segunda-feira, 12 de outubro de 2009

E você corre pelo que?


Tem gente que não gosta de bicho, com pêlo ou sem, de quatro patas ou com asas, nem na gaiola e nem solto; e não entendo muito bem o por que. Não digo que todos deveriam ter um animal de estimação em casa, não, mas desgostar simplesmente por desgostar é mais ou menos a mesma coisa que dizer que não gosta de uma comida sem nunca ter experimentado. Em fim, tem gente que é assim né. Em contrapartida, algumas pessoas são apaixonadas pelos animais da natureza, cuidam, tratam, recolhem, doam, ajudam. Talvez chegam a gostar tanto que podemos até encontrar um balanço natural entre aquelas que gostam e as que desgostam. É, acho que é melhor pensar assim. E como não havia de ser diferente, nesse fim de semana viajei e conheci algumas pessoas que realmente se importam com animais, tanto com os seus quanto com os da rua. Bom fato é que vi algo pra lá de curioso. Recolheram uma cadela que havia sido atropelhada e ao contrário de ter sido socorrida pelo culpado do acidente, não, foi deixada lá, provavelmente com o intuito de que morresse mesmo; mas como o destino tem lá suas peripécias foi socorrida por essa família. E lá está ela, vivendo a mais de quatro anos, se não me engano, com uma cara feliz e, ao mesmo tempo, eufórica, correndo pra lá e pra cá, apesar de ter perdido os sentidos da cintura pra baixo. Pois é, a pequena se locomove num arrasta, arrasta. No princípio é estranho de se ver, mas com o passar do tempo você percebe que ela está bem, tem e dá carinho e, principalmente, faz a gente se sentir minúsculo e grande, insignificante e importante, pois tudo o que a gente quer é ter e dar amor.


Minha mãe já o dizia: quem corre por amor não cansa. Não mesmo.

5 comentários:

Marcela disse...

'Sempre desconfie de quem não gosta de animais'. MESMO!!!

Kelly Barbosa disse...

AAhhh!!! Correr por amor é o ato mais saudável do mundo! Faz circular todas as substâncias da felicidade! Correr por amor não é correr atrás de alguém loucamente, não é se jogar ao chão por atenção! É fazer exatamente o que a cachorrinha fez: fazer um alguém pequeno, grande, insignificante e importante... "tudo o que a gente quer é ter e dar amor"!

Um abraço!

Kelly

Laeticia disse...

Eu num adotei uma cocker velhinha, doentinha, que toma remédio todo dia, mas esperta pra danar que faz xixi e cocô na minha casa toda, acabou com minhas lindas unhas vermelhas e eu nem ligo?! Pior, ainda acho lindo de morrer? A coisinha mais tetéia do mundo a minha Melekinha? E a Laila que comeu tudo aqui em casa, inclusive seu celular novo? Coisas da vida. Bicho é bom demais! Muito melhor que gente.

Gisele Lins disse...

Ai, bicho é tudo de bom mesmo. Eu tb tenho uma cocker (cocker coisa, SRD, viralatê, rsrsrs) que é o amor da nossa vida. Todo mundo diz que ela é irreconhecível hoje perto de quando a gente recolheu ela da rua, e eu fico toda boba.
Bicho é tudo de bom, e estou louca pra arrumar um irmãozinho para minha Marlene (esse é o apelido dela, em função do Marley, o nome dela é Pantufa, ou Panfs para os íntimos, rsrsrs).

Beijos!

Amanda disse...

A cachorrinha em questão é mesmo muito alegre e saltitante - mesmo sem saltar! Faz a gente ver q nada é pouco, nada é muito, tudo é o q a gente acredita! Trocar os curativos dela de dois em dois dias, dar banho, levar ao veterinário e ter passado meses senão anos tentando encotrar um jeito mais comfortável pra Diva vale ainda mais a pena quando a gente lê coisas assim!
Brigada Silvoca! Até choro!

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