quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Know-how em relacionamentos e descoberta da alma gêmea

A grande vantagem de já ter passado dos trinta é o know-how em relacionamentos interpessoais - amorosos ou não – o que faz com que percebamos que nossa alma gêmea existe sim e é aquela que vemos no espelho. São tantos experimentos, tantos erros, tantos acertos, pouco êxito, que poderíamos ter tese escrita e título de doutor em relacionamentos!


Aos vinte e poucos quando um relacionamento acaba, a vida quase acaba junto e, depois de um tempo, essas lembranças - que na época causaram até dor física – nos fazem rir. Ver meninas quase morrendo por causa de fins de relacionamento chega a dar uma certa impaciência, mas aí lembramos que temos vários desses momentos “sofrimentos-extremo-minha-vida-não-tem-mais-sentido” no currículo. E aqui, desculpe-me caro leitor, mas vem um clichê: são as experiências e até mesmo os tombos – que muitas vezes servem para acordarmos - que fazem com que cresçamos e, além disso, nos enxerguemos como protagonistas das nossas próprias vidas e não mais coadjuvantes. 

Crescemos com a ideia de que somente par é bom, que só somos completos quando em um relacionamento e ainda existem as malditas comédias românticas para reiterar esse conceito! Sério, esses filmes deveriam ser proibidos! Ainda, tem aquela velha mania de contar o tempo e desejos de eternidade! Dá para parar de contar o tempo, "fazendo o favor"? Já falei sobre isso aqui.

As pessoas passam na vida umas das outras com um propósito, não pode ser diferente. Por isso há relacionamentos curtos importantes. Há amizades relâmpago. Tem quem nos cause saudade mesmo que com um único encontro. E há também os relacionamentos longos que acabam. O que importa é o que fica, ou melhor, o que vai, o que vai para a bagagem da vida. 

E só após aprendermos a amar e respeitar aquela imagem no espelho – não entenda mal! Não estamos falando sobre a madrasta da Branca de Neve! – e saber ser feliz enquanto ímpar, seremos capazes de amar verdadeiramente outrem – seja um par, um amigo, cachorro, gato, papagaio. 


Mas é incrível, por tudo o que trazemos desde a infância, é muito difícil ser a prioridade em nossa própria vida. Temos que desaprender tudo que nos ensinaram e isso exige treino – ou terapia – constante.

Luciana escreve as quarta, mas deu uma falhada, pois esse mundo naufragante a deixou sem ar e sem voz. 

2 comentários:

Márcia Almeida disse...

Luuu! Oi amada! A experiência que o tempo nos empresta, às vezes com sutileza e outras com acidez, é mesmo essa bagagem inseparável que vira tatuagem... Cada um(a) de nós que já amou, ou ama, ou nem tanto assim, e que aprendeu a ser maior do que as convenções sociais do "agora-é-pra-sempre" e tudo aquilo que vem no pacote (leia-se: o que os outros vão dizer da nossa solteirice?!) Essa grata experiência é o que nos faz responder: O que vão dizer é que a nossa coragem causa inveja, que somos tudo aquilo que elas(es) poderiam ter sido e não se permitiram. Ou não amaram. (Pensando aqui com meus botões coloridos e incompreendidos, e teimosos!)

Nana disse...

Com certeza, a vivência dos anos faz toda a diferença para lidar com os perrengues da vida. Quanto mais jovens, mais as coisas parecem definitivas e irreversíveis... com o passar da idade, vemos que tudo e todos são substituíveis e que nada dura para sempre...nem a dor de amor hehehe
Bj e fk c Deus.
Nana
http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

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