sexta-feira, 29 de maio de 2009

Espera...


A espera é angustiante, agonizante, atemorizante, ou muito, muito aguardada, imaginada, sonhada.
Inativa? Não, ao contrário, muito ativa.
Porém o mundo que anseio e espero não está ao meu alcance.
Relevo decisões que transcendem a mim.
Sou persistente, e como...
Mas não concordo com o populacho: quem espera sempre alcança.
Alcança, será mesmo?
E quem disse que o que se alcança será bom? Pode ser horrível!
E se o alcançado fizer parte da espera angustiante, e te fizer estonteante diante da realidade, da sua atual e futura realidade?
Sim, claro, o alcance pode ser estonteantemente feliz, alegre, cheio de amor...
Espero.
Não gosto de esperar, sou ansiosa, quero tudo pra ontem!
Mas espero, e esperei.
Mas, como alguém já disse, não tenho tudo que quero, nem quando quero, nem quem quero...
(Nestas horas, queria eu poder ir embora para Passárgada )
Esperei, Esperei! Esperei?
Mas, como estamos inundadas de “Jabor” e ao invés do Black Power temos os Thirty Power a nosso favor.
Desta espera me livrei.
Doeu, muito, mas, com o passar dos anos, nós que ainda não encontramos nosso par, superamos mais rápido, e não demonstramos tanto nossa dor.
(bem, pelo menos espero não ter demonstrado)
O amor romântico existe, tenho certeza! Não é uma invensão do século XIX!
Infelizmente, ele passa por mim, não me esbarra.
Erros do passado, talvez...
Não me importo, não quero me importar...
Não quero mais errar, mas erro ao pensar que acerto.
Ah, como disse, estou numa fase de espera.
Realmente, me sinto numa recepção de consultório médico com música baixa deprimente. Quem escolhe tais músicas? Tudo bem, ambiente estressante por natureza, mas na falta de algo melhor, um clássico instrumental ajudaria (ou pioraria de vez, já pensou? pour elise tocada ininterruptamente, ou Tritsch-Tratsch polka sem parar?).
A espera de resultados.
Outros. Sérios. Mais sérios do que imaginei esperar.
Resultados que me darão respostas, talvez não muito felizes, mas estonteantes, de forma diversa, mas estonteantes como os encontros esperados, e não realizados.
Ocorrerão outros encontros, outros resultados.
Talvez ambos estonteantes.
E talvez nenhum agonizante.
Sou dramática, reconheço.
Espero.
Agora espero de esperança.
Resultados inócuos, encontros ardentes.
Um dia, quem sabe.
Tenho uma resposta, pelo menos, não mais aqueles olhos suaves em mim.
Espero outra resposta, de outra origem, que talvez me mude, ainda mais.
Mas esta espera... me deixa louca! 


Andreia, que se achava no controle, encontra-se descontrolada, sem outra saída, a não ser a esperar... e, reitera, detesta esperar.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Filho (s)

Sei que te aguardo desde que sei que existo.
Sei que você é sempre a melhor parte de mim.
Sei que você me conhece, assim como eu te conheço.
Sei que te amo desde que você é.

Sei que você vai ter medo de escuro.
Sei que você vai superar.
Sei que você vai confiar em mim.
Sei que eu vou viver pra você.

Sei que vamos ler fantasias juntos.
Sei que vamos lutar contra o sono.
Sei que vamos nos orientar um pelo outro.
Sei que vamos brincar.

Sei que eu lembrarei minha mãe.
Sei que você me lembrará.
Sei que eu e você seremos, um dia.

Milena escreve aqui às quintas. Essa semana pensando muito na relação mãe-filhos pôs pra fora alguns pensamentos.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu Sei

Eu sei que tu me amas não quando tu falas isso em voz alta, nem quando me trás flores. Eu sei que tu me amas quando fecha os olhos e suspira, quando eu te abraço calada; quando aperta minha mão em alguma situação que sabe que me machuca e que naquele momento eu não posso fazer nada; quando faz muito barulho ao acordar mais cedo para eu estar também acordada e quando me trás café na cama quando o barulho não funciona; quando não reclama do meu barulho à noite, depois que tu já estás dormindo, pois sabe que eu não consigo dormir; quando não reclama do pé gelado que tuas pernas aquecem todas as noites do inverno; quando tu dormes suando rodeado de edredons, mesmo no verão, só por minha causa, quando me sacode com gentileza para eu não acordar assustada quando tenho pesadelos; quando cala ao ouvir barbaridades de minha mente em TPM; quando me ataca de surpresa e prova que conhece cada milímetro do meu corpo; quando presta mesmo atenção no meu longo e tedioso raciocínio sobre algum significado qualquer da vida enquanto corta cebolas; quando me faz lembrar o lado bom de algo que só estou vendo com óculos de tempestade; quando me faz parar um pouco e esquecer dos “tenho-que” que me assombram a todo tempo; quando me cutuca quando vê um bebê fofo; quando faz a janta para que eu possa ter tempo de treinar no violão; quando teu rosto se ilumina por eu estar contente com um motivo qualquer.

Eu sei que te amo não quando penso em dizê-lo. Eu sei que te amo quando espero ansiosa pelo fim do dia para estar contigo; quando suspiro, grata, em teus braços ao chegar em casa exausta; quando tu fechas o livro que leio e se aconchega pedindo um cafuné; quando percebo imediatamente que algo que eu disse te magoou e desejo então morrer fulminada; quando deito na curva do teu braço e vejo que ali encaixo perfeitamente; quando me preocupo ao te ver muito calado; quando necessito tentar te distrair, e te fazer rir, se eu percebo que o peso do dia ficou grande demais para ti; quando fico tão orgulhosa com algum sucesso teu, seja pequeno ou grande; quando meu coração aperta ao ver o tamanho do teu coração; quando acho graça de alguma rabugice tua, e mais graça ainda quando te antevejo como um velho rabugento; quando divido o último pedaço de chocolate contigo, mas nem sequer ofereço o que eu já sei que tu não gostas; quando sinto o teu cheiro, do início do dia, de barba feita, ao fim do dia, do homem que eu escolhi; quando te vejo passar de bermudas, quando não canso de imaginar teu rosto da porta da igreja (mesmo que este evento nunca antes tenha sido um grande sonho pra mim); quando tu não sabes o que dizer ao me ver chorar, mas me abraça muito forte; quando não consigo imaginar minha vida, sem nela ver você.
 
Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Grata pelo amor em sua vida (valeu a inspiração no blog, gurias).

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Passando para frente


A dar o que não se usa mais, desde criança Anastácia havia apreendido. Por vezes reclamava, especialmente no Natal, quando aguardava ansiosamente por outra boneca para fazer companhia a sua boneca antiga, e, contudo, a antiga tinha que ser passada para frente, uma vez que muitas crianças não possuiam nenhuma e ela não iria, portanto, manter as duas, e isso foi acontecendo com todas as outras coisas também, e assim por diante.

Com o passar dos tempos Anastácia percebeu que era assim que deveria ser, era o certo a se fazer. Coisas antigas, roupas guardadas sem uso, briquedos a mais, livros já lidos, cds que não eram mais apreciados, em fim, uma infinidade de objetos que com as mudanças dos anos e a construção da personalidade, se deixa naturalmente de gostar, usar, servir.

