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terça-feira, 21 de julho de 2009

Sete meses depois...


Ao final do ano que passou, festejei o fim da faculdade e o início de uma boa calmaria. Enfim teria tempo para cuidar de mim... e agora venho eu dar razão àquela frase famosa que ouvimos sempre por aí: “quanto mais tempo livre menos tempo temos”! Na verdade, quando o ritmo de vida está mais acelerado, encontramos aquele tempinho extra para fazer coisas necessárias e úteis.

Hoje, sem compromissos fixos à noite, sinto-me, ainda, com pouco tempo para os meus projetos pessoais. Falta de organização!? Pode ser. Falta de grana também. Para alguns dos meus projetos, preciso juntar bons reais, acertar na mega ou casar-me com um cidadão lindo, gostoso e rico. Convenhamos que é melhor me agarrar ao meu cofrinho mesmo.

Mas nem tudo é frustração minha gente! Voltei a correr! Sim, correr! Esclareço que não sou e nem pretendo ser uma atleta de maratonas, mas adoro correr e vinha sentindo falta disso há tempos. Retornei devagar, testando minha resistência já enferrujada para tal atividade. Agora está tudo lindo, lindo mesmo. Nunca gostei de correr, caminhar, correr, caminhar, correr, caminhar... começo caminhando, corro o tempo planejado sem interrupções e caminho mais um pouco para terminar a atividade. Os trinta minutos ininterruptos, hoje corridos, estão me fazendo muito bem.

Além disso mudei um pouco minha alimentação, evitando açucares, ouçam bem, EVITANDO, porque só deixo de comer doces se tiver de escolher entre o doce e a vida. Porém, hoje já não consigo tomar um suco normal de caixinha sem fazer careta, eles são muito doces, os “light” então, são os piores. Também adotei mais frutas em minha dieta diária e procuro me alimentar com intervalos menores. Enfim, estou me cuidando como queria. E lá se foram 3 kg. É engraçado como as pessoas com quem convivemos percebem muito mais o peso que ganhamos ou perdemos do que nós mesmos. Engraçado nada! É fruto da loucura social em que vivemos, da competição pelo corpo mais bonito, da busca frenética pela magreza. Não é o meu caso, confesso que queria perder uns quilinhos sim, porque engordar pesa no bolso. Já estava a um espirro dos 70 kg e do trágico momento de ter de comprar novas roupas porque as minhas já não caberiam em mim. Engordar é um prejuízo horroroso! Devo acrescentar que as férias me ajudaram a fazer todas essas mudanças. Ao contrário de muita gente, me alimento melhor nas férias e faço mais exercícios também.

Sete meses se passaram desde que comecei a respirar ares mais puros e fazer mudanças importantes em minha rotina. Acreditem vocês ou não, já estou sentindo falta e necessidade de estudar (línguas, canto, uma pós talvez...). Agora é planejar as próximas atividades sem me descuidar e/ou perder os benefícios que já conquistei nesse tempo. Hei de conseguir e volto pra contar!

Angel está feliz por sua saúde física, está cheia de idéias e continua brigando com o tempo.

domingo, 10 de maio de 2009

Sobre sapatos e calcinhas


Mulheres não se cansam de sapatos. Muito já se falou sobre isso aqui. Eu também adoro, com algumas particularidades. Porém, não só de sapatos vive a Angel. 

Os sapatos são, sim, objetos de consumo constantes pra mim, com o detalhe de não ser consumista. Isso mesmo! Compro somente quando o orçamento permite e essa é a explicação para não ter um armário de cinco portas só para sapatos. Quem me dera pudesse comprar um par por mês. Seria inexplicavelmente mais feliz. Não sei de onde vem essa atração feminina por sapatos, sei que sofro desse mal (ou bem) também.

Há poucos meses diagnostiquei outra mania de consumo: calcinhas. Sim minha gente, adoro comprar calcinhas. E a atração não é por aquelas calcinhas supersensuais, próprias para aquelas noites em que se quer seduzir alguém, gosto mesmo é daquelas bem basiconas e confortáveis. Depois que descobri a calcinha boxer, minha vida mudou. E pra melhor. Bendito seja o cristão que inventou esse modelo superconfortável. 

Confesso que minha tendência é comprar mais calcinhas do que sapatos, já são mais de 70. Afinal elas têm menor custo e isso alimenta a mania. Mas o fato de não ser compulsiva já me ajuda muito quando aquele furor consumista quer me dominar. Lembro de minha conta bancária, faço contas, me pergunto se aquela compra é essencial naquele momento e continuo olhando as vitrines sem nada comprar. Outra vantagem é que meu suado cartão de crédito tem moradia fixa: o criado mudo. Só sai de lá em dia de certeza de compra e retorna no mesmo dia. E a última particularidade: tenho preguiça de comprar. Mesmo para sapatos e calcinhas. Só de pensar no tempo que levo para escolher um produto, já me dá vontade de adiar esse momento. Nossa... às vezes tenho tanta vontade de ser louca, inconseqüente e cheia de disposição para o consumo. Talvez me curasse mais facilmente das “melecas” do dia-a-dia... quem sabe na próxima encarnação!


