Terá sido tão de repente assim? Desaceleramos muito com a proximidade dos 40. Aprendemos a caminhar apreciando o caminho ao invés de correr loucamente para chegar sabe-se lá onde. Descobrimos que todas queremos chegar lá, e que o lá de cada uma é diferente. Aprendemos a olhar de dentro para fora. Muita coisa aconteceu nesta década. Crianças nasceram, animais de estimação se foram, relações se fortaleceram, outras, desvaneceram. Aprendemos muito. Principalmente que dividir só nos faz melhores.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Uma conversa sobre o tempo...
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Bridezilla
terça-feira, 7 de abril de 2009
Renovação
Como um parênteses, esclareço que tenho, sim, inúmeras críticas à Igreja Católica e a várias igrejas por aí afora, mas como meu pai sempre disse: igreja é coisa de gente, não se espera que seja perfeita.
Mesmo assim, acredito que religiosidade é essencial na vida de qualquer ser humano. Como é possível acordar e pensar: bom, eu, que sou um amontoado de células e moléculas que o acaso juntou e em mim resultou, vou fazer o que hoje? Respeito todas as crenças, e acho importante a pessoa ter uma.
Como católica, considero a Páscoa a mais importante das celebrações, pois traz a mensagem e o espírito do renascimento, da renovação. Parte por ser este o significado no meu nome, mas a maior parte por ser tão forte a história e seu significado, que fico mesmo tocada nesta época, mais que no Natal. Porque agora se pensa em recomeçar, em reunir forças e realmente lutar pelo que se acredita. E realmente se sente ser amado, incondicionalmente. E isso não tem preço, nem mesmo uma cesta gigante de chocolates traz isso.
Renata deseja que o coelhinho seja generoso com todos e que o sentimento de renascimento toque vocês!
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Feixe de luz
sábado, 4 de abril de 2009
Março em três tempos
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Não tem dinheiro que pague
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Biocronômetro (Ou a irritante síndrome da ansiedade crônica galopante em contagem regressiva)
Faltam doze anos para eu adotar um filho.
Devem faltar uns três anos para termos um filho.
Faltam sete meses e um dia para nossa lua-de-mel.
Faltam sete meses para nosso casório.
Espero que faltem menos de sete meses para eu ver a mana e a gringa.
Espero que faltem menos de sete meses para eu ver a Lila e a Isa.
Faltam dois meses e meio para fazermos sete anos juntos.
Devem faltar uns dois meses para a Panfs virar mocinha.
Falta um mês para eu talvez ver meu fofo e meu bródi no seu níver.
Faltam doze dias para a Páscoa.
Faltam doze dias para terminar minhas férias.
Faltam dez dias para eu conseguir organizar tudo o que é preciso.
Faltam dez dias para eu matar a saudade da Mi.
Faltam sete dias para uma das maiores fofuras do mundo fazer dois anos.
Faltam três dias para a incrível experiência do curso de noivos.
Faltam três dias para seis gurias saudosas se encontrarem.
Espero que faltem menos de três dias para eu ver meus padrinhos de casamento.
Faltam dois dias para eu experimentar o bufê.
Faltam dois dias para eu ver o meu amor.
Falta um dia para eu levar negrinho para minha vó e ganhar cafuné.
Faltam cinco horas para o jogo do Brasil com o Lú e a Déia.
Faltam quatro horas para eu receber o orçamento que espero.
Faltam umas três horas para possivelmente chover em Porto Alegre.
Faltam trinta e cinco minutos para eu não mais poder postar hoje.
Faltam vinte minutos para eu sair correndo para tentar resolver um cacho coisas.
Faltam cinco minutos para minha mãe perder a paciência me esperando.
Faltam dez segundos para acabar o texto.
Falta uma eternidade para eu parar de biocronometrar.
Gisele Lins escreve aqui às quartas-feiras. Tic-tac-tic-tac.
terça-feira, 31 de março de 2009
Professor também é gente
Só nas duas últimas semanas, três casos de agressão de alunos contra professores vêm chocando a população. Em uma dos casos, a professora teve traumatismo craniano.
Deixo claro, desde já, que sou contra qualquer tipo de violência. Acredito mesmo que violência só gera mais violência.
