sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Amante, namorada e Sábia Mahara

Bom, como mulherzinha que eu sou, eu adoro ler bobagem em site de mulherzinha. Entre minhas preferidas estão a coluna da Meg Riot na TPM e o Banheiro Feminino. No Banheiro Feminino tem o Tio da Limpeza, que dá respostas às cruéis dúvidas femininas de forma um pouco mais escrachada que a Meg, e a Sábia Mahara (infelizmente não tem como linkar aqui) responde de forma leve e divertida também. Uns dias atrás passei muito tempo rindo das perguntas e respostas que a Sábia Mahara dá, mas uma coisa sempre me chama atenção quando estou rindo... Da forma engraçada dela responder as perguntas, normalmente tem um bom senso nas respostas que faz com que mesmo na brincadeira aquilo deva ser levado a sério. Sabe aquelas coisas que a gente precisa ouvir? Tipo “Desencana, esse cara não quer saber de você”, ou “Ele quer te comer e sumir. Se sua única intenção for dar e se divertir, vai fundo.”

Mas o que me chamou mesmo atenção nas várias cartas e dúvidas foi a quantidade de mulher que escreve “Sábia Mahara, tenho um namorado casado...”A Sábia (e como é Sábia, rs) Mahara começa a resposta dizendo “Você não é namorada dele, é AMANTE”. Vocês não tem noção, são realmente muitas mulheres que julgam que seus amantes casados são namorados realmente. Poxa, na minha modesta opinião, um namorado é aquele cara que faz as coisas com você, anda de mão dada, frequenta sua casa, você frequenta a dele, fazem planos, passam datas importantes juntos... Aquele cara que quer te dar uns pegas no canto do escritório depois do expediente, com quem você encontra num motel suspeito (cada um no seu carro, claro), que não vai passar Dia dos Namorados com você, que você tem que fingir que é um mero conhecido (ou desconhecido, em alguns casos), é sim SEU AMANTE, não seu namorado! E não me venha com essa história de “ser amante é melhor porque só fica com o lado bom” porque nunca é bom não poder contar pras pessoas que está apaixonada, que ama e é amada (neste caso, será que é mesmo?), de não poder fazer programinha bobo como ir ao cinema de mão dada e comer sorvete ganhado na boca.

Bom, acredito que existem dois motivos que podem levar uma mulher a se submeter a este tipo de relação destrutiva e degradante. O primeiro deles é amor, afinal, a gente infelizmente não escolhe quem ama. Neste caso, se ele também te ama (afinal ter um compromisso não impede ninguém de se interessar por outra pessoa; a medida do caráter dela tem a ver com como se lida com a situação) e se ele realmente está infeliz do lado da “mulher doente com quem não tem vida de casado mais há muito tempo e continua junto por pena e por causa das crianças”, ele não vai deixar escapar a chance de ser feliz do seu lado. Agora, se ele não te ama a ponto de te assumir, faça-se um favor: ame-se mais e vá procurar alguém que te mereça! Eu sei que é difícil mas não impossível. Ser amante (e não namorada) neste caso só vai machucar você, a esposa e eventualmente até os filhos. Quem vai se dar bem é só o safado.

Já o segundo motivo acho mais delicado, porque neste caso envolve mesmo mulher (com o perdão da palavra) vagabunda. Aquelas que não podem ver uma aliança que já se jogam pra cima do que “pertence” a outra. Aquelas que saem de uma relação com um homem casado e já procuram outro casado. As que não podem ver uma família bem estruturada que querem, pra inflar seu ego, colocar aquilo tudo a perder. Não colocam na cabeça que a diversão delas custa sofrimento a outras pessoas. Não estou falando que o homem que trai é um pobre coitado seduzido não, aliás, quem jurou respeito e fidelidade à esposa foi ele, e não as outras mulheres. Mas poxa, custa escolher no meio de tantos homens leves, livres e soltos? Tem mesmo que mirar no comprometido? Talvez essas mulheres só entendam o sofrimento que elas provocam quando por algum milagre o cara realmente larga a família, casa com ela e ela passa a ser a chata reclamona que vai levar um galho na cabeça assim que outra espertinha resolver ciscar na área dela. Neste caso muitas vezes ela jura que o casamento dela é um conto de fadas, ou, na pior das hipóteses, que pode estar mal das pernas mas que tem, sim, jeito de ser reestruturado, afinal, ela ama, julga que ele ama e com amor tudo tem conserto.


Sisa, 28 anos, solteira, tem esperança de um dia ter um casamento bacana, com amor e respeito, mesmo sabendo que nem sempre é um mar de rosas. Não julga as apaixonadas que caem na lábia de um casado safado, mas realmente despreza as invejosas que só acham graça em um homem se ele estiver acompanhado.


6 comentários:

Carlos disse...

Cecilia,
Achei seu tema interessante e fiz muitas reflexoes sobre ele... Achei um texto sempre atual, porem depois de analisar e pensar na vida achei excessivamente simples. Nao e possivel enquadar os 5 bilhoes de habitantes da Terra em 2 categorias de homens (os safados e os nao safados) e 2 de mulheres (vagabundas e nao vagabundas). Cada ser humano tem a sua vida e cada uma e diferente da outra. A ideia basica do texto, que o mundo se forma de bandidos e mocinhos e otima... para um blog de 12 anos, no maximo. Para um de 30, os autores ja deveriam ter vivido o suficiente para terem passado por todos os tipos de situacoes e saber que em diferentes fases da vida as vezes somos bandidos e as vezes mocinhos. Com 36, ja fiz diversos papeis na vida... quando tinha 30 tambem ja tinho feito e, com certeza, com 50 terei ainda mais papeis na lista. Ninguem e perfeito... ninguem e totalmente ruim... ninguem pode julgar a vida alheia sem te-la vivido... cada vida e uma vida e, se assim nao fosse, a humanidade seria completa com 4 habitantes... dizer "faça o que eu mando, mas nao faça o que eu faço" e tarefa simples... basta refletir um pouco... assim como determinar regras e padroes de comportamento... dificil e segui-los.

