Terá sido tão de repente assim? Desaceleramos muito com a proximidade dos 40. Aprendemos a caminhar apreciando o caminho ao invés de correr loucamente para chegar sabe-se lá onde. Descobrimos que todas queremos chegar lá, e que o lá de cada uma é diferente. Aprendemos a olhar de dentro para fora. Muita coisa aconteceu nesta década. Crianças nasceram, animais de estimação se foram, relações se fortaleceram, outras, desvaneceram. Aprendemos muito. Principalmente que dividir só nos faz melhores.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Quando mudam os planos.
domingo, 14 de junho de 2009
Insubordinação Masculina
sábado, 13 de junho de 2009
O Jeitinho Brasileiro
Particularmente acredito que o tal jeitinho brasileiro é um tanto complicado.
Uma expressão na verdade significa uma intenção completamente diferente daquela que se quer comunicar.
“Passa uma hora lá em casa pra tomarmos um café e colocarmos o papo em dia”.
Hahahahaha, está de sarro com a minha cara?
Um estrangeiro entenderia esse convite como algo real e provavelmente ligaria dali uns dias para saber se aquele dia era apropriado para o tal café mais conversa.
Se liga gringo. Na língua da tribo tupiniquim, uma hora é nunca, sacou?
O cidadão que disse isso só o fez porque quis ser gentil e em momento algum gostaria de recebê-lo na sua morada em um futuro próximo. Se assim o quisesse já teria marcado dia e hora, caso contrário, historinha para boi dormir.
Delicadeza? Eu certamente não definiria assim pois todos envolvidos (se brasileiros), teoricamente, estariam a par sobre a verdadeira intenção do interlocutor .
O mesmo serve para as mais variadas situações, assim como aquela famosa entre os casais:
- “O que houve amor, está tudo bem”?
A namorada responde com a maior cara de bunda: “NÃO FOI NADA!”
Nada uma pinóia, ela está muito p da vida com alguma coisa que o cara fez ou disse mas mas prefere “se fazer de morta” para saber qual é a reação dele e se ele vai começar a tentar se explicar.
Dá para complicar menos por favor?
Tente fazer perguntas quando quiser saber algo ao invés de tirar suas próprias conclusões.
Se coloque no lugar do outro.
Compreenda mais, cobre menos.
Tão mais simples seria se fôssemos honestos o suficiente para comunicar de maneira adequada nossa real vontade.
Não é necessário ser rude. É possível sim ser direto de uma maneira gentil.
Sim, é possível... Impressionante, não é?
Os alemães são pródigos nisso e eu tenho um diplomata em casa que só diz o que pensa. Simples, bem simples.
Dizem que em uma comunicação entre duas pessoas somente 60% do que é dito é apreendido. Acho que o cálculo se baseia na comunicação simples e direta. Qual então seria a percentagem em um diálogo em que a mensagem tem que ser entendida através do que não é dito? 20?
5 anos se passaram desde que deixei Porto Alegre.
Muitas saudades ficaram, mas certamente uma delas não é a maneira complicada que o brasileiro escolheu de se comunicar com os seus.
E a por falar nisso, desde quando jantar marcado as 20hs passou a ser as 21:30hs?
“Lil escreve aqui aos sábados e hoje particularmente irritada com a falta de objetividade e pontualidade brasileira. E considera esses um dos motivos pelo qual há muito desperdício de tempo e porque as coisas se arrastam no país que apesar de tudo, ama.”
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Minha Alma
Conheci a Clarice Niskier no mesmo dia em que conheci o Domingos de Oliveira. Então, pra mim eles são quase uma coisa só. Mulheres de 40, Amores, Separações, apesar de provocarem reflexão, são filmes leves, também provocam risadas. Não conseguia imaginar a Clarice Niskier em uma peça que não fosse do Domingos de Oliveira e, principalmente, numa peça densa. Tive que pagar pra ver. Meninas, babei. A peça é simplesmente fenomenal. Aquele Prêmio Shell não foi de graça. A palavra é brainstorm. Vou precisar de meses pra tirar algumas conclusões. Rabino Nilton Bonder, vou ter que ler seu livro umas quinze vezes. E tenho certeza de que não vou me arrepender.