Agora ela fazia de bom grado, e com uma sensação de leveza, arrumava, experimentava e tinha a certeza - isso vai! Doava para instituições de caridade, dava para amigas e, por vezes, até vendia. Tudo se transformava, renovava, passava para frente, pois ela sabia que com certeza alguém precisaria, ou apenas desejaria o objeto que para Anastácia já não significava mais o que foi um dia. Agora sempre que algo novo entrava, outro tinha que sair, e assim por diante, como havia de ser.


Silvia escreve as segundas-feiras, vez ou outra, apenas passando pra frente.

domingo, 24 de maio de 2009

“Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei” - Vale a Pena Assistir!


Verifricando o que passava nos cinemas da cidade essa semana, vi que o documentário “Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei” estava em cartaz. Como história sempre me interessa, e ainda mais quando é relativa à música brasileira, resolvi conferir o filme.

Foi uma grata surpresa a qualidade do documentário, o cuidado em ouvir os dois lados da história que levou Wilson Simonal da glória ao esquecimento. Afinal, Simonal era um ídolo das massas na década de 1960 e início de 1970. Aí aconteceu um incidente com seu contador, que foi levado ao DOPS, a pedido do Simonal, por suspeita de roubo, e a classe artística passou a associar Wilson Simonal ao DOPS e à ditadura militar. A partir daí, todos viraram a cara para o artista, que passou décadas esquecido. 

O que o documentário mostra, com muitos depoimentos e com muita propriedade, é que, em períodos de sofrimento, repressão, violência, tende-se a separar o mundo entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, e não há meio termo. Assim, se você não se posiciona contra, obrigatoriamente você é a favor. E, numa situação radical como essa, a única coisa que se produz de verdade é intolerância!

Precisamos rever nossos conceitos, observar com calma tudo o que ocorreu na história de nosso país, compreender que, por mais duro que seja, o período militar não foi feito de mocinhos e bandidos, e que mocinhos e bandidos sempre existiram de ambos os lados. Precisamos ser menos intolerantes com a vida, em qualquer época, para evitarmos transtornos e confundirmos democracia com irresponsabilidade! 

Assistam ao filme, sem julgamentos prévios, e prestem atenção ao momento em que vivemos. Vale a pena refletir!

Tania acredita que a história é contada por quem está no poder. E acredita que é preciso ter cuidado com essa história, em qualquer tempo, em qualquer lugar!

sábado, 23 de maio de 2009

Resposta ao Anúncio


Prezada Sra Krist, 

Venho por meio deste candidatar-me ao cargo pela senhora publicado em anúncio recente. Creio que meus requisitos serão de inestimada valia. Tenho experiência, boas referências e ofereço: 

• Consultoria nos setores de entretenimento, gastronomia, educação, decoração e sociabilidade;
• Gerenciamento de atividades; 
• Atualização em recursos disponíveis internacionalmente; 
• Tradução trilíngüe; 
• Acomodação gratuita no exterior e por tempo indeterminado; 
• Desafios constantes impostos por iguais que apresentam adicional experiência (2 anos e meio no mercado, especificamente); 
• Ampliação dos horizontes provincianos (Portoalegrenses sabem bem o que quero dizer); 
• Cultura geral e treinamento em respeito pela cultura de outrem (idem); 
• Aconselhamento nas áreas turísticas, geográficas, enológicas (yep!, na teoria), lingüísticas, sociais e auditivas; 
• Peças e acessórios modernos em bom estado e pouco uso com o adicional benefício de não ter custo;
• Admiração em tempo integral, afinal o cliente sempre tem razão; 
• Abraços, beijos, afagos e upas infindáveis; 
• Amor incondicional para todo o sempre; 
• Garantia de qualidade do serviço pelo tempo de vida do consultor; 
• E de quebra, uma prima australiana que é um luxo! 

Advirto que a distância não possibilitará a presença constante mas asseguro que não medirei esforços para sobrepor este pormenor de maneira eficaz. Trago a sua atenção que meus serviços serão de maior contribuição que outras cópias de valor inferior que poderás encontrar em sua área. 

Além disso tenho a obrigação de salientar que há severos riscos de desprendimento das raízes visto que uma vez exposta a esta vasta gama de estímulos e interesses a cliente em questão será culturalmente enriquecida e portanto provavelmente não terá vontade de retornar às suas raízes. Difícil decisão, eu sei. Mas criamos os filhos para o mundo, não é mesmo? 

Atenciosamente, 
“A Dinda”  


“Lil escreve aqui aos sábados e vem por meio deste “sutilmente” candidatar-se a madrinha da Clara. Calma, a mãe da Clara não lê esse blog e portanto não tomará nenhuma decisão influenciada por este texto. A propósito, alguém se habilita a mostrar o texto pra ela???? :-) ”

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Demonstração Tola de Ciúme e Territorialismo


Casamento de amiga é sempre muito bom, né? Vestidos, anéis, brincos, pulseiras, sapatos, bolsas, maquiagem, cabelo, presentes e chá de putaria. Hein? Alguém disse chá de putaria? Sim, sim!! Chá de putaria, cachaça de panela e congêneres. Apesar de algumas moçoilas finas ainda fazerem - no meu caso, especialíssimo, ganhei!! - chá de panela, a moda há algum tempo é inovar. Afinal, se os rapazes sempre puderam se enfiar em casas suspeitas, porque é que nós não podemos pelo menos falar bobagens à vontade, regadas a algum alquinho? Sim! Porque o fato de querermos inovar não significa que perdemos a compostura. Não significa que perdemos nossos princípios ou esquecemos os ensinamentos de mamãe (devidamente peneirados pelo senso crítico que, mulheres modernas, desenvolvemos).

Então que minha amiga resolveu fazer um chá de putaria numa boate gay. Boate gay é ótimo, né, gente? A gente vai, bebe, fica chapadinha, ri horrores sem que nossos machos se sintam ameaçados. Só que fomos informadas de que na boate gay que conseguimos rolava baixaria. E a idéia não era fazer baixaria. Afinal, quem é que vai querer, além de fazer baixaria, fazer baixaria em público, com inúmeras testemunhas munidas de aparelhos celulares cdotados de câmeras?! Descartada a idéia da boate gay.

Alguém sugeriu fazer o chá de putaria numa sex shop bacanésima, finésima, no bairro de Lourdes, o mais tradicional de Belo Horizonte. A Non Santa é um lugar fino, de extremo bom gosto e, conseqüentemente, CARO!! Enfim, amiga da gente não casa todo dia e resolvemos investir SETENTA E SEIS REAIS per capta no chá de putaria da menina.
Eu estava toda empolgada e já pensando uma forma de convencer o maridão de que é ABSOLUTAMENTE NORMAL as amigas se reunirem numa sex shop finésima pra beber champagne, comer belisquetes Célia Soutto Mayor, enquanto um rapazinho cheio de saúde doa as vestimentas pro pessoal que perdeu tudo na enchente do Maranhão quando chega o e mail catastrófico.

