quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Gente é pra brilhar

Li ontem o seguinte texto, que me inspirou a voltar a escrever aqui, depois de tanto tempo, tantas reviravoltas e mudanças ocorridas na minha vida, de meados de 2016 pra cá. Processos profundos de mudança, desapego, quebras, lutos, recomeços, ressignificações... Quem sabe vire um texto publicado... quem sabe vire um texto para guardar no arquivo pessoal, como tantos outros ensaios que andei fazendo nesse período de escassez textual por aqui... Quem sabe seja necessário um bocadinho mais de coragem e reconhecimento desse poder pessoal, que logo falo... Bom, quem sabe?! Com certeza, eu!!! Rsrsrsr... Mas deixemos tudo isso para uma outra história…. Segue o texto inspiração, da Alana Trauczynski:

“Assumir o seu poder é uma bênção para você, mas um terror para todos os que te rodeiam, porque passa a ser muito desconfortável estar ao lado de alguém que se permite, que se acha merecedor, que se abre para a abundância do universo. \"Como assim alguém que é igualzinho a mim, um ser humano cheio de falhas, se permitindo tudo isso?\" Ao invés deste pensamento escasso, que tal se permitir também? Você também merece. Só falta constatar isso. Não é preciso ser perfeito para ser inspirador, para fazer sucesso, para ser rico, fabuloso e maravilhoso... É só se dar permissão, mesmo com todos os seus defeitos. O universo vai dizer: ufa, mais um que se libertou dessa nóia... Aleluiaaaa!”
Eu escolhi e decidi ser livre.
Decidi ser livre, com todas as minhas virtudes e potencialidades, assim como com minhas vulnerabilidades e “pontos de melhoria”, como dizem no coaching.
E você, escolhe o que??!!
Está pronto para "desbloquear a abundância e seu poder pessoal"?!
Esse é o nome do curso que estou fazendo com a querida e iluminada terapeuta Ariana.Schlosser, que trabalha com a técnica da EFT. Esse curso  tem girado, a cada módulo, chaves importantes dentro de mim, quebrando várias crenças e padrões que limitavam todo meu potencial, até então contido e engavetado, por vários medos e "dedos". Motivos e votos secretos que escondemos láaaaaa no nosso inconsciente, que nos tornam nossos próprios sabotadores e algozes... Aos poucos vou desbloqueando, mas ainda tem muito chão. É um caminho profundo, essencialmente interno, de autoconhecimento. Mas toda caminhada é feita passo a passo. 
E como diz Caetano, "gente é pra brilhar". Então, o convite é: bora brilhar, minha gente!!!!
Bora ser feliz, viver nossa missão, nossos sonhos, descobrir nosso propósito, iluminar, com nossa própria luz, esse universo rico e abundante!
Bora, que a gente pode, bora, que a gente merece, bora, que a gente decide! Só bora!!!!!!
Sem medo, sem desculpas, sem vitimismo, sem procrastinação, sem auto-sabotagem. Toma as rédeas da sua vida e vai... vai ser feliz!!! Liberte-se, o mundo é todo seu!!!! 

Gabriela faz terapia, tem participado de cursos sobre desenvolvimento humano, autoconhecimento, faz coaching, medita (com muuuito esforço, pelo menos 7 minutos, e quando dá), faz a p.. toda, mas não perde essa mania de Pollyanna e de otimista crônica... rsrsrsrs... Mas como a ideia é aceitar as dores e delícias de ser o que é, está cada vez mais tranquila e assumida quanto a isso.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Sobre 2016

Escutamos das pessoas que 2016 foi um ano pesado. E como concordo com essa ideia.
2016 foi o ano em que a música perdeu seu ídolo David Bowie, em que o esporte perdeu o lendário lutador Muhammad Ali e a nossa queridíssima Chapecoense, em que terremotos e furacões ceifaram vidas na Itália, no Equador, no Haiti. Com tristeza vimos notícias de atentados na Costa do Marfim, na Bélgica, no Paquistão, na Turquia, no Iraque, no Afeganistão.

Derramamos muitas lágrimas pela Síria, acompanhando nos noticiários o drama de Aleppo.
Em 2016 vimos amigos e conhecidos perderem o emprego, empresas fecharem suas portas definitivamente por falta de recursos. Vimos amigos perderem parentes, vimos a nós mesmos perdermos a esperança (como se fôssemos espectadores de nossa própria vida, olhando-nos de fora, perplexos).

2016 foi o ano da dor. Da incredulidade. De descobrir dentro de nós forças que não sabíamos possuir, para só então, em meio a esse caos, continuar.
Cuba “perdeu” Fidel. Os Estados Unidos “ganharam” o Trump. Uma questão de ponto de vista? Talvez.