A Alma Egoísta
Minha avó sempre foi uma espécie de segunda mãe. Quando minha mãe queria me dar uns tapas, era pro lado da minha avó que eu corria. Aí ela me segurava pra minha mãe me dar os tais tapas! Certamente eu merecia! Ela só aconselhava minha mãe a não me dar tapas, mas sim chineladas porque senão ela apanhava também. Instintivamente vovó conhecia a 3ª Lei de Newton. Mas agora minha avó está com oitenta e sete anos, doente, há quinze dias no CTI. A gente tava quase saindo no tapa pra poder visitá-la. Ontem à noite eu fui lá. A infecção não cede nem a pau, mas ela está mais consciente. Tanto que tentou arrancar a mangueira do oxigênio duas vezes. Não deu pra segurar. Abri o berreiro quando vi aquilo. Mas acabei ficando feliz de ver que ela estava, em termos, melhorando. Mesmo eu sabendo que se minha avó voltar pra casa, ela vai voltar pior do que quando saiu, eu quero que ela saia. Definitivamente, o ser humano é muito egoísta.
***************************************************
Há doze anos eu voltei da Tailândia. Há doze anos eu sonho em voltar, em rever minha família. Há doze anos eu sonho em ter certeza de que aquele ano não foi um sonho, que foi real. Esta semana, mesmo não tendo voltado à Tailândia, eu realizei parte do meu sonho. Minha prima tailandesa está lá em casa com o marido. Pudemos conversar um monte, lembrar de muitas coisas, muitos momentos, muitas pessoas. Pude ver que ainda consigo falar tailandês! Melhor, consigo entender, o que é mais difícil. Sábado iremos à Ouro Preto e domingo iremos ao Rio de Janeiro. Ela e o marido querem conhecer o Patrimônio da Humanidade e a Cidade Maravilhosa. Ambos sonhavam em conhecer o Brasil. Eu sonho em voltar à Tailândia. Agora eu tenho certeza de que aquele ano foi real.
Laeticia acha que esta semana foi muito cheia de emoções.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Partes de mim
Confesso que em primeira instância minha experiência pessoal encontra conforto nessa afirmação. Me faz sentir menos só.
Afinal, eu também já compartilhei da obsessão do Renato Russo e me apaixonei todo dia. A questão é que nenhuma dessas paixões acabou em algo diferente de uma despedida.
Considerando – de forma muito, muito simplista, eu admito - que todo grande amor tem sua origem em uma paixão, despedi-me de muitos grandes amores.
Alguns se foram de mansinho. Daqueles que um dia a gente acorda e ele não está mais lá.
Outros se foram querendo ficar, e deixaram atrás de si o rastro amargo da ausência e da impressão do que poderia ter sido e não foi.
Mas sem sombra de dúvida, todos se foram.
Refletindo sobre a efemeridade e a temporariedade do amor na minha vida, sempre me parto em duas.
Parte de mim é feliz porque já conheceu um grande amor. Alguns, na verdade. Daqueles de perder o juízo. Daqueles que a gente chega a sentir dor física quando da ausência do ser amado. Daqueles que nos fazem ter certeza de que nada está no lugar certo a não ser que estejamos juntos. Essa parte de mim guarda essas memórias como um tesouro. Doam onde doerem.
Por outro lado, a outra parte ainda espera um amor maior do que os que passaram. Um amor que me faça acordar no meio da noite simplesmente porque invadiu os meus pensamentos. Um amor que me encha os pulmões e a alma. Um amor que dure mais de um dia, um ano, uma vida.