Angel definitivamente não é consumista, mas está ansiosa para junho chegar, quando comprará pelo menos um sapato e algumas calcinhas.

sábado, 4 de abril de 2009

Março em três tempos


1º tempo: Níver

Modéstia muito à parte, março é O MÊS. E no último março completei meus 35 anos. É... os 30 já não estão tão repentes assim. Minhas parceiras de blog e alguns leitores já sabem que adoooooro aniversário. E melhor ainda é passar essa data com muitas (de preferência) pessoas que amo, um bom bolo e brigadeiros. Porém, dessa vez não foi bem assim. Foi um dia ótimo, cheio de abraços e presentes. O bolo já estava encomendado e, para minha surpresa, também foi um presente. À noite, na hora das comemorações, fui a um restaurante muito legal aqui em BH. Confesso que esperava mais amigos por lá. Paciência! Os amigos presentes no dia são pessoas que amo muito e me encheram de carinho e atenção. Além de minha mãe e meu irmão preferido (o único). O bolo estava fantástico, dormido então, ficou melhor ainda. Faltaram os brigadeiros, buéééé! O orçamento estava curto devido ao movimentado março que eu ainda teria.

2º tempo: Colação de grau

Menos de uma semana após meu aniversário foi minha colação de grau. Concluí minha segunda graduação: Secretariado Executivo. Pois bem, investi num pretinho básico bem em conta e em um sapato novo. Mas, pra variar, algo em mim era diferente das outros formandos: minha expectativa era brochante para a maioria das pessoas. Não estava eufórica, nem ansiosa pela chegada desse dia. Pra mim foi tudo muito normal, como da outra vez, me senti um peixe fora d’água em cima daquele palco, e aí sim, fiquei ansiosa pra tudo terminar rápido. Mais uma vez estive cercada de amigos que amo muuuuito e minha mãe, que não conseguia esconder a felicidade. Isso compensou toda e qualquer sensação estranha vinda do ET que vos escreve.

3º tempo: Férias – Caldas Novas

Alguns dias após a colação começaram as férias do trabalho. Ah, que maravilha! Como esperei esse momento! A viagem para Caldas Novas já estava planejada. Para a escolha do lugar levei muito em consideração o fato de viajar sozinha. Não queria ir à praia, nem sei o porquê, mas não queria. Paguei um bom preço, literalmente, por estar só. A hospedagem encarece um bocado para ficar em um apartamento sozinha. E lá fui eu! Caldas é uma cidade calma e deliciosa para descanso, exatamente o que eu precisava. As águas quentes são “tudo de bom”. Ficava com os dedos enrugados todos os dias de tanto banho de piscina. O passeio ao Hot Park foi ótimo (www.rioquenteresorts.com.br). A praia do cerrado é uma delícia e a adrenalina do Half Pipe foi o ponto alto das férias: adoooooorei! E adorei também as pessoas que conhecei: Vó Neide (uma graça!), Cacau (mulher forte e independente) e Dani (minha companheira no Half Pipe). E mais uma vez percebi claramente que uma morena de 35 anos, linda e charmosa (eu!!!!!) viajando sozinha incomoda muuuuuuuita gente. E ainda mais se ela não olha pra homem nenhum... rs! Descansar era meu objetivo e foi alcançado com louvor. Dessa vez também teve vinho, uma jarrinha só, num bom restaurante italiano. A banheira também estava lá, porém, dessa vez, não me senti atraída por ela como no Hotel Fazenda. Ficou de enfeite... Cá estou, de volta de Caldas, pretinha e cheia de boas lembranças.

Angel viveu um mês de março bem agitado! 
Adorou ficar cercada de pessoas muito amadas tanto quanto adorou sua viagem solo.

terça-feira, 3 de março de 2009

Conhecer e reconhecer

Sabem aquela situação em que você percebe que a pessoa com quem você mora (mãe, pai, marido, esposa...) mudou demais do dia pra noite!? É estranho... a cabeça fica confusa e pensamos logo: “por que essa mudança tão repentina?” Na verdade não foi nada repentina, nós, sim, estamos tão preocupados com outras coisas que não percebemos essa mudança surgir e evoluir no seu devido tempo.

É, eu estou vivendo esse momento. Acordando para uma realidade que já estava aqui e eu nem me dei conta. Minha mãe mudou, muito. Já passou dos setenta anos e embora ainda trabalhe fora de casa, dirija e comande a casa, tudo acontece de forma bem diferente do que há vinte anos. Parece que ela se cansou de fazer o papel de mulher maravilha. E agora? Senti-me um tantinho desamparada e percebi que os papéis mudariam aos poucos. Toda paciência que ela me dedicou e dedica ainda, preciso devolver com a mesma intensidade ou mais. Tenho de cuidar dela, protegê-la, sem tirar toda a liberdade que faço questão que ela tenha. Ela está perfeitamente apta à vida que leva, porém cansada, seu ritmo mudou.

Devo confessar que tenho dificuldades em me adaptar à terceira idade de minha mãe. Mas estou evoluindo, tentando neutralizar meus pontos fracos com mais tolerância, compreensão e aceitação da realidade. Isso não é um sacrifício, com amor tudo fica mais leve, mais natural.

Se pensarmos bem, estamos sempre em processo de mudança, afinal aprendemos todos os dias, no trabalho, na rua, em casa, na escola, enfim temos sempre uma novidade no olhar, nas palavras, nos sentimentos. Nessa convivência diária, é preciso muita atenção ao outro e a nós mesmos, é preciso conversar seriedades, amenidades, é preciso ouvir, é preciso reafirmar o amor em cada bom dia e boa noite. É preciso conhecer e reconhecer todos os dias aquele com quem você divide teto, comida, problemas, alegrias, silêncio...