A primeira mulher a ser eleita presidente do Brasil foi também a segunda pessoa a sofrer um impeachment neste solo. Por algum  tempo pairou no ar a expectativa de que as coisas iriam ficar bem. Não ficaram. O Brasil “ganhou” o Temer. O Temer não ganhou o Brasil.

O Rio Grande do Sul acompanha atônito as manobras de seu governo em uma tentativa de sair da crise. Nada parece dar certo. Os servidores públicos (me incluo nessa categoria) tiveram o ano mais complicado dos últimos tempos. Salários parcelados e aquela novela que todos já conhecem. Os noticiários divulgaram fortemente. De nada adiantou. Terminamos o ano recebendo uma parcela (a 1º de 12) do nosso 13º salário.

Mas sabem, andei pensando. O que nós não podemos é perder a esperança de dias melhores e temos aí uma virada de ano que irá acontecer. Aquele momento mágico em que a gente olha para o céu iluminado pelos fogos de artifício e sente dentro de nós que tudo vai ficar bem. Depositamos todas as nossas fichas no ano que se inicia e não poderia ser diferente. Precisamos acreditar que dias melhores virão. É o que desejo para mim, é o que desejo para você. Às 23:59h do dia 31/12/2016 eu olharei para o alto e direi: “Já vai tarde, 2016. Seja bem-vindo 2017. Por favor, mais do que não nos decepcionar, nos surpreenda.”

Andri escreve às sextas-feiras e está feliz que 2016 está chegando ao fim. Parece ter durado uma década, ao invés de um ano.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

2017 seu lindo!


Fim de ano, chegando. Todo mundo doido para sair de férias e esquecer um pouco como 2016 foi pesado. Pra gastar o décimo em presentes e festas. Tantos memes sobre o ano que parece não ter fim! O melhor deles levantava a possibilidade de o show do Roberto Carlos ser cancelado e 2016 se tornar infinito, pois o ano nunca acaba sem o show do Roberto Carlos!
Impressionante mesmo é a capacidade do brasileiro de fazer piada de tudo, na hora, 100% online. Se por um lado isso garante um sorriso no rosto e a capacidade de seguir em frente, por outro nos coloca na eterna posição de espectadores. A reação do povo é fazer piada e tocar em frente, num conformismo disfarçado de otimismo. Não levar as coisas a sério, não assumir o protagonismo de sua vida (em diversas esferas) abre todo o espaço para que outros (no caso, o Governo) tome todas as decisões.
Será que a gente acha um caminho do meio? Será que a gente consegue aplicar toda essa energia e criatividade em fazer um país melhor? Vocês conseguem imaginar?


Renata também está esperando para que o ano acabe, para rever sua família, para descansar. E se 2017 puder trazer algo de diferente, ela espera que sejam novas posturas, mais maduras e propositivas. 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cabo de guerra


Após muito, muito tempo ausente por aqui, embora vários projetos de textos tenham sido engavetados, hoje resolvi quebrar meu silêncio para um breve desabafo. Passeando pelas redes sociais hoje, constatei um fato que me deixou um tanto quanto curiosa.. Chega até a ser cômico, se não fosse trágico:


Todo mundo (ou quase todos) insatisfeitos com os rumos da política brasileira, mas quando possuem oportunidade de ir às ruas, se unir e protestar, alguns ainda ficam limitados aos rótulos de "coxinhas" e "mortadelas", como se tudo não passasse de uma briga de torcidas (ou de comidas! Haha). E enquanto o povo fica se degladiando entre si, eles estão lá, os homens de gravata, verdes, azuis e vermelhos, sambando na nossa cara. Quem sabe um dia, quando o ideal for único, e não esse cabo de guerra que se resumiu o país, o Brasil consiga sair desse buraco. Enquanto isso, continuo com certa preguiça de comentários extremistas... Não sei de muita coisa, mas tenho a certeza de que eu e você somos mais do que qualquer rótulo ou convenção. Prefiro ficar de olho aberto, manter o pensamento fora da caixa, e andar pra frente, porque pra trás não dá mais. 


Gabriela sempre foi sonhadora, otimista e esperançosa, mas talvez, com o avançar da idade, tenha se tornado mais prática, e tem preferido fazer planos para ir embora para Passárgada!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Sobre perspectiva e solidariedade

Há muito tempo sem aparecer por aqui, ontem eu decidi que escreveria. Não que isso seja um sacrifício! Eu adoro e sinto falta de escrever. Mas não estava priorizando e isso estava me deixando chateada. 

Enfim, decidi escrever e comecei a pensar sobre o tema. Tantas coisas acontecendo, na minha vida pessoal e em tantos outros aspectos. Podia escrever sobre tantos pequenos e grandes dramas (que convenhamos, em 2016 estão sendo ofertados em abundância!).
Aí me deparo pela manhã com a notícia do trágico acidente aéreo que vitimou a maior parte da equipe do Chapecoense e outras pessoas da imprensa e da tripulação. Fico em choque.

