segunda-feira, 6 de abril de 2015

Essa coisa do feminismo

Eu sei que tem gente falando muita coisa sem noção por aí sobre o “novo feminismo”, sobre mulheres extremistas, e tal…
Estou acompanhando, de longe, um movimento que me desperta algumas memórias e sensações que não tinha reparado… e passei a não julgá­-las como extremistas. 

Vou explicar:

Sempre fui chamada de “metida”. Sempre me acusaram de fresca quando não queria sair de casa sozinha à noite, ou andar por determinada rua sozinha. Algumas pessoas já me disseram que eu tinha que baixar a cabeça quando recebesse cantadas na rua. Outras pessoas me disseram que isso era legal! Sinal de que estou chamando atenção dos homens…(pffffff).

Mas, lendo essas meninas, “feministas antipáticas”, me recordo de ter passado por várias situações de perigo e discriminação, por ser mulher. E que a minha cara fechada e o meu isolamento sempre foi a maneira que arranjei de me defender. 

Não sou feminista. E nunca tinha parado pra pensar nisso. Acho que o respeito deve ser mútuo entre SERES HUMANOS independente do sexo. 

Mas eu fui criada (ai ai...que antigo isso!) para ser um pouquinho independente e um pouquinho submissa. Sou filha da revolução sexual. Meus pais viveram essa transição mas não eram visionários. Eu fui estimulada a ter minha idenpendência financeira e só. Ninguém me disse mais nada. Eu não soube identificar muitas coisas que aconteceram. E não dei o meu grito na hora certa. Até começar a vivenciar essas coisas abertamente no ambiente de trabalho. Sim! Coisas do tipo: Mulher não pode ganhar igual ao homem, principalmente no setor público, pois tiram muitas licenças…(Seu babaca! Se a gente não tirasse licença maternidade talvez você nem estivesse nascido pra estar aí falando merda!)... 

Não acho que essas meninas estão dando a cara à tapa em vão! E elas tem que mostrar os extremos sim. Serem radicais. É dessa discussão meio sem direção é que vamos tirar os benefícios. Coloca tudo pra fora que depois organizamos! Tudo que não foi dito! 

LorisB não é nenhuma radical... Mas gosta do movimento pelo respeito!


sábado, 21 de março de 2015

O poder do “eu vou” – um texto pequeno só para quebrar o gelo!

Essa semana a fofa da minha terapeuta – sim, eu faço terapia! – chamou a minha atenção para o fato de que todas as vezes que eu disse “eu vou fazer tal coisa”, eu fiz tal coisa. Ela comentou que todas as vezes que lançamos um desejo – ou um desafio – para o Universo, alguma modificação acontece nele e as nossas próprias atitudes e escolhas fazem com que comece a ser trilhado o caminho para que tal coisa aconteça. Pensando seriamente no assunto, faz sentido. Assim se encaminharam várias conquistas que eu tive na vida. E olha que eu sempre me orgulho em falar que não faço planos! Que as coisas acontecem para mim! – acho que preciso mudar meu conceito de plano. 

E hoje mais um “eu vou” se concretiza. Quando li este blog pela primeira vez eu pensei: “um dia eu vou escrever nesse blog!” e hoje, alguns anos depois, recebi o convite! Fiquei muito lisonjeada, escrevo muito, mas só o que publico são artigos científicos e um texto ou outro no facebook sobre coisas que me tocam. 

Certamente falarei mais “eu vou” por essa vida, tem sido divertido! E bem vinda para mim, nessa nova experiência que tem tudo para ser muito enriquecedora!


Luciana escreveu este mini-texto após parar de saltitar pela casa por receber o convite da Renata e, muito contente, promete fazer jus a este convite.

domingo, 8 de março de 2015

Sobre flores, chocolates e cumprimentos...



