o vilão mesmo, pois ele é rico, ele vive bem, ele não é punido.

Parece absurdo o que falo? Então assista às novelas e telejornais de todos os canais brasileiros, pelo menos um dia, e me diga se não é essa a imagem que é transmitida!

O desabafo acima não era para agora, mas Tania não suporta mais uma sociedade que exalta o errado, em todas as categorias!

terça-feira, 28 de junho de 2011

A tecnologia e os aniversários

Todos sabem bem o quanto a tecnologia se infiltrou nas nossas vidas e, de desconhecida, passou a ser indispensável. Exemplos são inúmeros: telefone celular, players, internet, notebook, netbook, tablets e por aí vai.

Poucas pessoas passam uma semana inteira sem acessar internet sem que isso cause transtornos na vida e crises de ansiedade.

Mas é curioso ver como isso acabou mudando hábitos. Ontem era aniversário da minha cunhada (parabéns para ela, que é leitora assídua do blog, minha fã e eu sou fã dela, a quem considero uma irmã!). Atualmente ela mora em Buenos Aires, com meu irmão e o meu sobrinho (o mais fofo do mundo, sem dúvida).

Eu mandei os parabéns pelo facebook. Aliás, eu e a torcida do Flamengo, aproximadamente. Nada contra e nada de errado, mas o fato é que, até o horário em que falei com ela, ontem à noite, ela havia recebido dois telefonemas de parabéns: um da mãe, um da sogra. Ressalto que uma não acessa a Internet, a outra apenas sob forte supervisão.

Ficamos pensando se isso aconteceu por ela morar longe, e ser caro telefonar. Mas ninguém fica tão mais pobre por uns reais usados para desejar algo de bom a uma pessoa querida, uma vez no ano.

Acho que é pela facilidade da internet, que deixa as pessoas mais próximas, mas nem tanto. É legal receber declarações de carinho escritas e publicadas num mural, para todos verem. Mas é muito legal receber aquelas palavras pensadas e ditas só para você, como um presente. Receber o tempo de quem largou o que estava fazendo para telefonar. Ou mandar um e-mail, SMS, que seja! As opções são várias. Mas nenhuma deixa entrever a emoção denunciada pelo tom de voz como uma ligação telefônica. E por um abraço dado pessoalmente, então!

Fiquei pensando nisso, e lembrei que apenas as pessoas mais próximas me viram ou me telefonaram no meu aniversário. O que deixa pensar que os recados virtuais são para os conhecidos, aquelas pessoas que estão num círculo de convívio um pouco mais distante que o círculo dos amigos.

Amigos: nos aniversários e datas importantes, liguem, apareçam, mandem recados individuais. Esses presentes são únicos, e deixam sua marca.

Renata escreve às terças-feiras, e hoje aproveita para mandar mais uma vez parabéns virtuais à cunhada, já que o abraço virá só daqui alguns meses.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Anedotas do feriado

Sábado à noite, escolhendo a pizza:

_ Você escolhe metade e eu escolho a outra metade.
_ Tá.
_ Pronto já escolhi.
_ Tamém.
_ Que tamanho vamos pedir?
_ Num sei...
_ Óh, a média tem quatro pedaços e a grande são seis...
_ Ah vamu pedi a grande.
_ Será?!
_ É, se sobrar a gente leva pra casa.
_ Tá, mas o negócio é que a gente nunca leva pra casa... quando a gente pede a média, cada um come dois pedaços e fica com vontade de comer mais um e quando a gente pede a grande cada um come três e sai daqui rolando....
_ Vamo pedi a grande!
_ Tá.

***

Domingo, fazendo cálculos depois da feira de artesanato da Igreja Anglicana:

_ Fiz uma conta errada, somei um negócio a mais, mas pode deixar que eu fico com o prejuízo.
_ Tá. Cadê seu caderno, vamos conferir se demos os 10% certinho.
_ Demo a mais por que fiz a conta com mais uma faixinha de cabelo e você também somou.
_ Ah tá bom, deixa pra igreja mesmo.
_ Tá....
_ Aqui eu vendi isso, menos os 10%, mais os colares, menos 10% de novo...
_ ??? Num tô entendendo direito.
_ Tá. Ó, o meu, o seu, vamu somar tudo e tirar os 10% que a gente já pagou, aí tem que ter esse dinheiro aí.
_ Tá.
_ Deu isso...
_ .... (contando) .... Ih tem R$8,00 a mais.... Que estranho tinha que ser menos.... E agora?
_ Uai vamo tomar uma cerveja no Sandro?!
_ É né, não vamo esquentar a cabeça com essas contas não né?! Trem chato!
_ É, num vou conferir de novo não.
_ Então vamo.

