domingo, 31 de outubro de 2010

Como você encara o que lhe acontece?

Só nessa semana, cinco pessoas diferentes questionaram se as situações que relato no blog realmente aconteceram comigo ou se a minha imaginação é que é muito fértil.
Pois bem, novamente afirmo que todas as situações que relatei realmente aconteceram!
Não inventei uma única palavrinha...

Mas porque estou escrevendo isso hoje?

É que esses questionamentos me fizeram refletir sobre a maneira como encaramos as coisas que nos acontecem no dia-a-dia...

Preciso confessar que quando "coisas estranhas" acontecem comigo, dificilmente consigo encarar com bom humor.
Geralmente fico bastante irritada na hora.
Mas só na hora.

Mais tarde, quando relembro o que aconteceu e começo a pensar sobre o lado inusitado da situação, acabo me esbaldando de rir (inclusive das reações que tive na hora do ocorrido).

Uma dessas pessoas me disse que não conseguia acreditar como eu podia fazer piada de certas situações que deixariam qualquer um maluco (como o caso do meu vizinho "músico", por exemplo).

Pois eu respondo.

No caso do vizinho, por exemplo, na hora em que o sem-noção começa aquela barulheira toda, tenho ímpetos de ir à janela e gritar a plenos pulmões que ele pare com aquilo.
Mas me contenho.
É claro que aquilo me tira do sério!
Mas minha irritação some assim que a criatura silencia.
Pronto. Simples assim.

Não tenho vontade de carregar comigo frustrações e irritações a respeito de coisas que não posso mudar ou a respeito de situações e pessoas que não posso evitar.

Há tempos decidi tornar minha vida mais leve.

E penso que foi uma excelente escolha (pelo menos me divirto muito!)...


Déia escreve aos domingos e desafia a todos a encontrar o lado cômico de situações esquisitas...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Férias - A revanche

Esse ano foi um ano estranho pras minhas férias.
Planejei visitar algumas amigas e passar um tempo com minha família... aí aconteceram algumas coisas no trabalho e eu quase cancelei todos os planos. No final, consegui sair e passar 2 semanas com as amigas.

Mas vamos e convenhamos que 2 semanas de férias depois de 16 meses de trabalho é meio que desumano não é, minha gente?

Daí que resolvi então tirar mais uma semaninha em dezembro. Ótimo né? Chuchu beleza?
Deveria... Se não fosse pelo fato de que eu não consigo decidir para onde ir!!!

Tem tanto lugar que eu quero visitar. Mas uma semana nem é tanto tempo assim...
E sabendo que no ano que vem eu quero viajar de verdade, seria bom não gastar os tufos nessa semaninha de alta temporada.

Ah é... Palavras mágicas... Alta... Temporada...

Mas e se eu não for pra praia?
Aí tem um destino na minha cabeça. Chapada Diamantina. Super legal. Super zen e super longe!!! Custa mais de R$1000,00 só de passagens aéreas pra chegar perto dela...
Em compensação tem um país aqui pertinho que anda meio caído, mas que até tem umas belezas pra ver. E dá pra pagar a passagem e a hospedagem com menos de 4 dígitos...

Mas e aí?

Como faz pra decidir?

E vocês? Tem alguma dica fenomenal?

Milena escreve aqui as quintas e tem 1 mês pra decidir onde investir uma semana do seu tempo e dinheiro.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Churrasco

Todo mundo sabe que churrasco é comida típica de gaúcho. É falar em gaúcho e a imagem que vem à cabeça é do cara pilchado, mate na mão, em frente ao fogo, fazendo churrasco.
Mas eu, gaúcha de nascimento e praticante, não como churrasco. De jeito nenhum. Já tentei, pois afinal vejo todo mundo se esbaldando comendo aquela carne pingando gordura e até sangue... Eca! Mas o cheiro até que é bom. Enfim, vejo que todo mundo gosta e até já tentei comer. Em geral não sou fresca para comida, mas tive que cuspir, não consegui nem engolir.
E num lugar onde churrascos são muito comuns e apreciados, como faz?
Há sempre os complementos, claro! Galeto, salada, maionese de batata, pão!
O importante é que o churrasco não é uma refeição, cão contrário do que muitos pensam. Churrasco é um evento social. Pode ser uma forma de homenagem: vou fazer um churrasco pela tua formatura! Pode ser uma despedida ou recepção. Pode ser a festa em si, como aniversários. Pode ser uma desculpa para passar o dia comendo, bebendo, rindo e confraternizando.
Então, mesmo não comendo churrasco, eu adoro churrasco!

