quarta-feira, 29 de abril de 2015

“Chá quente é um carinho, né?”

As palavras de uma grande amiga (tá, ela é pequena, mas grande na pessoa e grande na amizade!): “Chá quente é um carinho, né?” – me fizeram pensar nos carinhos que fazemos para nós mesmos. E como é bom! Tão bom quanto receber carinho alheio. Tão bom quanto oferecer carinho.

Chá quente em dia frio – ou no ar condicionado gelado do trabalho;

Um quindim em dia de mau humor;

Banho morno depois de um banho de chuva;

Se permitir fazer nada depois de um dia estressante;

Ou se permitir acordar tarde no sábado depois de uma semana daquelas;

Uma comida bem feita e saborosa, já que dieta não é carinho;

Um “auto-presente” em época de aniversário, ou simplesmente porque você merece.


Todas essas coisas de quem tem amor próprio, seria então “carinho próprio”? E quem enxerga que isso é carinho, será grato e feliz ao receber. 

Abraço apertado de uma pessoa querida;

Lambida do cachorro;

Um chá quente em dia frio e um quindim para animar;

O tempo que alguém despende para fazer nada junto com você;

Ou o tempo que alguém despende para te acompanhar em algo que te estressa;

Um prato de comida bem feita especialmente para você;

Um telefonema – sim! Ainda se usa! – só para saber como você está.

Ser cuidado quando se está doente.

Para estes, também será natural oferecer carinho, principalmente aquilo que considera carinho para si mesmo. E carinho não é algo restrito as suas amizades, não – pode ser oferecido inclusive para um desconhecido, como em um ato de doação ou de trabalho voluntário. 

Da mesma forma que é necessário amor próprio para amar o outro, é necessário carinho próprio para acarinhar o outro. E como é bom ter e receber conforto! Sobretudo em época de tamanha animosidade – bora aprender mais sobre carinho!


Luciana escreve as quartas e não sabe viver sem dar carinho. Mas para dar é preciso receber, e para receber é preciso carinho próprio! E fica a dica do quindim! :--)

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Vamos parar de contar o tempo?

Qual o tempo que um relacionamento precisa ter para ser validado? Ou para ter dado certo? Estranha essa mania das pessoas contarem o tempo, principalmente em relacionamentos. “Aniversário de dois anos de namoro”. “Ah, estamos juntos há apenas cinco meses, ainda é cedo para morarmos juntos”. “Ficamos apenas por dois anos juntos, não deu certo.” 

Já vi relacionamentos de seis meses terem dado muito mais certo do que de quatro anos. Pessoas, as quais ficaram por pouco tempo juntas, terem feito muito mais diferença e trazido tão mais uma para a vida da outra do que outras que ficaram por bastante tempo. Pessoas que ficaram juntas por um ano conhecerem-se muito mais do que aquelas que ficaram por onze. Um relacionamento para ser validado deveria levar em consideração outras características que não o tempo de duração: complementaridade entre o par, apoio, divertimento, intensidade, respeito, confiança, sexo e até aquele tal de amor, que tanto se fala e pouco se sente. 

Existem relacionamentos longos onde só acontecem desencontros, parasitismo, e desentendimentos e normalmente estes são validados, afinal deram certo - duraram longos anos! Dentro desta lógica, só vai ter dado certo se os indivíduos ficarem o resto da vida juntos! Ou seja, você pode ter tido vários relacionamentos felizes e plenos e, caso nunca se case com só a morte separando, você não terá tido nenhum relacionamento que deu certo. E se nada dá certo, você está fadado a ser frustrado, frustrado você está fadado a infelicidade eterna – e toda aquela felicidade que os relacionamentos causaram é esquecida. E, pensando bem, você nunca saberá que o seu relacionamento deu certo, a não ser que o cônjuge amado desencarne antes – aí você poderá dizer: deu certo!

Parece uma tremenda perda de tempo esta contagem, gastamos energia com o que não importa e não nos envolvemos de fato. Podemos até deixar de viver um lindo e intenso relacionamento de seis meses, uma vez que este não seria validado. E podemos ficar presos em relacionamentos de anos que não fazem mais sentido.


Que tal se deixássemos de contar o tempo dos relacionamentos e passássemos a senti-los? Aproveitá-los? Viver tudo o que este relacionamento pode trazer, ser feliz, crescer e aprender com ele, mesmo que dure três meses, quatro anos ou a vida inteira?

Se com cinco meses de namoro quiser ir morar junto para experimentar, vai. Se com um ano quiser casar com direito a igreja, padre e bolo, vai. Se com dez anos não reconhecer mais a pessoa com quem se casou, saí. Se der pé e o até a morte os separe rolar, melhor ainda!

Contar o tempo, logo ele que é tão efêmero...nos faz perdê-lo, envelhece e causa rugas. A vida é pra já, e o tempo perdido vale ouro!


Luciana está tentando escrever as quartas e já viveu relacionamentos de dois meses a alguns anos e considera todos válidos, pois aprendeu muito com eles e foi feliz, mesmo sem pretensões de eternidade. E, vivendo de bons momentos, tudo tem dado certo.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Coleções!

