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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Eu me covarde.


Eu te bagunço
Eu te deleito
Eu te viajo
Eu te descanso
Eu te descalço
Eu te presente
Eu te perfumo
Eu te convenço
Eu te confesso
Eu te converso
Eu te conservo
Eu te converto
Eu te cozinho
Eu te fito
Eu te fotografo
Eu te arrumo
Eu te fumo
Eu te acho
Eu te sirvo
Eu te invento
Eu te espero
Eu te desejo
Eu te silêncio
Eu te respiro
Eu te desenho
Eu te falo
Eu te planto
Eu te rego
Eu te “vero”
Eu te venero
Eu te Verona
Eu te Veneza
Eu te velo
Eu te revelo
Eu te procuro
Eu te sossego
Eu te passo
Eu te mergulho
Eu te atravesso
Eu te escuto
Eu te quero
Eu te curvo
Eu te conserto
Eu te concerto
Eu te verso
Eu te engaveto
Eu te acesso
Eu te ilumino
Eu te barroco
Eu te derreto
Eu te publico
Eu te confesso
Eu te confuso
Eu te vejo
Eu te velejo
Eu te conservo
Eu te concreto
Eu te chamo
Eu te reclamo
Eu te delícia
Eu te delírio
Eu te enfeito
Eu te devoto
Eu te decoro
Eu te mamilo
Eu te macio
Eu te macero
Eu te machuco
Eu te perco
Eu te rezo
Eu te zero
Eu te copio
Eu te escuto
Eu te

Juliana as vezes escreve quando não pode dizer "Eu te ..." isso mesmo!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Meu coração amanheceu pegando fogooo!



Domingo.
Rua deserta.
Cidadão se aproxima cambaleante com efeitos de sua bebida "doragêlo".
Silêncio.
...e de repente ele me olha e me diz: " ôoooohhh Irene, vai buscar o querosene!!"


É... Inevitável! O carnaval já está para chegar!
Amores doces me ensinam, serão sempre amáveis!



Juliana escreve esporadicamente.



sábado, 2 de junho de 2012

Raízes são para esconder?

Há duas semanas ou mais, caminhando de volta para casa, uma mulher e seus dois filhos, andarilhos de minha cidade me ofereciam mudas de flores para comprar.

Na ocasião disse que não!

Hoje, com um troco no bolso, pude comprar as mudas...e na hora da “paga” ela me diz: mas você vai levá-las assim? Eu não tenho sacolas... com a vergonha de quem me pedia quase em silêncio para que não deixasse as raízes expostas.

Respondi que sim,que levaria sem sacolas... escondendo as raízes na bolsa que estava comigo e que tenho.

Fazendo o meu caminho de volta pra casa pude pensar na cena e nas imagens que aquela pessoa solta na cidade me dava. E mais...uma pergunta: Raízes são para se esconder?

São para se guardar, para cuidar e fazer achar o caminho de volta!

Dormi sozinha e feliz, com Orquídeas e saudades no bolso!

Da minha janela posso ver um novo colorido e agora torço para que as mudas me tragam alegrias no olhar...sigo plantando!

Salve a cidade porque faz brotar!

Salve a minha raiz que me permite perceber novas mudas sem medo!

Impressões, Impressões... agora na tríade que a vida nos coloca como enigma, só me resta escrever um livro!

Juliana escreve esporadicamente e andava um tanto em silêncio...as vezes palavras brotam no meio da madrugada.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Naquela tarde


Naquela tarde Francisca não teve dúvida, quis saber qual seu lugar.

Dedos livres numa tarde cheia de ventos guardou sua aliança.

Respirou, comprou copos de cristal para sua casa e tomou mais um sorvete.

Estava vestida, e bem vestida, diga-se de passagem, vestida de branco, ia branda e na cabeça carregava um fio leve de enfeitar os cabelos de ouro, estava pronta.

Entrou na igreja, fotografou-se!

Estava noiva de si!

Tinha neste dia achado o seu caminho.