Renata não é menos gaúcha por não comer churrasco. Canta o Hino, toma mate, e fala Tchê! quando fica brava.

domingo, 24 de outubro de 2010

o poder do elogio


Há uma coisa que me deixa bastante intrigada...
Gostaria de saber o motivo pelo qual as pessoas são, em geral, muito rápidas na hora de criticar e muito, mas muuuuuuito lentas quando o assunto é elogiar...
Pode reparar...
Você vai a uma loja e a vendedora não lhe atende tão bem quanto você gostaria.
O que você faz?
Ou você reclama (e essa reclamação tanto pode ser com a própria vendedora, com a gerente ou com suas amigas, recomendando que não comprem lá porque blá, blá, blá) ou simplesmente nunca mais volta à tal loja...
Porém, se a vendedora é solícita, simpática, atenciosa, gentil, educada etc, o que você faz?
Você vai embora satisfeita com o atendimento, mas achando que "ela não fez mais do que a sua obrigação".
Sim, de fato, ela fez aquilo que era esperado, mas o que custa ser gentil e agradecer pelo bom atendimento?
E isso ocorre em qualquer lugar. No restaurante, no cinema, no comércio...
Se somos atendidos dentro das nossas expectativas, ótimo, era assim que tinha que ser.
Se nossas expectativas não são satisfeitas, nos sentimos indignados.
Mas alguém aí já parou para pensar no poder que um elogio sincero tem?
Sei que parece piegas, mas é a pura realidade...
Veja bem, se você é bem atendido em algum local, ao dizer o costumeiro "obrigada", não custa acrescentar "obrigada, seu atendimento foi excelente e eu fiquei muito satisfeita!".
Tentem fazer isso e observar a expressão da outra pessoa.
Não custa nada e é muito gostoso.
Afinal, quem de nós não aprecia ter seu esforço reconhecido?

Déia escreve aos domigos e anda distribuindo gentilezas e elogios...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sonho bom

O sonho foi sumindo dando lugar à realidade

Depois que eu vi que acordei

Fiquei com saudade

Foi um sonho bom

Um dia a gente recebe uma carta e não sabe de onde ela veio

Reconhece a letra

Reconhece o papel, o envelope

Mas não abre

No outro dia a gente recebe uma carta

Reconhece a letra

Reconhece o papel, o envelope

Mas a gente não abre

Aí um dia a gente recebe uma carta e não sabe de onde ela veio

Reconhece a letra

Reconhece o papel, o envelope, o formato

Mas não abre...

E no final de um mês a gente tem uma mesa inteira coberta de cartas que não tivemos coragem de abrir e descobrir coisas de nós mesmos

Você agora mesmo disse um monte de coisas lindas sobre seu sonho

O que?

Um dia te escrevo e espero que uma hora você abra a carta

Foi dormir

Vai

Volta à sonhar

Foi um sonho bom

Tão real

Foi um sonho bom


03 de abril de 2009

Juliana Saúde Barreto

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Mudez


Não é que meu coração esteja mudo ou que eu esteja tão feliz a ponto de virar a cara pra minha agonia diária.

Não.

É porque o que sinto é indizível.

Fecha aspas.


Mariana escreve esporadicamente. Por vezes muda, por outras tagarela.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

TPM X cinema

Nessa semana em que a TPM chega silenciosamente, pensei em postar um texto com as coisas que mais me irritam neste universo; mas pensei melhor e vi que isso só iria me irritar mais e, quem sabe, até trazer adeptos.

Então, optei por um tema mais light, cinema.

Adoro ver filmes! No cinema ou em casa. Se bem que, no segundo caso, tenho tendência quase incontrolável de dormir.

E como minha memória fraca ajuda, revejo filmes dos quais gostei sem problema algum. As séries Indiana Jones e De Volta para o Futuro nunca vão deixar de ser boa opção para rever. Afinal, clássico é clássico, e vice-versa!

Ao Avatar, meu mais recente queridinho, já assisti três vezes no cinema, uma delas em 3D. incrível o filme, o enredo, o visual... tudo! E me arrepiei cada vez que assisti.

Neste final de semana assisti a um filme alemão chamado Soul Kitchen. Filme engraçado, sobre a vida real mesmo. E me impressiono quando vejo filmes assim pois eles provam que é possível fazer cinema de qualidade sem efeitos especiais, sem tiroteios nem perseguições de carro.

Gosto de filmes de estilos variados, dependendo do humor no dia. E gosto muito de ver filmes bem acompanhada, claro! De preferência por alguém que não se incomode com o (péssimo) hábito de ficar antecipando tudo o que vai acontecer.


Renata já está pensando no filme que vai assistir neste final de semana, bebendo um vinho em boa companhia!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ah, se eu soubesse


Tem tantas coisas que a gente nunca fez e sempre quis fazer, é tão bom quando finalmente o faz.
Se eu soubesse que fazer tricot fosse me dar tanta alegria, teria começado antes. Transformar um novelo em algo que antes não existia, é lindo! E tenho encontrado tantas coisas diferentes, que nunca havia imaginado. E o melhor como é rápido o aprendizado!
E penso que tem tantas outras coisas que quero fazer e aprender e que talvez me dêem tal satisfação, quero começar já, não vou deixar nada pra trás. Só o tempo.