Louise disse...

Sisa, entendi a idéia do texto e concordei plenamente. Acho que muitas vezes mesmo sabendo que está num a furada a garota ama mais ao cara do que a si mesma, não só as amantes, algumas não conseguem ser entituladas nem de namoradas e mesmo assim continuam fazendo papel miserável (quem nunca passou por isso que atire a primeira pedra), não dá pra julgar, só dá pra ter pena.
Ótimo texto,como sempre!
Bjos!

Angel disse...

É mesmo complicado julgar. Tanto o lado feminino quanto o masculino.

Concordo que os safados e as vagabundas existem sim, e detectá-los é fácil.

Também existem casos especiais, que só os conhecendo bem é possível emitir alguma opinião.

O assunto é extenso e polêmico, quem sabem possamos conversar sobre isso quando vc voltar, o que eu espero ansiosamente.
Beijos!

Paula disse...

Oi Sisa!

Eu costumo dizer que abomino traição, que ela é ferramenta de pessoas fracas, que não conseguem assumir que há problemas com o relacionamento e acabam fugindo para uma relação extra-conjugal... Mas como a Angel disse, é difícil, muito difícil julgar!
Costumo dizer para o Luís que se ele algum dia se interessar por outra pessoa, que eu gostaria de ser a primeira a saber para podermos conversar e quem sabe sermos apenas bons amigos. Mas será que o interesse em outro(a) é razão para traição, separação ou outra medida drástica? Vai depender do que é traição para cada um...
Seu texto deu idéia para o meu próximo!
Beijos.

Angel disse...

Adooooreiii a Sábia Mahara! Muito engraçada e realista!
Bjos!

Anônimo disse...

Sou amante há 5 anos, ele é 19 anos mais velho que eu. Começamos a nos relacionar porque ele literalmente correu atrás de mim, lutou por quase um ano, batalhou bastante para conseguir me conquistar. No início eu não sabia que ele era casado, possivelmente se soubesse desde o inicio, não me interessaria por ele. Ele me contou que era casado quando percebeu que eu já estava bastante interessada.
Eu o amo, ele me ama. Não sofro nem um pouco com o fato de não viver na mesma casa, bem como, de não dormir e acordar todos os dias com ele. Eu tenho a minha estrutura familiar que gosto muito, meus interesses pessoais, ele tem os dele.
Penso bastante nele, me preocupo com seu bem estar, e procuro levar este relacionamento de forma equilibrada e saudável, apesar de todo o estigma em torno deste tipo de situação. Ele pensa em mim e no meu bem estar também. Porém ele tem um discurso um pouco contraditório pois acha que eu mereço encontrar alguém que possa ser completo comigo, todavia não quer me largar de jeito nenhum, e tem bastantes ciúmes de mim (é a natureza egoísta do ser humano...).
Temos bastantes afinidades profissionais, visto que trabalhamos na mesma área (não somos da mesma empresa), nossos interesses profissionais são similares, já atuamos em diversos projetos juntos, eu como gerente dele. Ele me orienta em meu trabalho de pós-graduação, tendo em vista sua grande experiência na área, e eu muitas vezes o ajudo na coleta de informações que ele necessita. Quando ele precisar eu também irei ajudá-lo em sua pós-graduação.
Não perco tempo questionando: “por que ele não fica oficialmente comigo”, “se a vida familiar dele é desgastante então tinha de largar tudo e ficar comigo”, “se me ama por que continua com a esposa” e pererê e parará...A vida é curta, dentro em breve morreremos, existe um fato: eu o amo e ele me ama, quero aproveitar este fato, com as limitações que a vida impõe, e principalmente sem ferir ninguém.
Percebo muitas vezes que as pessoas, principalmente as mulheres tendem a projetar em um parceiro (namorado, marido, amante) a sua felicidade e razão de viver, sentem que existem somente se tiverem um homem, e algumas uma necessidade excessiva de mostrar para a sociedade que “possuem” um homem (tenho um homem, logo existo), acredito que esta forma de se relacionar não seja amor, e traz bastante sofrimento para as mulheres, independentemente de serem esposas ou amantes. Há que se perceber que o amor transcende, o amor liberta.
Outro fato, as mulheres têm vergonha em admitir que são amantes também, por que o sexo (na maioria dos casos) é muito bom, visto que os amantes se permitem uma série de sacanagens que elas não conseguiriam com um marido convencional (na maioria dos casos). O homem dá o melhor que pode na cama com a amante, e por não quererem admitir que são tão “safadinhas” quanto os homens, como se isso diminuísse o amor que sentem, se fazem de vítima dizendo que estão sendo ludibriadas por homens safados e somente querem ser boas esposas anorgásticas destes homens.
Penso que, se a mulher procura alguém para dar um nome a ela, formar um patrimônio e apresentar esta pessoa a sociedade, tem que ser bastante objetiva, e o primeiro quesito do check list a ser repassado para os pretendentes é de que os mesmos devem ser solteiros, não faz sentido perder tempo com homens casados, porém se amam e por isso estão com um homem casado, não faz sentido quererem que eles dêem um nome a ela, formem um patrimônio e as apresente a sociedade, eventualmente isto pode acontecer, mais é exceção.
Nós mulheres precisamos ser mais objetivas e simples...

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