Angel está certa de que é preciso amar com atenção e aprende todos os dias com o amor que sente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Sorte ou Bênção

Após um tempo “fora do ar”, assisti, no último sábado, ao jornal da tarde da Rede Globo. Deparei-me, então, com um caso de sorte, muita sorte. Um garotinho de 03 anos, que atingido por uma bala “perdida”, fica 05 dias sem o diagnóstico real de sua situação e ainda tem um final feliz. É mesmo um sortudo.

Diante do fato, surgiram alguns questionamentos: que bala é essa, discreta, que se aloja na cabeça de uma criança e não deixa nem uma evidência clara de que está lá? Ou será que deixou...? Que mãe é essa que não apelou logo para um piti quando se deparou, no quarto dia, com um médico que nem examinou o filho dela e deixou a criança ir embora com a dita bala na cabeça? Que médicos são esses (os dois primeiros que examinaram a criança) que nem pediram uma radiografia para se certificarem de que se tratava apenas de um machucadinho inocente?

Acredito que a resposta para todos esses questionamentos é o bendito do anjo da guarda dessa criança. Eles devem mesmo caprichar no tratamento infantil. Não tem explicação! Uma bala silenciosa, uma mãe sem talento pra piti, alguns médicos desonrando a classe e o menino ainda sai feliz e sorridente do hospital! Pára! Se ele disser seis números aleatórios amanhã, eu jogo na Mega e adeus pobreza!

É um sortudo por ser tão abençoado! Samuel, aquele a quem Deus ouve. E como ouve!

Angel acredita que as crianças têm proteção especial de fábrica. Ficou surpresa e feliz com o final dessa história de sorte e benção.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Tensão Pré Janeiro

Janeiro é um mês danado! Quanta conta para pagar!? É assombroso! Mal começa dezembro, mês de festa e alegria (pelo menos para uma boa parte da população) e o medo do janeiro vem junto. Podemos chamar de tensão pré janeiro – TPJ. É moda! 

Quem de vocês guarda um tantinho do 13º salário para as despesas inevitáveis de janeiro? Não vale mentir... É fato que pouca gente opta por reservar parte do 13º ou juntar uma graninha durante o ano para não cair na areia movediça do janeiro. IPTU, IPVA, DPVAT, ZFJKDJC, MNREINA, enfim, são tantas siglas e $$$$$$ que a maioria prefere nem saber o que significa essa tralha toda. 

A situação se agrava quando se trabalha em uma empresa camarada, como eu, e o 13º e o salário de dezembro adiantam para que as pessoas fiquem mais felizes no natal. Felizes e nem sempre inteligentes. Tem gente que torra tudo comprando presente para a família toda, amigos, etc e esquece que aquela grana tem de durar 40 dias ou mais. Heeeeinn!? Quarenta dias? Sim, nesse caso a próxima graninha só sai no final de janeiro ou início de fevereiro, vai saber... 

Aprendi a poupar com a minha mãe. Ainda não pago todos esses Isssss da vida (hei de pagar em breve), mas sei perfeitamente o que fazer para pagá-los e ainda ter fôlego para respirar em Janeiro. Minhas aulas de economia doméstica (com mamãe) foram produtivas. 

Lá se vai janeiro levando consigo muita tensão. Para muitos a situação $ só se normaliza em março e olhe lá! 

Angel defende o planejamento financeiro familiar. Esse hábito pode evitar atoleiros financeiros, pitis grandiosos e divórcios.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Minha menina

Ela parece um tantinho comigo sim. É linda! Não sou tão linda quanto ela. As crianças, além da beleza natural, têm a beleza infantil, a pureza. A minha menina está crescendo, evoluindo, me surpreendendo a cada dia. 

Dia desses estávamos deitadas e eu a admirar a beleza dela. Não resisti e disse “Bebe, sabia que você é linda!?”. E então veio a resposta que toda tia gostaria de ouvir “É porque eu tenho o cabelo cheio de cachinhos igual ao seu titia...” Ah, parem e digam pra mim se isso não é motivo para um sorrisão regado de algumas lágrimas de orgulho e felicidade!? 

A melhor dos últimos meses foi que ela cochichou sobre um tal Breno. “Quem é esse Bebe?” “É um menino da minha escola titia, ele gosta de mim.” “E você, gosta dele?” “Gosto!” Falou bem baixinho para o pai não ouvir, pode!? A minha menina, que nem completou cinco anos, já falando em meninos, paquera, esse amor infantil que é lindo... 

Valha-me Deus, como o tempo voa! 

Outro dia mesmo a vi sair da barriga da mãe, chorando com toda vontade. E agora... 

É como eu sempre digo, quem precisa de filhos se tem por perto sobrinhos lindos e pouco santinhos? Criança santa é enfadonha, irreal. Bom mesmo são os naturalmente “encapetados”, birrentos, arteiros e felizes, principalmente aos olhos das tias. 

Angel orgulha-se de sua menina e vê alguma coisa de si mesma nela, além dos cachinhos: uma meiguice (que é mais visível nas crianças), uma carência, o olhar.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Bora pro Teatro!?

Nas férias escolares, dificilmente aparece um bom filme no cinema. É tempo de filmes infantis. Nada mais justo com as crianças. E nós, adultos!? Bem, eu não curto muito desenhos animados, então mal vou ao cinema nessa época. 

