segunda-feira, 21 de julho de 2014

Guardei minha camisa

O momento é triste, e não faço desse momento nada mais do que ele realmente é: tristeza por perder, vergonhosamente, uma partida de futebol de semifinais, na Copa do Mundo! É só isso, e já é muito! O Brasil não vai melhorar ou piorar por isso. Futebol é nossa festa. E doeu por isso. Porque foi um vexame dentro de casa. Mas foi vexame no campo. Não confundam, nem façam alusão a outras coisas. Não cabe aqui, não leva ninguém a nada.

Assim como não leva ninguém a nada torcer contra o Brasil. O que doeu muito, mais do que eu imaginava, foi ver brasileiros torcendo contra, e felizes porque o Brasil perdeu. Ridículo! Não há alemães torcendo contra a Alemanha. Não há argentinos torcendo contra a Argentina. E não venha falar que por causa social, política, etc. Todo lugar tem seus problemas. Ninguém torce contra si mesmo. Doeu ver isso aqui. Doeu porque é manipulado, sim! Doeu porque, enquanto o Brasil ganhava, estava tudo bem. Quando perdeu, aí é por causa do social que estão torcendo contra?!? Tenha paciência!!!

Como estou tentando me acalmar, resolvi brincar um pouco, e, que me desculpe Paulinho da Viola, mas acabei fazendo parodia de sua música, “Guardei Minha Viola”. Foi inevitável. Não me levem a mal, mas vai aí a paródia para aliviar a tensão...


Minha camisa foi pro fundo do baú
Não torça mais pra Seleção
Quero esquecer, ela não deixa
Os 7 a 1 que foi no Mineirão!


E lá no bar, quero afogar
As mágoas que esse jogo me deixou
E pra facilitar o meu desejo
Guardei minha camisa, não torço mais!


Tania está chateada, triste, com raiva do vexame da Seleção. Isso é coisa de quem torce. Mas ela torce sempre para o Brasil, sua pátria, sua nação!!!!










domingo, 20 de julho de 2014

Uma questão de equilíbrio...


Dizia o filósofo Aristóteles, que a virtude é o meio termo entre dois vícios, o vício do excesso e o vício da falta. Em outras palavras, uma vida virtuosa reside no equilíbrio entre os extremos.
Pensando nisso, resolvi escrever algumas dicas a mim mesma que, talvez, possam lhe ser úteis também:


Dê sempre o melhor de si, mas não deixe que abusem de você.

Se entregue, mas não a ponto de perder-se.

Ame, mas não permita que usem seu coração.

Chore, mas não a ponto de não poder mais sorrir.

Confie, mas não em demasia.

Brinque, mas não a ponto de não levar as coisas sérias a sério.

Escute, mas não perca sua própria voz.

Mude, mas não esqueça suas raízes.

Perdoe, mas não permita que lhe machuquem novamente.

Diga sempre a verdade, mas evite ser cruel.

Lute pelo que acredita, mas se permita mudar de ideia.´

Sonhe, mas mantenha os pés no chão.

Seja humilde, mas não se humilhe.

E, por fim, faça tudo da melhor maneira possível sempre, ainda que seus esforços possam não ser reconhecidos.


Déia escreve aos domingos e segue na luta por encontrar o equilíbrio.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Carta para Julieta

Hoje escrevo para lhe contar um pouco do que aconteceu nestes mais de 25 anos desde que você se foi. Eu era tão pequenina e sequer lembro de você, mas posso imaginar todas as coisas que nós teríamos feito juntas. Nos finais de semana eu iria para a sua casa e você faria "nega maluca" pra mim, depois me deixaria dormir no seu colo enquanto cantava uma canção de ninar.

Quando eu tinha seis anos entrei para a escola. Você teria gostado de me ver andando cheia de pose com aquela mochila de bichinho cor de rosa. Você teria rido muito quando um ano depois eu guardei os toquinhos do cabelo do menino que eu gostava, que a mãe cortou no salão, em uma gaveta. Teria ficado orgulhosa quando eu disse: A vida tem certos rumos que nem um poeta descobre! Teria ficado preocupada quando eu sumi e só voltei tarde da noite aos nove anos, mas teria também me defendido e dito pra pai e pra mãe não me castigarem, já que a culpa não era minha.