Uma das coisas que me interesso em saber das pessoas é sobre as coleções. Acho que mostra um lado interessante das pessoas, uma leve obsessão, um hobby ou, ao menos, uma boa história para ouvir.
Acredito que todas as pessoas tenham alguma coleção ou pelo menos já tenham feito uma. Existem aquelas coleções da moda, como as figurinhas dos álbuns de time de futebol, da copa, tazzos (agora confessei a idade) e essas coisas. Existem desde as coleções clássicas, de moedas, selos e chaveiros, até as mais esquisitas, como pulgas e aquelas que não são para os pobres mortais, como carros.
Existem umas coleções que nascem do acaso. Meu pai, sabe-se lá porque cargas d’água, resolveu que a gente devia ter uma coruja ENORME em cima da casa. Por causa disso, ele começou (e continua) a ganhar várias corujas, miniaturas, e formou-se a coleção. Eu já colecionei figurinhas e papeis de carta. Guardo moedas dos países que já visitei, mas não considero uma coleção (um punhadinho de níqueis que só tem significado pra mim mesma). Não curto a ideia de colecionar por colecionar, e não consigo me dedicar a isso.
Apesar disso, hoje mantenho uma coleção, que começou a muitos anos, de forma totalmente não intencional. Quando eu era criança ganhei da minha madrinha um azulejo que ela tinha pintado, tem um cachorrinho e umas florzinhas. Eu gostei, mas não tinha ideia do que fazer com aquilo... Não sou muito apegada  a coisas, mas nunca me desfiz dele  porque, afinal de contas, ela tinha feito para mim, e eu adoro coisas únicas e personalizadas! Acabou que, uns anos atrás, uma amiga me trouxe como presente de uma viagem: adivinhem o que? Sim, outro azulejo. Esse com a Mafalda, que amo! Massa, eu pensei, agora ao invés de um, tenho dois azulejos! E ainda não sei o que fazer com eles...

Aí veio o “estalo”: posso colecionar azulejos! E aí, daqui um tempo eu vou ter uma pilha de azulejos empoeirados e provavelmente quebrados... Não pareceu assim uma ideia tão boa. Mas pensando um pouco mais longe, eu sei que quero construir uma casa (local a definir, aceito sugestões). Quando a vida estabilizar, quando a momento for certo, vou querer sentar, planejar e construir uma casa sob medida. E nessa hora os azulejos vão ser perfeitos! Vou poder colocar na parede muito carinho e as histórias de lugares e pessoas que conheci! Aí, sim, nasceu minha coleção de azulejos. Ela cresce devagarzinho mas cheia de amor, com lembranças de quem viajou e lembrou de mim e com recordações de lugares onde fui e que vou guardar não só no coração.


Renata deixa o relato da sua coleção e um sutil “ficaadica pros amigos que vão viajar e não sabem o que trazer de presente! 

domingo, 19 de abril de 2015

Sobre a ansiedade...ou o medo por antecipação

Será que vou conseguir finalizar esse artigo dentro do prazo?
Será que vou conseguir escrever minha tese?
Será que estou ficando doente?
Será que essa dorzinha constante pode ser grave?
E essa dor de cabeça? Será que pode ser um tumor?
Será que fechei a porta de casa? Ou desliguei o gás?
Será que serei assaltada? Ou, pior ainda, estuprada?
Será que aquela pessoa está me olhando tanto porque há algo de errado comigo?
Será que as consequências de todas as escolhas erradas que cometi na minha vida vão me assombrar eternamente?
Será que esse constante aperto no peito, que não me deixa respirar, vai continuar piorando e me sufocando?
Será que todas as noites vou acordar em pânico e com taquicardia porque sonhei que coisas ruins acontecerão em minha vida?
Será que essa ansiedade constante, esse medo insano de coisas que ainda não aconteceram (e que podem sequer vir a acontecer) pode acabar se tornando incontrolável?

Déia escreve aos domingos e, nos últimos tempos, apesar de racionalmente saber que isso é puramente psicológico, anda às voltas com "crises" de ansiedade cada vez mais frequentes, que andam deixando sequelas, inclusive, no âmbito físico.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Papo calcinha ou drink de vampiro

Eis que aos trinta e tal você descobre que não sabe nada sobre menstruação! e olha que a essa altura você já passou pelo menos dois terços da sua vida sangrando, todo mês.

E não me venha com esse papinho de que menstruação é boa e tal. Não é. É uma meleca, por mais cuidadosa que você seja, tem um cheiro ruim, você se sente suja, desconfortável, enfim. Até que de curiosa você decide comprar um copinho de silicone medicinal de custa setenta reais - o tal do coletor menstrual - e aí você descobre que não sabe de nada, inocente! Menor que um vidrinho de esmalte, com a forma de uma tulipa. Já tinha lido vários relatos e sempre achava todos exagerados e sempre pensava: ok, deve ser legal mas não exagera né galera! Ele não há de fazer a menstruação deixar de ser um sofrimento!

Absorvente comum é uma merda, você fica com um colchão, uma fraldinha entre as pernas e lá aquele sangue velho apodrecendo entre as suas pernas. Pois é, não é azul e lindinho como mostra na tv. É sangue. E em contato com o oxigênio e abafado na sua queridinha as bactérias se divertem. Aí é que fede, coagula; e vaza, mancha sua roupa, sua cama. Você acorda parecendo que vai afogar de tanto sangue. Espirrar, nem pensar! Absovente interno também é péssimo. Parece que você tá uma rolha entre as pernas. Aquilo além de absorver o sangue absorve também todo a lubrificação natural que existe dentro de você. E incomoda pacas. Sem falar no tanto de lixo que ambos geram né?

O copinho (nome íntimo do coletor menstrual) é super flexível, molinho. Aí você dobra ele (existem vários tipos de dobra) e dobradinho ele fica do diâmetro de um absorvente interno. Aí você coloca ele lá dentro de você - esse era meu medo! Mas não é láaaa dentro! O absorvente interno fica bem mais "lá no fundo" do que o copinho. Então lá dentro (logo ali na entradinha) ele se abre e forma tipo um vácuo que faz com que ele fique firme lá. Enquanto isso você vai ser feliz, espirrar, abaixar, nadar, dá até pra esquecer que você está menstruada, pois não dá pra sentir ele dentro de você! Dá até pra dormir sem calcinha! A cada 12 horas você tira, lava e coloca de novo! É nessa hora que tudo muda! Primeiro que você olha pra aquele copinho antes de colocar e pensa que vai encher aquilo em 3 horas! Mas na verdade por mais que seu fluxo seja intenso, os 30 ml (média de capacidade dos coletores que existem no mercado) são mais que suficiente! Eu usava absorvente noturno e meu copinho nunca passou da metade! Depois você percebe que não tem aquele cheiro de menstruação. Não tem cheiro de nada. Quando muito um cheiro (suave) de ferro. E o aspecto não é nada daquele drama que a gente vê no absorvente! É um sangue fluido, vivo! Ouso até dizer: lindo! Revolucionário!
Achou nojento? Véi, na boa... nojento é essa fraldinha aí que você usa!

