quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Cometi um grande erro esta semana...

Será mesmo que é preciso brigar? E por que brigar dói tanto? Eu me sinto muito mal se discuto com alguém. Qualquer ação do tipo brigar, discutir, me desentender, ter um atrito sempre me faz tentar “consertar” a situação depois. Algo dentro de mim me diz que o que aconteceu não foi correto; parece que falta racionalidade, que falta respeito; que não estou no controle de mim. E estes sentimentos são péssimos! Mas vejam bem, quando me refiro à briga, não considero lutar pelo que acredito, pelos meus direitos; eu me refiro a ferir alguém com as minhas palavras.

Às vezes me sinto meio hipócrita por ser assim. Admiro quem briga e pronto, pelo menos não se arrepende depois (é o que é, sabe?), mas eu não consigo ser assim; para mim não vale a pena... Evito ao máximo chegar neste ponto, mas às vezes acontece. E esta semana eu briguei com uma pessoa muito especial, a que mais amo na vida, mas que não vai comentar porque ainda não ensinei a fazê-lo. Eu me senti a última das pessoas, uma culpa muito grande tomou conta de mim e eu quis morrer! E sabe por quê? Porque eu sabia que quando nos falássemos novamente, ela conversaria comigo como se nada tivesse acontecido. Desta forma, eu me sinto pior ainda, porque o fato de eu me redimir não significa nada... Esta pessoa tão especial, tão imensamente generosa, uma gigante em minha vida, consegue não se apegar a ressentimentos, tem o dom do perdão e se coloca no lugar do outro, a fim de entender o porquê de tanta sandice.

Pouco depois da discussão, já estávamos conversando novamente e eu pedi desculpas, sinceras mesmo, quando ela me disse: “você não precisa pedir desculpas, só não pode querer que eu mude”. Sabe, mãe, eu não quero que você mude (nem um pouquinho), quero mesmo é conseguir ser um décimo da pessoa maravilhosa e grandiosa que você é! Se eu conseguir, a vida terá valido a pena!

Este não era o primeiro texto que eu idealizava escrever sobre e para minha mãe... As linhas ideais, contando porque ela é a melhor mãe do mundo, ainda escreverei. Porém, hoje, mais que discorrer sobre todas as qualidades que fazem dela o meu maior e melhor exemplo, o meu porto seguro, eu precisava dizer que sinto muito e que a amo demais!

Até a próxima...


Paula é uma pessoa geniosa, mas da paz; não gosta de brigar e se sente muito mal quando isto acontece. Irá se empenhar em não incorrer neste erro novamente, principalmente com as pessoas que mais ama. Escreve aqui toda quarta-feira.



10 comentários:

Vivian disse...

Oi Paula,
Realmente é ruim a sensação que temos depois de uma discussão: "por que eu fiz isso??, ou, Deveria ter sido mais paciente", mas as vezes é inevitável e a gente explode mesmo. Mas o bom é que sempre há a possibilidade de pedirmos desculpas e dizer eu te amo. Já é alguma coisa... Beijos

Queila disse...

Paula,
Ao ler o seu texto de hoje... eu chorei!
Você é linda.

Débora disse...

Paula,

Acho que brigas/desentendimentos são inevitáveis em alugns momentos de nossas vidas, só não podemos fazer deles uma rotina e sempre temos que ter a consciência de sermos humildes para reconhecermos que erramos e pedir perdão. Pelo visto vc conseguiu essa tarefa difícil. Parabéns!
bjs

Tania disse...

Concordo com a Débora. Seu texto me comoveu, pois também ajo assim, e, mesmo pedindo desculpas, continuo me sentindo péssima.

Sisa disse...

Nossa, Paula, brigar é ruim mesmo. E eu acho que qualquer pessoa que tenha um pouco de alma se sente mal quando briga, mesmo que não admita. Uma vez eu observei por meses, bem de perto, duas pessoas que brigam muito, com todo mundo. Coincidência ou não, eram infelizes e sozinhas. Não adiantava elas falarem que não se importavam. Porque o fato de realmente não importarem pra ninguém as feria, e muito...

Angel disse...

É Paula, esses momentos são doídos. Magoamos quem amos sem querer, na hora em que nossas vistas estão turvas e daí a pouco já era! Pedir desculpas é o melhor, mesmo que não minimize a auto-punição, como no meu caso...
Beijos
Angel

Aline Bahiense disse...

Ai, também chorei...
Mas não se puna, não é assim que funciona. As brigas devem ser raras, mas não são sempre evitáveis...
Grande beijo

Milena disse...

O melhor da briga é sempre fazer as pazes.
Somos todos humanos, afinal...

Laeticia disse...

Olha, Paula, briga acontece e as piores são com aqueles que a gente mais ama. Acho que porque a gente sabe que eles acabarão nos perdoando. Mas realmente é uma coisa que acaba com a gente. Tive notícia de duas irmãs amigas de verdade que brigaram feio num determinado fim de ano por aí e que viveram o inferno na terra até fazerem as pazes. Elas se amam e se perdoaram, mas mesmo assim sabem que o buraco fica na tábua mesmo depois que o prego sai. Por isso que a gente tem que tentar ser menos impulsiva porque a palavra dita já era. A parte boa é que no seu caso (e no das irmãs amigas) veio um aprendizado com a briga. Aí talvez ela até tenha valido a pena.

Paula disse...

Oi Meninas!

Concordo com todas vocês! Brigar é sofrido, doído, faz chorar; aí vem o remorso que faz chorar mais e dói mais ainda...
Sou meio sentimental demais, mas mãe é jóia rara, não se pode macular uma relação dessas!
Mas uma idéia que sempre trago comigo é a de que podemos tirar lição de qualquer situação vivida, sabe? Acho que aprendi a minha...

Beijos!!!

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