Isso coloca um pouco de perspectiva no nosso olhar.

Aquilo que estressava e preocupava tanto parece tão bobo.
O dia passa e as notícias não param. Falam sobre possíveis causas, sobre o histórico do time. Mas quando falam sobre as pessoas, sobre os seus sonhos, as suas famílias, é que o bicho pega. 
E das notícias que vi até agora, as que mais me tiraram lágrimas dos olhos (estado eterno de TPM, sorry) foram as manifestações de solidariedade, as homenagens e orações. Depois de meses de rivalidade (ridícula e desnecessária) entre o próprio povo brasileiro, em que cada comentário poderia vir respondido com um rótulo e uma resposta pronta, ver de novo a solidariedade e um pouco do espírito esportivo foi um acalento em meio a tanta tragédia. Claro que não são todos, como sempre os espíritos de porco aparecem, mas os espíritos bons também estão em destaque.


Deixo aqui meu respeito às vítimas, suas famílias e amigos. Impossível explicar, muito difícil de aceitar, mas que consigamos tirar alguma lição e continuar aprendendo com esses que já deram bons exemplos nas suas vidas e carreiras.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

De repente

De repente você olha pela janela e vê que não é mais inverno, raios de sol brilham lá fora e aquecem a sua alma.
De repente você vê que aquilo que parecia querer te devorar outrora, hoje já não tem mais valor. O monstro que crescera tomando as rédeas de sua vida e provocando tanta dor, calou-se, encolheu-se.
É assim mesmo a dor. Ela desatina, embaraça os pensamentos, faz os nossos dias parecerem intransponíveis, o ar fica escasso, levantar da cama de manhã parece o fardo mais difícil que se pode carregar. Mas quando você vai ver, ela já foi embora e o que sobra é apenas o aprendizado que aquele duro sentimento trouxe consigo.
E viver não é mesmo isso? Esse aprendizado à duras penas? Penso que sim. 
É pouco provável que você tenha aprendido a andar de bicicleta sem antes ralar os joelhos ou tenha aprendido como criar um filho sem chorar de desespero no começo. Aprender requer tempo e sabedoria. Sabedoria para aceitar que não controlamos tudo, que não nascemos sabendo. O ser humano é assim mesmo. Quer ter o controle de sua vida o tempo todo, mas a melhor sensação é se deixar levar e ser surpreendido. 
Quem sabe ali, em uma dessas esquinas da vida você não topa com uma surpresa que pode trazer um novo colorido aos seus dias? 
De repente.. Assim sem querer... 

Andri escreve às sextas-feiras e adora os "de repentes" da vida

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Conviver simplesmente

Viver simplesmente ou simplesmente viver. Conviver. Já disse a fantástica Elke Maravilha, “Crianças, conviver é o grande barato da vida, aproveitem e convivam”. Conviver simplesmente, ou de forma simples. Simplificar relações. Conviver saudavelmente. Mas como? 

E o processo é doloroso? Demorado? Torna-se rotineiro ou é necessária estar sempre alerta?

Afastar relações danosas, neutralizar pessoas conflituosas, trazer para junto apenas quem nos faz bem e a quem nós fazemos bem. Possível é, mas só nós mesmos podemos separar o joio do trigo e só nós seremos capazes de encontrar artifícios para simplificar as nossas relações. Mesmo que simplificar seja sinônimo de minimizar. 

Leva tempo, dá trabalho, pode doer, mas engloba-se na vida e ela, a vida, torna-se bem mais leve.

Luciana escreve as quartas e não quer mais ter um milhão de amigos.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Distorção da realidade

Estou lendo (há tempo demais) uma das biografias do Steve Jobs, mas eventualmente eu fico tão irritada com a personalidade dele que largo o livro por um tempo. Uma das coisas que têm me marcado nesse livro é o que as pessoas que conviveram com ele chama de “distorção da realidade”. Em resumo, ele tinha um jeito tão envolvente que contaminava as pessoas sob sua influência e os fazia acreditar ou concordar com coisas que, em são consciência (e longe do Steve) não concordariam. 

Isso explica muitas das suas grandes conquistas e avanços, já que ele convencia as pessoas de quem elas eram capazes de fazer o impossível e elas o faziam. 

Ultimamente ando vivendo eventos de distorção da realidade não tão produtivos. Assim como essa técnica (ou o que quer que isso seja) pode ser usada para o bem, para avançar, pode ser usada para minar relações, para o mal (ou o bem e divertimento de alguns). Fato é que, sem perceber, me vi em meio a uma situação em que já nem sabia mais em que acreditar. Tantas pessoas gastando uma energia enorme falando coisas ruins, fofocas, mentiras ou não, que quando percebi, não conseguia mais ver além disso. É muito ruim viver em estado de alerta, mas o que pode acontecer ao baixar a guarda é ainda pior. Confiar nos instintos, manter o bom senso, ouvir a si mesma. Coisa difícil em tempos de bombardeamento de fotos, mensagens, áudios, textos o tempo todo, de forma ativa e passiva. Isso me levou a buscar simplicidade também nas relações interpessoais e nas fontes de informação. Nada tão radical (ainda), mas sair de alguns grupos de WhatsApp já tem ajudado. Direcionar meu tempo e energia ao convívio de pessoas que me fazem sentir bem, também. Busco mais silêncio para poder me ouvir, para poder pensar.