Mariana está perdidamente apaixonada por seu copinho de sangue e mudou totalmente a sua relação com a menstruação desde que começou a usá-lo assim como mudou sua relação com o lixo quando adquiriu uma composteira. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Sobre o sentimento de imenso carinho que se tem por alguém ou por algum animal

A mim importa, há bastante tempo, a minha satisfação como ser humano e as resoluções que tomo perante o que a vida me apresenta. Ter coisas não me preocupa. Esse desapego chega a ser um problema, não tenho nada, todas as vezes que mudo de cidade, eu acabo deixando tudo para trás – vendendo algumas coisas por preço de nada, doando muitas coisas para conhecidos e desconhecidos e tendo que “re-adquirir” tudo. Isso acaba acarretando em um endividamento eterno e nenhum bem para chamar de meu. Claro que é bom ter algumas coisas, mas sabe o que me interessa ter de verdade? Afetos. Tanto os afetos passageiros, como os afetos de longa data, ou os recentes. Quero uma coleção de afetos! E tenho!

Sabe esses encontros que fazem mudanças nas nossas vidas de forma recíproca? Para mim é isso que nos movimenta! Acredito que tudo que passamos, mesmo que por milésimos de segundos, traz algum aprendizado. E a partir daquele milésimo de segundo já somos outro. Aquele amigo de longa data. Aquele amor que sempre será. Aquele conhecido recente, mas que já faz uma diferença danada. Aquela pessoa que você só encontrou uma vez na vida, mas você nunca esquecerá. Aquela pessoa que começa a conversar com você no meio de uma caminhada na praia e em questão de meia hora te ensinou sobre a vida, sobre as pessoas e sobre ser gente com h de humano. Aquele amor que durou pouco, mas que fez você crescer e cresceu junto com você. E não estou falando só de pessoas não. Tem também aquele cachorro gordo e perneta que entrou na sua casa, criou morada, e trouxe um ensinamento danado. Aquele cachorro que lutou pela vida com uma valentia admirável. Aquele cachorro fofo que te ensina a ser feliz todos os dias.

E afeto é algo totalmente alheio a questões de parentesco, ou de coleguismo, ou vizinhança, ou mesmo de amizade. Ou de “vira-latisse” ou raça. Afeto é questão de toque. E de se deixar tocar. Como o sentimento que aquela música especial causa. Ou toca ou não toca.

E é pelos afetos que sigo em frente, e é por eles que luto. 

“E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto” (Luiz Galvão e Moraes Moreira, 1972).

Luciana anda tão feliz, encontrou uma peça sumida da sua coleção! Alguém que a tocou primeiro por sua música e, depois, pela pessoa que é. E está torcendo para que ele perceba o quão especial ele é e como é importante sorrir.



terça-feira, 14 de abril de 2015

A Graça, uma mulher de 30

Quem acompanha o blog sabe que ele surgiu em 2007, e muitas balzacas têm entrado e saído, de forma bem orgânica. Isso é uma das coisas massa do blog, que dá pra ele essa cara relax, sem grandes pretensões fora compartilhar o que se passa na vida e na mente dessas mulheres de 30. Sim, nós já tivemos algumas vezes a conversa sobre o futuro do blog, se vai passar a ser De Repente 40, ou algo do gênero. Me parece que não, pois nossos 30 já estão garantidos na vida de cada uma de nós, mesmo que sobre eles se acumulem mais 10, 20 ou mais 30. Nossas 30 primaveras, nossos 30 anos de aprendizados, tombos, recuperações, conquistas e decepções, dúvidas, certezas e intuições estão sempre com a gente. Representa essa fase em que a gente para de levar a vida tão a sério, não por leviandade, mas por perceber que as prioridades são outras. 

Aí eu toda nessa onda, fui atrás da “Graça” dos 30. Na verdade, ela existe na minha cabeça e eu esperava que existisse também em tirinhas em algum lugar. Esperava achar uma Mafalda aos 30, ou uma versão adulta do Armandinho. Madura, segura (mas nem tanto), que sabe rir da vida e sabe falar a verdade. 

O que eu achei? Uma tirinha que fala sobre emagrecer e crises sobre o que vestir... sério?! TEM que existir alguma coisa engraçado, sobre a Graça dos 30. Mas inteligente, feminista, livre, sagaz. Nosso universo é tão maior e cheio de coisas mais importantes do que o que vestir...

Renata escreveu esse texto como um pedido para quem souber de algo do gênero compartilhar com as balzacas aqui. Bora tocar a campanha para achar a Graça dos 30! Mandem nos comentários ou no Facebook, ok?

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Reflexos, reflexões e desassossegos

É tanto Carnaval e pouca Quaresma. É tanto bacalhau e pouca caridade. É tanto chocolate e pouca reflexão. É tanto corrupto posando de bom moço. É tanto incoerente se achando bem sensato. É tanta baixa autoestima escondida atrás da soberba. É tanto maluco eleito deputado. É tanto machista jurando cabeça aberta. É tanto apegado vivendo lá no seu passado. É tanto alarde devido a boatos infundados. É tanto mediano com doutorado. É tanta mentira, é tanta irresponsabilidade. É tanto desrespeito com direito a carteiraço. É tanto juiz sem ao menos ser advogado. É tanto ativista de teclado. É tanta fúria lotada de preconceito. É tanta inércia disfarçada de conformismo. É tanto tira que devia andar desarmado. É tanto suicida que acaba assassino. É tanto avião encontrando o chão. É tanta falta de fé. É tanta falta de amor. É tanta intolerância. É tanta impaciência. É tanta hipocrisia. 

