segunda-feira, 22 de março de 2010

De Noite

Quando menos esperei você me deixou de lado,
e aonde nunca imaginei, vieram ao meu encontro para me socorrer,
tentei te mostrar, mas em sua mente inebriada não havia espaço para a verdade,
talvez por vontade própria, talvez por não saber o que fazer,
você preferiu seguir a boiada e agir como todos ao seu redor,
mesmo que não concordando extamente.
Mais uma vez me vi num lugar estranho,
com vontade de me levantar, dar adeus e sair,
mas de novo, pensei na gente, e não só em mim,
e me deixei ficar, mesmo sem a certeza de que você algum dia enchergaria os dois lados da moeda.

E fui ficando sem saber até quando.
E me fiz acalmar, tentei adormecer e pretendi que não estava ali,
sozinha, calada, sóbria, surda.
E esperando permaneci, ouvindo pequenos sussurros,
que preferia não os ter ouvido,
vendo gestos que gostaria de não compreendê-los,
existindo calmamente, enquanto a fera em mim observava,
como um gato que espera o momento exato, para caçar, correr,
ou simplesmente bater em retirada.
Como se meu nome não fosse ouvido mais, apenas minha vontade.

Silvia escreve às segundas pensamentos calados de uma noite passada.

4 comentários:

Defectus Perambulorum disse...

como dói....

Danyelly disse...

PERFEITO!!!

Lugana Olaiá disse...

Faz tempo que descobri, mas ainda me sinto surpresa com a comprovação de que, em algum lugar do mundo, no mesmo momento de você outra pessoa também esta sentindo exatamente o que te toca.

Juliana disse...

put´s!
Muito bom!

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