Aqui em BH, temos a grande vantagem de janeiro ser o mês oficial do teatro. Aliás, não só janeiro como fevereiro também. Em 2009 já é a 35ª edição da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Nesse evento, várias peças de teatro adulto e infantil e espetáculos de dança são apresentados nos teatros da capital mineira a preço popular. Nesse ano todos os espetáculos têm ingressos a R$10,00. Serão 116 apresentações (75 de teatro adulto, 33 de teatro infantil e 8 espetáculos de dança). Dessas apresentações, 52 são inéditas. Vale dizer que as reapresentações (deve ter espetáculo em cartaz há mais de 10 anos) são tão ou mais procuradas que as montagens inéditas. De 05/01 a 08/03 ninguém por aqui poderá reclamar de programação cultural. E nesse evento todas as apresentações são de qualidade indiscutível.

A Campanha é organizada pelo Sinparc – Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais – e é considerada o maior evento de teatro do Brasil. Que orgulho gente!

Considero teatro um programa para o ano inteiro, porém devo admitir que não assisto aos espetáculos que quero por falta de grana, algumas vezes. E assim deve acontecer com muitas pessoas. Então essa é a hora mineirada! Bora pro teatro!? 

Quem se animar em outros estados, vem pra cá! Em uma semaninha dá pra ver muita coisa legal. Vocês não terão motivos para arrependimento. 




Angel adora teatro. E adora também a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança que acontece todos os anos aqui em BH! 

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Muitos Sonhos e Todos os Anos Novos

Véspera de Ano Novo é sempre aquele papo de projetos, sonhos a realizar, regime para começar, parar de fumar, de beber... Bom seria se toda essa ladainha fosse encarada com seriedade pelo menos por 60% das pessoas que se prometem isso ou aquilo. E cá estou eu incluindo-me no montante que não cumpre o que poderia cumprir no “ano novo”.

O mais interessante disso é que muitos sonhos e projetos de anos atrás (não concretizados) ainda continuam acesos em meu pensamento e não desistirei deles. É claro que se trata de sonhos e projetos que dependem de mim para se concretizarem. E não foram adiante por falta de persistência ou de grana também.

Já falei do meu violão pra vocês!? Pois é, eu tenho um violão. Guardado. Ganhei quando fiz 18 anos. Faz tempo... Comecei a fazer aulas, mas o professor pareceu-me tão lento que desisti, fiquei de procurar outro e nada...até hoje. Sempre que olho pra ele me bate um pouco de culpa e digo pra mim mesma (e pra ele): eu hei de tocar você. Ainda quero viver os versos da música Violão vadio de Baden Powel e Paulo Cesar Pinheiro: “...quero ouvir meu violão gemer até me serenizar.”

Do violão, num suspiro caio no canto. Adoooooooro cantar. Não pensem que tenho talento, não tenho. Tenho gosto, sentimento pelo canto e só. Fiz aulas durante uns 8 meses, tive de parar porque tomei um “pé na bunda” no trabalho. Com grana zero, não tinha jeito.

De arte em arte, falemos de dança, dança de salão. Eu babo toda vez que assisto a um espetáculo de dança de salão ou a um casal amador dançando. E não tiro esse sonho de fazer aulas do meu pensamento. Faz anos...e hei de concretizá-lo.

Minha casa. Talvez o projeto / sonho mais ousado, pelo menos financeiramente. Quero muito ter o meu canto. Não me envergonho de morar com minha mãe até hoje, nada disso, mas quero ter o prazer de comprar a minha casa, decorá-la, escolher cada móvel, curtir o meu lar sozinha ou muito bem acompanhada. Em 2009 farei o que tiver ao meu alcance para que esse projeto deixe de ser só um projeto e evolua para a realidade.

São tantos sonhos e tantos anos novos...tem coisa que não dá pra fazer um só ano novo, são necessários outros tantos...e tem coisa que realizamos e que não têm fim, como por exemplo cantar. Se eu pudesse, não teria parado, e quando voltar a cantar, farei o possível para não parar. É um sonho pra realizar por muitos anos...sem cansar, sem enjoar.

O barato disso tudo é sonhar sempre e querer fazer dos sonhos realidade. Isso alimenta o dia-a-dia, alimenta a alma.


Angel deseja que todas as balzacas e todos os leitores sonhem...muito! E que sejam persistentes e serenos o suficiente para fazerem desses sonhos doces realidades em 2009, 2010, 2011...Feliz todos os anos novos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

As mulheres e o Amor

Mais uma vez, cá estou eu para falar de amor. Sim, é meu tema preferido! Amar é tão imenso, que até quando não vivemos um amor, é fácil perceber que a sua melhor amiga, seu vizinho ou mesmo aquele “mala” que trabalha na mesa em frente à sua, ama. O Amor salta aos olhos.

Pensando sobre a imensidão do amor, remeto-me às mulheres, ou à maioria delas. Incluo-me nessa maioria dessa vez. Quando é que nós, mulheres percebemos que é amor o que sentimos? Ajudem-me balzacas e queridos leitores!

É Amor quando no primeiro beijo com ele você ouve sininhos ou pensa que o mundo pode acabar ali!?
É Amor quando você percebe que ele é quase tudo que você sonhou!? Quase, porque tudo é o Gianecchini!
É Amor quando você sente saudades antes de ele ir embora!?
É Amor quando você percebe que vocês teriam a mesma atitude em mais de 2.975 situações!?
É Amor quando você tem certeza de que o melhor programa do final de semana é dormir nos braços dele!?
Quando você aceita o pedido de casamento dele sem titubear, é Amor?

