sábado, 21 de setembro de 2013

A vida com Música!


Com toda essa especulação do Rock in Rio é quase impossível pra mim não falar de música. Minha vida tem trilha sonora e cada dia me surpreendo mais o quanto ela pode transformar o meu humor.

Isso acontece comigo quase que o tempo todo e posso ouvi-la mesmo que esteja tudo em silêncio.

Ontem a minha música foi: la bela luna. Estava saindo de um congresso e de repente lá estava ela. Linda, enorme, brilhante e bem na minha frente. Impossível pra mim não lembrar dessa música.

Quando eu era criança quase adolescente cresci com meu pai ouvindo Paralamas do Sucesso. Ele gostava tanto que contagiava a todas nós. Quando digo “nós” me refiro a mim e minhas irmãs (uma mais velha e outra mais nova). Minha irmã mais nova é minha irmã só por parte de pai, mas é considerada como a minha irmã mais velha que somos irmãs de mesmo pai e mãe.

Conheci minha irmã mais nova quando eu tinha 15 anos e ela quatro e sempre meu pai se lembrava dela quando ele via a lua. Meu pai dizia: “ como diz Lelê, olha : la bela luna!”. 

Ontem minha música tinha um quê de infância e a voz do meu pai (apesar de ser dos Paralamas)!

Por mais que eu pense
Que eu sinta, que eu fale
Tem sempre alguma coisa por dizer
Por mais que o mundo dê voltas
Em torno do sol, vem a lua me
Enlouquecer
A noite passada
Você veio me ver
A noite passada
Eu sonhei com você
Ó lua de cosmo
No céu estampada
Permita que eu possa adormecer
Quem sabe, de novo nessa madrugada
Ela resolva aparecer
A noite passada
Você veio me ver
A noite passada
Eu sonhei com você



A vida da Samira segue com trilha sonora, e a sua também tem música?



sábado, 7 de setembro de 2013

Necessidades do mundo moderno


Não tenho necessidade de viver do mesmo jeito que todos vivem.

Não tenho necessidade de possuir a televisão mais moderna, o melhor tablet (ainda nem tenho um!), o melhor celular (o meu tem 3 anos, e só agora está começando a dar defeito), o carro mais caro, nem de morar no apartamento mais bem localizado da cidade.

Não preciso ter os móveis mais caros, a melhor decoração do lar, as roupas de grifes mais famosas, os sapatos mais caros. Isso não me interessa. Não me diz nada. 

Mas todos me cobram essas coisas, justamente porque não me enquadro. E o problema é que não tenho necessidade de me enquadrar. Mas que essas cobranças são chatas, ah, isso são!

O estranho é que ninguém me cobra livros para ler. Ninguém me cobra filmes para assistir. Ninguém me cobra passear a pé e ver o pôr-do-sol. Ninguém me cobra músicas para ouvir. Ninguém me cobra o fim de tarde com amigos num bar. Ninguém me cobra os dias em casa, na rede, ou brincando com a cachorra vira-lata, que faz festa quando chego. E é isso que me importa. É isso que me interessa. 

O melhor não é o que eu tenho na vida, mas a vida que eu tenho! E confesso, eu gosto muito disso! Gosto de caminhar todos os dias. Gosto de ir ao cinema. Gosto de ouvir muita música sempre! E cantar, mesmo desafinando...! Gosto de ficar em casa, sim! Parece que a sociedade proibiu, censurou isso. Gosto de deitar na rede e pensar em nada de importante. Gosto de fins de tarde em bares, com amigos, rindo e conversando! Gosto de ser recebida em casa com alegria por um bichinho de estimação, quando chego cansada do trabalho. Gosto de ler livros que me acrescentem alguma coisa. E gosto de revistas em quadrinhos, para me distrair. Gosto de viajar, e adoro voltar para casa! Gosto de namorar, e me divertir com uma boa companhia! 

E tudo isso vale mais do que as necessidades do mundo moderno de possuir itens materiais que se tornaram símbolos da felicidade Mas são só coisas. Não são pessoas, valores, sentimentos. 

Desculpem, mais uma vez, o desabafo. Ando assustada com o comportamento da sociedade em que vivemos. Não consigo compreender essas necessidades, ou carências. 



Mini resumo: Tania tem tentado entender o comportamento das pessoas, mas se assusta com a falta de profundidade do pensamento atual.


terça-feira, 3 de setembro de 2013

Gente

Gente que olha cardápio de padaria como se fosse manual de instruções de foguete em russo. Gente que responde a tudo com um sorriso. Gente que ama livro infantil.

Gente que pergunta o que quer saber. Gente que não quer nem saber.

Gente que dorme de olho aberto. Gente que ronca quando ri. Gente que ronca quando dorme. Gente com fotofobia. Gente viciada em Sol. 

Gente com pouca memória. Gente com muita memória. Gente que vive do passado. Gente que vive sem futuro. Gente que não se perdoa. 

Gente, gente! Tudo gente! Igual a mim. Igual a ti! Gente com feijão no dente, com pulga atrás da orelha, com a corda no pescoço. Gente que leva tudo a sério. Gente que leva tudo na brincadeira. 

Gente com chulé.

Gente que não consegue erguer uma sobrancelha só.

Gente que usa palavras dos outros para dizer o que sente. Gente que não sente.

Gente que sente demais. 

Gente que cozinha, que divide, que olha no olho. 

Gente que pede e que dá socorro. 

Tudo gente!

Mau motorista. Gente que vai pro Spoleto sem saber o que vai pedir! 

Gente que lê livro de auto-ajuda. Gente que não se ajuda. Gente que se veste diferente. Gente que ri de si mesmo.

Tudo gente!

E por que a gente não lembra disso, que gente é tudo gente, e trata os outros como trataria uma pessoa da família? Ou como gostaria de ser tratado? Não só gentileza gera gentileza, como lembrar que o manobrista, a garçonete, o motorista apressadinho são pessoas! Assim como eu e você.


Renata acha que a gente esquece que os outros são gente como a gente, e que lembrar disso pode deixar a vida bem mais legal!





sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Solidão coletiva


Estamos cada vez mais sozinhos. É, hoje o texto é triste. Mas é a realidade. Temos a cada dia mais canais de comunicação, com a intenção, e a impressão de estarmos cada vez mais próximos, cada vez mais conectados. Estamos. Estamos? Temos milhares de amigos em redes sociais, agendas telefônicas gigantescas, listas diferenciadas para cada assunto de mensagem e grupo de pessoas para quem queremos enviar. Estamos o dia inteiro ao celular, na rede, e mesmo nos bares, nas baladas, nos shows, na vida social agitadíssima que precisamos ter para podermos encontrar todos os nossos amigos, e viver intensamente, e mostrar que estamos vivendo intensamente. 

Mas estamos cada vez mais sozinhos. Nossos inúmeros amigos não suportam ouvir nossos desabafos quando precisamos. Eles nos querem alegres e felizes sempre, para aproveitarmos tudo da vida. Isso é aproveitar?

Os consultórios dos psicólogos estão cada dia mais cheios, mais concorridos. E isso ocorre na época em que estamos mais próximos do mundo inteiro. Mas não temos tempo para passar o tempo, para conversar sobre a vida, para ver o pôr-do-sol, para fazer nada, mas nada mesmo. 

Quando éramos desconectados, tínhamos pouquíssimos amigos. Mas eles sempre estavam por perto quando precisávamos. Sim, estes amigos ainda existem. Mas todos nós temos cada vez menos tempo para a vida real; para os amigos reais. Na rede, amigos reais e amigos ocasionais, ou simplesmente alguns que adicionamos porque são gente boa, todos têm o mesmo status de amigos. Mas isso não corresponde à verdade. É até injusto com os amigos leais, aqueles poucos que realmente nos suportam nos momentos difíceis. São amigos matemáticos, onde quanto mais, melhor. Quanto mais, maior sua popularidade nas redes. 