Silvia escreve as segundas.

domingo, 17 de outubro de 2010

O VIZINHO SEM-NOÇÃO

Tenho um vizinho deveras esquisito.
Ok, eu sei que até aí não há novidade alguma. Todo mundo tem ou já teve vizinhos esquisitos...
Acontece que esse meu vizinho extraopla os limites do humanamente aceitável....

Explico: esse meu vizinho é baixinho, magrinho, tatuado (veja bem, quanto a isso, nada contra, afinal, eu mesma tenho 7 tatuagens), usa cabelo dreadlock, e suponho que deva ter por volta de 30 anos. Mas a descrição é apenas para que vocês possam imaginá-lo. O que o torna, além de esquisito, extremamente detestável, é que ele pensa ser a reencarnação do Bob Marley...

Bem, de fato não sei se ele realmente pensa que é, mas age como se fosse...

Todas as tardes durante a semana (isso mesmo, eu disse TODAS as tardes, durante a semana!!!), a partir das 14hs30min, o sem-noção começa a fazer barulho, acreditando estar tocando algum instrumento...

No verão passado, ele estava tentando aprender a tocar violão...Um horror! E a vizinhança toda tendo que suportar...
Depois ele passou a batucar... Suponho que fosse em um bongô (para quem não sabe, o bongô é um instrumento com dois pequenos tambores unidos entre si).

Depois do bongô, vários outros instrumentos foram sendo "tocados" por ele. E assim ele segue torturando todo mundo há tempos...

Esses dias, porém, o sem-noção resolveu fazer um arranjo com todos os instrumentos juntos...Horripilante! Simplesmente o caos!
E eu em casa, preparando aulas e tentando redigir minha dissertação!
Juro que minha vontade era bater em sua porta e lhe dar uns bofetões...

Mas, como sou uma pessoa pacífica, fechei todas as janelas e coloquei Bach para tocar a todo volume para ver se conseguia me concentrar um pouco...

Veja bem, não tenho absolutamente coisa alguma contra reggae.
Até gosto, para falar a verdade.
Entretanto, com esse barulho terrível, esse vizinho sem-noção deve estar fazendo Bob Marley se deprimir lá no além...

E eu, que pensava que o pior que poderia acontecer era mesmo o tal arranjo de instrumentos, me deparo, em plena quinta a tarde, com um som dos infernos: o desgraçado estava tentando cantar!!!
Simplesmente inacreditável!!!
Fiquei estupefata!
Tive a sensação de que estava vivenciando uma daquelas "pegadinhas" de televisão...

Ninguém imagina o "som" que saía daquele indivíduo...
E lá ia ele: "Nooooooooooo, woman no cryyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyyy"...
Pior que miado de gata no cio...

Pensei em procurar um advogado para redigir um contrato que estabeleça que, se esse sem-noção algum dia ficar famoso (coisa que eu duvido!), toda a vizinhança receba uma indenização...

Mas, confesso a vocês que estou com medo do que virá a seguir...

E se esse maluco se cansar do reggae e resolver cantar funk?!?!?

Socorro!

Déia escreve aos domingos, muito feliz por ser fim de semana, que é quando o sem-noção do seu vizinho não faz barulho...

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Tapa na Cara

A sociedade cria mulheres e filhos. Pá! Foi um tapa na cara. Ouvir estas palavras me doeu como um tapão no meio da minha cara, sinceramente. E pensar que a gente acha que tá preparada pra ouvir de tudo. Tá nada, minha filha. A verdade pode estar ali, estampada no meio da rua, dentro da sua casa, na sua frente diariamente que se você não quiser, não vê. E se vê, finge que é com o outro, que com você é diferente. Afinal, você é ou não é especial? Sua mãe saiu da terra do ouro pra te ter na terra do diamante!! Você é uma jóia rara!! Você está preparada pra tudo!! Pro que der e vier!! Você é forte!! Você não tem medo de nada!! (Ou melhor, quase nada, só de baratas e tubarões.) Você agüenta ouvir verdades!! Aliás, você tem obrigação não só de agüentar, como de ouvir calada e de gostar de ouvir, afinal, você não é mestre em falar verdades?! Pois então tome o seu tapa no meio da cara!!

A sociedade cria mulheres e filhos. E o livre arbítrio? Tentou salvar-me minha mãe. Não, mamãe, não tem jeito. O tapa não vai doer menos. Livre arbítrio é coisa para gente grande. Livre arbítrio é coisa para mulheres. Não para filhos. Não para os que precisam ser impulsionados, guiados, estimulados a acreditarem neles mesmos. Por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher e não o contrário. A mulher abandonada cria forças, renasce. O homem abandonado raramente se refaz sozinho. Ele precisa de alguém que o ajude, que o carregue no colo. E quem exerce este papel são as mulheres da vida dele: mãe, irmãs de sangue e de vida, um novo amor, quem sabe? Uma mulher infeliz termina um relacionamento para ficar feliz consigo mesma. Um homem infeliz tem um caso aqui, outro acolá, às vezes nem isso ele faz, mas tem não coragem de sair da inércia pra ficar sozinho; ele precisa da mulher ao lado dele, mesmo que não a ame mais.