"Meninas, algumas de nós estão meio sem grana e como a idéia é que todas participem, achamos melhor mudar o local. Nossa festinha será NA SUÍTE MASTER DO MOTEL X e o esquema é basicamente o mesmo. Só que mais barato, blá blá blá."

Alguém aí pode me explicar como é que euzinha, que sequer tinha falado pro maridão que ia ter chá de putaria e não o tradicional chá de panelas ia repentinamente dizer: olha, marido, o chá de panela da fulana, na realidade, será um chá de putaria e vai ser no motel, onde haverá um stripper pra gente ver enquanto bebemos champagne?! Detalhe: eu já havia há muito tempo me manifestado radicalmente contra este negócio de despedida de solteiro em boate de puta, porque homem, quando a cabeça de baixo começa a funcionar, a de cima já perdeu completamente a irrigação!!

Fiquei lá naquela ginástica mental, pensando como é que eu ia sair daquele rolo quando, antes de eu achar uma solução, chega o Bola, inocente.

Gatinha, o fulano me ligou. Sabe o que ele me chamou pra fazer? Disse que a despedida de solteiro do sicrano vai ser na boate de puta tal e que contava com a minha presença. Eu fui logo falando que não tinha a menor chance de eu ir. Além do mais, eu não ia fazer a besteira de abrir um precedente destes, porque eu te conheço!!

Aí, fodeu! Porque eu confesso, meninas, que eu tava afim de ir, viu? Primeiro porque eu sinceramente não consigo imaginar esta situação fora do contexto da piada. Segundo, porque eu não sou adepta do sexo casual, que dirá sexo pago (no dia que eu tiver que pagar alguém pra isso, dou um tiro no côco). Terceiro, porque até a nossa amiga mais quietinha ia, uai!!

- Bola, a festa da fulana não vai mais ser na sex shop.
- Ah, que bom! Vai ser aonde?
- Vai ser na suíte master do motel Forest Hills.
- O QUÊ?!! EU TENHO CERTEZA QUE VAI TER HOMEM PELADO NESTE NEGÓCIO!! E se é que a minha opinião vale alguma coisa, eu preferiria que você não fosse.
- Mas Bola, que bobagem, é só piada! A gente vai pra rir!
- Rir vocês podem rir em qualquer lugar, não precisa ser no motel, né? Minha opinião tá dada.
- Eu não sabia que tinha casado com um homem machista.
- Gatinha, eu sou menos machista que 99% dos homens, MAS EU AINDA SOU HOMEM!!
- Isto está me parecendo um ataque de ciúmes.
- Quer saber? ISTO É SIM UMA DEMONSTRAÇÃO TOLA DE CIÚME E TERRITORIALISMO!!!

Laeticia achou isto tudo muito engraçado, não foi ao chá de putaria da sua amiga, mas não se arrepende porque não acha que valha a pena brigar por causa disso e sabe que sua amiga entendeu.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O livro das verdades

Acreditei, inúmeras vezes, que tudo estava escrito num grande e poderoso livro chamado “Destino”. Tinha muita fé de que tudo que eu fizesse teria um propósito maior, e, que um dia, quem sabe, eu abriria a página 535 e lá estaria tudo explicado. O que aconteceu, o porquê de tê-lo acontecido ,e eu veria que meus erros, acertos e atitudes incompreendidas, na verdade faziam parte de um incrível romance não- ficcional, que estaria na lista dos dez mais do “Times”.

Tenho um lado místico, esotérico, segundo alguns, bruxesco, segundo outros. Na realidade,  acredito que o presente, pura e simplesmente, mesmo que seja um presente composto de um grande momento, não faz quem realmente somos. Nossas vivências passadas, desta e de outras vidas, nossas esperanças e nossa crença em melhorar o mundo, começando por nós mesmos, é que faz um ser humano.

Se já tive experiências que minha razão duvidou, sim, e muitas. E, apesar deste lado espiritual, acredito muito na ciência. Graças à física descobri que muitas de minhas “visões” ou “sensações” não compartilhadas pela maioria das pessoas são explicáveis, equacionáveis, e poderiam ser exemplificadas por experimentos práticos. Adoro laboratórios de física, mas não tanto a ponto de me dedicar a isto...

Tive fases de incredulidade total, duvidando  de tudo o que não tivesse uma explicação lógica e sólida. Afinal, a humanidade evolui muito, crenças de 150 anos, tidas como verdades absolutas, hoje beiram a piadas. Acreditei que o futuro visto em cartas de tarot, ou nas runas, no meu caso, eram, na verdade, interpretações de símbolos (muitos deles de significados variados), e que quem os interpreta, os interpretava a maneira de obter a resposta mais gratificante para a situação.

Lógica oriunda de probabilidades. Afinal, apesar de artística, me considerava um tanto quanto científica, sem ter estudado academicamente a fundo o assunto.

Aonde quero chegar com este longo, e começando a ficar cansativo, texto.

Sou considerada uma pessoa inteligente, mas sou péssima em lidar com as pessoas. Aquela tal de inteligência emocional, ícone dos best-sellers dos anos 90, passou longe de mim. Mas mesmo assim amo meus amigos, fico tempos sem os ver, é verdade, me culpo por isso, mas o amor e o carinho que sinto por eles são inabaláveis.

Se esta fosse uma redação de vestibular (sou craque em vestibulares), já teria fugido do tema. Porém, não seria uma fuga total, apenas parcial, um longo parênteses para revelar que voltei, sim, a ser uma pessoa crédula, com fé.

Não uma fé num Ser superior, mas uma fé na humanidade, nos atos da natureza, e de que os acontecimentos, por mais diversos e estranhos que possam parecer ser, estão relacionados.

Nestes últimos dias, tive uma sucessão de acontecimentos na minha vida, uns estranhos, outros assustadores, outros doentios, parecia que tinha entrado em estado de caos novamente. Mas, relaxando e deixando o estado alpha de mente fluir, tudo conectou-se:  o bom e o ruim, e comecei  a vislumbrar soluções, sozinha. Não sozinha, eu e o universo.

Ainda não estou na página 535, digamos que estou na 110, e que estou gostando na história. 
 

Mesmo sendo assumidamente insana, consegue conectar acontecimentos e ainda acredita que seu livro “o Destino de Andreia” está sendo escrito por alguém, provavelmente a Alice, aquela, do país das maravilhas... E adora comemorar desaniversários, já que sempre esquece os aniversários. Feliz Desaniversários, garotas!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Coisas a lembrar quando estou preste a explodir

Quanto tempo eu levo para pensar em alguém que está numa situação pior?

Em um lugar do passado eu quis muito estar onde estou hoje.

Como é que outras pessoas conseguem passar por isso sem se descabelar?

A língua é chicote da bunda.

Antes de falar, ter certeza de que a palavra vale mais a pena do que o silêncio.

A fúria enruga a cara, engorda e envelhece. E quem vai pagar pelos tratamentos sou eu.

O mundo não é justo e pronto.

Do quanto me sinto bem quando consigo seguir fazendo o que eu acho certo mesmo quando o que eu queria mesmo (e às vezes até poderia) era simplesmente dar o troco.

