terça-feira, 25 de setembro de 2007

Aqueles Dias

Bom Dia! – Alguém te diz.

Bom Dia pra quem? O dia está bom pra você? Pra mim está uma droga!

Essa é a resposta que sonhamos dar nos dias em que o stress fala mais alto. Em Megafone, eu diria.

Não estou falando de TPM. Que nada! Se algum dia tive isso, nem percebi. Estou falando de um estado de tensão acumulada por inúmeros pequenos problemas (reais e criados por nós), que vem à tona ao primeiro olhar torto de um transeunte. Com o agravante de que, muitas vezes, só nós enxergamos o lado torto do olhar alheio.

É muito comum, em dias assim, tentarmos “dividir” essa tensão com quem amamos. E de uma forma bem torta. O fulano diz “Homem na Lua” e você entende “Você é uma mula”. Aí é conflito certo, vem ataque com aquele vocabulário não muito usual, vem aquele bico quilométrico que pode durar uma semana, vem aquele calor próprio de uma crise de tensão, vem o choro e, enfim o arrependimento.

E agora? Não se pode mudar o que está feito. Mas podemos nos desculpar. Saber pedir perdão é nobre, embora o ato não funcione como apagador. Sorte nossa quando se trata de alguém que amamos, é mais fácil admitir o erro, mais fácil pedir perdão. E existe a possibilidade do perdão ser aceito. Claro, depois de todas as verdade ditas sem piedade.

Nesse processo não dá pra pular etapas. Para que o fato não se repita todos os is devem ter o seu pinguinho.

Comemoro o fato de ser seletiva, escolho com critério minhas amizades e meus amigos são aqueles aos quais realmente sou capaz de amar e que são capazes de me amar. Amizade compreende, entre outras coisas, perceber bons e maus momentos e participar deles da forma mais construtiva possível.

Só os amigos se suportam na tensão, nem que isso custe um Engove antes e outro depois.


Angélica teve seu momento de boom e o “dividiu” com a Renata, uma grande amiga. Ainda bem! Depois de ouvir todas as verdades VERDADEIRAS que merecia, reconheceu que é preciso criar um medicamento mais eficiente que Engove para que seus amigos suportem seus momentos de boom.



7 comentários:

Paula disse...

Coincidência absurda, Angel! Eu também tive um "boom" e quem ouviu foi minha mãe... Sem ter lido seu texto, escrevi sobre isso para amanhã! Muito engraçado!
Mas voltando ao seu texto, eu me sinto exatamente assim também, sabendo que passei dos limites e que preciso pedir perdão...
Só espero que isto aconteça cada vez menos, porque me sinto péssima!
Beijos.

Sisa disse...

Oi Angel,
Eu costumo falar que a gente tem mania de descontar em cima das pessoas mais próximas porque normalmente temos tanta certeza que elas nos amam, que também temos uma certeza confortadora que elas nos perdoarão. Mas todo mundo cansa um dia, e a gente não deve abusar disso, né? Coisa fácil de falar e difícil de colocar em prática. Mas tentemos. Beijos

Tania disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tania disse...

É claro que não devemos colocar toda a carga em quem amamos, mas o problema é que temos que agir sempre coerentemente, com calma e precisão no trabalho, nos encontros sociais, em sociedade em geral. Aí nos resta desabafar com quem amamos. Também cometo esse erro, mesmo tentando não cometê-lo.

Silvia disse...

Minha mãe diz uma frase que acho muito sábia e com frequência me lembro dela: "viver é muito fácil o difícil mesmo é conviver". Com certeza! Beijos.

Milena disse...

Conheço muita gente que tem um boom e desconta em todo mundo.
Tento não fazer isso, pois mesmo que peça desculpas e que as desculpas sejam aceitas, acho uma atitude imperdoável e me sinto mal por muito tempo.
De novo, nossa humanidade - ou a falta dela - falando mais alto...

Laeticia disse...

Menina, mas que falta que um chocolate não faz, hein?

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