Claro que nenhuma dessas partes admite ceder espaço para a outra, e a angústia de uma mente dividida constantemente só é suportável quando considero verdade a velha analogia:
“O bem e o mal existem dentro de você em partes iguais. Qual crescerá? Aquele que você alimentar”.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Escolhas de gente grande
Sempre achei que quando crescesse as coisas seriam preto-ou-branco, quero-não-quero, gosto-não-gosto, vou-não-vou. Mas não, cá estão meus primeiros cabelos brancos e fazer escolhas ainda é um tormento dos mais angustiantes.
Adoro ganhar bijuterias, blusas, bolsas, só pelo fato de que quando eu gostei do presente, além do mimo, não tive que ficar eu mesma um tempão para escolhê-lo na loja. Será que é hora de casar, mudar de casa, ter um filho? E de mudar de emprego?
Sempre achei que seria muito fácil largar um emprego que fosse um horror e partir para outro. Mas na vida real empregos simplesmente não são horrorosos. Mas também nem sempre são lá aquilo que esperávamos, ou nossa satisfação é que não é tão grande, mesmo fazendo o que escolhemos e gostamos. Não é insuportável acordar todo o dia e ir trabalhar, mas voltar pra casa todo dia P da vida com muitas picuinhas do trabalho é frustrante. É frustrante perceber que nosso antigo conceito de realização profissional, da época da faculdade, é ingênuo e tolo. Considerávamos apenas a atividade per se: pensávamos que se estivéssemos exercendo de alguma forma digna a profissão que escolhemos, seria suficiente para enchermos a boca e dizermos o quanto nos sentimos realizados e privilegiados, frente a tantos que trabalham para viver.
Quem disse que tínhamos condições de prever que ter um trabalho legal seria quase tão importante quanto a qualidade de vida que conseguimos nos proporcionar com ele? É claro que a grana conta: não resolve, mas facilita. Mas ainda não é tudo. De que adianta viver para trabalhar? De que adianta um emprego razoável, mas que nos toma as horas que sobram do dia com transporte, congestionamento e estresse? Ou um lugar onde você é obrigado a comer bandejão, sendo o tempero num dia larva, e no outro, pedra, quando você achava que já havia chegado a hora de poder escolher o que comer? Ou então, onde você é explicitamente explorado, sendo o resultado do seu trabalho claramente apropriado por outrem? Ou quando você não é compreendido, e seu esforço em fazer o melhor possível é interpretado como dificuldade, e sua independência como arrogância? E quando você, que sempre acreditou que se cada um faz a sua parte as coisas andam, os projetos florescem e até o mundo melhora, percebe que a cultura generalizada não é essa, mas sim a do “se dar bem”, seja às custas do que, ou de quem for? E se você percebe que o trampo é show, mas também consegue ver o potencial que teria de ser muito, muito melhor, e sabe que ele não vai mudar, e que isso independe de você? E se você tem que trabalhar com pessoas sem escrúpulos, sem educação, sem tato, ou que não tomam banho? E se você faz o que gosta, mas não ganha o que sabe que merece? E se você tem que bater cartão todo dia, todo dia, e mora em algum lugar onde tudo fecha na mesma hora que seu trabalho termina? E se você, quando olha em volta, não enxerga as muitas outras oportunidades que sempre teve certeza que estariam lá esperando por você? E quando você percebe que seus conceitos de ética estão mudando mesmo se você não tem certeza de que os novos são corretos? E se você desaprende a desligar a cabeça, por ter tanto dentro dela, e acaba ficando meio lelé? E se você fica doente de desgosto?
É lógico que nenhum trabalho é tão ruim, mas é certo que todos possuem muitos destes elementos desconhecidos para nós, pobres sonhadoras mais ou menos iniciando suas vidas profissionais. É lógico que em qualquer lugar teremos dias ótimos, conheceremos pessoas que valem a pena, nos sentiremos recompensadas, valorizadas e realizadas eventualmente, seja fazendo faxina, pilotando um avião, ou sentada em uma mesa de reunião. É lógico que é justamente tudo isso o principal cenário que nos faz pipocar no óleo fervendo do panelão que é a nossa vida e ter a oportunidade de tentar exercer aquilo que acreditamos que somos, como pessoas, e não como profissionais.