E o mundo vai girando mal humorado, tedioso, preocupado, amargo, alarmista, indisposto, desarmônico, desvalorizado, descompromissado, desassossegado, desumano, desconfiado, dessaboroso, desleal, desrespeitoso. Des, des, des... prefixo com sentido de oposição. Oposto a que? Ao que era antes? Ou ao que desejávamos que fosse e, só agora – que sofremos esse bombardeamento de informações e que a personalidade das pessoas pula nas nossas telas – percebemos que não é?

Luciana quer escrever sobre coisas boas, mas só consegue escrever sobre o que a toca e a faz refletir – pensou que coisas boas tocantes estão em falta no mercado – mas olhou pela janela e viu que, embora um tanto quanto cinza, o mundo ainda é colorido!





terça-feira, 7 de abril de 2015

Inteiração


Sf. Ato ou efeito de se tornar mais inteiro. Ação recíproca de dois ou mais espíritos nos outros. Ocorre a partir de trocas com pessoas interessantes, de boa índole e de bom coração. Os efeitos podem ser intensificados se tal troca ocorrer em ambiente ao ar livre e com amplo contato com a natureza, como praias e/ou cachoeiras. 
O sujeito que deseja se tornar mais inteiro deve buscar encontros e vivências com pessoas com alto astral, generosas, inteligentes e divertidas. Atenção: após tais eventos o sujeito pode passar a sentir saudades destas pessoas, o que se torna um incentivo para novas inteirações, sucessivamente. Importante ressaltar que, ao se tornar mais inteiro, o sujeito pode vir a contribuir ainda mais com a inteiração dos demais, levando a um ciclo de aprendizados e evolução. 


Renata acredita que somos todos inacabados e podemos nos tornar mais inteiros se acharmos o caminho e a boa companhia para trilhá-lo.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Essa coisa do feminismo

Eu sei que tem gente falando muita coisa sem noção por aí sobre o “novo feminismo”, sobre mulheres extremistas, e tal…
Estou acompanhando, de longe, um movimento que me desperta algumas memórias e sensações que não tinha reparado… e passei a não julgá­-las como extremistas. 

Vou explicar:

Sempre fui chamada de “metida”. Sempre me acusaram de fresca quando não queria sair de casa sozinha à noite, ou andar por determinada rua sozinha. Algumas pessoas já me disseram que eu tinha que baixar a cabeça quando recebesse cantadas na rua. Outras pessoas me disseram que isso era legal! Sinal de que estou chamando atenção dos homens…(pffffff).

Mas, lendo essas meninas, “feministas antipáticas”, me recordo de ter passado por várias situações de perigo e discriminação, por ser mulher. E que a minha cara fechada e o meu isolamento sempre foi a maneira que arranjei de me defender. 

Não sou feminista. E nunca tinha parado pra pensar nisso. Acho que o respeito deve ser mútuo entre SERES HUMANOS independente do sexo. 

Mas eu fui criada (ai ai...que antigo isso!) para ser um pouquinho independente e um pouquinho submissa. Sou filha da revolução sexual. Meus pais viveram essa transição mas não eram visionários. Eu fui estimulada a ter minha idenpendência financeira e só. Ninguém me disse mais nada. Eu não soube identificar muitas coisas que aconteceram. E não dei o meu grito na hora certa. Até começar a vivenciar essas coisas abertamente no ambiente de trabalho. Sim! Coisas do tipo: Mulher não pode ganhar igual ao homem, principalmente no setor público, pois tiram muitas licenças…(Seu babaca! Se a gente não tirasse licença maternidade talvez você nem estivesse nascido pra estar aí falando merda!)... 

Não acho que essas meninas estão dando a cara à tapa em vão! E elas tem que mostrar os extremos sim. Serem radicais. É dessa discussão meio sem direção é que vamos tirar os benefícios. Coloca tudo pra fora que depois organizamos! Tudo que não foi dito! 

LorisB não é nenhuma radical... Mas gosta do movimento pelo respeito!


sábado, 21 de março de 2015

O poder do “eu vou” – um texto pequeno só para quebrar o gelo!

Essa semana a fofa da minha terapeuta – sim, eu faço terapia! – chamou a minha atenção para o fato de que todas as vezes que eu disse “eu vou fazer tal coisa”, eu fiz tal coisa. Ela comentou que todas as vezes que lançamos um desejo – ou um desafio – para o Universo, alguma modificação acontece nele e as nossas próprias atitudes e escolhas fazem com que comece a ser trilhado o caminho para que tal coisa aconteça. Pensando seriamente no assunto, faz sentido. Assim se encaminharam várias conquistas que eu tive na vida. E olha que eu sempre me orgulho em falar que não faço planos! Que as coisas acontecem para mim! – acho que preciso mudar meu conceito de plano. 

E hoje mais um “eu vou” se concretiza. Quando li este blog pela primeira vez eu pensei: “um dia eu vou escrever nesse blog!” e hoje, alguns anos depois, recebi o convite! Fiquei muito lisonjeada, escrevo muito, mas só o que publico são artigos científicos e um texto ou outro no facebook sobre coisas que me tocam. 

Certamente falarei mais “eu vou” por essa vida, tem sido divertido! E bem vinda para mim, nessa nova experiência que tem tudo para ser muito enriquecedora!


Luciana escreveu este mini-texto após parar de saltitar pela casa por receber o convite da Renata e, muito contente, promete fazer jus a este convite.

domingo, 8 de março de 2015

Sobre flores, chocolates e cumprimentos...



