domingo, 27 de março de 2011

Coisas que só as mulheres entendem - PARTE II

- Contar para sua avó (ou tia) que terminou o MBA, mestrado ou doutorado, ou que recebeu uma promoção no trabalho e ouvir ela dizer: "Que bom queridinha...Agora só falta arranjar um marido, né?"...

- Acreditar que encontrou um gentleman e descobrir, tempos depois, que ele é, na verdade, a personificação do Shrek...

- Conhecer um homem lindo, gentil, educado, simpático, que repara em seu cabelo, em sua maquiagem, que escuta atentamente tudo o que você diz e descobrir, frustrada, que ele é gay...

- Passar em frente a uma construção, receber uma cantada barata dos pedreiros e ficar indignada pela bagaceirice deles...

- Passar em frente a uma construção, NÂO receber cantada alguma e ficar se achando um canhão porque nem mais os pedreiros cantam você...

- Usar um perfume maravilhoso e se sentir pronta para conquistar o mundo...

- Perguntar a ele: "você acha que estou gorda?" e ficar brava com qualquer resposta que ele der... Se ele disser que você não está gorda, ficar revoltada achando que ele é um mentiroso dissimulado, se ele disser que você está só um pouquinho acima do peso, ficar magoada achando que ele é um grosso e insensível...

- Usar um corpete lindo de morrer e depois mal conseguir respirar...
- Acordar uma hora mais cedo para fazer uma hidratação nos cabelos em casa mesmo, porque a grana está curta para ir ao salão toda a semana...

- Responder "Não tenho nada" quando ele pergunta o que você tem só porque está morta de raiva da insensibilidade dele em não perceber o que você está sentindo...

- Mentir para si mesma dizendo "segunda-feira eu começo minha dieta"...

- Vestir uma roupa que costumava ficar muito bem em você, sentir enorme com ela e mentir a si mesma: "Devo estar um pouco inchada hoje"...

- Ao ser questionada pelo namorado "Você se importa se eu sair só com os amigos, amor?" (ou qualquer outra coisa que ele sabe que você detestaria mas que pergunta mesmo assim), responder sadicamente: "Você que sabe, amor..." e, internamente, ficar arquitetando uma vingança terrível caso ele decida fazer aquilo que você não quer que ele faça...

- Ficar hoooooras na frente do espelho fazendo ginástica facial (leia-se caras e bocas esquisitas) para evitar rugas e pés-de-galinha...

- Ter que, pacientemente, explicar para um homem que "pêssego", "marfim", "gelo" e "creme" são diferentes nuances de cores e ainda ter que aturá-lo fazendo piada disso...


Déia escreve aos domingos e segue se divertindo muito ao pensar nessas coisas que só mesmo as mulheres são capazes de entender...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Nua Árvore

Já escrevi sobre o que não sei.
Sobre o que gosto e, principalmente, sobre o que não gosto.
Sobre a falta que sinto de você e sobre não sentir nada.
Sobre comidas e dietas.
Lugares e poetas

Sobre rock e samba.
Experiências vividas ou inventadas.
Blasfemei inúmeras vezes.
Escrevi sobre o tempo.
E é outono; amarelo, laranja e vermelho.

Das janelas da gaiola a gaivota não conseguiu ver a super lua. Mariana lamenta, escreve esporadicamente e ganhou uma vitrola do seu tio caçula.

terça-feira, 22 de março de 2011

Eu

Adoro ser palavra


Ser a tinta dando


Forma ao pensamento,


Em curvas feitas com pressa.




Adoro ser água


Ser alívio


Ser beleza e pureza


Incolor.





Adoro ser folha


Deixar que o vento


Beije meu corpo


Me carregue


Sem resistir.





Adoro ser mel.


Doçura feita de paciência


E de milagre.





Adoro ser Sol


Vida, calor e beleza.





Adoro ser ar


Brisa fresca


Que alivia e diverte.





Adoro ser sombra


Silhuetas brincalhonas


Desenhadas


Pela luz.



Adoro ser tu


Sentir meu amor por ti


Nos meus olhos ao te ver.





Renata sente-se às vezes pouco de tudo, parte de tudo. E é muito bom!



segunda-feira, 21 de março de 2011

Passagem

Meus olhos cairam sob mim mesma, sem saber mais para onde olhar. Vi mais um dia, passando sem ter mesmo comprado a passagem para esse trem. E tenho sentido a vida correndo num chão que não ando, tropeçando em pedras que estivaram lá há muito tempo ido.

Procurei por um livro que não achei, mas dizem que é novo, lançamento, e não o encontro. Mas nem sei mais quando me disseram, memória sem relógio, lembrança nova ou antiga, já me esqueci. Mas ainda me lembro seu título, nesse dia.

Corri para casa, para o trabalho, afinal minha passagem é só de ida, não sei quando viajo, mas quando o dia chegar eu irei, buscando um tempo que se esvai de minhas mãos, de meu relógio.

