domingo, 19 de agosto de 2007

Em tempos de Jogos Parapan-americanos

Sempre me emociono quando vejo as Paraolimpíadas ou os Jogos Parapan-americanos... Imagino quantas dificuldades cada um daqueles atletas enfrentou pra chegar lá e quantas enfrentam no dia-a-dia. Fica então impossível não parar para pensar: por quê pessoas com tão poucos problemas simplesmente ficam estacionados, paralisados em suas próprias vidas?

Parece que a maioria tem uma grande capacidade de transformar probleminhas em problemões, obstáculos em muralhas intransponíveis. Não é bem assim que a vida funciona. Todos passamos o tempo todo por situações que precisam de soluções, de escolhas. O que não significa que sempre ter que achar solução é um empecilho para nos tornarmos melhores e maiores. Muito pelo contrário! Olhar para cada novo dia com naturalidade e acreditar na capacidade que temos é o primeiro passo para vivermos bem e com tranqüilidade. Colocar cada situação nova em suas dimensões reais pode ser a princípio um desafio, mas a gente deve tentar não maximizar o que não é bom.

Em vários momentos me identifico com o perfil "nada otimista". Mas não desisto de lutar contra ele.

Volto e vejo esses atletas. Dá para imaginar que muitos deles são capazes de feitos maiores do que de outras pessoas fisicamente perfeitas? Pois são, e com honra e glória! Agora a razão de uns serem melhores que outros, independentemente das habilidades e condições inatas, é basicamente uma só: a persistência em superar seus próprios limites. E como já disse Henry Ford "Há mais pessoas que desistem do que pessoas fracassadas.". Acho que ele tinha razão.

Desejo que tenhamos sempre muita força, coragem e otimismo para fazer das nossas próprias vidas algo muito gratificante!


por Aline: Professora de educação física e mãe em tempo integral, veterinária não atuante... Casada, dois filhos lindos (claro!!!! rsrs). Adoro contemplar o mundo e perceber que existe esperança, beleza, alegrias.

5 comentários:

Paula disse...

Oi Aline!
Concordo com você. Acho que a questão da deficiência mostra muito mais pessoas lutadoras e batalhadoras, persistentes, que não desistem. E, às vezes, nós que não precisamos nos esforçar demais nas tarefas simples, acabamos sucumbindo em obstáculos menores...
Em 2005 eu corri a São Silvestre e me lembro claramente de uma vontade doida de andar uns passinhos. Por sorte, estava perto de mim um atleta deficiente, correndo no seu ritmo sem pensar em andar. Então eu percebi: só porque me cansei um pouco vou parar? Eu treinei duro e, no primeiro obstáculo vou desistir? Aquele atleta me fez continuar... Nunca vou esquecer...
Procuro levar a lição comigo para qualquer situação da minha vida!
Parabéns pelo texto!
Beijos.

vanandram disse...

Aline,
realmente � uma li�o de vida! Foi gratificante e revigorante ler o seu texto!
Um abra�o,
Vanessa.

Sisa disse...

Oi Aline,
Outro dia eu estava vendo um jogo de basquete em cadeira de rodas, de repente assustei, porque o cara levou o maior tombo. Antes que eu pensasse como ele ia fazer pra levantar, la estava ele novamente em cima da cadeira batendo bola. Foi so nesse dia que parei pra pensar nessas coisas que vc escreveu. A gente realmente desanima com muito pouco... Beijos

Débora disse...

Aline, tbm já me questionei sobre a força de vontade que essas pessoas têm e me perguntei pq tbm reclamo tanto. Mas são esses os exemplos que temos que seguir e lembrarmos deles quando vier uma vontade (mesmo que pequena) de reclamar da vida! bjs

Laeticia disse...

Pois é. E eu que fico reclamando do peso, da barriga, do culote... deu até vergonha :-P

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