Terá sido tão de repente assim? Desaceleramos muito com a proximidade dos 40. Aprendemos a caminhar apreciando o caminho ao invés de correr loucamente para chegar sabe-se lá onde. Descobrimos que todas queremos chegar lá, e que o lá de cada uma é diferente. Aprendemos a olhar de dentro para fora. Muita coisa aconteceu nesta década. Crianças nasceram, animais de estimação se foram, relações se fortaleceram, outras, desvaneceram. Aprendemos muito. Principalmente que dividir só nos faz melhores.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Lista nº 15.987 - Coisas para fazer quando eu me aposentar
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Feriadim
Pegar sol no campo.
Almoçar galinha com farofa (legítimo prato de farofeiros) em família, na sombra, no cobertor clássico dos piqueniques desde a minha infância.
Cochilar na grama, na sombra, ouvindo as aves e o barulho do vento nas árvores.
Ler, conversar, rir de bobagenzinhas.
Sem badalação. Sem TER que fazer tudo o que você não teve tempo de fazer durante o ano até aqui.
Renata teve o feriado perfeito.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Na reta final
e com ele aquela sensação de estarmos quase lá.
Festas de fim de ano,
músicas natalinas, luzes, pisca-piscas e muitos,
muitos papais- noeis.
Ainda não se gosto ou não,
compras, presentes, e muito,
muito dinheiro gasto.
Mas finalmente, férias.
Viajando ou não, férias.
Com a chegada de Novembro a gente se sente na reta final;
até que em fim.
sábado, 31 de outubro de 2009
Tecnomacumba: Ouça sem preconceitos!
“Tecnomacumba”, termo criado pela própria Rita Ribeiro para nomear o ritmo que une musicas de influência africana, do candomblé, com música eletrônica, traz novas interpretações a canções consagradas nas vozes de Clara Nunes, Maria Betânia, Gilberto Gil, Jorge Benjor, Caetano Veloso, Ronnie Von, e traz também músicas novas. Há muitas canções com introduções de pontos do candomblé, e há ritmos do norte, como “Tambor de Crioula”, sobre o ritmo maranhense; e “Jurema”, sobre a Cabocla Jurema da Umbanda.
Além de ter criado um novo ritmo, com a junção de dois estilos que pareciam não combinar, e que agora parecem que não se separam mais, Rita Ribeiro exalta nossa cultura, nosso sincretismo cultural e religioso, com raízes africanas, indígenas, portuguesas; com nossas mistura de raças, credos, cores, tradições, que são características do Brasil, e que não podem se perder. Essa liberdade e diversidade que nos é oferecida é símbolo maior de nossa democracia, que é mais do que política, pois aqui podemos nos manifestar nas artes como em nenhum outro lugar.
Salve o sincretismo brasileiro!
Tania adora ritmos brasileiros de origem africana. E defende a liberdade de crença, pois vê crescer a cada dia a intolerância religiosa num país que é rico racial, religiosa, culturalmente, e que não pode ser calado por crenças que se afirmam como único caminho para Deus. Deus está em todas as coisas. Ele é onipresente!
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Livre-se do Peso
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
E se pudéssemos comprar mais tempo?
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Bridezilla – o fim da saga
Este não é mais um post de uma noiva desvairada às vésperas do casamento. É o último deles, graças a Deus.
Miss planilha virou meu apelido nos últimos meses. Sem brincadeira, foram mais de trinta planilhas, chutando por baixo, em diversas versões, envolvendo “organizações”. Listas de orçamentos, convidados, convites já entregues, crianças na festa, músicas, mais músicas, músicas ainda, quem quer van, quem quer cabeleireiro, hotéis, confirmações de presença, deduções de ausência (pois descobri que ninguém confirma que não vai), presentes que queremos ganhar (que fizemos sob ameaças múltiplas, pois eu não queria as tais listas), presentes que ganhamos para agradecer. Quem vai ficar com quem em que mesa, quem não quer ficar com quem em que mesa, doces que gostei de cada doceira, doces que gostei dentre todas as doceiras, listas de compras, de providências, de não esquecer.