A sociedade cria mulheres e filhos. O menos machista dos homens, sim, porque ainda não atingimos o grau de civilidade preciso para que não haja machismo em nossa sociedade. Como eu ia dizendo, o menos machista dos homens, e quero registrar aqui que tenho como companheiro um destes valiosíssimos espécimes, ainda demanda de forma subliminar, sutil, quase imperceptível que você seja a grande mulher por trás dele. Ele faz, ele acontece!! Mas o seu dedinho está ali nas costas dele, empurrando. E sabe que sentimos um prazer imensurável em exercer este papel? Pá! Mais um tapa na cara! Quem mandou oferecer a outra face? Tá achando que é boa igual Jesus Cristo, é? Pois então toma mais um, jóia rara!! E se prepara!! Porque a próxima sessão de análise é só quinta-feira que vem.

Laeticia ama de paixão fazer análise e tá com os dois lados da cara até latejando!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Noite no Pelô

Andei em lugares sujos

No limo

No limbo

No quase fundo do fim

E entre a parede de concreto chovia fino

O valor seja qual for

Aqui faz samba

É verdade

Estamos no Pelô

E danço...


Juliana escreve esporadicamente.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Memórias

Durante essa semana, na qual novamente o Universo tentou me tirar do prumo, tive a árdua tarefa de atualizar meu currículo. Eu pensei que seria rápido, fácil e indolor. É óbvio que não foi!
Percebi que não tinha cadastrado vários trabalhos e, pior, percebi que não tinha o comprovante de muitos deles. Foi enlouquecedor. Muitas horas na internet depois, consegui recuperar e organizar quase tudo.
Mas fiquei pensando na importância de se ter registro das coisas, de guardar comprovantes, sejam eles quais forem.
Nunca fui muito apegada a essas coisas, não tenho o hábito de guardar tudo. Já tive necessidade de ter um diário, de anotar coisas importantes. Faço isso nas agendas anuais, mais para tranqüilizar minha consciência que para recordar depois. Até porque as coisas mudam. Das pessoas com quem eu me relacionava na época da faculdade, por exemplo, poucas são as que ainda tenho contato. Outro exemplo são os textos do blog: escrevo aqui há anos, e muitas situações que foram tema de postos já não são mais tão importantes na minha vida.
Por outro lado, os registros seriam importantes para ver como a gente muda, como nossas prioridades, medos, sonhos mudam. E ver que a gente já errou, já mentiu, já mudou de ideia é muito bom pra não julgar os outros.
Li uma entrevista com dois pesquisadores que desenvolveram técnicas e defendem um full backup da vida. Eles filmam, gravam e arquivam absolutamente tudo o que vivem. A questão que levantam é a de que nossa memória não é confiável, e que se eles precisarem resgatar um fato qualquer de suas vidas (como o que eu almocei na última terça-feira de 2001?), eles podem. Não consideraria isso uma vantagem, a não ser que a informação fosse ajudar a resolver um crime ou algo assim.
Nossa memória realmente não é confiável, pois é seletiva, sim. E muitas vezes nosso cérebro distorce fatos como forma de proteção. Já imaginaram alguém ser vítima de violência, de um trauma, e ter tudo registrado, não poder esquecer? Um horror!
Entre arquivar tudo e confiar só na memória, procuro o caminho do meio. Vivo as coisas boas com intensidade e entrega, para que me lembre também com intensidade. Guardo com carinho entradas de espetáculos e outros souvenires da vida, de ocasiões especiais. E, a partir de hoje, guardarei cópia de todos os trabalhos publicados para quando tiver que apresentar um currículo documentado novamente!

Renata é muito feliz por ter muitas coisas boas a serem gravadas e lembradas.

domingo, 10 de outubro de 2010

Tipos estranhos de homens

Estive me lembrando dos tipos de homens que já cruzaram meu caminho (namorados, amigos, conhecidos, parentes, maridos/namorados de amigas etc.) e decidi selecionar alguns espécimes para dividir com vocês...

* O metido a gostosão: É o tipo de cara que, a cada vez que passa em frente a um espelho, dá uma paradinha para conferir se o bíceps e o tríceps estão grandes o suficiente... que cada vez que compra uma camiseta pede um tamanho menor para que fique justinha e destaque bem o peitoral malhado... Ai, ai... Paciência com esses...

* O tipo bagaceiro: Esse é aquele cara que, ao lhe ver, acredita piamente que você já está "no papo", lhe olha de cima a baixo, sorri só com um cantinho da boca (aaaaaargh!), levanta apenas uma sobrancelha (ele, de fato, acredita que é irresistível!) e lhe diz algo parecido com "E aí boneca? Estava me esperando?". Que noooojo!