E nossa solidão coletiva, conceito atualíssimo, afogamos nas baladas, e vivemos tudo de uma vez, sem sentir cada momento. 



Mini resumo: Tania está introspectiva. Na atualidade, isso é um crime. No mínimo, confunde-se com depressão. Ninguém mais pode querer pensar sobre a vida. É inimaginável.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Simples assim

“Quanto mais simples a casinha mais sincero o bom dia.” – Fernanda Takai

A cada dia penso mais e vivo mais essa gostosura de simplicidade. Gostosura de viver perto das coisinhas mais simples e mais sinceras da minha vida. Meu cantinho, que é meu. Minha pequerrucha que é minha cúmplice e vem se tornando minha companheirona. - Amor demais! – Meus trajetos que se tornaram mais curtos. Meus sonhos que se tornam cada vez mais tranquilos. Meu sono que vem se reestabelecendo. Meu trabalho sendo reconhecido, por quem precisa ser, sem alardes. Pessoas boas se aproximando...

Descobrindo que viver é tão gostoso e tão mais simples do que eu achava ser. 

Não me vejo mais naquela outra que era tão ansiosa por não estar conseguindo “estabelecer metas de vida, alcançar objetivos”, e ver o resultado convertido em grana! Essa não era a minha vida. A minha vida é essa que vivo agora. Sou simples. Não sonho, e nunca sonhei em conquistar o “topo”. Talvez, por isso, eu não lutasse para conquistar. Não era o meu caminho. Sou simples. Agora sim. Sou simples. Sou eu. 

Muito prazer, 

LorisB.



LorisB. está feliz e desejando muito que todos seus amigos queridos sejam também.



terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cara de sim


Sempre gostei de forró, embora não tenha talento algum. E sempre aproveito qualquer oportunidade de praticar um pouco bastante mais. Há algumas semanas, estava em um lugar que respira forró e, como sempre, vários caras se aproximavam e tiravam minha amiga para dançar. Nem sequer percebiam que eu estava ali, doida pra dançar. Ela é linda e dança bem, mas isso acontece SEMPRE, com qualquer amiga que eu esteja. Penso que eles deveriam me chamar para dançar também, nem que fosse por educação... afinal, eu não danço tão mal assim! Eu acho... Aí em geral eu fico ali, vendo o pessoal dançar, o que também é legal, mas nem tanto.

Dessa vez, resolvi descobrir o que há de errado: chamei um moço para dançar, depois de ele ter dançado N vezes com a minha amiga, e perguntei:

- Por que você não me chamou para dançar?

Esperava uma evasiva, uma desconversada, mas ele veio com a resposta:

- Até pensei em te chamar, mas teu semblante diz que não.

Eu não estava preparada pra isso: cara de não. Minha cara de nada é cara de não. Minha cara de paisagem é cara de não. Nem imagino como devo parecer quando estou com cara de não de verdade! Medo! Confesso que eu já sabia que tinha cara de não, e que já tirei vantagem disso. Mas eu achava que era só quando eu fazia de propósito!

Aí começou o exercício da cara de sim. De olhar mais nos olhos das pessoas, de sorrir mais, de aceitar a aproximação dos outros. É um exercício, tenho muito que experimentar ainda! Mas os resultados preliminares da cara de sim são animadores! Dancei bastante, até quase aprendi a rodar! Conheci muitas pessoas fascinantes, cheias de histórias para contar e aprendi um monte com cada uma delas. Compartilhei de outros olhares, sabores e outros gostos musicais. Ganhei muito e espero que tenha doado ao menos um pouco. 


Renata segue exercitando, um sinzinho de cada vez.


terça-feira, 16 de julho de 2013

Prospecção

Não sei se vocês já ouviram que, às vezes, o melhor jeito de continuar andando é dar um passo para trás. Essa é uma dessas frases feitas, que normalmente vem acompanhada de uma imagem de alguém na beira do precipício.
Hoje eu entendo completamente. Não que eu tenha chegado na beirinha do precipício (e se cheguei eu estava com a cara tão enfiada no computador que nem percebi). Mas eu tomei uma decisão de dar um passo para trás para continuar andando.
Eu sempre quis manter ao menos um pé na academia, mesmo trabalhando desde sempre em outras áreas. Antes com educação, agora em uma ONG socioambientalista. Fiz mestrado sem bolsa e trabalhando 40 horas. Contei com apoio de muita gente, mas não posso dizer que foi fácil e nem que meu trabalho foi plenamente satisfatório. Agora estava fazendo doutorado: seleção, proficiência, créditos, passei por tudo isso. Mas estando longe de todos, sem financiamento, sem tempo e sem paixão pelo tema trabalhado, estava muito difícil. Tentei ir levando, passei noites trabalhando, importunei mil pessoas com perguntas, li, li, li.
E desisti.
Não desisti de fazer doutorado! Mas desisti de ficar dando murro em ponta de faca. Optei por me afastar um pouco e melhorar a perspectiva, tipo gente que depois de certa idade precisa afastar o material de leitura para focar melhor as letras. Estou nessa fase de olhar pros lados focando nas letras, para encontrar uma nova oportunidade, que seja mais favorável academicamente e com a qual eu esteja mais envolvida.
 
Deu medo de perder (o pouco) que já fiz. Deu medo do julgamento dos outros (e pior de todos, do meu mesmo!). Deu medo de estar me precipitando. Mas eu fiz. E sabem o quê? Me sinto bem confortável com essa decisão.
Renata está no modo prospecção, e está gostando!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

O que valorizar


Quase todos os anos escrevo sobre o que preciso mudar em minha vida, como não estressar com fatos irritantes do cotidiano, ou o que devo fazer para desligar, despreocupar do que não tem como mudar. É uma forma de reafirmar valores, pensamentos, intenções. 

Sei que não é fim, nem início de ano para as boas e velhas promessas que a gente nunca cumpre, mas, novamente, sinto a necessidade de escrever, para mim mesma, sobre as coisas na vida que preciso dar mais valor, e o que não devo valorizar tanto, para ter uma vida melhor; para aproveitar o melhor da vida. 

E sei que tem tanta coisa, que parece boba, mas, que se a gente pensar, se estive ao contrário, seria o caos. Assim, tenho tentado dar valor ao fato de viver numa casa arrumada, com chão encerado, banheiro lavado e limpinho, sem bagunça, sem badulaques, sem excessos, com conforto, e sem dívidas. Tenho valorizado uma boa conversa, brincadeiras, bares, jantares, shows, teatros, cinemas, passeios, romance e amizade. Preciso valorizar mais os cuidados e presentes que recebo de quem me ama, e demonstrar mais amor e carinho para quem ano. 

Ao mesmo tempo, tenho tentado não dar tanta importância para quando a casa ainda precisa de uma limpeza, quando as janelas estão sujas, quando há uma papelada acumulada para jogar fora, ocupando espaço na casa. Preciso desligar para os momentos em que as pessoas próximas estão de pouca conversa, e não pensar que é descaso, ou falta de atenção. Preciso entender que é momento, ou característica dessas pessoas, e aceitar. Preciso não me importar tanto com atrasos para compromissos, ou esquecimentos das pessoas, ou com pessoas que não gostam de opinar, nem de se comprometer com nada. Também tenho que aprender que há pessoas que são assim, e não me incomodar com isso. 

Enfim, preciso saber valorizar o que realmente vale a pena, e conseguir aproveitar tudo e cada momento bom da vida, sem me preocupar com coisas de pouca importância. Agora é só colocar isso em prática!!!! (Como se fosse fácil, num piscar de olhos! Rs...) 



Mini-resumo: Tania tenta, há muito tempo, dar importância ao que tem valor de verdade na vida, e desligar do que não tem valor. Mas saber o quanto isso é difícil.... 


sábado, 22 de junho de 2013

Violência

Me desculpem se eu estiver jogando gasolina em alguma fogueira por aí...