Miss Pití foi meu auto-apelido, pois foram muitos e agora ainda ando tendo que agüentar os dos outros, com cobranças do que ainda não está resolvido, decidido ou pronto. Estou quase atendendo o celular dizendo que “não, não, este número não é desta fulana”.
Nem tudo saiu como o planejado. Sorte é que este “momento” nunca foi mesmo muito planejado, então, conseguimos ser bem flexíveis. Porém, descobri que muita coisa na vida de um casal de noivos não se escolhe, se adota e pronto, e de preferência se escuta, mas não se processa quanto vai custar (em dinheiro, tempo ou dedicação), ou então a desistência virá.
Descobri muitas outras coisas inesperadas, que têm valido a pena nem sempre por serem boas, mas pelas suas lições. Descobri que resolver comemorar um evento deste “porte” é um teste de quanto se está consciente da própria vida. Você vai convidar mais gente do que gostaria, vai se preocupar muito com o que fulano ou beltrano vai pensar por ser ou não convidado (mesmo que isso seja absolutamente contra sua filosofia de vida), vai mudar de idéia muitas vezes. No fim, se você tivesse desde o início pensado, não no dever social, mas no que seu coração dizia, teria economizado muito trabalho e dinheiro, pois os que lá estarão, tirando algumas exceções por motivos de força maior, serão aqueles cujos corações têm uma linha direta com o seu. Você vai descobrir que algumas pessoas que você considerava muito não estão nem aí para você. E vai se surpreender com outras que merecem muito mais valor que você tem dado.
Não descobri, pois eu já sabia, mas confirmei o valor da minha família, e valor da nova família que estamos formando e dos novos laços que estamos criando que, sim, passam a ser diferentes quando a convenção casamento se concretiza, mesmo antes do altar.
Mais do que tudo, descobri que entrar nesta “maratona” a dois, e passar tantos momentos de discutir escolhas e gostos, juntos, exercitando nosso respeito, nossa tolerância e nosso amor, e ainda conseguindo se divertir e ter muita satisfação com cada detalhe, cada conquista, cada meio termo, cada resolução, foi o melhor de tudo.
Desejo a todos que escolhem passar por todos estes rituais de dividir a vida com alguém e formar uma família, quer isso tenha ou não sido um grande sonho, que no fim, o objetivo primeiro se mantenha: olhar para aquele cara vestido de pingüim, ou para aquela doida vestida de branco e ter o coração acalentado e a paz da certeza do que se quer.
Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. “Bridezilla” é a divertida definição dos australianos que certamente melhor se encaixa ao seu atual momento. Deu trabalho, mas valeu a pena.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
O blog e a prisão de ventre
Dias de final de ano (sim, é só outubro, mas o peso do final de ano já se faz sentir, ainda mais quando não se teve férias...) compridos, pesados e tão cheios de atividades que poderiam muito bem valer por uma semana.
Respostas ferinas e mal educadas, guardadas na ponta da língua a muito custo, para tentar evitar, ou, ao menos, adiar, grandes confrontos.
Perguntas irônicas e ríspidas, também guardadas.
Desabafos, desaforos, todos cuidadosamente empilhados, para não ocupar tanto espaço, já que muitos ainda virão.
Resultados mais visíveis: desavenças com as pessoas mais próximas, as que mais percebem os escapes. Falta total de tempo e ideias pra escrever no blog. E, sim, prisão de ventre, já que o corpo se concentra em segurar todo o lixo, segura todo mesmo...
