sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aqui vou eu!


É hoje! Não estou nem acreditando. Na verdade, tecnicamente já é amanhã, mas como não haverá uma noite de sono até eu embarcar, considero que é hoje. Depois de tantos anos colocarei novamente minhas patinhas brasileiras, mineiras da roça fora de terras tupiniquins. Visitarei as terras do Tio Sam, Nova York me espera.

Coisa de pobre, né, gente, ficar assim espalhando pra rosa dos ventos que a gente vai passar uma semaninha fora. Mas não deu pra segurar a onda meeeeeeeesmo. Tem muito tempo que eu não viajo pra fora do país. Ainda mais assim, solta, no maior estilo “eu sou xóvem”.

Já me chamaram de tudo quanto é nome: doida, maluca, corajosa, perguntaram de eu tava largando meu marido, se eu não tinha medo dele me largar ou de eu achar o resto das minhas coisas na rua quando eu voltar, tiveram inveja (“branca, viu?”) e vontade de ir comigo. É porque estou indo “sozinha”. Quero dizer, estou indo em excelente companhia: eu mesma, Deus, o grilo falante e meu cartão de crédito!! Pra quê mais?

Estou tão empolgada, tão feliz, tão radiante!! Meu marido disse que eu estou literalmente irradiando alegria, que ele está se remoendo de ciúmes, mas que é muito bom me ver assim. Pronto, renovou o casório por mais dez anos. Quando eu falei que ia ficar num hostel (eu disse que era viagem de gente xóvem!), ele quase surtou. Depois acalmou. Alegria contagia mesmo.

Já montei um monte de roteiros. Quem me vê falando de Nova York acha que eu já fui lá. Gente que foi fala: nossa, mas você tem que ir naquele lugar fora da cidade, de outlets o... e eu: Woodbury! Isso, isso. Ah, você já conhece Nova York, né? Não, colega, mas depois do advento da internet só não tem informação quem não quer!! Mas eu não to indo pra fazer compras. Clichezão esse negócio de compras em Nova York, né? Mas dizem que o negócio lá é enlouquecedor mesmo. Conferirei!

Mas eu to indo pra bater um papo comigo mesma sem interferência externa, sabem? Acho que eu já comentei por aqui que eu nunca consegui ficar sozinha. Ninguém deixa. Eu sou faladeira. Atraio gente, busco gente. É a primeira vez que saio assim sozinha e vou tentar ficar sozinha. Acho que vai dar pra pensar na vida, refletir um pouco num lugar novo.

Imaginem só eu naquele barco, olhando a estátua da Liberdade e me organizando pra ir lá, pensando na vida? Tudo de bom! Aí conheci um senhorzinho sabe tudo de jazz pela internet que me indicou uns lugares daqueles imperdíveis e eu lá curtindo um jazz e pensando na vida? Melhor ainda!! E correndo no Central Park de tênis novo, ouvindo música no meu ipod novo, tentando respirar e pensando na vida? Tudo que eu pedi na vida!

Assistir ao Fantasma da Ópera, cair em prantos, enxugar as lágrimas, cair em prantos novamente, pensar na vida? Lindo de morrer!! Ir ao MoMa, comprar gravuras, apreciar pinturas, tomar um café e pensar na vida? Mais lindo ainda. Visitar o Guggenheim, comprar suvenirs, apreciar mais obras de arte, tomar um chá, comer biscoitos e pensar na vida? Que delícia, gente! Tudo que eu queria poder fazer com mais freqüência.

E depois de sete dias em Nova York, comprinhas feitas, que eu não sou de ferro, city tour completo, muita música e muita arte, coisas que adoro, saber que eu vou voltar pra casa e vai ter muita gente amada e que me ama me esperando de braços abertos é bom demais!!