E sei muito bem que famílias violentas geram filhos violentos, que por sua vez vão gerar famílias violentas. E acredito que a educação tem um papel importante neste processo, pois pode oferecer alternativas e tratar essa doença, evitando que o ciclo se perpetue.
Mas a educação é também incumbida pela sociedade e pelo Poder Público de dar conta de várias outras questões.
A violência no trânsito está assustadora? Vamos trabalhar isso nas escolas.
Há preconceito racial? Coloquemos nos currículos escolares.
A cultura indígena não é devidamente conhecida e respeitada? Acrescente-se no currículo e tudo se resolverá.
Esses são apenas alguns exemplos, de inúmeros outros, em que simplesmente se atribui a responsabilidade para a escola, sem preparo dos profissionais que nela atuam, e como se a escola fosse sinônimo de educação.
Espera-se que a população saiba ler e entender o que leu, para que tenha acesso aos seus direitos, deveres e exerça sua cidadania de forma autônoma. Esse é o ideal de qualquer professor. Mas o real é o professor que ouve ameaças e xingamentos em plena sala de aula. É o professor que tem taquicardia antes de entrar na sala. É o professor que sai da sala de aula e diz: sobrevivi a mais essa. É o professor que nunca sabe se aparta a briga, correndo o risco de também ser agredido ou se se exime, correndo o risco de permitir que dois alunos se machuquem. É o professor que cada vez dá menos conteúdos e exige menos, porque não consegue fazer com que a turma acompanhe o ritmo que desejaria.
O real, e estou generalizando e cometendo todas as injustiças que isto carreta, é o professor que fica doente, que se decepciona com a educação e que se sente responsável por resolver os problemas do mundo, desde a crise financeira a te o aquecimento global.
Este é um texto desabafo, para alertar que educação na escola não é uma poção mágica para todos os problemas do mundo. E para alertar que professor também é gente. Não é vítima. Não é vilão. Não é mártir. Não é santo. Professor é gente!
Renata é gente. E se desilude. E cansa. E se indigna com as injustiças cometidas pela sociedade, que põe a responsabilidade e a culpa por inúmeros problemas no professor, se isentando de atuar em outras esferas.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Segunda-feira
domingo, 29 de março de 2009
Receita do Fim-de-semana Perfeito
sábado, 28 de março de 2009
Depressão
Ser diagnosticado deprimido é uma coisa um tanto quanto chata. Principalmente quando se tem como característica a alegria constante. Aí, põe chato nisso estar com depressão. Mais do que chatice, vem aquela insegurança, sabe? A gente fica pensando: poxa? Onde foi que errei? Como que isto aconteceu? Porque aconteceu comigo? Não!! Depressão é pros outros!! Eu? Deprimida? Nunca!!!!!!!!!! Buááááááááááá
Pois é. Aconteceu comigo. Aliás, está acontecendo. Há já algum tempo eu não sentia a alegria de sempre. O bom humor foi dando espaço pra apatia, pra indiferença, pro “foda-se” constantemente ligado. Só que eu não percebi. Não vi que estava triste, estressada, pré-ocupada com meu futuro e esquecendo meu presente. Nesta brincadeira, deixei de lado o que tinha de mais importante (eu mesma) e passei a viver em função de uma coisa impalpável, absoluta e inquestionavelmente abstrata: meu futuro. E me perdi no tempo. Me perdi de mim mesma.
Aí aconteceu uma coisa que me jogou no fundo do poço. Eu, que achava que já estava no fundo do poço, descobri que de fato o fundo do poço tem porão. Fui perdendo paulatinamente tudo que tinha de importante, do menos pro mais valioso. Até sentir que tinha perdido tudo, inclusive minha identidade. Mas consegui me erguer um pouquinho, dar ouvidos à minha família, e recomeçar. De novo. Mas o que é a vida senão um eterno recomeçar? Nunca tive medo disto, não ia ser agora que eu ia pagar pau pra vida. Seria muita ironia, muita incongruência. Eu não tenho medo da vida, não tenho medo de me atirar de cabeça. Recomecei.
