domingo, 29 de abril de 2012

Surpresa linda, linda...

E sexta-feira, meus alunos do 3º ano do ensino Médio da escola Murialdo Ana Rech aqui de Caxias do Sul fizeram uma surpresa absolutamente linda para mim...

Eles tinham que apresentar um trabalho em vídeo sobre Política e, no meio do vídeo, havia uma surpresa para mim.

Quando começou o vídeo fiquei meio espantada, pensei que estavam de brincadeira... Mas depois chorei emocionada...

Coisa mais amada!!!!



A emoção foi tão grande! E a surpresa também...

São gestos como esses que fazem a vida valer a pena...




Déia escreve aos domingos e a cada dia que passa ama mais e mais a profissão que escolheu...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Campanha: Devolvam meu escorpião.


Um escorpião foi encontrado esses dias, passeado pelas instalações sanitárias do lugar onde trabalho. Foi recolhido, morto, e as providências para com a Vigilância Sanitária foram devidamente tomadas. O problema de infestação de escorpiões, baratas e outras pragas é bem comum em todas as grandes cidades no Brasil. Entretanto, o que mais me deixou triste, neste caso, não foi o perigo que o bicho representa à saúde, mas sim o risco que ele morto representa para o meu bolso!

Como já contei várias vezes, e faço questão de espalhar a notícia eu mesma; pois assim evito que me peçam dinheiro emprestado; sou pão-dura, tacanha, sovina, entre outros adjetivos, que não escrevo mais porque gasta! É isso mesmo; tenho a fama de “ter um escorpião no bolso”, e ele protege minhas economias, evitando que eu gaste! Pois então, desconfio que esse escorpião achado e morto em meu serviço seja o mesmo que fugiu do meu bolso. Ultimamente venho numa onda de comprar demais, gastar demais, e isso muito tem me preocupado. É verdade que nada do que foi adquirido é supérfluo ou fútil, mas, mesmo assim, comprei tanto e gastei tanto que, este ano, ainda não consegui economizar nem um Real!

Eu reclamei no trabalho que o escorpião era meu, fugido do meu bolso, mas o assassinato do bicho já havia ocorrido. Chegaram a me oferecer a devolução do corpo, mas eu não aceitei, pois não me vale de nada o escorpião morto. O caso chegou a público, e já vieram me oferecer produtos de beleza para comprar! Estou entrando em desespero, pois me sinto desprotegida. Assim, lanço a campanha, para o bem das minhas economias: “Por favor, devolvam meu escorpião”; mas tem que ser vivo!


Mini-resumo: Tania gosta de ter a fama de mão-fechada.
Agora está preocupada com esta situação de falta de proteção dos bolsos! Rs...

terça-feira, 24 de abril de 2012

Aprendizado – uma vivência constante

Nessa semana uma amiga muito especial se foi. Não pude pensar em outro assunto para escrever, mas não conseguiria prestar uma homenagem tão perfeita como a que Vanessa Dalla Colletta fez. Pedi licença para ela e posto aqui um pouquinho do amor que a Bitcha despertou nos seus amigos.

Aprendizado – uma vivência constante

Dedico este poema a ti Viviane Lorenzi Carniel (Bitcha) , que foi exemplo de garra, força de vontade e felicidade. Ensinou que o mundo é um lugar feliz!!!

Vanessa Dalla Colletta (16/04/2012)