Mas qual é o nosso limite de aceitação? Quando é hora de dizer chega e se mexer de verdade para mudar? E se eu tiver desperdiçando o meu talento, achando que tenho que exercer a todo o custo a profissão que um dia escolhi porque era uma pessoa muito criativa, mas deixando de ser feliz de verdade, trabalhando apenas com arte em sapatos? E se na outra empresa a comida é boa, mas o chefe é um horror? O salário é bom, mas terei que morar num lugar pior? E se eu falir no primeiro ano ao abrir uma empresa para tentar ser mais independente? E se em outro país os direitos do trabalhador forem muito melhores mas eu não agüentar o fato de ser eternamente um estrangeiro? E se eu mudar tudo, virar meu mundo de pernas para o ar, e no fundo, continuar tudo a mesma coisa?
E aí, o que fazer? Não dá para voltar a ser gente pequena e sonhar de novo em ser astronauta?
terça-feira, 9 de junho de 2009
Eu quero um clone
Eu quero um clone pra trabalhar enquanto eu faço as unhas!
Pra atender cada um dos meus 37 alunos (daí seriam 37 clones e eu pra coordenar)!
Pra ficar ir trabalhar enquanto eu fico quentinha embaixo das cobertas.
Pra fazer os pareceres enquanto eu converso com minha filha e ouço com calma as coisas dela.
Pra fazer ligações importantes enquanto eu separo briga de aluno.
Pra fazer meu trabalho enquanto eu volto pra academia, como direito, me curo da anemia...
Pra tomar banho no inverno enquanto eu fico mais 10 minutinho na cama!
Pra sentir meu cansaço enquanto eu tenho pique pra mais um, dois, três turnos!
Pra me substituir e eu poder dar atenção à quem precisa de mim!
Pra cuidar dos meus alunos enquanto ajudo na secretaria.
Pra cuidar dos meus alunos enquanto eu cuido dos meus alunos! Hehehe!
Eu quero um cloneeee!
E fica instaurado agora o MSC (Movimento dos Sem Clone)! Quando tivermos mais que 5 membros, já podemos pensar no estatuto e na organização e na demanda...
Bom, deixa isso pra quando eu tiver um clone, ok?
Renata está cansada. E pequena. E sozinha. Não triste, cansada.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Falar é sempre mais fácil
que trabalhar mais, ganhar mais, e, principalmente, gastar menos.
Outros ainda se aventuraram,
não esquenta a cabeça, vai dar tudo certo, isso é paranóia sua.
E por fim, mas não finalmente,
você deve ir mais a ginástica, beber menos, comer menos, sair menos.
Ficou pensando por que não disseram logo,
viver menos?
Pois já sabia de tudo, não estavam nem certos e nem errados,
nem mínimos ou máximos, apenas sabia desde sempre,
assim como se sabe o que é certo ou errado.
Mas sabia também que falar é sempre muito mais fácil.
domingo, 7 de junho de 2009
Sonhos de um fim-de-semana de inverno
De pé, na sala da linda casa de paredes de adobe me deparei um uma imensa janela de vidro que dava vista pra um paredão de pedra de beleza indescritível! Ainda meio sonolenta, abismada com tanta beleza, não sabia se tudo aquilo era real. Minhas costas se aqueciam com o calor que vinha do fogão de lenha aceso no centro da sala-cozinha. Nele sempre tinha um bule com água quente pro chimarrão (sim, alguns mineiros gostam de chimarrão!). Rodeada de poucos novos e velhos amigos saboreava o chimarrão contemplando o mar de montanhas a perder de vista. Enquanto isso o café era coado em coador de pano, o pão-de-queijo feito por uma legítima mineira (euzinha) começava a cheirar no forno e laranjas frescas colhidas a pouco do pé perfumavam a linda casa de paredes de abobe. Parecia o cheiro do paraíso (embora nunca tenha estado lá). Na mesa queijo branco bem mole, morangos e bolo. Ao fundo, sempre musica de bom gosto, faziam a trilha sonora perfeita para cada momento.