Recomecei resgatando minha família. É verdade: no pior momento da sua vida, é com a família que a gente pode contar. Mãe, irmã, irmão e cachorro. Aí resgatei a mim mesma. Ainda estou neste processo. Com a recuperação de um pouco da minha auto-estima, resgatei o namoro que deu início ao meu casamento e procurei ajuda médica. Engraçado, né? As pessoas acham que porque a gente tem um médico dentro de casa nenhum problema de saúde vai passar batido. Mas médicos não são médicos cem por cento do tempo. Médicos são homens, maridos, amigos, pessoas, seres humanos. Não sabem tudo, não sentem tudo, ou melhor, sentem tudo.
Aí que minha depressão só ficou aparente quando eu estava no fundo do poço. Talvez eu tenha me escondido do diagnóstico, tenha fingido pra mim mesma muitas coisas, mas um dia eu acordei. Reconheci que não estava bem, que não ia conseguir sair sozinha daquele labirinto e deixei de lado meu orgulho e preconceito. Sentimentos que eu tinha certeza que não existiam, mas estavam lá. Procurei um psiquiatra, aceitei tomar remédio, fui pra terapia. Agora, passado algum tempo, estou me sentindo forte o suficiente pra expor minhas feridas. Não que eu esteja pronta pra outra, a gente nunca está, mas acho que estou pronta pra reconhecer minhas limitações, pra ser humilde e pedir ajuda. E colo, muito colo. Porque dei colo minha vida toda. E agora quem quer colo sou eu!!!
quinta-feira, 26 de março de 2009
Pré-vida-real
quarta-feira, 25 de março de 2009
O Corajoso Ratinho Desperaux contra a Xenofobia
terça-feira, 24 de março de 2009
O eu e os outros
Acho, mesmo, que é impossível dissociar o que somos da influência dos outros, pois somos a soma dos resultados de nossas interações com os outros.
Ao mesmo tempo em que nascemos e morremos sozinhos, descoberta que muito me chocou, ninguém é sozinho. Pelo simples fato de que para algo ter significado, é preciso que o ser humano o signifique. O significado de tudo, de nossas idéias, de nossas ações, é dado pelo nosso próprio olhar, pelo nosso afastamento, mas também pelo olhar do outro.
E realmente acho que fugir e se esconder e negar as outras pessoas da nossa vida para tentar encontrar sua essência, não é um ato de coragem, mas de egoísmo.
Se você não entendeu e quiser entender, veja o filme “Na natureza selvagem”, linda fotografia e ótima trilha sonora.
Renata vem tendo inúmeras comprovações de que somos a soma das escolhas que fazemos, e que a escolha dos amigos é muito importante na vida do indivíduo, principalmente na adolescência.
segunda-feira, 23 de março de 2009
A pressa do tempo
Rápido, Rápido, Rápido, me pareçe gritar o mundo.
De frente para a nova telinha da tecnologia, no entanto, todos dizem, lento, lento, lento.
Ontem, Hoje, e, provavelmente, Amanhã, estaremos dizendo - minha conexão é Lenta!
Talvez sim, Talvez não; mas queremos tudo mais veloz.
Rapidez, Eficiência e Eficácia.
Palavras de Ordem, da nova Ordem do Tempo.
Tudo pareçe acontecer mais rápido, quase imediatamente.
E, se não, nos sentimos, Perdidos, Enfurecidos, Atrasados.
O tempo hoje tem pressa, e nos corremos ao seu encontro apesar de nunca conseguirmos alcançá-lo.
sábado, 21 de março de 2009
Siglas, números e coisas que a gente acha que nunca acontece com a gente
quarta-feira, 18 de março de 2009
Atrás das nuvens ainda tem um céu azul
terça-feira, 17 de março de 2009
Motivos ou Motivações
Algo como: o que leva uma pessoa a maltratar um cachorrinho? Ou um gato? Ou uma criança?
O que leva as pessoas a te fecharem no trânsito?
O que leva uma pessoa a sair com meia calça rendada, blusa e sapato de onça, apesar de seus muito óbvios mais de 70 anos?
O que leva uma pessoa a descolar os cantos do aviso de proibido fumar colado no elevador?
O que leva uma pessoa a ameaçar a outra de morte por esta ter colocado um piercing?
O que leva uma pessoa a pedir desculpa de tudo, o tempo todo, para todo mundo?
O que leva uma pessoa a mentir? A fofocar? E roubar? A enganar? A depredar?
O que leva uma pessoa a abandonar seus próprios filhos?
