quarta-feira, 12 de agosto de 2009

O esporte mais perigoso do mundo

Tem um monte de atividades por aí classificadas como esportes à minha revelia. Sei que minha opinião como desportista hoje em dia vale muito pouco, mas por favor, sinuca, xadrez, automobilismo, pára-quedismo, hóquei, boliche e afins pra mim não são esporte, são diversão, independente de estarem ou não nas olimpíadas. Tênis era um dos que se encontrava na lista do “não é esporte e pronto” até ontem.

Sabe filmeco com patricinha? Gente rica metida a besta que não sabe se divertir? Playba entediado? Fantasia sexy de saiote com preguinhas? Desenho do Pateta? Pois é, era mais ou menos esse o quadro que vinha minha à mente quando pensava em tênis (coisa que, honestamente, deve ter me ocorrido umas duas vezes ao longo de toda a vida).

Não sabia as regras, como se contam pontos, o que fazer com as linhas do chão, nem se a bolinha tem ou não que quicar e quando. Continuo não sabendo, porque pra cada uma destas definições parece que, dependendo disso ou daquilo, será de um jeito ou de outro. Tinha que ser coisa de gente besta mesmo.

Quando era criança meu irmão até me levou algumas vezes pra vê-lo jogar, e até quis tentar me ensinar alguma coisa. Que nada, quando nesta vida eu ia perder tempo de andar de patins ou ler alguma coisa legal pra ficar olhando uma bolinha de um lado para o outro ou, pior, tentando fazê-la ir de um lado para outro? Com trinta anos.

Pois é, sorrateiramente uma amiga, que não é rica (ainda), nem metida a besta, mas andava bem entediada, resolveu me convencer a tentar aprender o bicho. Parece que tênis é esporte de tiozão também, daqueles sedentários que nunca fizeram nada, mas que precisam, se não, vão morrer de síndrome metabólica. Parece também que dá pra jogar por toda a vida, enquanto se conseguir. E parece que é um bom esporte para casais também. E quando não se tem ninguém pra brincar (ups, desculpe, jogar), ainda dá pra se divertir no paredão. E dá pra fazer isso na hora que bem entende.

Hum, somando o medo da síndrome metabólica com o clube da esquina, de que somos sócios e sempre tem quadras de tênis vazias, de repente passou a talvez ser uma boa idéia.

Começamos a brincar com bola e raquete emprestada. Até aí pude confirmar mais uma vez o quanto me falta coordenação. Além de não conseguir fazer a porcaria da bola levantar, cada vez que ia brincar disso no clube, no outro dia estava com dor em lugares super estranhos (como o pescoço ou a polpa da poupança). Opa, será que não é tão light assim? Minha amiga começou então a fazer aulas de tênis e eu passei a ter aulas por tabela, complementadas pelas aulas do Sr Puko (que obviamente praticou este esporte na tenra idade). Não é que melhorei bem? E me empolguei? Foi então que descobri que o marido de uma colega perdeu doze quilos em três meses, fazendo aulas de tênis de meia hora, duas vezes por semana. Heim? E que isso é bem comum de acontecer. Hã? Mas então é per-fei-to. O tênis foi então promovido a outra categoria.

Na empolgação, tentando bater cinco vezes a bolinha no paredão sem parar (sim é este o meu nível), corri pra tentar buscar uma bola e... ESTABAQUEI. No concreto! Ai, ui, ai, ui, como doeu. Não entendi como aconteceu até agora, nem como é que caí e consegui ralar a mão esquerda, o cotovelo esquerdo, o joelho direito. Anos a fio fazendo patinação e nunca quebrei nada, nunca uma gota de sangue. Outros tantos lutando e, uma única vez, eu fiquei com um olho roxo. Agora, meia dúzia de brincar de jogar tênis e a pessoa se estabaca desta forma?

Tênis é que é o esporte mais perigoso do mundo! Mas talvez por isso seja bem divertido e agora, eu esteja adorando! Só preciso lembrar de, da próxima vez, levar joelheira, cotoveleira, munhequeira, capacete, protetor de dentes (já pensou entrar banguela na igreja?) e protetor de ouvidos, pra ignorar o ataque de risos que a amiga costuma ter quando está comigo, principalmente, é claro, quando eu me estabaco.

Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Bastante ralada nesta em particular, mas doida pra que sare logo e ela possa pegar de novo a raquete.

Agradecimentos especiais aos meus dois professores e aos meus cunhados que nos presentearam com raquetes bem legais.

2 comentários:

Milena disse...

hahaha
conforme prometido, vou tentar me controlar da proxima vez que vc se estabacar no concreto!
hahahaha
bjos

Lila disse...

Maravilha descobrir novos prazeres (confesso q nao sabia da tua total ignorancia ao tenis hahaha).
Eu pratiquei no verao 1x/semana com o Olli na quadra do condominio pois desde pequena fui exposta entao nao tive muitos dramas p aprender. No entanto a pequena ficava na quadra com a gente e qdo o inverno pegou tivemos q parar.
Quem sabe no proximo verao eu retorno?
Topas um desafio de duplas ;-)?
Beijos!

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