Sou contra a violência. Mas prefiro carros queimados a índios queimados. Prefiro depredação do patrimônio público do que remoção forçada de ocupações urbanas. Prefiro vândalos no centro do que policial dando tiro na cabeça de adolescente na periferia. Prefiro o trânsito parado por uma manifestação do que pelo excesso de carros. Às vezes você precisa escolher um lado. O movimento das ruas não é uma micareta com transmissão ao vivo pela Globo. O embate é político e ideológico. Não se engane. Sou contra a violência.


Mariana é bisneta de índio, apóia as Brigadas Populares, é educadora de adolescente da periferia, não tem carro, planta alface na janela do apartamento, chorou segunda-feira respirando muito gás lacrimogênio, tem se interessado cada vez mais em conhecer seus direitos e dorme toda noite com a consciência tranquila sobre seus atos.



terça-feira, 18 de junho de 2013

Santo remédio

Gente, descobri um negócio milagroso! De verdade! Funciona e recomendo pra todo mundo!

Tira olheira, melhora o humor, aumenta a disposição! Melhora o sono, a digestão, as relações pessoais e incentiva o autoconhecimento. 

Fortalece as pernas e os laços familiares. 

Aumenta a criatividade!

Recomendo usar por, no mínimo, dez dias, e os efeitos serão melhor percebidos e mais duradouros.

O nome do santo remédio: FÉRIAS!


Renata descobriu que esse santo remédio tem também alguns efeitos colaterais, como uma pancinha que se instalou no abdômen (nada) chapado dela, mas mesmo assim vale a pena!


sexta-feira, 7 de junho de 2013

Mudança


Perdi de mim mesma. Ainda não sei quando. Se na meninice dos 20 ou nos desejos dos 30. 

Busquei o caminho de volta. E nesse caminho encontrei pedaços desconhecidos de mim. Apanhei-os. Estranhei-os. Aceitei-os e cheguei até a amá-los. Depois acabei por juntar todos. E com eles em mãos iniciei o gratificante trabalho de me reinventar.

Outras pessoas vieram. Uns deixaram carinho, aconchego, conforto, palavras doces. Cada pedacinho de coisa boa esculpida, transformada e absorvida por mim. Outras passaram só para olhar... E ainda houve aquelas que trouxeram coisas não tão boas, a princípio, mas que ajudaram a moldar o que hoje tenho como a grande vitória. O meu ser fortalecido e em contínua transformação.

Sem querer parar e apaixonada pela vida, tenho agora o controle sobre o que sou e o que quero. 

Certa de que as escolhas que fazemos são sempre as melhores para a nossa vida. 



Nesses últimos dois anos, Lorisb. aprendeu que sofrer por amor dói. Mas passa. Que amigos verdadeiros ficam ao seu lado sempre, mesmo que distantes. Que preconceito é o pior dos sentimentos. Que as situações mais difíceis te impulsionam. Que é muito gratificante crescer e ajudar a crescer. Que a maioria das pessoas prefere acreditar em contos, ditos, fábulas, ou na própria imaginação. Que perdoar é muito difícil, mas é possível, e necessário. E que se você não se abre para o novo a velhice da alma pode te pegar. Cuidem-se!






domingo, 2 de junho de 2013

Às vezes você se dá conta...


Às vezes você se dá conta que:
é sempre gentil com as pessoas;
sempre as trata bem;
sempre as recebe com um sorriso no rosto;
sempre percebe quando elas estão tristes;
sempre se preocupa e demonstra essa preocupação;
sempre demonstra quando sente saudade;
sempre manda recadinhos carinhosos;
sempre deixa as pessoas saberem o quanto são especiais p/ você.
É tudo, sempre, você...
E, às vezes, somente às vezes, você se pergunta se alguém, algum dia, percebe isso...
E então você dá de ombros e, mesmo achando que talvez isso não faça diferença p/ ninguém, você continua agindo assim, porque esse é o seu jeito de ser.
E quando você menos espera alguém lhe surpreende...
Foi isso que aconteceu ontem. Uma ex aluna, chamada Juliane, me procurou no Facebook dizendo que a cada vez que ouve a música "Dia Especial" (do Cidadão Quem) lembra de mim.

Fiquei tão emocionada por provocar esse sentimento em alguém que quase chorei... :)

Déia escreve aos domingos e, muito feliz com o carinho recebido, deixa a música para vocês ouvirem.  :)





Dia Especial (Cidadão Quem)
Se alguém
Já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial
Eu sei
Que não é sempre
Que a gente encontra alguém
Que faça bem
E nos leve desse temporal
O amor é maior que tudo
Do que todos até a dor
Se vai
Quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
Acordei nesse mundo marginal

Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
O amor é maior que tudo
Do que todos, até a dor
Se vai quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas
Em um mundo de amor
E acordei, na terceira Guerra Mundial.

Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo...

Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo
Mas te vejo e sinto
O brilho desse olhar
Que me acalma
Me traz força pra encarar tudo!

sábado, 1 de junho de 2013

O pior mês!


Incrível como um único mês na vida de uma pessoa pode trazer lembranças tão ruins. Maio anda ganhando de longe como o pior mês da minha vida.

O primeiro motivo é o dia das mães. Por mais que isso pareça de alguma forma insensível no decorrer do texto espero que compreendam. Detestar essa data é quase a palavra certa pro que sinto, apesar de eu não gostar dela por achar negativa demais.

O segundo motivo é que minha mãe faleceu nesse mês. Coloquei em segundo lugar não por ordem de importância, mas, pensando nas datas cronológicas de o que eu odeio no decorrer do mês (O dia das mães como todo mundo sabe é no segundo domingo de maio e minha mãe faleceu no dia 25). Esse é o fato que faz o dia das mães ter essa cara fúnebre, pra mim, e sem motivos para comemorações. 

Incrível como uma lembrança triste muda você. Jurei pra mim mesma que não ficaria traumatizada ou que faria alguma espécie de dramalhão quando essa data chegasse. Como se por mágica pudesse se esquecer desse “pequeno detalhe”, todas as vezes que essa data chega. Por mais que tento, não consigo ficar nem perto do que considero normal, mesmo já se passando 3 anos.

O incrível é quando eu era pequena, maio era meu mês preferido, pelo dia das mães (achava que ia comemora-lo com minha mãe e filhos). Doce ilusão!

Agora como se não bastassem esses motivos, o mês de maio foi contemplado com o meu fracasso na prova do mestrado. Uns meses de preparação e expectativas caídos por terra e gerando mais um motivo pra eu detestar Maio. Como se fosse uma pessoa que sempre atrapalha os meus planos e se diverte a custas do meu sofrimento.

Pra tentar acabar com a Urucubaca do mês fui a Caravelas pra tirar umas fotos para terminar um trabalho e acabo de ver que o meu cartão de memória da máquina também deu pau com metade das fotos e três dias de trabalho. 

Ô mês!



Samira segue detestando maio mas com boas expectativas para os meses que vêm pela frente.


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Mundo Moderno: Interessante é quem se exibe na internet


Tenho passado por situações nos últimos tempos que me fazem pensar que estou deixando de ser interessante.

A frase acima parece de quem está deprimida, em crise, mas já adianto que não é esse o caso.

A questão é que nossa sociedade se tornou totalmente dependente da internet, e as relações estão, em grande parte, virtualizadas. Se você não reparou, provavelmente está tão bem incluído nesse processo que não sente.

Eu, como não me acostumo, me incomodo de ir a bares e ver, a cada mesa, pessoas conversando, vendo vídeos, ou acessando suas redes sociais pelo celular, para se relacionarem com seus amigos virtuais, e deixando os amigos reais, presentes à mesa, de lado. Isso acontece em todos os lugares aonde vou, e acho uma falta de educação e respeito!