Sim, meu caro, eu gosto de receber flores, ainda que elas simbolizem uma suposta fragilidade.
E não, eu não me importo de receber “parabéns pelo dia da mulher”, desde que ele venha acompanhado de atitudes respeitosas, não somente nesse dia 08/03, mas em todos os outros dias do ano.
Para além de um simples “parabéns”, o que eu e todas as mulheres queremos é tão somente respeito.
Aliás, para que não restem dúvidas, vou explicar bem direitinho:
Não é uma atitude respeitosa quando você diz: “Ah, tudo bem... ela não consegue porque isso não é coisa de mulher”.  Isso se chama condescendência!
Ou quando, no trânsito, você sarcasticamente fala “Só podia ser mulher mesmo”.  Isso, meu caro, se chama preconceito!
Também não é atitude respeitosa quando você nos olha e diz “Que foi? Tá irritadinha por quê? Tá naqueles dias, é?”.  Isso é uma atitude estúpida!
Ou quando você cospe impropérios do tipo “Cavala, potranca, delícia” e ainda se ofende (!) quando não gostamos do que ouvimos. Isso é atitude de cafajeste!
Ah! Também não é ter respeito quando você me julga por usar um decote, por usar roupa curta, por usar um batom vermelho... ou, no outro extremo, quando diz que sou desleixada por ter coragem de sair “sem nem um batonzinho”...Isso, meu caro, é babaquice!
E, para seu conhecimento, também não é ter respeito quando você diz coisas do tipo: “Nossa, aquela mina me chupou na primeira vez que a gente saiu! Só pode ser puta mesmo!” Ou “Capaz que eu namoraria aquela mina... Comi ela já na primeira noite!”. Isso, sinto muito informá-lo, é ser o mais escroto dos caras!
E, para finalizar:
NÃO, isso tudo definitivamente NÃO É FRESCURITE DE MULHER!!!
Queremos, para além de flores, chocolates e cumprimentos, sermos respeitadas como pessoas e como mulheres, não apenas um dia por ano, mas em todos os dias de nossas vidas!

Déia escreve aos domingos, agradece os cumprimentos que recebeu pelo Dia internacional da Mulher, mas também convida a todos a uma pequena reflexão acerca da necessidade da existência de tal dia.


terça-feira, 3 de março de 2015

Da série coisas que me irritam (5 de infinitas): burrocracia

Eu sei, eu sei...esse tema pode gerar uma série em sim, mas hoje eu quero falar sobre um requisito burrocrático básico para muitas transações: comprovante de endereço.
Eu sinceramente não consigo entender que p%$#@ passa na cabeça do cidadão que decidiu que comprovantes de endereço aceitáveis vêm da companhia de energia elétrica, saneamento, telefone ou cartão de crédito (entre outros, creio eu). Pedaços de papel muitas vezes com endereço errado, nome errado, emprestados por outra pessoa...sem valor algum. Eles valem MUITO mais que minha palavra e assinatura dizendo onde eu moro e posso ser procurada. Qualquer cidadão consegue em pouco tempo reunir comprovantes de endereço aceitáveis (moro com minha irmã; coloquei meu nome na conta de luz da minha avó) com endereços que não são seus endereços residenciais. Mas mesmo assim, esses papeis são aceitos. E apenas eles. 
Certa vez precisei de uma certidão negativa da justiça para tomar posse em um concurso público. Lá constavam todos os meus dados pessoais eu, ingênua, pensei: que papel no mundo pode ser melhor do que esse como comprovante de endereço? Foi assinado por um juiz, no fórum! Tsc, tsc....recebi um: “não, moça, apenas conta de água e luz”. Claro.
Isso é menos que uma gota d’água no oceano de burrocracia, no qual as cosias estão tão gravadas na pedra que ninguém sabe mais quem gravou, o porquê gravou; apenas seguimos o mesmo caminho tortuoso trilhado por alguém.
Aqui caberia até uma teoria da conspiração: talvez há muitos anos pessoas venham complicando a rede burrocrática para levar ao apocalipse. Ou, ao menos, se divertir com a burrice alheia, que repete procedimentos ineficazes sem fazer nenhuma sinapse para refletir sobre ele.


Renata tinha dado um tempo nessa série, mas às vezes é simplesmente impossível! ela espera que até a próxima terça-feira seu lado Poliana tenha se fortalecido.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A vida no mar


Apesar de estar longe de ser uma workaholic, hoje vim falar do meu trabalho, o quanto amo o que faço e como cresço com ele a cada dia. Eu sou veterinária em tempo integral e trabalho basicamente com mamíferos marinhos (isso mesmo! Com baleias e golfinhos). Desde quando comecei a fazer estágios, em 2008, nessa área, nunca trabalhei com animais em cativeiro. Trabalho basicamente com encalhes (quando o animal vem parar na praia) ou com observação de fauna embarcada. Hoje vim falar pela minha paixão de estar embarcada e o quanto isso influência quem eu sou.

Nunca soube explicar muito bem a sensação de estar embarcado. Para mim é uma mistura de confinamento, medo, autoconhecimento e satisfação. Nem pra todo mundo é da mesma maneira. Algumas pessoas simplesmente não nasceram para isso e acham um absurdo ficar tanto tempo longe da família ou longe das suas rotinas cotidianas em um ambiente quase “BBB”. Eu sou daquelas que sente falta de ficar no mar. Não digo perto, como estar na praia. Eu sinto falta de ficar no mar sem ver nenhuma faixa de terra. Só céu e mar. Na maioria das vezes só percebo o quanto sou “viciada” quando estou novamente embarcada.

O primeiro e o último dia são sempre os mais difíceis. O primeiro é a adaptação: a saída da zona de conforto. O último é a saudade acumulada e os problemas terrestres batendo a sua porta.

