sexta-feira, 30 de julho de 2010

Aqui vou eu!


É hoje! Não estou nem acreditando. Na verdade, tecnicamente já é amanhã, mas como não haverá uma noite de sono até eu embarcar, considero que é hoje. Depois de tantos anos colocarei novamente minhas patinhas brasileiras, mineiras da roça fora de terras tupiniquins. Visitarei as terras do Tio Sam, Nova York me espera.

Coisa de pobre, né, gente, ficar assim espalhando pra rosa dos ventos que a gente vai passar uma semaninha fora. Mas não deu pra segurar a onda meeeeeeeesmo. Tem muito tempo que eu não viajo pra fora do país. Ainda mais assim, solta, no maior estilo “eu sou xóvem”.

Já me chamaram de tudo quanto é nome: doida, maluca, corajosa, perguntaram de eu tava largando meu marido, se eu não tinha medo dele me largar ou de eu achar o resto das minhas coisas na rua quando eu voltar, tiveram inveja (“branca, viu?”) e vontade de ir comigo. É porque estou indo “sozinha”. Quero dizer, estou indo em excelente companhia: eu mesma, Deus, o grilo falante e meu cartão de crédito!! Pra quê mais?

Estou tão empolgada, tão feliz, tão radiante!! Meu marido disse que eu estou literalmente irradiando alegria, que ele está se remoendo de ciúmes, mas que é muito bom me ver assim. Pronto, renovou o casório por mais dez anos. Quando eu falei que ia ficar num hostel (eu disse que era viagem de gente xóvem!), ele quase surtou. Depois acalmou. Alegria contagia mesmo.

Já montei um monte de roteiros. Quem me vê falando de Nova York acha que eu já fui lá. Gente que foi fala: nossa, mas você tem que ir naquele lugar fora da cidade, de outlets o... e eu: Woodbury! Isso, isso. Ah, você já conhece Nova York, né? Não, colega, mas depois do advento da internet só não tem informação quem não quer!! Mas eu não to indo pra fazer compras. Clichezão esse negócio de compras em Nova York, né? Mas dizem que o negócio lá é enlouquecedor mesmo. Conferirei!

Mas eu to indo pra bater um papo comigo mesma sem interferência externa, sabem? Acho que eu já comentei por aqui que eu nunca consegui ficar sozinha. Ninguém deixa. Eu sou faladeira. Atraio gente, busco gente. É a primeira vez que saio assim sozinha e vou tentar ficar sozinha. Acho que vai dar pra pensar na vida, refletir um pouco num lugar novo.

Imaginem só eu naquele barco, olhando a estátua da Liberdade e me organizando pra ir lá, pensando na vida? Tudo de bom! Aí conheci um senhorzinho sabe tudo de jazz pela internet que me indicou uns lugares daqueles imperdíveis e eu lá curtindo um jazz e pensando na vida? Melhor ainda!! E correndo no Central Park de tênis novo, ouvindo música no meu ipod novo, tentando respirar e pensando na vida? Tudo que eu pedi na vida!

Assistir ao Fantasma da Ópera, cair em prantos, enxugar as lágrimas, cair em prantos novamente, pensar na vida? Lindo de morrer!! Ir ao MoMa, comprar gravuras, apreciar pinturas, tomar um café e pensar na vida? Mais lindo ainda. Visitar o Guggenheim, comprar suvenirs, apreciar mais obras de arte, tomar um chá, comer biscoitos e pensar na vida? Que delícia, gente! Tudo que eu queria poder fazer com mais freqüência.

E depois de sete dias em Nova York, comprinhas feitas, que eu não sou de ferro, city tour completo, muita música e muita arte, coisas que adoro, saber que eu vou voltar pra casa e vai ter muita gente amada e que me ama me esperando de braços abertos é bom demais!!


Laeticia sabe que viajar renova e faz falta. Não vai deixar de viajar nunca mais. Nem de voltar pra casa.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Letra e Música

Entre minha mãe cantar para eu dormir todas as noites e eu me viciar em uma série musical adolescente (que felizmente não envolve o Zach Efron), minha vida tem sido bastante, bastante musical.

Primeiro foi o violão. Depois o canto. Depois o conservatório. E então tudo isso junto. Foram anos muito bons e eu olho para trás com uma saudade inacreditável.

Walkmans, discmans, mp3 players e i-Pods sempre estiveram entre minhas posses mais valiosas, e eu me lembro qual foi a fita que tocou na minha viagem para um lugar muito distante, quando fui prestar vestibular. Fita minha gente. Tinha Metal Contra As Nuvens nela.

