terça-feira, 18 de junho de 2013

Santo remédio

Gente, descobri um negócio milagroso! De verdade! Funciona e recomendo pra todo mundo!

Tira olheira, melhora o humor, aumenta a disposição! Melhora o sono, a digestão, as relações pessoais e incentiva o autoconhecimento. 

Fortalece as pernas e os laços familiares. 

Aumenta a criatividade!

Recomendo usar por, no mínimo, dez dias, e os efeitos serão melhor percebidos e mais duradouros.

O nome do santo remédio: FÉRIAS!


Renata descobriu que esse santo remédio tem também alguns efeitos colaterais, como uma pancinha que se instalou no abdômen (nada) chapado dela, mas mesmo assim vale a pena!


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Mudança


Perdi de mim mesma. Ainda não sei quando. Se na meninice dos 20 ou nos desejos dos 30. 

Busquei o caminho de volta. E nesse caminho encontrei pedaços desconhecidos de mim. Apanhei-os. Estranhei-os. Aceitei-os e cheguei até a amá-los. Depois acabei por juntar todos. E com eles em mãos iniciei o gratificante trabalho de me reinventar.

Outras pessoas vieram. Uns deixaram carinho, aconchego, conforto, palavras doces. Cada pedacinho de coisa boa esculpida, transformada e absorvida por mim. Outras passaram só para olhar... E ainda houve aquelas que trouxeram coisas não tão boas, a princípio, mas que ajudaram a moldar o que hoje tenho como a grande vitória. O meu ser fortalecido e em contínua transformação.

Sem querer parar e apaixonada pela vida, tenho agora o controle sobre o que sou e o que quero. 

Certa de que as escolhas que fazemos são sempre as melhores para a nossa vida. 



Nesses últimos dois anos, Lorisb. aprendeu que sofrer por amor dói. Mas passa. Que amigos verdadeiros ficam ao seu lado sempre, mesmo que distantes. Que preconceito é o pior dos sentimentos. Que as situações mais difíceis te impulsionam. Que é muito gratificante crescer e ajudar a crescer. Que a maioria das pessoas prefere acreditar em contos, ditos, fábulas, ou na própria imaginação. Que perdoar é muito difícil, mas é possível, e necessário. E que se você não se abre para o novo a velhice da alma pode te pegar. Cuidem-se!






domingo, 2 de junho de 2013

Às vezes você se dá conta...


Às vezes você se dá conta que:
é sempre gentil com as pessoas;
sempre as trata bem;
sempre as recebe com um sorriso no rosto;
sempre percebe quando elas estão tristes;
sempre se preocupa e demonstra essa preocupação;
sempre demonstra quando sente saudade;
sempre manda recadinhos carinhosos;
sempre deixa as pessoas saberem o quanto são especiais p/ você.
É tudo, sempre, você...
E, às vezes, somente às vezes, você se pergunta se alguém, algum dia, percebe isso...
E então você dá de ombros e, mesmo achando que talvez isso não faça diferença p/ ninguém, você continua agindo assim, porque esse é o seu jeito de ser.
E quando você menos espera alguém lhe surpreende...
Foi isso que aconteceu ontem. Uma ex aluna, chamada Juliane, me procurou no Facebook dizendo que a cada vez que ouve a música "Dia Especial" (do Cidadão Quem) lembra de mim.

Fiquei tão emocionada por provocar esse sentimento em alguém que quase chorei... :)

Déia escreve aos domingos e, muito feliz com o carinho recebido, deixa a música para vocês ouvirem.  :)





Dia Especial (Cidadão Quem)
Se alguém
Já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial
Eu sei
Que não é sempre
Que a gente encontra alguém
Que faça bem
E nos leve desse temporal
O amor é maior que tudo
Do que todos até a dor
Se vai
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
Acordei nesse mundo marginal

Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
O amor é maior que tudo
Do que todos, até a dor
Se vai quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei, na terceira Guerra Mundial.

Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo...

Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo!

sábado, 1 de junho de 2013

O pior mês!


Incrível como um único mês na vida de uma pessoa pode trazer lembranças tão ruins. Maio anda ganhando de longe como o pior mês da minha vida.

O primeiro motivo é o dia das mães. Por mais que isso pareça de alguma forma insensível no decorrer do texto espero que compreendam. Detestar essa data é quase a palavra certa pro que sinto, apesar de eu não gostar dela por achar negativa demais.

O segundo motivo é que minha mãe faleceu nesse mês. Coloquei em segundo lugar não por ordem de importância, mas, pensando nas datas cronológicas de o que eu odeio no decorrer do mês (O dia das mães como todo mundo sabe é no segundo domingo de maio e minha mãe faleceu no dia 25). Esse é o fato que faz o dia das mães ter essa cara fúnebre, pra mim, e sem motivos para comemorações. 

Incrível como uma lembrança triste muda você. Jurei pra mim mesma que não ficaria traumatizada ou que faria alguma espécie de dramalhão quando essa data chegasse. Como se por mágica pudesse se esquecer desse “pequeno detalhe”, todas as vezes que essa data chega. Por mais que tento, não consigo ficar nem perto do que considero normal, mesmo já se passando 3 anos.

O incrível é quando eu era pequena, maio era meu mês preferido, pelo dia das mães (achava que ia comemora-lo com minha mãe e filhos). Doce ilusão!

Agora como se não bastassem esses motivos, o mês de maio foi contemplado com o meu fracasso na prova do mestrado. Uns meses de preparação e expectativas caídos por terra e gerando mais um motivo pra eu detestar Maio. Como se fosse uma pessoa que sempre atrapalha os meus planos e se diverte a custas do meu sofrimento.

Pra tentar acabar com a Urucubaca do mês fui a Caravelas pra tirar umas fotos para terminar um trabalho e acabo de ver que o meu cartão de memória da máquina também deu pau com metade das fotos e três dias de trabalho. 

Ô mês!



Samira segue detestando maio mas com boas expectativas para os meses que vêm pela frente.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Minha Velha Infância


Lembro-me dos tempos em que meu lar era o meu porto seguro.

Que a minha timidez tomava conta de mim a ponto de ser interpretada como uma pessoa esnobe.

Da descrença das pessoas no meu desapego. Dos cheiros, dos gostos e amores de que não abria mão.

E ah, os amigos. Muitos e caros. Insubstituíveis, sem os quais minha vida seria quase insuportável (um adentro - pra mim todas pessoas queridas são insubstituíveis, nessa matemática apenas a soma vale).

E então as coisas aconteceram. Deixei a pátria amada por um período de experiência, faria um ‘test drive’ para abrir meus horizontes porto-alegrenses como minha irmã dizia, e voltaria para o meu lugar. Ou assim pensava.

Fatores inesperados aconteceram, na maioria bons, e uma coisa levou a outra (principalmente profissionalmente). Vários países, diversas culturas e eu acreditando estar impassível a mudanças internas. Dentro de mim eu era a mesma brasileirinha arraigava na terra do chimarrão, das caminhadas no Parcão, dos patins no Gasômetro, das férias de 3 meses na praia e da velha conhecida timidez.

A mudança de países nunca foi definitiva. Eu sabia que voltaria. Dentro de mim eu sabia. Até que a brecha se abriu e então pude tirar a teima e vir checar se meus filhos se adaptariam à minha cultura, se eles poderiam conhecer a vida como ela é no país do qual sua mãe se orgulha e é apaixonada. Se por acaso eles se adaptassem então a decisão seria fácil. O filho pródigo a sua casa retornaria.

Mas as coisas não são tão simples assim. O retorno me permitiu uma redescoberta. De mim. Percebi que os 10 anos passados em pátrias alheias mudaram a minha personalidade e opiniões mais intensamente do que julgara.

Será então que deixei de ser brasileira de coração?