...
Aprendi que a vida é muito mais do que dinheiro,
Que a saúde vem acima de qualquer coisa, seja trabalho, estudo, grana.
Aprendi que os amigos são a família que escolhemos e que devemos sim manter contato sempre.
Aprendi que o manter contato não é só mandar e-mail, mas sim ligar, e muito melhor, conversar pessoalmente, sem pensar “será que vou atrapalhar”.
Aprendi que o abraço é o maior gesto da amizade, do amor. Conforta-nos saber que abraçamos quem amamos. (Sinto falta de tantos abraços gostosos que se foram...).
Aprendi que as coisas pequenas da vida é que são importantes: assistir filme e comer pipoca, um almoço em família, passar horas com amigos jogando conversa fora, viajar para rever amigos queridos, apreciar a natureza, um abraço de bom dia, um sorriso sincero ou uma bela gargalhada!
Aprendi que os planos têm que ser feitos em curto prazo. Planos longos podem não acontecer, não sabemos o dia de amanhã.
Aprendi que temos que ser mais humanos e menos egoístas. Ajudar ao próximo faz tão bem!
Aprendi que devemos perdoar, antes que seja tarde e que sejamos julgados por Ele.
Aprendi que temos que ter garra e lutar pelos nossos sonhos, não apenas sonhar.
Temos que ter garra em tudo e não deixar a peteca cair, jamais!
Aprendi que mesmo em momentos de dificuldade, a esperança não morre, mas sim nos guia e dá forças para viver.
Aprendi que um sorriso vale mais que palavras.
Aprendi que a vida termina quando Deus quer, e não quando nós desejamos, e temos que estar preparados.
Aprendi que Ele é quem comanda e guia nosso caminho, e que nos dá força e nos segura a mão nos momentos de dificuldade.
Aprendi que a saudade dói, corta o coração e que a ausência é preenchida por boas lembranças e por amor, após ter deixado rolar muitas lágrimas.
Aprendi que expressar os sentimentos é humano e revigora... Que devemos fazer isso todos os dias, pois o amanhã é uma incógnita.
Aprendi que reencontros com pessoas queridas revigoram a alma, renovam o espírito e devem ser realizados em qualquer momento, sem datas importantes para que isso ocorra.
Nesse período em vida, aprendi tanta coisa que não caberia num simples poema. Mas aprendi que o amor e a amizade, e, principalmente a saúde, estão à frente de tudo nesta vida.

Renata repete: valorizem o que importa!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Faxinão!

Estou em fase de faxina geral. Objetos pessoais, trabalho, amigos . Na verdade, em dúvida se a palavra de ordem é reciclagem, faxina ou exclusão... Reciclagem acho que não, pois estou me livrando de coisas que não estou interessada em reaproveitar, então estou a caminho da exclusão!

Pensando no conceito dessas palavras, hoje me deparei com o seguinte texto:

“... o termo faxina merece ser esmiuçado. A palavra tem berço no italiano fascina, feixe de lenha, remetendo ao latim fascis, feixe, alusão ao fascismo, doutrina que faz englobar todo o poder, como num feixe, nas mãos de um ditador – assim sucedeu com Benito Mussolini na Itália. Quando, em tempos muito antigos, alguém tinha que carregar braçadas de lenha para limpar um terreno, enfrentava um árduo trabalho. Foi essa noção de estafante limpeza que deu ao termo faxina o sentido de trabalho cansativo braçal, que, mais recentemente, nos ambientes militares, passou a designar a atribuição do encarregado de fazer limpeza geral na caserna ou no convés de um navio, tarefa que e estende às obrigações de faxineira de uma casa...”(Pioneiro, edição 596, pág19A).

Então, através da evolução dessa expressão, concluo que tenho o poder absoluto, o poder da faxina!

Parece simples, mas é trabalhoso! Estou reorganizando meu lar, minhas escolhas, tentando redirecionar minhas prioridades. Nos últimos dias numa limpeza pesada na minha casa, me desfiz de muitas roupas, brinquedos, objetos de decoração, livros...ufa! E neste processo há uma série de recordações embutidas que imediatamente devem ser banidas ou não, dependendo o grau de apego. É interessante, que de tempo em tempo faço isso e gosto muito, porque penso nas pessoas que estarão recebendo o que para mim não tem muito sentido, e isso é rotina, uma vez que as doações são de praxe (às vezes até exagero e surpreendo meu marido olhando o vizinho vestido com as roupas que até ontem habitavam o seu closet). O que foge a regra é me deparar com minhas memórias, pois desde muito cedo escrevia em diários e agendas, guardando bilhetinhos e papéis de bala. Já me desfiz de muitas cartas, mas das agendas definitivamente não consigo! É como se estivesse colocando no lixo uma parte de mim, que se não tiver este registro pode facilmente cair no esquecimento, pois eu mesma não acredito que era dona daqueles pensamentos ou atitudes. Tudo muito normal, todos temos passado e muitas gavetas misteriosas... Sem contar que também podem ser um remédio com efeito instantâneo para tristeza ou baixa autoestima, uma vez que, tem coisas muito bizarras escritas. E é claro que também não consigo me desfazer dos questionários adolescentes e os papéis de carta... ah, os papéis de carta...