Vó! Sei que você teria ficado com o coração na mão, quando aos doze anos, saímos de Santiago e viemos morar em Nova Petrópolis. Teria passado meses esperando que nossas férias chegassem para que fôssemos te visitar e os dias que passaríamos contigo seriam uma grande farra.
Sei que ficaria feliz e ao mesmo tempo preocupada quando eu apareci com o primeiro namorado em casa. Estaria na plateia sorrindo na minha formatura do ensino médio, vibraria junto comigo quando entrei para a faculdade, acompanharia minha angústia ao escrever o TCC, estaria orgulhosíssima da profissão que eu escolhi. 

Posso te imaginar chorando baixinho no dia da minha formatura da faculdade e depois me abraçando orgulhosa, dizendo que me ama.  E agora vó, com a notícia de um bisneto ou bisneta que vem por aí, qual não seria a sua alegria? Tenho certeza de que já estaria fazendo sapatinhos de tricô e olhando pra minha mãe com a certeza da ótima avó que ela vai ser. 
Você não esteve presente nestes dias todos que falei aqui, mas sei que de onde estiver, vibrou comigo, chorou comigo, partilhou de minhas alegrias e tristezas, e, mais do que isso, sei que você me protegeu e olhou por mim todos os dias da minha vida.


Andri escreve às sextas-feiras e dedica este texto para a sua avó Julieta, a estrela mais brilhante deste imenso céu.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

100 dias felizes

Uma amiga me contou que estava participando de um desafio na internet que se chamava 100happydays e eu, como adoro desafios resolvi participar também. O desafio consiste em você tem fazer pelo menos uma coisa que te faça feliz por dia e fotografa-la. Não importa o que fizer, vale tudo, desde que te faça feliz. Comer alguma coisa deliciosa, viajar, encontrar um amigo, fazer uma boa ação pra alguém, enfim qualquer coisa serve.

Achei o desafio o máximo e resolvi compartilhar. Afinal, sempre acreditei que a felicidade era prima-irmã do simples. No site dizia que 71% das pessoas que se inscrevem no desafio não conseguem completa-lo.

Fiquei assustada por uma porcentagem ser tão alta em uma coisa relativamente simples. Acredito que no auge de nossas vidas corrida, a falta de tempo para nós mesmos é o que faz esse número ser tão elevado.
Por isso estou dentro! A partir de amanhã pelo menos em um momento do meu dia farei uma coisa que me faça feliz. Vamos ver se consigo fotografar todas.


Samira segue pensando tanto no trabalho que acredita que dessa forma tiraria um tempo para ela se lembrar que a vida vai muito além do trabalho, prazos e de obrigações.


Você conseguiria ficar feliz por 100 dias seguidos?



domingo, 13 de julho de 2014

Papo de Boteco


É incrível o tipo de papo que rola em uma mesa de bar!
No boteco, com uma cervejinha gelada na mão o riso corre solto, a timidez dá uma trégua e até mesmo aquela pessoa supostamente culta e intelectualizada, fala inúmeras bobagens e conta piadas sem sentido.

Noite dessas fui ao boteco com dois amigos, um homem e uma mulher. Eu, que não podia beber por conta de uma dor terrível no estômago, fui só para acompanhá-los. Quanto a eles, já saíram de casa meio “altos” e lá no boteco apenas complementaram sua “subida astronômica”, se é que vocês me entendem... ;)

Fato é que o papo que rolava lá no boteco era dos mais esquisitos... Reflexões existenciais recheadas de frases de efeito, revoltas incontidas com relação ao comportamento alheio, fofocas mal disfarçadas e alfinetadas a pessoas nas mesas vizinhas.

E isso sem contar os bêbados chatos que faziam fiasco, cantavam, dançavam e choravam suas mágoas. E eu, sem ter bebido uma cervejinha sequer, fiquei refletindo sobre a mudança de comportamento que se opera em uma mesa de bar e rindo das situações inusitadas. Parece que, a despeito da bebida, as pessoas esquecem seus receios, seus tabus, expõem seus anseios...se libertam! Todos são amigos, compartilham cigarros, copos, conversas, confissões.

Às vezes me parece que acabamos conhecendo mais uma pessoa em algumas horinhas de conversa “descontraída” no boteco da esquina do que em longas preleções individuais...


