Terá sido tão de repente assim? Desaceleramos muito com a proximidade dos 40. Aprendemos a caminhar apreciando o caminho ao invés de correr loucamente para chegar sabe-se lá onde. Descobrimos que todas queremos chegar lá, e que o lá de cada uma é diferente. Aprendemos a olhar de dentro para fora. Muita coisa aconteceu nesta década. Crianças nasceram, animais de estimação se foram, relações se fortaleceram, outras, desvaneceram. Aprendemos muito. Principalmente que dividir só nos faz melhores.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Sete meses depois...
domingo, 10 de maio de 2009
Sobre sapatos e calcinhas
sábado, 4 de abril de 2009
Março em três tempos
terça-feira, 3 de março de 2009
Conhecer e reconhecer
Sabem aquela situação em que você percebe que a pessoa com quem você mora (mãe, pai, marido, esposa...) mudou demais do dia pra noite!? É estranho... a cabeça fica confusa e pensamos logo: “por que essa mudança tão repentina?” Na verdade não foi nada repentina, nós, sim, estamos tão preocupados com outras coisas que não percebemos essa mudança surgir e evoluir no seu devido tempo.
É, eu estou vivendo esse momento. Acordando para uma realidade que já estava aqui e eu nem me dei conta. Minha mãe mudou, muito. Já passou dos setenta anos e embora ainda trabalhe fora de casa, dirija e comande a casa, tudo acontece de forma bem diferente do que há vinte anos. Parece que ela se cansou de fazer o papel de mulher maravilha. E agora? Senti-me um tantinho desamparada e percebi que os papéis mudariam aos poucos. Toda paciência que ela me dedicou e dedica ainda, preciso devolver com a mesma intensidade ou mais. Tenho de cuidar dela, protegê-la, sem tirar toda a liberdade que faço questão que ela tenha. Ela está perfeitamente apta à vida que leva, porém cansada, seu ritmo mudou.
Devo confessar que tenho dificuldades em me adaptar à terceira idade de minha mãe. Mas estou evoluindo, tentando neutralizar meus pontos fracos com mais tolerância, compreensão e aceitação da realidade. Isso não é um sacrifício, com amor tudo fica mais leve, mais natural.
Se pensarmos bem, estamos sempre em processo de mudança, afinal aprendemos todos os dias, no trabalho, na rua, em casa, na escola, enfim temos sempre uma novidade no olhar, nas palavras, nos sentimentos. Nessa convivência diária, é preciso muita atenção ao outro e a nós mesmos, é preciso conversar seriedades, amenidades, é preciso ouvir, é preciso reafirmar o amor em cada bom dia e boa noite. É preciso conhecer e reconhecer todos os dias aquele com quem você divide teto, comida, problemas, alegrias, silêncio...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Sorte ou Bênção
Diante do fato, surgiram alguns questionamentos: que bala é essa, discreta, que se aloja na cabeça de uma criança e não deixa nem uma evidência clara de que está lá? Ou será que deixou...? Que mãe é essa que não apelou logo para um piti quando se deparou, no quarto dia, com um médico que nem examinou o filho dela e deixou a criança ir embora com a dita bala na cabeça? Que médicos são esses (os dois primeiros que examinaram a criança) que nem pediram uma radiografia para se certificarem de que se tratava apenas de um machucadinho inocente?
Acredito que a resposta para todos esses questionamentos é o bendito do anjo da guarda dessa criança. Eles devem mesmo caprichar no tratamento infantil. Não tem explicação! Uma bala silenciosa, uma mãe sem talento pra piti, alguns médicos desonrando a classe e o menino ainda sai feliz e sorridente do hospital! Pára! Se ele disser seis números aleatórios amanhã, eu jogo na Mega e adeus pobreza!
É um sortudo por ser tão abençoado! Samuel, aquele a quem Deus ouve. E como ouve!
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Tensão Pré Janeiro
Janeiro é um mês danado! Quanta conta para pagar!? É assombroso! Mal começa dezembro, mês de festa e alegria (pelo menos para uma boa parte da população) e o medo do janeiro vem junto. Podemos chamar de tensão pré janeiro – TPJ. É moda!