Que quando não há mais proximidade, cumplicidade, amizade, onde já existiu, a memória colorida do que foi vale mais a pena do que a mágoa do que deixou de ser.

Respirar. Fundo e devagar. Tem gente dando a vida por isso (literalmente).

Do cheiro de terra molhada no início da chuva.

Da felicidade do cão peludo apenas por estar no meu colo.

De uma noite gostosa e inesperada com amigos.

De rir até doer a barriga quando acordar no dia seguinte.

De risada de criança.

De coçar os olhos com a toalha depois do banho.

De cheiro de loção pós-barba na pele que quero na minha pele.

Que eu fico mais bonita quando estou tranqüila.

Que meus dias e noites rendem muito mais quando estou em paz.

Que amanhã é outro dia, e é melhor que ele comece leve e fresco como eu deveria estar. 
 

Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Respirando fuuuundo, fuuuuundo.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A semana em que eu perdi a fé na humanidade

Sério. O título é sério.

Foi um sentimento que já passou, graças a Deus. Mas que foi forte.

Como vocês sabem, dou aula em uma escola da periferia. Se eu contasse em detalhes um dia, apenas um dia, vocês também perderiam a fé.

Mas agradeço sempre por ter uma filha iluminada, uma ótima família e por trabalhar com pessoas de bem e ter alunos muito bons. Porque, sem isso, eu estaria anda sem fé na humanidade.

Em uma semana em que tudo parece dar errado, recebo o e-mail que fala da lição da terra. Fala de um cavalo que caiu dentro de um poço e o dono, não sabendo como tirá-lo, decidiu enterra-lo vivo. A cada pá de terra que jogava, o cavalo sacudia e pisava em cima. Quando o dono percebeu, o cavalo estava fora do buraco.

Vou fazer isso, sacudir e pisar em cima. Até porque meu estômago já anda reclamando, e para dentro não posso mais colocar estas coisas.

Renata espera que nenhum de vocês jamais perca a fé na humanidade, é desolador.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Três Tempos


Ontem,

Um ótimo dia com amigos,
Churrasco e cerveja,
Música do gosto da gente,
Conversa que só a gente mesmo entende.

À noite,

Arrumação para o dia seguinte,
Segunda,
Academia, médico, aulas,
Receber meu salário que não sei por que cargas d’água atrasou.

Surpresa,

Minhas aulas já estavam preparadas,
Dormi mais do que devia, e ainda assim,
Deu tempo de estudar, escrever, ler e,
Receber mensagem do meu amor.



Até hoje me surpreendo com coisas do cotidiano e com a minha própria surpresa. Usualmente acontece comigo de estar preocupada com algo e quando menos espero percebo que não havia motivo nenhum para tal preocupação. Tudo acaba se encaixando.

sábado, 16 de maio de 2009

Amadurecer

Um dos pontos em se tornar uma pessoa madura é aceitar os outros como eles são, e não como gostaríamos que fossem.

Entretanto, independentemente da nossa compreensão, a situação prossegue sendo frustrante e sempre o será, só que em níveis mais leves a medida que amadurecemos.

A grande questão é aprendermos a trabalhar com a nossa própria expectativa e não nos ressentirmos (tanto) quando não respondidos.

De fato cada um tem suas limitações. Nós temos nossas próprias. E provavelmente desapontamos inúmeras vezes sem nem termos idéia disso.

Tenho percebido uma curva crescente de desenvolvimento neste sentido na minha pessoa. Mas estou ainda tão longe do topo!

Dou muito e inconscientemente espero mais do que deveria.

Quando esses outros fazem parte do seleto grupo de pessoas a quem amo de verdade, lidar com a frustração é bem difícil.

Como perceber que pessoas vitais em nossa vida não parecem ter tanto interesse em nos deixar participar das suas?

Mais especificamente... tenho amigas de infância. Muitos anos há entre nós. Bárbaras influências na minha formação infanto-juvenil. Elos formados que outrora pareciam resistíveis ao tempo, a distância e diferenças socio-culturais.

Não estou mais de corpo presente. Mas sempre de alguma forma perto. Bem perto. Elas participam dos ganhos e perdas, das conquistas e do desenvolvimento da minha filha quase que através de uma lupa.

Recebem fotos, comentários, diários de bordo de viagens.

Não faço a mínima ideia se elas estão de bem com seus namorados, se engravidaram há três meses atrás, se o casamento será em Novembro ou em Dezembro ou se decidiram cursar uma segunda faculdade.

Mal fazem idéia de quão importante seria mostrar a foto da barriguinha crescendo ou a Igreja onde o casamento será celebrado.

E aquele telefonema inesperado com a voz embargada de felicidade quando descobriram que terão uma menina?

Muita história há entre nós e em nome dela tive expectativas de “até que a morte nos separe”, bem como teoricamente uma vez nos disseram ser o matrimônio.

Me questiono porque isso acontece mais com as mulheres do que com os homens. Por quê os homens parecem ser mais amigos quando comparados ao que se passa no mundo feminino? Seria a tal competitividade ou a egocentricidade que fazem que com estejamos tão concentradas em nós mesmas e nas nossas vidas?

Bem, infelizmente a maioria DAS MORTAIS parece achar que amizade só nos serve quando estamos a dividir a sala de aula, os namorados que são amigos ou o bairro onde moramos. Ou seja, apenas situacional .

Estou em uma semana muito irritada com as mulheres e hoje preferiria ter nascido homem!


Lil escreve aqui aos sábados e está tentando lidar com a frustração e o amadurecimento. A falta de fidelidade feminina pode ser uma regra mas ela pensou um dia que aquele era um grupo que fazia parte da exceção!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Excelentíssimo Senhor Frei Frade

Era um sábado normal como outro qualquer quatro amigos se encontraram para comer um bobó de camarão, tomar uma cervejinha e jogar conversa fora. Dois físicos, um químico e um engenheiro, diga-se de passagem.

Durante a sobremesa saiu uma conversa sobre «Frei» sabe-se lá por que. Simplesmente nenhum dos quatro consegue lembrar porque começaram a falar sobre frei. Então veio a tal questão levantada pelo químico. Mas então, qual a diferença entre frei e frade? Disse ele com cara de interrogação.

Um dos físicos metido a enciclopédia começou logo a explicar que Frei era a forma qualificativa para a pessoa do frade.

-Tem a mesma função da palavra excelentíssimo, quando usamos, por exemplo, para o presidente «excelentíssimo senhor presidente» entendeu? Disse ele.

Os outros três nem hesitaram, já aceitaram logo a idéia do físico sabichão.
Começaram então a experimentar com as palavras.

-Ah então é assim ... Excelentíssimo senhor Frei Frade Francisco de Assis.
Disse o outro físico com cara de quem tinha aprendido alguma coisa importante do amigo doutor.

Três segundos depois a ficha começou a cair. Eles começaram a se olhar com cara de desconfiança. -Heim? Caralho que coisa estranha, disse um deles... Excelentíssimo senhor Frei Frade? Pode ser?

