sexta-feira, 23 de maio de 2014

Proposta de Adesão


Venho por meio deste, propor que sejamos felizes. De que modo?

Sendo claros, sendo diretos, sendo honestos. Principalmente conosco.

Não gosta de algo? Não coma, não ouça, não beba, não leia, não assista este algo. Diga que não gosta. Seja gentil, mas deixe claro que não gosta.

Está a fim? Demonstre. Fale. Escandalize. É cansativo para as pessoas tentarem ler sinais o tempo todo. Dizer é tão fácil, é tão óbvio. Me pergunto o que foi que se perdeu ao longo dos tempos para as pessoas terem se fechado de tal forma em suas redomas. E sei a resposta.

Temos medo de tudo. Medo da rejeição, medo do ridículo, da não aceitação. Então por que não temos medo de sermos infelizes? O resultado provável de viver se escondendo de si mesmo é a infelicidade.

Não precisamos e não devemos passar por cima de ninguém para lutar por nossos sonhos. Não é essa a ideia. Não é felicidade própria a qualquer custo. Mas a felicidade contagia. Quando eu estou feliz, quando eu estou leve, contagio pessoas ao meu redor. É aquela velha história do grãozinho de areia no deserto que esquenta o grãozinho ao seu redor, que esquenta o próximo e por aí vai. Parece que no mundo de hoje as pessoas perderam a capacidade de ser simples, de pensar poeticamente. É tudo tão corrompido, é todo mundo tão corrompível. Mas e daí? Vou me trancar em casa e não falar com mais ninguém por medo de que sejam falsos comigo?

Aaaaah vida! Eu quero você. Quero você em dia de sol, porque aqueles raios no meu rosto são um momento de felicidade. Quero você em dia de chuva, pra ver o milagre da terra ressuscitando. Quero vento batendo no rosto, fazendo aquele barulhinho gostoso que parece assobio de moleque. Quero conversar com a pessoa que puxa papo comigo na fila do banco, sem medo. Que mal as pessoas podem nos fazer? O que de tão irreparável pode nos acontecer?

Irreparável talvez seja daqui a 40 anos, olhar para trás e lamentar as oportunidades perdidas. Lamentar e não poder voltar no tempo. Lamentar e sofrer o lado feio da melancolia. O de não ter feito. Sentir saudade de algo que foi bom, embora possa doer, é bonito. É lembrança grudada no pensamento. É lembrança que tem cheiro, que tem gosto, que tem cor. Mas lembrar da chance perdida é lembrança que dói. E só. E doer por doer é vazio.

Hoje acordei decidida a ser ridiculamente feliz. E pagar o preço dessa escolha.

Andri escreve às sextas-feiras e agradece pelos chutes que a vida lhe dá. Cada vez que se levanta, lembra que viver é lindo e que dias ruins existem para que possamos reconhecer quando nos depararmos com um dia maravilhoso

2 comentários:

Nana disse...

Ótimo post, bastante otimista! Gostei!
Bj e fk c Deus.
Nana
procurandoamigosvirtuais.blogspot.com

Andriele Sarturi disse...

Obrigada queridaaa!!! Um abração :)Andri

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