Renata busca cada vez mais a simplicidade, e nesse caso para poder viver bem consigo e com os outros.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Das dores da gente

E mais um inverno chegou. Juntamente com sua chegada caíram as folhas e fez-se necessário a renovação. Está frio. Chove tanto que parece que nunca mais vai parar, o corpo fica ansiando por um raio de sol, por algo que possa aquecê-lo e lembrá-lo de que, apesar de agora parecer uma lembrança distante, sim, há calor, há amor, há aquele tipo de energia que provoca arrepio e aquece mais do que o corpo, aquece a alma da gente.

Olhando pela minha janela, para essa chuva que insiste em cair, pensei nas tempestades. Mas não desse tipo que destrói telhados de casas e arrasta o que vê pelo caminho. Falo das tempestades que nos destroem momentaneamente, corroem nossas certezas, arrancam o nosso telhado, aquele alicerce que construímos à duras penas, que levamos anos para colocá-lo no hall das coisas seguras de nossas vidas. De repente aquilo que parecia seguro, forte, firme feito rocha, se mostra frágil, pequeno, desgastado. Se, como na história dos três porquinhos, alguém viesse e soprasse essa sua "fortaleza", ela cairia.

Mas então, ela não caiu. Em alguns dias parece que tudo vai desabar, que o mundo inteiro está pesando sob suas costas, e ai, como dói. Dói lembrar, dói pensar, dói imaginar. Dói saber que a sua certeza mais profunda, não era uma certeza. Dói saber que apesar de toda a sua integridade e lealdade, você vai ser ferido. Dói saber que hoje você sente essa dor e amanhã poderá fazer com que alguém sinta. Não é porque hoje dói em você, desse jeito, agudo e intenso (mas que no fundo você sabe que será passageiro), que você pode esquecer que outras pessoas no mundo sentem, sentiram ou sentirão dores mais intensas que a sua. "Cada um sabe a dor e a delícia de ser quem é".

Quando tudo parecia perdido e irrecuperável, a centelha de luz que mora dentro de cada um de nós, acendeu. "Hey, olha eu aqui", ela parecia dizer. Seria simples ignorá-la, não dar crédito a ela, mandar que ela ficasse quietinha no seu canto, afinal, há quanto tempo você não a via mesmo? Mas nós, seres humanos, temos dessas coisas. Nós somos imprevisíveis e apesar de todos os nossos "achismos", às vezes saímos do roteiro que estabelecemos para nossas vidas. Às vezes, sabiamente, esquecemos da plateia que nos assiste, torce (para o bem e para o mal), palpita (idem), e resolvemos viver. Nessa hora o único palpite que importa é aquele que nos manda o nosso coração. E esse sim, mesmo doendo e sangrando, é sábio e sabe exatamente o que é capaz de suportar. 

Andri escreve às sextas-feiras e está vendo aos poucos a dor virar um ponto negro diluído em um imenso mar de memórias, como dizia Caio Fernando Abreu, o cara que traduz seus sentimentos

terça-feira, 5 de julho de 2016

Você anda tão sumida!

Uma das frases que mais tenho ouvido ultimamente é: você anda tão sumida!
E o curioso é que essa frase vem de várias esferas de convívio e não de um grupo específico. Aí eu me pergunto: afinal, onde é que eu ando, se estou tão sumida de tantos lugares?
Um fato é que tenho trabalhado bastante, inclusive em finais de semana e viajado bastante a trabalho. Depois de uns dias intensos eu preciso ficar um pouco mais recolhida para me fortalecer novamente e esse ciclo explica parte do sumiço. Ando sumida até aqui no blog!
Mas outra coisa que me chama muito a atenção em relação a esses comentários é o sentimento de cobrança que os acompanha. Raras as pessoas falam: nossa, que saudades de ti, que bom te ver! Ou fazem efetivamente um convite ou uma combinação para um bate-papo leve; a maioria cobra, mesmo, como se fosse minha obrigação dar atenção a todos no momento em que as pessoas querem. Uma indignação. Quase uma ofensa.
Mais gentileza, mas generosidade e mais compreensão, é o tem faltado na correria do dia a dia. Felizmente, ainda há pessoas que, mesmo me achando sumida, tiram um tempo do seu dia para fazer um café pra mim, ou para mandar mensagem no meio dia perguntando como estou. Viva a empatia, viva a amizade e o cuidado com o outro.