A primeira coisa que todos eles pensaram foi: «Peraê, é só pegar o computador, a gente põe no google, ou procura na wikipedia». Mas, o computador estava desligado, e acredite se puder, ninguém teve saco de ligar o computador só pra confirmar a diferença entre frei e frade. Até que um dos físicos bateu o olho no dicionário na estante. O bom e velho pai dos burros.

-Então vamos lá procurar «frei» no dicionário, disse ele empolgado com a idéia.
A, b, c... Fr....Um minuto depois.
Risos e mais risos. 

-Vocês não vão acreditar, diz o físico que estava procurando a palavra no dicionário. E ler em alto e bom som.
-Frei: Apocopado de freire.

Alguém sabe que diabos é um apocopado? Silêncio na mesa cri cri cri,. Depois de procurar no dicionário mais vez, a surpresa.

-Apocopado: que sofreu apócope. ?????????????????????????????. 

A saga do pai dos burros continua.

-Apócope: supressão de fonema. ?????? 

Momento pensativo.... muitos neurônios sendo queimados.

-Humm então isto implica que frei é um apelido de freire? Hã ta, diz um deles.

-Mas peraê isso não responde a nossa pergunta inicial, disse o químico. (Alguém aí que lembra qual era a pergunta inicial??)

Ah sim claro diferença entre frei e frade. -Então se frei é o apocopado de freire, frade é... não, ainda não temos a resposta, concluiu o engenheiro com cara de quem não estava entendendo nada.

-É melhor continuar olhando no dicionário, vamos olhar freire então.

-Freire: frade

Heim? Freire é frade? É um sinônimo?

Depois de tanto ir pra frente e pra trás, pensar, procurar no dicionário. Não dava pra esconder a cara de decepção dos quatro na mesa depois de uma conclusão tão simples.
Mas o físico metido a enciclopédia, não estava com intenção nenhuma de abandonar sua teoria.

- Mas peraê que dicionário é esse? Melhoramentos? Ah não, lá em casa eu tenho que olhar isso em dicionário que presta... disse ele balançando a cabeça para um lado e para outro mostrando o seu descontentamento.

Os outros três na verdade já tinham esquecido a historia do frei/frade e estavam lá fuçando o dicionário.

Fradeiro: afeiçoado ao frade
-Ah sim, isto implica então que todo cruzeirense é um fradeiro? Risos e mais risos.

Fradinho:
-Humm um frade anão? Disse o químico interrompendo antes mesmo de o engenheiro terminar de ler.
- Um frade pequeninho? Disse o outro físico.

-Ah não é só um feijão mesmo! Diz o engenheiro.

A noite continuou por aí e daria pra escrever um livro com todas as idéias mirabolantes dos quatro. E se você acha que eles tinham bebido muito? Não, estavam ainda na segunda cerveja.

Liz entende agora por que físico é físico, engenheiro é engenheiro, padeiro é padeiro, pedreiro é pedreiro e professor de português é professor de português. Querido Pasquale, perdoais a loucura alheia.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quando

Quando o inverno chegar

Quando o livro acabar

Quando o sol se por

 

Quando a semente brotar

Quando a chuva cair

Quando o arco-íris colorir

 

Quando o céu se abrir

Quando a foto desbotar

Quando a pele enrugar

 

Quando eu te encontrar

Quando você me conhecer

Será que o ciclo vai se fechar?


Milena escreve aqui às quintas.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Super-PRO


Se a mulher moderna de trinta fosse uma super heroína, certamente seu nome seria super-PRO. Uma super-PRO só é super-PRO por que...

PROgrama ao mesmo tempo os compromissos do dia, a máquina de lavar roupas e a reunião da semana que vem.

PROcessa a companhia telefônica e a má notícia com a mesma cara de paisagem.

Esta sempre PROnta para subir no salto ou mudar de planos.

PROcura as chaves do carro e ser uma pessoa melhor.

Tenta a PROeza de ser esposa, filha, mãe, irmã e PROfissional.

PROgride na carreira mas nem tanto na academia.

PROtege os filhos, sua opinião e aquela bolsa vermelha com unhas e dentes.

PROvê de carinho o Sr. PRO, a PRO-dog, o baby-PRO, mas nem sempre a si mesma.

rePROva injustiça, falsidade, falsa modéstia e o preço estratosférico dos cremes para o rosto.

aPROva ser ouvida, ser surpreendida, ser mimada e se superar em qualquer coisa.

PROjeta mais do pode cumprir, por não ter outra opção.

aPROveita o transito para lixar as unhas, a espera do medico para terminar o relatório e o pouco tempo livre que não tem, mas inventa, pra curtir os que ama.

sabe PROvocar um frisson quando quer.

aprendeu a ser PRO-ativa antes de aprender a escrever.

tenta a todo custo PROmover paz em seu coração, não consegue, mas pelo menos não transparece.

PROcastinação é o seu tendão de Aquiles. Não para as coisas master, como trabalhar, acordar cedo, cuidar, mas para as pequenas grandes coisas que sempre vão ficando para trás, como a academia, a contabilidade por fazer, a dieta, aquele armário a arrumar. Tal PROcrastinação, cuja própria palavra reflete muito bem o demorado, o indesejado, o que não é difícil, mas é chato e o sempre deixado para depois (PRO---cras----ti---na---çãaaaaaaaoo) é a maior inimiga das super-PRO, aprisionando seus pensamentos e fazendo-as esquecerem de todo o resto em que conseguem ser super. 

Ainda assim, para o alto e avante, super-PROs.


Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Convida a liga feminina de super-PROs a desenvolver logo uma arma poderosíssima que acabe logo com sua maior inimiga.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Canção

Junto ao oceano profundo
Procuro o meu mundo
Procuro serenamente

E sonho sempre pro alto
Tentando meu maior salto
Tentando entender minha mente

Sigo por tantos caminhos
Entre pedras e espinhos
Não consigo mais chorar

Corro em direção ao céu
E dispo todo véu
Que meu corpo ousar tocar

Vou viver entre as estrelas
Que são pérolas serenas
Que nadam no universo

Quando morrer, serei ima sereia
E rolarei na poeira cósmica
- areia –
E choverei em forma de verso.


Renata recomenda a todos três gotas diárias de poesia, faz muito bem para a alma.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Às vezes a justiça é feita


Há um pouco mais de um ano e oito meses atrás fui roubada no aeroporto JFK em Nova York, abriram minha mala e retirararm de lá o notebook novo que havia acabado de comprar com todo o dinheiro das minhas aulas particulares que economizei por um ano. Bom, só fui perceber o assalto ao chegar am São Paulo, devidamente atrasada, pois a TAM demorou mais de uma hora para sair de Nova York e portanto, com uma brecha de 40 minutos para pegar o avião para Belo Horizonte. Eu e minha mãe, devidamente transtornadas, tentamos de tudo, fomos no balcão de reclame de bagagem, pesamos, mostramos e demonstramos o ocorrido para um beócio qualquer da TAM e não conseguimos nada, ou melhor, conseguimos dois folhetos com um email para fazer a reclamação online... Tentamos também na Polícia Federal do aeroporto de Guarulhos, nos encaminharam para o SAC do aeroporto e ainda tiveram a coragem de dizer que não podiam fazer uma ocorrência policial. No SAC, assim como nos outros locais, todos lavaram suas mãos, só faltaram dizer que havíamos sido roubadas por culpa própria. De novo no balcão da TAM, nos entregaram outro folheto com orientações sobre o que deve ou não ser colocado na mala. A essa altura nós tínhamos que decidir pegar o avião para BH ou ficar em São Paulo e tentar encontrar alguem que realmente quisesse nos ajudar; decidimos pelo primeiro e embarcamos chorando.