As pessoas confundem seu trabalho com cruzeiro de passeio, ou com “mar em fúria”, e nenhum desses descreve bem o que é estar confinada num navio durante 14 dias (às vezes 35 ou mais). Meu trabalho quando estou embarcada, consiste em fazer avistagens de biota marinha, ou seja, fico olhando para o mar procurando: aves, tartarugas, peixes, baleias e golfinhos. É importante para descrever quais animais tem naquela determinada região ou alertar a embarcação (dependendo da atividade) que tem animal perto.

Pra mim, sinto sempre que estou em paz naquela imensidão. No embarque eu fico viajando, muito mais do que quando estou em terra. Penso em coisas que me deixam bem. Faço DRs comigo mesma, com os outros e me resolvo. E gosto da minha companhia. Amadureço. Percebo o quanto sou pequena e insignificante diante da imensidão de um mundo e universo tão vasto. Tomo consciência que sou nada. Entendo isso e não me apavoro. Não me assusta. Quando me for, serei memória. Adubo. Poluição. Tudo depende se me conheceu bem ou mal. As vezes viramos tudo isso muito antes de morrer. Nessas horas sei que não sou ninguém e nada. Sou uma consciência que irá desaparecer, como uma ideia que tivemos algum dia. Somos escolhas. Sempre que estou no mar, faço as pazes comigo e se tenho pendências com o divino, elas são resolvidas. Às vezes sou presenteada em ver coisas que quase ninguém viu, como um grupo enorme de golfinhos ou uma fragata quase na minha cabeça.

Estar embarcada é como estar feliz com a minha companhia. Saber que sempre vou me adaptar, até as coisas que não gosto. É saber que tudo é uma questão de perspectiva.

Samira, segue entre baleias, golfinhos, devaneios e ela mesma, e espera que todo mundo tenha a oportunidade de ver um golfinho ou uma baleia (livre, nadando no mar) e sintam a mesma alegria que sente toda vez que se encontra com eles.A vida no mar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sete dias, sete anos

Passado o vendaval de fim de ano (que às vezes a gente confunde com fim do mundo) e passado e encerrado com chave de ouro o inferno astral, eu começo de vez o ano e, dessa vez, um novo setênio (quem quiser saber mais sobre os setênios pode começar por aqui)

Com esse novo setênio veio ainda mais clara a ideia de finitude e, com ela, a importância do desapego; a maturidade e sua fiel escudeira responsabilidade. E, cada vez mais, a busca pelo autoconhecimento. Dentro do ciclo da alma, essa é uma fase do desenvolvimento da consciência e, para alguns, uma segunda puberdade. Um renascimento e a busca pelo equilíbrio entre o ser e o ter. 

Fase de libertação do que já não se mostra mais tão relevante e de busca do que é essencial, que nos faz autênticos. São sete notas musicais, sete dias na semana, sete deuses no Olimpo, sete pecados capitais, e sete anos para a tomada de consciência. 

Renata acaba de entrar em um novo setênio (it’s evolution, baby) e escreve aqui (quase todas (raramente, mas pretende aumentar a frequência)) nas terças-feiras. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Quando nosso corpo vira morada de alguém

Durante nove meses (meu Deus! Como passou rápido!), meu corpo serviu como a “casinha” de um ser que está quase chegando. Dentro desta casinha ela cresceu, ganhou peso, todos os seus órgãos foram se desenvolvendo no ritmo ditado pela sabedoria da natureza. Neste mesmo processo, eu também ganhei peso e novas marcas pelo meu corpo. É disto que quero falar.

Toda mulher, em maior ou menor grau, tem sua vaidade. A maioria de nós passa a vida lutando contra a balança, fazendo dieta da lua, da sopa, dos pontos e, faríamos até mesmo dieta da pedra, caso nos dissessem que esta funciona! O processo de aceitação do seu novo corpo é lento e gradual. Você sabe que isto tudo está acontecendo por um bem maior (e se não soubesse, todos os dias alguém te lembraria disso!). Ainda assim, o espelho em alguns dias costuma ser mais cruel do que nos outros.

Você acorda de manhã e se olha no espelho. UFA! Ainda nenhuma estria. Se enche de cremes, óleos, pomadas e tudo aquilo que te disseram que vai evitá-las. Você que antes tinha preguiça até de passar protetor solar, veja só, está se cuidando como ninguém. Repete este ritual de se besuntar toda de cremes e óleos várias vezes por dia.

Mas em uma destas manhãs você acorda, se olha no espelho... e SURPRESA! Estrias.