Já sem medo, perguntou.

E queria uma resposta sem ser rodeada ou anelante, resposta firme sem ter que fazer dela nenhum lugar de responder.

Ela pedia para ouvir, ouvir com sorte.

Sentou-se na cama, tirou da cabeça os grampos. Penteou os cabelos e foi dormir ainda sem respostas. Preferiu dormir sem medos, mais uma noite, duas talvez... seguidas!

Até escolheu a melhor data, há tempos sonhava. Agendou em segredo, esperou mais um pouco sem pecar.

Com sua lucidez e sua ignorância sabendo que não havia mais lugar seu ali.

Calculou a hora de partir. Ficou muda, fez silêncio tentar virar grito forte!

Temeu nunca mais ter sonhos leves.

Tentou dormir espiando as noites que vieram pela janela de seu quarto, era invadida por céus azuis.

Ela sabia assim, mesmo que achassem que fosse ela um pouco burra, quase imbecil, preferiu dormir, dormiu.

Queria um amor declarado, livre e cuidadoso.

E sabia onde estava. Por isto foi assim caminhando tão devagar. Divagando, divagando sem ser ela devagar.

Lentamente foi abrindo os olhos e Francisca já não tinha mais razões para estar ali, não tinha também mais medo, medo algum, e assim deu para escrever bilhetes e partiu.


Juliana escreve esporadicamente.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mudando de canal


Desligo a Tv

Ela ainda me espia

Sem barulho

Me espia

Segue lenta em sua programação

Velha

É melhor dormir.


Juliana escreve esporadicamente.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ponto Final

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escrever me permite colocar por aí alguns pontos de vista

Também silêncio e espero

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Juliana escreve esporadicamente.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Tempo de dentro

A tampa da chaleira em sua testa

Escorria

Pingava frio

Era o vulcão de seu peito

Pedindo vazão

Sobe

Desce

Esquece

Passa a mão

Torce por um vento

Bom que sopre

Assim de leve

Colocar a respiração no lugar

E ponto.


Juliana escreve esporadicamente.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Dito

Vou dizer um segredo

Escrevi

Escrevi sem enfeites

Sou eu

Tava ali escrito

E sou eu

Você não leu

Quando li, me perdi

Onde estou?

Aqui sem segredos

Escrevi

Também vejo

Vem

Vou inventar mais um

Não posso parar

Sem garantias me declaro

Me deixe confiar em você

Tão sem garantias

Para inventar meus segredos

Te digo

Escrevi aqui


Juliana esporadicamente escreve que ainda não disse.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Para o ano


Este ano quero guardar meu presente de natal


Já mandei embrulhar o presente


Com laço apertado na ponta


Papel transparente


E cor vibrante


Vai ficar debaixo da árvore com um bilhetinho escrito meu nome


Vai ser o último


E no final da festa não abro


Não deixo ninguém ver


Fica para o ano!


Juliana escreve esporadicamente.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Bisavó

Veio da Espanha e viveu aqui nos interiores

Os cabelos longos já eram todos brancos em seu penteado no alto da cabeça

Casa pequena e cheia de segredos, rodeada de netos, bisnetos e tantos

Tinha uma caixinha onde guardava seu dinheiro

Só para contar

E todo dia contava

Tinha medo dos sapos

Antes de morrer declarou: que não me levem os óculos, quero ser enterrada assim!

E por mais estranho, foi obedecida e só podia ser

Foi, já sem enxergar, com os óculos na cara

Frente a viagem mais longa e desconhecida

Rodeada de flores

Com a suavidade e a leveza que carregava aqui, partiu

Sua casinha ainda está com tudo no lugar

Pequenina e limpa

Linda

Foi

E ainda parece estar

Guardo comigo fiapos dos cabelos dela

Basília

Basílica

Com seus pés pequenos marcou passos

Sem escrever, desenhou nos caminhos da terra firme.

Juliana escreve esporadicamente.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Aceitar ou exigir?