Sim, ainda amo os gostos, os cheiros e as pessoas. Mas não mais suporto a falta de gentileza no trânsito, a sujeira das ruas, o abuso das cobranças de bancos e governamentais, a alta exigência dos empregadores para com os seus empregados ao mesmo tempo em que estes não recebem remuneração adequada. E o mesmo blablabla que todos escutamos há pelo menos 30 anos sobre a falta de segurança, a corrupção, o sucateamento do ensino e saúde públicos. Não quero parecer uma brasileira soberba que está virando as costas para o seu próprio país. Não é isso. 

O que deve ter acontecido é que enquanto fora eu via o meu Brasil verde e amarelo sob lentes cor de rosa. Nunca fui daqueles a falar mal do meu pais no exterior. E o Brasil melhorou sim. Os pobres estão menos pobres e consumindo mais. Mas e o resto? O fato de eu saber que tenho opção me deixa ainda mais indignada com a realidade daqui. Não querer expor meus filhos é o motivo mais forte deles.

Eu ainda quero voltar, muito! Mas talvez tenha que esperar um pouco até que o país amadureça e me acompanhe no meu amadurecimento também.

Ih, essa história tem vários capítulos por vir.



Lillian Scherer escreve aqui esporadicamente e percebeu que a maior mudança que teve nesses 10 anos foi a perda da timidez... perdeu várias de suas vergonhas, mas a vergonha na cara não. J

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mundo Moderno: Interessante é quem se exibe na internet


Tenho passado por situações nos últimos tempos que me fazem pensar que estou deixando de ser interessante.

A frase acima parece de quem está deprimida, em crise, mas já adianto que não é esse o caso.

A questão é que nossa sociedade se tornou totalmente dependente da internet, e as relações estão, em grande parte, virtualizadas. Se você não reparou, provavelmente está tão bem incluído nesse processo que não sente.

Eu, como não me acostumo, me incomodo de ir a bares e ver, a cada mesa, pessoas conversando, vendo vídeos, ou acessando suas redes sociais pelo celular, para se relacionarem com seus amigos virtuais, e deixando os amigos reais, presentes à mesa, de lado. Isso acontece em todos os lugares aonde vou, e acho uma falta de educação e respeito!

Também me incomodo de ficar sabendo, dias depois, que o filho de uma amiga nasceu, só porque não tenho perfil no Facebook, onde a família postou fotos e informou a todos de seu grupo de relacionamento. Eu tenho celular, telefone fixo, e-mail, e sou amiga de quase duas décadas! Não merecia nem um sinal de fumaça? Ou era eu que tinha que ficar contando as semanas de gravidez da amiga, para saber quando o rebento viria ao mundo?! 

Há ainda muitas coisas que me incomodam nessa vida virtual que a sociedade escolheu viver. Todos querem postar as fotos de onde estiveram, para onde viajaram, os restaurantes que frequentam, os pratos que comem, a enorme quantidade de amigos que compartilham suas vidas pela rede social. Todos estão sempre lindos; todos estão sempre bem; todos são pessoas de sucesso pessoal e profissional; vivem a melhor das vidas; são sempre felizes! E precisam mostrar tudo isso para o mundo todo!

Que me desculpem todos os que fazem parte dessas redes sociais virtuais, e adoram fazer tudo isso que, com pavor, descrevi! Mas eu não gosto de falar de minha vida para o mundo. Eu gosto de falar para alguns amigos, com quem encontro, tomo uma bebida, converso por horas, conto coisas boas, coisas ruins, piadas, desabafo, dou gargalhadas! Mas eu gosto de gente de verdade. Eu gosto de ter minha privacidade, e só me abrir para quem eu quero, e para quem eu gosto. E não sinto vontade de contar para o mundo inteiro para onde fui, com quem fui, o que vesti, o que comi, onde trabalho, com quem trabalho, com quem saí.