O advento da internet, dos HDs que comportam TeraBytes e dos torrents que contem a palavra discografia no nome me fizeram uma pessoa mais feliz. Meu i-Tunes deve ter música pra tocar por uns 12 dias sem parar.

Minha música preferida? Juro que não sei. Pode parecer volúvel, mas ela muda a cada semana. De acordo com meu humor, a previsão do tempo, as oscilações na bolsa de valores...

Meu cantor preferido? Aí já é mais fácil. Chico. Muito, muito e sempre. Mas também tem a Marisa, a Alanis, a Shania, o Zeca (Baleiro gente, jamais o Pagodinho), e por aí vai. Certeza que esqueci algum dos favoritos.

Musicais? A-D-O-R-O. E sou dessas que ouve desde A Pequena Sereia até Moulin Rouge. Minha meta na vida? Assistir a todos eles. Pode ser na TV mesmo gente, precisa ser na Broadway não. Links para download serão aceitos com alegria.

Mas o meu maior ponto fraco são as trilhas sonoras. Gente é só eu assistir um filme ou uma série com uma música legal que lá vou eu baixar todas as outras músicas. Raramente vale a pena e eu fico com um cd inteiro sendo que eu gosto só de uma música. Acontece.

Exceções? Forrest Gump, Ally McBeal e Glee. Muitas músicas boas juntas.

Minha playlist atual? Glee (Cast Version). Repeat clicado desde ontem. No trabalho, no carro e no i-Pod shuffle. Claro que já escolhi minhas preferidas, incluindo por Sweet Caroline, Defying Gravity, Hello Godbye e Don’t Rain On My Parade.

E você? O que tem na sua playlist?

Milena é viciada em música. Muito e sempre.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

O que somos, e o que queríamos ser

Revi o filme “De Repente 30” pela enésima vez, e, a cada vez, penso mais e mais em como nos esforçamos para nos tornarmos o que queremos que os outros querem que sejamos, mas não o que realmente queríamos ser. A gente se veste, se alimenta, se comporta de acordo com o que a mídia, a moda, os amigos, os inimigos, a família, os desconhecidos ditam. Calçamos sapatos desconfortáveis, que machucam os pés, porque são de marca, de estilo. Nos vestimos com roupas caras, que muitas vezes nem se parecem conosco, só porque a moda assim nos impôs.

Além disso, assistimos a filmes que não entendemos, ou que não gostamos do estilo da direção, ou do roteiro, mas ainda assim os vemos, e comentamos, porque é chique ser cult! Comemos uma refeição caríssima, num restaurante badalado, que mal nos alimenta, ou vamos ao extremo, e tentamos fazer regimes, nos alimentando pouco, para termos um peso que não condiz com nossa estrutura corporal.

Qual é o problema de calçarmos algo bonito, sem marca de grife, que seja confortável? E de vestir uma roupa que nos faça sentir bem, sem precisar ser de um estilista famoso? Qual o problema de vermos um filme pipoca, como o “De Repente 30”, e aprendermos mais com ele do que com um filme noir? Qual o problema em comermos bife com batata frita, e nos sentirmos felizes, como quando éramos crianças, e isso era tudo o que queríamos?

Acho que o mundo seria mais simples se agíssemos como acreditamos que seria melhor, mas teimamos em quere parecer o que não somos. E isso nos faz sofrer. Ainda tento ser como eu imaginava que seria quando era criança. Mas, às vezes, é ainda mais difícil, pois há muita gente que se importa mais comigo do que consigo mesma. E essa gente fala demais, insiste demais em me mudar, e impõe que meu modo de ser, meus valores, devem ser mudados, pois está tudo errado. Oh mundinho complicado, sô!

Tania resolveu se preocupar com sua saúde, pois, com sua vida tem muita gente se preocupando.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Instantâneas de aeroporto

Uma morsa de terno, soltando fumaça pela boca.
Um ventríloquo sem dono.
Bundas rebolantes com cabelos esvoaçantes.
Um cabide empurrando uma mala.
As cadeiras mas confortáveis que existem: todos querem sentar nelas!
Moradores de aeroporto.
Inovações na arte de passar o tempo.
Mochilas e malas indicando a personalidade de seus donos: o prático, o workaholic, o mochileiro,  o de férias, a madame, o eterno viajante, a compulsiva por compras, o homem bomba (desse eu só desconfio...).


Renata viu coisas que só se vê em aeroportos... Adóuro!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Antidepressivos do Bem

Pois é, estou tomando antidepressivos de novo. E, ao contrário do que todos pensam, estou adorando. Contei pra algumas amigas que tinha voltado ao psiquiatra e ele tinha voltado com meus “antipsicóticos” – como eu carinhosamente chamo meus comprimidos de cloridrato de sertralina – e elas ficaram tristes por mim. Gente, mas por quê?! Ultimamente acho que meus remedinhos vão me acompanhar para todo o sempre e, sinceramente? Não me incomodo. Prefiro tomar antidepressivo pra sempre do que insulina ou anti-hipertensivo.