Silvia escreve as segundas, quando percebe que é segunda, já.

domingo, 20 de março de 2011

DUALIDADES...

"É mais elegante desmentir a si mesmo do que ter sempre razão." (Nietzsche)

-Num dia, Crime e Castigo,

No outro, Pollyanna...

- Num dia, dieta regrada,

No outro, macarronada...

- Num dia, amor eterno,

No outro, a eterna dúvida...

- Num dia, eu quero,

No outro, estou em dúvida...

- Num dia, sonho acordada,

No outro, nem quero dormir...

- Num dia, gata manhosa,

No outro, fera raivosa...

-Num dia café bem forte,

No outro, água cristalina...

-Num dia cabaré,

No outro, convento...

E assim somos todas nós, mulheres...

Somos "feitas" de dualidades, de dubiedades, de olhares oblíquos, estilo Capitu...

Enfim, mulheres são sempre reticências...

...

Déia escreve aos domingos e ama as dualidades do universo feminino...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Pele

Hoje acordei com saudade da sua pele. Saudade do cheiro e do calor da pele da sua nuca – confesso ter uma queda especial por nucas. Foda-se aromas que se compra em frasco. Quando gosto, gosto mesmo é do cheiro da pele.


Mariana escreve esporadicamente e acordou cantarolando: “deixe em paz meu coração, que ele é um pote até aqui de mágoa...”, de Chico Buarque.

terça-feira, 15 de março de 2011

A Ilda foi à feira

Sabe quando a gente acha que não pode ser mais retardada? Ledo engano. Sempre se pode ser mais sequelada...

Nessa semana dei uma palestra em um curso se repetirá em 5 turnos. No primeiro, deixei o carro (a Ilda) num estacionamento e fui extorquida! Paguei uma fortuna ainda com o consolo de “como é da faculdade é mais baratinho”! Absurdo! No outro turno, meu sangue gringo falou mais alto e resolvi economizar: deixei o carro na rua. Ah, saí com aquele gostinho de “estou sendo tão esperta”.

Na volta, o inimaginável: era dia de feira! Pânico!

Será que a Ilda ta bem? Será que foi guinchada? Como eu vou pra casa?!

Como Caxias tem um clima peculiar, eu precisava ir pra casa roçar de roupa, já que a temperatura havia caído mais de 10 graus e tendia a baixar mais... E na hora em que eu chegasse em casa de ônibus (pois o saltão não permitia que eu fosse a pé, já que moro em cima do Everest) já seria hora de estar em outro lugar para continuar o tal curso.

Quanto ódio de mim mesma!

Arrisquei espiar a feira para ver se ela estava ainda lá. Aliviada, vi que a Ilda estava entre dois caminhões de hortifruti, emoldurada por pilhas de melancias.

Resultado: fui pra casa de ônibus, pedi carona para mamis para ir ao curso, pedi carona a uma colega para voltar e procurar a Ilda às 10 da noite... E, sim, ela estava lá, querida! =)

Renata nunca mais vai estacionar em lugar algum sem ler atentamente TODAS as placas, e suas letras miúdas. Mas não vai deixar de tentar economizar a fortuna que é cobrada nos estacionamentos.

domingo, 13 de março de 2011

CHATOS-INVASORES-DE-ESPAÇO-ALHEIO:

Dia desses, lendo o blog de uma amiga, vi que ela escreveu que fica angustiada quando a campainha toca e ela não está esperando alguém. Concluí que deve ser por conta de experiências nada agradáveis com pessoas chatas, que costumam invadir seu espaço.
Confesso que também fico angustiada na iminência de visitas inesperadas... Principalmente quando são pessoas do tipo invasivas...
Pensando nisso, resolvi “homenagear” os quatro piores tipos de chatos-invasores-de-espaço-alheio que já cruzaram meu caminho:

Tipo I:

18hs30min. Você chega do trabalho podre de cansada e morta de cólicas, desliga o celular porque não quer falar com ninguém, se enfia no pijama e se prepara para ir direto para a cama. Seu telefone residencial começa a tocar insistentemente. Você, claro, não atende. Mas ele continua a tocar. Você começa a sentir uma certa culpa... Afinal, pode ser sua mãe com algum problema sério...ou alguém pode estar no hospital...ou (Meu Deus!!!!) alguém da sua família pode ter morrido e estão tentando lhe avisar!!!! Você, então, já totalmente desequilibrada pelo remorso atende ansiosamente:

Você: Alô!?!

Chato: Bah! Mas até que enfim, hein? Tava fazendo o quê que não atendia o telefone??? Aliás, tem telefone p/ quê se não atende???

Você, entre o alívio e raiva: Mas quem é que está falando afinal de contas?!?

Chato: Não reconhece a minha voz?

Você, já perdendo a paciência: Se eu tivesse reconhecido não estaria perguntando...

Chato: Ihhh! Mas que grossa! Tá na TPM, é?

Você: Olha aqui, se você não disser logo o que quer vou desligar essa p... na sua cara!