Déia escreve aos domingos e gostou da ideia de ir a um boteco e não colocar sequer uma gotinha de álcool na boca, pois assim pôde observar com maior clareza os diversos comportamentos humanos...


domingo, 6 de julho de 2014

Das pessoas que passam pela minha vida

Tenho pensado muito nas pessoas que passaram pela minha vida.
Naquelas que se foram e nas que permaneceram. 
Nas que deixaram lembranças doces e também nas que só deixaram tristezas.
Nas que se aproximaram por acaso, nas que foram levadas pelos mesmos acasos mas, principalmente, naquelas que permaneceram em minha vida apesar de tais acasos e apesar de certas circunstâncias. 
As que permanecem apesar de todas as adversidades são as que me tocam o coração, que me arrancam sorrisos, às vezes em meio a momentos de tristeza ou até mesmo de raiva.
Essas são as que iluminam minha vida, seja com um gesto, um sorriso, uma palavra ou mesmo com sua simples presença ao meu lado, em silêncio...
Sou grata a todas as pessoas que, de uma forma ou outra, fizeram parte da minha vida. Independentemente do tempo em que permaneceram nela ou das lembranças que deixaram. Elas fizeram parte da minha história e ajudaram-me a tornar-me o que sou hoje.
Mas sou grata, sobretudo, àquelas que permaneceram em minha vida, tornando-a, a cada dia, um pouco melhor e mais bela.

Déia escreve aos domingos e resistiu à tentação de nomear as pessoas especiais que permanecem em sua vida simplesmente por medo de esquecer algum nome.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Sobre as palavras

As palavras tem um imenso poder. Quando ditas com sutileza, são como um carinho na nossa alma. Quando ríspidas, nos ferem feito objeto cortante.

Existem aquelas palavras que sempre sonhamos ouvir de alguém especial, estas flutuam ao redor de nossos ouvidos.

Uma palavra que diz sim ao invés de não, tende a fazer de nós alegres seres.

Ouvir "EU QUERO" ao invés de "NÃO VAI DAR", é felicidade que não se pode conter.

Existem palavras que nos entristecem, que nos deixam pensativos, que nos roubam sorrisos, que nos fazem pensar.

Eu hoje quero propor um brinde àquelas pessoas que nos dizem as palavras certas, sejam elas elogios ou críticas. Um brinde às pessoas que sempre usam de elegância para nos dizer o que precisamos ouvir, e não apenas o que queremos ouvir.

Àquelas pessoas que não gritam, que não escandalizam, que são sutis feito brisa, embora às vezes seja bom ser um vendaval. 

Quem tem pessoas assim ao seu redor, tem um tesouro valioso.

Esta semana escutei palavras tão amorosas de gente que quero bem e até mesmo de pessoas com quem sequer tenho grandes vínculos e isso me fez refletir também sobre meu modo de tratar os outros. Aquela máxima popular que prega que "devemos tratar os outros do modo como queremos ser tratados" está certíssima. Tem muita gente que joga pedras esperando receber de volta flores. 

A vida sempre se encarrega de nos mostrar em que estamos errando e em que estamos acertando. Fato inegável. Que possamos rever nossas atitudes a cada novo dia que nos for oportunizado viver. 

Que a colheita de vocês seja doce, como tem sido a minha.


Andri escreve às sextas-feiras e retribui através destas simples palavras todo o carinho que vem recebendo das pessoas que a cercam.



segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mais Samba com Maria Rita


Apesar das críticas ao novo trabalho de Maria Rita, “Coração a Batucar”, dizendo ser “mais do mesmo”, confesso que ouvi o cd todo e gostei demais! O retorno da cantora ao samba é muito bem-vindo! E seu samba tem se mostrado de qualidade desde “Samba Meu”. Então, aos mal-humorados de plantão, informo que discordo com as críticas, e acho que este novo trabalho é sim mais do samba que ela já gravou, mas não o mesmo, a mesma coisa, a mesmice! 

Maria Rita inova na interpretação, mais “coração”, e mais “a batucar”, sem ser piegas. A percussão é perfeita, e dá o tom do disco! A regravação de “Saco Cheio”, com interpretação única, mostra que não é “mais do mesmo”, mas bem pode ser o bom e velho samba mesmo, mas bem mais! Nesta música, a percussão é toda de terreiro, e faz menção à batida para Oxalá. Afinal, a letra da música é sobre Deus! Maravilhosa!

Além desta preciosidade, todas as músicas são bem feitas, bem interpretadas, e com muito cuidado com a letra e a melodia! O disco é gostoso de ouvir, de sentir! 

Então, sugiro a audição, sem idéias preconcebidas, e sem se preocupar com o que a crítica diz por aí! Até porque, muitas vezes a crítica é feita por uma elite que, em geral, não gosta do que é popular, mesmo que seja de extremo bom gosto, como o samba de raiz! A crítica, muitas vezes, é como a madame da letra de um outro samba, “madame não gosta que ninguém sambe”!