Também me incomodo de ficar sabendo, dias depois, que o filho de uma amiga nasceu, só porque não tenho perfil no Facebook, onde a família postou fotos e informou a todos de seu grupo de relacionamento. Eu tenho celular, telefone fixo, e-mail, e sou amiga de quase duas décadas! Não merecia nem um sinal de fumaça? Ou era eu que tinha que ficar contando as semanas de gravidez da amiga, para saber quando o rebento viria ao mundo?! 

Há ainda muitas coisas que me incomodam nessa vida virtual que a sociedade escolheu viver. Todos querem postar as fotos de onde estiveram, para onde viajaram, os restaurantes que frequentam, os pratos que comem, a enorme quantidade de amigos que compartilham suas vidas pela rede social. Todos estão sempre lindos; todos estão sempre bem; todos são pessoas de sucesso pessoal e profissional; vivem a melhor das vidas; são sempre felizes! E precisam mostrar tudo isso para o mundo todo!

Que me desculpem todos os que fazem parte dessas redes sociais virtuais, e adoram fazer tudo isso que, com pavor, descrevi! Mas eu não gosto de falar de minha vida para o mundo. Eu gosto de falar para alguns amigos, com quem encontro, tomo uma bebida, converso por horas, conto coisas boas, coisas ruins, piadas, desabafo, dou gargalhadas! Mas eu gosto de gente de verdade. Eu gosto de ter minha privacidade, e só me abrir para quem eu quero, e para quem eu gosto. E não sinto vontade de contar para o mundo inteiro para onde fui, com quem fui, o que vesti, o que comi, onde trabalho, com quem trabalho, com quem saí.

E é por tudo isso que não sou interessante. Afinal, as pessoas interessantes estão nas redes sociais, mostrando tudo de interessante que fazem, tentando ser tudo ao mesmo tempo. Estão ali, exercendo uma enorme pressão sobre elas mesmas para serem tudo o que os outros esperam que elas sejam.

Pareço antiquada? Parece que não quero me adequar à modernidade? Pode ser, se modernidade for isso aí. Meus amigos me xingam porque tenho um celular de quase quatro anos, de teclas, que quase não tem recursos. Gente; ele fala! E manda mensagens! E é só disso que preciso! Não tenho necessidade de mais do que isso.

Eu considero que a internet é ótima! Podemos resolver muitos problemas que demoraríamos horas, ou dias para resolver se precisássemos ir ao local, ou mandar carta pelo Correio. Também podemos consultar tudo, desde locais para viagens, até significados de palavras. Podemos comprar coisas úteis, ou bons livros e CDs, que não encontramos em lojas próximas aos nossos lares. Podemos, sim, encontrar amigos que vivem longe, ou que não vemos há tempos, e isso é um ponto positivo para as redes sociais. E tem muitas outras coisas boas da internet. Entretanto, o mau uso, o exagero, a dependência do mundo virtual me incomoda, e a isso eu não pretendo me adaptar.



Mini-resumo: Tania reconhece as coisas boas da internet, e não descarta a possibilidade de um dia, quem sabe, criar um perfil numa rede social. Mas, por enquanto, não sente necessidade, ou vontade de pertencer a esse mundo virtual, porque vê muitos exageros cometidos nesses espaços.






quarta-feira, 29 de maio de 2013

Mães


Esta semana assisti a um filme que me levou a uma conexão de ideias que acabou por me fazer buscar um grupo de ajuda. Desses que a gente entra quando quer parar de fumar. Busquei um grupo de mulheres que, como eu, são mães ditas “solteiras”. 

Uma vontade de buscar mais informações sobre esse universo que, para mim até então, era como o planeta Júpiter (sei que existe, mas não irei a Júpiter). Só agora isso me incomodou um pouco. Depois de um ano e sete meses de dar a luz à pessoa que povoa o meu mundo. 

Não sofri nenhum tipo de preconceito e nem mesmo ninguém me apontou como um ser estranho por isso. Mas algumas situações que passei nos últimos dias me levaram a pensar que talvez as pessoas me julgassem. 

Não me sinto marginalizada por ser mãe “solteira”. Já fui casada e convivi com casais no qual a mulher, mesmo sendo casada, era mãe “sozinha”, ou seja, não tinha ajuda nenhuma do pai da criança, mesmo estando ele morando debaixo do mesmo teto. Seria ela uma Mãe solteira?

Também já vi mães casadas que depois de dar a luz, não assumiram a maternidade. Quem cuidava era uma babá ou avó ou até mesmo o pai da criança.

Existe também a mãe que ficou viúva e teve que assumir a criação dos filhos sozinha. Seria uma Mãe solteira?

Outra categoria é a mãe que divorciou e ficou com os filhos. Seria ela agora classificada como Mãe solteira também?

E nessas categorias ainda temos a variação das mães que recebem ajuda financeira dos pais das crianças, as que recebem ajudas financeira e na criação (pais participativos), e as que não recebem ajuda nenhuma. O que não sei se acrescenta valor (e qual seria o peso de cada variante) no título Mãe solteira. 

Dentro da categoria das “mães que entregaram seus filhos pra outra pessoa criar” eu não posso classificá-las como mães. Mãe ou pai são aquelas pessoas que assumem integralmente a criação do filho. Aquelas que não assumem ,eu vou classificar como doadores de células para reprodução humana. O que é cruel, eu sei. Mas estou tentando estabelecer aqui uma lógica para ver onde me encaixo no que é determinante para uma “Mãe solteira”.

Sou divorciada. Sou mãe, e posso dizer isso, pois assumi todos os aspectos que envolvem essa função. Sou uma mulher solteira. E não acredito que vivo numa sociedade que ainda discrimina uma mulher que cria seus filhos sozinha, independente da situação que a levou a isso.



Lóris B. perdeu o sono e ficou perambulando pela internet, lendo várias bobagens machistas e ficou muito triste em chegar à conclusão de que temos um caminho longo de mudança cultural.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Uma trégua com o Universo

O texto de hoje era para ser sobre mais uma das infinitas coisas que me irritam, e que não param de aparecer. A lista não só é infinita, como continua crescendo...

Ontem, saindo da academia (palmas pra mim!) dei de cara com uma das maiores luas que já vi! Antes que vocês saiam espalhando por aí que fiquei louca, eu SEI que só temos uma lua no nosso planetinha, mas se vocês viram ela ontem entendem o que estou falando. Laranja, linda, gigante, bem no meio da rua, guiando meu caminho pra casa. Cheguei a levar um susto quando a vi pela primeira vez, e depois não conseguia tirar os olhos dela. Quando cheguei em casa, ela já estava alta, mas continuava impressionante.

Fui até a praia, para poder ver melhor. E, não bastasse o baita presente de ver o espetáculo da lua nascendo, de quebra ganhei uma estrela cadente!

Valeu, Universo, pelos presentes! Decretada trégua entre nós!


Renata espera que o Universo esteja mandando presentes legais para todos vocês! E que todo mundo perceba e valorize.



P.S.: tirei uma foto tortinha, com uma câmera simplinha, mas espero que dê para ver como estava lindo!



terça-feira, 21 de maio de 2013

Da série coisas que me irritam (4 de infinitas): lição de moral


Gente, vocês perceberam que a série tinha dado uma parada, né? Isso é porque eu estava tentando me tornar um ser superior, que não fica supervalorizando as coisas ruins e irritantes do mundo, mas usa todo o seu jeito Poliana de ser e ver o mundo. Pois é. Tentei. Mas tem coisas que tiram uma pessoa, não importa o nível de “superioridade”, do sério!

A coisa irritante de hoje são as lições de moral que as pessoas ficam dando! Sem eu pedir. Sem eu querer. Sem eu acreditar que aquela pessoa tem moral para me dar qualquer conselho! Não podem falar nada sem quererem ensinar alguma coisa, ou dar uma lição de vida. Gente, por favor, todos têm o que ensinar e todos têm o que aprender! Humildade! 