Chato, às gargalhadas: Calma, calma... Sou eu amiga, a fulana...

Você, bufando: Oi.

Chato: Olha só, como eu sabia que essa é a hora que você chega do trabalho, tô ligando p/ avisar que vou dar uma passadinha aí na sua casa, tá?

Você: Hein?

Chato: É que eu tenho que fazer uma horinha até as 20hs, sabe? E como eu tô sem nada p/ fazer resolvi ir até aí tomar um café!

Você, beirando as lágrimas: Pois é... mas é que eu acabei de chegar e...

Chato: Ah, mas não se preocupa, querida! Sua casa está sempre uma bagunça mesmo! Nem se estressa em arrumar... Daqui há dez minutinhos to chegando...

Você: Escuta, mas é que...

Chato: Então tá. Beijo.

tututututututututututu

...

Tipo II:

Quarta-feira à noite, você está confortavelmente instalada na poltrona da sua casa, namorando e vendo um filminho. Seu celular toca e o número é desconhecido. Como sua curiosidade é enorme, você decide atender:

Você: Alô?

Chato: Oi! Tudo bem? Aqui é a fulana...
Você: Ah! Oi!

Chato: Você tá em casa agora?

Você, adivinhando que a pessoa vai se convidar para lhe visitar, pensa em uma desculpa: Sim, mas já estou de saída...

Chato: Ah, mas então antes de sair abre a porta que eu estou parada aqui na frente...

...

Tipo III:

É dia de semana e sua rotina foi super puxada. Você chega em casa podre de cansada, doida para tomar um banho, colocar aquela roupa que, de tão velha, já poderia ir para um museu, calçar um bom par de chinelos, se acomodar no sofá para ler um livro ou assistir TV e... ding-dong! Toca a maldita campainha...Você, angustiada, desejando que seja um engano, coloca só um pedacinho da cabeça para fora da porta para espiar quem é:

Você: ...

Chato: Oiiii! Tudo bem?

Você, meio sem graça e ainda sem ter aberto a porta completamente: Oi. Que surpresa você por aqui...

Chato: Pois é, menina! Estava passando aqui por perto e resolvi vir conhecer a sua casa!
Você: Ah! Bom, entra...

Chato, olhando para tudo quanto é lado: Nossa! Que casa... diferente a sua... Bem colorida, né? É a sua cara!

Você, sem saber se recebeu uma crítica ou elogio, apenas dá um sorrisinho amarelo: ...

Chato, ainda examinando todos os seus móveis: Nossa! Que lindo esse vaso! Quanto custou? Pagou caro?

Você, muito desconfortável: Eu ganhei de presente...

Chato: É?!?!?!? Mas que sorte! Quem lhe deu deve ser cheio da grana, né?

Você: Hããã... Não sei...

Chato, esparramando-se em seu sofá: Amiga, você não se importa se eu ligar a TV, né? É que vai começar a novela...

Você, desanimando de vez: Tudo bem... Pode ligar...

Chato, ainda não contente em ter estragado sua noite: Uma pipoquinha iria bem, você não acha?

...

Tipo IV:

Tarde chuvosa de domingo... Você e seu amor aconchegadinhos na cama, no maior clima, quando toca a maldita campainha. Vocês decidem não atender. A campainha continua tocando, insistentemente, mas vocês resistem. Eis que então começa a tocar o celular. Um de vocês decide conferir no visor do aparelho quem é que está ligando e percebe que é aquele amigo (a) que vocês adoram, mas que tem o péssimo hábito de aparecer sem avisar. Vocês, então, decidem atender e dizer que não estão em casa:

Você: Alô!

Chato: Oi! Tudo bem?

Você: Tudo bem e você?

Chato: Tudo ótimo!

Você: Que bom...

Chato: Acordei você?

Você: Não, não... Nem tô em casa...
Chato: Não?!?

Você: Não...

Chato: Mas saiu à pé então?

Você, já estranhando a pergunta: Ué, por quê?

Chato: É que eu tô aqui na frente da tua casa e vi o carro estacionado aí na garagem...

Você, se sentido acuada: Ah, sim, pois é... É que resolvi caminhar mesmo...

Chato: Mas que estranho! Caminhar numa tarde chuvosa dessas?!?

Você, mortificada: Hããã...É que na verdade eu só resolvi dar uma passadinha numa amiga que mora aqui perto... Daí não valia q pena tirar o carro da garagem...

Chato: Ah tá... Então você não vai demorar muito né?

Você: Bah, o pior é que vou sim... Sabe o que é? É que é aniversário dela... Daí eu não posso sair correndo, né?

Chato: Hummm... Então tá...

Você: Pois é...

Chato: Mas não tem problema... Eu volto de noite, tá? Beijo!

tututututututu

...