E é por tudo isso que não sou interessante. Afinal, as pessoas interessantes estão nas redes sociais, mostrando tudo de interessante que fazem, tentando ser tudo ao mesmo tempo. Estão ali, exercendo uma enorme pressão sobre elas mesmas para serem tudo o que os outros esperam que elas sejam.

Pareço antiquada? Parece que não quero me adequar à modernidade? Pode ser, se modernidade for isso aí. Meus amigos me xingam porque tenho um celular de quase quatro anos, de teclas, que quase não tem recursos. Gente; ele fala! E manda mensagens! E é só disso que preciso! Não tenho necessidade de mais do que isso.

Eu considero que a internet é ótima! Podemos resolver muitos problemas que demoraríamos horas, ou dias para resolver se precisássemos ir ao local, ou mandar carta pelo Correio. Também podemos consultar tudo, desde locais para viagens, até significados de palavras. Podemos comprar coisas úteis, ou bons livros e CDs, que não encontramos em lojas próximas aos nossos lares. Podemos, sim, encontrar amigos que vivem longe, ou que não vemos há tempos, e isso é um ponto positivo para as redes sociais. E tem muitas outras coisas boas da internet. Entretanto, o mau uso, o exagero, a dependência do mundo virtual me incomoda, e a isso eu não pretendo me adaptar.



Mini-resumo: Tania reconhece as coisas boas da internet, e não descarta a possibilidade de um dia, quem sabe, criar um perfil numa rede social. Mas, por enquanto, não sente necessidade, ou vontade de pertencer a esse mundo virtual, porque vê muitos exageros cometidos nesses espaços.






quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mães


Esta semana assisti a um filme que me levou a uma conexão de ideias que acabou por me fazer buscar um grupo de ajuda. Desses que a gente entra quando quer parar de fumar. Busquei um grupo de mulheres que, como eu, são mães ditas “solteiras”. 

Uma vontade de buscar mais informações sobre esse universo que, para mim até então, era como o planeta Júpiter (sei que existe, mas não irei a Júpiter). Só agora isso me incomodou um pouco. Depois de um ano e sete meses de dar a luz à pessoa que povoa o meu mundo. 

Não sofri nenhum tipo de preconceito e nem mesmo ninguém me apontou como um ser estranho por isso. Mas algumas situações que passei nos últimos dias me levaram a pensar que talvez as pessoas me julgassem. 

Não me sinto marginalizada por ser mãe “solteira”. Já fui casada e convivi com casais no qual a mulher, mesmo sendo casada, era mãe “sozinha”, ou seja, não tinha ajuda nenhuma do pai da criança, mesmo estando ele morando debaixo do mesmo teto. Seria ela uma Mãe solteira?

Também já vi mães casadas que depois de dar a luz, não assumiram a maternidade. Quem cuidava era uma babá ou avó ou até mesmo o pai da criança.

Existe também a mãe que ficou viúva e teve que assumir a criação dos filhos sozinha. Seria uma Mãe solteira?

Outra categoria é a mãe que divorciou e ficou com os filhos. Seria ela agora classificada como Mãe solteira também?

E nessas categorias ainda temos a variação das mães que recebem ajuda financeira dos pais das crianças, as que recebem ajudas financeira e na criação (pais participativos), e as que não recebem ajuda nenhuma. O que não sei se acrescenta valor (e qual seria o peso de cada variante) no título Mãe solteira. 

Dentro da categoria das “mães que entregaram seus filhos pra outra pessoa criar” eu não posso classificá-las como mães. Mãe ou pai são aquelas pessoas que assumem integralmente a criação do filho. Aquelas que não assumem ,eu vou classificar como doadores de células para reprodução humana. O que é cruel, eu sei. Mas estou tentando estabelecer aqui uma lógica para ver onde me encaixo no que é determinante para uma “Mãe solteira”.

Sou divorciada. Sou mãe, e posso dizer isso, pois assumi todos os aspectos que envolvem essa função. Sou uma mulher solteira. E não acredito que vivo numa sociedade que ainda discrimina uma mulher que cria seus filhos sozinha, independente da situação que a levou a isso.



