domingo, 10 de abril de 2011

Definições (?)

Não aceito nada que me defina inequivocamente.
Não tenho um começo, meio e fim.
A linearidade não faz parte de mim.
Não estou pronta, terminada.
Sou aquela que está sempre em construção.
Não aceito roteiros pré-determinados.
Não sou a chegada certa, definida.
Sou aquilo que ainda está por vir.
Sou a viagem, o caminho, com todas as suas surpresas boas e ruins.
Sou um coração intenso e exaltado, que dia e noite palpita violentamente.
Sou um desejo insano pela vida, em toda sua plenitude.
Sou toda exclamações, interrogações e reticências.
Se eu pudesse definir-me por meio de caracteres, seria assim:
!
?
...

Déia escreve aos domingos e será sempre aquilo que quiser, quando, onde e como quiser.

4 comentários:

Eduque-Q disse...

Olá Déia! Parabéns por mais um post. São todos legais, mas adoro particularmente dois deles: 'Dualidades' (que deixam os homens completamente malucos com cês mulheres KKK) e 'Coisas que aprendi com a vida...', que acho uma pérola de singelo (e verdadeiro, lógico, tudo lá). Um abraço, S
--
visite http://twitter.com/poemasecontos

Andréia B. Borba disse...

Olá Eduque-Q!
Obrigada por suas palavras gentis. Fico feliz que aprecie meus escritos!
Confesso que também nutro um carinho especial pelo "Dualidades"...hehehehe!
Abraços querido e, mais uma vez, obrigada.
Déia

Anônimo disse...

Você mexeu no meu ponto fraco (ou forte). A existência do Ser, o existencialismo – desde há mais dois mil anos com Heráclito, Sócrates, Platão, recentemente, dasein (Ser-aí) de Heidegger, Nietzsche, Foucault, Sartre!

Livres, estamos condenados! Estar livre é fazer-se; e, o melhor de tudo é saber que, como Paulo Freire pronuncia, a educação é a prática desta liberdade!

Lamentável que as pessoas não sabem disto, ou fingem que não sabem! Iludem-se pensando que existe uma Natureza Humana, que existe uma razão objetiva governando o mundo, extirpando de si a responsabilidade. Lamentável a Educação como anda...

Abraços,
Sérgio
(o filósofo mineirim...)

Andréia B. Borba disse...

Sérgio!
Há quanto tempo não o via por aqui!

Penso que as pessoas, em sua maioria, não se dão conta da pluralidade de racionalidades existentes e toda a beleza e amargor que essaa pluralidade traz consigo.

De fato, é infinitamente mais cômodo permanecer na posição daquele que não precisa assumir responsabilidade acerca de coisa alguma, incluindo a si próprio.

Todos desejam, sempre, apenas as coisas boas da vida sem, contudo, perceber que a vida há que ser desejada e amada em toda sua plenitude, com tudo o que nela há de bom e ruim.

Isto é construir-se constantemente.
Isto é perceber-se como caminho e não como chegada já antecipadamente definida.
Isto é perceber-se como sujeito incabado, em constante devir.

Quanto à Educação, felizmente ainda restam alguns (poucos, eu sei) que labutam para que esta "grande razão objetiva" não acabe por mediocrizar a todos...

Grande abraço meu querido.
Um prazer revê-lo por aqui.
Déia

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