Déia escreve aos domingos, D-E-T-E-S-T-A esse tipo de gente chata que invade seu espaço e faz suas as palavras de Nietzsche: “Odeio quem me rouba a solidão sem, em troca, me oferecer verdadeira companhia”.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Mudanças Sociais

Saiu na Playboy deste mês, página 34: “Kerry Whybrow, um ex-bombeiro inglês que fez uma cirurgia para virar mulher, casou-se com uma jamaicana lésbica 30 anos mais nova. O casal se conheceu em um site de relacionamentos, e a união civil aconteceu na cidade de Norfolk, na Inglaterra.”

Será que todo mundo percebeu quanta mudança social foi expressa em apenas um parágrafo? Há muito pouco tempo atrás isso tudo era impensável!!!

Estou com trinta e três anos. Quando eu tinha 15 anos, ou seja, há 18 anos atrás, pouco tempo em termos de sociedade, a única transexual que eu conhecia era a Roberta Close!! Linda, por sinal! É claro que havia os travestis, mas que eu saiba nenhum deles havia feito cirurgia para mudança de sexo e a Roberta Close ainda passava o constrangimento de ter que apresentar o documento de identidade com o nome de registro civil.

Também naquela época, um inglês conhecer um jamaicano sem que um dos dois se deslocasse de onde estivesse e encontrasse o outro, seria praticamente impossível. Naquele tempo imperavam as cartas. E mails não funcionavam como hoje. Lembro que passei um ano na Tailândia, recebi mais de trezentas cartas, enviei certamente mais de 300 também e nunca enviei nem recebi um e mail sequer. Simplesmente não havia esta facilidade. Pois Kerry, da Inglaterra, conheceu sua cara metade na Jamaica através de um site de relacionamentos!!

Há pouco menos de vinte anos atrás eu estava entrando no Colégio Técnico da UFMG. Lá tinha um laboratório de informática, ou seja, computador em casa não era uma coisa tão comum assim, quiçá internet! Orkut? Linked In? Facebook! Faz-me rir!!

E alguém casar com outra pessoa trinta anos mais nova não causava tanto espanto assim, né? Mas era inconcebível um transexual se unir com uma lésbica, ainda mais trinta anos mais nova. Isso, gente, não faz muito tempo não. Foi só há vinte anos. Ali na minha adolescência.

Outra coisa. Alguém reparou que a união civil foi na Inglaterra? Melhor: alguém reparou que houve união civil? Gente, haver união civil tem vários significados!!! Primeiro: o governo britânico não é hipócrita feito o nosso e reconhece juridicamente a mudança de gênero. Segundo: o governo britânico é civilizado o suficiente para reconhecer juridicamente a união civil entre pessoas do mesmo sexo, inclusive uniões binacionais.

É muita mudança. E muito rápido. Fica mais complicado se adaptar assim. Mas a gente tem que tentar se adaptar sempre. Porque não é uma simples questão de querer se adaptar. É uma questão de civilidade. De respeito com a diversidade, com o diferente. É uma questão de respeito com a gente mesmo.


Laeticia fica extremamente feliz quando vê a diversidade sendo respeitada. Mas fica triste quando constata que este respeito ainda é exceção.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia da Mulher

É inegável que a mulher tem méritos para receber parabéns sempre. As conquistas, a força, a tenacidade, o jeito de pensar também com o coração, a capacidade de engravidar. Qualidades e características que todos lemos nos cartões virtuais ou não, recebidos no dia 8 de março.

Mas o que me deixa pensativa e, confesso, irritada, é o fato de se precisar ter um dia para “lembrar” ou para reconhecer isso. Se realmente a mulher não fosse mais considerada o sexo frágil, não sofresse violência e discriminação, não seria mais necessário um dia para ela.

Não que eu não goste de receber parabéns, abraços, flores. Adoro! Mas ter um dia da mulher é triste. Porque ressalta o fato de ainda não haver igualdade de direitos, deveres e de oportunidades.

Não sou feminista extrema, que acha que a igualdade entre os gêneros é a solução. Pelo contrário: pessoas tão diferentes não podem ser tratadas iguais. Eu não quero que deixem de abrir a porta para mim, e nem que seja motivo de chacota ter que pedir ajuda para trocar pneu de carro e carregar peso.

Mas cada um, na diversidade, deve ser respeitado.

Pensando na razão por que muitas coisas ainda não mudaram na tal guerra dos sexos, não consigo deixar de crer que muito se deve a nós mesmas, mulheres.

Enquanto a gente permitir ser vista como um pedaço de carne no açougue, fica difícil exigir respeito. Enquanto a gente aceitar ganhar menos que os homens, e trabalhar jornada dupla numa boa, é exatamente isso que vai continuar acontecendo. Enquanto a gente sentir certa permissividade quanto à violência contra a mulher (que é inaceitável em qualquer caso!) e algumas mulheres continuarem voltando para seus parceiros agressores, precisaremos de mais delegacias da mulher e mais leis especiais, como a Maria da Penha. Enquanto formos namoradas e esposas que tratam seus maridos como filhos, vamos continuar achando normal dar conta de tudo e de todos.

São alguns exemplos de pequenas (e grandes) coisas que fazemos que garantem a manutenção de uma sociedade machista e injusta.