Não dava pra contemplar aquela beleza só de longe. Era preciso sentir a energia que vinha daquele chão. Depois de algum tempo caminhando pelo mar de montanhas, enfim as cachoeiras. Muitas, para todos os gostos. Mas só os corajosos e as piscianas teriam coragem de entrar naquelas águas geladas, como um banho de descarrego, revigorante! O sol dessa época do ano não queima, abraça.
De volta à bela casa de paredes de adobe, banho quente e todos a postos para ver o espetáculo do sol se pôr e o nascer das estrelas. A noite não tinha lua, mas pra compensar as estrelas eram muitas, milhares! Não imaginava que existiam tantas! Parecia que estava mais perto do céu do que de costume. Cinco estrelas cadentes, duas garrafas de vinho, alguns chocolates e muitas gargalhadas pra celebrar aquele momento tão especial! No dia seguinte, pé na estrada e de volta a vida real.
A tudo isso retribui com uma muda de jequitibá.
Mariana escreve aqui às vezes e tem achado a vida chata ultimamente. Mas é surpreendida com momentos de perfeição, que faz ela ter certeza que a vida vale a pena.
sábado, 6 de junho de 2009
As mulheres de 30 - Por Mário Prata
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Sonhava
Provavelmente ela era só uma menina quando descobriu que podia sonhar acordada. Não que ela se lembre de algum dia ter sido diferente. É como se esse “dom” fosse parte dela desde sempre.
Fantasiava histórias que poderiam ser verdade, histórias que podiam acontecer com qualquer pessoa normal.
Mas também fantasiava sonhos impossíveis. Contos de fadas. Histórias de terror. Histórias de amor.
Em momentos muito difíceis, fantasiava. E sentia como se pudesse fugir. Refugiava-se no aconchego de seus próprios sonhos, e sentia-se confortável, aquecida e segura.
Sonhava.
Construía personagens, imaginando sua aparência e personalidade, seus gostos e desgostos, suas alegrias e decepções.
Imaginava cenários, lugares fantásticos com beleza e mistério, onde as histórias aconteciam.
Histórias sem fim, obviamente, porque geralmente sua imaginação ficava fora de controle antes de chegar a qualquer lugar coisa meramente parecida com uma conclusão.
E entre um mundo e outro a vida passava.
E a menininha cresceu. Um triste dia esqueceu-se que podia sonhar. Esqueceu-se que tinha o poder de criar um outro mundo, com tantas cores, cheiros e gostos, ali na sua imaginação.
E virou uma adulta. Com os dois pés no chão e a cabeça “no lugar”.
Milena escreve aqui as quintas. Esse texto não é autobiográfico, já que ela não tem nem um dos pés no chão, quem dirá a cabeça no lugar =)
terça-feira, 2 de junho de 2009
Meu tempo é meu!
Acreditam??? Ninguém merece essa sorte do dia! E ainda li no jornal de hoje que o envelhecimento começa aos 27 anos! Sério?!
Tudo bem, eu sempre achei que a gente começa a envelhecer ao nascer, mas essa era uma visão meio romantizada, misturada com crescimento.
Mas parece que hoje o universo tirou pra me lembrar de que o tempo passa, que não para nunca...
E parece que cada vez passa mais rápido, mais rápido, mais rápido... o tempo é um tema recorrente neste blog, mas que não se esgota jamais.
Todo mundo me fala que eu não tenho mais tempo para nada, nem ligo pra ninguém, nem pra jantar nem nada. E realmente me sinto assim.