Silvia escreve as segundas.

domingo, 26 de junho de 2011

Ler nas entrelinhas . . .

O que atrai a Menina é o olhar.
O olhar que fixa.
O olhar que prende.
O olhar que hipnotiza.

Mas a Menina também se deleita com o sorriso.
O sorriso inesperado.
O sorriso no momento exato.
O sorriso bem colocado.
O sorriso que diz : "Vem!"

E a Menina se encanta com pessoas espertas.
Com pessoas que entendem um meio sorriso.
Com pessoas que entendem um baixar de olhos.
Com pessoas que entendem um entreabrir de lábios.

Com pessoas que sabem ler nas entrelinhas...

Déia escreve aos domingos e acredita piamente que pessoas que conseguem ler nas entrelinhas certamente se divertem mais que as outras...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Meu Brasil com “z”


Meu Brasil é uma casa.
Com os cheiros da infância, de café e de pão caseiro.
Os mesmos barulhos e seus problemas de manutenção.
È casa cheia como lembrava.
O telefone não pára.
Casa que vibra. Brilha!
Meu Brasil com “z” são pessoas.
Elas fazem a diferença. Fazem a alma sorrir.
Nunca encontrei pessoas assim em lugar nenhum do mundo, por mais que já tenha rodado boa parte dele.
Deixam um vazio que não se preenche.
Amor que não se acaba.
Saudade que não cede.
Felizes eram os tempos de mediocridade. De ignorância.
Os horizontes eram limitados.
Desconhecimento da perda.
O coração tinha pátria e endereço.

Viver pelo mundo traz muitas vantagens.
Algumas desvantagens também.
Sempre sentirei falta de algo. Daqui ou dali.
É o aceitar do ser incompleto.
Para todo sempre.

Lil escreve aqui esporadicamente.

domingo, 19 de junho de 2011

Coisas que aprendi com a vida... - parte II

Aprendi . . .

- que a maior obrigação que tenho na vida é ser absolutamente fiel àquilo que sinto . . .

- que é possível perceber o caráter de uma pessoa apenas prestando atenção nas coisas que a fazem rir . . .

- que o fato de uma pessoa deixar de me amar não impedirá que eu continue amando-a, mas impedirá que eu fique por perto, mendigando seu amor . . .

- que só se ensina realmente as crianças através de exemplos e atitudes e não com palavras vazias . . .

- que carinho não se implora jamais . . .

- que se não estou com vontade de fazer alguma coisa, não preciso fazê-la apenas para agradar alguém . . .

- que ciúme não tornará a pessoa amada mais fiel . . .

- que dizer "muito obrigada", “por favor", e "com licença" não custa coisa alguma . . .

- que a lealdade é um dos sentimentos mais bonitos que existem . . .

- que orgulho não leva a lugar algum . . .

- que por mais irritantes que nossos pais nos pareçam, eles são únicos e farão muita falta algum dia . . . E que, por mais incrível que pareça, o mesmo vale para os irmãos! Juro! :-/

- que aquele que compartilha comigo o segredo de outra pessoa certamente fará o mesmo com um segredo meu . . .

- que reconhecer meus erros e dizer "me desculpe" não é tão difícil assim e que se a pessoa a quem eu, de alguma forma, magoei ou ofendi, não quiser aceitar minhas desculpas o problema já não é mais meu . . .

- que não há medicina preventiva melhor do que beber muita água . . .

- que por mais vezes que eu tropece, nem sempre vou cair. Às vezes é preciso apenas um pouco de equilíbrio para evitar a queda. . .

- que por mais vezes que eu caia e me machuque, sempre vou levantar e seguir em frente. . .

- que, na maior parte das vezes, as pessoas esperam que eu diga o que elas querem ouvir e não aquilo que realmente penso . . .

- que a pergunta "tudo bem?", em geral, é feita somente por convenção e não porque a pessoa realmente queira saber como eu estou . . .

- que não devo sentir vergonha de meus sentimentos . . .

- que um sorriso sincero é capaz de rejuvenescer muitos anos . . .

- que não devo confiar em quem distribui elogios a todo o momento. . .

