segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Objetos de Desejo

Acredito que objetos que causem sinceros desejos em uma mulher são, no mínimo, inúmeros ou até infinitos. Analisando friamente, as mulheres praticamente movem o mundo do comércio, sem nós o dinheiro provavelmente ficaria estancado em bolsas de valores, aplicações bancárias e todas essas outras coisas financeiras que só homem mesmo que possuí a santa paciência e interesse pra entender e, quem sabe, tentar te explicar.

Mas existe sim, e obviamente, dois itens que propiciam transtornos, talvez psicológicos, em ambos os sexos, livros e cd’s. Ahh, este dois artefatos consumíveis e que na verdade nos consome e nos alimenta. São completamente livres de culpa, mesmo quando seus valores, por vezes, são absurdos, tem-se a real sensação de que vale a pena, e realmente vale.

Suas capas, cores e formas, o papel – aquele papel amarelado, não branco alvo, mas quase bege, lindo – seus cheiros, de tinta, de poeira, da estante, do livro. Seu conjunto na estante divido por assuntos ou temas, suas lombadas, seus tamanhos diversos, suas estórias, principalmente elas.

Já os cd’s não possuem tantos atrativos aromáticos ou visuais, provavelmente por possuírem um apelo auditivo e não visual, o que não significa que necessitem de menos atenção, todos juntos em ordem alfabética, suas minúsculas caixinhas coloridas, compõem uma grande orquestra e muitas vezes o nosso humor.

Percebemos que chegamos ao cúmulo do fanatismo quando fazemos listas de desejos, que invariavelmente crescem de forma desproporcional ao tanto que diminuem, quando vemos que em nosso histórico de empregos existe uma livraria e um laboratório de restauração de livros de uma biblioteca, quando lembramos de um Natal em que seus presentes eram livros e o pior, que você adivinhou qual é qual sem tirar o papel e chorou depois de abri-los.

Bom se isso é saudável, realmente eu não sei, mas gosto de dormir no meio deles, já imaginei um perfume com seu cheiro e possuo dois sonhos, ter uma livraria e uma biblioteca particular, de madeira é claro.


Silvia tem suas edições preferidas, editoras e traduções; bem como inúmeros cd’s piratas e também aqueles que nunca copiaria, pois com alguns artistas acha que é falta de respeito, e definitivamente é uma cliente chata quando se trata de saciar sua fome com estas preciosidades.


5 comentários:

Sisa disse...

Oi Silvia,
Como te falei ontem, se eu estou cada dia mais pobre é sempre culpa do vício por livros. Eu me amaldiçôo cada vez que entro numa livraria e saio mais pobre. Mas quando depois pego o livro na mão, abro e começo a ler... Ahhh dane-se a pobreza! Eu quero é ter livro! E ler, claro, rs...

Paula disse...

Silvia, que barato! Eu, às vezes, me acho insana com o quanto gasto com livros por mês. Sou completamente compulsiva: científicos, ficção, documentários, não importa! Ah, só não gosto de auto-ajuda, mas isso é porque não sou dada a ouvir receitas de bolo sobre pessoas: cada um é cada um e nem sempre o que funciona com um, vale para o outro.
Para minha mãe me convencer a doar minha coleção da Série Vagalume, foi uma luta rs!
Precisei entender que aquilo que acontecia comigo quando lia podia acontecer com outras pessoas também!
Muito bom seu texto!

Gisele Lins disse...

Haha, eu juro que como a Paula também lembrei da minha série Vagalume. Pior, minha coleção do Monteiro Lobato de capa dura, que até hoje choro quando penso que ela se foi (pelo menos foi para uma biblioteca). Livros e seus cheiros, sim! Livros usados, então... Marcas de café dedicatórias para mim anônimas... Eu amo, amo, amo livros também!
Muito bom!

Angel disse...

Também adoro livros, não sou compulsiva por comprá-los, aliás não sou compulsiva em compras. Mas é um prazer inexplicável ler, que não abro mão. Também sonhao com uma biblioteca particular com portas de vidro, de correr.
Bjos!

Laeticia disse...

Eu já estou sonhando é com o dia que os textos deste blog virarão livro!!!

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