Tania gosta de samba, embora não saiba sambar. E anda muito preocupada com o que a crítica, a mídia, tem falado de tudo. Parece que tudo do Brasil é ruim! É preciso pensar mais, e acreditar mais na gente, e menos na crítica, e na mídia!




sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quando nasce uma mãe

Algumas ideias são alimentadas dentro da gente desde sempre, seja pelas pessoas que nos cercam, seja por imposição da sociedade, seja por vontade própria. Algumas ideias não são meramente ideias, são sonhos.
Costuma-se dizer que toda mulher sonha em ser mãe. Discordo, pois tenho amigas que não querem ter filhos. Mas para aquelas mulheres que como eu, sonham em ser mães, o dia da grande notícia é muito esperado. Até que esse dia chegue, muitas perguntas passam pela nossa cabeça: “Será que poderei ter filhos?”, “Serei uma boa mãe?”, “Quanto minha vida mudará depois disso?”.

Um dia nosso reloginho biológico nos da um OK e compreendemos que é chegada a hora. Para algumas leva muito tempo, para outras é rapidinho. Acompanhei de perto a angústia de amigas que demoraram mais de um ano para conseguir engravidar. Ouvi histórias de pessoas que no primeiro mês em que decidiram tentar, já conseguiram.

E aí vem a notícia: “POSITIVO”. Positivo, meu Deus! Eu vou ser mãe. Você vai ser pai, meu amor. Vô, vó, tio, tia, primo. Todo mundo muito feliz, alegria que não cabe dentro da gente, queremos falar pra todo mundo, pode? Melhor esperar uns dias, ir ao médico, ver se está tudo bem. No processo desses dias que se passam, nasce uma mãe.

Quando nasce uma mãe, nascem as descobertas. Claro, toda aquela parte que todo mundo está careca de saber, enjoos, tonturas, sono, fome. Sim, isso é tudo verdade. Mas é muito além disso. E essa é a parte difícil de explicar, mas é também a parte que não precisa explicar. Quem já sentiu isso, sabe. Quem nunca sentiu, se permita um dia saber. É maravilhoso. Seu corpo muda dia após dia. Sua cabeça parece amanhecer diferente a cada dia.

Quando nasce uma mãe, nascem os sonhos. Você imagina um mundo maravilhoso pro seu filho ou filha que vem aí. Você ouve as pessoas dizerem desacreditadas “loucura colocar filho no mundo do jeito que ele está” e em seu íntimo pensa “loucura é não colocar gente boa nesse mundo”. E aí você pensa em toda responsabilidade que gerar uma vida traz. E entende desde o começo que fará o melhor, mas que ainda assim, sentir medo faz parte.

Quando nasce uma mãe, nascem as esperas. Você quer logo ouvir o coraçãozinho do bebê bater, mas alguém te diz que isso só é possível depois de algumas semanas. E os dias demoram a passar, na verdade eles se arrastam. Você quer fazer todos os exames para saber que está tudo bem, mas calma mulher, tudo tem o seu tempo. O tempo continua sendo seu amigo, não pense o contrário. É você que está ansiosa, o tempo continua andando no mesmo ritmo de sempre. O mundo não parou, vamos lá, vence esse sono todo e vai à luta.

Quando nasce uma mãe, renasce a esperança no mundo. Você sabe que ele está esculhambado, que a política está cada vez mais complicada, que a saúde pública anda mal, que as drogas estão aí. Você sabe que tem violência, que a educação precisa melhorar, que o Brasil tá “mal das pernas”. Você sabe de tudo isso. O que os outros talvez não entendam é que você tem sonhos dentro de si, e que não deixará de realizá-los, mesmo que os zumbis saiam da tela da televisão e habitem a vida real. Vampiros, duendes, fadas, elfos. Você continuaria não se importando. Porque você vai ensinar pro seu filho o que é caráter. Vai ensiná-lo que a palavra de um homem vale muito mais do que qualquer dinheiro ou bem material. Vai ensiná-lo a ser amável, cordial, educado, caloroso. Vai mostrar pra ele que a simplicidade ainda é a coisa mais sofisticada desse mundo. Vai fazê-lo entender que deve tratar a todos de forma igual, que cor ou raça nada significam. Que o amor é a coisa mais linda desse mundo.