Deve ser a TPM aliada a esse inverno congelante que tira meu bom humor e boa vontade, pois ando não dando conta de coisas que sempre fiz. Aliás, já vivi épocas nas quais eu fazia ainda mais coisas do que hoje. E dava conta.
Acho sinceramente acho que tempo é algo misterioso, pra Einstein entender e explicar, mas acho que no NOSSO tempo a gente tem alguma influência, e pode, sim, fazer tudo o que acha realmente importante, desde que com certa organização. Claro, é preciso saber separar o estritamente necessário, o urgente, o indispensável, o desejável, o inadiável...E assim poder administrar melhor o tempo.
Então, ao invés de me entregar aos clichês de que o tempo passa, o tempo voa, o dia é curto, blá, blá, blá, escolhi um novo slogan: Meu tempo é meu!
Renata escreveu um texto curtinho pra poder ir dormir mais cedo, porque ambas atividades são importantes em sua vida!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Melhores Juntos
A música assim já o dizia,
eram melhores juntos.
Pensou em várias maneiras de escrever uma cartinha,
de amor, de boas-vindas, de carinho.
Mas não conseguiu achar melhores palavras do que aquelas,
repetidas desde o início pela música que ouvia.
Percebeu que tudo era mais bonito,
mais feliz, combinado e coordenado,
quando estavam juntos.
E que nessas horas vemos que palavras nem sempre são suficientes,
se o que dizem é verdade,
que o amor é a resposta,
então ela sabia, não era necessário dizer mais nada.
Novos dias, novas manhãs,
desde que estivessem assim,
sentariam sim, debaixo da goiabeira,
olhando o tempo e as vacas passarem.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Filho (s)
Sei que você é sempre a melhor parte de mim.
Sei que você me conhece, assim como eu te conheço.
Sei que te amo desde que você é.
Sei que você vai ter medo de escuro.
Sei que você vai superar.
Sei que você vai confiar em mim.
Sei que eu vou viver pra você.
Sei que vamos ler fantasias juntos.
Sei que vamos lutar contra o sono.
Sei que vamos nos orientar um pelo outro.
Sei que vamos brincar.
Sei que eu lembrarei minha mãe.
Sei que você me lembrará.
Sei que eu e você seremos, um dia.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Eu Sei
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Passando para frente
domingo, 24 de maio de 2009
“Simonal: Ninguém Sabe o Duro que Dei” - Vale a Pena Assistir!
sábado, 23 de maio de 2009
Resposta ao Anúncio
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Demonstração Tola de Ciúme e Territorialismo
Casamento de amiga é sempre muito bom, né? Vestidos, anéis, brincos, pulseiras, sapatos, bolsas, maquiagem, cabelo, presentes e chá de putaria. Hein? Alguém disse chá de putaria? Sim, sim!! Chá de putaria, cachaça de panela e congêneres. Apesar de algumas moçoilas finas ainda fazerem - no meu caso, especialíssimo, ganhei!! - chá de panela, a moda há algum tempo é inovar. Afinal, se os rapazes sempre puderam se enfiar em casas suspeitas, porque é que nós não podemos pelo menos falar bobagens à vontade, regadas a algum alquinho? Sim! Porque o fato de querermos inovar não significa que perdemos a compostura. Não significa que perdemos nossos princípios ou esquecemos os ensinamentos de mamãe (devidamente peneirados pelo senso crítico que, mulheres modernas, desenvolvemos).
Alguém sugeriu fazer o chá de putaria numa sex shop bacanésima, finésima, no bairro de Lourdes, o mais tradicional de Belo Horizonte. A Non Santa é um lugar fino, de extremo bom gosto e, conseqüentemente, CARO!! Enfim, amiga da gente não casa todo dia e resolvemos investir SETENTA E SEIS REAIS per capta no chá de putaria da menina.
"Meninas, algumas de nós estão meio sem grana e como a idéia é que todas participem, achamos melhor mudar o local. Nossa festinha será NA SUÍTE MASTER DO MOTEL X e o esquema é basicamente o mesmo. Só que mais barato, blá blá blá."