Bah! Sensação de fracasso: Por que comigo, meu Deus? Eu me cuidei tanto. Sensação de futilidade: Tanta coisa mais importante pra me preocupar e vou dar bola pra umas estrias? Tentativa de consolo: Estou gerando uma vida dentro de mim, tudo isso vale à pena. Crise de drama: Eu nunca mais vou usar um biquíni na minha vida. Medo: Meu marido vai me achar horrorosa.
Todas essas sensações vem juntas, não nos enganemos mulheres. Ao conversar com uma amiga, lhe disse: “Como poderei ser uma boa mãe se estou arrasada por estar com estrias?”. Ela carinhosa e sabiamente me disse: “Tu vai ser uma ótima e linda mãe. Eu também enchi de estrias. Dá vontade de se jogar da ponte, mas não adianta”.
É! Dá vontade de se jogar da ponte sim. Até que tu lembra que em diversos lugares do mundo, pessoas sofrem com problemas reais. Crianças não tem o que comer, são espancadas por aqueles que deveriam lhes dar amor. Idosos são tratados como lixo pelos seus entes queridos. Pessoas tem seus corações e esperanças partidos ao meio. E tu se sente ainda pior. “Eu não poderia estar sofrendo por causa de estrias, sou uma fútil”.
Queridas mulheres! Queridas mães! SIM. Nós temos o direito de sofrer um pouquinho por isso sim. A culpa só faz tudo parecer pior. Não seremos péssimas mães porque derramamos lágrimas quando as estrias apareceram. Somos apenas mulheres, frágeis e ao mesmo tempo fortes, sufocadas por uma sociedade que nos cobra perfeição. Não somos perfeitas e no fundo nem queremos ser. Mas gastamos horas na academia, mesmo que odiemos fazer isso. Torcemos o nariz para um bolo de chocolate, mesmo querendo devorá-lo. Usamos maquiagem, mesmo achando que não é necessário. Compramos roupas que não refletem nossa verdadeira essência, mas nos fazem parecer sexys. Pintamos as unhas, nos depilamos, passamos fome, tudo por uma ditadura de beleza. Vaidade é uma coisa maravilhosa. Desconfio de qualquer ser humano que não a tenha, inclusive dos homens. Mas acho que o preço que estamos pagando está saindo caro demais.

Sonho com o dia em que aquilo que você É, vai valer mais do que aquilo que você APARENTA ser. O dia em que não te julgarão pela roupa que estás usando. Que alguém olhará nos fundos dos teus olhos sem rímel e dirá: “Vejo tua alma através dos teus olhos. És linda!”. O dia em que você não precisará sair na rua preocupada com o que os outros vão pensar a teu respeito. O dia em que você será apenas... VOCÊ MESMA. Uma linda mulher, independente de tua forma física.

Andri escreve às sextas-feiras e está a 17 dias de conhecer a pessoa mais importante de sua vida, a Téo. 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Reflexões para o ano novo


O ano de Lil foi intenso, e não poderia ter sido diferente. A tentativa de mudança geográfica causou um reencontro interno que se consolidou. Descobriu que pode ser feliz em condições adversas e continentes distintos, porque sabe do que gosta, se assume em sua perfeita imperfeição e se respeita assim. Redescobriu que pode amar ainda mais o próximo porque ama a si mesma. Jargões a parte, na maturidade balzaquiana, 2014 trouxe realização interna e expressão desta em conquistas profissionais. Agora aceita sua outra cidadania de braços abertos, enfim.

Espera de 2015 mais romance pois agora se vê pronta pra isso. Que a saúde e a paz prossigam por aqui. Vem com tudo 2015, eu te quero!

O ano de Loris foi ano de mãe. Ano de ajeitar a vida. Mudar de cidade, adotar um gatinho (felino mesmo viu?), dedicar ao trabalho, cuidar da saúde (que deu um sustinho agora no fim do ano) e de sua filha de 3 aninhos que cresce e lhe dá rasteiras estratégicas no quesito: "me educa direito, mãe!"... Romances ainda em suspenso. Três anos sem romance é muito tempo, convenhamos...então, dá-lhe terapia! Retomando o trato da cabecinha para conseguir abrir o coração pra quem virá. E virá. Porque sozinho a gente não vive. Esperando que esse 2015 venha manso, cheio de amor, paz e saúde para viver o que tem de melhor nessa vida!

Déia teve um ano cheio de mudanças: deixou para trás tudo o que tanto amava e se aventurou, sozinha, em outra Estado para cursar seu doutorado. Teve que reaprender a viver em comunidade (pois mora em uma casa com mais 9 pessoas!), a lidar com a solidão, com as frustrações e a ter paciência com as manias alheias. Ela também chorou de saudade, ficou doente diversas vezes, sentiu muito medo e, mesmo assim, seguiu em frente. Déia encerra 2014 com a sensação de dever cumprido e com muito orgulho de si mesma e espera que em 2015 ela continue tendo coragem para seguir em frente de peito aberto e com um sorriso no rosto, apesar de quaisquer dificuldades que possa vir a ter.