- que devo confiar menos ainda em quem é incapaz de elogiar sincera e desinteressadamente. . .

- que não devo refrear as lágrimas, sob pena de explodir . . .

- que o fato de não ter ninguém olhando não é motivo para eu fazer o que não faria se estivesse em público . . .

- que não devo tomar atitudes e decisões quando estou com raiva . . .

- que por mais apavorada que eu esteja jamais devo permitir que o medo me paralise. . .

- que não é minha idade que determina se sou velha ou jovem e sim minha capacidade de rir de mim mesma, de me permitir brincar feito criança e de constantemente me admirar com as coisas que me cercam. . .

- que, no final, a única coisa que realmente importará serão as lembranças de minhas ações e dos sentimentos que despertei nos demais . . .

- que quando a comida não estiver boa, basta acrescentar alguns temperos. E QUE O MESMO VALE PARA A VIDA . . . SEMPRE!

Déia escreve aos domingos e segue saltitando e brincando pela vida afora, sempre buscando aprender mais e mais. . .

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Guardadores Compulsivos

Eu guardo coisas.
Coisas que até Deus duvida.
Coisas que eu nem sei que guardo, muito menos para que eu guardo.

Semana passada eu quis comprar um móvel muito grande para o meu quarto. Lindo de morrer, super pechincha, mas nem com reza brava o bendito ia caber lá no meu craft room (que mede 4x6m e só por acaso acomoda a minha cama...)

Foi aí que eu tive um pequeno surto psicótico e resolvi me livrar das coisas.

Gente, vocês não tem idéia da quantidade de tranqueira que um guardador compulsivo consegue acumular ao longo do tempo.

Sério. Eu preciso de ajuda.

Para vocês terem uma idéia, acho que a última vez que eu nadei foi em 2008. E eu tenho uma caixa com 3 maiôs, 2 toucas, 2 óculos, desembaçador de lente e protetor auricular.

Um dia eu inventei de fazer uma caixinha com papelão onda tripla... A caixinha nunca ficou pronta, mas eu joguei fora papelão suficiente pra fazer uma pequena mudança...

Isso porque eu jamais ousaria mexer nas coisas de costura e de scrapbooking que eu comprei e nunca usei. Essas permanecerão intocadas por mais um tempo.

Até eu descobrir uma fórmula mágica para parar de comprar e guardas coisas.

Alguma idéia??

Aceito sugestões.

Milena escreve aqui as quintas. 

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Noite Insone

Quase de manhã, e eu ainda acordada, já sem possibilidade de dormir, mesmo se o sono aparecer... Uma noite rápida e desatenta, que só produziu pensamentos aleatórios, como estes, que compartilho com vocês:

-O conceito de justiça é relativo, depende de quem se sente injustiçado.

Sinto-me injustiçada com a forma de como serei avaliada, e de não poder publicar o porquê disso...

- Algumas meninices se manifestam também na era balzaquiana.

É tão fofinho o ! Se eu não me sentisse tão retardada cada vez que uso... ♥♥♥

- O ano de 365 dias, deveria ter dias de 36 horas!

As noites insones se tornaram mais frequentes. Não sei mais quando termina um dia e recomeça outro. Só sei que estou atrasada! Será que de Alice virei o Coelho Branco?

-Sou tímida!

Sim, sou e muito. Na vida pessoal, muitas vezes, me escondo no escudo virtual. Na profissional, através de imagens consistentes. Mas eu, ao vivo, somente eu, tremo ao encarar olhares... Ainda mais se vierem acompanhados de algum tom de crítica.

- Invejo pessoas práticas e objetivas:

Uma noite produtiva seguida de dois dias vazios é gratificante na hora, fico empolgada me achando uma gênia criativa, mas depois... Apenas desgaste, frustração e ansiedade.

-A intelectualidade NÂO é inversamente proporcional à capacidade sentimental:

Sou ser humano! E uma mulher! E canceriana! E sonhadora! E delicada! E carinhosa! E sensível!
Pensar de forma não convencional, usar óculos, entender de internet e ter certa capacidade analítica não anula meu lado emotivo.

-Eu gosto de você, de verdade!

Bem, essa sacada não é de hoje... E não é de hoje que não sei como agir... E pensava que, quando eu fosse balzaquiana, as questões amorosas seriam mais fáceis... Vocês também pensavam isso?

