terça-feira, 18 de novembro de 2008

Os insanos de todos os dias

O transporte que uso todos os dias, tanto para trabalhar quanto para estudar, é o ônibus. E tenho de admitir que não existem apenas desvantagens em “pegar o busão” todos os dias. Felizmente, podemos encontrar, nessas viagens, pessoas gentis, solidárias e simpáticas e até fazer algumas amizades naqueles minutos diários de viagem. 

Pois bem, ainda assim, são os insanos do “busão” que me enlouquecem. Em tempos de chuvas como agora, a situação se agrava bastante. No primeiro ônibus que utilizo no dia, fico de pé todo o percurso. Em dias de chuva, como ontem, enlouqueço só de olhar o veículo com as janelas fechadas, todas fechadas. E penso: o que passa na cabeça dessas pessoas que não abrem as janelas? Será que elas pensam que os vírus e as bactérias que dividem o mesmo espaço em que estamos não se vingam dessa situação de sufocamento?  Eles se vingam sim, e rápido. Adentram no narizinho da gente e fazem um estrago lá. E eu torço para que seja no narizinho do insano que está grudado na janela fechada. 

Ontem, incomodada com a tentativa de sufocamento coletivo, arrisquei umas mentirinhas inocentes. Logo que entrei, encontrei um companheiro de todos os dias e perguntei (em alta voz): o que faço com minha claustrofobia, amigo? Ele, prontamente, pediu para a moça ao lado abrir uma frestinha de janela. Ela obedeceu, e pior, literalmente. Foi uma frestinha mesmo. E aí se iniciou um diálogo entre eu e o amigo. 

Amigo: Você está bem!? 

Eu: Podia estar melhor amigo, se as janelas se abrissem automaticamente com a força do meu pensamento. 

Nesse momento, outras duas pessoas saíram da insanidade por um instante a abriram as janelas. 

Eu (séria): Sabe amigo, tenho receio de ter uma crise séria de claustrofobia aqui dentro. Quando isso acontece, me vem uma tosse incontrolável que só pára quando eu vomito. 

Atraí alguns olhares e várias janelas se abriram. Que beleza! Pude ter certeza de que uma mentirinha inocente não faz mal a ninguém, pelo contrário, fez um bem danado nesse caso. 

Não consigo entender...será que as pessoas temem a água da chuva? O ventinho que vem com ela e depois dela? 

E os insanos não se sentem culpados nessa tentativa diária (com chuva ou não) de sufocar as pessoas que viajam de pé. São quase psicopatas, eu diria. 

Haja artifício para conviver com a insanidade alheia! 

Angel encontra insanos (quase psicopatas) todos os dias. E utiliza falácias para não se tornar vítima deles. Lamenta por eles temerem a chuva, o vento e o frio.   

Um comentário:

Huguinho disse...

háháhá...
Também sou usuário dos "magníficos " transportes coletivos. Há dias em que pego ônibus, metrô e lotação. Fico aguniado quando vejo janelas fechadas, ainda mais quando alguém entra comendo algo que não gosto e envenena o recinto inteiro. Mas este lance da janela, não é só no transporte coletivo não, já vi ocorrer muito isso em escritórios, salas de aulas, casas. Como há "Joselitos" espalhados por aí!!!

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