Renata anda sumida, e tem priorizado mais onde colocar sua energia. Busca uma vida com menos cobrança e mais convites para tomar café. Com menos perguntas e mais abraços.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

“Que ninguém nos ouça.”

Pausa na semana. Feriado. 
Pausa para tomar café às onze da manhã e acordar às nove. Pausa na vida. 
Pausa para sentar na cama e escrever. Ah como é bom! 
Vai durar o tempo do “Show da Luna”, eu sei. Mas sorverei este momento como o bom café da primeira xícara de manhã. 
Preparei um texto mentalmente na madrugada de ontem que não consigo lembrar mais. Mas de uma coisa lembro. Quero falar deste livro que comecei a ler já com lágrimas nos olhos nas primeiras páginas. 
Uma delicadeza exposta por essas duas grandes mulheres que, como a gente aqui do Drepente30, dividem histórias de vida, angústias e desejos. 
O livro é uma compilação de troca de emails entre a jornalista Leila Ferreira e a publicitária Cris Guerra. 
As duas conterrâneas aqui da “terra do pão de queijo”. Lindas, guerreiras, mulheres de Minas Gerais.
Já nas primeiras páginas me identifiquei com as histórias das duas.
A Leila relatando sua angústia por não ter se tornado mãe me trouxe de volta aos meus 34 anos, quando me separei, depois de um relacionamento de quase 20 anos.
Eu vivia triste, deprimida por não ter conseguido realizar este sonho de ser mãe. E me sentia velha demais para começar tudo de novo e ter um filho. Afinal nós mulheres temos o tal do relógio biológico que é determinante! E eu ainda tinha um agravante. Um tal fantasma chamado “ciclos anovulatórios” recém descobertos pelos médicos. Enfim. Meu destino já estaria traçado. Seria eu, como Leila, a mulher que enfiaria de cabeça no trabalho e viveria com meus fantasmas. E foi isso que fiz. Caí de cabeça em tudo que me apresentavam profissionalmente. Foi uma época de muita produção, reconhecimento profissional e talvez determinante, por causa da energia que vem disso tudo e que atrai pessoas a nossa volta.
E aí que começa a se fundir a minha história com a de Cris Guerra. Que resolveu enfrentar a maternidade com coragem depois da morte do seu companheiro e pai do seu filho que morreu, quando ela ainda estava grávida. Confesso que chorei litros enquanto lia seu relato.
A minha história era igual a dela até certo ponto. Eu não perdi ninguém fisicamente. Nem mesmo emocionalmente. Não perdi meu amor. Mas vivo intensamente essas coisas que toda mãe solo enfrenta por aí… 
Naquela época de grande energia produtiva acabei ficando grávida de um namorado (nem sei se posso assim dizer, pois estávamos nos encontrando há 2 meses apenas), paixão, amor, ou o que possam nominar. Eu chamo de namorado. Mas esta é uma outra história. Que um dia conto. O que posso dizer é que a minha filha não ficou sem pai. Ela ama aquele pai e eu tenho muito orgulho de ter vencido batalhas Homéricas com o meu orgulho (besta) para ver isso acontecer. Amo muito ser coadjuvante dessa relação entre os dois. Amo tudo que tenha a ver com eles.
Bom...mas por questões de incompatibilidade temporal, cronológica, e por puro susto dos dois, não conseguimos ficar juntos naquele momento. E foi um rompimento doloroso. Quase uma morte. E quando se está gerando uma vida ficamos mais sensíveis a tudo o que acontece. Eu e Cris Guerra enfrentamos essas “mortes” e estamos vivas e lindas e mães. Super mães. E mulheres, com todas as suas angústias mas também com todo o tesão de experimentar todas as experiências que a vida nos coloca. O amor pela vida me trouxe um fio de conexão com aquela mulher. Que nem conheço! 
De volta ao livro, as duas vão relatando seus dias e suas experiências de maneira muito gostosa de ler. E a gente vai acompanhando como se tivesse lendo emails de amigas próximas, nos contando seus dias e suas impressões. 
Descobri com este livro, que a vida da gente tem muito em comum. E somos um universo. 
Quero sempre estar aqui dividindo com vocês essas experiências.

Leiam o livro e depois me contem! 

É um livro da editora Planeta. “Que ninguém nos ouça - terapia virtual entre duas mulheres.” Das autoras Leila Ferreira e Cris Guerra.

Beijocas e bom feriado! 

LorisB., uma mineirinha que adora ler, traz aqui uma indicação de leitura leve e gostosa (assim como é o pão de queijo da nossa terrinha) para as amigas do nosso também cantinho terapêutico. Tudo no diminutivo para honrar a “mineirice”!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O poder que damos aos outros

Como sou professora de Filosofia e Sociologia, invariavelmente em minhas aulas o assunto recai sobre uma temática muito interessante: o poder. Identificamos na sociedade tipos diferentes de poder, aquele que é exercido pela figura de algum governante, aquele que a mãe e o pai exercem sobre seus filhos, entre amigos e por aí vai. Mas o que vem tirando meu sono é o poder que nós mesmos damos uns aos outros.  