Eram 17:45 o que marcava meu relógio e quando tive a falta de sorte de escolher aquele hospital para ser atendida e aliviar meus olhos.

Primeiro uma fila para a senha que me levaria a um guichê, que me levaria a outra fila, que faria meu nome ser dito bem alto, pedindo para que me dirigisse ao acolhimento 2. Acolhimento 2 onde tirariam uma foto minha com a cara destruída e depois me encaminhariam para nova sala de espera com uma singela pulseirinha verde no braço, meu pequeno purgatório.

Um lugar estranho cheio de gente sentido muita dor, sem poder fazer nada. Bebês choravam juntos com suas mães e todos torciam para terem seus nomes escritos na TV. Verdade isso tudo para ter o nome escrito nas Tv´s desta acolhedora sala, indicando a sala de espera do consultório que nos atenderiam.

É verdade o inferno é feito um labirinto, frio e esquisito, e a maior diversão é o programa eleitoral gratuito. Juro que nessa hora o diabo não cobra.

Já passavam das 22:00 e eu ainda não tinha aparecido na TV. Não, não é, piada!! Eu não estou falando do Sistema Único de Saúde.

E falar com uma enfermeira também não adiANTA muito. Aqui o “cliente” (ai até dói... mais ainda dói), pois é assim que aqui são chamados os pacientes, não tem sempre razão. Nem razão, nem dor!

Há essas alturas minha pulseirinha já era roxa, amarela, qual a cor de desespero?!

Eram 23:00 e mesmo sem ter meu nome na televisão, deito no meio do corredor, gesto que me faz ser imediatamente atendida!

E ir de encontro com uma médica residente (nada contra), mas completamente sem noção (nada a favor).

E depois de descrever meus 10 dias de desespero e todo aquele tempo de espera ali, a única coisa que a médica pode me dizer foi: “é, eu acho que você está sentido dor!”

“Olha, jura!”

Respondi de bate e pronto: “puxa que bom, Sra. muito obrigada por ter me avisado, por me dizer que estou sentindo dor, acho que não teria jamais percebido! E sinceramente fiquei aqui até o momento para ter certeza de que era dor o que eu sentia! A medicina está mesmo muito avançada!! Muito obrigada! Só peço para que me responda, por onde é que eu saio levando o que é meu?”

Corri para o hospital mais próximo dali, assustada e assistida por ser atendida diagnosticada, medicada e comedida em menos de 15 minutos e com a certeza de que às vezes nossa dor entra mesmo em lugares errados.

Como disse meu filho: Não vou mais “exigir” essa falta de respeito comigo!!! É não vou mais...

Juliana escreve esporadicamente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Corda Azul

Era manhã de uma sexta-feira, setembro de 1930.

Ela abriu os olhos e ainda deitada na cama percebeu envolta em seu pescoço uma corda azul.

Laço forte, embora com grande espaço para respiro, pontas soltas que iam até seus pés.

Pousou as mãos e quieta tentava enteder como a corda viera parar ali.

A casa em silêncio fazia trilha para seus pensamentos que velozes buscavam sentido.

Fechou os olhos e via a imagem de uma pequena árvore, toda bem verdinha e no meio dela: um menino. Bravo menino. Carregava uma bússula, um canivete, um espelho, um escudo e uma corda azul.

Ela então percebeu.

Voltou de novo a ser menina.

Juliana escreve esporadicamente.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Infiltrão

Veio como filete, fresta de água

Rachou a parede da casa, pingo por pingo

Já não podia correr para outro canto

Vazou devagar ganhando espaço e abrindo caminho

Água de remanso

De goteira virou poça

Poço de corrente

Riacho

Balanço buscando mais água criou onda

Arrebentou na beira de outro lugar

E o doce virou sal

Lagoa grande que carrega águas vindas também do céu

Claro ou escuro o mistério do mar pingava nas manhãs no teto de minha cozinha

Deixo vazar o desenho na parede, tatuagem

Quem sabe um dia conserto

Esta minha infiltração.