Não precisamos mais queimar sutiãs pra sermos vistas, mas não podemos achar que as coisas não podem mudar, pois elas precisam melhorar muito.

Até lá, Renata deseja que todos os dias sejam dias em que as pessoas merecem respeito, consideração e reconhecimento pelo que fazem e são.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Muita chuva e pouco Carnaval

Carnaval chuvoso...

Dia I: pelada (futebol para os mais íntimos) de um dos clubes da cidade. Detalhe, todos os jogadores cuidadosamente paramentados de mulheres. Cena da minha querida TV Pirata.

Dia II: tricot, tricot, tricot, costurinha, tricot, tricot, tricot, filme, outro filme e mais outro, e chuva.

Dia III: tricot, tricot, gato no balaio, gata no pufe, gata na cadeira, galinhas na chuva, sinal de mais chuva, tricot, tricot, tédio.

Dia IV: chuva, sol, chuva, sol, sol, carnaval, bloco dos sujos, andar, andar, andar, cerveja, fome, andar, volta, morro, sobe, morro, sobe, sobe, casa, banho, sede.

Ahhhh, amanhã ainda não trabalho.

Silvia escreve as segundas, por vezes na terça.

domingo, 6 de março de 2011

Às mulheres...

Já que estamos próximos ao dia internacional da mulher, optei por dedicar meu espaço de domingo a todas as mulheres, em especial, às magníficas mulheres por volta dos 30 que fazem parte deste blog.
E, para isso, decidi postar uma crônica espetacular, escrita pelo genial escritor, jornalista e dramaturgo mineiro Mário Prata.
Sintam-se todas abraçadas com carinho.


As mulheres de 30
Mário Prata

“O que mais as espanta é que, de repente, elas percebem que já são balzaquianas. Mas poucas balzacas leram A Mulher de Trinta, de Honoré de Balzac, escrito há mais de 150 anos. Olhe o que ele diz: 'Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis.
A mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido. (...) Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força à fraqueza. A mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer'.
Madame Bovary, outra francesa trintona, era tão maravilhosa que seu criador chegou a dizer diante dos tribunais: 'Madame Bovary c'est moi'. E a Marilyn Monroe, que fez tudo aquilo entre 30 e 40?
Mas voltemos a nossa mulher de 30, a brasileira-tropicana, aquela que podemos encontrar na frente das escolas pegando os filhos ou num balcão de bar bebendo um chope sozinha. Sim, a mulher de 30 bebe. A mulher de 30 é morena. Quando resolve fazer a besteira de tingir os cabelos de amarelo-hebe passa, automaticamente, a ter 40. E o que mais encanta nas de 30 é que parece que nunca vão perder aquele jeitinho que trouxeram dos 20. Mas, para isso, como elas se preocupam com a barriguinha!
A mulher de 30 está para se separar. Ou já se separou. São raras as mulheres que passam por esta faixa sem terminar um casamento. Em compensação, ainda antes dos 40 elas arrumam o segundo e definitivo.
A grande maioria tem dois filhos. Geralmente um casal. As que ainda não tiveram filhos se tornam um perigo, quando estão ali pelos 35. Periga pegarem o primeiro quarentão que encontrarem pela frente. Elas querem casar.
Elas talvez não saibam, mas são as mais bonitas das mulheres. Acho até que a idade mínima para concurso de miss deveria ser 30 anos. Desfilam como gazelas, embora eu nunca tenha visto uma (gazela). Sorriem e nos olham com uns olhos claros. Já notou que elas têm olhos claros? E as que usam uns cabelos longos e ondulados e ficam a todo momento jogando as melenas para trás? É de matar.
O problema com esta faixa de idade é achar uma que não esteja terminando alguma tese ou TCC. E eu pergunto: existe algo mais excitante do que uma médica de 32 anos, toda de branco, com o estetoscópio balançando no decote de seu jaleco diante daqueles hirtos seios? E mulher de 30 guiando jipe? Covardia.
A mulher de 30 ainda não fez plástica. Não precisa. Está com tudo em cima. Ela, ao contrário das de 20, nunca ficou. Quando resolve, vai pra valer. Faz sexo como se fosse a última vez. A mulher de 30 morde, grita, sua como ninguém. Não finge. Mata o homem, tenha ele 20 ou 50. E o hálito, então? É fresco. E os pelinhos nas costas, lá pra baixo, que mais parecem pele de pêssego, como diria o Machado se referindo a Helena, que, infelizmente, nunca chegou aos 30?
Mas o que mais me encanta nas mulheres de 30 é a independência. Moram sozinhas e suas casas têm ainda um frescor das de 20 e a maturidade das de 40. Adoram flores e um cachorrinho pequeno. Curtem janelas abertas. Elas sabem escolher um travesseiro. E amam quem querem, à hora que querem e onde querem. E o mais importante: do jeito que desejam.
São fortes as mulheres de 30. E não têm pressa pra nada. Sabem aonde vão chegar. E sempre chegam.
Chegam lá atrás, no Balzac: 'A mulher de 30 anos satisfaz tudo'.
Ponto. Pra elas.”