Renata sabe que este comportamento não é saudável, e vem se esforçando pra conversar mais, falar as coisas com jeito e não reprimir tudo, mas não é fácil, não.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
"Faça o que eu falo mas não faça o que eu faço"
domingo, 25 de outubro de 2009
Despedida
"Dizem que a vitalidade de uma amizade reside no respeito pelas diferenças e não apenas no desfrutar das semelhanças. Felizmente, para nós, isso nunca foi uma verdade definitiva. Sempre nos restavam semelhanças, mesmo quando abusávamos da confiança que cada um fazia questão de dispor.
Obviamente, não se trata aqui de semelhanças físicas (uns eram cabeludos, outros não; uns eram mais baixos do que outros; uns eram bem mais magros... bem mais magros do que eu, com certeza).
Ora, sempre existiu em todos o gosto pela imaginação, pelos jogos de poker, pelas festas inesquecíveis, pela noite, pela nossa eterna prainha e indiscutivelmente o amor pela família, tanto é que nos tornamos, nós próprios, uma grande família. E, numa família, como é de se esperar, temos de tudo um pouco, os alegres, os chatos, os espertos, os divertidos, os extrovertidos ou, ainda, os que têm maiores ou menores afinidades com os demais. Mas de todos os possíveis “estereótipos”, creio que havia apenas uma unanimidade. Apenas um sempre foi admirado por todos.
Nossa dor é tremenda. Nada, nem ninguém, poderá suprir sua ausência. Mas se Deus resolveu que era hora de nos privar da companhia de nosso irmão, fazemos aqui um juramento: Amigo, jamais serás esquecido, vives e sempre viverás em nossos corações e lembranças. Te amamos."
Lil escreve aqui esporadicamente e hoje esta em luto. Espera da próxima vez estar mais alegre e celebrar um grande acontecimento em sua vida.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Resiliência.
Está na moda agora esta tal de resiliência. Nem mesmo o Word sabe o que é isso, mas sobrou para a balzaca moderna, além de ser profissional, mãe, esposa, desportista, artista, doméstica, massagista, sarada, alisada e paciente, ter agora que ser também resiliente.
Segundo pai Google [sic Aurélio moderno], resiliência, um conceito originalmente do campo da física é a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora de tal deformação elástica. É lógico que esta definição tão bonita foi adaptada pelo psicologiquês moderno e, hoje, ser resiliente é tomar pancada e continuar sorrindo. Pollyana foi o primeiro grande exemplar de pessoa dotada de resiliência.
A idéia é que as pessoas ou são iluminadas e já nascem assim, ou lutam muito para adquirir um pouquinho desta coisa, só pra poder dizer, em uma entrevista de emprego qualquer, que “adquiriu resiliência nos últimos anos” (pensando Yessssss). Também se pode entender resiliência como o bom e velho se a vida te der um limão faça uma limonada, como meu conceito recentemente preferido de que sorria para o mundo que o mundo sorri para você, ou ainda como o comportamento Zazen adotado por algumas filosofias orientais.
Sério. Tenho sérias dúvidas sobre tal movimento resiliente. Os alegados benefícios para quem conquista tal qualidade são muitos. Quem, dentre os naturalmente estressados e revoltados, como eu, não gostaria de ter mais paz de espírito, de se abalar menos com as coisas, de ser menos visceral, de se afetar menos (e afetar menos os outros) com as injustiças e frustrações deste mundo? Quem não gostaria de, no trabalho, ficar tranqüilo quando acaba tendo que fazer algo que não concorda porque foi mandado, mesmo expondo os riscos envolvidos e tendo declarado sua contrariedade? Chegar em casa e nem pensar mais nisso nem despejar a lamúria em quem lá está para curtir bons momentos? Não dar bola para a Telefônica, as companhias aéreas, o banco, o seguro que nos infernizam com sua incompetência, lidando com eles pacientemente? Eu gostaria! E de lambuja possivelmente deixaria de ter queda de cabelo, desidrose, gastrite e ansiedade patológica.