Até aqui tudo bem, pois eu estou decidindo o que vai e o que fica, mas há coisas que fogem do controle e que vão sem que eu quisesse... que se excluem de nossa vida e deixam aquela lacuna. Seguindo sempre a teoria de que temos que transformar as perdas em ganhos, sigo minha faxina com o objetivo de abrir espaço para coisas novas, como renovação de energias ou início de um novo ciclo. Já visualizo algumas sementes, basta apenas aguardar os frutos!


Cláudia escreve esporadicamente e está fazendo muitas faxinas ultimamente!

terça-feira, 17 de abril de 2012

Bom conselho

Sabe quando a vida não faz muito sentido, naqueles dias em que tudo parece ter um ponto de interrogação em cima?
Num dia desses eu, que não acredito muito em destino (percebam o muito, já não é descrédito total), abri o Facebook e deparei com essa frase:

‎"Fique em silêncio, cultive o seu próprio poder interno. Respeite a vida de tudo o que existe no mundo.
Não force, manipule ou controle o próximo. Converta-se no seu próprio Mestre e deixe os demais serem o que têm a capacidade de ser." Texto Taoista

Não pesquisei se a fonte é essa mesma, e desculpem por postar sem ter me preocupado com isso. O fato é que achei genial! Rodeada de pessoas que falam, falam e falam só porque têm voz, sem nenhum objetivo além desse, e vendo coisas acontecerem sem sentido algum, essa frase literalmente caiu do céu.
Fiquei em silêncio, cultive seu próprio poder interno. Não precise se isolar do mundo, mas ouça. Se ouça. Se conheça, antes de forçar que todas as outras pessoas lhe conheçam e saibam minúcias da sua vida que ninguém perguntou.
Respeite a vida de tudo o que existe no mundo. Sim, há outros seres vivos no mundo, tão importantes quanto você. Todos merecem respeito, e todos são importantes.
A segunda parte é autoexplicativa, e um tapa de luva. Respirei fundo, le e reli várias vezes. Optei por compartilhar, pois a gente sempre pode fazer bom uso de um conselho desses.

Renata deseja que todos possam ter momentos de introspecção, de se conhecer melhor, de ver e respeitar todas as formas de vida. E de deixar os demais serem o que têm a capacidade de ser.  Valorizem o que realmente importa. 

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Saudades

Até alguns anos atrás, quando alguém me dizia que um sentimento doía, eu ouvia crendo que se tratava de licença poética. Aos menos de trinta, a pessoinha aqui nunca havia passado por grandes desilusões. Perdas então, nunca havia tido. Então era mesmo difícil não ter certeza de que o mundo era um mar de rosas. E sentimento doer só podia mesmo ser poesia.

Aí, numa bela segunda-feira, de ressaca da saideira do Comida di Boteco, o Bola me ligou pra dizer que o Buda estava no hospital e que tinha ligado pra ele pra tentar apressar o exame que ele faria. Não me lembro exatamente quanto tempo depois meu querido amigo estava internado, no CTI, muito mal.