Alguém aí pode me explicar como é que euzinha, que sequer tinha falado pro maridão que ia ter chá de putaria e não o tradicional chá de panelas ia repentinamente dizer: olha, marido, o chá de panela da fulana, na realidade, será um chá de putaria e vai ser no motel, onde haverá um stripper pra gente ver enquanto bebemos champagne?! Detalhe: eu já havia há muito tempo me manifestado radicalmente contra este negócio de despedida de solteiro em boate de puta, porque homem, quando a cabeça de baixo começa a funcionar, a de cima já perdeu completamente a irrigação!!
Fiquei lá naquela ginástica mental, pensando como é que eu ia sair daquele rolo quando, antes de eu achar uma solução, chega o Bola, inocente.
Gatinha, o fulano me ligou. Sabe o que ele me chamou pra fazer? Disse que a despedida de solteiro do sicrano vai ser na boate de puta tal e que contava com a minha presença. Eu fui logo falando que não tinha a menor chance de eu ir. Além do mais, eu não ia fazer a besteira de abrir um precedente destes, porque eu te conheço!!
Aí, fodeu! Porque eu confesso, meninas, que eu tava afim de ir, viu? Primeiro porque eu sinceramente não consigo imaginar esta situação fora do contexto da piada. Segundo, porque eu não sou adepta do sexo casual, que dirá sexo pago (no dia que eu tiver que pagar alguém pra isso, dou um tiro no côco). Terceiro, porque até a nossa amiga mais quietinha ia, uai!!
- Bola, a festa da fulana não vai mais ser na sex shop.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Coisas a lembrar quando estou preste a explodir
terça-feira, 19 de maio de 2009
A semana em que eu perdi a fé na humanidade
Foi um sentimento que já passou, graças a Deus. Mas que foi forte.
Como vocês sabem, dou aula em uma escola da periferia. Se eu contasse em detalhes um dia, apenas um dia, vocês também perderiam a fé.
Mas agradeço sempre por ter uma filha iluminada, uma ótima família e por trabalhar com pessoas de bem e ter alunos muito bons. Porque, sem isso, eu estaria anda sem fé na humanidade.
Em uma semana em que tudo parece dar errado, recebo o e-mail que fala da lição da terra. Fala de um cavalo que caiu dentro de um poço e o dono, não sabendo como tirá-lo, decidiu enterra-lo vivo. A cada pá de terra que jogava, o cavalo sacudia e pisava em cima. Quando o dono percebeu, o cavalo estava fora do buraco.
Vou fazer isso, sacudir e pisar em cima. Até porque meu estômago já anda reclamando, e para dentro não posso mais colocar estas coisas.
Renata espera que nenhum de vocês jamais perca a fé na humanidade, é desolador.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Três Tempos
Um ótimo dia com amigos,
Churrasco e cerveja,
Música do gosto da gente,
Conversa que só a gente mesmo entende.
À noite,
Arrumação para o dia seguinte,
Segunda,
Academia, médico, aulas,
Receber meu salário que não sei por que cargas d’água atrasou.
Surpresa,
Minhas aulas já estavam preparadas,
Dormi mais do que devia, e ainda assim,
Deu tempo de estudar, escrever, ler e,
Receber mensagem do meu amor.
sábado, 16 de maio de 2009
Amadurecer
Entretanto, independentemente da nossa compreensão, a situação prossegue sendo frustrante e sempre o será, só que em níveis mais leves a medida que amadurecemos.
A grande questão é aprendermos a trabalhar com a nossa própria expectativa e não nos ressentirmos (tanto) quando não respondidos.
De fato cada um tem suas limitações. Nós temos nossas próprias. E provavelmente desapontamos inúmeras vezes sem nem termos idéia disso.
Tenho percebido uma curva crescente de desenvolvimento neste sentido na minha pessoa. Mas estou ainda tão longe do topo!
Dou muito e inconscientemente espero mais do que deveria.
