sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O que queremos e o que nos é dado...

Esta semana esse texto foi escrito em plena segunda-feira. E você aí pensando... E o que tem isso de extraordinário, hein? Bom, pra começo de conversa tem que eu sempre mando o texto no limiar do esporro da Cecília – auto-intitulada ditadora nojenta que mantém a mulherada na linha na base da chicotada mesmo – justamente porque eu só escrevo o texto no último minuto. A vida em cima da hora seria o título do livro sobre minha vida.

E você pensando mais uma vez: tá, e o kiko? Paciência, jovem. Já vou explicar.

Este texto foi escrito com antecedência porque nos últimos dois dias eu estava trabalhando na capital deste país. Sim. Lá mesmo. No antro. Na toca da raposa. Cidade altamente concretada e seca. Uma beleza.

E daí que você não entendeu bulhufas do que eu estou escrevendo, hein?

É que é o seguinte...

Eu nunca soube exatamente o que eu queria fazer na vida, sabe?

Sou filha de uma artista, até que gostava de estudar, já quis ser médica e publicitária, mas sou farmacêutica. O lance é que eu sou farmacêutica porque meio que foi a única faculdade que eu passei, entendem?

Pois é. Triste mesmo, mas fazer o que? A vida é assim.

Daí que foi nesse meio tempo entre sair da faculdade e chegar ao Ministério da Saúde (ah, tá, podem parar de rir agora... pelo menos eu tenho um sonho plausível muito melhor do que o Gianecchini, não é?) que eu conheci a Débora.

A Débora, esta mesma que escreveu ontem aqui, sempre soube muito bem o que ela queria da vida. E ela tinha tudo planejado. E apesar das curvas serem diferentes agora, ainda acredito que a estrada que ela trilha é a mesma que ela tinha em mente e o objetivo final está lá, intocado.

E eu ali, do lado dela, pensando o tempo inteiro: “Como é que ela consegue? Como é que dá para ter tanta certeza de alguma coisa? Como, meu deus, se eu nem sei o que eu quero fazer no natal?”

Mas esse texto não é sobre a Débora. É sobre mim, certo? Sobre como eu sou perdida quando o assunto é planejar a minha vida. Acho que no fundo eu nunca nem tentei fazer algo parecido com isso. As coisas na minha vida sempre acontecem do nada. Simplesmente se jogam na minha frente. Assim, sem eira nem beira.

É isso que está acontecendo agora. Sem querer, eu consegui um emprego bacana, onde tenho liberdade para aprender o tempo todo. Tá, obvio que ainda to muito longe ficar rica, mas não existe jeito melhor de aprender do que meter a cara. E foi isso que fiz esta semana em Brasília. Meti a cara mesmo. Se vai dar certo, quem saberá?

O importante disso tudo é que a partir de hoje o meu objetivo está mais claro. Aproveito o espaço para lançar minha campanha. Para 2012 – Milena como Ministra da Saúde.


Milena é brasileira, 29 anos, farmacêutica, de boa índole, inveja a Angelina Jolie e se estivesse ao lado do Brad Pitt até encararia a luta pela paz mundial. Escreve aqui às sextas.

5 comentários:

Louise disse...

Amei esse texto!!!
Eu sou exatamente o seu oposto, planejo até o que vou fazer no ano que vem. Confesso que senti um pouco de inveja de você, porque esse meu jeito certinho me torna chata e previsível, acaba sendo muito mais estressante ficar o tempo todo correndo atrás dos objetivos do que quando as coisas por acaso acontecem e vão dando certo, mas não sei ser de outro jeito, então paciência rs
Bjos!

Paula disse...

Gostei Milena!
Acho que viver a vida sem planejamento deve ser ótimo e não tão bom ao mesmo tempo. É legal se surpreeender com as pequenas coisas que acontecem de repente, mas ter um objetivo e traçar estratégias para alcançá-lo também faz um bem enorme!
Você está caminhando para um equilíbrio muito saudável! Espero que eu também consiga aprender com você e deixar um pouco o planejamento de lado.
Beijos.

Sisa disse...

Eu hein, se voce sendo so farmaceutica e metida desse jeito, se virar ministra da Saude ninguem te aguenta, hahahaha... Adorei o texto. Bjs

PS: Desculpe a falta de acentuacao, mas tou na SUICA (logo ali rs) e esse teclado ta configurado em alemao rsssssssss

Gisele Lins disse...

Oi, flor!
Se te contenta minha vida é todinha assim, eu planejo, planejo, mas no fim, o que sobressai é o imprevisto!
É bom, mas eu tb fico com a sensação de que "pô, se tudo isso de bom acontece meio que sem quere, imagina o que não podia acontecer comico realmente querendo...". No fim das contas eu relaxo e prrefiro o "o que tiver que ser será".
Beijão!

Débora disse...

Como já disseram nos outros comentários, eu tbm gostaria de não gastar tempo planejando a minha vida, porque hoje me sinto muito frustrada por várias coisas que não deram certo e isso não é bom...Hoje, já não tenho a mesma certeza do meu futuro profissional que você citou no texto, mas tento não desanimar e tento também ficar calma, para poder visualizar as oportunidades que são colocadas no meu caminho. Isso é a sua melhor qualidade e vantagem sobre mim, a calma diante das oportunidades e isso vc está fazendo direitinho, sabendo agarrar cada chance que é colocada no seu caminho, sabe, igual um sapo que come moscas?rs

bjs

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