Laeticia sabe que viajar renova e faz falta. Não vai deixar de viajar nunca mais. Nem de voltar pra casa.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Letra e Música

Entre minha mãe cantar para eu dormir todas as noites e eu me viciar em uma série musical adolescente (que felizmente não envolve o Zach Efron), minha vida tem sido bastante, bastante musical.

Primeiro foi o violão. Depois o canto. Depois o conservatório. E então tudo isso junto. Foram anos muito bons e eu olho para trás com uma saudade inacreditável.

Walkmans, discmans, mp3 players e i-Pods sempre estiveram entre minhas posses mais valiosas, e eu me lembro qual foi a fita que tocou na minha viagem para um lugar muito distante, quando fui prestar vestibular. Fita minha gente. Tinha Metal Contra As Nuvens nela.

O advento da internet, dos HDs que comportam TeraBytes e dos torrents que contem a palavra discografia no nome me fizeram uma pessoa mais feliz. Meu i-Tunes deve ter música pra tocar por uns 12 dias sem parar.

Minha música preferida? Juro que não sei. Pode parecer volúvel, mas ela muda a cada semana. De acordo com meu humor, a previsão do tempo, as oscilações na bolsa de valores...

Meu cantor preferido? Aí já é mais fácil. Chico. Muito, muito e sempre. Mas também tem a Marisa, a Alanis, a Shania, o Zeca (Baleiro gente, jamais o Pagodinho), e por aí vai. Certeza que esqueci algum dos favoritos.

Musicais? A-D-O-R-O. E sou dessas que ouve desde A Pequena Sereia até Moulin Rouge. Minha meta na vida? Assistir a todos eles. Pode ser na TV mesmo gente, precisa ser na Broadway não. Links para download serão aceitos com alegria.

Mas o meu maior ponto fraco são as trilhas sonoras. Gente é só eu assistir um filme ou uma série com uma música legal que lá vou eu baixar todas as outras músicas. Raramente vale a pena e eu fico com um cd inteiro sendo que eu gosto só de uma música. Acontece.

Exceções? Forrest Gump, Ally McBeal e Glee. Muitas músicas boas juntas.

Minha playlist atual? Glee (Cast Version). Repeat clicado desde ontem. No trabalho, no carro e no i-Pod shuffle. Claro que já escolhi minhas preferidas, incluindo por Sweet Caroline, Defying Gravity, Hello Godbye e Don’t Rain On My Parade.

E você? O que tem na sua playlist?

Milena é viciada em música. Muito e sempre.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O que somos, e o que queríamos ser

Revi o filme “De Repente 30” pela enésima vez, e, a cada vez, penso mais e mais em como nos esforçamos para nos tornarmos o que queremos que os outros querem que sejamos, mas não o que realmente queríamos ser. A gente se veste, se alimenta, se comporta de acordo com o que a mídia, a moda, os amigos, os inimigos, a família, os desconhecidos ditam. Calçamos sapatos desconfortáveis, que machucam os pés, porque são de marca, de estilo. Nos vestimos com roupas caras, que muitas vezes nem se parecem conosco, só porque a moda assim nos impôs.

Além disso, assistimos a filmes que não entendemos, ou que não gostamos do estilo da direção, ou do roteiro, mas ainda assim os vemos, e comentamos, porque é chique ser cult! Comemos uma refeição caríssima, num restaurante badalado, que mal nos alimenta, ou vamos ao extremo, e tentamos fazer regimes, nos alimentando pouco, para termos um peso que não condiz com nossa estrutura corporal.

Qual é o problema de calçarmos algo bonito, sem marca de grife, que seja confortável? E de vestir uma roupa que nos faça sentir bem, sem precisar ser de um estilista famoso? Qual o problema de vermos um filme pipoca, como o “De Repente 30”, e aprendermos mais com ele do que com um filme noir? Qual o problema em comermos bife com batata frita, e nos sentirmos felizes, como quando éramos crianças, e isso era tudo o que queríamos?