Quando nasce uma mãe, nasce um olhar afetivo sobre o mundo e sobre as coisas e nada pode ser mais bonito do que isso.


Andri escreve às sextas-feiras e está vendo nascer uma mãe, ela própria. Divide essa alegria com vocês, porque alegria partilhada é alegria em dobro.

domingo, 22 de junho de 2014

Falando de saudade

           Dia desses, conversando com a balzaca Laetícia, falávamos, entre outras coisas, sobre pessoas que nos são muito queridas e que nos enchem o coração de saudade. E falávamos, também, sobre pessoas que conhecemos há anos e das quais gostamos muito...
E, é claro, eu não pude deixar de lembrar da minha amiga de infância, a Rê (sim, a balzaca Renata!).
Nos conhecemos desde 1991. Fomos colegas de escola. Estudávamos em uma escola municipal muito pobre, onde muitas crianças iam somente para comer a merenda escolar. E a Rê imediatamente me conquistou. Era inteligente, querida, habilidosa , simpática, sincera (de doer no osso do peito, como dizemos cá no Sul), linda, descolada e se entregava de coração àquilo em que acreditava. Apesar da aparência de séria, ela era um poço de sensibilidade.Não tinha quem não gostasse dela (a não ser, é claro, as invejosas de plantão, mas essas não contam).
Ela era firme quando não queria alguma coisa. Olhava fundo nos seus olhos e dizia “não” de uma maneira suave, porém tão séria que você, invariavelmente, era obrigada a respeitar. Foi com ela, aliás, que aprendi o quão valoroso um “não” pode ser.
           Com ela aprendi, também, que não importa o tamanho das dificuldades, você sempre é capaz de seguir adiante. E que isso muitas vezes não é nem questão de escolha. Você simplesmente não pode desistir e pronto.
E foi por isso que, pensando em saudade e em longas amizades, resolvi dedicar esse post a ela, à balzaca Renata, minha amiga querida do coração, a quem eu amo e admiro, não só pela sua coragem e trajetória de vida, mas pela pessoa excepcional que ela é. Provavelmente ela não saiba, mas tem uma importância fundamental em minha vida.
 
Déia escreve aos domingos e quis deixar registrado publicamente o quanto ama e admira sua amiga Renata e que, apesar da distância física, ela habita e sempre habitará seu coração!

domingo, 15 de junho de 2014

Descansar

E que tal se pudéssemos descansar um pouco? Só um pouquinho?

Descansar de tudo o que irrita, de tudo o que machuca, de tudo o que enraivece, de tudo o que corrói...

Descansar de pessoas que cobram atenção em tempo integral, de pessoas que só nos procuram quando precisam de alguma coisa, de pessoas que nos sugam toda a energia e não nos oferecem absolutamente nada em troca...

Descansar de notícias trágicas e de páginas policiais cuidadosamente redigidas para espalhar o medo...

Descansar de tanto consumismo, de tanto desperdício, de tantas coisas inúteis...

Descansar de tantas expectativas, de tanta ansiedade, de tanta frustração...

Descansar de tanto corre-corre, de tanta exposição desnecessária, de tanta falta de tempo...

Descansar, sobretudo, de tanta hipocrisia, de tantas palavras sem sentido, de tantas pessoas vazias...


Déia escreve aos domingos e está, aos poucos, aprendendo a descansar de tudo aquilo que não lhe traz paz de espírito. 

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Noites que brilham

Dia dos namorados. Uma parcela da população feliz, outra se lamentando. Alguns dividindo nas redes sociais as delícias de se ter um(a) namorado(a), outros reclamando que sua timeline virou um muro de melações ou lamentações e que o dia tá um saco. Em meio a tudo isso, eu, feliz e apaixonada, vivendo o meu segundo dia dos namorados com o homem da minha vida (óóówwwnn, que amor!).

Conheci meu namorado na praia, lugar meio improvável de nos apaixonarmos, já que dois solteiros, em pleno carnaval, querem mesmo é fazer festa. Mas aconteceu. Eu me apaixonei, depois ele. Ou teria sido o contrário? Bem, isso agora pouco importa. Importa mesmo é que em algum momento os dois passaram a olhar um pro outro na mesma sintonia. Importa que um passou a ser importante pro outro, a ponto de ambos desejarem permanecer assim, lado a lado, por muito tempo.