♥♥♥

Andreia escreve esporadicamente, mas frequentemente enfrenta noites insones improdutivas de pensamentos acelerados.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Definições

Saudades é aquela dorzinha que se sente ao pensar em algo ou em alguém.

Preguiça é aquela coisa gostosa que se sente ao não se fazer nada.

Inveja é uma bruxa que cochicha no nosso ouvido ao vermos algo que não temos, mas queríamos ter.

Ciúme é uma vontade de colocar a pessoa amada no bolso, e tê-la só pra gente, o tempo inteiro.

Medo é uma vontade de desistir.

Coragem é uma vontade de desistir, mas não desistir.

Prazer é sorrir por dentro e por fora.

Sofrimento é chorar por dentro e por fora.

Raiva é querer que algo não tivesse acontecido.

Verdade é o que a gente acredita.

Mentira é o que querem que a gente acredite.

Velhice é perder a vontade de brincar.

Curiosidade é querer entrar nas coisas, pra ver como funciona.

Magia é o que a gente não consegue explicar.

Surpresa é um soluço com o corpo todo.

Vergonha é quando as bochechas coram, e a gente quer se esconder.

Felicidade é quando umas fadinhas cantam e pulam contentes dentro da gente.

Amar é querer, com todo o coração, que uma pessoa seja feliz.

Renata tenta explicar coisas complexas com palavras simples. E isso é bem difícil.

domingo, 12 de junho de 2011

Sobre vivenciar um "eu te amo". . .

Como hoje é dia dos namorados, decidi escrever acerca de um tema, por vezes, muito banalizado: o amor.
Tenho a nítida impressão de que, a cada dia, mais e mais pessoas falam “eu te amo” o tempo todo e para qualquer um sem, no entanto, realmente vivenciarem essas palavras.
É possível, ao olhar ao redor, perceber casais de namorados que não se respeitam, mas que permanecem juntos por conta do suposto “amor” que os une. É possível perceber casais que, há tempos, não tem o menor interesse um pelo outro, mas que se mantém fisicamente lado a lado porque, vez ou outra, um deles diz as “três palavrinhas mágicas”.
Tais coisas fazem com que eu fique me questionando: Será que um simples “eu te amo” é suficiente para que duas pessoas possam permanecer juntas e felizes? Será que, para sentir-se amado, basta apenas que o outro proclame essas “três palavrinhas mágicas”?
Não para mim!
Eu acredito que amar requer muito mais do que caras e bocas, olhares oblíquos e piscadelas sensuais... Requer muito mais do que beijos apaixonados, sexo acrobático e declarações de amor eterno...
E, por falar em declarações, em minha opinião, palavras são apenas palavras que, sozinhas, não significam coisa alguma.
Eu acredito que amar alguém requer demonstração de sentimento. E quando falo em demonstração, não me refiro a grandes arroubos apaixonados, tampouco a presentes caríssimos. Quando falo em demonstração de amor, me refiro às pequenas ATITUDES do dia-a-dia.
Você demonstra seu amor, por exemplo, quando, apesar do frio, levanta da cama no meio da madrugada para aquecer a bolsa de água quente do companheiro que está com os pés gelados.
Você demonstra seu amor quando decide acordar 10 minutinhos mais cedo para levar café na cama para o outro – mesmo que o tal “café na cama” seja apenas uma xícara de café com leite e um pãozinho amanhecido – apenas pelo prazer de vê-lo sorrir preguiçosamente.
Você demonstra seu amor quando, ao perdoar alguma falta, não fica remoendo a mágoa e guardando-a para ser jogada na cara do outro na primeira oportunidade.
Você demonstra seu amor quando aceita o outro como ele é, com suas qualidades e defeitos. E, mais que isso, quando você procura enaltecer as qualidades e “esquecer” os defeitos.
Você demonstra seu amor quando, ao perguntar ao outro como foi seu dia, ouve-o atentamente e compartilha de suas pequenas alegrias e frustrações.
Você demonstra seu amor quando respeita o outro, quando respeita seus momentos de solidão e de introspecção sem ficar constantemente perguntado o que está acontecendo e se há algum problema.
Você demonstra seu amor quando, ao discordar do outro, não o faz erguendo a voz e impondo sua opinião, mas apresentando suavemente seus argumentos e objeções.
Você demonstra seu amor quando consegue realmente colocar-se no lugar do outro antes de agir, de emitir algum julgamento, algum comentário sarcástico, ou, até mesmo, antes de soltar alguma frase do tipo: “Viu? Eu avisei...”.
Você demonstra seu amor quando suas atitudes realmente expressam um genuíno interesse e preocupação pelos sentimentos e pensamentos do outro, pelos seus problemas, pelas suas angústias, pelos seus medos, pelas suas conquistas, pelas suas alegrias, pelos seus sonhos.
Enfim, para mim, amar alguém requer esforço, dedicação, tempo, investimento psíquico e emocional e, acima de tudo, requer ATITUDE.