Quem de vocês guarda um tantinho do 13º salário para as despesas inevitáveis de janeiro? Não vale mentir... É fato que pouca gente opta por reservar parte do 13º ou juntar uma graninha durante o ano para não cair na areia movediça do janeiro. IPTU, IPVA, DPVAT, ZFJKDJC, MNREINA, enfim, são tantas siglas e $$$$$$ que a maioria prefere nem saber o que significa essa tralha toda.
A situação se agrava quando se trabalha em uma empresa camarada, como eu, e o 13º e o salário de dezembro adiantam para que as pessoas fiquem mais felizes no natal. Felizes e nem sempre inteligentes. Tem gente que torra tudo comprando presente para a família toda, amigos, etc e esquece que aquela grana tem de durar 40 dias ou mais. Heeeeinn!? Quarenta dias? Sim, nesse caso a próxima graninha só sai no final de janeiro ou início de fevereiro, vai saber...
Aprendi a poupar com a minha mãe. Ainda não pago todos esses Isssss da vida (hei de pagar em breve), mas sei perfeitamente o que fazer para pagá-los e ainda ter fôlego para respirar
Lá se vai janeiro levando consigo muita tensão. Para muitos a situação $ só se normaliza em março e olhe lá!
Angel defende o planejamento financeiro familiar. Esse hábito pode evitar atoleiros financeiros, pitis grandiosos e divórcios.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Minha menina
Ela parece um tantinho comigo sim. É linda! Não sou tão linda quanto ela. As crianças, além da beleza natural, têm a beleza infantil, a pureza. A minha menina está crescendo, evoluindo, me surpreendendo a cada dia.
Dia desses estávamos deitadas e eu a admirar a beleza dela. Não resisti e disse “Bebe, sabia que você é linda!?”. E então veio a resposta que toda tia gostaria de ouvir “É porque eu tenho o cabelo cheio de cachinhos igual ao seu titia...” Ah, parem e digam pra mim se isso não é motivo para um sorrisão regado de algumas lágrimas de orgulho e felicidade!?
A melhor dos últimos meses foi que ela cochichou sobre um tal Breno. “Quem é esse Bebe?” “É um menino da minha escola titia, ele gosta de mim.” “E você, gosta dele?” “Gosto!” Falou bem baixinho para o pai não ouvir, pode!? A minha menina, que nem completou cinco anos, já falando em meninos, paquera, esse amor infantil que é lindo...
Valha-me Deus, como o tempo voa!
Outro dia mesmo a vi sair da barriga da mãe, chorando com toda vontade. E agora...
É como eu sempre digo, quem precisa de filhos se tem por perto sobrinhos lindos e pouco santinhos? Criança santa é enfadonha, irreal. Bom mesmo são os naturalmente “encapetados”, birrentos, arteiros e felizes, principalmente aos olhos das tias.
Angel orgulha-se de sua menina e vê alguma coisa de si mesma nela, além dos cachinhos: uma meiguice (que é mais visível nas crianças), uma carência, o olhar.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Bora pro Teatro!?
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Muitos Sonhos e Todos os Anos Novos
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
As mulheres e o Amor
É Amor quando no primeiro beijo com ele você ouve sininhos ou pensa que o mundo pode acabar ali!?
É Amor quando você percebe que ele é quase tudo que você sonhou!? Quase, porque tudo é o Gianecchini!
É Amor quando você sente saudades antes de ele ir embora!?
É Amor quando você percebe que vocês teriam a mesma atitude em mais de 2.975 situações!?
É Amor quando você tem certeza de que o melhor programa do final de semana é dormir nos braços dele!?
Quando você aceita o pedido de casamento dele sem titubear, é Amor?
Por que o Amor acaba? Era Amor, se acabou? Era ilusão?
Por que você acha que nunca mais vai amar assim? É a dor do Amor que se foi?
Amar! Quão complicado é entender isso!
Confesso que não tenho todas as respostas para colocá-las de ponta cabeça ao final do texto.
Pelo que já vivi, é possível amar a vida inteira. Uma pessoa ou dez durante toda vida. E esse é o barato! Se o amor de ontem acabou. Amanhã, daqui a seis meses, seis anos, outro virá se permitirmos. E amaremos melhor, não cometendo os mesmos erros, administrando melhor os impulsos antes incontroláveis. E teremos mais chances, agindo pela experiência adquirida, desse amor durar, durar e durar.