Explico: Eu sou daquelas que se incomoda e tem vontade de meter a boca no trombone. A indignada, como belamente me escreveu uma professora de história do ensino médio na ocasião em que eu o concluía (aliás, ela hoje é minha colega de trabalho, uma dessas coisas bacanas mesmo que a vida faz com a gente). Sendo eu a indignada, é fácil notar que não consigo passar imune às situações. Quando vejo um colega ou aluno puxando o saco, me indigno. Quando vejo que as pessoas não conseguem enxergar o óbvio, me indigno. Existe uma série de indignações positivas e necessárias, de cunho social, diria eu. É ótimo se indignar quando você vê alguma injustiça acontecendo, quando alguém comete alguma maldade perto de você, quando alguém rouba, maltrata, mata. Mas pra quê (se você souber, me explica) se indignar com coisas sobre as quais você não tem o menor poder de fazer mudar?

Ando pensando no tanto de energia que a gente gasta tentando mudar o que não precisa ser mudado. O comportamento de cada um é um problema deles enquanto não fizer mal aos outros. Deixe os puxa-sacos fazendo aquilo que melhor sabem fazer, deixe os disponíveis fazendo coisas que não lhes cabe se isso lhes fizer felizes, deixe, deixe ir, deixe-se.

Enquanto as pessoas estão vivendo suas vidas do modo que lhes convém, faça você algo de diferente. Mude sua rotina. Mude seu modo de pensar. Mude seu modo de tratar aos outros. Mude a imagem que você tem de você mesmo, mas não tente mudar aquilo que você não controla. Guarde essa energia para gastar com beijos intermináveis, faça uma corrida, tome um café com chantilly com uma amiga, aproveite o frio e fique debaixo das cobertas olhando um monte de filmes. Mas deixe os outros serem os outros, com suas qualidades e defeitos e, principalmente, não dê a eles o poder de lhe tirar do sério.



Andri, a indignada, andou sumida, mas tem como meta retomar suas escritas, sempre às sextas-feiras.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Da dor que eu sinto

Lembro de sentir dor no corpo desde criança. Anos de ballet e a linda e magra bailarininha era uma criança completamente frustrada, pois enquanto as amigas faziam uma abertura num ângulo de quase 180°, eu ficava lá pelos 60 mesmo. Tantas vezes ouvi que não me esforçava o suficiente, e tudo o que eu queria era chorar pela dor que eu sentia.

Na sétima série me aproveitava de uma amiga mais “avançada corporalmente” que já tinha menstruado, e usava a mesma desculpa que ela para não fazer educação física. “Estou com tpm.” “Estou menstruada”. Aproveitando também da ingenuidade do professor homem. Eu não tinha força para me sair bem em nenhum esporte e era uma aula de educação física e um dia de recuperação pela dor que eu sentia. Ah! E só fui menstruar muitos anos depois, com uns 14 anos!

E por toda a minha vida eu senti dor. Enxaqueca, dor na lombar, sinusite, dor no pescoço, dor nas pernas. E infelizmente me acostumei com a dor diária e senti vergonha muitas vezes de comentá-la, afinal “tão magra e bonita, só pode ser coisa da cabeça”. Além dela muitas alergias respiratórias e alimentares e todas as infecções que pude ter. Ah, e a dificuldade de memorização e esquecimentos de coisas simples, até palavras no meio de uma fala. O cansaço crônico e a insônia. A intolerância À lactose, o intestino irritável.

Nos últimos anos piorou muito, e o último ano foi especialmente importante para eu perceber que todos esses males não podiam estar desvinculados, que na verdade eu devia ter um único mal. Tive uma crise de sinusite fortíssima a qual a minha dor constante na nuca era atribuída (mas péra, e a dor na lombar e nas pernas?). Enquanto tratava a sinusite tive uma crise de labirintite que me derrubou literalmente. Depois de tratados os dois males, com a dor permanecendo, otorrino me encaminhou para um odontologista, pois devia ser DTM. Pois bem, comecei a tratar DTM com um odontologista muito louco, que tentou tratar a mim, uma alopata convicta, com medicamentos homeopáticos. Não por isso, mas sentia que ele não acreditava na intensidade da minha dor. Aquela DTM não me convenceu, para mim não era apenas ela. 

Lembrei de que em uma das muitas crises que tive na vida, lá em 2008, uma fisioterapeuta falou que eu devia ter fibromialgia. Não levei e consideração na época, pois só queria “destravar” e terminar de escrever minha tese de doutorado e nunca tinha ouvido falar em fibromialgia.