Mas como? Até andei tendo alguns sucessos de resiliência nos últimos tempos. Às custas de muito treino (inspira azul, expira vermelho) e boletinhas. Imediatamente se pensa que puxa, consegui, que legal, estou controlada, passei íntegra pelo temporal, estou apenas um pouco descabelada, mas tudo bem, sorrindo. Imediatamente depois eu penso no Ferdinando, aquele touro palerma que respirava uma florzinha num desenho animado (acho que era Pato Donald), lembra? E nos uniformes de colégio. E no Admirável Mundo Novo, onde tomar o SOMA (a pílula da felicidade) era praticamente compulsório para todos. E no musical do Queen, que assisti com minha irmã, onde todos se vestiam iguais, instrumentos musicais foram banidos e só era permitido dançar uma certa coreografia de uma única música eletrônica. Então me sinto uma idiota. Como adquirir algo que, de uma hora pra outra se tornou item de nécessaire unanimemente fundamental, mas que bem no fundo não nos convence muito?
Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Ser ou não ser... Eternamente ser ou não ser...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Nem tudo o que pareçe é, mas às vezes poderia ser
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Não Mais
Laeticia hoje fez a besteira de achar que não podia desacelerar e pediu para ser esporádica no blog, mas se arrependeu e, se ainda der, quer continuar como fixa. Não quer nada de correria na sua vida. Não mais.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Revendo velhos amigos
Porque essa é uma coisa que deveríamos fazer constantemente.
No último feriado da padroeira desisti de ir até Aparecida do Norte (ah tá, sei) para visitar as montanhas mineiras. Mais especificamente Belo Horizonte, a capital mais acolhedora do Brasil.
Um lugar onde se come muuuuuito pão de queijo. E queijo. E bolos. E bolachas. E frango (sim gente... frango... é podem parar de rir agora. O meu problema com o frango limita-se pura e simplesmente ao gosto de frango que tem o frango. Se o frango não tiver gosto de frango – como foi o caso lá em BH – tudo bem para mim). Parênteses para as sentenças com mais palavras repetidas que eu já escrevi na vida. Frango. Frango. Frango.
Um lugar onde café é cortesia. E se eu quero só o café? Mineiro demais.
Lugar onde acontece a seguinte cena: velhinha no Maria das Tranças aborda um dos meus amigos que está com a filha de 2 meses no colo: - Ah! Parabéns! É sua filha? É tão bom ver que tem gente que cuida dos filhos... Tanto pai matando filho de 3 meses hoje em dia né... Parabéns. É bonito mesmo de ser ver.
Amigo (com cara de interrogação) - Humm... Obrigado. Eu acho.
Bizarro né? Mas tudo bem. Também é nesse lugar que além de ser acolhida por 3 amigos bem recentes, encontrei outros 3 amigos de looonga data.
Tá, nem é tão longa data assim, mas no caso dessa família, parecem décadas.
Nós nos conhecemos na praia – naquele lugar abençoado e bonito por natureza que é Cambury – e desde então eu não perco nenhuma oportunidade de reencontrá-los.
Sabem rir até achar que vai passar mal? O pior é que as maiores palhaçadas sempre surgem na mesa enquanto você mastiga. Sério gente. Uma hora dessas isso vai acabar mal. Mas por enquanto, faz bem demais!
Sabem cantar, ouvir o violão, comer, beber, ver fotos, mostrar fotos, rir de novo, comer de novo e não querer ir dormir porque o tempo é curto demais?
Isso é apenas um dia na presença de Lana, Sara e Arthur. Pessoas maravilhosas que entram pela nossa vida e assim, meio que sem querer vão ficando, e ficando e de repente, sempre estiveram.
Às mineiras do blog, peço que não fiquem bravas porque viajei na surdina... risos... Na próxima marcamos o 2º encontro das Balzacas, ok?