* O narcisista: Esse é aquele que só sabe falar de si próprio, das suas conquistas, dos seus sonhos, da sua família, do seu trabalho, dos seus amigos, do quanto ele é isso e aquilo... E, o que é pior, esse tipo ainda dá a entender que você realmente é uma mulher de sorte por poder estar na companhia dele... Credo!

* O tipo malandro: Bom, esse adora levar vantagem em tudo e fica todo feliz quando a menina do supermercado se engana com o troco... Ele adora “passar a perna” nos outros e depois ainda tenta convencer você de que “o mundo é dos espertos” e de que “o que menos corre, voa”... Aaarrgh! Tipinho detestável, esse. Seu ídolo, na certa, deve ser o papagaio Zé Carioca...

* O eterno apaixonado pelas "ex": Esse, de início, você até considera bacana, simpático, gentil... Até o momento em que começa a falar da ex. Ou, pior, de todas elas. Fala, fala, fala e, a cada comentário seu, ele reage com um "Sério! Puxa! Minha ex também gostava dos filmes do Almodóvar. Que coincidência!" ou "Nossa, esse seu perfume lembra o que uma ex minha usava”... E por aí vai... Conselho: Fuja desse tipo!

* Aquele que sempre está com a razão: Conheço tipos assim... eles estão sempre, sempre, sempre, indiscutivelmente, certos, não importa sobre o que. Se você tentar argumentar com um tipo desses, no máximo, receberá um olhar de desprezo, seguido de algo como "Não diga bobagens! Eu sei o que estou falando!". Aaaarrrrrrrrrrrrghhhh! Que ódio!

* O tipo mulherengo: Esse é aquele tipo cara de pau que, mesmo estando com você ao lado, quase quebra o pescoço para olhar o traseiro da gostosa que está passando. E, em geral, quando vê que você percebeu (ele não é nem um pouco discreto), o mulherengo faz cara de indignado e diz: “Puxa vida, amor, você viu que antipática? Foi minha colega e nem cumprimentou!”... Ah! Fala sério, né?

* O metrossexual afetado: Nada contra homens que se cuidam. Acho ótimo, inclusive. O problema é o exagero... Juro que conheço pelo menos dois homens assim (e, antes que vocês digam qualquer coisa, eles não são gays!)... Eles fazem a sobrancelha, passam base nas unhas, fazem luzes no cabelo, depilam o peito, passam corretivo nas olheiras e espinhas, usam o seu hidratante corporal, escolhem o shampoo, o condicionador e o creme de barbear pelo aroma (que, obviamente, tem que ser semelhante ao do perfume) e, ao sair de casa, simplesmente tomam um segundo banho, só que de perfume. Há que se ter paciência com esses, principalmente quando você quer usar o banheiro e um deles está lá dentro, cumprindo o “ritual de beleza”...

* O piadista insuportável: Esse é aquele cara que sempre tem uma piada sem graça na ponta da língua. Você diz: “estou meio cansada... vou sentar um pouquinho” e ele, todo espalhafatoso, faz aquela cara de imbecil (que geralmente lhe é característica) e diz: “Ah! Então você gosta de sentar, é?”... Ou, pior, faz isso o tempo todo com qualquer pessoa e olha p/ você com ar de cumplicidade, esperando que você caia na gargalhada junto com ele... Socorro! Tenho horror a tipos assim...

* O Don Juan: Esse, então, se julga o último romântico do planeta... Você nunca viu o tipo pela frente e, de repente, ele lhe aborda com um “Com licença, senhorita, perdoe-me pelo incômodo, mas gostaria de lhe entregar esse humilde bilhete...”. Você, completamente atônita, abre o tal bilhetinho – que, geralmente, vem escrito em qualquer papel que o Don Juan tenha à mão (guardanapos, tickets de estacionamento, cupons fiscais etc.) – e se depara com uma poesia falando do quão bela você é... Confesso que tipos assim me dão certo medo... Acho que eles são, no fundo, um tanto quanto desequilibrados emocionalmente...

* O tipo pão-duro: Esse é aquele cara que convida você para jantar dizendo que preparará uma pizza e aparece com uma daquelas de supermercado, que custam, em média, R$ 1,99... Quando eu falo do tipo pão-duro, não me refiro a um homem econômico, mas sim àquele sovina mesmo... Por exemplo, eu tenho uma amiga, cujo namorado é tão mão-de-vaca, mas tão mão-de-vaca que, certa vez, quando fomos tomar um café os três juntos, ele sugeriu racharmos a conta ao final. Até aí tudo bem, nenhuma novidade. O que me espantou foi que, ao separarmos o dinheiro para pagar, ele se vira, olha bem sério para essa minha amiga e lhe diz: “Amor, faltou R$ 0,15 para fechar a sua parte...”. Minha nossa! Ninguém merece um desses...