Quando esses outros fazem parte do seleto grupo de pessoas a quem amo de verdade, lidar com a frustração é bem difícil.
Como perceber que pessoas vitais em nossa vida não parecem ter tanto interesse em nos deixar participar das suas?
Mais especificamente... tenho amigas de infância. Muitos anos há entre nós. Bárbaras influências na minha formação infanto-juvenil. Elos formados que outrora pareciam resistíveis ao tempo, a distância e diferenças socio-culturais.
Não estou mais de corpo presente. Mas sempre de alguma forma perto. Bem perto. Elas participam dos ganhos e perdas, das conquistas e do desenvolvimento da minha filha quase que através de uma lupa.
Recebem fotos, comentários, diários de bordo de viagens.
Não faço a mínima ideia se elas estão de bem com seus namorados, se engravidaram há três meses atrás, se o casamento será em Novembro ou em Dezembro ou se decidiram cursar uma segunda faculdade.
Mal fazem idéia de quão importante seria mostrar a foto da barriguinha crescendo ou a Igreja onde o casamento será celebrado.
E aquele telefonema inesperado com a voz embargada de felicidade quando descobriram que terão uma menina?
Muita história há entre nós e em nome dela tive expectativas de “até que a morte nos separe”, bem como teoricamente uma vez nos disseram ser o matrimônio.
Me questiono porque isso acontece mais com as mulheres do que com os homens. Por quê os homens parecem ser mais amigos quando comparados ao que se passa no mundo feminino? Seria a tal competitividade ou a egocentricidade que fazem que com estejamos tão concentradas em nós mesmas e nas nossas vidas?
Bem, infelizmente a maioria DAS MORTAIS parece achar que amizade só nos serve quando estamos a dividir a sala de aula, os namorados que são amigos ou o bairro onde moramos. Ou seja, apenas situacional .
Estou em uma semana muito irritada com as mulheres e hoje preferiria ter nascido homem!
Lil escreve aqui aos sábados e está tentando lidar com a frustração e o amadurecimento. A falta de fidelidade feminina pode ser uma regra mas ela pensou um dia que aquele era um grupo que fazia parte da exceção!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Excelentíssimo Senhor Frei Frade
Durante a sobremesa saiu uma conversa sobre «Frei» sabe-se lá por que. Simplesmente nenhum dos quatro consegue lembrar porque começaram a falar sobre frei. Então veio a tal questão levantada pelo químico. Mas então, qual a diferença entre frei e frade? Disse ele com cara de interrogação.
Um dos físicos metido a enciclopédia começou logo a explicar que Frei era a forma qualificativa para a pessoa do frade.
-Tem a mesma função da palavra excelentíssimo, quando usamos, por exemplo, para o presidente «excelentíssimo senhor presidente» entendeu? Disse ele.
Os outros três nem hesitaram, já aceitaram logo a idéia do físico sabichão.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Quando
Quando o inverno chegar
Quando o livro acabar
Quando o sol se por
Quando a semente brotar
Quando a chuva cair
Quando o arco-íris colorir
Quando o céu se abrir
Quando a foto desbotar
Quando a pele enrugar
Quando eu te encontrar
Quando você me conhecer
Será que o ciclo vai se fechar?
Milena escreve aqui às quintas.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Super-PRO
terça-feira, 12 de maio de 2009
Canção
Procuro o meu mundo
Procuro serenamente
E sonho sempre pro alto
Tentando meu maior salto
Tentando entender minha mente
Sigo por tantos caminhos
Entre pedras e espinhos
Não consigo mais chorar
Corro em direção ao céu
E dispo todo véu
Que meu corpo ousar tocar
Vou viver entre as estrelas
Que são pérolas serenas
Que nadam no universo
Quando morrer, serei ima sereia
E rolarei na poeira cósmica
- areia –
E choverei em forma de verso.
Renata recomenda a todos três gotas diárias de poesia, faz muito bem para a alma.