O que leva uma pessoa a deixar todo o trabalho para os outros, aparentemente sem o menor remorso?
segunda-feira, 16 de março de 2009
“Tens dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”
Tudo, por si só já nos diz muito
Quando acordamos assim
Queremos dormir de novo
Por uma semana, talvez mais
Tenho dúvidas sobre tudo
Meu trabalho, a casa de meus pais, minha forma física
Não tenho certeza de nada
Se vou conseguir atingir meus objetivos
Ser uma excelente professora, ter minha casa própria e de quebra emagrecer um pouco
Mas sinto apenas um nada
Que dormiu e acordou esquisita
Sem lugar direito, sem forma, sem energia
Só o dia branco cinzento fez a segunda parecer um pouco melhor
Menos calor, pernilongo e suor
O pensamento era esse, nublado.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Bizarrices
Personagem principal: Mulher de 30, de cabelo novo, feliz da vida apesar da TPD (tensão pré defesa).
Coadjuvante: Senhor de mais de 80 anos, de cabelos completamente brancos, amparado por uma bengala, custando ficar de pé.
Lá vai a Mulher de 30, feliz da vida com seus cachinhos novos, saltitante, cabelos ao vento. Nem a proximidade da defesa da tese afetaria aquele momento único que é sair do salão de beleza se sentindo (e sendo) a mulher mais linda do mundo e da Paraíba. Lá vem o Senhor de mais de 80 anos, feliz da vida com sua bengalinha. Naquele ponto inevitável da calçada onde ambos passam um pelo outro, ouve-se, em alto e bom som (dentro dos limites de 80 anos, é claro):
GOSTOOOOOOOOOOOOOSA!!!
- II -
Personagem principal: Mulher de 30, ansiosa pra fechar um negócio, na sala de espera de seus clientes, pai e filho, ambos famosos cirurgiões plásticos.
Coadjuvantes: Paciente cinqüentinha vestida como Menina de 20. Secretária linda, do alto dos seus 18 aninhos. Cirurgião plástico filho, 35 anos, bonito, educadíssimo como todo homem deveria ser.
Saem do consultório o Cirurgião filho e a Paciente cinqüentinha, ele visivelmente exercendo auto-controle; ela, visivelmente jogando charme: “aaaaaaaaaaaaaaai, mas eu bem que queria não ter um rosto tãããão fino, saaaaaaaaaaaabe, queria ter assiiiiim umas bochechinhas” (sem perceber que a Mulher de 30 presente possui as tais bochechas) “seu rosto é bonito e harmônico como ele é e ficará mais bonito ainda depois da pequena intervenção que faremos” (médico educado e gentil) “aaaaaaaaaaaaaaaaaaah, mas pensando beeeeem, prefiro não ter estas bochechonas gigantes porque com o tempo elas caaaaaaaaaaaaaaaem, nééééééé’?” (olhando fixamente para a Mulher de 30 que permanecia indiferente na cadeira). Segue-se um silêncio sepulcral. O Cirurgião filho, educado como sempre, oferece um expresso e a Paciente cinqüentinha o acompanha, sem perceber que a Mulher de 30 está ao lado da máquina de expresso. A Paciente cinqüentinha, não satisfeita com toda a atenção que o Cirurgião filho a dispensava, passa a encarar a Mulher de 30, até esta acabar olhando de volta. Neste momento em que os olhares da Paciente cinqüentinha e da Mulher de 30 se cruzam, ouve-se em alto e bom som (desta vez, sem limites de idade):
VOCÊ VAI FAZER PLÁSTICA NO ROSTO, NÉÉÉÉÉÉÉ?
quarta-feira, 11 de março de 2009
O raio do Quase
terça-feira, 10 de março de 2009
Aprendi
Aprendi que as pessoas têm sempre um lado bom. Aprendi que bom humor faz milagres.
Contigo aprendi que comunicação é a chave. E realmente abre muitas portas.
Aprendi que as pessoas são muito mais do aparentam.
Contigo aprendi a viajar. A conhecer. A ver com outros olhos.
Aprendi que é simplesmente impossível para algumas pessoas gostarem demais de churrasco.
Contigo conheci pessoas, coisas, lugares, comidas. Sensações. Palavras. Idéias.
Aprendi que há várias formas de se expressar carinho.
Contigo aprendi tantas coisas sobre mim e sobre a vida que tu nem fazes idéia.
