quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu Sei

Eu sei que tu me amas não quando tu falas isso em voz alta, nem quando me trás flores. Eu sei que tu me amas quando fecha os olhos e suspira, quando eu te abraço calada; quando aperta minha mão em alguma situação que sabe que me machuca e que naquele momento eu não posso fazer nada; quando faz muito barulho ao acordar mais cedo para eu estar também acordada e quando me trás café na cama quando o barulho não funciona; quando não reclama do meu barulho à noite, depois que tu já estás dormindo, pois sabe que eu não consigo dormir; quando não reclama do pé gelado que tuas pernas aquecem todas as noites do inverno; quando tu dormes suando rodeado de edredons, mesmo no verão, só por minha causa, quando me sacode com gentileza para eu não acordar assustada quando tenho pesadelos; quando cala ao ouvir barbaridades de minha mente em TPM; quando me ataca de surpresa e prova que conhece cada milímetro do meu corpo; quando presta mesmo atenção no meu longo e tedioso raciocínio sobre algum significado qualquer da vida enquanto corta cebolas; quando me faz lembrar o lado bom de algo que só estou vendo com óculos de tempestade; quando me faz parar um pouco e esquecer dos “tenho-que” que me assombram a todo tempo; quando me cutuca quando vê um bebê fofo; quando faz a janta para que eu possa ter tempo de treinar no violão; quando teu rosto se ilumina por eu estar contente com um motivo qualquer.

Eu sei que te amo não quando penso em dizê-lo. Eu sei que te amo quando espero ansiosa pelo fim do dia para estar contigo; quando suspiro, grata, em teus braços ao chegar em casa exausta; quando tu fechas o livro que leio e se aconchega pedindo um cafuné; quando percebo imediatamente que algo que eu disse te magoou e desejo então morrer fulminada; quando deito na curva do teu braço e vejo que ali encaixo perfeitamente; quando me preocupo ao te ver muito calado; quando necessito tentar te distrair, e te fazer rir, se eu percebo que o peso do dia ficou grande demais para ti; quando fico tão orgulhosa com algum sucesso teu, seja pequeno ou grande; quando meu coração aperta ao ver o tamanho do teu coração; quando acho graça de alguma rabugice tua, e mais graça ainda quando te antevejo como um velho rabugento; quando divido o último pedaço de chocolate contigo, mas nem sequer ofereço o que eu já sei que tu não gostas; quando sinto o teu cheiro, do início do dia, de barba feita, ao fim do dia, do homem que eu escolhi; quando te vejo passar de bermudas, quando não canso de imaginar teu rosto da porta da igreja (mesmo que este evento nunca antes tenha sido um grande sonho pra mim); quando tu não sabes o que dizer ao me ver chorar, mas me abraça muito forte; quando não consigo imaginar minha vida, sem nela ver você.
 
Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Grata pelo amor em sua vida (valeu a inspiração no blog, gurias).

5 comentários:

Milena disse...

eu já disse, mas não custa repetir: se puxou hein?
eu que normalmente sou durona fiquei com lágrimas nos olhos.
lindo mesmo. o texto e o amor.
bjos

Lila disse...

O Puko esta com a bola toda hein?
Admravel o amor, apos longa data...
Eu que ja era fa de carteirinha ;-) agora ainda mais.
Dale Pukooooooo!!!!!!!!!

andreia bocian disse...

casal lindo...
amor lindo...
muitas felicidades!!!
e muito mais amor!
o amor inunda a vida!

Valéria disse...

Gi eu que não costumo visitar o blog com frequencia me deparei hj com este seu texto que foi de encher os olhos de quem lê.
Lindo lindo lindo.

Carlinha disse...

Gi, q texto lindo!!!

Me fez refletir ainda mais sobre meu momento e sobre o que realmente importa em uma relação.

E o que é o amor verdadeiro!!!

Beijos e felicidade para vc seu benhe!

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