Ontem, dia dos namorados, é um desses dias em que se convencionou que é bonito demonstrar o amor. Então não importa quantos anos a gente tenha, nesse dia escrevemos poesias, mandamos flores, revelamos fotos, fazemos vídeos, recortamos corações de papel. Todos nós, seres que amam e que acham isso um barato, vivemos intensamente esse dia, alheios àqueles que reclamam que esta é apenas uma data comercial e blá blá blá. Vemos nesse dia, 12 de junho, mais uma oportunidade de demonstrar o nosso amor.

Assim como muitos, saí pra jantar com meu amor. Jantarzinho à luz de velas, com meus pais junto. Quando ele disse que tinha convidado meus pais pra ir junto, eu não estranhei, até pensei: "Que fofo", já que moramos todos basicamente juntos (uns em cima e outros embaixo, na Big House). Quando ele pediu pra mulher que estava cantando no restaurante se ele podia cantar duas músicas, ainda assim não estranhei, já que sendo ele um músico, não pode ver um microfone que tem que ir dar uma palhinha. Quando ele disse que cantaria duas músicas em homenagem a sua amada (eu, risos), achei bonito. Aí cantou a primeira música dizendo que esta lembrava o começo do nosso namoro (dia dos namorados gente, por que eu iria estranhar? As pessoas ficam românticas nesse dia, risos). Mas aí veio a segunda música e ela dizia: "Quer casar comigo? Ser mais que bons amigos, que nem o céu e o mar. Quer ser pra sempre minha?".

E aí que o ar do restaurante de repente se tornou escasso. E aí que alguma coisa não explicável através de ciência alguma, fez a terra girar descompassada. E quando eu vi ele estava em minha frente de joelhos, repetindo aquelas palavras: "Quer casar comigo?". Eu disse sim, uma vez em voz alta, mil outras vezes dentro de mim. Sim, eu te direi todos os dias. Sim, mesmo quando estivermos vivendo momentos difíceis. Sim, na alegria e na tristeza, desse jeitinho bem clichê, que os apaixonados entendem como ninguém.

E viva o amor e sua não-necessidade de ser explicado ou sequer compreendido. E viva as noites, que em meio a um amontoado de noites iguais, brilham de modo especial.

Andri, a noiva do Jeferson, escreve às sextas feiras e dedica esse post ao seu amado e a todos aqueles que amam e demonstram isso sem medo de ser piegas.

domingo, 8 de junho de 2014

Pessoas sem noção

Se há uma coisa que realmente me impressiona é a falta de noção do ser humano!

Não é incrível como algumas pessoas simplesmente assumem que você é um completo imbecil e fazem e dizem coisas que você custa a acreditar?

Acho um absurdo, por exemplo, a cara de pau daquela pessoa que mente deslavadamente e que quando percebe que você sabe que é uma mentira, ainda assim insiste em afirmar que você está "equivocado"...

Ou aquela pessoa que conta com evidente orgulho como conseguiu levar uma vantagem astronômica em algum tipo de negociação, chamando aquele que foi honesto de "babacão inexperiente"...

Ou então aquela pessoa que precisa chamar a atenção em qualquer lugar onde esteja e, por conta disso, fala alto, ri mais alto ainda, fala ao celular aos berros, conta piadas babacas, ri enlouquecidamente delas e, se você não achou graça, repete tudo novamente, como se o problema fosse você que " não entende as coisas"...

Mas ainda mais sem noção é a pessoa que quer ter razão sempre! Ela sabe tudo sobre qualquer assunto, nunca fica sem ter o que dizer e, curiosamente, sempre tem razão nas suas colocações que, é claro, são "importantíssimas". E se você, por algum momento de insanidade, decidir discordar dessa pessoa, pode se preparar para ficar horas e horas ouvindo as razões pelas quais você obviamente está errado e ela certa.

Contudo, a pessoa sem noção que mais me surpreende e entristece é aquela da qual você realmente gosta e que, subitamente, decide sumir da sua vida. Não responde e-mail, WhatsApp, telefonema, desativa o Facebook...Puf! Ela simplesmente desaparece da sua vida como se jamais tivesse existido... E um belo dia, ela decide retornar ao seu convívio como se nada tivesse acontecido. Depois de meses de ausência simplesmente aparece e age com tal naturalidade que parece que seu sumiço jamais aconteceu... E, para piorar, questiona com imensa surpresa os motivos pelos quais "você está sendo tão fria"... Aliás, às vezes me questiono se o que falta à essa pessoa é bom senso ou sensibilidade para com os sentimentos alheios...

Déia escreve aos domingos e está, sinceramente, de saco cheio de pessoas sem noção.

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