Sim, meu caro, eu gosto de receber flores, ainda que elas simbolizem uma suposta fragilidade.
E não, eu não me importo de receber “parabéns pelo dia da mulher”, desde que ele venha acompanhado de atitudes respeitosas, não somente nesse dia 08/03, mas em todos os outros dias do ano.
Para além de um simples “parabéns”, o que eu e todas as mulheres queremos é tão somente respeito.
Aliás, para que não restem dúvidas, vou explicar bem direitinho:
Não é uma atitude respeitosa quando você diz: “Ah, tudo bem... ela não consegue porque isso não é coisa de mulher”.  Isso se chama condescendência!
Ou quando, no trânsito, você sarcasticamente fala “Só podia ser mulher mesmo”.  Isso, meu caro, se chama preconceito!
Também não é atitude respeitosa quando você nos olha e diz “Que foi? Tá irritadinha por quê? Tá naqueles dias, é?”.  Isso é uma atitude estúpida!
Ou quando você cospe impropérios do tipo “Cavala, potranca, delícia” e ainda se ofende (!) quando não gostamos do que ouvimos. Isso é atitude de cafajeste!
Ah! Também não é ter respeito quando você me julga por usar um decote, por usar roupa curta, por usar um batom vermelho... ou, no outro extremo, quando diz que sou desleixada por ter coragem de sair “sem nem um batonzinho”...Isso, meu caro, é babaquice!
E, para seu conhecimento, também não é ter respeito quando você diz coisas do tipo: “Nossa, aquela mina me chupou na primeira vez que a gente saiu! Só pode ser puta mesmo!” Ou “Capaz que eu namoraria aquela mina... Comi ela já na primeira noite!”. Isso, sinto muito informá-lo, é ser o mais escroto dos caras!
E, para finalizar:
NÃO, isso tudo definitivamente NÃO É FRESCURITE DE MULHER!!!
Queremos, para além de flores, chocolates e cumprimentos, sermos respeitadas como pessoas e como mulheres, não apenas um dia por ano, mas em todos os dias de nossas vidas!

Déia escreve aos domingos, agradece os cumprimentos que recebeu pelo Dia internacional da Mulher, mas também convida a todos a uma pequena reflexão acerca da necessidade da existência de tal dia.


terça-feira, 3 de março de 2015

Da série coisas que me irritam (5 de infinitas): burrocracia

Eu sei, eu sei...esse tema pode gerar uma série em sim, mas hoje eu quero falar sobre um requisito burrocrático básico para muitas transações: comprovante de endereço.
Eu sinceramente não consigo entender que p%$#@ passa na cabeça do cidadão que decidiu que comprovantes de endereço aceitáveis vêm da companhia de energia elétrica, saneamento, telefone ou cartão de crédito (entre outros, creio eu). Pedaços de papel muitas vezes com endereço errado, nome errado, emprestados por outra pessoa...sem valor algum. Eles valem MUITO mais que minha palavra e assinatura dizendo onde eu moro e posso ser procurada. Qualquer cidadão consegue em pouco tempo reunir comprovantes de endereço aceitáveis (moro com minha irmã; coloquei meu nome na conta de luz da minha avó) com endereços que não são seus endereços residenciais. Mas mesmo assim, esses papeis são aceitos. E apenas eles. 
Certa vez precisei de uma certidão negativa da justiça para tomar posse em um concurso público. Lá constavam todos os meus dados pessoais eu, ingênua, pensei: que papel no mundo pode ser melhor do que esse como comprovante de endereço? Foi assinado por um juiz, no fórum! Tsc, tsc....recebi um: “não, moça, apenas conta de água e luz”. Claro.
Isso é menos que uma gota d’água no oceano de burrocracia, no qual as cosias estão tão gravadas na pedra que ninguém sabe mais quem gravou, o porquê gravou; apenas seguimos o mesmo caminho tortuoso trilhado por alguém.
Aqui caberia até uma teoria da conspiração: talvez há muitos anos pessoas venham complicando a rede burrocrática para levar ao apocalipse. Ou, ao menos, se divertir com a burrice alheia, que repete procedimentos ineficazes sem fazer nenhuma sinapse para refletir sobre ele.


Renata tinha dado um tempo nessa série, mas às vezes é simplesmente impossível! ela espera que até a próxima terça-feira seu lado Poliana tenha se fortalecido.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

A vida no mar


Apesar de estar longe de ser uma workaholic, hoje vim falar do meu trabalho, o quanto amo o que faço e como cresço com ele a cada dia. Eu sou veterinária em tempo integral e trabalho basicamente com mamíferos marinhos (isso mesmo! Com baleias e golfinhos). Desde quando comecei a fazer estágios, em 2008, nessa área, nunca trabalhei com animais em cativeiro. Trabalho basicamente com encalhes (quando o animal vem parar na praia) ou com observação de fauna embarcada. Hoje vim falar pela minha paixão de estar embarcada e o quanto isso influência quem eu sou.

Nunca soube explicar muito bem a sensação de estar embarcado. Para mim é uma mistura de confinamento, medo, autoconhecimento e satisfação. Nem pra todo mundo é da mesma maneira. Algumas pessoas simplesmente não nasceram para isso e acham um absurdo ficar tanto tempo longe da família ou longe das suas rotinas cotidianas em um ambiente quase “BBB”. Eu sou daquelas que sente falta de ficar no mar. Não digo perto, como estar na praia. Eu sinto falta de ficar no mar sem ver nenhuma faixa de terra. Só céu e mar. Na maioria das vezes só percebo o quanto sou “viciada” quando estou novamente embarcada.

O primeiro e o último dia são sempre os mais difíceis. O primeiro é a adaptação: a saída da zona de conforto. O último é a saudade acumulada e os problemas terrestres batendo a sua porta.