Lóris B. perdeu o sono e ficou perambulando pela internet, lendo várias bobagens machistas e ficou muito triste em chegar à conclusão de que temos um caminho longo de mudança cultural.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Uma trégua com o Universo

O texto de hoje era para ser sobre mais uma das infinitas coisas que me irritam, e que não param de aparecer. A lista não só é infinita, como continua crescendo...

Ontem, saindo da academia (palmas pra mim!) dei de cara com uma das maiores luas que já vi! Antes que vocês saiam espalhando por aí que fiquei louca, eu SEI que só temos uma lua no nosso planetinha, mas se vocês viram ela ontem entendem o que estou falando. Laranja, linda, gigante, bem no meio da rua, guiando meu caminho pra casa. Cheguei a levar um susto quando a vi pela primeira vez, e depois não conseguia tirar os olhos dela. Quando cheguei em casa, ela já estava alta, mas continuava impressionante.

Fui até a praia, para poder ver melhor. E, não bastasse o baita presente de ver o espetáculo da lua nascendo, de quebra ganhei uma estrela cadente!

Valeu, Universo, pelos presentes! Decretada trégua entre nós!


Renata espera que o Universo esteja mandando presentes legais para todos vocês! E que todo mundo perceba e valorize.



P.S.: tirei uma foto tortinha, com uma câmera simplinha, mas espero que dê para ver como estava lindo!



terça-feira, 21 de maio de 2013

Da série coisas que me irritam (4 de infinitas): lição de moral


Gente, vocês perceberam que a série tinha dado uma parada, né? Isso é porque eu estava tentando me tornar um ser superior, que não fica supervalorizando as coisas ruins e irritantes do mundo, mas usa todo o seu jeito Poliana de ser e ver o mundo. Pois é. Tentei. Mas tem coisas que tiram uma pessoa, não importa o nível de “superioridade”, do sério!

A coisa irritante de hoje são as lições de moral que as pessoas ficam dando! Sem eu pedir. Sem eu querer. Sem eu acreditar que aquela pessoa tem moral para me dar qualquer conselho! Não podem falar nada sem quererem ensinar alguma coisa, ou dar uma lição de vida. Gente, por favor, todos têm o que ensinar e todos têm o que aprender! Humildade! 

São pessoas que se acham (elas sim) superiores, e tão superiores, que têm pena dos demais. E sob o pretexto de generosidade, querem ensinar ao resto da humanidade como ser, agir e pensar. E quando a coisa vem pelas redes sociais, é pior ainda! Porque aí a pessoa “prega” para um grupo ainda maior. Eu sei, eu sei que dá para bloquear, mas convenhamos que, em alguns casos, seria grosseria demais, até para mim. 

Às vezes tenho vontade de agradecer a esses conselhos dando outro: vai abrir uma igreja e as pessoas que querem te ouvir estarão lá! Ando evitando tais pessoas e situações, mas às vezes é inevitável. 


Renata gostaria que todas as pessoas que vomitam conselhos a torto e a direito seguissem seus próprios conselhos, tivessem mais humildade e sensibilidade. Simples assim.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Ser simples.


Li algumas declarações do presidente do Uruguai, Mujica, segundo alguns, o “presidente mais pobre do mundo” (título que ele rejeita).

“Eu não sou pobre. Pobre são aqueles que precisam de muito para viver, esses são os verdadeiros pobres, eu tenho o suficiente”, e, em outro trecho, “Sou austero, sóbrio, carrego poucas coisas comigo, porque para viver não preciso muito mais do que tenho. Luto pela liberdade e liberdade é ter tempo para fazer o que se gosta”. (leia a íntegra aqui)

A simplicidade é a verdadeira riqueza, uma espécie de “utopia contemporânea ocidental”: funciona e satisfaz, é esteticamente elegante e tem a capacidade de libertar pessoas de problemas e agonias cotidianas. Dizem que é extremamente difícil de ser alcançada, mas que quem a consegue tem alta probabilidade de ser feliz.