É possível agir racionalmente amando? Sim, acredito eu. Porque evoluímos. Porque amamos melhor a cada dia. Porque sabemos mais do Amor do que há 15 anos.
Angel pensa que as mulheres vivem mais intensamente o Amor. Encara o fato simplesmente, sem pensar em vantagem ou desvantagem. E sabe que além de intensidade, o Amor pode ser vivido com inteligência.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
O que é dispensável na TV
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Lá vem a bonança...
Ansiei muito esse momento. A última prova na faculdade. O último dia. Não foi emocionante. Foi um grande alívio. Sim, eu sentirei falta de algumas pessoas e também de estudar, mas não agora (especialmente de estudar). Meu sentimento não mudou, adoro estudar, apenas vivi uma experiência cansativa, desgastante e preciso “dar um tempo”.
Parece que nesses últimos quatro meses estive fora do mundo, só pensando em estudar, construir meu TCC e terminar essa etapa decentemente, como eu sempre planejei. E foi isso, ainda que com algumas insatisfações.
Sinto-me mais leve, mais feliz, mais Angel. Lá vem a bonança, pensei. E tenho de me preparar para ela, renovar energias. Nada melhor que me aproximar da natureza. Lá fui eu para o Parque Ecológico da Pampulha, aqui pertinho de casa, uns 45 minutos de caminhada. E que maravilha foi pisar na grama e ouvir o barulho dos pássaros. Sentei-me à beira do lago, e, ao som de Celtic Woman, deixei meus pensamentos livres e leves como o movimento da água logo à minha frente.
Assim que as idéias voltaram a mim, avistei duas árvores de natal, enormes e bem diferentes. De longe, pareciam de material reciclável. Fui conferir, claro! Para minha surpresa, eram mesmo duas árvores de natal, uma delas feita com garrafas pet azuis e brancas e outra feita
Voltei para casa mais feliz do que saí. É impressionante como o mato me atrai cada dia mais, mesmo que esse mato esteja bem próximo à nossa loucura urbana de todo dia. Sinto-me melhor preparada agora para aproveitar cada momento de minha bonança e dividi-la com os que me rodeiam, inclusive vocês balzacas queridas, e vocês leitores tão especiais.
Avisto dias mais coloridos. Avisto-me mais receptiva, praticando paciência e tolerância. Mais perto da essência de anjo que carrego no nome.
Angel quer fazer as pazes com o vento, a relva, a chuva. Quer viver mais seu lado Angel. Quer evoluir um tantinho todo dia e aprender a viver suas etapas sem sair do mundo.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Saudade, troço esquisito...
Parece que ela mora no coração da gente. Por tempos, fica adormecida e quando acorda libera toda sua essência, tanto que chega a doer. É..., saudade é um troço esquisito.
Saudade incomoda, por vezes entristece e até paralisa. Ela acorda pra te lembrar de tudo e todos que não estão ao seu lado.
Há algumas semanas ela está com olhos bem abertos em mim, acordadinha. Contou-me muitas coisas e lembrou-me de outras tantas...
A novidade, pra mim, é que posso sentir saudade antes mesmo da situação de saudade acontecer. Confesso que foi inevitável, aconteceu mesmo. Sabia que um amigo passaria a percorrer outra estrada e ainda assim fiquei abalada semanas antes já sentindo a falta que certamente ele me fará.
Dói lembrar meus amigos que vivem em outros países. Lembrar dos sorrisos, dos conselhos, do carinho enorme que mantém a amizade mesmo com a distância física.
Saudade vem também da coesão da turma de Relações Públicas há treze, quatorze anos... o que não existe hoje na turma de Secretariado Executivo.
Paraliso na saudade de meu pai, de seu olhar, que era especial quando dirigido a mim. Do amor grande que exalava dele, de sua sede de leitura. E aí a saudade conta que estará sempre aqui... que algumas pessoas são, sim, insubstituíveis, inesquecíveis e que ela (a saudade) ficará enquanto amarmos pessoas e situações.
Saudade, troço esquisito que traz um nó na garganta, muitos suspiros, um quê de tristeza e até algumas lágrimas. Saudade... lembrar o que foi / é bom, lembrar quem queremos bem, certeza do amor real.