Milena escreve aqui às quintas. Nessa, ainda cansada do batidão que foi o feriado em BH, mas com a alma nova em folha.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Bem feito, Miss Perfeitinha
Dia destes em um avião dei de cara com um amigo da adolescência. Eu não considerava o cara um conhecido, era amigo, poxa. Andávamos juntos, saíamos junto, passávamos juntos o recreio e eu estava sempre nas festas da casa dele. Ele se auto-intitulava gótico, gostava de poesia, filosofia e The Cure, tinha o rosto bem branco, se vestia de preto, visitava cemitário e usava sobretudo em 90% dos dias.
Eu tinha namorado e ele também, nunca rolou nada entre a gente, nem vontade, éramos amigos, e pronto. Dividíamos uma paixão: eu pelo espaço e ele pelo céu. Eu queria ser astronauta e ele, piloto. Um dia emprestei para ele um arquivo enorme que eu tinha de reportagens, colagens, anotações e fotos de astronomia e extraterrestres. Passei anos juntando aquilo, que não valia nada (eram épocas sem Internet), e hoje eu mesma não usaria para nada, mas era minha tetéia.
Ele foi embora da minha cidade, saiu do país, ficou um tempo indo e vindo, mas vira e mexe voltava lá para visitar a mãe. Então, ele sempre me ligava, do tipo assim “ei, tô aqui no boteco da esquina, chega aí”. E lá eu ia, ver meu amigo, não importa o que estivesse fazendo, pois tínhamos papos incríveis. Assim, de bocados, eu acompanhei as dificuldades dele de se tornar um piloto, de até pensar em desistir e ele acompanhou meu caminho, que de astronauta só ficou a cabeça na lua.
Então ele sumiu. Procurei-o para convidar para minha formatura e não o encontrei. Paciência, é a vida. Até o dia no avião. Sabe aquele momento em que está todo mundo já de pé, se acotovelando pra ver quem sai primeiro, mas ainda empacado lá dentro e levando mala na cabeça? Pois é, de repente o guri estava plantado do meu lado, no corredor, com sua fardinha de piloto, plaquinha de metal com o sobrenome, crachá da companhia e nariz empinado. Não tive dúvidas, nem pensei em quantos anos eu não via a pinta e larguei imediatamente um FUUULLLAAAAAAAAAAANO DE TAAAAAAAAALLLLLLLL, há quanto tempo, que legal te ver aqui!!!!!!
Recebo um olhar misto de interrogação, dúvida e medo (quem é essa doida?), seguido por um oi sussurrado e sem graça. Ele não me reconheceu! Eu tenho certeza que não! Gente eu não mudei nada desde que eu tenho quatro anos (lógico que com os sinais de que sou hoje uma balzaca, mas a cara é a mesma, inclusive hoje estou mais parecida com a época que eu andava com ele). No silêncio constrangedor, a bocó aqui ao invés de calar a boca, não. “Pois é, eu estou morando no interior de São Paulo, e tu, o que ta fazendo aqui?”. Pergunta vomitada merece...
“Voando”, respondeu a pinta. “Tchau”. GGGRRRRRRRRRRRRRRRRR.
Bem feito, Miss Perfeitinha. É isso que dá se apegar às pessoas e às coisas e seguir com esta mania de agradar. Onde se viu pensar que os que te consideraram um dia vão sequer te reconhecer no futuro? Segue agradando e fazendo as vontades de todos, segue, pra ver onde é que tu vai parar... Vê se aprende logo a dar valor pra quem merece e no momento certo. E o resto... vê se esquece, a culpa não é toda tua quando uma amizade não rola mais. Ao menos vê se lembra de convidar menos de trinta pessoas na próxima festa que quiser fazer e dizer para o piloto metido no próximo vôo “E AÍ GÓTICO, QUANDO É QUE VAI DEVOLVER MEU ARQUIVO, TENS IDO AO CEMITÉRIO?”, ao invés de um “ooooooiiii queriiiiiido!”.
Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Anda bem ausente, mas sempre na escuta e operante. Ultimamente tentando aprender a dar mais valor para quem merece e a não se sentir culpada por deixar pra lá o que não é pra ser.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
E você corre pelo que?