Lembrei de uma crise de enxaqueca pós-raquidiana em 2013, que durou mais de dois meses e que nenhum dos muitos médicos que passei souberam explicar, afinal “você não tem nada”.

Lembrei de todas as vezes que não pude receber uma visita porque precisava ficar deitada “com dor de cabeça”. 

Lembrei que sinto peso nas pernas em todos os finais de dia.

Lembrei que não lembrava de nenhum dia na minha vida que não tivesse com dor. 

Lembrei que por mais que fizesse exercícios, a dor não passava. De quando fiz pilates por mais de um ano e chorei em todas as aulas. De não aguentar uma aula de alongamento, nem um simples alongamento pós-treino.

Comentei alguma coisa com um amigo, que me disse: “você tem que procurar um bom reumatologista” – e lembrei que eu nunca tinha pensado nisso! Afinal reumato é coisa de velho, oras! E percebi que nenhum dos muitos médicos e fisioterapeutas que passei (a não ser aquela única) nunca tocou nesse ponto.

Então tive o meu diagnóstico e tenho tratado essa doença tão desconhecida até pelos médicos e sigo lidando com a incompreensão de outrem, afinal “tão magra e bonita, só pode ser coisa da cabeça”.

“Só pode ser falta de exercício”. Até por um lado pode ser, mas agora entendo que nunca posso começar a praticar exercícios com dor, então devo “tratar de tratar” a dor antes, para que não seja um sofrimento.

Poderia escrever páginas sobre essa história toda, e na verdade só estou escrevendo pois podem ter pessoas na mesma que eu e nem imaginam que o que sentem é na verdade uma síndrome – de difícil entendimento e de difícil diagnóstico. Inclusive essa semana descobri uma amiga que também tem.

Algumas pessoas me disseram: “mas que bom, ao menos agora você tem um diagnóstico e vai poder tratar”. Tudo bem, mas entendam que nunca um diagnóstico de doença crônica (e até agora incurável) é bom. De que sentir dor constante não é bom.

Por outro lado me sinto bem, pois andei olhando em grupos de portadores da fibromialgia e tudo o que vejo é pessimismo e uma energia péssima. E eu, como toda a dor que eu sinto – embora alguns dias sejam mais difíceis – consigo manter minha alegria de viver e não sucumbir a auto-piedade.

Hoje realmente foi um dos dias mais difíceis, muita dor, péssimo humor e quase que incapacidade para fazer tarefas simples. Mas me mantive firme no meu maior propósito: de ser maior que essa dor e de não permitir que ela tire meu sorriso.

*Se quiser saber mais, um ótimo site: www.fibromialgia.com.br

Luciana escreve as quartas, tem dias que realmente é muito difícil sair da cama, e esse texto não deve acabar aqui.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A vida que interessa

Ela é descolada, super pra cima, saudável. Distribui bom dia fofo e sorridente todos os dias. Muito bem humorada. Ama a filha incondicionalmente. Tira muitas fotos com o amor de sua vida. Na vida virtual.

Na vida que interessa ela é insegura, tem uma energia péssima, está sempre de mau humor e quando perguntam se ela está bem, ela responde: mais ou menos. E aí começa a desfiar todo o seu rosário de amarguras. Não gosta que a filha a abrace. Dá miojo de almoço. O namorado, briga três vezes ao dia.

Ele é super resolvido, articulado. Sabe muita coisa de política e das soluções para o nosso país. Dá palpite sobre tudo e aconselha. Posta freneticamente e comenta até nas páginas dos jornais. Chama mulher de gostosa.  Na vida que interessa ele é tímido, não fala sobre nada, quem dirá sobre política! Nunca experimentou sexo de qualidade. Descuidado, nem viu que sua mulher está indo embora.

Ela conta tudo o que acontece no seu dia nos mínimos detalhes. Gosta de enaltecer seus amores, todos são fantásticos e perfeitos. Seu cachorro? O melhor do mundo. Na vida que interessa, esquece de fazer um elogio. Não tem tempo para perder com o cachorro.

Ela é a mais linda, sua casa é a mais linda, seus amores são os mais lindos, tudo que ela faz é muito legal e merece registro. Também merece registro seu esmalte, sua ida quinzenal ao cabeleireiro, seu modelo do dia, sua comida fantástica. Na vida que interessa o que ela sente é vazio, não olha para os seus amores, não pode descuidar do celular! Tantas coisas acontecendo! Anda de calça de moletom e camiseta.

Quando está longe ele sente muitas saudades, manda mensagens fofas e ama muito. Seu casamento? Perfeito! Na vida que interessa ele deve estar com muitas saudades, mandando mensagens fofas e amando muito outras pessoas, pois seus olhos estão no celular e não em quem está ao lado. Seu casamento perfeito? Acabou em poucos meses.

