terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Para Descansar em Paz

A possibilidade da morte não me assusta. Confesso que não quero morrer tão cedo, mas não temo isso, pelo menos até então.

Diante de um texto inspiradíssimo (Quando eu morrer...) de nossa amiga balzaca, Milena, veio a luz para falar dos meus planos para meu velório. Sim, será um evento diferente e necessário para que eu descanse em paz.

A tristeza dos velórios é algo que me incomoda bastante. Tá certo, a morte de alguém querido é dolorosa, triste, realmente. Mas eu me pergunto por que temos que fazer mais triste um fato já triste? Por que só chorar e se arrepender do que não se disse ou não se fez quando a pessoa do caixão ainda vivia? Não quero morrer e deixar só tristeza, por isso peço que colaborem para que eu siga meu caminho sem me preocupar com os que ficam e não quero que se preocupem comigo. Farei de tudo para estar bem nessa hora. Então vamos ao evento...

Não quero velório em região poluída, com barulho, prefiro um lugar mais calmo. Já temos um jazigo no Cemitério Parque Renascer. Nada mais calmo. Lá é o fim do mundo...rsrsrs. Na ocasião da aquisição do jazigo, perguntei logo se podia ter música no velório, a mocinha disse que sim, claro que em clima calmo, nada de clima de balada.

Como já adiantei, terá música, as músicas que gosto, claro. Podem levar todos os meus CD’s e “meter bronca”. Se conseguirem alguém que toque violão e cante, melhor ainda. Quero que “cantem para eu subir”. Já participei de um velório assim e foi bem menos dolorido.

Como o Cemitério é local próximo ao fim do mundo, pensei em deixar alugado um ônibus (dos vermelhões, que são típicos de velório) para levar a galera que não tem carro. Quero velório cheio, movimento intenso.

Pra fechar com “chave de ouro”, vai ter brigadeiro da Confeitaria Momo. Yessssss! Se passarei minha vida toda amando, idolatrando e devorando esse doce perfeito, nada melhor do que uma despedida com muuuuuuuito brigadeiro, mesmo que eu não possa comê-los.

Resumindo, vocês não perdem por esperar o meu velório. Mas, por favor, não desejem ou provoquem minha morte, afinal podemos escutar muita música e comer muito brigadeiro ainda vivos, ok!


O que acabo de relatar é o meu desejo real, portanto, quando esse dia chegar, se algum de meus familiares cismar de ignorar tudo isso, conto com vocês para que tudo saia como planejei. Eu estarei lá, em espírito, observando tudo, cantando com vocês e pirando de vontade de comer um brigadeiro...rsrsrs.



Angélica pensa que velórios deveriam ser menos tristes. Não “pretende” morrer tão cedo, porém quer sua despedida em grande estilo e sabe que, se assim for, descansará em paz...

4 comentários:

Mia disse...

Bem, hm, é uma nova forma de pensar na morte... nunca amadureci a idéia... já penso tanto no momnte de coisas que tenho que fazer antes de partir que nem penso muito em como vai ser pra quem ficar... Boa, boa!

=***

Paula disse...

Ai Angel, eu não sei, mas sou meio egoísta neste assunto. Eu já falei para meus entes queridos (que horror) que eu quero ser cremada e minhas cinzas colocadas sob uma orquídea branca. Eu não quero choro, vela, pessoas, nada. Quero que quem ficar, guarde as coisas boas que eu fiz e seja feliz.
Mas muito bom seu jeito de pensar nisso!

Beijos!

Sisa disse...

Eu não gosto desse assunto. Aliás, não quero saber do que vão fazer com minha casca quando eu for embora não. Isso é problema de quem fica, rs...

Milena disse...

Hum... adorei a idéia dos brigadeiros!

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