Samira teve um ano cheio de trabalhos e movimentos em busca de um futuro melhor. Fez planos, desfez uns, concluiu outros, tirou férias, se aborreceu com o trabalho, com o namorado, ingressou num curso on line de inglês para acabar com seu preconceito, voltou a comer chocolate após um ano inteiro de renúncias e TPMs infernais, viajou, voltou, viajou de novo, conheceu 4 países diferentes, apresentou 4 trabalhos em congresso internacional, palestrou, fez as pazes, velejou, enjoou de Sampa, recebeu a família e muitos amigos em casa, visitou outros, sentiu falta da babilônia, fez 3 anos de namoro e que venham mais e mais, entrou na academia e agora trabalha no seu primeiro artigo científico e vem pra 2015 cheia de planos e com um frio na barriga para concluir o mestrado e fechar mais uma etapa de trabalho. E pra vida pessoal que venha o que for melhor.

Renata foi outra balzaca que teve um ano muito intenso: amou e se amou ainda mais, viajou, voltou à escola e fez um curso de um mês no exterior quando conheceu pessoas e lugares incríveis. Desapegou de muitas coisas, no rumo lento e constante ao minimalismo. Se decepcionou não com a Copa do Mundo, mas com a atitude das pessoas na Copa e nas eleições... Para 2015 deseja muita luz, muita sabedoria e muita força para todos, temos muito trabalho pela frente!

Andreia nem sentiu 2014 passar (e nem parou muito para pensar sobre...). Este ano foi de muito trabalho e de crescimento, sobretudo pessoal. Andreia é mais ela mesma, mais independente, mais feliz. Fez algumas escolhas e algumas renúncias (o que não é fácil).  Espera, assim,  ter encontrado um bom caminho para tornar seus sonhos realidade (em 2015, de preferência). Sorte e sucesso a todos, é isso o que esta balzaca deseja.

Mariana teve um ano mucho-loko, de luta, coragem e altas aventuras! O maior sentimento no momento de gratidão - apesar das tempestades, o saldo é positivo!
Para o ano que vem chegando ela pretende retomar os estudos (mesmo que de forma autônoma) e ouvir cada vez mais a própria natureza!

Gabriela encerra esse ciclo de 2014 com um sentimento profundo de gratidão. Foi um ano suado e a sensação é de ciclo encerrado, trabalho cumprido. Muitas oportunidades, novos aprendizados, maravilhosos amigos conquistados e amizades preciosas preservadas (até uma das balzacas daqui ela conseguiu encontrar!). Também consegue agradecer àquelas necessárias pedras no caminho, q mesmo que pesadas, foram essenciais para subir um degrau. Agradece a vida por provar, vez em sempre, que a gente não tem o controle de tudo, que nossa caminhada pode mudar de rumo repentinamente, mas que OK, tendo fé, se anda e se chega a lugares deliciosamente improváveis e inesperados. Está feliz por ser o que é, por estar onde está e exercitar o desafio de viver no aqui e no agora, aproveitando o presente que é se viver no momento presente. E diretamente de Cuzco, Peru, deseja que venha 2015 com cheiro de livro novo, um livro em branco prontinho para ser escrito, com cada vez mais sabedoria, por cada um de nós! Atravessemos!!!!

O ano de Gisele foi... bem, ela mesma conta como foi: Este não foi o ano em que, finalmente, senti que estou pronta, que “cheguei lá” profissionalmente. Não consegui trabalhar na empresa dos meus sonhos, nem me tornar a empresária dos meus sonhos. Não terminei minha pós, nem escrevi o livro que está prontinho, na minha cabeça. Este não foi o ano em que fiz grandes viagens, conheci lugares inesquecíveis ou fiz muitos novos amigos. Não perdi aqueles quilos odiosos, não voltei para a academia, não li os livros que me aguardaram, com cheirinho de novos, na prateleira. Este não foi o ano em que fui a shows, ou fiz grandes projetos de costura, ou fiz os armários da cozinha. As camisas e os saltos ficaram no armário, a maquiagem, abandonada, e os cabelos, quase sempre presos em um rabicó. Este ano não namorei muito, não fui ver todos os filmes que quis, nem fiquei à toa com meu bem o tanto quanto gostaria. Este, porém, foi o ano em que nasceu minha filha e, com muito menos, me tornei muito mais... Mais mulher, mais esposa, mais amiga, mais preocupada com outra pessoa, mais alegre, mais risonha, mais tranquila, mais maravilhada com a vida, mais amor, mais em paz. 2014 foi o ano em que me tornei mãe, em que me multipliquei. Este foi o ano que me fez novamente feliz. Gisele Lins, mãe da Olivia, deseja um 2015 cheio se simplicidades e felicidades para todos.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Sempre em frente, apesar de.