Diabético e hipertenso têm um monte de restrições alimentares que deprimido não tem. E outra coisa, o fato deles tomarem insulina e anti-hipertensivo não dá a eles o direito de comer o que eles quiserem. O deprimido crônico, ao contrário, toma o remedinho dele e vê o mundo em cor-de rosa!!! Aliás, ele deixa de ver o mundo em tons de cinza e volta a ver toda a paleta de cores, milhões delas, o mundo em HD!! Coisas pequenas permanecem pequenas, coisas médias permanecem médias, coisas grandes, infelizmente, também permanecem grandes. Mas pelo menos a gente se preocupa com o que merece preocupação. Com a vantagem de poder tomar um porre ou comer um chocolate sem morrer ou ter um derrame imediatamente. Sabem que a gente consegue até acalmar os outros à nossa volta quando a gente tá tomando antidepressivo? Pois é, consegue rsrs

Mas aí você não pode beber, dizem alguns. É uma meia verdade. Até posso beber um pouquinho. Entretanto, também é verdade que, embora eu ainda tome uns porres de vez em quando, já não tenho tanta vontade de beber assim. Nem socialmente. Álcool faz mal pra pele e as ressacas têm sido cada vez mais cruéis. Se eu quiser manter o plano de ter 33 com cara de 33, 40 com cara de 40, 50 com cara de 50 e assim em diante, só o protetor solar não vai adiantar. É bom continuar fazendo careta na frente do espelho, passar creminho e parar de beber... álcool. E beber água. Muita água. O antidepressivo é uma boa desculpa pras pessoas que não entendem minha vaidade com a pele não encherem meu saco num encontro social. Digo simplesmente: não posso beber, tomo antidepressivos. Ninguém insiste, no início ficam com pena, depois me vêem rindo, gargalhando e falam: nossa, mas nem parece que você é deprimida!! E eu respondo que os remédios são ótimos!! Fico feliz, não bebo e a pele agradece.

Outra vantagem dos antidepressivos é que, como eles diminuem a ansiedade, eu acabo emagrecendo. Deixo de atacar toneladas e toneladas de Talentos, M&M’s, pães de queijo, bombons, brigadeiros de panela, casadinhos, canudinhos de doce de leite, pães de mel recheados com creme de nozes, e por aí vai. Fala sério: isto não é lindo? Mal vejo a hora deste efeito colateral começar a se manifestar. Some-se a isto, evidentemente o fato de que, com a redução drástica do consumo de álcool, ocorre uma redução sensível no consumo de tira-gostos, compostos à base de torresmo de barriga, joelho de porco, costelinha, picanha, macaxeira frita, jabá, pastel de angu e afins. Ou seja, em questão de poucos meses terei botado fora alguns quilinhos. Só isto já ajuda a equilibrar a psique de qualquer mulher de trinta.

E desta vez está ocorrendo algo inédito e também lindo: não estou conseguindo tomar coca cola!! Pode até ser coisa da minha cabeça, mas fui tomar um copo de coca zero que eu adooooooro, um dos meus maiores vícios e quando aquele líquido preto geladinho delicioso chegou às minhas ávidas papilas gustativas senti um gosto de ressaca que Deus me livre!!! Parecia que eu estava comendo uma cueca de cigano. Daqueles que fica meses sem tomar banho. Que nojo!!! Não que eu já tenha comido uma cueca de cigano, mas fiquei imaginando que uma cueca de cigano deve ter aquele gosto ruim! Tá lá em casa uma garrafa aberta faltando um copo e outra fechadinha. Vou levar pra Cecília, que é viciada que nem eu ERA. Já fazem quase dez dias que não tomo coca cola. E como não tomo coca cola, não tomo refrigerante. Tomei quase dois litros de limonada suíça ontem.

Então que eu cheguei à conclusão de que meus antidepressivos são totalmente do bem! E carrego meus comprimidinhos na bolsa de boa.

Laeticia não está nem aí pra quem acha que tomar antidepressivo é o ó do borogodó de trash.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Férias

Os descaminhos da vida são muitos, são incertos e são, com certeza, fascinantes. Alguns chamam de destino, sorte ou azar. Por enquanto, eu chamo de acaso.

Seja qual for a força que rege (se é que há uma) estes acontecimentos misteriosos, ironia é algo que não lhe falta. Por isso tenho certeza de que o universo é um ente feminino em sua essência.