Ser simples não é apenas viver com pouco, é viver bem e com pouco. E isso é algo que vai além das questões materiais, é uma condição comportamental,  uma mudança de pensamento, uma transgressão social, e que pode ter, sim, um custo pessoal.






Andreia quer ser “rica”, mas sabe que ainda tem uma longa jornada rumo a essa tal de "satisfação pessoal". 

terça-feira, 7 de maio de 2013

O milagre da comunicação



Já escrevi sobre comunicação aqui no blog, periga ter usado o mesmo título, inclusive. Mas isso é porque eu ainda acho que a comunicação é um milagre! Não que seja criacionista e ache que a capacidade de falar, usar símbolos e abstrair conceitos seja um milagre.

Eu acho que, quando uma pessoa fala e a outra entende o que ela está dizendo, é um milagre. Quando a segunda consegue responder, numa conversa de verdade, não só contando o seu lado ou a sua opinião, mas realmente conversar sobre o que foi dito, então, isso é um festival de milagres! 

Vários desafios devem ser ultrapassados: os regionalismos, que impedem que a frase: “Vou comer uma torrada de cacetinho com batida de banana” seja bem entendida em vários lugares. O próprio vocabulário (ou a falta dele) pode dificultar o entendimento. Mas uma coisa que atrapalha muito são os pré-conceitos. É a gente já entender o espírito da pessoa sem nem esperar ela abrir a boca. E disso eu falo de carteirinha. (Dizem que) Tenho cara de braba. A minha cara de nada, neutra, de paisagem, é interpretada como cara de braba. Quando eu falo e estou séria, pronto: estou braba, chateada ou P$%%¨ da vida. Quando, em geral, não estou... Aí a resposta já vem na defensiva e a coisa degringola fácil. 

Outra coisa são as posturas que a gente deduz. Deduz que a pessoa está chateada, deduz que a pessoa está debochando. Ao invés de ouvir e refletir, já tira conclusões e age baseado nelas. O negócio é que não temos como saber exatamente a intenção do outro ao falar alguma coisa, só podemos saber e tentar administrar a forma como recebemos essa informação e o que fazemos com ela. 

E ouvir gente! Ouvir parece ser algo muito difícil. Mal e mal a pessoa acaba de falar, o outro já vem com uma história MAIS legal, MAIS emocionante, MAIS qualquer coisa que tenha alguma relação com o assunto que estava em pauta. Isso não é conversa, são dois monólogos. 



Renata anseia por conhecer pessoas que saibam se comunicar, que saibam ouvir generosamente, não se deixem enganar por pré-conceitos e que entendam ironia e sarcasmo. Não é pedir muito, é?


quinta-feira, 2 de maio de 2013

(Mais uma vez) sobre o maldito querer


Tenho esse (mau?) hábito de querer muito. Geralmente não são coisas, mas situações. O querer vem chegando, de mansinho, tímido, calado. Começa como um incômodo breve, fugaz, uma coceira que vai crescendo. Lança um lampejo de dúvida, um rabicho de ideia, pinta um esboço de um quadro na mente, que vai se enchendo de detalhes aos poucos, até que adquire os ares de uma realidade paralela. Até o ponto em que aquele querer torna-se imprescindível, e não tê-lo, insuportável. Como posso ter vivido sem ele até hoje? Como posso continuar sendo feliz sem encontrar uma forma de trazê-lo para minha vida?

O problema é que o tal querer é egoísta pra caramba. A não ser que ele seja uma coisa física, palpável (o que em 98% dos casos não é o meu caso), para concretizá-lo, sem a menor criatividade, ele exige, demanda o abrir mão de outras situações, que invariavelmente já foram quereres do passado. É como se fôssemos feitos de uma caixa quadrada, assim mesmo, bem simplesinha, onde lá dentro só houvesse espaço para X experiências simultâneas. E para acrescentar uma nova, adivinhe, é preciso abandonar uma antiga. Fácil nas primeiras primaveras da vida, quando qualquer esforço parece nos colocar em uma situação mais interessante que a anterior. Quem não troca um estágio muito legal por um emprego meio boca? Festa, balada, loucura por um amor de verdade, uma família? Gastar os tufos com bobagens por uma (ou mais) viagem incrível? Um mega apê alugado por uma casinha que é toda sua?