Por que o Amor acaba? Era Amor, se acabou? Era ilusão?
Por que você acha que nunca mais vai amar assim? É a dor do Amor que se foi?

Amar! Quão complicado é entender isso!

Confesso que não tenho todas as respostas para colocá-las de ponta cabeça ao final do texto.

Pelo que já vivi, é possível amar a vida inteira. Uma pessoa ou dez durante toda vida. E esse é o barato! Se o amor de ontem acabou. Amanhã, daqui a seis meses, seis anos, outro virá se permitirmos. E amaremos melhor, não cometendo os mesmos erros, administrando melhor os impulsos antes incontroláveis. E teremos mais chances, agindo pela experiência adquirida, desse amor durar, durar e durar.

É possível agir racionalmente amando? Sim, acredito eu. Porque evoluímos. Porque amamos melhor a cada dia. Porque sabemos mais do Amor do que há 15 anos.

Angel pensa que as mulheres vivem mais intensamente o Amor. Encara o fato simplesmente, sem pensar em vantagem ou desvantagem. E sabe que além de intensidade, o Amor pode ser vivido com inteligência.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O que é dispensável na TV

Todos os dias, artistas famosos são destaque em alguma situação. Quando a situação é positiva, o destaque é mediano, porém em situações negativas, o assunto rende dias. 

Fico imaginando que a decisão de seguir uma profissão de destaque nacional deve ser árdua. Querendo ou não, a vida do indivíduo torna-se assunto preferido de uma parcela nojenta da imprensa e cai na boca do povão. Qualquer “cara fechada” já é motivo pra uma manchete dizendo que o artista em questão não valoriza o trabalho da imprensa e é mal educado. Que porre! Então quer dizer que eu decido ser atriz, cantora ou modelo, sei lá, e daí em diante sou obrigada a sorrir, esbanjar simpatia para ser a queridinha do planeta!? Pára tudo! Escolho um caminho que não me permite ser normal!? Que imprensa é essa!?

Que TV é essa que interpreta qualquer comportamento socialmente discutível como pecado mortal!? Por que aquela atriz que adora homens mais novos é safada e doida, e aquela sua vizinha que já teve mais de sete namorados 30 anos mais novos é menos safada e menos doida que a primeira? Por que aquele ator lindo, talentoso e viciado em cocaína é visto com tanto dó, e aquele seu primo igualmente lindo e viciado em cocaína é visto como vagabundo? Por que você, telespectador vulgar, engole como verdade tudo o que a TV te conta? 

Por que o problema de quem aparece na TV é mais importante e impactante do que aquele problema com o qual você convive na sua família?

Julgar é muito fácil, principalmente quando não se está acostumado a olhar para o próprio umbigo. A TV alimenta o julgamento fácil, a condenação fácil de pessoas que não conhecemos, que não representam nada em nossa vida. 

Esse meio de comunicação tão rico e influente, infelizmente é fonte de podridão também. Essa parte da TV é dispensável para mim. Entristece-me saber do ibope alto dos programas de fofocas (em sua maioria podres) e tudo mais sobre pessoas públicas. 

Espero que essas pessoas públicas tenham amor suficiente pela escolha que fizeram, a ponto de conviverem e suportarem a parte amarga de ser bonito, talentoso e fazer sucesso.



Angel tem nojo da imprensa que se profissionaliza em vigiar artistas, julgá-los, condená-los e estimular o grande público a fazer o mesmo.   

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Lá vem a bonança...

Ansiei muito esse momento. A última prova na faculdade. O último dia. Não foi emocionante. Foi um grande alívio. Sim, eu sentirei falta de algumas pessoas e também de estudar, mas não agora (especialmente de estudar). Meu sentimento não mudou, adoro estudar, apenas vivi uma experiência cansativa, desgastante e preciso “dar um tempo”. 

Parece que nesses últimos quatro meses estive fora do mundo, só pensando em estudar, construir meu TCC e terminar essa etapa decentemente, como eu sempre planejei. E foi isso, ainda que com algumas insatisfações. 

Sinto-me mais leve, mais feliz, mais Angel. Lá vem a bonança, pensei. E tenho de me preparar para ela, renovar energias. Nada melhor que me aproximar da natureza. Lá fui eu para o Parque Ecológico da Pampulha, aqui pertinho de casa, uns 45 minutos de caminhada. E que maravilha foi pisar na grama e ouvir o barulho dos pássaros. Sentei-me à beira do lago, e, ao som de Celtic Woman, deixei meus pensamentos livres e leves como o movimento da água logo à minha frente. 

Assim que as idéias voltaram a mim, avistei duas árvores de natal, enormes e bem diferentes. De longe, pareciam de material reciclável. Fui conferir, claro! Para minha surpresa, eram mesmo duas árvores de natal, uma delas feita com garrafas pet azuis e brancas e outra feita em madeira. Um belo trabalho! As árvores fazem parte da campanha Feliz Brasil para você, da Natura. Em frente às árvores, há um letreiro FELIZ BRASIL, e são disponibilizados cartões a que interessar escrever uma mensagem que é logo fixada no letreiro. A minha mensagem está lá na letra A do BRASIL. Adorei o projeto da Natura, inclusive por estimular as pessoas (principalmente as crianças) a sonharem e pensarem em um Brasil feliz. É um bom começo de uma grande mudança, necessária. 