Uma viagem ótima de uma semana em Nova York terminou dessa maneira, por que algum FDP se sentiu no direito de fazer compras na minha mala, compras estas que ele não pagou. Até hoje.

Chegamos em casa tristes e tomamos uma decisão que talvez muitos de nós, devido à descrença na justiça e no sistema judiciário brasileiro, não tomam; processamos a companhia aérea TAM. E hoje minha amiga e também advogada me deu a notícia de que finalmente recibi o valor referente a um notebook igual com o valor reajustado para se comprar outro aqui no Brasil, afinal, eletrônicos nos EUA são muito mais em conta do que aqui. E desta vez eu posso dizer: a justiça tarda mas não falha.


Hoje eu sei que no balcão de reclame da bagagem eles são obrigados a fazer um relatório após pesagem da bagagem, assim como na Polícia Federal eles também fazem o boletim de ocorrência. Hoje eu tiro foto da minha mala no hotel, aberta e fechada, se cismar tiro tambem no aeroporto no balcão de check-in. Podem me chamar de louca, não ligo, pois hoje eu sei que eles fazem de tudo pra te enrolar e para que você não tenha provas do que aconteceu, mas nessa eles não me pegam mais.

domingo, 10 de maio de 2009

Sobre sapatos e calcinhas


Mulheres não se cansam de sapatos. Muito já se falou sobre isso aqui. Eu também adoro, com algumas particularidades. Porém, não só de sapatos vive a Angel. 

Os sapatos são, sim, objetos de consumo constantes pra mim, com o detalhe de não ser consumista. Isso mesmo! Compro somente quando o orçamento permite e essa é a explicação para não ter um armário de cinco portas só para sapatos. Quem me dera pudesse comprar um par por mês. Seria inexplicavelmente mais feliz. Não sei de onde vem essa atração feminina por sapatos, sei que sofro desse mal (ou bem) também.

Há poucos meses diagnostiquei outra mania de consumo: calcinhas. Sim minha gente, adoro comprar calcinhas. E a atração não é por aquelas calcinhas supersensuais, próprias para aquelas noites em que se quer seduzir alguém, gosto mesmo é daquelas bem basiconas e confortáveis. Depois que descobri a calcinha boxer, minha vida mudou. E pra melhor. Bendito seja o cristão que inventou esse modelo superconfortável. 

Confesso que minha tendência é comprar mais calcinhas do que sapatos, já são mais de 70. Afinal elas têm menor custo e isso alimenta a mania. Mas o fato de não ser compulsiva já me ajuda muito quando aquele furor consumista quer me dominar. Lembro de minha conta bancária, faço contas, me pergunto se aquela compra é essencial naquele momento e continuo olhando as vitrines sem nada comprar. Outra vantagem é que meu suado cartão de crédito tem moradia fixa: o criado mudo. Só sai de lá em dia de certeza de compra e retorna no mesmo dia. E a última particularidade: tenho preguiça de comprar. Mesmo para sapatos e calcinhas. Só de pensar no tempo que levo para escolher um produto, já me dá vontade de adiar esse momento. Nossa... às vezes tenho tanta vontade de ser louca, inconseqüente e cheia de disposição para o consumo. Talvez me curasse mais facilmente das “melecas” do dia-a-dia... quem sabe na próxima encarnação!


Angel definitivamente não é consumista, mas está ansiosa para junho chegar, quando comprará pelo menos um sapato e algumas calcinhas.

sábado, 9 de maio de 2009

Há 10 mil anos atrás


Não, não nascemos do mesmo pai.

Elo sangűíneo inexistente.

Porto Alegre, 1987. Um tempo em que se era comum brincar na frente de casa. De correr, de pegar, de carrinho de lomba ou de pular corda no gauchês (idioma do gaudério). Acredito que no restante do país seria respectivamente corre-corre, pega-pega, amarelinha e pular corda é pular corda em qualquer lugar do país em que se esteja. Tempo sem perigos diurnos, mesmo que nos tempo de hoje seja difícil acreditar.

Um grupo de crianças se encontravam depois do colégio para brincar. Ela passava por ali diariamente. Parecia triste e solitária e sua cachorra estava sempre a acompanhá-la.

Muitas passadas se fizeram ate abordá-la.

Uma das crianças tinha pena da guria ali sozinha e foi a solidariedade que impulsionou ao primeiro contato (ela vai me matar quando ler isso). Também era tímida (timidez é ainda algo existente entre as crianças de hoje? Duvido...).

Mal faziam idéia de que aquele momento mudaria o curso de suas vidas.

Estava ali o momento em que se fazia um encontro de almas.

Não dizem que se pode ter mais de uma alma gêmea e que esta pode ser mulher, homem, velho, criança, encarnado ou desencarnado?

De personalidades distintas, estilos bem diversos, uma apresenta a outra o seu universo e no meio disso fazem sua própria história.

A sintonia é profunda e silenciosa e permite a comunicação sem palavras. Por vezes até mesmo adivinhando desejos e ações.

De triste a guria solitária de nada tem. Era só figuração.

Aos 30 anos mulher sorridente, cozinheira fantástica, carinhosa, cuidadora e prendada com os afazeres da costura e do crochet. Talentosa escritora.

Aos 8 anos solitária porque havia acabado de mudar de cidade. A solidão durou pouco tempo.

Faz amigos rapidamente e mudar de cidade não é um problema.

Mora do outro lado do meu mundo e é como se aqui vivesse.

Essencial. Propicia o vínculo com a filosofia, a psicologia, a história, a astrologia e a amizade verdadeira.

Longe dos olhos, perto do coração.

Esperta, complexa e vívida.

Auxilia a entender as questões da vida e ensina que pode-se ter a família que nos foi escolhida mas também podemos construir aquela que escolhermos.

Com amor a minha irmã, aquela que não nasceu de minha mãe.


Lil escreve aqui esporadicamente e vem por meio deste homenagear a responsável pela entrada dela no blog e por fazê-la acreditar que irmã por escolha é igualzinha a irmã sangűínea, só que no final do dia cada uma vai pra sua casa. Ufa!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Wolverine Returns


Não dava, meninas, pra deixar passar batido a vinda do Wolverine, digo, do Hugh Jackman, ao Brasil pra divulgar o novo filme. Foi mais forte que eu, não pude mesmo evitar. É Wolverine na veia! Quem resiste?

Sábado passado fomos (sim! Eu arrastei meu marido comigo!) ao cinema assistir X-Man Origens: Wolverine. Jé-sus! Que espetáculo de homem!! Meldeos, como diria minha irmã! Que bundinha! Que braços! Que pernas! Que cara de MACHO!! Com um homem daqueles na cama, que mulher vai se importar de trocar lençol rasgado?! As moças que estavam no banco de trás estavam mais animadas que eu. “Vem comigo que te dou casa, comida e roupa lavada!” eram os murmúrios das meninas.