Acho que o mundo seria mais simples se agíssemos como acreditamos que seria melhor, mas teimamos em quere parecer o que não somos. E isso nos faz sofrer. Ainda tento ser como eu imaginava que seria quando era criança. Mas, às vezes, é ainda mais difícil, pois há muita gente que se importa mais comigo do que consigo mesma. E essa gente fala demais, insiste demais em me mudar, e impõe que meu modo de ser, meus valores, devem ser mudados, pois está tudo errado. Oh mundinho complicado, sô!

Tania resolveu se preocupar com sua saúde, pois, com sua vida tem muita gente se preocupando.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Instantâneas de aeroporto

Uma morsa de terno, soltando fumaça pela boca.
Um ventríloquo sem dono.
Bundas rebolantes com cabelos esvoaçantes.
Um cabide empurrando uma mala.
As cadeiras mas confortáveis que existem: todos querem sentar nelas!
Moradores de aeroporto.
Inovações na arte de passar o tempo.
Mochilas e malas indicando a personalidade de seus donos: o prático, o workaholic, o mochileiro,  o de férias, a madame, o eterno viajante, a compulsiva por compras, o homem bomba (desse eu só desconfio...).


Renata viu coisas que só se vê em aeroportos... Adóuro!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Antidepressivos do Bem

Pois é, estou tomando antidepressivos de novo. E, ao contrário do que todos pensam, estou adorando. Contei pra algumas amigas que tinha voltado ao psiquiatra e ele tinha voltado com meus “antipsicóticos” – como eu carinhosamente chamo meus comprimidos de cloridrato de sertralina – e elas ficaram tristes por mim. Gente, mas por quê?! Ultimamente acho que meus remedinhos vão me acompanhar para todo o sempre e, sinceramente? Não me incomodo. Prefiro tomar antidepressivo pra sempre do que insulina ou anti-hipertensivo.

Diabético e hipertenso têm um monte de restrições alimentares que deprimido não tem. E outra coisa, o fato deles tomarem insulina e anti-hipertensivo não dá a eles o direito de comer o que eles quiserem. O deprimido crônico, ao contrário, toma o remedinho dele e vê o mundo em cor-de rosa!!! Aliás, ele deixa de ver o mundo em tons de cinza e volta a ver toda a paleta de cores, milhões delas, o mundo em HD!! Coisas pequenas permanecem pequenas, coisas médias permanecem médias, coisas grandes, infelizmente, também permanecem grandes. Mas pelo menos a gente se preocupa com o que merece preocupação. Com a vantagem de poder tomar um porre ou comer um chocolate sem morrer ou ter um derrame imediatamente. Sabem que a gente consegue até acalmar os outros à nossa volta quando a gente tá tomando antidepressivo? Pois é, consegue rsrs

Mas aí você não pode beber, dizem alguns. É uma meia verdade. Até posso beber um pouquinho. Entretanto, também é verdade que, embora eu ainda tome uns porres de vez em quando, já não tenho tanta vontade de beber assim. Nem socialmente. Álcool faz mal pra pele e as ressacas têm sido cada vez mais cruéis. Se eu quiser manter o plano de ter 33 com cara de 33, 40 com cara de 40, 50 com cara de 50 e assim em diante, só o protetor solar não vai adiantar. É bom continuar fazendo careta na frente do espelho, passar creminho e parar de beber... álcool. E beber água. Muita água. O antidepressivo é uma boa desculpa pras pessoas que não entendem minha vaidade com a pele não encherem meu saco num encontro social. Digo simplesmente: não posso beber, tomo antidepressivos. Ninguém insiste, no início ficam com pena, depois me vêem rindo, gargalhando e falam: nossa, mas nem parece que você é deprimida!! E eu respondo que os remédios são ótimos!! Fico feliz, não bebo e a pele agradece.