Foram quase 30 dias de muito sofrimento, mas também de esperança de que aquele cara bacana, forte, sairia daquela e que nós ainda tomaríamos muitas cervejas lembrando do episódio e do susto que o Buda nos dera. Mas infelizmente não foi assim que a história terminou. No dia 11 de junho de 2006, acho que era um domingo, acordei com uma ligação. Até aquele dia foi certamente a pior notícia que eu já tinha recebido na vida. O Buda havia entregado os pontos. Passou a régua e pagou a parcial, o filho de uma égua!!! Onde é que já se viu deixar os amigos órfãos assim?!! Mas deixou.

Ontem seria aniversário do Buda. Ele completaria 37 anos. Como será que ele estaria? Será que ele teria se casado? Estaria ainda na Fiat? Já estaria pegando a grana do pessoal pra comprar os ingressos da Saideira? E o Graaaande Reveillon da Montanha? Será que ainda faríamos todo ano?

Sem o Buda a COGREM (Comissão Organizadora do Graaaaaande Reveillon da Montanha) acabou. A gente perdeu a graça. Ir ao campo sem ele também ficou sem graça. Comassim ir ao clássico no Mineirão sem o Buda?!! Confraternização de Natal sem o Buda?!!

Aos poucos, fomos nos recuperando. Tentamos nos manter unidos, mas a verdade é que o Buda era nosso elo mais forte. Acabamos nos dispersando. Alguns se mudaram de Belo Horizonte, foram pra Recife, São José, São Paulo, Brasília, Varginha, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Niterói... Começaram a nascer as crianças que nunca tiveram o Tio Buda. Só a Iara teve esta sorte.

Foi muita ousadia da minha parte pensar que, da turma toda, só eu tinha lembrado do aniversário do Buda ontem. Aí um postou uma foto no face, outro postou mais uma, e outra, e o Breu fez o grupo que a gente ainda não tinha – o Buda jamais deixaria isso acontecer!! Comassim a Galera da Montanha não ter um grupo no face!! – e foi todo mundo postando foto antiga e lembrando maravilhosos momentos. Momentos que não voltarão jamais. Só na memória. E no peito. Que até agora está doendo demais. Agora eu sei que sentimento dói de verdade. Sei também que a vida continua. E continua sendo poesia.


Laeticia está hoje muito mais saudosa e emotiva do que estava ontem. E quer dizer a todos os seus amigos, de ontem e de hoje, que ama todos, do fundo do coração.

Como é, afinal, a balzaquiana de 2012?

Dia desses, numa conversa com um amigo, novamente me deparei com uma questão e uma resposta que nós, balzaquianas assumidas, já sabemos (mas que muita gente mais nova, ou mais velha, ainda não se deu conta).

Como é a mulher de 30 hoje?
A resposta: depende da balzaca em questão!

Dessa vez, não vou escrever sobre aparência, já o fiz aqui . Escreverei sobre o comportamento.

Existem vários tipos de balzaquianas (os leitores que nos acompanham já se deram conta disso), descreverei, brevemente, alguns:

- a solteira desencanada:

Nós (faço parte desse grupo), somos solteiras porque assim estamos (algumas até já foram casadas). Queremos ser felizes (e somos insatisfeitas, muitas vezes).  Antes de colocar uma nova família no meio, queremos conhecer o nosso verdadeiro eu. Não somos egoístas, nada disso: queremos ser independentes antes de ter pessoas dependendo da gente. Entenderam? Nos dedicamos a nossa profissão, aos nossos amigos, ao nosso amor, aos nossos bichinhos de estimação, a nossa casa, aos nossos dramas. Queremos aprender muito: ler, estudar, viajar, testar... Queremos, também, nos dedicar a um filho, ou um marido, mas não acreditamos em gravidez acidental e em casamentos forçados, queremos frutos de um amor, numa situação de equilíbrio emocional e financeiro. Sim, queremos muito, e por isso, continuamos solteiras (e temos fé na santa medicina para adiarmos a maternidade até uns 40...).

