quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Não tem preço

Despedir-me de uma amiga com quem aprendi e cresci muito, com o coração apertado de quem não vai mais ter a convivência diária do trabalho, enfim equilibrada depois de muitas emoções, mas feliz por ter a certeza de ver nos olhos dela a esperança de dias melhores em um novo caminho.

Terminar uma semana de trabalho tão estressante como se fosse setembro, e não a semana antes do início oficial do ano no Brasil, com a sensação de dever cumprido.

Despedir-me de outra amiga querida, que vai para muito longe, mas volta logo (não tão logo, não é flor?), mas feliz por poder estar contaminada com apenas uma fração das borboletas na barriga que ela, com certeza, agora já deve ter sentido e ainda vai sentir muitas e muitas vezes nas próximas semanas.

Pegar o carro com Sr Puko e andar mais de mil quilômetros por lugares que nunca andamos, dividindo nosso cansaço, nossa companhia, nossos pensamentos e relaxando.

Visitar amigos muito queridos, confirmando que a certeza de que a distância e o tempo não afastam os que se curtem de verdade. De lambuja ficar faceira à beça por vê-los bem, cheios de planos, cheios de sonhos e felizes.

Ter amigos que também adoram cozinhar e ser cobaia de uma seqüência de experimentos gastronômicos magníficos.

Aprender a jogar pôquer e, melhor ainda, ganhar de quem sabia jogar, rsrs.

Descobrir o que é um quati ao vivo, a cores e a muitas risadas.

Visitar a divisa de três países e, intimamente, ter orgulho de ser brasileira, apesar de tudo.

Presenciar um espetáculo fenomenal da natureza, as Cataratas do Iguaçu, ficar embasbacada e ter a certeza de que Deus existe, de que Ele é brasileiro e de que devia estar mesmo muito entediado quando criou este pedacinho do Paraná tão extraordinário.

Comprar o short mais horrendo do mundo, mas com um grande propósito.

Descer uma escadícula de 500 degraus penhasco abaixo, no melhor estilo Indiana Jones, com a diferença de estar morrendo de medo, para fazer rafting no rio Iguaçu.

Poder nadar num rio que de longe parece tão mansinho, mas que de dentro prova que é mesmo um baita rio.

Visitar uma hidrelétrica gigantesca, ficar embasbacada com o que o homem é capaz de fazer e, de quebra, descobrir de onde vem a luz lá de casa.

Conseguir passar mais um carnaval diferente, fazendo as coisas que eu mais amo, com as pessoas que eu amo, e desopilando completamente.

Voltar para casa.


Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Definitivamente adorou seu carnaval.

5 comentários:

Milena disse...

Ahhhh!!!
que delícia!!!
quero saber tudo desse carnaval...

admito que estou meio enciumada.
Não que o carnaval na Gamboa não tenha sido divertido... mas ao menos da perspectiva dos esportes radicais Foz parece ter sido insuperável =)

bjs querida!
saudades

Milena disse...

Ah!
qual é o propósito do short horrendo???
rs
bjos

Carol disse...

Passar por tudo isso e ainda conseguir um tempinho na estrada para escrever para nós! Adorei a visita...
Beijão

Gisele Lins disse...

É Mí, perdestes mesmo, foi um show! Mas não te preocupes, outros virão... A "sala dos mapas" lá de casa ainda tem muitos e muitos lugares que não ganharam um alfinetinho pra gente conhecer junto!
Quanto ao short, hahaha, tivemos que comprar um shortinho do parque, horrendo, pra fazer o rafting, pois eu estava de calça e a Carol de saia, daí não dava né. Saudades flor, manda um mail contando como foi teu "carnaval"...

Carol, já estamos fazendo a programação gastronômica e planejando os passeios para a visista de vocês às "grotas", rsrsrs.

Amo vocês!

Lila disse...

Bom saber que a Carol esta tao bem e que voces curtiram a trip.
Eu aqui ainda aguardo o telefonema... humpf!

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