2014 foi, para mim, um ano de grandes decisões, de desacomodação, de enfrentamento dos medos, de superação de desafios, de realização de um grande sonho, de conquista de novas amizades. Mas também foi um ano de afastamento, de solidão e de saudade intensa.

Iniciei o ano me mudando para outra cidade, em outro Estado, para cursar meu doutorado. Isso foi, para mim, uma conquista imensa, pois há anos sonhava estar aqui nesta universidade onde agora estou, sendo orientada por esse meu atual orientador.

Essa mudança implicou ter que abrir mão do convívio cotidiano com meu esposo (convívio, esse, maravilhoso), do convívio com meu pai e meu irmão, do convívio com meus amigos queridos e, é claro, do convívio com os alunos que tanto amo.

Aluguei um quarto e fui morar em uma casa com quatro pessoas desconhecidas, com hábitos completamente distintos dos meus e com suas manias próprias. Não tive uma boa adaptação nesta casa e somente após quatro meses encontrei outro lugar para morar. E mesmo já tendo passado há tempos da fase da adolescência, fui morar em uma República Estudantil (quase toda de pós graduação)! Se chama República Cassino. Somos em 10 pessoas na casa. Eu e mais nove homens! Sim, eu sei que pode parecer loucura, mas foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Encontrei, finalmente, um lar e uma família. Esses meninos são como se fossem meus irmãos e eu os amo muito. E esse novo convívio ajudou um pouco com a solidão (que era muito grande) mas, com certeza, não abrandou a imensa saudade que me acompanhou ao longo de todo ano.

Apesar de ter aberto mão de todas essas coisas e de ter sentido muita saudade, foi um ano maravilhoso. Aprendi muitas coisas novas, conheci pessoas especiais, viajei muito, fiz novos amigos, recomecei a praticar esportes, convivi com novas culturas, e, de bônus, ainda passei o ano todo recebendo, vez ou outra, mensagens carinhosas de ex-alunos, dizendo o quanto fui importante e o quanto sentem saudade. Foi um ano de muito estudo e de muitas leituras, mas também de gostosas risadas, de bons filmes e, é claro, de algumas bebedeiras.

Se eu me arrependo de, em 2014, ter deixado tudo para trás para seguir meu sonho? Nem um pouquinho! Faria tudo outra vez! E mais outra! E outra ainda, se fosse necessário!

Tudo na vida passa tão depressa! Não quero, jamais, permitir que meus medos, dúvidas e inseguranças me paralisem.  É claro que eles sempre estarão presentes, mas acredito que eu posso sempre seguir em frente, ainda que apavorada! E foi isso que fiz em 2014. Segui em frente, apostando naquilo em que acreditava, apesar de todos as dificuldades.


Déia escreve aos domingos e espera, em 2015, seguir sempre em frente, superando todas as dificuldades e vivenciando ardentemente tudo o que a vida lhe oferecer de bom.

Escadaria da Faculdade de Educação da Unicamp. Vocês conseguem imaginar, meninas, o prazer que dá subir  uma escadaria dessas??? :)

Alguns membros da minha família aqui de Campinas. Uma pena que não estão todos presentes.

Alguns amigos maravilhosos que fiz por aqui e que levarei para a vida toda.
Mais amigos queridos que conquistei e que me acompanharam em uma excelente viagem.

Mas como a gente sempre volta para quem ama, essa foto é um lembrete da presença sempre constante do meu esposo em minha vida e da alegria de compartilhar com ele os bons momentos. Como esse, em que visitávamos nossa afilhada Gigi, nosso presente, nossa "Princesa de Fogo".

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Ano novo

Fim de ano é aquela época em que a gente sabe que nada realmente acaba e começa, é simplesmente uma troca simbólica de calendário, porque nossa cultura estabelece que seja assim.
Mas, na prática, é aquela época em que a gente se comporta como se fosse o fim do mundo, em que sentimos o peso de tudo o que queríamos ter feito até o dia 31/12, não fizemos (e, sejamos francos, não faremos) e agimos como se não fosse possível mais colocar tudo em dia.
Aí a ficha vai caindo, vamos adiando algumas metas de um ano para outro, finalizamos alguns projetos e entramos no ano novo cheio de esperanças. Eu pessoalmente uso esse recesso de fim de ano para começar a agenda nova, caderno novo, balanço do ano anterior e organizo novos planos. Mas confesso a vocês que isso está mais relacionado ao meu chamado “inferno astral” já que meu aniversário é em janeiro. 
Tirar um tempo para colocar suas coisas em ordem é bem legal, mas não precisa ser uma vez ao ano, não precisa ser no fim do ano calendário. Nessa época as pressões são tantas que pode ser que essa análise seja feita apenas por fazer, da mesma forma que a gente come 7 grãos de uva e come lentilha (eca). Esse processo é válido se for interno, se for legítimo, se for seu. Em qualquer época. Como dizia Carlos Drummond de Andrade, ao nos dar uma “Receita de Ano novo”:

Para ganhar um Ano Novo 

que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre.