- a profissional:

Esta balzaca pode tanto ser solteira quanto ser casada. O importante, aqui, é brilhar em sua profissão (antes que a considerem fria, já aviso que ela não é). Dedicar-se com afinco a uma profissão requer sacrifícios que poucas de nós estão realmente dispostas a enfrentar. São mulheres batalhadoras, que são vistas como agressivas, se solteiras, ou como insensíveis, se casadas, ou ausentes, se mães. Dependendo da profissão, ainda enfrentam o estigma de serem mulheres em posição de poder, e, em alguns casos, apesar de serem mais competentes, mandarem e se responsabilizarem mais, ainda recebem salários menores que os masculinos em categoria similar. Normalmente, são boas mães, boas esposas e boas amigas. Elas são pessoas focadas, objetivas, e, acreditem, seu tempo é precioso, portanto, sempre priorizarão a qualidade. Briguinhas bobas, fofoquinhas, intrigas, ou qualquer outra coisinha sem importância, não têm espaço na vida delas. Simplesmente, porque elas não têm tempo a perder com isso! 

- a casada e sem filhos:

Apesar de já terem encontrado um par, não têm filhos. O motivo de não terem filhos são inúmeros: emocionais, biológicos, financeiros, ideológicos. Porém, quaisquer eventos familiares se transformam em  interrogatórios: "pra quando é o bebê?", "quero ser madrinha, hein?", "já tentou o chá da santa barriguda?", "quer levar chifre? cuidado, ele vai te largar se não tiver uma criança!". São muito cobradas pela sociedade e pela família. Acredito que, atualmente, recebem mais cobranças que as solteiras, porque já é relativamente normal, para muitos, ver alguém optar por uma vida sozinha, mas uma vida de casada sem filhos gera indagações diversas. Existe, sim, família a dois! Um casal pode construir muitas coisas além de filhos, tristes são as pessoas que não enxergam isso. Estas mulheres, apesar de serem alvo nos eventos sociais, estão bem consigo mesmas, têm seus momentos de dúvidas, como qualquer outra mulher, e sabem que tudo tem seu tempo e que estão no caminho certo. Têm suas prioridades, individuais e a dois, que pode ser , inclusive, o filho que ainda não aconteceu. Merecem um descanso dessas perguntinhas chatas!

- a mãe de família:

Estas são as mulheres que optaram por uma família tradicional: marido e filhos. Escolheram e planejaram esta vida. Sonharam com isso desde crianças, idealizaram e concretizaram muitos dos sonhos adolescentes, grande parte, ainda antes dos 30. São mães dedicadas e adoráveis! Curtiram a gravidez, curtem os filhos, que na maior parte ainda são pequenos. Muitas tiveram casamentos tradicionais. Algumas poucas estão nesta situação sem planejar, mas amam viver em função da família. Não estou descrevendo "amélias" ou mulheres "do lar", estes seres estão em extinção! São mulheres que trabalham, estudam e tudo o mais. Suas vidas tem dois ou três turnos! Têm um dia-a-dia muito cansativo. Mas a prioridade é a vida familiar num sentido mais tradicional. Costumam ser pessoas doces e com muito amor, não apenas à sua família, mas ao ser humano e à sociedade. Acredito que estas são as românticas dos trinta anos. Talvez seja mera coincidência, mas na minha experiência pessoal, também são as mais engajadas em trabalhos voluntários, e as que mais se solidarizam com o sofrimento alheio.

- a mãe de adolescente e/ ou jovem adulto:

Elas podem ser casadas com o pai do filho, podem já estar em um segundo, ou terceiro, casamento, ou podem ser solteiras. Hoje encontraram equilíbrio, ou algo próximo, mas grande parte tem uma história de luta. Muitas dessas mães engravidaram sem planejar, enfrentaram alguns preconceitos, algumas enfrentaram família e falta de dinheiro, muitas também não contaram com o apoio do pai da criança. Estas são as balzaquianas guerreiras! E hoje também parceiras das crias! São as mães-amigas-irmãs. Chegaram aos trinta com muita bagagem, consequentemente, costumam ser mulheres sábias, talvez não de uma forma erudita, algumas encurtaram sua vida acadêmica, mas possuem uma sabedoria madura sobre a vida e as pessoas, e um incrível jogo de cintura.