Déia escreve aos domingos e, neste Dia dos Namorados, espera que todos possam perceber que um “eu te amo”, sozinho, não significa coisa alguma...

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ser feliz não é tão difícil quanto se imagina.

Li algo nesse sentido recentemente, e meu pensamento instantâneo (para minha total surpresa): realmente, não é tão difícil.

A felicidade está na simplicidade, nos momentos e nos sentimentos bons. Está em ver o lado positivo. É estar com quem nos faz bem, e valorizar isso. É saber se perdoar. É saber rir de si mesmo.

Para alguns, isso é óbvio, natural. Para outros, uma balela de livros de autoajuda. E ainda há os que consideram a felicidade supervalorizada, mais uma invenção literária, que nem os poetas alcançavam.

Bem, eu era uma dessas pessoas que quando lia que a felicidade era simples, ria. Não pelo estado de felicidade em si, mas por considerar isso uma piada, e de muito mau gosto! Analisava minha vida sob uma ótica dura e racional, e me criticava, cada vez que resolvia listar os erros e acertos. E assim era impossível ser feliz, já que a minha lista de equívocos era (e continua sendo) enorme.

E hoje, mesmo errando de formas nem tão desculpáveis assim, considero-me feliz. Minha vida, pragmaticamente, mudou pouco. Há, sim, uma possibilidade de melhoria que antes não existia. Mas só isso. Um talvez. E me sinto feliz! Não todo dia, nem o dia todo.

Não entrei em nenhuma seita ou culto, não estou tomando nenhum antidepressivo miraculoso, e nem encontrei o amor da minha vida (ainda). Também não estou conformada, quero o muito mais em mim. O que está acontecendo é uma mudança no pensamento, resultado de um treino constante e insistente em modificar a maneira de analisar os acontecimentos do dia-a-dia.

Ainda sou uma bagunça, ansiosa e estressada, não se enganem! Porém, uma bagunça alegre. Estou orgulhosa de mim, independente dos resultados concretos.


Andreia escreve esporadicamente e recentemente descobriu que a felicidade é, sim, um estado interior, algo muito pessoal e real.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Mulher de fases

Atire o primeiro scarpin a mulher que não passa por fases.

Elas podem ser curtas, passageiras e inofensivas, incapazes de deixar grandes marcas. Como quando você fazia o contorno do lábio com lápis preto. Lembra? Você lembra, mas as outras pessoas não.

Outras são curtas, passageiras, nem sempre inofensivas e um pouco mais marcantes. Como quando você cortava o cabelo curto e pintava de ruivo. O que, aliás, soa como uma ótima ideia!

Existem fases mais duradouras: a fase boêmia, a nerd, a engraçadinha... Algumas duram tanto que talvez, tecnicamente, nem sejam consideradas fases.

Algumas fases só se manifestam no seu interior, são espirituais, são decisões sobre como encarar a vida, os fatos, as pessoas.

Mas, sem dúvida, a fase inspiradora da expressão “mulher de fases” é ela, a inexorável avalanche de hormônios. Ela que derruba todas as defesas e se arma com unhas afiadas, dentes pontudos e seios inchados e doloridos, à espreita da vítima do mês.

É a fase psicopata, que nem sempre deixa vítimas fatais. Às vezes, deixa.