As pessoas confundem seu trabalho com cruzeiro de passeio, ou com “mar em fúria”, e nenhum desses descreve bem o que é estar confinada num navio durante 14 dias (às vezes 35 ou mais). Meu trabalho quando estou embarcada, consiste em fazer avistagens de biota marinha, ou seja, fico olhando para o mar procurando: aves, tartarugas, peixes, baleias e golfinhos. É importante para descrever quais animais tem naquela determinada região ou alertar a embarcação (dependendo da atividade) que tem animal perto.

Pra mim, sinto sempre que estou em paz naquela imensidão. No embarque eu fico viajando, muito mais do que quando estou em terra. Penso em coisas que me deixam bem. Faço DRs comigo mesma, com os outros e me resolvo. E gosto da minha companhia. Amadureço. Percebo o quanto sou pequena e insignificante diante da imensidão de um mundo e universo tão vasto. Tomo consciência que sou nada. Entendo isso e não me apavoro. Não me assusta. Quando me for, serei memória. Adubo. Poluição. Tudo depende se me conheceu bem ou mal. As vezes viramos tudo isso muito antes de morrer. Nessas horas sei que não sou ninguém e nada. Sou uma consciência que irá desaparecer, como uma ideia que tivemos algum dia. Somos escolhas. Sempre que estou no mar, faço as pazes comigo e se tenho pendências com o divino, elas são resolvidas. Às vezes sou presenteada em ver coisas que quase ninguém viu, como um grupo enorme de golfinhos ou uma fragata quase na minha cabeça.

Estar embarcada é como estar feliz com a minha companhia. Saber que sempre vou me adaptar, até as coisas que não gosto. É saber que tudo é uma questão de perspectiva.

Samira, segue entre baleias, golfinhos, devaneios e ela mesma, e espera que todo mundo tenha a oportunidade de ver um golfinho ou uma baleia (livre, nadando no mar) e sintam a mesma alegria que sente toda vez que se encontra com eles.A vida no mar.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Sete dias, sete anos

Passado o vendaval de fim de ano (que às vezes a gente confunde com fim do mundo) e passado e encerrado com chave de ouro o inferno astral, eu começo de vez o ano e, dessa vez, um novo setênio (quem quiser saber mais sobre os setênios pode começar por aqui)

Com esse novo setênio veio ainda mais clara a ideia de finitude e, com ela, a importância do desapego; a maturidade e sua fiel escudeira responsabilidade. E, cada vez mais, a busca pelo autoconhecimento. Dentro do ciclo da alma, essa é uma fase do desenvolvimento da consciência e, para alguns, uma segunda puberdade. Um renascimento e a busca pelo equilíbrio entre o ser e o ter. 

Fase de libertação do que já não se mostra mais tão relevante e de busca do que é essencial, que nos faz autênticos. São sete notas musicais, sete dias na semana, sete deuses no Olimpo, sete pecados capitais, e sete anos para a tomada de consciência. 

Renata acaba de entrar em um novo setênio (it’s evolution, baby) e escreve aqui (quase todas (raramente, mas pretende aumentar a frequência)) nas terças-feiras. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Quando nosso corpo vira morada de alguém

Durante nove meses (meu Deus! Como passou rápido!), meu corpo serviu como a “casinha” de um ser que está quase chegando. Dentro desta casinha ela cresceu, ganhou peso, todos os seus órgãos foram se desenvolvendo no ritmo ditado pela sabedoria da natureza. Neste mesmo processo, eu também ganhei peso e novas marcas pelo meu corpo. É disto que quero falar.

Toda mulher, em maior ou menor grau, tem sua vaidade. A maioria de nós passa a vida lutando contra a balança, fazendo dieta da lua, da sopa, dos pontos e, faríamos até mesmo dieta da pedra, caso nos dissessem que esta funciona! O processo de aceitação do seu novo corpo é lento e gradual. Você sabe que isto tudo está acontecendo por um bem maior (e se não soubesse, todos os dias alguém te lembraria disso!). Ainda assim, o espelho em alguns dias costuma ser mais cruel do que nos outros.

Você acorda de manhã e se olha no espelho. UFA! Ainda nenhuma estria. Se enche de cremes, óleos, pomadas e tudo aquilo que te disseram que vai evitá-las. Você que antes tinha preguiça até de passar protetor solar, veja só, está se cuidando como ninguém. Repete este ritual de se besuntar toda de cremes e óleos várias vezes por dia.

Mas em uma destas manhãs você acorda, se olha no espelho... e SURPRESA! Estrias.

Bah! Sensação de fracasso: Por que comigo, meu Deus? Eu me cuidei tanto. Sensação de futilidade: Tanta coisa mais importante pra me preocupar e vou dar bola pra umas estrias? Tentativa de consolo: Estou gerando uma vida dentro de mim, tudo isso vale à pena. Crise de drama: Eu nunca mais vou usar um biquíni na minha vida. Medo: Meu marido vai me achar horrorosa.
Todas essas sensações vem juntas, não nos enganemos mulheres. Ao conversar com uma amiga, lhe disse: “Como poderei ser uma boa mãe se estou arrasada por estar com estrias?”. Ela carinhosa e sabiamente me disse: “Tu vai ser uma ótima e linda mãe. Eu também enchi de estrias. Dá vontade de se jogar da ponte, mas não adianta”.
É! Dá vontade de se jogar da ponte sim. Até que tu lembra que em diversos lugares do mundo, pessoas sofrem com problemas reais. Crianças não tem o que comer, são espancadas por aqueles que deveriam lhes dar amor. Idosos são tratados como lixo pelos seus entes queridos. Pessoas tem seus corações e esperanças partidos ao meio. E tu se sente ainda pior. “Eu não poderia estar sofrendo por causa de estrias, sou uma fútil”.
Queridas mulheres! Queridas mães! SIM. Nós temos o direito de sofrer um pouquinho por isso sim. A culpa só faz tudo parecer pior. Não seremos péssimas mães porque derramamos lágrimas quando as estrias apareceram. Somos apenas mulheres, frágeis e ao mesmo tempo fortes, sufocadas por uma sociedade que nos cobra perfeição. Não somos perfeitas e no fundo nem queremos ser. Mas gastamos horas na academia, mesmo que odiemos fazer isso. Torcemos o nariz para um bolo de chocolate, mesmo querendo devorá-lo. Usamos maquiagem, mesmo achando que não é necessário. Compramos roupas que não refletem nossa verdadeira essência, mas nos fazem parecer sexys. Pintamos as unhas, nos depilamos, passamos fome, tudo por uma ditadura de beleza. Vaidade é uma coisa maravilhosa. Desconfio de qualquer ser humano que não a tenha, inclusive dos homens. Mas acho que o preço que estamos pagando está saindo caro demais.