Outra vantagem dos antidepressivos é que, como eles diminuem a ansiedade, eu acabo emagrecendo. Deixo de atacar toneladas e toneladas de Talentos, M&M’s, pães de queijo, bombons, brigadeiros de panela, casadinhos, canudinhos de doce de leite, pães de mel recheados com creme de nozes, e por aí vai. Fala sério: isto não é lindo? Mal vejo a hora deste efeito colateral começar a se manifestar. Some-se a isto, evidentemente o fato de que, com a redução drástica do consumo de álcool, ocorre uma redução sensível no consumo de tira-gostos, compostos à base de torresmo de barriga, joelho de porco, costelinha, picanha, macaxeira frita, jabá, pastel de angu e afins. Ou seja, em questão de poucos meses terei botado fora alguns quilinhos. Só isto já ajuda a equilibrar a psique de qualquer mulher de trinta.

E desta vez está ocorrendo algo inédito e também lindo: não estou conseguindo tomar coca cola!! Pode até ser coisa da minha cabeça, mas fui tomar um copo de coca zero que eu adooooooro, um dos meus maiores vícios e quando aquele líquido preto geladinho delicioso chegou às minhas ávidas papilas gustativas senti um gosto de ressaca que Deus me livre!!! Parecia que eu estava comendo uma cueca de cigano. Daqueles que fica meses sem tomar banho. Que nojo!!! Não que eu já tenha comido uma cueca de cigano, mas fiquei imaginando que uma cueca de cigano deve ter aquele gosto ruim! Tá lá em casa uma garrafa aberta faltando um copo e outra fechadinha. Vou levar pra Cecília, que é viciada que nem eu ERA. Já fazem quase dez dias que não tomo coca cola. E como não tomo coca cola, não tomo refrigerante. Tomei quase dois litros de limonada suíça ontem.

Então que eu cheguei à conclusão de que meus antidepressivos são totalmente do bem! E carrego meus comprimidinhos na bolsa de boa.

Laeticia não está nem aí pra quem acha que tomar antidepressivo é o ó do borogodó de trash.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Férias

Os descaminhos da vida são muitos, são incertos e são, com certeza, fascinantes. Alguns chamam de destino, sorte ou azar. Por enquanto, eu chamo de acaso.

Seja qual for a força que rege (se é que há uma) estes acontecimentos misteriosos, ironia é algo que não lhe falta. Por isso tenho certeza de que o universo é um ente feminino em sua essência.

Vários caminhos e atalhos me trouxeram a Belo Horizonte, em férias. Ah, as tão esperadas férias. E digo: redescubro que sou ótima companhia de viagem! Estava sentindo falta de mim mesma, perdida entre compromissos, urgências, necessidades alheias. Claro que não deixei tudo isso para trás, instantaneamente, mas agora consigo me ver e me ouvir mais. Consigo pensar e relaxar. Isso são férias.

O turismo, as pessoas, as paisagens, as novidades, fazem parte do pacote, mas não são a essência.

Renata deixou em casa pessoas amadas, mas precisa deste tempo para passar consigo mesma.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O tempo e o clima

Há temas recorrentes nesse blog. O campeão dos campeões não é o relacionamento a dois, como muitos suspeitariam, mas o tempo. Mas nos meus posts, o clima também está nos tópicos mais freqüentes.

Simplesmente porque toda a vida tentaram me enganar, dizendo que eu morava em país tropical, e eu não me conformava! Agora percebo que, além de ter nascido num país com livros didáticos não confiáveis, nasci na latitude errada! Meu organismo não serve pra esse clima!

Alguém de latitudes menores quer fazer permuta?

No frio, todo mundo se fecha, se encolhe e se recolhe em casa. Um fim de semana assim é bom... dois até vai. Três é pra matar!

Imaginem a cena: duas professoras colegas minhas tiveram que descongelar seus pára-brisas antes de ir trabalhar hoje de manhã. Sentiram o drama?

Imaginem ter que parar a aula e fazer exercícios pras crianças se desencaragarem (encarangar é o estágio que antecede o congelar).