Angel está sentindo muito esse troço esquisito que é a saudade e certa de seus amores.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Cirandinha
Era uma vez três mocinhas lindas. Sim, lindas realmente. Conheceram-se no local de trabalho. Em princípio a convivência foi formal, cordial. Depois, muitos acontecimentos foram aproximando as três, aliás, duas delas já tinham descoberto muitas semelhanças, só faltava uma na roda.
Vivi, tão simpática, risonha, é o imã do trio. Tudo é motivo para uma brincadeirinha e um montão de risadas. Sabe ouvir, qualidade indispensável a uma amigona.
Fabi, um doce de menina. E parece mesmo uma menina. Tão meiga e delicada...e pode ser forte se assim precisar...aprende fácil com a vida. Faz carinho com os olhos.
Angel, euzinha. A mais tosca de todas, claro! Doce, ainda que saiba ser amarga. Sente-se meio mãe das duas, por isso é tão dura às vezes. E pede colo quando se sente filha.
Claro que fui eu a última a entrar na roda. Mesmo porque, quando cheguei, Fabi e Vivi já cantavam “Fui na fonte do tororó...”.
Observei um tanto antes de me aproximar, afinal não posso negar minhas origens de “bicho do mato”. Mas valeu esperar.
Aos poucos fomos nos conhecendo, trocando confidências, sorrisos e cultivando a confiança. Agora somos a Cirandinha. Isso mesmo! Três conseguem formar uma roda. As três mocinhas do desenho no guardanapo, uma de cada cor, diferentes. E iguais na amizade.
Hoje um amor forte e sincero nos une. A felicidade de uma é sempre multiplicada por três. Assim como todo o resto.
Era uma vez três amigas. Amigas realmente! Dividindo sonhos, expectativas, problemas e tudo mais, vão se amando e fortalecendo a cirandinha.
“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar...”. Vivi e Fabi, amo vocês
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Os insanos de todos os dias
O transporte que uso todos os dias, tanto para trabalhar quanto para estudar, é o ônibus. E tenho de admitir que não existem apenas desvantagens em “pegar o busão” todos os dias. Felizmente, podemos encontrar, nessas viagens, pessoas gentis, solidárias e simpáticas e até fazer algumas amizades naqueles minutos diários de viagem.
Pois bem, ainda assim, são os insanos do “busão” que me enlouquecem. Em tempos de chuvas como agora, a situação se agrava bastante. No primeiro ônibus que utilizo no dia, fico de pé todo o percurso. Em dias de chuva, como ontem, enlouqueço só de olhar o veículo com as janelas fechadas, todas fechadas. E penso: o que passa na cabeça dessas pessoas que não abrem as janelas? Será que elas pensam que os vírus e as bactérias que dividem o mesmo espaço em que estamos não se vingam dessa situação de sufocamento? Eles se vingam sim, e rápido. Adentram no narizinho da gente e fazem um estrago lá. E eu torço para que seja no narizinho do insano que está grudado na janela fechada.
Ontem, incomodada com a tentativa de sufocamento coletivo, arrisquei umas mentirinhas inocentes. Logo que entrei, encontrei um companheiro de todos os dias e perguntei (em alta voz): o que faço com minha claustrofobia, amigo? Ele, prontamente, pediu para a moça ao lado abrir uma frestinha de janela. Ela obedeceu, e pior, literalmente. Foi uma frestinha mesmo. E aí se iniciou um diálogo entre eu e o amigo.
Amigo: Você está bem!?
Eu: Podia estar melhor amigo, se as janelas se abrissem automaticamente com a força do meu pensamento.
Nesse momento, outras duas pessoas saíram da insanidade por um instante a abriram as janelas.
Eu (séria): Sabe amigo, tenho receio de ter uma crise séria de claustrofobia aqui dentro. Quando isso acontece, me vem uma tosse incontrolável que só pára quando eu vomito.
Atraí alguns olhares e várias janelas se abriram. Que beleza! Pude ter certeza de que uma mentirinha inocente não faz mal a ninguém, pelo contrário, fez um bem danado nesse caso.
Não consigo entender...será que as pessoas temem a água da chuva? O ventinho que vem com ela e depois dela?
E os insanos não se sentem culpados nessa tentativa diária (com chuva ou não) de sufocar as pessoas que viajam de pé. São quase psicopatas, eu diria.