Renata está numa fase “sobrevivi à TPM, com pequenas sequelas”. E segue sendo uma mulher de fases.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Retorno

Meu teclado está sujo, sujo demais, não sei que dia vou limpar
mas um dia eu limpo.
Procurei adesivos pra colar nos boletins de meus alunos,
não achei, acho que já colei todos que tinha.
Eu sei, estou adiantada, mas prefiro assim do que atrasada.
Marquei salão pra Julho, fiquei com medo de não conseguir horário,
agora estou com medo de que elas esqueçam de meu horário, tamanha a antecedência...
A estante também precisa de uma faxina,
projeto para o final de semana.
Gosto de limpar livros, mas precisa-se de tempo, e um bom samba na vitrola.
Já estou planejando as provas finais, também para Julho.
Enquanto isso, teço um cachecol, pra descansar uma touquinha de criança.
Tomei banho pra desanuviar,
e funcionou.
Esse ano viajo de novo, minha veia nômade não me engana,
e sempre me diz, vai e fica mais um pouco.
Mas sempre retorno de onde vim sentindo que algo meu ficou lá.
Hoje o que ficou tem me feito um pouco de falta,
ou talvez seja o contrário, tudo o que veio comigo é que quer retornar.

Silvia escreve as segundas.

domingo, 5 de junho de 2011

Da série "Coisas-estranhas-que-acontecem-comigo"

Dia desses fui à Padaria a fim de comprar um lanchinho e, uma vez que não como qualquer tipo de carne há mais de dez anos, lancei à atendente a perguntinha de praxe: "Há algum salgado, dentre estes, que não contenha carne?"

A menina, muito solícita, começou a enumerá-los: "Hummmm...tem o pastel de quatro queijos e o folhadinho de palmito e queijo".

Então eu perguntei: "Tem algum que seja assado?"

E ela, prontamente: "Sim, sim... tem o assado de presunto e queijo."

Eu: "Não, eu quero saber se tem algum assado SEM carne..."

Ela: "Mas então, tem esse de presunto e queijo!"

Eu, mais que depressa, respondi: "Amada, presunto É carne..."

(Ok, até aqui, nenhuma novidade. Isso geralmente acontece comigo. Parece que as atendentes de Padaria não se dão conta de que frango e presunto também são carne... Mas essa atendente superou toda e qualquer expectativa...)

Ela, com cara de quem não está entendendo: "Hã?!?"

Eu, já suspirando fundo: "Presunto É carne!"

Ela, com ar incrédulo: "Como assim?"

Eu, já perdendo a paciência (juro que pensei que ela estivesse de gozação p/ cima de mim): "Você por acaso já ouviu alguém dizer que iria até a árvore para colher umas fatias de presunto? Não, né? Pois o presunto é feito de CARNE!"

Ela, olhando de soslaio, meio desconfiada: "Mas minha irmã é vegetariana e come presunto..."

Eu, já querendo desistir da conversa e da compra: "Pois então sua irmã NÃO É vegetariana..."

Ela: "Mas ela é vegetariana, sim... Vai ver ela não sabe que presunto é carne..."

Eu, já desanimada "Pois é..."

Terminado esse diálogo bizarro, eu escolhi o pastel de quatro queijos e o folhadinho de palmito e queijo e já estava dando tchau quando a atendente sorri de orelha à orelha e lança o golpe final:

"Ah! Já sei! É que ela não é bem vegetariana... Ela come carne às vezes, mas só carne branca... Vai ver é por isso que ela come presunto, né?"

o.O

Morri!

Dei um "sorrisinho amarelo" e fui embora quase correndo...

...


Déia escreve aos domingos e jura que nunca mais tentará explicar que presunto não nasce em árvore...
Mas Déia confessa que ficou curiosa para saber o que teria acontecido se tivesse tentado explicar que, na verdade, é ovo-lacto-vegetariana...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Andando

Ando assim, meio distraída, pensamentos nublados e a alma esquecida. E sorrindo, na maioria dos dias.
Ando assim, meio tensa e meio medrosa. Perdendo dias, e me perdendo nos dias.

Ando assim, meio enlouquecida. Muito criativa, mas enfurecida.

Ando assim...


E assim vai a Andreia, que escreve esporadicamente, caminhando e cantando e errando a letra da canção.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Destruir para recomeçar


Tem dias que a gente acorda com vontade de brincar de destruir coisas. Jogar uns pratos na parede, esfregar lama em obras de arte, desmanchar as linhas retas da arquitetura careta. Cortar os cabos que conectam as tomadas, desligar a energia central. Deixar no escuro toda a mentira que brilha às três da tarde. Arremessar pedregulhos nas vitrines humanas e fazer sangrar a verdade que cada um esconde no peito. Mas acho que não conseguiria queimar todos os livros de poesia, arranhar os discos e quebrar a vitrola.


Mariana escreve esporadicamente num constante processo de desapego e transformação; e acha que todo mundo deveria assistir o filme Clube da Luta.

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