domingo, 1 de junho de 2008

Cansaço, música e cama

É exatamente uma e dezenove da manhã, ou seja, já é domingo. Trabalhei hoje (ou ontem) o dia quase todo. Quase porque passei a manhã no hospital com minha avó porque ela precisava fazer uma transfusão de sangue. Aí, decidi aproveitar o tempo e doar também. Só que fui informada que pelo fato de eu ter um "sangue raro", não poderia doar! Disseram que me chamariam quando precisassem; eu já havia escutado esta história antes. Mas ninguém nunca chamou.

Quando achei que is poder ir pra casa, fui chamada pra mover o PIB do país e nestas horas eu não consigo negar fogo: a workaholic não pensou duas vezes antes de ir trabalhar. Nove e meia da noite. Cheguei em casa cansada pra burro, doida pra tomar um banho e cair na cama, mas tive visitas. Finalmente consegui, depois que as visitas se foram, tomar meu banho e me preparar pra escrever aqui. Fui surpreendida por duas - isto mesmo - duas festas na rua, sendo uma de cada lado da minha casa!!

Na casa ao lado, que eu carinhosamente chamo de maconhódromo, a música é de primeira. Bee Gees, Gloria Gaynor, Earth, Wind and Fire, Stones, Santana e Stanley Jordan. Fora a maré que sobede lá até a minha sala, está tudo bem. Só estaria melhor se eu houvesse sido convidada para a festinha. O bicho tá pegando lá, mas não incomoda em nada.

Mas a outra festa, começo a achar que está acontecendo DENTRO da minha casa! Deve ter algum cômodo gigantesco e escondido, com várias pessoas de extremo mau gosto dentro do qual eu, até então, desconhecia a existência. Não é que a festa me incomode. Esta festa simplesmente me dá náuseas!! Está tocando aquela porcaria de créu!! Como é que pode alguém, primeiro, ousar chamar isto de música?!! Villa Lobos revirou na tumba, tenho certeza. Acabou o créu e começou uma coisa de tigrona. Uma voz esganiçada, gritando de forma estridente palavras desconexas sobre violência, polícia e fogão. Não resisti; olhei na janela. A festa - se é que se pode chamar aquele ajuntamento de gente de mau gosto de festa; eu particularmente chamo de quadrilha, já que são mais de quatro pessoas e chamar aquilo que está tocando lá fora (e aqui dentro, infelizmente) de música é um crime; bem, enfim, a tal "festa" está acontecendo lá do outro lado da avenida paralela à minha rua!!!

Fui dominada por um súbito sentimento de piedade por todas aquelas pobres almas vizinhas da festa. Fiquei pensando em todos os pobres coitados que trabalharam no sábado, que estão cansados como eu, mas que têm a infelicidade de morar mais perto do infeliz que acha que este funk deturpado é música e que todo mundo é obrigado a ouvir e gostar daquilo. Esta coisa que está tocando me incomoda profundamente, a ponto de eu estar acordada escrevendo sobre algo absolutamente diferente do que tinha pensado antes. Estou rezando pro cansaço me vencer. Preciso dormir. Mais do que desabafar sobre a falta de educação alheia. Mais do que pensar no trabalho de amanhã. Mais do que me incomodar com um barulho que não tem hora pra acabar.
Vou dormir. O cansaço venceu.


Laeticia está babando de sono. Trabalhou como uma danada hoje, está morrendo de sono e se desespera só de lembrar que, pra ela, amanhã é dia útil.
Mas o sono e o cansaço estão falando alto demais. Nem vale a pena chamar a polícia. Senão eu vou é passar mais raiva.



4 comentários:

Carla disse...

Menina, ninguém merece!!!

A mamãe teve uma experiência dessa essa noite, só q a festa foi no ap em cima do dela. Disse q tinha umas 50 pessoas sapateando na cabeça dela e q depois q a festa acabou a menina ligou a hidromassagem por mais de 2 horas!!!!

Ficou louca!!!!

Afeeeeeeeeeeee!!! Espero que consiga descansar!!!

Beijos

Angel disse...

Que meleca, hein! Qual o seu tipo sanguíneo?

Ninguém merece ouvir o tal "Créu" em nenhuma hora do dia, ainda mais em estado de cansaço. Deus nos livre disso!

Força na peruca amiga! Tenho certeza de que você vai ficar rica...kkkk

Bjos!

Renata disse...

Laeticia, guria! Perde o sono, mas não o senso de humor! Hehehe!
Não vai trabalhar demais, hein?
Adorei a definição da quadrilha! Hehehe
Beijão!

vanandram disse...

"Créu"do! Rs...
Já passei por isso, Lê, quando solteira, na "casa de mãe". Um pessoal do bar, lá perto, sempre comemorava a vitória do time deles com a musiquinha que segue abaixo:
"Pau, pau Palmeirinhas,
seu pai é um puto e sua mãe é uma galinha..." No dia da charanga, 8 da madrugada, apelei: abri a janela e xinguei até!
Bjs, Vanessa.

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