* O “filhinho-da-mamãe”: Triste mesmo é ver um barbado, com quase 30 anos na cara, ligando para o trabalho da mamãe para avisar que vai ao médico porque está doente. E, mais triste ainda, é essa mãe pedir folga para acompanhar o dito cujo. Gente, juro que conheci um tipo assim!!! Esse mesmo cara, de casamento marcado, ao invés de levar a noiva, convida a mãe para ir à loja de materiais de construção escolher as aberturas da casa que estava sendo construída (juro que é verdade!!!)... E tem ainda aquele outro cara que vai com a mãe para as baladas. Ok, ok... Se fosse só isso até não seria tão absurdo. O esquisito é que, quando ficava com alguma garota na balada, ele logo apresentava para a mãe, que dizia à garota algo do tipo: “Esse meu bebê não é lindo???”. É sério, conheço um assim também... Agora, me digam: alguém merece isso???

Mas, acreditem, o pior mesmo é quando o espécime em questão reúne mais de uma dessas características... Aí a coisa fica terrível...

Eu, por exemplo, conheço um tipo que é, ao mesmo tempo, piadista, metrossexual, metido a gostosão, malandro e, claro, está sempre com a razão. E o tipo ainda por cima conseguiu se casar! E depois há quem diga que milagres não acontecem...


Déia escreve aos domingos e jura p/ vocês que já cruzou com cada um desses tipos ao longo da vida...

sábado, 9 de outubro de 2010

Um cena que sai

Uma ode talvez pra quem não mereça

Urgência de tentar colocar nas palavras: imagens...

Em uma folha branda onde eu possa visitar quando queira.

Barulho de chuva, correnteza que passa

Quem vem de lá

Um mulher

tinha peitos e eu vi

atravessa

Os últimos pingos da chuva

Frio

Embora meu desejo fosse de fugir,

correr obedecendo minha fome insistente de caminhar

Era preciso atravessar

Preciso

Não havia mais a areia molhada

E ainda havia no ar o cheiro de peixe

da beira das praias sem vida nos dias que chovem

Nos dias em que ela vem

Um cachorro que late

Meus passos que atravessam a noite buscando sons

São só imagens

Sós.

Juliana escreve esporadicamente.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ideia Fixa

“Deus te livre, leitor, de uma ideia fixa; antes um argueiro, antes uma trave no olho.” (Machado de Assis, Memória Póstumas de Brás Cubas).

Realmente, a ideia fixa é um dos pensamentos mais irritantes que existem.

Irritante, dominadora, controladora! Atualmente não tenho apenas uma ideia fixa, mas umas três. Elas se alternam em minha mente.

Vem uma e fica pulando. Pensa que minha massa cinzenta é uma cama elástica... e assim fica, até cansar... Ideia Um resolve recuperar o fôlego, me animo! Por alguns segundos, sou inundada por uma correnteza de pensamentos. Pluralidade querida, enfim chegou!

Será?

Não, logo a exibida se destaca. Exibida e manipuladora, se sobressai, precisa se sobressair, massacra quaisquer oponentes que se atreverem a confrontá-la. É lógica e rápida. Praticamente invencível. É, de longe, a que permanece por mais tempo... Não é ela quem cansa, sou eu. Ideia Dois é tão intensa e desgastante que nem mesmo eu consigo acompanhá-la.

Vazio.

Mas o vazio mental é um estado pleno que eu, ser humano imperfeito, estou longe de alcançar. E a Três chega. A princípio, não passa de um zumbido, de orelha a orelha, vai-e-vem mental... Acelera um pouco, o circulo se define, mais um pouco e vira um carrossel... e continua, e gira, e me deixa tonta. Acelera mais e mais, a zonzeira me atinge. Vou apagar e sair pela tangente, mas a força centrípeta persiste e me mantém neste constante movimento circular. Incessante, nauseante, maçante... Formas se deformam... E a cama elástica aparece, assim como a Um.

E o ciclo das ideias continua.

Se uma ideia fixa atrapalha, imaginem 3! Que argueiro, que trave no olho!

Andreia escreve esporadicamente, sempre que suas amiguinhas ideias, nem tão queridas assim, a deixam.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Quando

Quando o melhor dia da semana é aquele em que você não vai trabalhar, você está precisando de férias.
Quando você fica feliz com a proximidade de um feriado porque vai conseguir trabalhar sem ser atrapalhada pelo seu trabalho, você está precisando de férias.
Quando Tiririca é eleito, você está precisando mudar de planeta. Mesmo que os alugueis sejam mais caros.
Quando seu cabelo atrapalha só por existir, está na hora de cortar.
Quando todos os seus alunos vão mal em uma prova, está na hora de você repensar suas aulas.
Quando você tem medo de fazer o tema de casa, é porque não está entendendo nada.
Quando ninguém ri de uma piada, só você, alguém é muito inteligente. E nem sempre é você.
Quando seus ex-alunos são adultos, você está ficando velha. Ponto.
Quando você corre para casa para poder almoçar e depois se despede da sua filha com “Boa noite”, você está cansada.
Quando sua mente não pára tempo suficiente para produzir um pensamento lógico, você está cansada.
Quando a maioria das vezes que você conversa com amigos é online, você não está dando a devida importância à sua vida pessoal.
Quando você promete por semanas a fio voltar pra academia, está na hora de criar vergonha na cara e ir.
Quando você encontra uma pessoa que lhe faz feliz, sem jogos nem complicações, está na hora de aproveitar.