São pessoas que se acham (elas sim) superiores, e tão superiores, que têm pena dos demais. E sob o pretexto de generosidade, querem ensinar ao resto da humanidade como ser, agir e pensar. E quando a coisa vem pelas redes sociais, é pior ainda! Porque aí a pessoa “prega” para um grupo ainda maior. Eu sei, eu sei que dá para bloquear, mas convenhamos que, em alguns casos, seria grosseria demais, até para mim. 

Às vezes tenho vontade de agradecer a esses conselhos dando outro: vai abrir uma igreja e as pessoas que querem te ouvir estarão lá! Ando evitando tais pessoas e situações, mas às vezes é inevitável. 


Renata gostaria que todas as pessoas que vomitam conselhos a torto e a direito seguissem seus próprios conselhos, tivessem mais humildade e sensibilidade. Simples assim.

terça-feira, 7 de maio de 2013

O milagre da comunicação



Já escrevi sobre comunicação aqui no blog, periga ter usado o mesmo título, inclusive. Mas isso é porque eu ainda acho que a comunicação é um milagre! Não que seja criacionista e ache que a capacidade de falar, usar símbolos e abstrair conceitos seja um milagre.

Eu acho que, quando uma pessoa fala e a outra entende o que ela está dizendo, é um milagre. Quando a segunda consegue responder, numa conversa de verdade, não só contando o seu lado ou a sua opinião, mas realmente conversar sobre o que foi dito, então, isso é um festival de milagres! 

Vários desafios devem ser ultrapassados: os regionalismos, que impedem que a frase: “Vou comer uma torrada de cacetinho com batida de banana” seja bem entendida em vários lugares. O próprio vocabulário (ou a falta dele) pode dificultar o entendimento. Mas uma coisa que atrapalha muito são os pré-conceitos. É a gente já entender o espírito da pessoa sem nem esperar ela abrir a boca. E disso eu falo de carteirinha. (Dizem que) Tenho cara de braba. A minha cara de nada, neutra, de paisagem, é interpretada como cara de braba. Quando eu falo e estou séria, pronto: estou braba, chateada ou P$%%¨ da vida. Quando, em geral, não estou... Aí a resposta já vem na defensiva e a coisa degringola fácil. 

Outra coisa são as posturas que a gente deduz. Deduz que a pessoa está chateada, deduz que a pessoa está debochando. Ao invés de ouvir e refletir, já tira conclusões e age baseado nelas. O negócio é que não temos como saber exatamente a intenção do outro ao falar alguma coisa, só podemos saber e tentar administrar a forma como recebemos essa informação e o que fazemos com ela. 

E ouvir gente! Ouvir parece ser algo muito difícil. Mal e mal a pessoa acaba de falar, o outro já vem com uma história MAIS legal, MAIS emocionante, MAIS qualquer coisa que tenha alguma relação com o assunto que estava em pauta. Isso não é conversa, são dois monólogos. 



Renata anseia por conhecer pessoas que saibam se comunicar, que saibam ouvir generosamente, não se deixem enganar por pré-conceitos e que entendam ironia e sarcasmo. Não é pedir muito, é?


quinta-feira, 2 de maio de 2013

(Mais uma vez) sobre o maldito querer


Tenho esse (mau?) hábito de querer muito. Geralmente não são coisas, mas situações. O querer vem chegando, de mansinho, tímido, calado. Começa como um incômodo breve, fugaz, uma coceira que vai crescendo. Lança um lampejo de dúvida, um rabicho de ideia, pinta um esboço de um quadro na mente, que vai se enchendo de detalhes aos poucos, até que adquire os ares de uma realidade paralela. Até o ponto em que aquele querer torna-se imprescindível, e não tê-lo, insuportável. Como posso ter vivido sem ele até hoje? Como posso continuar sendo feliz sem encontrar uma forma de trazê-lo para minha vida?

O problema é que o tal querer é egoísta pra caramba. A não ser que ele seja uma coisa física, palpável (o que em 98% dos casos não é o meu caso), para concretizá-lo, sem a menor criatividade, ele exige, demanda o abrir mão de outras situações, que invariavelmente já foram quereres do passado. É como se fôssemos feitos de uma caixa quadrada, assim mesmo, bem simplesinha, onde lá dentro só houvesse espaço para X experiências simultâneas. E para acrescentar uma nova, adivinhe, é preciso abandonar uma antiga. Fácil nas primeiras primaveras da vida, quando qualquer esforço parece nos colocar em uma situação mais interessante que a anterior. Quem não troca um estágio muito legal por um emprego meio boca? Festa, balada, loucura por um amor de verdade, uma família? Gastar os tufos com bobagens por uma (ou mais) viagem incrível? Um mega apê alugado por uma casinha que é toda sua?

E depois? Venderam-nos tanto a ideia de que SÓ é preciso batalhar (ok, na maioria das vezes, batalhar muito) pra termos o gostinho das nossas conquistas. SÓ é preciso desenvolver essa ou aquela aptidão, aprender a lidar com tal dificuldade, aprender a pensar de outra forma, abraçar outras opiniões, conhecer outras pessoas, fazer de um jeito diferente, aprender outro idioma, fazer uma pós. Simples, né? Não é! Mas lá vamos nós, seguindo a cartilha à risca, com determinação ferrenha, movidos pela certeza da conquista lá na frente. Até que chegamos lá, mas parece que, quando acontece, cada degrauzinho que avançamos foi nos fazendo ver o mundo de outra forma, e o raio do nosso querer foi mais além. É como se corrêssemos atrás de uma cenourinha que vemos à frente, mas que na verdade é uma isca, na ponta de uma vara de pescar presa às nossas costas. Malvados!

Em meio ao meu tanto querer, nos últimos tempos eu andei descobrindo coisas novas sobre minha pessoa. Como sempre, quando estou em dúvida a respeito de alguma coisa, costumo pensar no maldito gênio da lâmpada, ou na fada do dente, para tentar deixar mais claras minhas prioridades e tentar facilitar as escolhas. Surpreendi-me ao pensar que, neste exato momento, o que eu quero é não querer tanto. E surpreendi-me mais ainda ao perceber que lutar contra meus “quereres” têm me feito muito mais mal do que arcar com os riscos de correr atrás deles, mesmo sabendo do sepultamento iminente de quereres antigos, já conquistados e tão, mas tão confortáveis. Então, maldito gênio, fada, ou o que for, faça-me um favor: dêem-me coragem ou sumam da minha vida com suas opções do inferno!


Gisele Lins é balzaca das antigas, escreve aqui de vez em nunca, mas não larga o osso, a vontade de voltar a ter o que dizer (de preferência coisas novas, néam) e o orgulho das meninas que andam sempre por aqui.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Providências para o outono



-passar a noite no telhado examinando o céu;

-arrumar as gavetas e armário;

-convidar alguém para tomar chá;

-sair do emprego;

-perder o equilíbrio;

-tomar sol com as tartarugas;

-atualizar as vacinas;

-correr para pegar o ônibus;

-amarelo, azul, o vento, astronomia, pôquer, carpintaria, os jardins;

-sair para comprar couve;

-tomar coragem;

-convidar aquele gatinho pra jantar.



Mariana anda doida que só ela. Pensamentos desconexos, listas fragmentadas.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

Curriculum



Estou em débito com vocês, pois há meses não escrevo nenhuma linha. Há um tempo comentei que iria tentar uma prova de mestrado e agora estou na reta final para os preparativos dela. Por isso, estou empenhando todo meu tempo livre nela. Meu nome anda sendo “estudos” e o meu apelido “projeto” no momento.

Eu costumo achar que, como uma boa virginiana, sou uma pessoa organizada (pelo menos no trabalho). Durante esse processo seletivo e arrumação do meu currículo descobri que isso não basta. Apesar de ter todos os meus certificados da graduação por ordem cronológica isso não basta, pois o meu currículo lattes pede por tema (ou algo do tipo).

O lattes é uma plataforma dentro do CNPq onde qualquer pessoa pode cadastrar seu currículo, é grátis e geralmente é utilizado por pesquisadores para que todos tenham acesso a informações sobre sua formação acadêmica, é muito utilizado em todas as faculdades, instituições públicas e etc.

