terça-feira, 18 de agosto de 2015

O país do isso ou aquilo

Impossível não falar da situação política (e suas implicações sociais, econômicas a ambientais) pela qual nosso país está passando. Mas vejo com muita tristeza que, quando alguém se manifesta, há muito extremismo, falta de informação e agressividade. No país da piada fácil e com qualquer tema, vem imperando o clima de gincana, de “minha equipe ganha da tua” sem nem considerar o prêmio.

Vejam, não temos várias equipes...o prêmio, seja qual for, vai valer para todos. Enquanto uns usam seu tempo criando piadas e memes (até engraçados, vá) expressando fortes opiniões (em geral embasadas em pouca ou nenhuma informação) cria-se esse clima de isso ou aquilo no país. Se é a favor de um aspecto tem que ser contra todos os outros. Se critica alguma coisa “tem que tirar todos os benefícios”. De radicalismo em radicalismo, de preconceito em preconceito, de xingamento em xingamento, o país se separa em dois “times” nessa gincana organizada. Repetindo bordões totalmente sem fundamento e que acabam por se tornar verdades que ninguém questiona. E enquanto a gente se ocupa dessas picuinhas, em achar erro de português numa faixa pra desmoralizar toda uma parte da população; ou em criticar programas sociais porque ouviu um caso da prima da amiga da vizinha do tio e sai repetindo feito papagaio, adivinhem: tem gente fazendo um serviço sério em benefício próprio. A corrupção, que não é novidade para ninguém, segue rolando solta. A área ambiental sendo desprezada: estão loteando e vendendo o país, desafetando áreas protegidas e permitindo empreendimentos altamente impactantes e de necessidade questionável. A educação segue sofrendo; para que serve um povo educado, afinal?

A gente devia superar a síndrome de Louro José (para evitar que os defensores do personagem pulem aqui = fazer igual papagaio e repetir o que lhe é dito) e deixar o clima de gincana de lado. Ler, discutir e exigir direitos que são pra todos, independentemente de quanto ganha, de para quem vota e de como escreve. Estamos, nós mesmos, criando um circo e comprando o pão com um dinheiro cada vez mais suado.

Renata fica chateada quando vê a leviandade com a qual são tratadas questões sérias no nosso país e desconfia que não aprendemos nada nas nossas aulas de história.


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