Déia escreve aos domingos e esta bela crônica foi a maneira que encontrou para homenagear todas as mulheres, especialmente as meninas deste blog...

sábado, 5 de março de 2011

Já?!

Amanhã faço 30 anos. Carnaval passado fui pros blocos do Rio arrastada por um grande amigo. Lá o bichinho da folia me picou. Sábado passado comprei um ganzá e ajudei a engrossar o caldo da bateria de um bloco daqui. Há quatro dias descobri que quebrei o pé esquerdo no mesmo dia que comprei o ganzá. Não sei exatamente quando começou meu infernal astral, mas sei que ele existe forte em mim, progressivamente cruel. Hoje urrei de dor no pé durante a noite, acordei me sentindo um monstro e logo depois percebi que além de inferno astral estava também de TPM. A previsão do tempo pra amanhã é de chuva o dia todo. Acho que meus 30 anos chegaram rápido demais, dá pra esperar eu tirar o gesso e o tédio passar?

Mariana escreve esporadicamente, e sempre sonhou com uma festa de arromba para os seus 30 anos, mas o que a vida lhe deu de presente foi um pé quebrado. Neste exato momento tudo que ela queria era poder dormir de lado ou de bruços.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Piada de Mau Gosto

Participei de um processo seletivo uma vez em que havia uma pergunta bastante complexa em minha humilde opinião: “quanto tempo o candidato acha que se leva para alfabetizar uma pessoa?” Estranhamente, a pergunta era de múltipla escolha. Eu deveria marcar com um X na opção que eu julgava correta: 1, 2, 3, 5 ou 10 anos. Sem pensar muito, assinalei a letra E, equivalente a 10 anos. E se houvesse uma alternativa com 20 anos, eu a assinalaria.


Professores de plantão, corrijam-me, se eu estiver enganada. Tenho para mim que ser alfabetizado não é simplesmente o ato de decifrar signos e desenhar símbolos. Ser alfabetizado, para mim, é saber escrever, expressar-se, ler, compreender, analisar e, principalmente, ser capaz de criticar o que se lê ou se escreve, de forma que, acredito, boa parcela da população brasileira seja, de fato, analfabeta de pai e mãe!!


E sequer mostra-se necessário tomar minha definição de analfabetos para lembrar que dentre nossos digníssimos parlamentares há um cuja alfabetização teve que ser judicialmente provada após sua eleição, o que, por si só, já é motivo de chacota. Convenhamos: o cidadão ter que se valer de prazos processuais para provar que é alfabetizado é vexamoso, ainda que de Direito. Qualquer uma de nós, balzacas, teria convocado a imprensa e escrito um post ao vivo e a cores para dirimir a celeuma de uma denúncia questionando nossa capacidade de ler e escrever. Se é que alguém teria esta audácia.


Enfim, fato é que este cidadão foi indicado para a Comissão de EDUCAÇÃO E CULTURA da Câmara Federal pelo PR-SP. Sim, o palhaço Tiririca, que teve sua condição de alfabetizado questionada, será membro permanente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal do nosso País. 1,3 milhões de paulistas imbecis votaram num imbecil maior ainda que sabe desenhar o nome dele num pedaço de papel que foi vergonhosamente reconhecido pela Justiça como alfabetizado. É piada de mau gosto!!



Laeticia marca sua volta ao blog já babando fel.


terça-feira, 1 de março de 2011

O queridinho

Quem é mulher sabe que a gente corre o dia inteiro, geralmente de salto, pra dar conta de inúmeras tarefas, falando ao celular, comparando os preços daquela sandália “de morrer”, dando sempre uma checada no visual quando passa numa vitrine ou espelho, enfrentando o trânsito cada vez mais irritante, com um sorriso no rosto!

Mas essa disposição é fortemente abalada quando a bexiga está para explodir e não se vê nem sombra de um banheiro público decente. Ou mesmo de um nem tão decente.

As sortudas, nesta hora, não estarão num engarrafamento a quilômetros de casa ou de uma vaga para estacionar. Não, elas estarão no paraíso: o shopping!

Sim, lá onde os banheiros todos têm tranca e quase sempre há papel higiênico! Se não tiver, não há problema: a gente sempre tem lencinhos da bolsa!

Todas já devem ter passado por isso: equilibrando bolsa, casaco, sombrinha, segurando o xixi e o bom humor, entrar no banheiro e encontrar ele, o mais queridinho objeto nesta hora: o gancho!

Gente, que maravilha um gancho no banheiro! Você põe organizadamente seus pertences para este gentil cavalheiro segurar e pode se aliviar sem brincar de malabarismo e sem arriscar colocar seus bens queridos no chão imundo! É uma maravilha saber que alguém, na hora de projetar e construir, pensou em uma situação real de alguém real, indo ao banheiro por uma necessidade real !

