quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Gafe

No meio de dezembro, compramos um carro. Belezinha, cheirinho de novo, sem barulho, uma graça! Dia 02 de janeiro, voltando para casa, ao tentar destravar o alarme... Tenta, tenta, aperta o controle, abre a porta na chave, o alarme não dispara (estranho) e tenta ligar o carro... Opa, não está funcionando! Como assim? Lá vamos nós chamar alguém da concessionária. O problema? “Só” o cabo da bateria que desconectou.

Voltamos para casa. Meu marido nem lembra mais o que aconteceu, no entanto, eu passei a ficar atenta. Se der pau de novo, melhor saber o que pode ser o problema para conversar com um mecânico.

Guardem estas informações.

Dia 07 de janeiro, acordo às 6h00. Preciso recuperar meu ritmo, minha rotina, para eliminar os quilinhos que Papai Noel me deu no final do ano. Ao sair de casa, o alarme dá de travar, mas funciona (radar acende na minha cabeça). Bora malhar! E corre, pula, levanta peso, língua pra fora (condicionamento zero depois das férias)... Depois de longas 2 horas de exercício, um merecido banho, roupa cheirosa e seguir com a rotina (cuidar do doutorado).

Saí da academia acabada: dormi pouco na noite anterior, fiz muito exercício e estou fora de ritmo. Ainda no estacionamento, meio zonza com a volta frenética, peguei a chave e me aproximei do carro. Aperta o alarme, aperta mais, quase fiz pirueta e promessa para o danadinho funcionar e nada... Achei que tinha dado pau de novo.

Percebi que se aproximava um homem, olhando assustado para mim. Pensei que devia estar me achando louca, ali parada apertando o raio do alarme. Dali a um instante, “trec”, a porta destravou! Abri a porta de trás, coloquei minha bolsa da academia e o mesmo homem, entrando no carro, gritou “Ei, este carro é meu!”. Pedi mil desculpas, peguei minha malinha e me afastei.

Nossa, quase morri de vergonha! Estava atordoada, sem saber o que estava acontecendo. Jurava que meu carro estava naquele lugar! E não é que estava mesmo? Duas vagas depois do outro carro igualzinho... Fala a verdade?

Cheguei no carro e a porta abriu normal. Guardei minhas coisas e o cidadão (ainda ele) gritou novamente “Caramba, seu carro é igualzinho ao meu! Achei que você era uma ladra!”. Sem noção: uma ladra, às 8h30, em um lugar super contra-mão como o daquela academia e carregando uma big mala (não sei levar pouca coisa na academia porque tomo banho lá). Dei um sorriso amarelo que só ele. Fazer o quê, depois da gafe?

Pensam que acabou? Ontem, dia 08 de janeiro, 7h00, aula de spinning. Quem está lá? Isso mesmo... O mesmo homem (haja paciência), que gritou de novo (como gosta de gritar) “Olha a moça que queria levar meu carro embora. E nem ia ser vantagem, porque era igual ao dela! Ha ha ha ha...” E todos em volta “Ha ha ha ha...”.

Ninguém merece!


Toda vez que se aproxima de seu carro, antes de qualquer coisa, Paula checa a placa. Outro “amigo” desses seria muito para sua cabeça.


5 comentários:

Andréa disse...

Paulinha!

Que micão, hein??! Me desculpe, mas eu ri muito lendo e imaginando a cena - ainda mais depois, na sala de spinning, o seu "amigão" tirando o maior sarro de você!

Mas que coincidência e que azar, né?

Bom, é por estas e por outras que eu não compro carro prata (o seu não é prata, eu sei. E a cor dele nem é tão comum. Foi muito azar mesmo...) É que se o carro é prata, fica muito mais fácil perder no estacionamentos, tamanha a profusão de carros pratas, do mesmo modelo, estacionados no mesmo local...

Beijão!

Aline disse...

hehehe, isso acontece muito comigo... o meu é prata!
bjs

Débora disse...

Paula,

Me diverti com o seu texto! Fiquei imaginando a situação!!rsrs
Muito bom o texto!

bjs

Angel disse...

Foi mesmo um mico! Mas foi engraçado... O mais legal é que você conseguiu abrir o carro do moço, ou foi ele quem destravou?
Enfim, adorei!

Beijos!

Sisa disse...

Nossa, Paula, morri de rir imaginando não só o sem graça de abrir o carro errado, mas pior ainda a piadinha.Detesto gente engraçadinha, hahahah!

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