Vários caminhos e atalhos me trouxeram a Belo Horizonte, em férias. Ah, as tão esperadas férias. E digo: redescubro que sou ótima companhia de viagem! Estava sentindo falta de mim mesma, perdida entre compromissos, urgências, necessidades alheias. Claro que não deixei tudo isso para trás, instantaneamente, mas agora consigo me ver e me ouvir mais. Consigo pensar e relaxar. Isso são férias.

O turismo, as pessoas, as paisagens, as novidades, fazem parte do pacote, mas não são a essência.

Renata deixou em casa pessoas amadas, mas precisa deste tempo para passar consigo mesma.

terça-feira, 13 de julho de 2010

O tempo e o clima

Há temas recorrentes nesse blog. O campeão dos campeões não é o relacionamento a dois, como muitos suspeitariam, mas o tempo. Mas nos meus posts, o clima também está nos tópicos mais freqüentes.

Simplesmente porque toda a vida tentaram me enganar, dizendo que eu morava em país tropical, e eu não me conformava! Agora percebo que, além de ter nascido num país com livros didáticos não confiáveis, nasci na latitude errada! Meu organismo não serve pra esse clima!

Alguém de latitudes menores quer fazer permuta?

No frio, todo mundo se fecha, se encolhe e se recolhe em casa. Um fim de semana assim é bom... dois até vai. Três é pra matar!

Imaginem a cena: duas professoras colegas minhas tiveram que descongelar seus pára-brisas antes de ir trabalhar hoje de manhã. Sentiram o drama?

Imaginem ter que parar a aula e fazer exercícios pras crianças se desencaragarem (encarangar é o estágio que antecede o congelar).

Ou se vestir tanto que tem dificuldade de se mexer.

Ou segurar o máximo antes de ir ao banheiro pra evitar se gelar.

Ou sair de casa no escuro e ver no termômetro 0 grau! Com sensação térmica muito mais baixa!

Ainda bem que existe chimarrão, chocolate quente, chá, vinho e abraço, pra amenizar o frio.

Renata não se conforma com o frio. Ela ia escrever mais, mas se encarangou e foi se esquentar.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pedaços da realidade

Havia muito tempo que não sonhava, acredito que devido às tarefas diárias eu deitava e dormia, mais nada, e, por vezes acordava com as pernas ainda adormecidas, como se estivessem ainda dormindo.

Mas essa noite foi diferente. Depois de várias semanas, eu sonhei. Talvez pela proximidade das férias, e por estar com a cabeça mais vazia, ou simplesmente, por estar pensando em você. Sonhei.

Com uma casa bonita, de madeira, mas não sei ao certo se estavamos juntos, por vezes sim, noutras não. Com o trabalho, é claro. Tudo no meio, misturado. Com você e seu trabalho, ou a falta dele, que de quando em quando me preocupa e incomoda. Com meus gatos, os que já foram e os que por aqui ainda estão.

E acordei. Sem saber se levantava ou dormia mais um pouco, se corrigia algumas provas tomando café, ou se tomava café e ía pra academia. E fiquei assim, olhando pro relógio enquanto ele me dizia implacavelmente - o tempo passa, o tempo voa. Enquanto eu continuava parada, sonhando.

Silvia escreve as segundas, mas sonha nas terças.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Papo de Casal


E toca o celular:

- Ei, Gatinha, aonde você está?
- Tô em casa; e você?
- Tô saindo da clínica agora.
- Viu que o goleiro do seu time tá preso?
- Preso?! Como assim, preso?
- Assim, preso. Eu te falei. O f*lh* da p*ut* matou a menina.
- Nó, p*t* que pariu!! Vai ser burro assim lá na China.
- Pois é. O cara consegue sair da favela, ter tudo e faz isso pra não pagar 5 mil de pensão...
- Quê que foi? Sua voz tá tristinha...
- Ah, nada, não. Tô deprimida com meu peso. Tô igual uma porquinha.
- Tá linda, gatinha!!
- Tô nada, to igual a Miss Pig.
- Kkkkkk Miss Pig?
- É, Miss Pig. Tá rindo da minha desgraça, é?
- Que desgraça, Gatinha. Você é linda!
- Tá, tá, tá bom...
- Aqui, Gatinha, coloca pão de queijo pra assar pra mim? É que demora e eu tô com muita fome.
- Pô, Bola, eu aqui falando em cortar os pulsos por causa do meu peso e você me pede pra pôr pão de queijo no forno?! Que sacanagem, hein?
- Uai, mas você quer que eu coma o quê?!
- Salada, oras! Tem muita salada aqui.
- Gatinha, olha meu tamanho. Como que eu vou comer só salada? Eu tô com fome.
- Tá bom, tá bom. Vou colocar pão de queijo pra assar pra você, mas não vou comer. Já comi uma manga.
- Só uma manga? Mas assim você vai ficar com fome. Se você comer uns dois pãezinhos de queijo você não vai morrer, não!!
- Morrer, não, né? Mas o que não mata, engorda!!