E depois? Venderam-nos tanto a ideia de que SÓ é preciso batalhar (ok, na maioria das vezes, batalhar muito) pra termos o gostinho das nossas conquistas. SÓ é preciso desenvolver essa ou aquela aptidão, aprender a lidar com tal dificuldade, aprender a pensar de outra forma, abraçar outras opiniões, conhecer outras pessoas, fazer de um jeito diferente, aprender outro idioma, fazer uma pós. Simples, né? Não é! Mas lá vamos nós, seguindo a cartilha à risca, com determinação ferrenha, movidos pela certeza da conquista lá na frente. Até que chegamos lá, mas parece que, quando acontece, cada degrauzinho que avançamos foi nos fazendo ver o mundo de outra forma, e o raio do nosso querer foi mais além. É como se corrêssemos atrás de uma cenourinha que vemos à frente, mas que na verdade é uma isca, na ponta de uma vara de pescar presa às nossas costas. Malvados!

Em meio ao meu tanto querer, nos últimos tempos eu andei descobrindo coisas novas sobre minha pessoa. Como sempre, quando estou em dúvida a respeito de alguma coisa, costumo pensar no maldito gênio da lâmpada, ou na fada do dente, para tentar deixar mais claras minhas prioridades e tentar facilitar as escolhas. Surpreendi-me ao pensar que, neste exato momento, o que eu quero é não querer tanto. E surpreendi-me mais ainda ao perceber que lutar contra meus “quereres” têm me feito muito mais mal do que arcar com os riscos de correr atrás deles, mesmo sabendo do sepultamento iminente de quereres antigos, já conquistados e tão, mas tão confortáveis. Então, maldito gênio, fada, ou o que for, faça-me um favor: dêem-me coragem ou sumam da minha vida com suas opções do inferno!


Gisele Lins é balzaca das antigas, escreve aqui de vez em nunca, mas não larga o osso, a vontade de voltar a ter o que dizer (de preferência coisas novas, néam) e o orgulho das meninas que andam sempre por aqui.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Providências para o outono



-passar a noite no telhado examinando o céu;

-arrumar as gavetas e armário;

-convidar alguém para tomar chá;

-sair do emprego;

-perder o equilíbrio;

-tomar sol com as tartarugas;

-atualizar as vacinas;

-correr para pegar o ônibus;

-amarelo, azul, o vento, astronomia, pôquer, carpintaria, os jardins;

-sair para comprar couve;

-tomar coragem;

-convidar aquele gatinho pra jantar.



Mariana anda doida que só ela. Pensamentos desconexos, listas fragmentadas.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Curriculum



Estou em débito com vocês, pois há meses não escrevo nenhuma linha. Há um tempo comentei que iria tentar uma prova de mestrado e agora estou na reta final para os preparativos dela. Por isso, estou empenhando todo meu tempo livre nela. Meu nome anda sendo “estudos” e o meu apelido “projeto” no momento.

Eu costumo achar que, como uma boa virginiana, sou uma pessoa organizada (pelo menos no trabalho). Durante esse processo seletivo e arrumação do meu currículo descobri que isso não basta. Apesar de ter todos os meus certificados da graduação por ordem cronológica isso não basta, pois o meu currículo lattes pede por tema (ou algo do tipo).

O lattes é uma plataforma dentro do CNPq onde qualquer pessoa pode cadastrar seu currículo, é grátis e geralmente é utilizado por pesquisadores para que todos tenham acesso a informações sobre sua formação acadêmica, é muito utilizado em todas as faculdades, instituições públicas e etc.