Renata já deu início à construção do seu Ano Novo. 
E você? Conta pra gente seu ritual de ano novo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A fila

Cenário: fila de lancheria em aeroporto. Persongens: eu, narradora, interpretadora e crítica. Moça 1: a indignada. Moça 2: a desligada. Personagens secundários: mais de 10 pessoas na fila, poucos atendentes na lanchonete.
A história: dias atrás eu estava na fila de uma lancheria num aeroporto. Eu pressuponho que a grande maioria das pessoas que se dispõem a enfrentar uma fila dessas está a: com fome, pois sabe que vai pagar um preço abusivamente mais alto do que o produto vale e b: deve estar com pressa, pois ninguém está lá à toa, mas sim esperando seu voo.
Então, sendo eu uma pessoa nessa dupla situação de fome e pressa, pacientemente esperando na cada vez mais lenta fila, não pude deixar de ouvir a conversa e alto tom que as duas moças travavam logo atrás de mim. A moça indignada com uma companhia aérea que não queria deixá-la embarcar por motivos dos quais não tive conhecimento. A moça b concordando com tudo: que absurdo! Que absurdo! Realmente, que absurdo!
A moça a contou todo seu caso, como botou banca na situação, sendo grosseira e ameaçando os funcionários que, por fim, deixaram-na embarcar. Até aí tudo bem, uma história nada inédita, algum erro de sistema, seiláoque. Mas a moça, não satisfeita em alardear como tinha botado banca, me sai com um: só porque a Dilma ganhou, vai virar tudo putaria.
Peraí. Para tudo. Rebobina a fita que não entendi. Acho que a Matrix deu erro.
Mas, passado o susto, percebi que foi isso mesmo que ela disse. Eu não sou pró-Dilma (nem de perto) mas o que uma coisa tem a ver com a outra, Daphne, minha filha?
A moça a seguiu seu discurso sobre como esse país é uma m$%¨& e continua a piorar. Que tem coisas nesse país que não dá pra aguentar e essa coisa toda. Nessa altura eu já tinha adquirido meus produtos alimentícios a preço de ouro e não via a hora de pegá-los no balcão, me afastar de tanta ignorância e comer rapidinho antes que começasse o embarque.
Vocês já devem ter previsto o fim da história: a moça indignada com a putaria que tá virando “esse país” furou a fila na MINHA FRENTE! Para tudo de novo! Moça, há 5 segundos você estava falando sobre falta de educação, sobre os problemas “desse país”. Na moral, acho que os maiores problemas desse país se dão por esse tipo de atitude.
Vocês estão se perguntando: e aí, Renatinha? O que você fez? Deu um sermão? Mandou um “presta atenção”? Deu puxão de cabelo? Não, gente. Eu ando com tanta preguiça de gente assim, que nem me dei ao trabalho de falar com a moça. Acho que a reação dela ia me decepcionar ainda mais. No fim das contas, a atendente que tava atenta às movimentações da fila me atendeu por primeiro.


Renata escreve às terças e se indigna todos os dias.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Mulheres!