Voltei para casa mais feliz do que saí. É impressionante como o mato me atrai cada dia mais, mesmo que esse mato esteja bem próximo à nossa loucura urbana de todo dia. Sinto-me melhor preparada agora para aproveitar cada momento de minha bonança e dividi-la com os que me rodeiam, inclusive vocês balzacas queridas, e vocês leitores tão especiais. 

Avisto dias mais coloridos. Avisto-me mais receptiva, praticando paciência e tolerância. Mais perto da essência de anjo que carrego no nome.

 

Angel quer fazer as pazes com o vento, a relva, a chuva. Quer viver mais seu lado Angel. Quer evoluir um tantinho todo dia e aprender a viver suas etapas sem sair do mundo.   

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Saudade, troço esquisito...

Parece que ela mora no coração da gente. Por tempos, fica adormecida e quando acorda libera toda sua essência, tanto que chega a doer. É..., saudade é um troço esquisito.

Saudade incomoda, por vezes entristece e até paralisa. Ela acorda pra te lembrar de tudo e todos que não estão ao seu lado.

Há algumas semanas ela está com olhos bem abertos em mim, acordadinha. Contou-me muitas coisas e lembrou-me de outras tantas...

A novidade, pra mim, é que posso sentir saudade antes mesmo da situação de saudade acontecer. Confesso que foi inevitável, aconteceu mesmo. Sabia que um amigo passaria a percorrer outra estrada e ainda assim fiquei abalada semanas antes já sentindo a falta que certamente ele me fará.

Dói lembrar meus amigos que vivem em outros países. Lembrar dos sorrisos, dos conselhos, do carinho enorme que mantém a amizade mesmo com a distância física.

Saudade vem também da coesão da turma de Relações Públicas há treze, quatorze anos... o que não existe hoje na turma de Secretariado Executivo.

Paraliso na saudade de meu pai, de seu olhar, que era especial quando dirigido a mim. Do amor grande que exalava dele, de sua sede de leitura. E aí a saudade conta que estará sempre aqui... que algumas pessoas são, sim, insubstituíveis, inesquecíveis e que ela (a saudade) ficará enquanto amarmos pessoas e situações.

Saudade, troço esquisito que traz um nó na garganta, muitos suspiros, um quê de tristeza e até algumas lágrimas. Saudade... lembrar o que foi / é bom, lembrar quem queremos bem, certeza do amor real.

Angel está sentindo muito esse troço esquisito que é a saudade e certa de seus amores.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Cirandinha

Era uma vez três mocinhas lindas. Sim, lindas realmente. Conheceram-se no local de trabalho. Em princípio a convivência foi formal, cordial. Depois, muitos acontecimentos foram aproximando as três, aliás, duas delas já tinham descoberto muitas semelhanças, só faltava uma na roda.

Vivi, tão simpática, risonha, é o imã do trio. Tudo é motivo para uma brincadeirinha e um montão de risadas. Sabe ouvir, qualidade indispensável a uma amigona.

Fabi, um doce de menina. E parece mesmo uma menina. Tão meiga e delicada...e pode ser forte se assim precisar...aprende fácil com a vida. Faz carinho com os olhos.

Angel, euzinha. A mais tosca de todas, claro! Doce, ainda que saiba ser amarga. Sente-se meio mãe das duas, por isso é tão dura às vezes. E pede colo quando se sente filha.

Claro que fui eu a última a entrar na roda. Mesmo porque, quando cheguei, Fabi e Vivi já cantavam “Fui na fonte do tororó...”.

Observei um tanto antes de me aproximar, afinal não posso negar minhas origens de “bicho do mato”. Mas valeu esperar.

Aos poucos fomos nos conhecendo, trocando confidências, sorrisos e cultivando a confiança. Agora somos a Cirandinha. Isso mesmo! Três conseguem formar uma roda. As três mocinhas do desenho no guardanapo, uma de cada cor, diferentes. E iguais na amizade.

Hoje um amor forte e sincero nos une. A felicidade de uma é sempre multiplicada por três. Assim como todo o resto.

Era uma vez três amigas. Amigas realmente! Dividindo sonhos, expectativas, problemas e tudo mais, vão se amando e fortalecendo a cirandinha.


“Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar...”. Vivi e Fabi, amo vocês

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Os insanos de todos os dias

O transporte que uso todos os dias, tanto para trabalhar quanto para estudar, é o ônibus. E tenho de admitir que não existem apenas desvantagens em “pegar o busão” todos os dias. Felizmente, podemos encontrar, nessas viagens, pessoas gentis, solidárias e simpáticas e até fazer algumas amizades naqueles minutos diários de viagem. 

Pois bem, ainda assim, são os insanos do “busão” que me enlouquecem. Em tempos de chuvas como agora, a situação se agrava bastante. No primeiro ônibus que utilizo no dia, fico de pé todo o percurso. Em dias de chuva, como ontem, enlouqueço só de olhar o veículo com as janelas fechadas, todas fechadas. E penso: o que passa na cabeça dessas pessoas que não abrem as janelas? Será que elas pensam que os vírus e as bactérias que dividem o mesmo espaço em que estamos não se vingam dessa situação de sufocamento?  Eles se vingam sim, e rápido. Adentram no narizinho da gente e fazem um estrago lá. E eu torço para que seja no narizinho do insano que está grudado na janela fechada. 