Meldeos, meldeos, meldeos!!! E aquela cara de bravo? Aquele jeito de mau? E que garras! Ô, lá em casa!! Falando nisso, adorei aquela propaganda de cerveja em que a mulherada fala pros homens coisas que certamente todas nós já ouvimos na rua diversas vezes.

Acho que eu não estava conseguindo disfarçar muito meu, digamos, entusiasmo, diante das cenas do Wolverine peladinho porque o Bola ficava só me cutucando. Achei que meu rim ia arrebentar, de tanta cotovelada que eu levei! Mas nem senti, menina?! A vista estava ótima!! E sabem que o Victor também não era de se jogar fora? Só que ele é mau demais até pra meninas como eu que assumidamente acham homens (aparentemente) maus um tesão. Mas que o Victor dá um caldo com bastante sustança, ah! Isso dá!!

E o Wolverine corre, e sua, e beija, e abraça e faz miséria com aquela mutante invejável (quem não seria invejável nos braços do Wolverine, cheinho de amor pra dar?). E corre, e apanha, e bate, e pula, e mata, e deixa de matar! Ah, que delícia um Wolverine que pode matar e não mata! Ah, que delícia o Wolverine naquela moto!!

É, eu não tava mesmo conseguindo disfarçar minha, digamos, admiração pelo personagem do Marvel! Acabei ouvindo: Gatinha, calma, viu? Gatinha, calma, viu? Gatinha, calma, viu? Lá pela milésima vez em que ouvi Gatinha, calma, viu? Não me contive.

Ô Bola! Quando você ta vendo a Playboy lá em casa eu fico falando pra você ter calma? Então me deixa ficar nervosa à vontade, oras!!!


Laeticia continua achando o Wolverine simplesmente um tesão!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

«Estagnamento» no sofá

Sete e meia da noite, esta é a hora que eu começo o meu «estagnamento*» no sofá. Me jogo no sofá e o dia acaba. Há uns meses atras eu conseguia com um pouco de estimulo sair do sofá e fazer alguma coisa. Mas gradativamente fui inventando boas desculpas pra me esquivar de ter uma vida depois do trabalho, tenho que admitir que algumas das desculpas realmente são muito boas:

É inverno, então é normal de ficar com mais preguiça.
O neném acordou muito cedo hoje, estou com sono e com motivo.
Não estou gorda, não preciso de me mexer.
Tenho que me dar o «direito» de não querer fazer nada de vez em quando.
Tá chovendo.
Trabalho, filho e casa. Cansa demais preciso de tempo pra relaxar e nao fazer nada
Ler um livro? blaah, passei o dia todo lendo no trabalho
Ver um filme? Nossa, ver fime implica em pensar. Prefiro a TV que não preciso pensar em nada, só «relaxar»...
Etc, etc etc
 
O tempo foi passando e cada vez mais eu fui me dando «o direito» de não treinar, de não ler um livro, de não sair pra visitar uma amiga, de não sair pra ir numa loja. Nada. Quando minha filha vai pra cama às sete da noite, pronto acabou.  

Os ultimos meses foram assim, estagnada no sofá. E o pior é que sinto que não tenho tempo para nada. Escrever um texto pro blog? Nossa não, to na correria. Escrever um e-mail pra uma amiga? Não, tô cheia de coisas pra fazer, deixa pra um dia mais tranquilo. Treinar? Que é isso com essa correria toda? Bom, com toda essa correria para começar o estagnamento do sofá, só se for. 

E enquanto eu escrevo o texto, eu começo a entrar no meu modus de «ei peraê, será que minhas desculpas realmente não são verdadeiras? Todas as mulheres modernas que trabalham, têm filho e cuidam da casa (e que não têm empregada) não andam reclamando da mesma coisa? Será que estou sendo contaminada pela «sociedade das mulheres maravilhas», que querem fazer tudo ao mesmo tempo? Ou será que estou com estagnamento de sofá crônico? 
Estou neste dilema... sem saber como fazer pra sair do meu estagnamento do sofá, ou sei lá quem sabe num é melhor admitir que a vida é assim mesmo depois que a gente tem filho? Humm será que essa foi mais uma desculpa pra minha lista de desculpas? Ou apenas mais uma realidade que  está sendo dificil de aceitar? 
 

Liz vai continuar a noite estagnada no sofá. De qualquer maneira foi um grande progresso que sentou e escreveu o texto no meio do estagnamento. Vai continuar pensando no assunto. Mas acho que vai ser mpossivel de saber que bicho que vai dar essa historia. 

*Minha gente, a palavra não existe, eu que gosto de brincar com o português.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tempestade

Quando o vento me carrega
E pelo ar eu velejo
Vôo, danço, fico cega
E ouço o rumor do teu desejo

Me rebelo, me solto e, furiosa
Me rolo, enrolo, trovejo!

Caem raios e trovões
Eu transbordo, não gotejo
Enquanto abraço, escrevo, amo
Danço, durmo, beijo
Sou eu mesma, não te engano
Despenco no mar e ondejo
E ondejando eu vejo o céu

Hoje
Na via Láctea tem festejo.

Renata anda ressuscitando lembranças de outras épocas, e acabou encontrando um poeminha despretensioso e gostosinho. Espera que vocês gostem também!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Silêncio das Palavras


Acordou e não queria dizer, abriu a boca mas seus olhos continuaram fechados. Procurou se lembrar do que havia acontecido enquanto tentava ao mesmo tempo esquecer. Tinha vontade de dormir por anos a fio, com o intuito de que o tempo levasse tudo embora, tudo mesmo. Recompunha tudo que havia sido dito, acreditava que dessa vez não fora ela quem começara a discussão, mas é sempre tão difícil saber ao certo. Por mais que Anastácia tentasse, sua opinião já estava estabelecida e, infelizmente, não era das melhores impressões. E a falta de conversa sobre o assunto a fazia acreditar cada vez mais que não se enganara, mas no fundo, gostaria de o estar. Por que não conversavam? Não o sabia e já estava cansada de ser sempre a pessoa a tentar. Não mais. Estava resolvido, tinham resolvido por si só. Falaria apenas de coisas boas, fingiria que as ruims não os atingia, não perguntaria o que não estivesse preparada para saber e mais, deixairia que o tempo, mais uma vez mostrasse as caras, das pessoas.