Laeticia está se sentindo um lixo por não ser capaz de fazer uma dieta e revoltada com o safado do goleiro que matou a menina pra não pagar pensão.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Beijo, me liga =)

É isso, minha gente.

Depois de algumas semanas no inferno astral profissional, eis que saio de férias.

Serão 15 dias apenas (sim, sinto falta dos meus 37 dias em NYC), mas serão muito bem aproveitados.

Visitarei grandes amigas. Vai dar até para gastar meu instinto maternal com a filha de uma ex-mulher de 30.

Se pá, conseguirei até descansar =)

Veremos.

Sem mais, desejo a vocês um inverno bem frio, um coração aquecido, um filhote no quintal.

Milena está desconexa de cansaço. Só para variar. Escreve aqui às quintas-feiras, sempre que dá.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Atração

Vivemos tempos de superficialidade, de respostas prontas. De perguntas prontas. De grande oferta de maquiagem, roupas, carros, cabelos, aulas e corpos que podem deixar qualquer um parecido com quem quiser, mediante um módico preço em inúmeras prestações. Tempos de lugares comuns. De frases feitas. De atuação.

E cada vez me atraem mais os lugares incomuns. Cada vez me atrai mais o pensamento próprio. A conversa verdadeira – ouvir, refletir, falar; não o bate-volta. Me atrai o essencialmente não convencional, não aquele que quer ser contra independente da regra, sendo, se não diretamente influenciado pela massa, opostamente influenciado, consistindo apenas numa mudança de sentido, mas não de direção. Me atrai o surpreendente. O independente. O coração.

Porque estas coisas me tocam, me emocionam, me intrigam e me mudam.

Renata procura perceber as essências dos dias, das pessoas, de si.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Aos meus amigos

Desculpem meus amigos se ando ausente, se não respondo meus emails, nem mensagens no celular, mas a vida anda corrida, e por vezes, complicada. Minha mãe já dizia que viver é fácil, difícil é conviver. E ela sempre tem razão. Mas a minha distância não é mal querer, nem esquecimento, não. É mesmo falta de tempo, de sossego, e muito emburrecimento acumulado que acho que vocês, mesmo já me conhecendo, não o mereçem. Mas também sinto falta de nossas saidinhas, de conhecer novos bares em BH, de jogar conversa fora e, às vezes, filosofar sobre coisas que não entendemos direito mas fingimos compreender. Penso em vocês constantemente, assim como penso em mim e sinto que mudei muito, minha vida também, mas espero que a gente se reconheça sempre como amigos, mesmo que estejamos diferentes. E obrigada por poder contar com vocês sempre que precisar, meus amigos.

Silvia escreve as segundas-feiras. Hoje, mais do que nunca, pensando em vocês.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Sentir, respirar, cantar

Perdoem a fraca alusão ao título do best seller, mas acredito que há passos para se chegar a qualquer lugar. No meu caso, o “lugar” é o cantar. Já escrevi aqui algumas vezes sobre o coral de que faço parte. Ao qual frequento, com minha filha, semanalmente, por mais cansada, ou irritada que esteja. Daí se pode ter a noção de quão prazeroso é.

Sempre tive o desejo de cantar, sempre gostei, mas era algo para mim e, no máximo, para os alunos do ensino fundamental.

Antes de cantar, é preciso sentir. É preciso querer se conhecer, se expor, se expressar. É preciso querer. É preciso amar.

Depois, é preciso saber: saber respirar, saber como funciona seu corpo, sua voz, o som. Saber a música. Saber com quem e para quem se canta.

Aí sim, canta-se! E é muito bom! É uma entrega. É um presente para si e para quem ouve.

Domingo o coral se apresentou no XIV Canta Caxias, um encontro de corais do município. E pude sentir em cada célula do meu corpo a energia dos outros cantores, do público, do regente que se empenhou demais... Senti o som do coral, um canto solidário, como nos ensinou a preparadora vocal, e não solitário, nos unindo e apoiando. Senti toda a expectativa, a adrenalina, toda a vida daquele momento!