Nas últimas semanas eu recebi um link (várias vezes, de várias fontes) de um vídeo. Em geral, não assisto, mas como ele veio indicado por pessoas que considero bastante, resolvi assistir. Ele mostra uma mulher andando na rua em Nova Iorque, vestindo roupas bem básicas, e retrata o assédio que ela sofre dos homens. Vocês devem ter visto, mas segue ele aqui: https://www.youtube.com/watch?v=b1XGPvbWn0A. Eu procurei o vídeo original, mas tem várias versões com legenda (não que precise de legendas, mesmo para quem não entender as palavras, para sentir o que está acontecendo).
Eu vi o vídeo. Uma vez só. Me revolta o estômago. Principalmente porque sei exatamente o que é estar nessa situação. Qualquer mulher deve ser capaz de entender esse sentimento, de nojo, de raiva e de medo, em alguns momentos. o vídeo já teve mais de 14 milhões de acessos, segundo eu li no site da BBC (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/10/141028_video_cantadas_rb)
Por curiosidade macabra eu resolvi olhar alguns comentários que esse vídeo gerou, numa publicação no Facebook. Gente, aí sim eu fiquei mal! MAL! Para mim é TÃO óbvio que esse tipo de atitude é errada, imoral e não pode ser admitida, sem exceções! Quando eu comecei a ler os comentários (nos quais eu acho que as pessoas colocam sua opinião verdadeira, pois não há filtros nem olho no olho) eu fiquei mal de verdade. Homens e mulheres justificando, concordando e reforçando a atitude masculina.
Argumentos como “tem mulher que faz de tudo para aparecer” são os mais recorrentes. Deixa eu falar uma coisa: tem mulher que faz tudo para aparecer, sim. Tem homem também. E não é por isso que eles merecem ser agredidos.
Mas a moça do vídeo em discussão não mostra nenhuma que leve a entender que ela quer “aparecer”.  Ela está caminhando na rua. Com roupa básica, normal, com a qual ela pode estar indo para qualquer lugar. Em que tipo de mente doentia isso dá direito de alguém agredir, perseguir, falar o que quiser? E mesmo que ela estivesse com roupa curta, decotada, transparente, pelada! Nada disso dá o direito aos homens de agredi-la. 
Tenho pena de mulheres que se colocam do lado dos agressores, pois acredito que elas também sofrem agressões como as do vídeo e outras, mas se submetem, e ainda não perceberam sua submissão. Tenho pena de homens que se colocam do lado dos agressores, pois não percebem que justificando esse tipo de atitude, eles expõem suas mães, irmãs, namoradas ao mesmo tipo de agressã. Agressão essa atribuída à falta de auto controle masculino, como se homens não tivessem moral, consciência, auto controle e polegar opositor.
Se algum cara quem ler isso estiver em estágio de evolução e tiver dúvidas se age de forma inapropriada (leia-se: como um fdp), fica uma dica: se você não gostaria que fizessem com sua mãe ou com sua irmã, é errado. Não faça. Outra dica: há uma diferença enorme entre elogio e assédio, e não, as mulheres não saem na rua para ouvir seu assédio. Lembre-se que mulher é mulher. Todas temos direito de andar na rua com segurança, todas temos direito de vestir a roupa que quisermos, todas temos direito de ir a festas e qualquer outro lugar e nos sentirmos seguras, todas temos direito de ser mulher. Eu quero um mundo onde ser mulher não seja justificativa para alguém me agredir. Onde minha filha possa vestir o que ela quiser, ir aonde ela quiser, com quem ela quiser, e se sentir segura.
Onde cada mulher de qualquer idade, opção sexual, cor, profissão, estilo...qualquer mulher, possa ser o que é sem que isso a coloque em risco.
O texto ficou longo, e quem me conhece sabe que tenho muito mais a dizer sobre isso, mas fico por aqui. Espero que quem não ainda não assistiu, assista o vídeo. Pense, se coloque no lugar da mulher e das mulheres que conhece, das mulheres que não conhece...e reflita sobre sua própria atitude.


Renata é mulher, mãe de mulher, e sonha com um mundo onde gênero, raça, origem, nada seja justificativa para agressões. E para fazer desse sonho um mundo de verdade, tenta provocar um pouquinho a evolução de pensamento de quem ela encontra por aí.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

A ruga


Eis que após semanas de trabalho pesado, sono perdido, dores de cabeça e estômago, dias sem curtir o sol e noites sem curtir a lua, ela apareceu. 

Sim, eu sei que rugas não surgem de uma hora para a outra. Começam a se formar quando nossa pele começa a se formar. Mas essa é diferente. Não é como as “linhas de expressão” que já me acompanham há tanto tempo que nem me lembro se um dia elas não estamparam minha cara. 

Não, ela é diferente. De repente, sem aviso nenhum, aproveitando um período de distração em que o único objetivo de eu me olhar no espelho era ver se não tinha comida no dente, apareceu marcando a minha testa de fora a fora. Tão funda que temo me perder dentro dela se me atrever a explorar. Sabe Deus o que ela guarda. Ela é tão grande que quando me olho no espelho ela é a primeira coisa que eu vejo, acho até que ela se projeta para frente um pouquinho, como se estivesse estufando o peito. Será que ela está expandindo? Um buraco negro bem no meio da minha testa! Com tantos lugares nessa galáxia...

Nunca fui (e não pretendo me tornar) obcecada pela juventude ou pela minha aparência. Mas fiquei abalada com esse acontecimento. Não sei ainda se foi porque ela apareceu sem eu nem perceber, o que indicaria que tenho dado pouca atenção a mim mesma. 

Ou se realmente é o lance de estar ficando velha (ou madura) que me incomoda...

O fato é que estou pensando num nome para ela, para ver se isso facilita a nossa relação, que tende a ser bastante duradoura.


Renata aceita sugestões para nomear sua mais nova companheira de viagem. Também aceita indicações de cremes próprios para peles balzaquianas.




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