O problema é que não consigo entendê-lo! Já fiquei horas na frente dele tentando entender como ele funciona, mas pra mim está sendo muito difícil. Acho que a minha lógica não é compatível com a dele.

No final das contas eu apaguei quase tudo que tinha nele e estou reescrevendo para ver se acerto dessa vez. Caso não dê certo tento de novo, afinal sou brasileira e não desisto nunca!


Samira continua lutando com o currículo e segue em direção a um sonho.


Me ralei?

Sair do país de origem é se desprender, aprender e expandir os horizontes. É se libertar e descobrir. Respeitar e amar o diferente.
Retornar é reviver, re-amar, reaprender, re-descobrir e reencontrar. E, enfim, realizar que o coração e o corpo nunca mais estarão no mesmo lugar. Um pedaço aqui e outro lá.
A equação é indiferente do lugar onde se está.
Me ralei!




Lil é balzaca com o coração pelo mundo.

sábado, 20 de abril de 2013

Histórias Íntimas: Um livro para ler sem preconceitos


Sei que este ano tenho escrito muito sobre livros, mas é que tenho voltado minha atenção para a leitura. A questão é que fiquei, por vários motivos comuns a todos, como falta de tempo, correria, muito trabalho, tarefas caseiras, etc., longe dos livros. No ano passado li pouquíssimos livros, e, quando tinha um tempo livre, ia para a frente da televisão, descansar. Não costumo ir para o computador, como quase todos atualmente, porque não me chama a atenção essa vida virtual, com amigos virtuais, com encontros virtuais. Mas já faz parte da cultura geral. No entanto, o fato de ler pouco no ano passado me incomodou muito. Eu gosto de ler, e sinto falta. E sinto que estou emburrescendo quando fico muito tempo sem a companhia de um livro. 

Então, na campanha para diminuir minha emburrescência, resolvi ler mais este ano. Não sei quanto tempo vou conseguir resgatar e manter o hábito da leitura, mas estou tentando! E, continuando minhas sugestões de leitura, para ver se mais alguém entra nessa onda e me ajuda nessa empreitada, dessa vez vou indicar Mary Del Priore, e seu livro “Histórias Íntimas”. 

Trata-se de um estudo da sexualidade na sociedade brasileira, desde o período colonial até os dias de hoje. E não pensem que é um tratado histórico sobre sexo, com escrita difícil, somente para o meio acadêmico. Essa autora é historiadora sim, mas escreve com uma linguagem simples, nada rebuscada, bastante inteligível, e de uma forma que prende o leitor. Não é uma história cheia de fatos e de datas, mas uma história do cotidiano, dos hábitos e costumes da sociedade brasileira em relação à sexualidade, aos relacionamentos amorosos, à conduta sexual dos brasileiros, e como tudo isso vai mudando ao longo do tempo. 

No decorrer da leitura, percebe-se como os objetos de desejo vão mudando, como o conceito de sensualidade se altera, como a mulher vai conquistando o domínio sobre o próprio corpo e seu prazer. Pode-se perceber as alterações nas condutas e orientações sexuais em cada período da história do Brasil, e como a sociedade reagiu e se adaptou a questões como intimidade, casamento, prostituição, masturbação, homossexualidade, liberação sexual, emancipação feminina, aborto, anticoncepcional, preservativo, revistas eróticas, filmes pornográficos, AIDS, etc. 

Enfim, trata-se de um livro bem escrito, de leitura agradável, com um tema sério, que não tem nada a ver com os falsos romances erotizados que têm sido publicados nos últimos tempos. Vale a leitura para conhecimento, aprendizado, e pelo gosto de ler um texto tão bem escrito, preocupado com o conteúdo para o leitor.




Mini-resumo: Tania resolveu retomar seu hábito de ler, e, apesar de algum contratempo, em tons de rosa, tem encontrado bons livros, que valem ser indicados para quem gosta de ler.


terça-feira, 16 de abril de 2013

Aprender



Depois de emendar várias atividades e viagens de trabalho, e uma visita super especial que acompanhou um pouquinho da vida louca, consegui respirar um pouco e escrever aqui. Sinto falta de escrever e gosto de pensar que talvez alguém sinta falta de ler! =) 

Estou fazendo uma atividade bem diferente da minha rotina do último ano: cursando uma disciplina de pós-graduação. Poxa, mas tu não paras de estudar? Não, jamais. 

Aprender é meio como beber água salgada: quanto mais se bebe, mais sede se tem. E, além disso, quanto mais se sabe, mas se vê o quanto há para aprender. 

É meio viciante. E é super estimulante. 


Renata deseja que todos aprendam muito!


domingo, 7 de abril de 2013

H​istórias de professor - parte II


​
E dia desses aconteceu uma coisa na escola que me fez "rachar o bico" de tanto rir.

​Tenho um aluno que tem um gosto musical bastante refinado. Ouve bossa nova e mpb e sabe cantarolar músicas do Caetano, Chico, Jobim, Toquinho, Gal etc.

É um deleite o bom gosto desse menino!

Ocorre que, além de ter um excelente gosto musical, esse menino é, também, uma gracinha!

E, como era de se esperar, as meninas ficam loucas! ;)

Eis que uma delas, na tentativa de se aproximar, decide puxar assunto justamente sobre as músicas que​ ​o garoto ouvia.

(E isso em plena aula, é claro!)

Lá pelas tantas, após o garoto soltar o verbo sobre seu tipo de música preferido, a menina larga essa:

"Bah! Sabe que eu também adoooooro ouvir Caetano Veloso e Chico Xavier?"

Hehehehehehehehehehe!

Vocês não podem imaginar a expressão de descrença e horror que imediatamente "se instalou" na cara do menino...

E, é claro, vocês também não podem imaginar a professora rindo descontroladamente no meio da aula depois da pérola que a aluninha disse...

hehehehehe

Déia escreve aos domingos e às vezes pensa que ainda vai morrer de rir com seus alunos...

terça-feira, 2 de abril de 2013

101 em 1001 – atualizações


Eu, viciada em listas, esses tempos encarei uma como um desafio: listar 101 coisas para fazer em 1001 dias (veja mais aqui http://drepente30.blogspot.com.br/2013/01/101-em-1001.html).
Confesso que planejar as atividades, organizar e reorganizar a lista foi muito divertido. E que depois de ter ficado pronta, voltei poucas vezes a ela. Calma, você tem 1001 dias! Verdade. Mas muitos já se passaram, e se eu deixar tudo para o final, tendência forte de fazer tudo na última hora, vou acabar não realizando tudo.
Nem tudo está perdido, até agora eu:
- acampei
- fiz um mosquiteiro de princesa (posto fotos quando conseguir pendurar)
- pintei meu cabelo de verde!
 
Comecei a tirar uma foto minha todos os dias, com a proposta de fazer isso por 365 dias. Descobri que não sou disciplinada (novidade!) e que não sou fotogênica (outra novidade!). Mas sou teimosa, e recomecei HOJE! Balanço: de 101 coisas, fiz 3 e comecei uma.

Renata segue com a lista, e espera conseguir riscar (ah, que delícia) vários itens esse ano.

segunda-feira, 25 de março de 2013

“Boa Ventura!” Boa Leitura!


E, finalmente, depois de passar raiva com os “Cinquenta Tons de Cinza”, consegui ler um livro, que também ganhei, muito bom mesmo! “Boa Ventura. A Corrida do Ouro no Brasil (1697-1810)”, de Lucas Figueiredo. Como diz o título, o livro trata do período da descoberta do ouro no Brasil, de como essa descoberta gerou uma verdadeira corrida pelo metal no interior da colônia, e dos resultados para a Coroa Portuguesa. 