Juliana escreve esporadicamente.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Vó minha

Mesmo ela sabendo nada de mim

Eu tive uma vó

Era animada e viajava muito de navio

Andava rodeada de gente

Tudo era pura alegria

Eu tive uma vó

Mesmo sem ela saber nada de mim

Às vezes eu deitava a cabeça no meu sofá amarelo e imaginava que era seu colo, ou de algum outro neto que viesse por ali

Silêncio gostoso e quentinho

Ela gostava pouco de café e trazia sempre suco de uva de fazer bigodes

Uva de verdade

Minha vó de longe sabia escrever e contar histórias

De acalmar os olhos e o coração

Com ela aprendi a guardar segredos

Por vezes andamos juntas pela cidade altas horas da madrugada

Eu tinha uma vozinha minha e herdei dela os óculos de um anel de pedras pretas

Dos óculos eu não gostava

Mas me ajudavam a ver melhor e a brincar com os fios, como ela fazia

Era linda em todas as idades que eu imaginava

Lembro sempre dela quando recolho as roupas no varal e aproveito o vento

Ela queria ser atriz

Comprou uma casa para ela

E ensinou todos os filhos a também fazerem assim

Vou com ela bem devagar tijolinho por tijolinho.


Juliana escreve quando dá saudade de gente que ainda não conheceu.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Sonho bom

O sonho foi sumindo dando lugar à realidade

Depois que eu vi que acordei

Fiquei com saudade

Foi um sonho bom

Um dia a gente recebe uma carta e não sabe de onde ela veio

Reconhece a letra

Reconhece o papel, o envelope

Mas não abre

No outro dia a gente recebe uma carta

Reconhece a letra

Reconhece o papel, o envelope

Mas a gente não abre

Aí um dia a gente recebe uma carta e não sabe de onde ela veio

Reconhece a letra

Reconhece o papel, o envelope, o formato

Mas não abre...

E no final de um mês a gente tem uma mesa inteira coberta de cartas que não tivemos coragem de abrir e descobrir coisas de nós mesmos

Você agora mesmo disse um monte de coisas lindas sobre seu sonho

O que?

Um dia te escrevo e espero que uma hora você abra a carta

Foi dormir

Vai

Volta à sonhar

Foi um sonho bom

Tão real

Foi um sonho bom


03 de abril de 2009

Juliana Saúde Barreto

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Noite no Pelô

Andei em lugares sujos

No limo

No limbo

No quase fundo do fim

E entre a parede de concreto chovia fino

O valor seja qual for

Aqui faz samba

É verdade

Estamos no Pelô

E danço...


Juliana escreve esporadicamente.

sábado, 9 de outubro de 2010

Um cena que sai

Uma ode talvez pra quem não mereça

Urgência de tentar colocar nas palavras: imagens...

Em uma folha branda onde eu possa visitar quando queira.

Barulho de chuva, correnteza que passa

Quem vem de lá

Um mulher

tinha peitos e eu vi

atravessa

Os últimos pingos da chuva

Frio

Embora meu desejo fosse de fugir,

correr obedecendo minha fome insistente de caminhar

Era preciso atravessar

Preciso

Não havia mais a areia molhada

E ainda havia no ar o cheiro de peixe

da beira das praias sem vida nos dias que chovem

Nos dias em que ela vem

Um cachorro que late

Meus passos que atravessam a noite buscando sons

São só imagens

Sós.

Juliana escreve esporadicamente.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Já teve vontade de virar éter?

Daqueles dias que até o carro que você não tem bate.

Sua vontade foi para o espaço e você fica querendo achar o melhor caminho para evaporar atrás do que realmente deseja.

Uma hora passa...e a TV te assiste, a casa está no lugar, ainda nada caiu por aqui...embora você sinta esta onda gigante!

Falta de tempo, sensação de solidão no meio à tantos, todos tontos por tão pouco tempo para os encontros consigo mesmo.

