domingo, 26 de novembro de 2017

Divagações na brisa de domingo...

E cá estou, nesta tarde de domingo, lembrando das várias conversas que tenho com meus alunos e refletindo sobre a existência humana.
Somos uns seres esquisitos e incoerentes...
Queremos tanto gostar de alguém e quando gostamos, temos medo de nos entregar, medo de demonstrar, medo de parecermos frágeis, sensíveis, ou até mesmo bobos.
Medo de sermos apontados como aqueles que, por serem intensos demais, “assustam” os parceiros.
Não queremos ser os primeiros a chamar no WhatsApp, ou a dar um bom dia porque, afinal de contas, se ele/ela quiser, que nos chame!
Não podemos dizer que sentimos saudades, caso contrário seremos considerados carentes. (Aliás, aparentamos ser uma fortaleza quando, na verdade, somos frágeis como cristais.).
Que mundo louco é esse onde, para que o outro nos queira, é preciso fingir que não estamos nem aí?
Que raio de "doença" é essa que faz com que as pessoas imediatamente percam o interesse caso você seja legal com elas?
Que loucura!
Que medo de perder o controle! O que tem de errado em se abrir e deixar o outro entrar?
Pode machucar? Óbvio que sim! Mas e daí? Nós sempre aprendemos (e muito!) com a dor! E crescemos, superamos, amadurecemos. E evoluímos! :)
Sabe, eu morro de medo de chegar ao fim da vida e perceber que nela eu tive muito mais “E se...?” do que “Porra! Deu merda!” ou do que “Cara! Acertei o pulo!” ...
Não quero, jamais, contemplar os anos vividos e perceber que o medo me manteve presa. Deve ser algo desolador!
Eu quero é sorrir, satisfeita e maliciosa, sabendo que, mesmo que tenha doído, mesmo que tenha sangrado, foi bom pra caralho e valeu cada momento vivido!


Déia escreve aos domingos e, percebendo-se mais madura com o passar das dores, hoje sente-se grata por ter tão poucos “E se...?” em sua vida até o momento.

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