sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Os intrometidos


E continuando a onda do melhor do meu mau-humor, essa é vez dos intrometidos. Já escrevi sobre o tema há um bom tempo, mas, infelizmente, ele é recorrente.

Para quem já leu o texto “O Lixo”, de Luís Fernando Veríssimo, e acha que é ficção, não, não é! Eu tenho vizinhos que vigiam meu lixo! E, não contentes, ainda comentam comigo! Isso ocorre há muito tempo, e sempre me incomodou. É mais um assunto que tento relevar pela política de boa vizinhança, mas há momentos em que essa intromissão passa dos limites.

Para se ter uma ideia, eu passei a rasgar em pedacinhos as caixas dos meus remédios, pois eles me perguntavam como estava minha saúde, pois eu estive tomando tal medicação! Ei, como eles sabiam? Ou foi pelo lixo, ou tem câmera em minha casa! Vivo ao lado dos “vigias do Grande Irmão” e nem sabia?! Impressionante!

Se fosse só isso, ou somente eles que se preocupassem excessivamente com minha vida, ainda dava para tolerar. Mas tem muito mais. Até hoje insistem para que eu tenha filhos. Admiro as mulheres que querem, gostam, e são mães de verdade. Mas tem mulher por aí que só coloca filho no mundo, para a sociedade criar. E ainda acham que isso é ser mãe. Eu não me senti na vontade de ser mãe até hoje. Pode ser que isso um dia mude, mas não é como me sinto agora. E ninguém respeita isso. Estamos no século XXI, ou é só imaginação minha, e vivo no Brasil Colonial?! Já tive amigas que falaram para mim que quem não gera, não é mulher! Meu Deus, então sou homem?! E olha que essa é uma frase que eu poderia esperar ouvir de pessoas bem idosas, e não de pessoas da minha geração!

Tem mais da categoria dos intrometidos? Tem! Viajei, como faço pelo menos uma vez no ano, sozinha. Acho bom, e é um momento meu, de descanso, de desligar de tudo. Isso me faz bem, e recomendo. Acontece que sempre, em qualquer lugar, há intrometidos de plantão. Dessa vez, havia um grupo de senhores e senhoras, que viajou comigo, e a gente se conheceu no ônibus, que não se conformava por eu estar viajando sozinha. E olha a vigilância aí, gente! A todo o momento alguém me perguntava o motivo de estar sozinha, e sempre convidavam para andar no grupo deles. Era uma turma legal, animada, mas também muito intrometida.

Passando por estas e outras, penso que a gente não pode ter mesmo um comportamento diferente do padrão. Mesmo se a gente tenta não aparecer, ficar na surdina, pisar de mansinho, alguém vê e questiona cada hábito. Viver em sociedade é mesmo para os fortes!



Mini-resumo: Assim como no outro texto, Tania ainda não está na TPM. Mas, se estiver, e daí?!?!? Rs...



2 comentários:

Nana disse...

Que, em 2014, você não perca o brilho nos olhos. Que você faça coisas, se dedique a projetos e se cerque de pessoas que, acima de qualquer coisa, despertem o brilho no seu olhar. Fique atento a tudo que te torna brilhante, te faz vibrar, sentir vivo. Independente da aprovação alheia, do reconhecimento de quem quer que seja. Deixe que esse brilho seja seu combustível de vida, o que te move a ir além.
Bj e fk c Deus.
Nana
http://procurandoamigosvirtuais.blogspot.com.br

Ana Paula Silva disse...

Acho que o século que nos encontramos é apenas um mero detalhe rsrs... pelo menos é isso que eu pensando quando também passo por esse tipo de situação. A cobrança por não esta casada.. Gente ate que eu gostaria, mas não aconteceu. As pessoas hoje em dia se sentem no direito de assumir uma liberdade que não foi oferecida, de perguntar e opinar em assuntos que não foram mencionados. É complicado se contentar na maioria das vezes, em sorrir e enviar a pessoa para algum lugar distinto, apenas com o olhar rsrsrs...

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