- a solteira convicta:


Esta seria a legítima solteirona. Ela não está assim, ela é assim. Pode ou não ter filhos. Mas um marido não faz parte de seus planos. Ama a liberdade de ser e de agir. Tem seus casos, seus amores, mas é totalmente independente. Gosta de agir conforme sua vontade, seus sentimentos. Não abre mão de seus planos facilmente, adora a liberdade. Não conheço muitos exemplares deste tipo para exemplificar da melhor forma, mas elas existem! 

- a solteirona desesperada:

Esse é o tipo de balzaquiana que denigre a categoria. Elas querem muito casar e ter filhos! Até aí, tudo bem, muitas balzaquianas desencanadas e muitas que priorizam a profissão também querem muito casar e ter filhos. O problema: só falam disso! Conhecem um homem e querem logo saber o estado civil (e ainda existem as que além do estado civil querem saber o extrato bancário e a árvore genealógica). Catam pretendente em qualquer situação. Quando conseguem alguém, dizem "eu te amo" em menos de um mês de relacionamento, três encontros e declaram namoro (parece que o infeliz é o último exemplar do gênero masculino). Esse é o tipo de balzaquiana que assusta! Pressiona e chantageia (e não sabe porque está sozinha... ah, sabe: "homem não presta"). Infelizmente, marcam de forma negativa aqueles homens desavisados que cruzaram seu caminho (e os estragam para as demais trintonas solteiras). A justificativa da pressa, muitas vezes, é o desejo da maternidade. Sim, ainda temos um prazo biológico, mas que varia de mulher para mulher. E temos os avanços da medicina, que possibilitam adiar, pelo menos um pouco, esses ponteiros, ou congelando óvulos, ou realizando tratamentos hormonais. Mas estas mulheres ignoram os avanços tecnológicos, a possibilidade de ser mãe solteira ou de adoção, e, principalmente, o bom senso. Estereotipam a categoria (numa forma caricatural, muitas vezes).




Devem haver mais tipos de balzaquianas que não lembrei, e, em cada tipo, existem, sim, as exceções, assim como existem as mesclas, mulheres que são um pouco de um tipo, um pouco de outro.

Andreia, uma balzaca solteira e desencanada, algumas vezes frustrada, outras sonhadora, escreve esporadicamente. Neste texto, fez uma categorização baseada em observações pessoais, que podem não ter correspondência na realidade de outras pessoas, ou de mulheres de outras regiões.
Andreia aceita opiniões contrárias, podem comentar!

terça-feira, 10 de abril de 2012

Eu te amo

Uma das mais belas canções, que fala do tema mais lindo, intenso e redundante, o amor,  tem esse título: Eu te amo . Tom Jobim e Chico Buarque deixam qualquer coração rasgado. Para os românticos das grandes telas, o marcante P.S Te Amo traz análises sobre o amor eterno e a magia destas palavras. Inúmeras poesias e autores do mundo inteiro discorrem sobre este sentimento universal.

Tenho certa dificuldade em ouvir essas palavrinhas tão carregadas de responsabilidade. Não sei exatamente  quando ou onde estava quando li o conceito de “amor", pode ser que eu tenha registrado o que no momento era plausível para mim, enfim, dizia que "amar alguém era sentir que não há possibilidade alguma de viver sem aquela pessoa, que estar sem ela é como estar sem ar", acredito que levei o conceito muito a sério, daí minha reflexão toda vez que o assunto surge.