Saudade do sorriso, da leveza, da alegria que me invadia a cara sem o menor porque...saudade de encontrar de novo comigo!

É preciso gastar logo a grana, divertir-se rápido, comprar a roupa que vai ficar jogada dias em um canto qualquer, buscar valor a qualquer custo para fazer voltar a graça, beber a bebida mais gelada ou mais quente que estiver no comercial mais legal, sorrir alto, visitar os lugares mais badalados mesmo sem ter ido de fato lá... Não importa, teremos fotos no Orkut, e nos álbuns de retrato eletrônicos todos os encontros ficam tão lindos, pessoas que passam por perto são todos amigos de tanto tempo... E o planeta é qual mesmo?

Não sei porque ficar sem os pés no chão... Talvez seja a melhor maneira de se sentir vivo.

Quanto vale um tanto de silêncio? De barulho de chuva boa caindo devagar sem assustar o sono? Tem, mais acabou!

Tempo árido.

Hora de achar o caminho de volta.

Juliana escreve esporadicamente

sábado, 25 de setembro de 2010

Quem é ELA?

ELA sobe escadas, ELA come pipoca, ELA vai ao teatro, ELA pega taxi, ELA sente frio, ELA sente saudade, ELA vai ao banheiro, ELA tira fotos, ELA vai ao banco, ELA observa os carros, ELA observa, ELA come tortas de limão, ELA abre portas, ELA espera, ELA usa o orelhão, ELA compra um livro, ELA reza, ELA samba, ELA conversa com gente importante, ELA escreve, ELA encontra uma amiga distante, ELA sobe escadas. Todos que a vêem dizem: É ELA!

Não há dúvidas, É ELA! ELA recebe cumprimentos à toa e sorrisos de graça!

ELA escova os dentes, ELA faz novas amizades, ELA sabe a hora de ir para casa, ELA sabe sair, ELA brinca com os bebês, ELA bebe água, ELA às vezes dorme, ELA retoca a maquiagem, ELA coça os olhos, ELA usa bons perfumes, ELA toma água de coco, ELA atravessa na faixa, ELA anda na calçada, ELA faz análise, também! ELA atende o telefone. ELA liga. ELA é reconhecida pelas pessoas na rua a todo instante. ELA espera quando vai ter bolo, ELA espera.

ELA se confunde. ELA compra flores às sextas feiras, sempre às sextas. ELA chora. ELA fica quando chove. ELA anda chovendo muito.

Não, não, não fale comigo agora, eu agora sou ELA.

Juliana escreve esporadicamente.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Tranquila

Luz, campainha, café, carro, filho para aula, motorista, manobrista, malabarista, sinal, unha, roupa para lavar, passar, cortar o cabelo e secar, sobrancelha, empregada nova, pedir demissão, pegar no pet o cão, para uma rima pobre vale a distração, ensaio, aluno, folha de ponto, funcionário padrão, saída, três blog´s, um e meio, seis e ainda não vi o sol, vai passar, vai voltar ao normal... Feira, faxineira, médico, depilação, notícia boa, pagar cartão, comprar flor, trocar o colchão, limpar a casa, exame, pedir pão pelo telefone, pizza, vinho, frio, quentão... Ligar para meu amigo, análise, relatório, beijo, programação, não dá para ver nada na TV, pagar a água, apagar a luz, trocar a roupa por outra melhor, comprar meia...correr do frio, correr no frio, arrumar a cama, cortar as partes chatas da vida, escrever para as amigas virtuais com mais de 30, vai dar tempo hoje, hoje eu mando... Esporadicamente eu posso, eu quero... Voltar ao normal... Stressdorum, esqueci de ligar para o Escolar, e o almoço de amanhã? Convite para nova coordenação, meu sapato furou, meu filho está lindo de cabelo novo, dever de casa, tabuada, excussão... Muita viagem eu quero a minha vida de volta! Vou sair agora e comprar um presente!


Juliana escreve esporadicamente.

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