quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Lei de Murphy

Sempre fui um pouco pessimista, o copo pra mim esta sim meio vazio e não meio cheio. Na verdade acho legal ser otimista, aquela pessoa que sempre acha que tudo vai dar certo, ando tentando me ajustar um pouco neste modus. Mas vamos ser sinceros, os pessimistas existem por uma só razão, e a razão é que as coisas dão errado, e as vezes dão muito errado. Foi por esse motivo que criaram até uma ‘lei’ pra explicar esses acontecimentos, a tal da ‘Lei de Murphy’, que diz que ‘se uma coisa pode dar errado com certeza dará’. Se a sua torrada resolve cair no chão, pode ter certeza que ela vai cair com manteiga virada pra baixo, e se isso não bastasse, ainda vai cair no chão justamente no dia que você não passou o aspirador de pó. Acha que acabou? Não? Na tentativa de salvar a torrada, você ainda vai derrubar o copo de suco em cima da mesa, que vai escorrer até cair na sua calca branca e... olha só quem diria, justamente hoje você resolveu tomar suco de uva!

Toda inspiração pra escrever esse texto veio depois de dois acontecimentos da ultima semana.

Era uma quarta feira, e eu tinha realmente muita coisa pra fazer no trabalho, mas uma gripe brava tinha me pegado, e eu estava um caco, precisava mesmo de deitar. Resolvi ir embora, avisei meu chefe, e fui pra casa. No caminho eu só imaginava a minha cama quentinha, meu cobertor, uma coisa pra comer e a TV. Finalmente cheguei em casa, estava no portão e percebi que chave de casa não estava no bolso da minha jaqueta como de costume. Vasculhei a bolsa toda, todos os meus bolsos e nada! Puta que pariu é possível uma coisa dessas? Eu esquecer a chave de casa logo hoje que estou doente? Pensei então que tudo poderia se resolver facilmente, minha sogra é também minha vizinha e ela tem uma cópia da nossa chave. Bati então no interfone e NADA, nem um pio. Pensei que ela não tinha escutado e resolvi ligar para ela. Para minha surpresa minha sogra que SEMPRE está em casa naquele horário, hoje tinha saído com uma amiga. Minha ultima opção era ligar para o marido e ir buscar a chave dele. Na situação em que eu estava, era a melhor e na verdade única opção. Fui então buscar a chave, olha só tudo tinha dado certo, ele atendeu o telefone rápido, me esperou na porta da faculdade, peguei a chave e OBA entrei em casa. Agora finalmente podia deitar na minha cama quentinha. Fui para a cozinha procurar uma coisa pra comer, mas a geladeira estava vazia, coloquei o pijama, deitei na cama, procurei a melhor posição e liguei a TV e... heim? Tava fora da tomada. Ah não, tive que levantar da cama, sair da minha coberta e conectar o cabo. Pronto, agora esta tudo certo e... shiiiiiii, (???). A TV estava fora do ar, coisa raríssima de acontecer, tive que levantar de novo da cama, pra verificar se o fio da antena estava conectado e sim ele estava, voltei pra cama desisti da TV, da comida, BASTA, fui descansar dormir.

Pouco tempo depois toca o interfone, eu deitada na minha cama quentinha com o meu pijama, estava tão bom... Mas tenho que abrir a porta, pois com certeza o pedreiro que estava fazendo uma obra no quintal se trancou do lado de fora. Puta que pariu, não tem ninguém no prédio, vou ter que levantar pra salvar o cara. Para minha surpresa era alguém falando inglês, não tinha entendido quase nada, pois a pessoa tinha um sotaque daqueles, só entendi meu nome. Então me lembrei das minhas queridas amigas ‘testemunhas de Jeová’, acreditem aqui na Noruega também tem disso. E nós latinos somos perseguidos, usam a lista telefônica pra descobrir onde moramos e enchem o saco com freqüência. Resolvi falar que ‘Liz’ não estava em casa. Perguntaram então pelo meu marido. Era só que o faltava. Falei que não. Mas a pessoa tava insistindo muito. Então resolvi ser grossa: - Menina, qual é o assunto?

Ai ai ai, minha gente, o assunto? Sim, a ‘menina’ que estava me enchendo o saco, não era uma das testemunhas de Jeová e sim a mãe da minha vizinha. Eu então desci as escadas correndo para encontrá-la, minha cara no chão. Afinal eu lá bem dizendo que ‘eu’ não era ‘eu’ e de repente ‘eu’ era ‘eu’ sim! Pedi mil desculpas, expliquei que sou perseguida pelas meninas da igreja, mas não sei não. Não foi bonito. Fiquei lá despistando, morrendo de vergonha. Quando de repente, não mais que de repente, ela tira um presente da bolsa e me dá, fala que era pra Isabella. Preciso falar mais alguma coisa? Não né? Pois é, e o pior de tudo é que quando subi e abri o presente era uma pulseira de ouro...Precisei de algumas horas pra me recompor do mico.

Só pra concluir, uns dias depois desse episódio, eu discuti com um ciclista no trânsito. Mandei tomar no c*, chamei de lesma, mandei sair do meio da rua. Ele me deu o dedo, aquela coisa clássica. Então mais tarde, quando chego à festa da creche da minha filha, quem estava lá? Sim, vocês acertaram em cheio, claro, óbvio que era o mesmo ciclista que eu tinha mandando tomar no c* algumas horas atrás. Fiquei fingindo de égua, ele também, no final deu tudo certo. Tudo pela paz da criançada!


Liz acredita que tem certos dias que realmente o copo ta meio vazio e pronto! Anda tentando ser positiva, mas depois desse baque vai tirar duas semanas de férias do positivismo. Volta logo logo com o um novo texto explicando o que aprendeu com a Lei de Murphy. Aguardem!

2 comentários:

Daniela disse...

Oi Liz,
também tenho uns dias assim, que tudo dá errado! Dá a sensação que o melhor que faria era nem ter levantado da cama de manhã (nem para atender a porta, rss).
O bom é que esses dias são alternados com outros ótimos!
Bjs,
Dani

Gisele Lins disse...

Oi Liz! Pelo menos a gente percebe um apitada de bom humor no meio desta sequência de eventos do cão! Adorei o texto e vou lembrar dele da próxima vez que eu tiver um "ataque anti-Pollyana". Um beijão e boa sorte pra ti nos próximos dias!

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