O problema é que não consigo entendê-lo! Já fiquei horas na frente dele tentando entender como ele funciona, mas pra mim está sendo muito difícil. Acho que a minha lógica não é compatível com a dele.

No final das contas eu apaguei quase tudo que tinha nele e estou reescrevendo para ver se acerto dessa vez. Caso não dê certo tento de novo, afinal sou brasileira e não desisto nunca!


Samira continua lutando com o currículo e segue em direção a um sonho.


Me ralei?

Sair do país de origem é se desprender, aprender e expandir os horizontes. É se libertar e descobrir. Respeitar e amar o diferente.
Retornar é reviver, re-amar, reaprender, re-descobrir e reencontrar. E, enfim, realizar que o coração e o corpo nunca mais estarão no mesmo lugar. Um pedaço aqui e outro lá.
A equação é indiferente do lugar onde se está.
Me ralei!




Lillian Scherer é balzaca, mas parece ainda não ter encontrado seu lugar no mundo.

sábado, 20 de abril de 2013

Histórias Íntimas: Um livro para ler sem preconceitos


Sei que este ano tenho escrito muito sobre livros, mas é que tenho voltado minha atenção para a leitura. A questão é que fiquei, por vários motivos comuns a todos, como falta de tempo, correria, muito trabalho, tarefas caseiras, etc., longe dos livros. No ano passado li pouquíssimos livros, e, quando tinha um tempo livre, ia para a frente da televisão, descansar. Não costumo ir para o computador, como quase todos atualmente, porque não me chama a atenção essa vida virtual, com amigos virtuais, com encontros virtuais. Mas já faz parte da cultura geral. No entanto, o fato de ler pouco no ano passado me incomodou muito. Eu gosto de ler, e sinto falta. E sinto que estou emburrescendo quando fico muito tempo sem a companhia de um livro. 

Então, na campanha para diminuir minha emburrescência, resolvi ler mais este ano. Não sei quanto tempo vou conseguir resgatar e manter o hábito da leitura, mas estou tentando! E, continuando minhas sugestões de leitura, para ver se mais alguém entra nessa onda e me ajuda nessa empreitada, dessa vez vou indicar Mary Del Priore, e seu livro “Histórias Íntimas”. 

Trata-se de um estudo da sexualidade na sociedade brasileira, desde o período colonial até os dias de hoje. E não pensem que é um tratado histórico sobre sexo, com escrita difícil, somente para o meio acadêmico. Essa autora é historiadora sim, mas escreve com uma linguagem simples, nada rebuscada, bastante inteligível, e de uma forma que prende o leitor. Não é uma história cheia de fatos e de datas, mas uma história do cotidiano, dos hábitos e costumes da sociedade brasileira em relação à sexualidade, aos relacionamentos amorosos, à conduta sexual dos brasileiros, e como tudo isso vai mudando ao longo do tempo. 

No decorrer da leitura, percebe-se como os objetos de desejo vão mudando, como o conceito de sensualidade se altera, como a mulher vai conquistando o domínio sobre o próprio corpo e seu prazer. Pode-se perceber as alterações nas condutas e orientações sexuais em cada período da história do Brasil, e como a sociedade reagiu e se adaptou a questões como intimidade, casamento, prostituição, masturbação, homossexualidade, liberação sexual, emancipação feminina, aborto, anticoncepcional, preservativo, revistas eróticas, filmes pornográficos, AIDS, etc. 

Enfim, trata-se de um livro bem escrito, de leitura agradável, com um tema sério, que não tem nada a ver com os falsos romances erotizados que têm sido publicados nos últimos tempos. Vale a leitura para conhecimento, aprendizado, e pelo gosto de ler um texto tão bem escrito, preocupado com o conteúdo para o leitor.




Mini-resumo: Tania resolveu retomar seu hábito de ler, e, apesar de algum contratempo, em tons de rosa, tem encontrado bons livros, que valem ser indicados para quem gosta de ler.


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