Sonho com o dia em que aquilo que você É, vai valer mais do que aquilo que você APARENTA ser. O dia em que não te julgarão pela roupa que estás usando. Que alguém olhará nos fundos dos teus olhos sem rímel e dirá: “Vejo tua alma através dos teus olhos. És linda!”. O dia em que você não precisará sair na rua preocupada com o que os outros vão pensar a teu respeito. O dia em que você será apenas... VOCÊ MESMA. Uma linda mulher, independente de tua forma física.

Andri escreve às sextas-feiras e está a 17 dias de conhecer a pessoa mais importante de sua vida, a Téo. 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Reflexões para o ano novo


O ano de Lil foi intenso, e não poderia ter sido diferente. A tentativa de mudança geográfica causou um reencontro interno que se consolidou. Descobriu que pode ser feliz em condições adversas e continentes distintos, porque sabe do que gosta, se assume em sua perfeita imperfeição e se respeita assim. Redescobriu que pode amar ainda mais o próximo porque ama a si mesma. Jargões a parte, na maturidade balzaquiana, 2014 trouxe realização interna e expressão desta em conquistas profissionais. Agora aceita sua outra cidadania de braços abertos, enfim.

Espera de 2015 mais romance pois agora se vê pronta pra isso. Que a saúde e a paz prossigam por aqui. Vem com tudo 2015, eu te quero!

O ano de Loris foi ano de mãe. Ano de ajeitar a vida. Mudar de cidade, adotar um gatinho (felino mesmo viu?), dedicar ao trabalho, cuidar da saúde (que deu um sustinho agora no fim do ano) e de sua filha de 3 aninhos que cresce e lhe dá rasteiras estratégicas no quesito: "me educa direito, mãe!"... Romances ainda em suspenso. Três anos sem romance é muito tempo, convenhamos...então, dá-lhe terapia! Retomando o trato da cabecinha para conseguir abrir o coração pra quem virá. E virá. Porque sozinho a gente não vive. Esperando que esse 2015 venha manso, cheio de amor, paz e saúde para viver o que tem de melhor nessa vida!

Déia teve um ano cheio de mudanças: deixou para trás tudo o que tanto amava e se aventurou, sozinha, em outra Estado para cursar seu doutorado. Teve que reaprender a viver em comunidade (pois mora em uma casa com mais 9 pessoas!), a lidar com a solidão, com as frustrações e a ter paciência com as manias alheias. Ela também chorou de saudade, ficou doente diversas vezes, sentiu muito medo e, mesmo assim, seguiu em frente. Déia encerra 2014 com a sensação de dever cumprido e com muito orgulho de si mesma e espera que em 2015 ela continue tendo coragem para seguir em frente de peito aberto e com um sorriso no rosto, apesar de quaisquer dificuldades que possa vir a ter.

Samira teve um ano cheio de trabalhos e movimentos em busca de um futuro melhor. Fez planos, desfez uns, concluiu outros, tirou férias, se aborreceu com o trabalho, com o namorado, ingressou num curso on line de inglês para acabar com seu preconceito, voltou a comer chocolate após um ano inteiro de renúncias e TPMs infernais, viajou, voltou, viajou de novo, conheceu 4 países diferentes, apresentou 4 trabalhos em congresso internacional, palestrou, fez as pazes, velejou, enjoou de Sampa, recebeu a família e muitos amigos em casa, visitou outros, sentiu falta da babilônia, fez 3 anos de namoro e que venham mais e mais, entrou na academia e agora trabalha no seu primeiro artigo científico e vem pra 2015 cheia de planos e com um frio na barriga para concluir o mestrado e fechar mais uma etapa de trabalho. E pra vida pessoal que venha o que for melhor.

Renata foi outra balzaca que teve um ano muito intenso: amou e se amou ainda mais, viajou, voltou à escola e fez um curso de um mês no exterior quando conheceu pessoas e lugares incríveis. Desapegou de muitas coisas, no rumo lento e constante ao minimalismo. Se decepcionou não com a Copa do Mundo, mas com a atitude das pessoas na Copa e nas eleições... Para 2015 deseja muita luz, muita sabedoria e muita força para todos, temos muito trabalho pela frente!

Andreia nem sentiu 2014 passar (e nem parou muito para pensar sobre...). Este ano foi de muito trabalho e de crescimento, sobretudo pessoal. Andreia é mais ela mesma, mais independente, mais feliz. Fez algumas escolhas e algumas renúncias (o que não é fácil).  Espera, assim,  ter encontrado um bom caminho para tornar seus sonhos realidade (em 2015, de preferência). Sorte e sucesso a todos, é isso o que esta balzaca deseja.

Mariana teve um ano mucho-loko, de luta, coragem e altas aventuras! O maior sentimento no momento de gratidão - apesar das tempestades, o saldo é positivo!
Para o ano que vem chegando ela pretende retomar os estudos (mesmo que de forma autônoma) e ouvir cada vez mais a própria natureza!