Um objeto tão pequeno, tão simples, pode trazer tanta alegria! É o símbolo da consideração pelas pessoas! E quando há, além do gancho, uma pequena prateleira para livros... é quase orgástico!

Renata tenta levar o dia a dia com menos seriedade. Nuns dias é mais fácil, noutros, há muita gente tentando tirá-la do sério.

Vamos torcer que os dias leves sejam mais comuns que os outros!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Morte

Essa semana que passou faleceu, de forma trágica, um colega meu muito querido. Isto me fez, novamente, refletir acerca da morte... Nunca pensamos nela, a não ser quando a sentimos tão perto que não temos como ignorar sua presença...

Hoje lembrei das pessoas queridas (amigos, parentes, conhecidos) que partiram desta vida e algo em mim entristeceu...

Pensei em todas as palavras não ditas, nos sorrisos não distribuídos, nos abraços não dados, nas brincadeiras não feitas... e me dei conta de que nesta vida não terei outra oportunidade de dizer-lhes o quanto eram importantes, o quanto eu os amava ou, simplesmente, o quanto eu apreciava sua companhia...

Por um momento uma sombra quis pairar sobre meu coração, mas a afastei rapidamente, pois pensei em todos os o que eu amo e que ainda estão compartilhando esta existência comigo...pensei em seus olhares, seus sorrisos, seus abraços... e isso inundou meu coração de ternura e amor... e fiquei grata por ainda ter a chance de dizer-lhes o quanto me importo...

Sei que às vezes pode soar piegas para quem diz, mas quem ouve o quanto é importante e apreciado sempre se sente feliz...

A vida é tão corrida e cheia de afazeres surpresa que vão surgindo ao longo dos dias, que nem sempre nos lembramos de demonstrar nosso amor por alguém... Façamos isso hoje, façamos isso AGORA, pois o tempo não espera por ninguém e não sabemos se teremos oportunidade para isso amanhã...


Déia escreve aos domingos e quer dizer a todos aqueles que ama que se sente muito grata por tê-los como companheiros de jornada...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Constante

Já faz tempo que não te escrevo. Esse mesmo tempo insiste em passar, as angústias se tornaram brandas, sol e lua jogando como numa brincadeira de criança. Essa constante mudança que invade os pequenos cômodos, às vezes deixa um silêncio. Ecos de pensamentos sem resposta, sem retorno… Pois é! Nem tudo tem volta e se o novo sempre vem porque permanecer sendo o mesmo?

Vejo que a mudança reside em ti também, de partes tuas não sei mais e em partes talvez nem você saiba. Talvez meu presente fosse teu passado te aprisionando num ser que já não mais queria, não mais podia ser. Essa impossibilidade era do desejo pelo novo, a mudança necessária. Pode ser que a gente precise que as coisas mudem antes de nós, pra que haja o impulso, a força que em horas falta.

Talvez a saudade seja a única constante.

Mariana escreve esporadicamente e ainda sente saudade.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sobre Amizade

Definir amizade é uma das tarefas mais difíceis que conheço. Pelo menos, é difícil para mim. Posso sentir amizade de formas diferentes, por pessoas diferentes, mas não sei como definir esses sentimentos. Tenho grupos de amigos em cada turma que freqüento. Tenho os amigos de infância, de colégio, de faculdade, do local de trabalho, na família, amigos que não fazem parte de nenhum desses grupos, etc.


Acredito que com a maioria das pessoas seja assim. Muitos grupos desses amigos nem sequer conhecem os outros grupos. Há, mesmo em cada grupo, aqueles amigos mais íntimos, que conhecem melhor a gente; e aqueles que são mais distantes, mas não deixam de ser amigos por isso.


Entretanto, um ponto comum em todas essas amizades, que tenho observado, é que o amigo aceita a gente como a gente é. E a gente aceita os amigos como eles são. Não importa o quanto cada um seja diferente, com hábitos, atitudes, crenças, preferências, conhecimentos e sentimentos diferentes; quando existe amizade, existe aceitação e troca de experiências.

Eu tenho amigos que discordam de mim em tudo. Não dá pra explicar como somos amigos. Mas é como se houvesse uma força maior, a amizade, que nos permite discutir, discordar e até brigar por nossas opiniões, mas, ainda assim, continuarmos sendo amigos.


Por isso, recomendo a todos que pensem sobre essa característica da amizade, e procurem valorizar ainda mais os amigos, principalmente os que são mais diferentes de nós, pois é aí que vemos o milagre da amizade.


Tania acredita na amizade, mas de uma forma mais antiga, daquela sem cobranças, sem interesses, sem imposições, com aceitação das diferenças.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A preguiçosa

Devagar e com certo gosto

Ela leva a vida à La Zeca Pagodinho.

Ronrona, se enrola, suspira

E se espreguiça no sol.

Devagar e com bom gosto,

Escolhe o que quer fazer

E com quem se dá.

Inocente, não entende a pressa

De leve, dá de ombros

Com ar de desgosto

Pra quem não a entende

E sorri.