Haja artifício para conviver com a insanidade alheia!
Angel encontra insanos (quase psicopatas) todos os dias. E utiliza falácias para não se tornar vítima deles. Lamenta por eles temerem a chuva, o vento e o frio.
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Torpor
Há dois meses, postei um texto sobre minha ansiedade na espera pelo mês de dezembro. Eis que já consigo avistá-lo. Até bem perto de mim. Isso é bom, sim, é bom!
Na verdade, a evidência mais importante da proximidade de dezembro não foi exatamente a chegada de novembro, foi o meu estado de torpor. O que antes era só ansiedade (uma baita ansiedade), hoje é uma situação real de sono incontrolável e raciocínio lento (principalmente na semana que passou em que minhas sagradas 5h de sono diárias foram comprometidas seriamente).
Não preciso dizer pra ninguém que estou cansada, que é o fim da linha. Está nos meus olhos. Na semana passada tive, várias vezes, a sensação de que os meus olhos fechariam sem que eu percebesse, em um momento impróprio. Para escrever esse texto, no domingo, tive de dormir durante uma hora (por volta das 18h) para viabilizar o raciocínio.
Tive um grande receio no domingo. Foi o dia da sessão de fotos para o convite de formatura. Durante toda semana, olhei-me no espelho e pensei: vou ficar uma múmia nas fotos, afinal estou entorpecida, abobada. Mas não havia o que fazer. Dormir, não daria. Havia outras coisas a fazer... E maquiagem não aparecia, para mim, como solução. Nem o torpor me faria ceder ao blush, sombra, hímel e etc. Um batonzinho foi o suficiente. Porém, surpreendi-me. Não fiquei horrível. Fiquei bonitinha, é sério! E foi divertido ver aquele monte de mulher se debatendo entre maquiagens e cabelos lisinhos, pra garantir o click perfeito.
A proximidade do fim da faculdade me remete à primeira formatura, em que me senti um peixe fora d’água na colação de grau. Acho que não será diferente dessa vez. Talvez essa sensação seja uma das únicas que não mudou. Aquele tantão de gente me olhando me assustou e me assusta até hoje.
O silêncio ainda é a opção perfeita para livrar-me e livrar todos a meu redor das conseqüências do torpor. Afinal, com raciocínio lento, não consigo triar palavras, nem direcionar a palavra x para o receptor x. A palavra x pode, facilmente, ser dita ao receptor a. Aí, danou-se! O silêncio, ah, o silêncio, tem-se revelado grande amigo.
Ainda quero colo, doces, carinho e uma noite de sonho sem hora pra acordar.
Angel está entorpecida, porém com a sensação de que a bonança está próxima. Pretende comparecer a esse encontro todas as terças, mesmo com o torpor em grau elevado.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Meu Mundo por um Iceberg
É verdade que esse calor maluco é culpa nossa, seres humanos egoístas e insensatos. Tem uma galera por aí tentando conter esse processo de decadência da natureza, mas o exército dos “sem noção” ainda é forte. Sem demagogia, vamos acordar galera, que o tempo urge e esquenta cada dia mais!
O fato é que calor não é a minha praia. Nesses dias de temperatura acima dos 30ºC já acordo incomodada, agitada, sem lugar, de mau humor mesmo. Fico a um passo de transformar-me em uma homicida. É bem pior que TPM. Beeeemmm pioooorrr!
Ao mesmo tempo em que surto, fortaleço minha fé. Rezo todos os dias para chover por três dias seguidos, pelo menos. Teve uma chuvinha no último final de semana, mas foi tão “inha” que não diminuiu minha periculosidade.
Esses surtos de altas temperaturas podem, facilmente, transformar-se em devaneios. Os icebergs permeiam meus pensamentos 24h por dia. Ah, como eu queria colidir com um deles e sentir aquele gelo esfriando meu corpo e meus miolos. Que delícia!
Também me imaginei um pingüim da Patagônia. Eu seria feliz e praticamente saberia nadar desde o nascimento (como mulher, não sei nadar feito gente até hoje).
E cá pra nós, eu também ficaria uma graça como uma foca da Groelândia! Aquelas branquinhas são encantadoras! E de ursa polar, eu arrasaria os corações daqueles grandalhões atrapalhados!
