sexta-feira, 8 de maio de 2015

Sobre o amor, a gratidão e a fé no ser humano


“Hoje eu acordei
Com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho
E desejar bom dia
De beijar o português
Da padaria..”

Essa música do Zeca Baleiro já foi uma das minhas preferidas, e acabei por cansar de tanto ouvi-la. Mas há 1 semana, nunca combinou tanto com meu estado de espírito. Era pura felicidade!!!!!!!!! Indo para o trabalho, curtindo no som do carro uma das playlists do meu Spotify (um vício!!!), ao som de “Remedy”, do The Black Crowes, dançando, sorrindo, dando a vez pro folgadinho do carrão que se meteu na frente.... Mas ok, tá tudo lindo! Acontece que há 15 dias meu pai está lutando contra um câncer. Uma notícia repentinamente desagradável, daquelas que você nunca espera receber... Sempre é com o outro, com o vizinho, com o conhecido, o amigo do amigo... Acontece que a maldita bateu à nossa porta,.. Uma corrente de orações foi requisitada, e ela veio. Veio com força, veio com tudo, veio com poder. Foi lindo. Nunca tive um post no face tão “curtido” (quase 500 likes), com o pedido de orações/ vibrações positivas pelo meu pai. Ele é professor há muito tempo, daqueles dos mais queridos, sabe? Cansei de ouvir “nossa, seu pai foi um dos melhores professores que tive..” Fora isso, a família é gigante (ele tem 13 irmãos!), fora os inúmeros amigos que ele fez pela vida... Junto a esses, os meus, dos meus irmãos, da minha mãe, os amigos dos irmãos dele... E por aí vai... Fora ele ser um homem bom e extraordinário, mas ok, isso eu sou suspeita para falar... Foram 13 compartilhamentos. Gente de todo canto do mundo (incluindo os parentes e amigos no ´estrangeiro´). E funcionou! Graças ao comandante maior lá de cima, claro, que é quem manda. Mas graças também a essa gentileza sem tamanho, de gente que parou um pouquinho (ou o dia todo, como foi comigo e muitos da família), para fazer o que estava fazendo, e rezar, orar, mandar energias, boas vibrações, o que seja, no momento que meu pai estava sendo operado. E deu certo! Todo o tumor foi removido, nada no entorno. Recuperação ótima e hoje já está de alta. Meu pai se diz um novo homem, não sente mais dores, e está com muito mais vontade de viver! Ainda não sabemos o que virá depois, pois aguardamos o resultado da biópsia do tumor. Mas temos certeza que o pior já passou, uma batalha foi vencida. Seguindo na fé que iremos vencer completamente essa! 

Então, quer saber? Pode me chamar de “Pollyanna”. De boba. De ingênua. De piegas. Mas eu acredito muito no ser humano. Eu acredito no amor e na bondade. Eu acredito na solidariedade despretensiosa. Eu também acredito no mal, mas não deixo de acreditar na bondade alheia. Naquilo que o ser humano é capaz de fazer pelo outro, especialmente nos momentos difíceis, de aflição e desespero. Esse discurso de “prefiro um animal a um ser humano” está longe de ser meu. Amo os animais, tenho três bichos em casa e queria poder adotar todos os cachorros e gatos de rua do mundo! Mas tanto quanto o amor pelos bichos, existe o amor ao outro de carne e osso. Eu gosto de gente. E ainda mais gente do bem. Gente que ajuda a gente, quando a gente precisa, quando a gente pede socorro. “Eu tenho fé é na rapaziada”... Se hoje meu pai está bem, tenho certeza que essa corrente do bem foi fator determinante para tal.

Então, eu te pergunto, meu (minha) caro (a): como ficar imune a tanto amor e ajuda assim? Como não ter fé, como não ser otimista, como não ser grato, como duvidar do homem e do seu poder, como duvidar de Deus? Eu não me atrevo. E a vontade que eu tenho é não só beijar o português da padaria, mas abraçar e sorrir para o mundo. Retribuir tudinho! E quando ele voltar de SP, dar muitos e muitos beijinhos no meu paizinho.....

Gabriela já se conformou que é uma otimista crônica, mas não tem nenhum problema com isso.

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