Ela é ativista, luta por várias causas. Antenada. Feminista, fica muito bolada com o machismo que se vê ainda hoje. Compartilha toda a postagem de adoção de animais. Compartilha suas impressões indignadas sobre política. Confirma presença em todos os eventos. Na vida que interessa, ela passa o dia todo na frente do computador. Nunca doou uma roupa para a caridade. Chama mulher de puta e acha que se fulana não queria ser estuprada, não devia ter usado aquela saia. Nunca adotou nem um peixe. Nunca foi em nenhuma manifestação, não tem tempo para isso.

Ela é super ácida e com orgulho, chama de humor negro. Ironia é sua arma secreta. Não tolera opiniões contrárias à dela e alfineta indiretamente quem pensa diferente. Para quem pensa igual ou não se manifesta, ela é só elogios. Para quem pensa diferente, nem uma palavra direta. Na vida que interessa, segue na mesma linha. Na vida virtual, sofre bloqueios. Na vida real, sofre abandonos. Mas que nada! Quem tá certo é ela e ponto.

Ela posta mensagens fofas e não quebra nenhuma corrente. Sua filha viajou até a cidade dela para contar pessoalmente que está grávida. Ela não parabenizou nem esboçou nenhuma emoção. Sua única pergunta? Posso postar no facebook?

Pois é! Então!

Luciana vislumbra um mundo em que as pessoas gastem (ganhem) mais tempo na vida que interessa.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Dos desafios

Fui “desafiada” por minha amiga de Blog a escrever sobre os desafios da mulher entre 30 e 40 anos nos dias de hoje.

Eu não sou jornalista. Não sou acadêmica. E não estamos aqui para fazer parte de pesquisas. 

Acredito que sempre, nós humanas, seres vivos habitantes deste planeta, deste país, estaremos vivendo um momento político e econômico que influenciará nosso comportamento social. Mas deixaremos isso para os cientistas daquele universo. Estou aqui para falar de amenidades...de “umbigo”. Estou aqui para falar da minha síndrome de Cinderela. Da minha falta de jeito com a maternidade. Do que acho. Do que consegui abandonar pelo caminho e de outras bagagens que se somaram ao peso que carrego por ser humana. E mulher. E mãe. E profissional.

E do que aconteceu nesse período que estive ausente. 

Para falar um pouco de como é difícil arrumar um tempo sozinha em casa para escrever, descrevo a cena: Estou ainda na mesa de café da manhã, em um domingo que, finalmente, consegui ficar em casa com minha filha de 4 anos. Até agora só escrevi essas poucas linhas, pois a cada 5 minutos ela, que está aqui por perto, assistindo ao filme Frozen, me interrompe. E por mais que eu tenha pedido para “deixar a mamãe trabalhar um pouquinho”, ela não atende. Então, daqui a pouco vou ficar culpada e largar todo o resto para brincar de Barbie.

Sei que essa deve ser a realidade de muitas e muitas mulheres que criam seus filhos sozinhas. Ou até pior. Eu sei que sou privilegiada mas faço parte dessa estatística. Sou mãe em tempo integral e ela tem um pai de 15 em 15 dias por 2 dias. Um pai amoroso sim. Um querido que conquistou o amor da minha filha. Mérito todo dele. Ela simplesmente é apaixonada por ele.

Eu amo muito ser mãe. A maternidade é sim um desafio prazeroso. E tem sido assunto que deu “panos pra manga” nos últimos dias. Eu poderia escrever todas as delícias de ser mãe e também todas as amarguras. Mas eu só tenho a dizer uma coisa: é uma experiência pessoal. Assim como o casamento. Assim como um grande amor. O grande amor…

O último ano foi o mais desafiador. Muito além da maternidade. Uma experiência de expansão de tudo o que eu entendia por amor. Escrevi muito sobre, enquanto passava por aquilo. Mas eram desabafos não confessáveis. Quem precisava escutar, sim, escutou. Digeriu. Retribuiu. E foi embora de novo. Não. Não foi embora. Está aqui. Para sempre. Foi esse o resultado. Amor é nosso. O sentimento. Ele não aprisiona. Ele não precisa de status. Ele só precisa aquecer o coração. Sabe, aquele calorzinho no peito… Sim. Eu amo essa pessoa e isso não vai mudar mesmo que sua vida tenha uma distância física, conceitual e circunstancial da minha. Sei que ele levará com ele a parte confessa deste sentimento por toda a sua vida. E eu cuidarei que a minha parte nunca se acabe, pois ela me faz bem. 

E assim, 2015 terminou com muitas lágrimas mas 2016 começou leve. Muito amor pra ser compartilhado. Muita luz e paz de espírito. Independente da situação política e econômica do mundo, o mundo particular é o que você faz dele.

LorisB. aceitou o desafio e trouxe suas experiências do ano de 2015...que não foi fácil pra ninguém! Mas acredita que com um pouquinho de boa vontade a gente faz um ano melhor.
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