Outro fator incontestável das altas temperaturas é a improdutividade. O incômodo causado pelo calor dificulta o raciocínio, aumenta o sono, conseqüentemente compromete a produtividade no trabalho.
Quais são as vantagens do calor? Não consigo enxergar nenhuma nem imaginar que existam.
Meu mundo por um iceberg!!!!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Meus Versos – “Silêncio”
Olha-me profundo.
Aqui está tudo,
Todo amor,
Desamor. Tudo!
Palavra limita, mascara,
Indefine.
Olha-me profundo.
Ouve meu silêncio.
Ele é tudo.
Todas as respostas.
Falo tanto quando calo.
De mim, de ti, do céu.
Devaneios, fantasias.
Sorrio, calada.
Cala-te!
Descansa,
Pensa.
Cerra os olhos,
Sente.
O cheiro, a chuva,
A relva, o vento, o frio bom.
Junta-te ao silêncio.
Abusa dele e volta.
Em paz, com paz
Epidêmica.
Olha-me profundo,
Sem mais poréns.
Angel praticando o silêncio mais do que nunca. E compartilhando o silêncio.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Ponto de Equilíbrio
Será que o tão falado amadurecimento existe? Quer dizer, há um momento em que podemos afirmar: “eu sou maduro.”?
Sempre exigi muito de mim mesma, me questiono, me culpo e quero melhorar os pontos que julgo em desequilíbrio.
Nesse momento, nessa década dos 30, penso que seria mais feliz se atingisse o ponto de equilíbrio. Em vários momentos sou extremista. Só vejo duas alternativas de reação: muito isso ou nada isso.
Quero poder abrir os braços e não cair ao atravessar a corda bamba, engolir as palavras que teimam em sair sem censura, sentir só com coração sem que os olhos denunciem o que se passa.
Quero uma alternativa entre:
Falar demais e calar
Amar demais e Ignorar
Exigir demais e desiludir
Riso solto e introspecção
Angel gata e Angel jaguar
Felicidade e Conformismo
Será que dá? Consigo mudar tanto? Controlar minha própria natureza? Ensaiar novas reações? E aí meninas e meninos, o que me dizem?
Angélica está se questionando. Buscando o que pensa ser equilíbrio.
Admite que é difícil lutar contra si mesma.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
“Trem Bão de Minas” Eu Recomendo MOMO CONFEITARIA
Hoje, no “Trem Bão de Minas”, escolhi falar de um lugar onde adoro ir. Adoro porque, para mim, é o “top of mind” de guloseimas de Belo Horizonte. É a Momo Confeitaria.
Quero deixar claro que não estou recebendo nenhum incentivo financeiro ou material para falar bem do local. Quando me apaixono por um local, seus produtos e serviços, faço toda a propaganda positiva que posso.
A Momo Confeitaria nasceu no final da década de 80, pelas mãos do casal de empresários Marcelo e Eugênia, com o incentivo de Breno Procópio, pai de Eugênia. A primeira loja foi no bairro Floresta e o nome do estabelecimento foi escolhido justamente porque a primeira loja era na esquina das ruas Itajubá e Pouso Alegre, importante marca do carnaval de Belo Horizonte, então se pensou em homenagear o Rei do Carnaval.
Hoje, a Momo conta com 04 lojas, além da Colombina, uma Panificadora também localizada no bairro Floresta.
Eu freqüento a Momo Savassi. É uma loja linda,
No primeiro encontro das Mulheres de 30, convidei Sisa e Renata para conhecerem as delícias da Momo. Acredito que elas tenham aprovado. E além das guloseimas, o ambiente é muito agradável e o local é muito bem freqüentado.
Apesar de não ter um local específico para as crianças se divertirem, podem levar os pequenos à Momo. Eles também vão se deliciar.
Tenho orgulho de poder dizer que
Confiram maiores detalhes sobre a Confeitaria Momo no site www.momoconfeitaria.com.br. Façam o melhor roteiro social de BH através do www.guiaprimeiraclasse.com.br.
Sempre que algum de vocês, leitores, for à Momo, não se esqueça de me convidar!
Angélica é freqüentadora da Momo Confeitaria. E garota propaganda voluntária também. Já tem planos sérios de comemorar seu próximo aniversário lá, cercada dos melhores docinhos de Belo Horizonte.