Renata está vivendo todos esses quandos. Às vezes, todos juntos, às vezes isolados. Bem feliz com o último!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Retrospectiva do fim de semana


Em fim terminei um trabalho que aceitei fazer,
minutos depois já havia me arrependido,
mas aí o jeito era fazer mesmo.
Respirei fundo e segui, acho que em frente.

Eleições 2010,
já na calçada, ladeira abaixo, podia-se ver, "quanta civilização",
em meio a milhões de santinhos uma mistura de cuspe e cocô,
espero que de cachorro.
Quem escorrega-se nos santinhos iria votar com &*)?!@^% no braço e,
provavelmente algum político colado junto, ou seja, um pouco de tudo.
Tudo do mesmo.

Segunda, tudo voltou ao normal,
inclusive eu,
acalmei, não quero pensar mais em nada,
só no feriado que está por vir.
Semana passada achei que não ía conseguir.
Acabou, passou.
Agora é tudo de novo, de tudo um pouco.

Silvia escreve as segundas.

domingo, 3 de outubro de 2010

Você usufrui de sua própria companhia?

Percebi que, com o tempo, tenho me tornado mais e mais seletiva com relação àqueles com quem desejo compartilhar meu tempo...

Sábias foram as palavras de Nietzsche, quando disse: "Odeio que me roubem a solidão sem, em troca, me oferecer verdadeira companhia".

Tenho me sentido assim.
Ando intolerante com pessoas invasivas, verborrágicas, que parecem sentir necessidade de impor sua companhia e de se fazer notar a qualquer custo... Pessoas que, em geral, procuram as demais porque precisam sempre estar perto de alguém, porque precisam falar de seus problemas, de seus medos, de seus anseios e só. Nada acrescentam de positivo àquele a quem "roubaram a solidão".

Aliás, me pergunto o motivo pelo qual a maior parte das pessoas sente uma necessidade quase que incontrolável de falar, falar, falar sem, contudo, ter nada a dizer...
Às vezes me parece uma certa fuga de si mesmo, de seus próprios medos, fantasmas, ansiedades... Conheço pessoas que simplesmente têm pavor de ficar algumas horas em sua própria companhia. Ligam logo o computador, a TV e procuram alguém para conversar, seja por telefone, orkut, twitter, msn ou seja lá o que for...
Acho isso muito curioso... E triste também.

Pode parecer bobagem, mas tenho apreciado mais e mais a "solidão" de minha própria companhia...
Acho maravilhoso estar a sós com meus próprios pensamentos, num momento só meu, sem ter ninguém por perto...

E, por favor, não pensem que sou um "bicho do mato", completamente arredio e arisco.
Pelo contrário. Sou bastante sociável.
Apenas estou, como já disse anteriormente, mais seletiva com relação às pessoas com quem quero dividir o tempo...

Existem, por exemplo, pessoas com as quais eu poderia passar um dia inteiro sem a obrigatoriedade de uma conversa banal a qualquer custo, sem silencios constrangedores, apenas compartilhando o momento presente...Pessoas que conseguem comunicar-se apenas com um olhar... e que dizem tanto!
São aquelas que sabem quando falar e quando calar, que sabem quando chegar e quando partir, quando sorrir e quando ficar sério... São pessoas que realmente desejam usufriur de momentos ao seu lado e não apenas impor sua presença.
Essas pessoas eu aprecio demais...

Para mim, contudo, é impagável a oportunidade de usufruir de momentos da mais pura solidão, sem ninguém por perto, sem poluição sonora ou visual... É como se eu entrasse em contato com o mais profundo de mim e me renovasse...

Já me disseram que sou esquisita.
Bem, pode ser que eu seja mesmo...

Déia escreve aos domingos e gostaria de dispor de mais tempo para ficar em sua própria companhia...

sábado, 2 de outubro de 2010

Fim de Tarde

Tenho uma turminha do serviço que, de vez em quando, sai, logo depois do expediente, para algum bar, para conversar, distrair. Acontece que, por causa de horários e outros compromissos de cada uma, da última vez, acabamos saindo, somente eu e uma amiga, em plena segunda-feira, no final da tarde.

Não bastasse o dia e a hora em que ninguém sai, ainda por cima o barzinho que costumamos ir estava fechado. Aí, atravessamos a rua e entramos num pequeno bar, que mais parecia uma cafeteria. Ele estava vazio, e escolhemos a única mesa com quatro cadeiras que havia no local. A mesa estava mais arrumada, com vaso de flores, e era maior. Pedimos uma cerveja, e tentamos pedir um tira-gosto, mas, tudo o que pedíamos, a resposta do garçom era “hoje não tem”. Aí preferimos ficar na cerveja mesmo.

