quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Sem KY não dá!!

Sou uma leitora voraz. Desde que fui alfabetizada leio tudo que me cai às mãos. E a Playboy não seria uma exceção. Li todas as Playboys dos últimos onze anos, absolutamente todas. Gosto muito, mas nem sempre alguma coisa fica na memória por mais de uma semana. Aconteceu apenas duas vezes: um artigo do Lusa Silvestre entitulado “A Mulher Para o Resto da Vida” e um epíteto que saiu na edição deste mês:  
“O PROBLEMA DA VIDA É QUE ELA NÃO VEM COM KY.”
 
De fato. E que triste. Seria bem mais prazerosa a vida se ela fosse mais fácil. Não que não seja, mas há momentos em que um amortecedor cairia bem.

Os leitores mais frequentes do blog já devem estar acostumados aos meus textos-crise. Bastante comuns, aliás, uma vez que crise é meu sobrenome. Mas minha vida é bastante engraçada, cá entre nós. Vivo rindo, me divertindo, mas nem por isto eu deixo de passar por momentos em que eu merecia um tubo de KY! Aí, colegas, num primeiro momento, não tem como rir, não é mesmo?

Outro dia estava conversando com minha mãe. Ela estava preocupada porque meu irmão passou no vestibular pra um curso de tecnólogo e acho ela estava meio frustrada por ele não estar estudando em uma escola tradicional. Minha idéia era consolar minha mãe, fazer a ficha dela cair porque, afinal, o curso que ele escolheu é uma profissão mais moderna e acaba que as escolas muito tradicionais investem mais em cursos mais reconhecidos.

Mas a conversa foi mudando de rumo e, papo vai, papo vem, ela acabou soltando que eu realmente já tinha dado carada demais pra minha “pouca” idade. Que tinha me desiludido cedo demais com coisas com as quais todo mundo se desilude. Só que aos 45, 55, 70 anos e não aos 25, como aconteceu comigo. Acho que minha mãe se preocupa comigo mais do que eu gostaria de acreditar... Muito constrangedor isto!!

Enfim, continuo dando minhas caradas por aí. É o que acontece quando a gente não tem muito medo de se arriscar. As caradas são consequências das nossas escolhas, sabem, o que não quer dizer que as escolhas foram equivocadas. Entre escolher e colher frutos das escolhas sempre decorre algum tempo e aí, minha amiga, muita água pode rolar por baixo da ponte.

Não tenho medo de viver. Não tenho medo de me arriscar. Já tive menos medo, mas continuo uma pessoa de peito aberto. Bem corajosa para enfrentar desafios e buscar a realização de sonhos. Acho que a gente tem que continuar destemida, sabe. Só que agora, quase completando trinta e cinco anos, andei mudando um pouco de idéia. Continuo me arriscando a dar umas caradas. Mas, sinceramente?! Tô ficando fresquinha rsrs Sem KY não dá!!!


Laeticia está cada vez intrigada com a vida, com suas escolhas, suas razões e suas consequências. Só que agora, prefere isso tudo com amortecedor traseiro!!

4 comentários:

Naty disse...

Hahahaha! Gostei da ideia, amortecedor até que ia bem!

Bejus

Ciça Medeiros disse...

e se tiver desse amortecedor traseiro para vender, tô precisando... rs

:)
http://oanotrinta.blogspot.com/

Advokete disse...

Pois é, meninas, quando eu encontrar, trago três!!

Andréia B. Borba disse...

ada, traga logo uns 10 que vc vai lucrar mto! eu sou uma que quero tb, viu?
hehehehe!
Bjo Lê!

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