Renata adora cantar, cada vez mais! Agradece a todos que a ajudaram a melhorar e a crescer: ao regente, à preparadora vocal e aos colegas! E parabeniza a todos!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Texto sem motivo para quem não tem interesse

Há dias em que a gente não tem vontade de escrever sobre nada. Estou num desses períodos. Não é que não tenha assunto, pois poderia escrever sobre coisas engraçadas do serviço, ou sobre coisas que me deixam indignada, ou sobre dificuldades que tenho para realizar algumas atividades, ou sobre falar sobre sentimentos. Poderia escrever sobre algum filme, ou sobre livros, ou shows, ou poderia escrever sobre lugares interessantes para ir.

Há muito assunto, mas não estou com vontade de escrever, de colocar no papel nada disso. E, como não quero escrever sobre nenhum assunto específico, resolvi escrever só para informar que não quero escrever!

Parece loucura? E é! Mas tem dias em que a gente acorda revoltada com absolutamente nada, pois não há motivo, além do aquecimento global, da corrupção na política, do mau uso do dinheiro público, da falta de educação das pessoas; realmente não há motivo para que a gente se revolte.

Assim, estando numa democracia, e sem motivo para me indignar, nem motivo para escrever nada hoje, resolvi reivindicar o direito de escrever para mostrar que não quero escrever! Achei que não tinha escolhido tema algum, pois afinal, minha intenção era não escrever, mas então percebi que meu tem se tornou justamente o fato de eu não querer ter um tema para escrever! Meus Deus, se continuar assim, vou escrever novelas para a televisão! Se ficar sem assunto, ou sem sentido, como está agora, pode ser novela das oito, de mais audiência, que geralmente tem um monte de temas polêmicos, para não se aprofundar em nenhum, e terminar sem sentido mesmo!

Enfim, acho que vou para por aqui, pois estou descobrindo que posso escrever sem querer, sem sentido algum, e pode ser que eu ainda tenha sucesso com isso! Não, eu não tomei alucinógeno, mas não me acordem, pois tenho certeza de que ainda estou dormindo!

Tania não queria escrever, e, depois desse texto, descobriu que pode escrever muito e isso não querer dizer nada!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Julgar e Ser Julgada

Nem me lembro qual período da faculdade eu cursava. Haveria prova oral de Direito Penal. O professor seria meu orientador no final do curso, mal sabia eu. Fui chamada, entrei na sala, respondi tudo que ele perguntou – eu adorava a matéria, então foi fácil – e depois ficamos conversando. Ele me disse: você tem cara de quem vai ser juíza. Na hora, nem titubeei em responder: Deus me livre! Julgar é tarefa pra gente sábia e eu não me acho apta a julgar ninguém não. Vou ser advogada. Mas meu professor não desistiu até hoje: quer me ver juíza ou promotora! E olhem que já vai tempo desde esta conversa!

Mas o que eu quero dizer é que julgar sempre me pareceu uma tarefa ingrata. Imaginem só! Cada um pensa de um jeito, age de outro e só me parece possível tomar uma decisão drástica quando estamos vivenciando o “drama”. Ontem por exemplo surgiu um assunto de aborto e eu falei abertamente que achava que o corpo é meu e dele eu faço o que eu bem entender, mas que, como nunca quis ter que tomar uma decisão tão séria, sempre fui precavida. Outra coisa espinhosa é o tal de matar. Já ouvi de tanta gente que nunca seria capaz de tirar uma vida! Pois eu me acho capaz. Basta eu imaginar alguém “meu” sendo agredido que eu já vejo sangue nas minhas mãos!

Então, nunca gostei de fazer julgamentos. E decidi tentar evitar julgar aos outros, né? Pra não fazer nada de que eu fosse me arrepender depois. Mas parece que uma praga me persegue por conta disto!! Vira e mexe gente que eu gosto muito me julga sem nem me dar chance de falar nada! Já fui julgada e condenada sem nem saber porquê! Gente que me virou a cara, que eu fui atrás pra saber o que tinha acontecido e se recusou a falar porque de repente eu tinha virado uma megera 

Algumas pessoas eu confesso que nem gostava tanto assim delas, mas tinha consideração. Mas mesmo assim, saber que eu tinha sido julgada e condenada sem nem saber o porquê me incomoda muito. E me magoa profundamente quando sou julgada por quem eu amo sem chance de dar minha versão dos fatos.

Olhem, não é pela minha formação. Eu sempre fui assim. Sempre quis ouvir tudo antes de começar a falar. Até quando eu dei um pau no menino que tinha batido no meu irmão, na época, pequeno, eu tomei o cuidado de perguntar o nome dele e se era ele quem gostava de bater em menino pequeno antes de sentar o borralho nele. E só bati no pivete porque ele olhou na minha cara e disse que era ele mesmo e que gostava sim de bater no meu irmão. Aí, nem julguei, só executei a sentença que eu mesma tinha dado: tapa na cara de valentão.