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
A vida em kits
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Estória sem fim
Nessa última semana coisas sem explicação aconteceram, algumas boas outras ruins. Fato é que as boas, usualmente, aceitamos de braços abertos, são as ruins é que ficam em nossa mente, nos perturbando e se fazendo presentes. Clamando por sua presença.
Dei de presente um bichinho de estimação a uma amiga, que a muito o queria. Após alguns dias em minha casa, e recebendo bastante carinhos, cuidados e medicação, pois o pobre fora encontrado na rua, lá se foi ele para sua nova casa, sua família definitivamente. E estávamos todos felizes, celebrando a chegada do pequenino. Mas infelizmente, de tão pequenino e por ter sido deixado por almas menos evoluídas na rua, o pobre não resistiu. E minha amiga no dia seguinte de sua chegada, percebeu que ele não estava bem. Apesar de todos os esforços ele se foi. E com ele nossos corações ficaram tristes e sem entender o por que da passagem tão súbita em nossas vidas. E ficamos assim, no ar, ou fora do ar; pois sua estória foi uma estória sem fim.
Silvia está em busca de um novo gatinho para sua amiga, um que não se vá tão rápido quanto chegou, mas um que nos alegre por muitos e muitos anos; de preferência, aqueles que fazem da sua estória um pouco da nossa também.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Dia normal em duas versões
Desliguei o soneca sem querer e acabei tomando banho correndo e me atrasando. Muitas tarefas no trabalho depois, saí atrasada da escola para uma consulta médica. Me molhei muito na chuva, mesmo com sombrinha por causa do vento forte. O parquímetro engoliu minhas últimas moedas e ainda apertou meu dedo gelado e molhado, que ficou latejando. A consulta atrasou e fui a outro compromisso, que me levou a mais um, que me levou a esperar minha filha perto da escola, relembrando que o dia era de muita chuva e muito vento. Almocei voando, voltei pra escola, tentando terminar minhas tarefas de vice-direção em sala de aula, pois o relatório já estava atrasado e dele depende o repasse de gêneros alimentícios. Ilusão,j á que não tinha nenhuma aula especializada. No meio da tarde, o impensável: tive diarréia! Ninguém merece!Saí da escola correndo, fui para o coral (sim, gente, continuo no coral!) e passei horas esguelando, tentando produzir sons impossíveis, até chegar em casa depois das 22 horas, tendo ainda que jantar e planejar a aula do dia seguinte...
Dia normal – versão 2
Manhã fria, dormi uns minutinhos a mais. Passou um pouco da hora, mas ninguém morreu por isso. Pela manhã fui ao médico, mas não consegui pagar o parquímetro: estacionei de graça, pois chovia tanto que nenhum fiscal passou por lá! E mais, apertei o dedo e milagrosamente não quebrei a unha! No médico, mais notícias boas: fora alguns desajustes, nada de grave! A biópsia deu normal! No decorrer da manhã consegui ainda ir a dois compromissos importantes e buscar minha filha na escola; ela se molhou menos e chegamos em casa mais cedo. Na escola, uma tarde sem aula especializada, mas que correu tranquila, mesmo com a diarréia que veio mais rápida que a luz (do banheiro, no caso)! Ainda bem que eu fui mais rápida ainda e não paguei mico! À noite fui para o coral, e depois de horas extenuantes, entremeadas por gargalhadas, aprendemos uma música ótima, que eu e a Annie cantamos até agora. Acompanhem: dum dum dum dum.....
Esse é um exemplo de um dia normal, na vida de uma pessoa normal, que tem muitas coisas ruins e muitas coisas boas. Às vezes, são as mesmas coisas, só muda o jeito de ver. Há que se cuidar pra que as coisas ruins não se sobreponham às boas.
Renata escolheu lembrar da versão 2 do dia. E o que você faria?