Contigo aprendi que sou mulher.
Aprendi que as coisas não são para sempre... nem as ruins e nem as boas.
E aprendi que as pessoas mudam, crescem, se aproximam e se afastam e que isso, no final, deve fazer algum sentido.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Algumas dicas para esse Mundo Catártico
Na falta total de outras idéias brilhantes fiz algo que nunca havia feito antes, exatamente para não plagiar outros pensamentos, mas fiz, li os últimos textos postados no blog. Normalmente gosto de lê-los após ter escrito o meu.
Bom, continuei sem idéias geniais ou pensamentos eufóricos que por vezes nos fazem acreditar que descobrimos a pólvora, mas pensei em deixar algumas dicas de coisinhas que podem, ou não, nos aliviar um pouco desse mundo estranho em que estamos vivendo. Preparem-se pois aí vão:
Pra quem não conhece e para aqueles afortunados que já assistiram, Monty Python, selecionei alguns links de esquetes favoritas no YouTube:
http://www.youtube.com/watch?v=ur5fGSBsfq8 (Philosophers Football)
http://www.youtube.com/watch?v=IqhlQfXUk7w&feature=related (Ministry of Silly Walks)
http://www.youtube.com/watch?v=k3HaRFBSq9k&feature=related (Argument Sketch)
sexta-feira, 6 de março de 2009
A pergunta que não quer calar
quinta-feira, 5 de março de 2009
Por Favor, Desliguem Seus Celulares!
Senhoras e senhores, por favor, desliguem seus celulares! Este aviso sempre é falado logo antes do início de peças de teatro, shows e filmes no cinema. Entretanto, as pessoas continuam mantendo os aparelhinhos ligados, e perturbando o ambiente. Será possível que as pessoas não podem desligar do mundo por cerca de duas horas para assistir a um show, ou filme, ou peça de teatro?! Elas não podem prestar atenção ao evento ao qual compareceram pela própria vontade, com intuito de se divertirem?! Além disso, não é extrema falta de educação atender a um telefone num local em que a conversa atrapalha os demais presentes, inclusive cantores e atores, nos casos de shows e peças?!
Pois é, mas esse desrespeito já praticamente faz parte da cultura do brasileiro. Sempre que vou ao cinema, tem um celular tocando, alto, e depois algum infeliz atendendo e conversando. O mesmo ocorre em shows e no teatro. É um porre! No ônibus, às vezes é até engraçado, pois a gente ouve a conversa toda dos outros, que falam alto, e eles nem se importam de dividr suas intimidades com os outros 40 passageiros do lotação! Mas lá, pelo menos, a gente pode ligar o MP3 e esquecer da vida do outro contada ao celular.
Fui ao cinema outro dia, para ver um desenho animado, para descontrair. Havia muita gente, pais e crianças. Eu me assentei numa poltrona atrás de uma senhora com a filha dela. Ao começar o filme, a dona retira o celular da bolsa e o abre. Aquela luz azul foi direto nos meus olhos. Achei que ela iria desligar o celular, mas não, ela ficou teclando alguma coisa, que deveria ser uma mensagem. Demorou, algumas pessoas chegaram a insinuar que era hora de desligar o celular, mas só depois de um tempo é que a senhora o desligou.
Achei que iria enfim assistir ao desenho normalmente. Me iludi. A dona voltou a abrir o maldito aparelho, e, dessa vez, começou a conversar com alguém. Ela não parava. Para quê ir ao cinema, se vai ficar namorando o celular?! Ela voltou a desligar, e eu tive um pequena esperança de que o pesadelo acabasse. Aí, lá perto do fim do desenho, a dona abre o aparelhinho de novo, e começa a falar mais uma vez. Perdi a paciência. Como achei que se eu falasse com ela, não iria adiantar, e ia começar uma briga, resolvi fazer diferente. Como estava atrás dela, cheguei com as mãos juntas bem perto do ouvido da senhora, e bati palmas fortemente literalmente ao pé do ouvido dela! Ela quase pulou da cadeira de susto, olhou para trás, e eu fingi que não sabia de nada. Ela desligou o celular, e conseguir ver o restante do desenho em paz.