Aí deixei de ir numa festa porque tinha tido cólica de rins. Passei a noite no hospital tomando remédio na veia e não dei conta de ir à festa. Só que no outro dia eu tava boa e queria sair de casa, tomar um ar. Chamei o pessoal pra ver jogo em algum lugar. Pronto! Foi o suficiente pra acharem que eu não tinha ido pra fazer pouco caso da festa da minha colega e que não tinha tido cólica nada. Fiquei me sentindo uma caquinha. Porque de cara, o que ouvi foi: pegou mal você mandar esta mensagem pra fulana. E quem disse que eu tinha mandado mensagem pra dona da festa? Pra ela eu tomei o cuidado de telefonar, explicar minha ausência e só não chamei pro chope porque ela estava com o namorado, numa comemoração só deles. E eu tive chance de falar isso? Não, não tive...

E não tem jeito, viu. Eu fico mesmo chateada com estas situações. Porque eu não julgo ninguém assim, sem ouvir antes. E se quem faz isto comigo é gente que eu gosto muito, aí é que é complicado mesmo. Porque a pessoa devia me conhecer o suficiente pra saber que eu não faria uma grosseria deste quilate.

Laeticia está chateada. E não é com uma pessoa só.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Sobre o futuro bem próximo...

Minha gente, né por nada não, mas os últimos dias antes das férias são os piores dias que se pode imaginar.
É como um inferno astral profissional.
Tudo dá errado. Tudo requer retrabalho, e não tem nada mais desgastante do que retrabalho nessa vida.

E tudo que você consegue pensar é que em pouco tempo você vai estar descansando numa praia deserta, ou num continente distante, ou mesmo no quintal de casa.

E que até lá, não haverá mais futebol no mundo.

Milena escreve aqui às quintas. Gostaria de passar 3 semanas em um continente distante e deserto, mas em breve estará visitando amigas queridas por esse Brasil afora =)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Definições


DEFINIÇÕES (tristes) DO MATRIMÔNIO
1.“Ato religioso através do qual se cria um Cristo e menos um virgem”.
2. “Intercâmbio de mau humor durante o dia e de mau odor durante a noite”.
3.“A única sentença de prisão perpétua que só é revogada por mau comportamento”. A interdependência ainda é vista como uma perda de liberdade e não como uma união para uma construção a dois.
4. “Situação em que a mulher não obtém o que esperava e o homem não esperava o que obtém”. Mostra que ambos casam-se com expectativas em relação ao consorte diferente da realidade. Cada um faz uma imagem irreal do outro.
5. “Matematicamente: soma de afetos, diminuição de liberdade, multiplicação de responsabilidade e divisão de bens”. Não estamos preparados para compartilharmos uma vida em comum. Guardamos ainda nossa individualidade.
6. “Principal causa de divórcio”.
7.“Processo físico-químico através do qual uma uva se converte em abacaxi”. “Uva” é a imagem ideal física e comportamental que fazemos do cônjuge; abacaxi a imagem real que encontramos.
8. “A forma mais rápida de engordar”.
9.“A única guerra em que se dorme com o inimigo”.
REFLEXÕES (absurdas) DA VIDA A DOIS
1.“Serve para resolver problemas que nunca teria se continuasse solteiro”.
2.“Se não fosse o casamento, muitos maridos não teriam nada em comum com as esposas, nem o endereço...”.
3. “O homem solteiro é um animal incompleto, o casado é um completo animal”.
ANTES E DEPOIS (do que?...)
1. “Antes: duas por noite; depois: duas por mês”.
2. “Antes: me deixas sem respiração; depois: não me aperta, caramba!”.
3. “Antes: não pare ; depois: pode parar”.
4 “Antes: febre de sábado à noite; depois: futebol no final de semana”.
5. “Antes: o som da música; depois: o som do silêncio”.
6. “Antes: estar a seu lado; depois: fique na sua”. A companhia, o companheirismo, torna-se hostilidade.
7. “Antes: não sei o que faria sem você; depois: não sei o que faço com você”.
8. “Antes: erótica; depois: neurótica”.
9 “Antes: parece que estivemos sempre juntos; depois: estamos sempre juntos”.
10. “Antes: adoro como você controla a situação; depois: você é um manipulador egoísta”.
11. “Antes: ontem fizemos no sofá; depois: ontem dormi no sofá”.
12. “Antes: era uma vez; depois: fim”.
Várias são as motivações que levam as pessoas a se casar. Muitas se casam cumprindo uma programação psicológica. Nesses casos, a decisão do casamento não é feita de forma autônoma, mas obedece a um "plano inconsciente de vida", elaborado na infância, a partir das influências das figuras parentais.
Seja como for, os casamentos muitas vezes acabam de modo infeliz, embora estivessem, marido e mulher cheios de bons propósitos. Chega-se a um ponto de intoxicação mútua, nada mais deixando entrever do "amor" que os unia. Aquele "grande amor", que foi se esvaindo ao longo de uns tantos anos do dia-a-dia, parece ter sido uma grande ilusão.
O CONJUGO, primeira palavra da liturgia do matrimônio, passa a ser, tão somente, um "jugo", armação pela qual duas pessoas permanecem atadas, por causa dos filhos ou por motivos de outras ponderações.
O casamento impõe obrigações que visam ao aperfeiçoamento mútuo, ao crescimento moral e espiritual de cada um, pela fidelidade aos compromissos matrimoniais, pela guarda, sustento e educação dos filhos. As leis que regem a união conjugal são elaboradas pelos seres humanos com o objetivo de proteger a Família, ponto de partida de qualquer organização social..
Por isso, o ideal seria que só se casassem pessoas conscientes de tal fato e com um "script" de vida construtivo, para evitarem decepções mútuas.
Autor desconhecido, texto modificado
Lil escreve aqui esporadicamente.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Canção - Cecília Meireles