Esse texto foi escrito há alguns dias atrás, fiquei pensando sobre ele por muito tempo, na dúvida se publicava ou não. Contudo, ainda hoje, escrevi, outro mais sombrio, e percebi que o melhor era deixar como está, pois algumas dúvidas só tempo é capaz de tirar.

domingo, 3 de maio de 2009

A manhã nada habitual


Não tenho uma rotina fixa. Acho isso ótimo! Tenho horários flexíveis que vez ou outra se transformam em horários malucos. Porém quarta-feira é sempre um dia que trabalho até muito tarde da noite e na quinta-feira só volto ao trabalho depois do almoço. Portanto, quinta-feira na parte da manhã é o único dia na semana que eu me dou ao luxo de dormir ate acordar, sabe? Sem ser com barulho de despertador, tomo lentamente café da manhã enquanto passo os olhos no jornal e lentamente preparo o ritual “ir pra natação”. Mas nesse dia foi diferente. No meio do meu sono matutino profundo o telefone fixo da casa toca. Minha mãe estava pra chegar de viagem e só me levantei da cama pra atender pois poderia ter acontecido algo. Enquanto trombava pela casa ainda dormindo ao caminho do telefone passei os olhos no relógio. Ao mesmo tempo que disse alô vi que era algo em torno de sete e meia da manhã. Do outro lado da ligação era uma amiga da minha mãe, ligou só pra bater papo! Achei aquilo o fim da picada! Não se liga nem pro melhor amigo numa quinta-feira as sete e pouco da manhã!! Ok, melhor voltar pra cama, tenho uma facilidade enorme de voltar a dormir. Uns dez minutos depois chega a outra de viagem. Fiquei imóvel na cama, fingindo que estava dormindo. Mas ela chega falante (falava com o Pacote, o cão da casa) e dando mil ordens sabe-se lá pra quem! Até que me rendi e levantei com um inevitável mau humor. Pensei com meus botões “tomo café com ela apenas concordando com tudo pra ela ficar feliz e volto pra cama”. E assim fiz... Porém assim que fechei os olhos toca a campanhia. Era o pedreiro que veio consertar a infiltração pós chuva que deu em duas paredes. E adivinhem onde era uma das paredes? Claro que era no meu quarto né! Mas como assim... o trabalho começa agora? Isso significa que tenho dez minutos pra guardar todas as coisas do meu quarto ou elas ficarão com aquele pó fino e branco por muitas semana? Eu só queria dormir em paz. O mau humor foi só piorando, era inevitável. Minha única saída foi guardar tudo que pude e desaparecer daquela casa! Caí mais cedo na água e lá pude enfim encontrar o silêncio habitual das manhãs de quinta. Mas mesmo assim fui trabalhar com sono e mau humor.


Mariana escreve esporadicamente e nesse dia foi trabalhar com um atípico humor, que certamente foi entendido pelos colegas como TPM mas ela jura: não era.

sábado, 2 de maio de 2009

Vovó sabe tudo!

Todos nós temos figuras pitorescas em nossa família que beiram a caricatura. São surreais. Senão na família, pelo menos nas nossas relações, em algum grau.

Relendo meu último texto me dei conta de que esqueci de mencionar a contribuição da criatura mais hilária que já conheci.

Ela pode ter significado uma grande influência em meus devaneios juvenis e provavelmente no que sou e faço hoje, e onde moro.

Minha avó é a tal.

Na infância se tornou muito popular entre as minhas amigas e mais ainda durante a adolescência por acreditar que previa o futuro e sentia o que ia acontecer.

Não posso deixar de salientar que a abundante quantidade de bolo, sorvete e chocolate na casa dela também era um fator bem atraente.

Algumas vezes ela olhava para a menina e dizia que via isso ou aquilo, na maioria das vezes o assunto era relacionado ao sexo oposto. Outras, tínhamos longas sessões de leitura de cartas que nos deixavam super ouriçadas e esperançosas do que estava por vir nos nossos caminhos.

Foram poucas as situações que ela acertou na mosca. A maioria passou longe, bem longe... hahahaha, mas a diversão era garantida.

Surpreendentemente, grande parte das que ela acertou parecem ter se concentrado na minha pessoa.

Aos 9 anos ela me disse que eu trabalharia na área da saude, moraria fora do Brasil e que meu marido seria estrangeiro, loiro e de olhos azuis.

BINGO!

Pensando em não perder tempo, já que isso faria parte do meu destino, aos 10 anos comecei a cursar inglês. Aos 16 entrei na faculdade de Fonoaudiologia, mas a essa altura já havia esquecido das profecias da vovó sabida.

Quando bem mais tarde nos demos (eu e a vovó) conta das “coincidências”, ela mesma se orgulhou de seus super poderes e fez questão de espalhar para todo mundo ouvir que ela era vidente MESMO!!!!

Minha irmã mais velha está grávida, minha prima também. Ela prossegue “adivinhando” e errando a torto e a direito o sexo dos pimpolhos que estão por vir.

Mas é claro, o que vale são os louros colhidos pelos feitos, mesmo que raros.

Realmente acredito que foram minha força mental e vontade que fizeram que as coisas acontecessem da forma que ela previu. Aos 9 eu era muito suscetível às opiniões alheias e portanto deixei que aquelas frases se entranhassem em mim e fizessem parte do meu subconsciente, vindo então a fazer parte do meu futuro.

Mesmo assim, ainda surpreendente.

Óbvio que eu nunca vou dizer isso a ela pois afinal de contas: “Vovó sabe tudo!”


Lil escreve aqui esporadicamente e morre de orgulho de ter uma avó que, aos 82 anos, além de vidente é também a mais linda e vaidosa.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Véspera de Aniversário ou Como o Inferno Astral Não me Pegou este Ano

Todo dia dois de abril é uma caquinha. Impressionante como o início do inferno astral é marcante. Sempre acontece alguma meleca, o humor fica péssimo, parece que tudo dá errado todos os dias, o dia inteiro. Fico me sentindo como se estivesse numa eterna TPM, daquelas bem bravas. Só que este ano foi diferente. Talvez porque eu tenha vivido um 2008 IN-TEI-RI-NHO no inferno astral, parece que ganhei uma trégua neste mês de abril. Nem me lembrei do
meu inferno anual, quando assustei, já era maio.

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Ontem finalmente peguei meu álbum de casamento. Um vexame, concordo. Afinal, vão-se mais de três anos de casada. Mas, fazer o quê, né? Prova pra vocês que tardo, mas não falho até com a lembrança de um momento tão importante! E não será agora, quase aos TRINTA E DOIS anos (estou nos 45 do segundo tempo) que isto vai mudar!!

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Inevitável! Hoje acordei pensando “amanhã é meu aniversário; vou fazer TRINTA E DOIS anos”. Virei pro meu marido e fiz aquela perguntinha clássica, já cutucando o coitado “tá dormindo?” Assim que ele abriu os olhos, eu soltei “credo, amanhã vou fazer TRINTA E DOIS anos... sabe o que isto significa?” Os olhos se abriram novamente, me mirando “o quê?!!” “Que VOCÊ tá mais pra QUARENTA DO QUE PRA TRINTA!!!”

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TRINTA E DOIS anos. P*t* m*r*a!! Como o tempo passa rápido. Outro dia mesmo eu estava pensando que em 1992 eu faria 15 anos. Depois eu fiquei pensando em qual curso faria quando entrasse na faculdade no longínquo 1995 e aí fui parar do outro lado do mundo. Meu vestibular ficou pra 1997. E D REPENTE – momento merchandising – eu conheci meu marido, ainda em 1999. No finalzinho, mas ainda em 1999. Vocês estão entendendo que isto tudo foi no SÉCULO PASSADO?!!!

Laeticia achava que nunca mais ia querer comemorar seu aniversário. Mas a alegria já voltou e amanhã vai ser dia de festa. Como todo ano.
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