Ontem, incomodada com a tentativa de sufocamento coletivo, arrisquei umas mentirinhas inocentes. Logo que entrei, encontrei um companheiro de todos os dias e perguntei (em alta voz): o que faço com minha claustrofobia, amigo? Ele, prontamente, pediu para a moça ao lado abrir uma frestinha de janela. Ela obedeceu, e pior, literalmente. Foi uma frestinha mesmo. E aí se iniciou um diálogo entre eu e o amigo. 

Amigo: Você está bem!? 

Eu: Podia estar melhor amigo, se as janelas se abrissem automaticamente com a força do meu pensamento. 

Nesse momento, outras duas pessoas saíram da insanidade por um instante a abriram as janelas. 

Eu (séria): Sabe amigo, tenho receio de ter uma crise séria de claustrofobia aqui dentro. Quando isso acontece, me vem uma tosse incontrolável que só pára quando eu vomito. 

Atraí alguns olhares e várias janelas se abriram. Que beleza! Pude ter certeza de que uma mentirinha inocente não faz mal a ninguém, pelo contrário, fez um bem danado nesse caso. 

Não consigo entender...será que as pessoas temem a água da chuva? O ventinho que vem com ela e depois dela? 

E os insanos não se sentem culpados nessa tentativa diária (com chuva ou não) de sufocar as pessoas que viajam de pé. São quase psicopatas, eu diria. 

Haja artifício para conviver com a insanidade alheia! 

Angel encontra insanos (quase psicopatas) todos os dias. E utiliza falácias para não se tornar vítima deles. Lamenta por eles temerem a chuva, o vento e o frio.   

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Torpor

Há dois meses, postei um texto sobre minha ansiedade na espera pelo mês de dezembro. Eis que já consigo avistá-lo. Até bem perto de mim. Isso é bom, sim, é bom! 

Na verdade, a evidência mais importante da proximidade de dezembro não foi exatamente a chegada de novembro, foi o meu estado de torpor. O que antes era só ansiedade (uma baita ansiedade), hoje é uma situação real de sono incontrolável e raciocínio lento (principalmente na semana que passou em que minhas sagradas 5h de sono diárias foram comprometidas seriamente). 

Não preciso dizer pra ninguém que estou cansada, que é o fim da linha. Está nos meus olhos. Na semana passada tive, várias vezes, a sensação de que os meus olhos fechariam sem que eu percebesse, em um momento impróprio. Para escrever esse texto, no domingo, tive de dormir durante uma hora (por volta das 18h) para viabilizar o raciocínio. 

Tive um grande receio no domingo. Foi o dia da sessão de fotos para o convite de formatura. Durante toda semana, olhei-me no espelho e pensei: vou ficar uma múmia nas fotos, afinal estou entorpecida, abobada. Mas não havia o que fazer. Dormir, não daria. Havia outras coisas a fazer... E maquiagem não aparecia, para mim, como solução. Nem o torpor me faria ceder ao blush, sombra, hímel e etc. Um batonzinho foi o suficiente. Porém, surpreendi-me. Não fiquei horrível. Fiquei bonitinha, é sério! E foi divertido ver aquele monte de mulher se debatendo entre maquiagens e cabelos lisinhos, pra garantir o click perfeito. 

A proximidade do fim da faculdade me remete à primeira formatura, em que me senti um peixe fora d’água na colação de grau. Acho que não será diferente dessa vez. Talvez essa sensação seja uma das únicas que não mudou. Aquele tantão de gente me olhando me assustou e me assusta até hoje. 

O silêncio ainda é a opção perfeita para livrar-me e livrar todos a meu redor das conseqüências do torpor. Afinal, com raciocínio lento, não consigo triar palavras, nem direcionar a palavra x para o receptor x. A palavra x pode, facilmente, ser dita ao receptor a. Aí, danou-se! O silêncio, ah, o silêncio, tem-se revelado grande amigo. 

 Ainda quero colo, doces, carinho e uma noite de sonho sem hora pra acordar. 

Angel está entorpecida, porém com a sensação de que a bonança está próxima. Pretende comparecer a esse encontro todas as terças, mesmo com o torpor em grau elevado.  

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Meu Mundo por um Iceberg

Quem dera se horário de verão fosse só horário... Esse infeliz traz consigo o verão junto. Que primavera, que nada! Estamos vivendo um verão antecipado. Tá quente pra caramba aqui em BH. E eu estou enlouquecendo!

É verdade que esse calor maluco é culpa nossa, seres humanos egoístas e insensatos. Tem uma galera por aí tentando conter esse processo de decadência da natureza, mas o exército dos “sem noção” ainda é forte. Sem demagogia, vamos acordar galera, que o tempo urge e esquenta cada dia mais!

O fato é que calor não é a minha praia. Nesses dias de temperatura acima dos 30ºC já acordo incomodada, agitada, sem lugar, de mau humor mesmo. Fico a um passo de transformar-me em uma homicida. É bem pior que TPM. Beeeemmm pioooorrr!

Ao mesmo tempo em que surto, fortaleço minha fé. Rezo todos os dias para chover por três dias seguidos, pelo menos. Teve uma chuvinha no último final de semana, mas foi tão “inha” que não diminuiu minha periculosidade.

Esses surtos de altas temperaturas podem, facilmente, transformar-se em devaneios. Os icebergs permeiam meus pensamentos 24h por dia. Ah, como eu queria colidir com um deles e sentir aquele gelo esfriando meu corpo e meus miolos. Que delícia!