Com o passar dos anos, tenho melhorado bastante; demorei muito para dizer ao meu primeiro namorado que o amava e, quando não o amava mais, não conseguia nem ouvir ele falando que me amava (confuso ou normal?), que tinha imediatamente vontade de dizer a negativa, muita vontade...Outras vezes, ouvi isso de alguém que não me despertava nada perto dessa falta de ar , então - bingo! - era hora de sair à francesa. Também já tive vontade de dizer a alguém que não merecia, uma vontade grande, como se depois que as palavras mágicas fossem proferidas o letreiro de “felizes para sempre” piscaria sobre nossas cabeças! Ainda bem que não falei, seria mais um erro.

Além de minhas experiências, tenho as hipóteses ou experiências alheias: ouvir de alguém que fala a tal frase por falar, alguém que nem imagina que sente isso, ou ainda, alguém que não tem certeza se é isso mesmo. Mas, convenhamos, ouvir quando realmente se quer, quando você pensa “este é o momento de dizer, tem que ser agora!”, quando é recíproco, é uma explosão de sentimentos, é como se houvesse o antes e o depois. Ouvir apenas como processo rotineiro também tem seu valor: "psiu amo você, hein, não esqueça disso. Caso eu falte daqui há algum tempo, está dito. Vou tranquilo e tu ficas eternamente com esta sensação que eu tenho amor por ti!”

Com a enxurrada da internet, e a nova geração, há uma constante discussão acerca da banalização deste sentimento, das facilidades que temos hoje, principalmente, em falar algo pensando apenas no presente, esquecendo a seriedade e intensidade da palavra pronunciada. Talvez isso não pertença a nós, mulheres de trinta, que ficávamos no portão aguardando o carteiro trazer nossa felicidade numa folha de papel, e em função disso refletíamos mais sobre o que estávamos sentindo. Mas eu, do meu escondido jeito careta de ser, gostaria que todos ouvissem um Eu Te Amo só quando fosse realmente catártico, para ouvirmos os sinos tocarem e sentirmos a dupla flechada do cupido.

Cláudia escreve esporadicamente.

domingo, 8 de abril de 2012

Quem não é visto não é lembrado... INFELIZMENTE!

Tenho me sentindo meio perdida em meio às pessoas que eu conheço há tantos anos e com as quais convivi por muito tempo.

Tenho me sentido descartada, excluída...

É como se minha importância em suas vidas tivesse sido reduzida a praticamente nada...
Fico absolutamente impressionada com a facilidade com que as pessoas descartam as outras de suas vidas...
Infelizmente parece ser verdade a tal máxima: “Quem não é visto não é lembrado”...
Déia escreve aos domingos e está muito chateada com a indiferença de certas pessoas...

terça-feira, 3 de abril de 2012

Três beijinhos, aperto de mão, abraço, um tapa na bunda e um cheiro!

Quem nunca passou pela situação de cumprimentar uma pessoa com um beijinho no rosto, e ela fazer menção de dar o segundo, e você já ter saído?
Quem nunca passou pelo contrário, ir dar o segundo beijo e a pessoa sair, e você fica com o bico no ar?
Quem nunca estendeu a mão para um cordial aperto e foi puxado para um abraço de urso, com quem não se tem a menor intimidade?
Quem nunca deu um abraço de suar juntos num amigo/a querido que há tempos não vê?
Quem nunca recebeu 3 beijinhos para casar? Quem nunca bateu na bunda da melhor amiga?
Mas o fato é, que existem tantos jeitos de cumprimentar alguém, que é difícil saber como o outro vai querer cumprimentar você. Pois, mesmo que seja de formas desencontradas, um cumprimento é recíproco, e os dois envolvidos são autores do roteiro. 
E há outros fatores, além da preferência pessoal: cultura, regionalismos, nível de intimidade, temperatura ambiente (ninguém quer abraçar à toa num calor de 40 graus, nem apertar a mão com luva num frio de 0 grau) e outros...
Constrangimentos à parte, o bom mesmo, é ser verdadeiro e se sentir à vontade. 

Renata gosta de um beijinho e um abraço, mas nem sempre é o caso. E vocês, leitores? Qual o cumprimento favorito? E o mais constrangedor? 
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