Tania não é contra tecnologia. É contra desrespeito, falta de limite e falta de educação.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Mau-caratismo revoltante e disseminado
terça-feira, 3 de março de 2009
Conhecer e reconhecer
Sabem aquela situação em que você percebe que a pessoa com quem você mora (mãe, pai, marido, esposa...) mudou demais do dia pra noite!? É estranho... a cabeça fica confusa e pensamos logo: “por que essa mudança tão repentina?” Na verdade não foi nada repentina, nós, sim, estamos tão preocupados com outras coisas que não percebemos essa mudança surgir e evoluir no seu devido tempo.
É, eu estou vivendo esse momento. Acordando para uma realidade que já estava aqui e eu nem me dei conta. Minha mãe mudou, muito. Já passou dos setenta anos e embora ainda trabalhe fora de casa, dirija e comande a casa, tudo acontece de forma bem diferente do que há vinte anos. Parece que ela se cansou de fazer o papel de mulher maravilha. E agora? Senti-me um tantinho desamparada e percebi que os papéis mudariam aos poucos. Toda paciência que ela me dedicou e dedica ainda, preciso devolver com a mesma intensidade ou mais. Tenho de cuidar dela, protegê-la, sem tirar toda a liberdade que faço questão que ela tenha. Ela está perfeitamente apta à vida que leva, porém cansada, seu ritmo mudou.
Devo confessar que tenho dificuldades em me adaptar à terceira idade de minha mãe. Mas estou evoluindo, tentando neutralizar meus pontos fracos com mais tolerância, compreensão e aceitação da realidade. Isso não é um sacrifício, com amor tudo fica mais leve, mais natural.
Se pensarmos bem, estamos sempre em processo de mudança, afinal aprendemos todos os dias, no trabalho, na rua, em casa, na escola, enfim temos sempre uma novidade no olhar, nas palavras, nos sentimentos. Nessa convivência diária, é preciso muita atenção ao outro e a nós mesmos, é preciso conversar seriedades, amenidades, é preciso ouvir, é preciso reafirmar o amor em cada bom dia e boa noite. É preciso conhecer e reconhecer todos os dias aquele com quem você divide teto, comida, problemas, alegrias, silêncio...
segunda-feira, 2 de março de 2009
Ressaca de Carnaval
Acredito sinceramente que as mulheres atingem o auge de sua beleza e exuberância durante os trinta anos. Após uma semana carnavalesca e o início de uma segunda um tanto quanto reflexiva, chego a conclusão que quero chegar lá bem melhor do que hoje, e muito melhor do que anos atrás.domingo, 1 de março de 2009
Pinte tudo de preto
Acordei de manhã
Eu vi uma porta vermelha e tudo que eu queria era pintá-la de preto
Nada de cores, eu quero tudo preto
Eu vejo uma linda garotinha
Tenho que virar a cabeça e respirar fundo até aquele momento negro passar
Eu vejo uma linha de carros e todos são pretos
Recebo flores dos meus queridos
E penso que esse dia nunca mais vai voltar
Alguns sentem o momento, viram os rostos constrangidos
Assim como um bebê que nasce, na verdade isto acontece todo dia
Eu fecho os meus olhos e vejo que meu coração está preto
Eu vejo a minha porta vermelha e ela foi pintada de preto
Talvez isto me faca esquecer os fatos
Não é fácil levantar a cabeça quando todo o seu mundo foi pintado de preto
Eu não podia imaginar que o meu dia seria assim
Eu olho lá fora e o sol está alto e bonito
Eu olho direto pro sol e imagino
O meu amor sorrindo pra mim antes da manhã chegar
Eu vejo uma porta vermelha e tudo que eu queria era pintá-la de preto
Nada de cores, eu quero tudo preto
Eu quero tudo pintado de preto, sim de preto
Preto como a noite, preto como o carvão
Eu quero que o sol seja borrado no céu
Eu quero vê-lo pintado de preto, de preto
Liz tinha grandes expectativas para do dia dos seus trinta anos. Diferente de outras mulheres, ela esperava ansiosa. Por um acaso do destino, egoísmo de uns e impaciência de outros o dia foi um grande fiasco. Se inspirou na sua musica favorita dos Stones ‘Paint it black’ pra descrever o dia. Felizmente não desistiu de comemorar esta importante passagem da vida, vai esperar a poeira baixar e com certeza vai colorir o seu mundo de novo.