Também me imaginei um pingüim da Patagônia. Eu seria feliz e praticamente saberia nadar desde o nascimento (como mulher, não sei nadar feito gente até hoje).

E cá pra nós, eu também ficaria uma graça como uma foca da Groelândia! Aquelas branquinhas são encantadoras! E de ursa polar, eu arrasaria os corações daqueles grandalhões atrapalhados!

Outro fator incontestável das altas temperaturas é a improdutividade. O incômodo causado pelo calor dificulta o raciocínio, aumenta o sono, conseqüentemente compromete a produtividade no trabalho.

Quais são as vantagens do calor? Não consigo enxergar nenhuma nem imaginar que existam.

Meu mundo por um iceberg!!!!

Angélica acredita que a felicidade está diretamente ligada a temperaturas baixas, a icebergs, a focas da Groelândia e a pingüins da Patagônia.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Meus Versos – “Silêncio”

Falar o quê?
Olha-me profundo.
Aqui está tudo,
Todo amor,
Desamor. Tudo!

Palavra limita, mascara,
Indefine.
Olha-me profundo.
Ouve meu silêncio.
Ele é tudo.
Todas as respostas.

Falo tanto quando calo.
De mim, de ti, do céu.
Devaneios, fantasias.
Sorrio, calada.

Cala-te!
Descansa,
Pensa.
Cerra os olhos,
Sente.
O cheiro, a chuva,
A relva, o vento, o frio bom.

Junta-te ao silêncio.
Abusa dele e volta.
Em paz, com paz
Epidêmica.
Olha-me profundo,
Sem mais poréns.


Angel praticando o silêncio mais do que nunca. E compartilhando o silêncio.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Ponto de Equilíbrio

Será que o tão falado amadurecimento existe? Quer dizer, há um momento em que podemos afirmar: “eu sou maduro.”?

 

Sempre exigi muito de mim mesma, me questiono, me culpo e quero melhorar os pontos que julgo em desequilíbrio.

 

Nesse momento, nessa década dos 30, penso que seria mais feliz se atingisse o ponto de equilíbrio. Em vários momentos sou extremista. Só vejo duas alternativas de reação: muito isso ou nada isso.

 

Quero poder abrir os braços e não cair ao atravessar a corda bamba, engolir as palavras que teimam em sair sem censura, sentir só com coração sem que os olhos denunciem o que se passa.

 

Quero uma alternativa entre:

 

            Falar demais e calar

            Amar demais e Ignorar

            Exigir demais e desiludir

            Riso solto e introspecção

            Angel gata e Angel jaguar

            Felicidade e Conformismo

 

Será que dá? Consigo mudar tanto? Controlar minha própria natureza? Ensaiar novas reações? E aí meninas e meninos, o que me dizem?

 

Angélica está se questionando. Buscando o que pensa ser equilíbrio.

Admite que é difícil lutar contra si mesma.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

“Trem Bão de Minas” Eu Recomendo MOMO CONFEITARIA

Hoje, no “Trem Bão de Minas”, escolhi falar de um lugar onde adoro ir. Adoro porque, para mim, é o “top of mind” de guloseimas de Belo Horizonte. É a Momo Confeitaria. 

Quero deixar claro que não estou recebendo nenhum incentivo financeiro ou material para falar bem do local. Quando me apaixono por um local, seus produtos e serviços, faço toda a propaganda positiva que posso. 

A Momo Confeitaria nasceu no final da década de 80, pelas mãos do casal de empresários Marcelo e Eugênia, com o incentivo de Breno Procópio, pai de Eugênia. A primeira loja foi no bairro Floresta e o nome do estabelecimento foi escolhido justamente porque a primeira loja era na esquina das ruas Itajubá e Pouso Alegre, importante marca do carnaval de Belo Horizonte, então se pensou em homenagear o Rei do Carnaval. 

Hoje, a Momo conta com 04 lojas, além da Colombina, uma Panificadora também localizada no bairro Floresta. 

Eu freqüento a Momo Savassi. É uma loja linda, em plena Avenida do Contorno, com estacionamento, decoração impecável e toda variedade de comestíveis que eu adoro. O grande motivo de minha preferência pela Momo é o sabor do brigadeiro. É o melhor que conheço, sem sombra de dúvida. Atrás dele vêm outros docinhos maravilhosos: chapéu de Napoleão, cajuzinho, quindim, etc. E também tem um cappuccino com creme fantástico. Ah, e tem mais... ficaria todo o dia falando sem cansar. 

No primeiro encontro das Mulheres de 30, convidei Sisa e Renata para conhecerem as delícias da Momo. Acredito que elas tenham aprovado. E além das guloseimas, o ambiente é muito agradável e o local é muito bem freqüentado. 

Apesar de não ter um local específico para as crianças se divertirem, podem levar os pequenos à Momo. Eles também vão se deliciar. 

Tenho orgulho de poder dizer que em Belo Horizonte há um lugar tão especial onde posso levar meus amigos e indicar para que outros conheçam e freqüentem. 

Confiram maiores detalhes sobre a Confeitaria Momo no site www.momoconfeitaria.com.br. Façam o melhor roteiro social de BH através do www.guiaprimeiraclasse.com.br. 

Sempre que algum de vocês, leitores, for à Momo, não se esqueça de me convidar! 

 

Angélica é freqüentadora da Momo Confeitaria. E garota propaganda voluntária também. Já tem planos sérios de comemorar seu próximo aniversário lá, cercada dos melhores docinhos de Belo Horizonte. 

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