Ou se vestir tanto que tem dificuldade de se mexer.

Ou segurar o máximo antes de ir ao banheiro pra evitar se gelar.

Ou sair de casa no escuro e ver no termômetro 0 grau! Com sensação térmica muito mais baixa!

Ainda bem que existe chimarrão, chocolate quente, chá, vinho e abraço, pra amenizar o frio.

Renata não se conforma com o frio. Ela ia escrever mais, mas se encarangou e foi se esquentar.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pedaços da realidade

Havia muito tempo que não sonhava, acredito que devido às tarefas diárias eu deitava e dormia, mais nada, e, por vezes acordava com as pernas ainda adormecidas, como se estivessem ainda dormindo.

Mas essa noite foi diferente. Depois de várias semanas, eu sonhei. Talvez pela proximidade das férias, e por estar com a cabeça mais vazia, ou simplesmente, por estar pensando em você. Sonhei.

Com uma casa bonita, de madeira, mas não sei ao certo se estavamos juntos, por vezes sim, noutras não. Com o trabalho, é claro. Tudo no meio, misturado. Com você e seu trabalho, ou a falta dele, que de quando em quando me preocupa e incomoda. Com meus gatos, os que já foram e os que por aqui ainda estão.

E acordei. Sem saber se levantava ou dormia mais um pouco, se corrigia algumas provas tomando café, ou se tomava café e ía pra academia. E fiquei assim, olhando pro relógio enquanto ele me dizia implacavelmente - o tempo passa, o tempo voa. Enquanto eu continuava parada, sonhando.

Silvia escreve as segundas, mas sonha nas terças.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Papo de Casal


E toca o celular:

- Ei, Gatinha, aonde você está?
- Tô em casa; e você?
- Tô saindo da clínica agora.
- Viu que o goleiro do seu time tá preso?
- Preso?! Como assim, preso?
- Assim, preso. Eu te falei. O f*lh* da p*ut* matou a menina.
- Nó, p*t* que pariu!! Vai ser burro assim lá na China.
- Pois é. O cara consegue sair da favela, ter tudo e faz isso pra não pagar 5 mil de pensão...
- Quê que foi? Sua voz tá tristinha...
- Ah, nada, não. Tô deprimida com meu peso. Tô igual uma porquinha.
- Tá linda, gatinha!!
- Tô nada, to igual a Miss Pig.
- Kkkkkk Miss Pig?
- É, Miss Pig. Tá rindo da minha desgraça, é?
- Que desgraça, Gatinha. Você é linda!
- Tá, tá, tá bom...
- Aqui, Gatinha, coloca pão de queijo pra assar pra mim? É que demora e eu tô com muita fome.
- Pô, Bola, eu aqui falando em cortar os pulsos por causa do meu peso e você me pede pra pôr pão de queijo no forno?! Que sacanagem, hein?
- Uai, mas você quer que eu coma o quê?!
- Salada, oras! Tem muita salada aqui.
- Gatinha, olha meu tamanho. Como que eu vou comer só salada? Eu tô com fome.
- Tá bom, tá bom. Vou colocar pão de queijo pra assar pra você, mas não vou comer. Já comi uma manga.
- Só uma manga? Mas assim você vai ficar com fome. Se você comer uns dois pãezinhos de queijo você não vai morrer, não!!
- Morrer, não, né? Mas o que não mata, engorda!!

Laeticia está se sentindo um lixo por não ser capaz de fazer uma dieta e revoltada com o safado do goleiro que matou a menina pra não pagar pensão.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Beijo, me liga =)

É isso, minha gente.

Depois de algumas semanas no inferno astral profissional, eis que saio de férias.

Serão 15 dias apenas (sim, sinto falta dos meus 37 dias em NYC), mas serão muito bem aproveitados.

Visitarei grandes amigas. Vai dar até para gastar meu instinto maternal com a filha de uma ex-mulher de 30.