Gabriela encerra esse ciclo de 2014 com um sentimento profundo de gratidão. Foi um ano suado e a sensação é de ciclo encerrado, trabalho cumprido. Muitas oportunidades, novos aprendizados, maravilhosos amigos conquistados e amizades preciosas preservadas (até uma das balzacas daqui ela conseguiu encontrar!). Também consegue agradecer àquelas necessárias pedras no caminho, q mesmo que pesadas, foram essenciais para subir um degrau. Agradece a vida por provar, vez em sempre, que a gente não tem o controle de tudo, que nossa caminhada pode mudar de rumo repentinamente, mas que OK, tendo fé, se anda e se chega a lugares deliciosamente improváveis e inesperados. Está feliz por ser o que é, por estar onde está e exercitar o desafio de viver no aqui e no agora, aproveitando o presente que é se viver no momento presente. E diretamente de Cuzco, Peru, deseja que venha 2015 com cheiro de livro novo, um livro em branco prontinho para ser escrito, com cada vez mais sabedoria, por cada um de nós! Atravessemos!!!!

O ano de Gisele foi... bem, ela mesma conta como foi: Este não foi o ano em que, finalmente, senti que estou pronta, que “cheguei lá” profissionalmente. Não consegui trabalhar na empresa dos meus sonhos, nem me tornar a empresária dos meus sonhos. Não terminei minha pós, nem escrevi o livro que está prontinho, na minha cabeça. Este não foi o ano em que fiz grandes viagens, conheci lugares inesquecíveis ou fiz muitos novos amigos. Não perdi aqueles quilos odiosos, não voltei para a academia, não li os livros que me aguardaram, com cheirinho de novos, na prateleira. Este não foi o ano em que fui a shows, ou fiz grandes projetos de costura, ou fiz os armários da cozinha. As camisas e os saltos ficaram no armário, a maquiagem, abandonada, e os cabelos, quase sempre presos em um rabicó. Este ano não namorei muito, não fui ver todos os filmes que quis, nem fiquei à toa com meu bem o tanto quanto gostaria. Este, porém, foi o ano em que nasceu minha filha e, com muito menos, me tornei muito mais... Mais mulher, mais esposa, mais amiga, mais preocupada com outra pessoa, mais alegre, mais risonha, mais tranquila, mais maravilhada com a vida, mais amor, mais em paz. 2014 foi o ano em que me tornei mãe, em que me multipliquei. Este foi o ano que me fez novamente feliz. Gisele Lins, mãe da Olivia, deseja um 2015 cheio se simplicidades e felicidades para todos.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Sempre em frente, apesar de.


2014 foi, para mim, um ano de grandes decisões, de desacomodação, de enfrentamento dos medos, de superação de desafios, de realização de um grande sonho, de conquista de novas amizades. Mas também foi um ano de afastamento, de solidão e de saudade intensa.

Iniciei o ano me mudando para outra cidade, em outro Estado, para cursar meu doutorado. Isso foi, para mim, uma conquista imensa, pois há anos sonhava estar aqui nesta universidade onde agora estou, sendo orientada por esse meu atual orientador.

Essa mudança implicou ter que abrir mão do convívio cotidiano com meu esposo (convívio, esse, maravilhoso), do convívio com meu pai e meu irmão, do convívio com meus amigos queridos e, é claro, do convívio com os alunos que tanto amo.

Aluguei um quarto e fui morar em uma casa com quatro pessoas desconhecidas, com hábitos completamente distintos dos meus e com suas manias próprias. Não tive uma boa adaptação nesta casa e somente após quatro meses encontrei outro lugar para morar. E mesmo já tendo passado há tempos da fase da adolescência, fui morar em uma República Estudantil (quase toda de pós graduação)! Se chama República Cassino. Somos em 10 pessoas na casa. Eu e mais nove homens! Sim, eu sei que pode parecer loucura, mas foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Encontrei, finalmente, um lar e uma família. Esses meninos são como se fossem meus irmãos e eu os amo muito. E esse novo convívio ajudou um pouco com a solidão (que era muito grande) mas, com certeza, não abrandou a imensa saudade que me acompanhou ao longo de todo ano.

Apesar de ter aberto mão de todas essas coisas e de ter sentido muita saudade, foi um ano maravilhoso. Aprendi muitas coisas novas, conheci pessoas especiais, viajei muito, fiz novos amigos, recomecei a praticar esportes, convivi com novas culturas, e, de bônus, ainda passei o ano todo recebendo, vez ou outra, mensagens carinhosas de ex-alunos, dizendo o quanto fui importante e o quanto sentem saudade. Foi um ano de muito estudo e de muitas leituras, mas também de gostosas risadas, de bons filmes e, é claro, de algumas bebedeiras.

Se eu me arrependo de, em 2014, ter deixado tudo para trás para seguir meu sonho? Nem um pouquinho! Faria tudo outra vez! E mais outra! E outra ainda, se fosse necessário!

Tudo na vida passa tão depressa! Não quero, jamais, permitir que meus medos, dúvidas e inseguranças me paralisem.  É claro que eles sempre estarão presentes, mas acredito que eu posso sempre seguir em frente, ainda que apavorada! E foi isso que fiz em 2014. Segui em frente, apostando naquilo em que acreditava, apesar de todos as dificuldades.


Déia escreve aos domingos e espera, em 2015, seguir sempre em frente, superando todas as dificuldades e vivenciando ardentemente tudo o que a vida lhe oferecer de bom.

Escadaria da Faculdade de Educação da Unicamp. Vocês conseguem imaginar, meninas, o prazer que dá subir  uma escadaria dessas??? :)

Alguns membros da minha família aqui de Campinas. Uma pena que não estão todos presentes.

Alguns amigos maravilhosos que fiz por aqui e que levarei para a vida toda.
Mais amigos queridos que conquistei e que me acompanharam em uma excelente viagem.

Mas como a gente sempre volta para quem ama, essa foto é um lembrete da presença sempre constante do meu esposo em minha vida e da alegria de compartilhar com ele os bons momentos. Como esse, em que visitávamos nossa afilhada Gigi, nosso presente, nossa "Princesa de Fogo".

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