O autor é jornalista, e o livro, uma narrativa histórica, muito bem pesquisado, e escrito de forma fácil, tornando a leitura dinâmica. Tem muito mérito, uma vez que o tema é difícil, e são muitos fatos, personagens e datas que marcam a época dos bandeirantes e da mineração no interior do Brasil. 

Além disso, é muito interessante como o autor narra a busca incessante pelo ouro, por parte da Coroa Portuguesa, sabendo da existência de metais preciosos na América espanhola, e acreditando que seu pedaço de terra também deveria ter tais riquezas. No desenrolar da história, observa-se a verdadeira loucura pela descoberta do ouro, o anúncio da descoberta, dois séculos depois da chegada de Cabral ao Brasil, a cobiça pela extração do minério, a conquista pelo território da atual região de Minas Gerais, e, posteriormente em Goiás e no Mato Grosso, os problemas enfrentados pelos bandeirantes, a fome, as doenças, os índios e os animais selvagens, e toda a violência que a corrida do ouro causou. 

Depois disso tudo, vem a cobrança dos impostos pela Coroa, e o consumismo desenfreado da nobreza portuguesa, com seus gastos supérfluos e absurdos. E as dívidas que cada rei deixava para seu sucessor, por haver gasto demais, acreditando que o ouro de aluvião, mais fácil de extrair, nunca iria acabar. O livro mostra o comportamento da Coroa portuguesa, que nunca pensou em diferentes formas de extração dos minérios, nem em investir seu dinheiro em fábricas, em desenvolvimento para Portugal. 

Assim, além de ser uma ótima narrativa histórica, o livro é também uma denúncia ao comportamento consumista, culturalmente arraigado em nossa sociedade, que continua gastando tudo o que recebe, achando que no próximo mês tem mais salário para torrar, num consumismo desenfreado. Vale a pena ler! 





Mini-resumo: Tania gosta de bons livros, com conteúdos interessantes, que acrescentam algo a quem os lê. 

domingo, 24 de março de 2013

O Novo

Aprecio minha condição de ser inacabado.
Aprecio a possibilidade de me transformar todos os dias.
Acredito que uma das melhores coisas da vida é a emoção do novo: um novo olhar, um novo sorriso, um novo abraço, um novo afago, um novo sabor, uma nova música, uma nova paixão.
A descoberta do novo é o que enriquece o caminho.
Não quero me transformar em um "ponto final".
Meu eu é composto de exclamações e reticências...

Déia escreve aos domingos e está sempre de peito aberto para que o novo entre em sua vida.

terça-feira, 19 de março de 2013

Recado do Universo


Hoje acordei às 6 da manhã (leia-se de madrugada), disposta a ir caminhar antes do trabalho. Bom, não tão disposta, pois fiquei 40 minutos exercendo meu direito (e vício) de usar o soneca, e tendo sonhos de 5 minutos cada, sobre estar caminhando, saúde, ver o mar, etc...

Consegui levantar, me vesti de qualquer jeito, acho que prendi o cabelo, catei o cachorro e fui. Uma quadra depois, já me sentindo quase acordada e orgulhosa de mim, chove. Tipo, uma baita pancada de chuva.

Me abriguei num único telhadinho do Grauçá, e ficamos, eu e o Piá, esperando a chuva passar. Aí chega a irmã gêmea separada ao nascer do Piá, a Manjuba! Os dois brincam, se mordem, se derrubam, e eu segurando o Piá, porque senão eles somem pra sempre.

Tento colocar a Manjuba pra dentro de casa, e ela foge quase instantaneamente (perceberam a semelhança com o Piá?), e ela acaba indo pra casa comigo. E, desnecessário dizer, a chuva parou no momento em que entrei em casa.

Resumo: antes do trabalho eu já tinha tomado banho de chuva, de areia, tinha sido arrastada por dois cães malucos na rua, suado e, no final do banho, fui pra rua de toalha tentar ajudar a resgatar a Manjuba que obviamente, fugiu, e tive que tomar banho de novo! Como tinha acordado cedo, fui tomar café em casa e derrubei um vidro de AZEITONAS na geladeira! Limpei tudo, mas é claro que a casa vai ter um cheirinho sutil de azeitonas quando eu chegar.

Sério, Universo, é assim que tu me incentivas a ter uma vida mais saudável?!


Renata entendeu a mensagem: dormir até o limite, tomar banho rápido e sair sem tomar café. Esse é o jeito mais seguro de começar os dias!



terça-feira, 12 de março de 2013

Uma coisa por vez


Às vezes, tenho esse sonho maluco, de poder fazer uma coisa por vez. Sem essa loucura de vida multivariada, multifacetada, que atropela a gente. De novo a sensação de levar caldo no mar bravo, e se preocupar apenas em achar umas oportunidades de respirar. Ficar de pé, por o biquíni no lugar, arrumar o cabelo, tudo isso é secundário. Sobreviver é essencial.

Agora mesmo a vida é um caleidoscópio, que gira sem parar, e mostra um pouco de muitas facetas, hora uma em evidência, hora outra. Cacos e reflexos que vêm e vão num ritmo sem compasso.

Sonho em poder dar atenção e me dedicar às coisas que não são urgências, como tem sido. Em poder amar, trabalhar, conversar, chorar, estudar, seja o que for, plenamente.

Essa sensação é um alerta de que a vida está muito complicada. Bem a sensação de que estou sendo puxada pra baixo, com peso demais. Está na hora de me livrar da bagagem extra, de tudo o que não preciso, e deixar a vida mais leve.

Renata pede que desejem sorte, ela vem exercitando o desapego, mas ainda assim há peso demais.


domingo, 10 de março de 2013

A impermanência da vida...

A vida (felizmente!) é composta de ciclos.

Curiosamente, porém, apesar de sabermos perfeitamente bem disso, estamos sempre tentando (em vão) atingir a suposta permanência. 

Desejamos vorazmente que as coisas permaneçam, que os bons momentos permaneçam e - utopia das utopias - que as pessoas permaneçam.

Raras são as pessoas que permanecem.

A maioria segue seu rumo, esbarrando em tantas outras pessoas, desbravando novos caminhos...

O filósofo grego Heráclito, em meados do século V a.C., já dizia que "tudo flui, tudo se transforma continuamente". Não há nada fixo, nada estático. Estamos em constante devir, em constante mutação.

Ora, soltemos, então, as amarras que nos prendem à ilusória sensação de estabilidade e permanência.

Deixemos livres aqueles que, por ventura, tenham cruzado nosso caminho, para que possam partir rumo ao novo, rumo ao desconhecido.

Abracemos, pois, a vida com toda sua inconstância e instabilidade.


Déia escreve aos domingos e, embora às vezes sinta um pouco de medo, sente-se feliz pela impermanência da vida.

domingo, 3 de março de 2013

Estupidez humana elevada ao infinito

    Parece que estamos chegando, enfim, ao ápice da imbecilidade humana!
    Que me perdoem aqueles que acham cool, mas fiquei simplesmente embasbacada quando um aluno me mostrou um vídeo de uma "dança" que virou febre viral na internet, o "Harlem Shake".
    Ao som da música "Harlem Shake", da autoria do DJ Baauer, e da frase "Then do the Harlem Shake", pessoas fantasiadas (ou não) começam a realizar movimentos frenéticos, aleatórios e descompassados, na maioria das vezes com conotação sexual.
    A suposta "dança" começa com uma única pessoa fazendo tais movimentos nonsense, então surgem mais pessoas para complementar a palhaçada toda. E, a cada dia, mais e mais vídeos dessa porcaria aparecem pela net...
    Juro que fico chocada com a facilidade com a qual as pessoas se deixam envolver e massificar por bobagens como essa...
    E para aqueles que não tem a menor ideia do que é isso que me causou tanto espanto, deixo um video que (infelizmente) foi feito aqui na minha cidade:


 
    E então? Será que ainda é possível piorar?  

    Déia escreve aos domingos e, infelizmente, está começando a acreditar que os imbecis vão dominar o mundo...

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mergulho No Vazio...