Se pá, conseguirei até descansar =)

Veremos.

Sem mais, desejo a vocês um inverno bem frio, um coração aquecido, um filhote no quintal.

Milena está desconexa de cansaço. Só para variar. Escreve aqui às quintas-feiras, sempre que dá.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Atração

Vivemos tempos de superficialidade, de respostas prontas. De perguntas prontas. De grande oferta de maquiagem, roupas, carros, cabelos, aulas e corpos que podem deixar qualquer um parecido com quem quiser, mediante um módico preço em inúmeras prestações. Tempos de lugares comuns. De frases feitas. De atuação.

E cada vez me atraem mais os lugares incomuns. Cada vez me atrai mais o pensamento próprio. A conversa verdadeira – ouvir, refletir, falar; não o bate-volta. Me atrai o essencialmente não convencional, não aquele que quer ser contra independente da regra, sendo, se não diretamente influenciado pela massa, opostamente influenciado, consistindo apenas numa mudança de sentido, mas não de direção. Me atrai o surpreendente. O independente. O coração.

Porque estas coisas me tocam, me emocionam, me intrigam e me mudam.

Renata procura perceber as essências dos dias, das pessoas, de si.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Aos meus amigos

Desculpem meus amigos se ando ausente, se não respondo meus emails, nem mensagens no celular, mas a vida anda corrida, e por vezes, complicada. Minha mãe já dizia que viver é fácil, difícil é conviver. E ela sempre tem razão. Mas a minha distância não é mal querer, nem esquecimento, não. É mesmo falta de tempo, de sossego, e muito emburrecimento acumulado que acho que vocês, mesmo já me conhecendo, não o mereçem. Mas também sinto falta de nossas saidinhas, de conhecer novos bares em BH, de jogar conversa fora e, às vezes, filosofar sobre coisas que não entendemos direito mas fingimos compreender. Penso em vocês constantemente, assim como penso em mim e sinto que mudei muito, minha vida também, mas espero que a gente se reconheça sempre como amigos, mesmo que estejamos diferentes. E obrigada por poder contar com vocês sempre que precisar, meus amigos.

Silvia escreve as segundas-feiras. Hoje, mais do que nunca, pensando em vocês.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Cara de trinta. Será?

Ultimamente, sempre que algum desconhecido tenta acertar minha idade, erra, e feio. Mas erra para menos, o que faz um bem tremendo para o ego.

Considerando que sejam seres educados, e que chutaram a idade feminina que de fato pensavam, menos uns 3 anos ainda assim é menos do que realmente tenho.

Então, num desses momentos de extrema curiosidade por um tema sem muita importância, comecei a me perguntar como seria a cara da nossa geração balzaquiana. Qual a nossa aparência? É possível, só de olhar, acertar a idade de uma balzaquiana? E de um homem, será mais fácil?

E, motivada por essa “dúvida cruel”, resolvi colocar no Google alguns atores e atrizes que eu achava que estivessem com seus 30 anos. Festival de chutes errados! Quem eu achava que tinha 30, ou tinha 25, ou 40. Poucos os que eu acertava, isso que sou balzaca e grande parte das pessoas que conheço também são. (Pensando bem, as pessoas de 30 que conheço também se diferenciam muito entre si no quesito “aparência de idade”.)

Cheguei à seguinte conclusão, depois desta mini-pesquisa nem um pouco científica: nossa geração de balzaquianas não tem um rosto definido, simples assim.

Hoje, é praticamente impossível acertar, apenas pela aparência, quem tem 30, ou não.

E eu acho isso ótimo!

Meus últimos anos não foram lineares, tenho muitos vácuos existenciais. Isso me faz uma pessoa com trinta anos cronológicos, mas não com 30 vivenciados, e aparentar essa não-idade me liberta, de certa forma.

Andreia escreve esporadicamente e em breve ficará mais velha cronologicamente.

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