Tem preguiça de se irritar.

Do alto dos seus 30 anos, suspira e pensa:

Talvez tenha chegado na metade de minha vida.

Aff, que preguiça de viver mais tudo isso...

Renata pensou muito em uma amiga para escrever esse texto. E tem sentido muita preguiça ultimamente. Preguiça de gente superficial, invejosa, egoísta, chata... Preguiça de muita gente, mesmo!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Maré alta, maré cheia

Olhei mais uma vez pra Lua e ela me mostrou o céu
Chamou o vento para me acalmar e mais uma vez ele me sussurrou - vai menina, vai adiante que nesse mundo você já viu muito pior e muito melhor
Entrei no mar que não se acalmava e me senti uma
Sem alacançar o chão me deixei levar até chegar a céu e mar adentro, unos
Olhei pros lados e nada reconheci, apenas mar e céu, num azul profundo
E chorei mais uma vez por nós, pelos outros, por mim
Outra vez a deriva de meus sonhos e sentimentos
Outra vez me sentindo tão sozinha, a espera de um abraço, um sorriso, quem sabe até um beijo
Mas o mar me levava pra longe e fomos nos deixando separar
E por lá eu fiquei, me tornando elemento da própria água, cheia, escura, agitada
E esperei com o coração confuso e dolorido que no dia seguinte a maré se acalmasse
Que no dia seguinte eu ainda estivesse lá

Silvia escreve as segundas.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Coisas que aprendi com a vida...

Aprendi...
- que alguém só fica a seu lado quando lhe admira profundamente...
- que amigos de verdade não são aqueles que estão sempre presentes, mas que ficam ao seu lado quando você precisa deles...
- que quem está sempre sorrindo esconde alguma dor muito profunda...
- que posso ficar anos sem falar com meus amigos, mas que quando os encontro é como se jamais houvessemos nos separado...
- que devo passar longe de homens que passam as tardes de sábado alisando seus automóveis, pois, em geral, são os mesmos que valorizarão apenas sua aparência...
- que pessoas que maltratam garçons, atendentes, balconistas, etc. são as mesmas que maltratarão você algum dia...
- que posso dizer o que eu quiser a quem eu quiser... tudo dependerá da maneira como as coisas serão ditas...
- que ser gentil é muito gratificante e que se não recebo gentileza em troca não vou morrer por isso...
- que se eu sorrir para alguém, mesmo que seja alguém desconhecido, em geral receberei outro sorriso de volta...
- que respeitar as próprias vontades e desejos é muito importante e que dizer "não" para alguém não fará com que essa pessoa goste menos de você...
- que meu celular deve servir a mim e não eu a ele, ou seja, só atendo, se, quando e quem eu quiser...
- que de nada adianta a melhor roupa, a melhor maquiagem se a auto-estima não "anda bem das pernas"...
- que amo os filhos dos meus amigos tanto quanto amo meus próprios amigos...
- que não devo levar a vida tão a sério, afinal, ela passa tão rápido...

Déia escreve aos domingos e segue aprendendo pela vida...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Querer mais. Mais querer.

Sabem aquela sensação de que a vida está tentando te ensinar uma lição e você não está entendendo? Esse é o meu momento.

Eu tenho uma vida boa. Muito, muito boa. E toda vez que eu me pego pensando em reclamar eu me forço a olhar além do meu próprio umbigo e enxergar as coisas por outra perspectiva.

Tenho um trabalho legal, numa área em desenvolvimento no país e com bastante futuro e espaço pra crescer.
Tenho saúde para praticar os esportes que eu gosto.
Tenho tempo para exercitar meu cérebro costurando, escrevendo e lendo.
Tenho voz pra cantar e meus males espantar.
Tenho uma família barulhenta, engraçada e muito unida.
Tenho amigos pra bater na porta num fim de tarde ou pra ligar quando der saudade.
Tenho amigos que tem filhos que eu posso abraçar e apertar.
Tenho energia pra viajar, conhecer lugares e pessoas novas.
Tenho mais coisas do que eu consigo usar ou até mesmo guardar.

E mesmo assim, ainda quero mais dessa vida. Quero mais dessa passagem. Mesmo que a vida venha me dando sinais de que eu já tenho o suficiente.

Aí quando eu penso na lista acima – das coisas que eu já tenho – acaba rolando um sentimento de ingratidão. E oi? Vida? Eu sou feliz, sim. Mas será que é muito errado querer ser mais feliz?

Milena escreve aqui às quintas.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A invejosa

Perdida na sua imensa pequenez

Nem sabe mais por onde sair...

Enxerga o mundo com olhos semi-cerrados

Pela inveja.

Cinza e borrado lhe parece,

Ameaçador lhe soa,

Respondendo às suas 4 pedras nas mãos.

Sua frio, desacorçoada

Pois todos querem roubar seu lugar:

O pedestal.


Renata sabe que todas nós temos um pouco de cada pecado em nós. mas se admira com pessoas que se entregam a eles, de forma que se tornam sua essência.

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