Acontece que a cerveja veio quente. Além de não ter nada de tira-gosto, ainda tinha que servir cerveja quente? Mas estávamos jogando conversa fora, colocando o papo em dia, e continuamos na cerveja quente mesmo. É lógico que foi só uma cerveja, que, como já estava quente, demoramos para beber, pois não corria o risco de esquentar mais!

Enquanto conversávamos, apareceu no bar uma dupla de senhores, que veio até nossa mesa perguntando se uma de nós se chamava Isabel. Dissemos que não, e um dos homens, aparentemente decepcionado com a reposta, tentou explicar que eles estavam esperando a tal Isabel, com uma amiga dela. Deduzimos que se tratava de um “encontro às escuras”, e que eles haviam conhecido a Isabel pela internet, mas sem ter nem foto dela. Afinal, perguntaram se uma de nós era ela.

Demorou um tempinho, e a tal Isabel chega, com uma moça. Imaginamos que era a tal amiga que iria com ela. Mas não era. A Isabel era uma senhora, que deveria ter mais de 65 anos. Acontece que, depois das duas entrarem no bar, chegou uma terceira, de aparência ainda mais velha que a Isabel, com cabelos brancos. Eu cheguei a pensar que, na verdade, essa senhora é que deveria ser a Isabel, mas a princesa, que assinou a Lei Áurea! Quase fui cumprimentá-la! Foi preciso segurar o riso!

Os cinco sentaram-se à mesa, que foi arrumada, unindo-se duas mesas. Mas um dos homens estava nitidamente nervoso e contrariado. A todo o momento pegava o celular, e saía da mesa, fingindo estar numa ligação. Ele realmente não queria ficar à mesa. Com o tempo, a mesa deles virou diversão para nós, que assistíamos de camarote à trapalhada do encontro: Isabel sentou-se ao lado de um dos senhores, e a outra senhora, ao lado do homem contrariado. A moça, que chegou com Isabel, parecia ser a filha dela, e estava sentada meio de lado, alheia aos acontecimentos da mesa. Ela parecia ter ido somente acompanhar Isabel. E, pelo comportamento nervoso do homem, a amiga da Isabel, que seria o provável par dele, era uma senhora de idade.

Não sei no que deu aquele encontro, e acho que não deu, mas o fato foi que nos proporcionou momentos de pura diversão, vendo a cena e tentando adivinhar o que era tudo aquilo. Acabamos criar nossa história a respeito daquele encontro: um dos senhores conversava pela internet com a Isabel. Nenhum deles tinha coragem de enviar fotos. Ele provavelmente imaginou Isabel mais jovem. Eles combinaram de encontrar e de cada um levar um amigo. O amigo do homem também achou que Isabel levaria uma mulher jovem de amiga. Para apimentar a história, eles chegaram ao bar, e lá estávamos nós, duas amigas, numa mesa de quatro lugares. Após o momento confusão, chega a verdadeira Isabel, provavelmente acompanhada da filha, que, desconfiada, quis ver de perto quem era o “encontro às escuras” da mãe. E, a cereja do bolo foi a amiga da Isabel ser mais velha que ela. Os homens caíram do cavalo, e a queda foi feia.

Enfim, nada como uma crônica da vida alheia, num bar de segunda-feira!


Tania gosta de tecnologia, mas não quer chegar ao ponto de manter falsos relacionamentos virtuais, pois acredita que, mesmo também sendo falsos, os relacionamentos reais são mais interessantes. Podem não ser tão engraçados, mas são mais interessantes.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Já teve vontade de virar éter?

Daqueles dias que até o carro que você não tem bate.

Sua vontade foi para o espaço e você fica querendo achar o melhor caminho para evaporar atrás do que realmente deseja.

Uma hora passa...e a TV te assiste, a casa está no lugar, ainda nada caiu por aqui...embora você sinta esta onda gigante!

Falta de tempo, sensação de solidão no meio à tantos, todos tontos por tão pouco tempo para os encontros consigo mesmo.

Saudade do sorriso, da leveza, da alegria que me invadia a cara sem o menor porque...saudade de encontrar de novo comigo!

É preciso gastar logo a grana, divertir-se rápido, comprar a roupa que vai ficar jogada dias em um canto qualquer, buscar valor a qualquer custo para fazer voltar a graça, beber a bebida mais gelada ou mais quente que estiver no comercial mais legal, sorrir alto, visitar os lugares mais badalados mesmo sem ter ido de fato lá... Não importa, teremos fotos no Orkut, e nos álbuns de retrato eletrônicos todos os encontros ficam tão lindos, pessoas que passam por perto são todos amigos de tanto tempo... E o planeta é qual mesmo?

Não sei porque ficar sem os pés no chão... Talvez seja a melhor maneira de se sentir vivo.

Quanto vale um tanto de silêncio? De barulho de chuva boa caindo devagar sem assustar o sono? Tem, mais acabou!

Tempo árido.

Hora de achar o caminho de volta.

Juliana escreve esporadicamente

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