A Menina tinha momentos de sentidas ausências.
De profundo vazio.
De incólume tristeza.
Os olhos perdiam-se em um ponto qualquer, entregues a alguma misteriosa lembrança.
Ninguém ousaria importuná-la nesse momento.
Nada poderia ser feito por ela.
Seria necessário aguardar que tal momento, de profunda introspecção, se esvaisse.
Até o instante em que um suspiro profundo, saído das entranhas da Menina,
Arrancasse-a das profundezas de sua tristeza.
 
 
Déia escreve aos domingos e tem, frequentemente, dado tais mergulhos no vazio da própria existência.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Cinquenta tons de rosa

Ganhei no Natal, de Amigo Oculto (mas acho que foi de Inimigo Declarado) o livro “Cinquenta Tons de Cinza”, de E. L. James. E, pra piorar, a pessoa que me deu o livro, ficava sempre me perguntando se eu já o tinha lido, se estava gostando, etc. E dizia que ela adorou, e que eu iria adorar! Aí tive que ler o tal livro. Não gostei. E me desculpem as pessoas que gostaram do livro, que sei que são muitas, pois andei perguntando para outras amigas, que também o leram, e algumas leram toda trilogia, e adoraram! Mas eu não gostei mesmo! 

Acho que está mais para “50 tons de rosa”! Sim, porque o livro é um romance, não é erótico, é infantilizado, e quem tem problemas é a Anastasia (Que poderia se chamar Anestesia, alter-ego da autora), que quer mudar o Christian Grey, que é o “Cara” da música do Roberto Carlos, que, por acaso não existe! Ah, e o “Cara” da música é um controlador, possessivo, que ninguém iria aguentar conviver. Afinal, “o cara que pensa em você toda hora, que conta os segundos se você demora...”, ninguém merece. Vê se eu vou suportar um chiclete desses, me dizendo que me atrasei para o encontro?!?!?! Ah, não dá.... 

E a mulherada achando que esse conto de fadas, parecendo novela de televisão, em que as pessoas sofrem, e no final (dos três livros), provavelmente serão felizes para sempre, isso é lindo, e erótico?!?! Nesses “50 tons de rosa” eu vejo uma mulher que se porta como pré-adolescente, que acha que o estilo de vida do cara é uma doença, e quer mudá-lo de todo jeito. E o pior, ela consegue!!!!!! Acho que então sou eu quem não sabe o que é erótico e sensual. Com toda sinceridade, prefiro, até porque gosto mesmo deles, livros de Jorge Amado e de Nelson Rodrigues. 

Eu, com meus cinquenta tons mais ácidos, achei o livro cansativo, chato, e as cenas de sexo são descritivas demais, ao extremo. Isso não é sensualidade, nem erotismo. E ainda podem confundir a cabeça de muita mulher que acredita que relação dominador-submissa é isso. Isso é romance, e não bem escrito. E não vou ler os outros dois livros. 

Francamente, e a gente ainda fala mal dos livros de Paulo Coelho! Sei que são literaturas diferentes, e nenhuma delas é realmente bem escrita, pois o intuito é vender muito, e não escrever bem. Entretanto, pelo menos Paulo Coelho não se propõe a escrever uma coisa e faz outra. Além disso, infelizmente, o brasileiro tem mania de exaltar o estrangeiro, e falar mal do que vem da nossa terra. Best-seller por Best-seller, prefiro “O Monte Cinco”! 






Mini-resumo: Tania se preocupa com essa indústria cultural, que inventa modas, e não se preocupa com o mínimo de qualidade.



segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Foco na Missão



Dentista, RPG, acupuntura, ioga, mamografia, conversar com a chefe. Voltar pra natação, cortar o cabelo, cuidar da alimentação, vermífogo do cachorro, levar vitrola pro conserto. Replantar uns vazos, semear umas sementes, pintar as paredes da casa, manutenção do minhocário, consertar vazamentos no banheiro, cozinha e tanque.

Finda o carnaval, começa o ano. Recomeço da rotina, se reinventando e levando comigo o amor e a leveza vividos nos dias de folia!



Mariana ama carnaval, mas acabada a folia é hora de concentrar e retomar a vida real. Axé pra todo mundo! 



domingo, 17 de fevereiro de 2013

Silêncio


Existem dias em que a tristeza parece que vai tomar conta de nós...
Segunda-feira, dia 11/02 foi um desses dias. Minha mãezinha faleceu e eu estava ao seu lado, segurando sua mão.
(Ela estava hospitalizada desde o dia 31/12. Tinha câncer no cérebro.)
Curiosamente, instantes antes de seu falecimento, eu estava lendo o seguinte poema de Mário Quintana:

Silêncio
"O mundo, às vezes, fica-me tão insignificativo
Como um filme que houvesse perdido de repente o som
Vejo homens, mulheres: peixes abrindo e fechando a boca (num aquário)
Ou multidões: macacos pula-pulando nas arquibancadas dos estádios...
Mas o mais triste é essa tristeza toda colorida dos carnavais
Como a maquilagem das velhas prostitutas fazendo trottoir
Às vezes eu penso que já fui um dia um rei, imóvel no seu palanque,
Obrigado a ficar olhando
Intermináveis desfiles, torneios, procissões, tudo isso...
Oh! Decididamente o meu reino não é deste mundo!
Nem do outro..."

Ao término da leitura, imediatamente me identifiquei com o poema. Em pleno carnaval, com toda a esfuziante alegria colorida, eu estava olhando minha mãe se degenerar em vida... Mal eu havia começado a digitar o poema no Facebook, levantei os olhos e percebi que o momento de sua partida estava chegando. Imediatamente pulei de onde estava e, juntamente com meu esposo, seguramos sua mão até que partisse.
Foi um dos momentos mais tristes da minha vida...
Nunca um poema conseguiu expressar de maneira tão perfeita meu sentimento.
O silêncio e o vazio tomaram conta de tudo.

Déia escreve aos domingos e ainda está tentando, de alguma maneira, preencher o vazio deixado pela partida de sua mãezinha querida...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Meu banheiro de verão


Diferente do que muitos pensam, faz muito calor em Belo Horizonte. E, com o passar do tempo, o desmatamento, o aumento das áreas urbanas, aqui ficou ainda mais quente. Temos períodos em que ainda faz um friozinho, mas nada parecido com a fama que a cidade tem de ser um lugar mais arejado. Já foi. Faz tempo. Hoje a variação climática aqui é quente, mais quente, e tórrido!

No período de outubro a março, mais ou menos, estamos na estação tórrida! E, como moro em um prédio abafado de calor; onde a única vantagem é que a roupa seca assim que é colocada no varal, faça chuva ou faça sol; o banho é sempre com água muito quente. E, não sei se por motivo da fiação elétrica, da localização do cômodo, ou do modelo do chuveiro, mas o banho no banheiro do que seria a Dependência de Empregada (que se transformou em despensa) é sempre menos quente, e, portanto, mais suportável. Ainda que este banheiro seja naquele modelo em que não podemos abrir os braços (imagino que empregada doméstica era apenas um robozinho de pequenas proporções, e não um ser humano, pois nem caberia no quarto, nem tem espaço no banheiro!), é lá que tenho tomado banho nos períodos mais quentes do ano.

Assim, como não tenho jardim de inverno, como as pessoas chiques, pelo menos fiz do banheiro de empregada o meu banheiro de verão!



Mini-resumo: Tania gosta de banhos em temperaturas brandas, sem queimar a pele, principalmente quando faz muito calor.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Meu coração amanheceu pegando fogooo!



Domingo.
Rua deserta.
Cidadão se aproxima cambaleante com efeitos de sua bebida "doragêlo".
Silêncio.
...e de repente ele me olha e me diz: " ôoooohhh Irene, vai buscar o querosene!!"


É... Inevitável! O carnaval já está para chegar!
Amores doces me ensinam, serão sempre amáveis!



Juliana escreve esporadicamente.



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