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

Renata colocou vários sonhos em navios. Alguns por gosto, outros não. Espera que alguns deles encontrem o caminho para casa...
Até lá, vai fazendo novos sonhos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Piuí.....


E o dia passou, correndo, voando, enquanto eu pensava nas férias, nas velas, nas aulas, nas provas, nos extras, nas folgas. Enquanto eu olhava os minutos sem jeito, sumindo de mim. E nem bem cheguei em casa, telefone, provas, agenda, a mochila de amanhã e no meio uma torrada, um chá frio mesmo que não dá tempo de esquentar, não posso parar. E fui passando desembolada, amanhã o dia é cheio, quase como se eu não existisse, mais um, eu aceito e tô pegando, afinal quem quiser apreender alguma coisa pode me ligar que eu ajudo, só não sei se no meio disso tudo terei mais vaga, mas se der eu topo, afinal um dinheirinho a mais sempre vai bem. Mas vou passando em revoada, sem pensar realmente no que farei com ele, fazendo tudo ao mesmo tempo, sonhando com as férias, que vou viajar, mas sonho mesmo em dormir. Agosto já está aqui, na beirada me espreitando. E vai passando a vida numa correria danada como um trem que passa e a gente sem querer não vê.

Silvia escreve as segundas, cada vez mais, corrreeendo.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

São Tantas Emoções!!!

Definitivamente eu estou ficando muito emotiva. Nunca fui muito chorona, muito melosa. Pelo contrário, já me chamaram de seca. Nunca fui muito de ficar dando beijinho, abraço, meu bem pra lá, minha querida pra cá. Mas de uns anos pra cá, sinto que algo está mudando.

Livros sempre me emocionaram; filmes, alguns antes, agora muitos; mas mensagem de e mail e notícia de jornal não eram coisas que falassem ao meu coraçãozinho. Eu via lá altas tragédias e pensava: que desgraça, meu Deus. E pronto, né? Basicamente rezava um pouco praquelas pessoas, mas lágrima que é bom, necas de catibiriba.

Ah, gente, mas aí teve um dia que eu vi um documentário no Animal Planet – sim, eu assisto ao Animal Planet, amo bichos – e passaram Christian, the Lion. Gente, quase desidratei!! Aquele leãozão gigante lambendo a cara dos “pais” dele depois de um tempão na selva. Chorei até falar chega de tanta emoção!!

Outro dia minha mãe mandou uma mensagem entitulada “Aos Meus Filhos”. Abri meio sem saber do que se tratava – afinal, como ela tem 3 filhos, podia ser desde um simples bom dia até um esporro por algo que inadvertidamente poderíamos ter feito – e me surpreendi com uma mensagem linda. Pronto, chorei de novo!!

Ontem recebi também da minha mãe um vídeo do Charles Aznavour cantando com duas netas. Gente, não é que meu coração palpitou de novo? Que coisa mais linda!! E agora ainda fiquei até murcha de saber que o Saramago morreu... não que o velhinho fosse perfeito, ninguém é e ele ainda era comunista, mas poxa, que perda! O mundo ficou pior sem ele.

Ainda neste minuto liguei na oficina pra saber se a seguradora tinha liberado o conserto do meu carro e Fernando, o personnal mecânico da família, me disse que tinham liberado, que ele já tinha começado e que meu carro tava quase pronto.

Não me contive, caí em prantos!!!

Laeticia está se tornando mais emotiva de verdade, mas a praticidade não deve ir embora nunca rsrs
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